Arquivo do mês: setembro 2019

Livros prorrogam minha existência e impedem que eu caia nas malhas no banal

Por Isaias Costa

biblioteca

Estou publicando esse texto na mesma semana em que se faz memória aos 80 anos da partida do pai da Psicanálise Sigmund Freud. Ele morreu no dia 23/09/1939 aos 83 anos nos deixando um legado imenso e uma obra extremamente frutífera.

Até escrevi nas redes sociais que espero viver pelo menos até os 100 anos para conseguir ler a sua obra completa, que dá mais de 7000 páginas.

Refletindo sobre tudo isso encontrei algumas lindas palavras da escritora carioca Nélida Piñon que me inspiraram muito. Confira!

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“Nasci escritora, nasci leitora. Os traços e as idiossincrasias, inerentes a ambos os estados, acompanham-me sempre. Já na infância, tinha apetite pelas palavras, escritas ou faladas. Olhava os escritores de forma agradecida. Aqueles seres, responsáveis pelos livros de lombadas atraentes e capas coloridas, forravam seu imaginário com feno e sonhos. Livros que me prorrogavam a existência e impediam que caísse nas malhas do banal.”

Nélida Piñon – Aprendiz de Homero

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A tristeza tem o aspecto didático da aceitação do fim de um ciclo

Por Isaias Costa

tristeza

O pranto, às vezes, é como a chuva tão esperada pela semente escondida no leito do humo. Dele a vida faz brotar.”

Prof. Hermógenes

Essa linda frase do livro “Mergulho na paz” do Prof. Hermógenes é muito verdadeira e profunda. Traz um olhar metafísico para o significado da tristeza e do choro na nossa vida.

Existem diversos tipos de choro, o da tristeza é o mais comum, porém, tem o choro de felicidade, de superação dos limites, o que vem das risadas intensas. Assim como existem os choros manipuladores, melindrosos etc.

Por isso que o autor da frase fez questão de escrever a expressão “às vezes”, porque existe essa amplidão de choros!

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O pensamento vê o mundo melhor que os olhos

Por Isaias Costa

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“O pensamento vê o mundo melhor que os olhos. O pensamento atravessa as cascas e alcança o miolo das coisas. Os olhos só acariciam as superfícies. Quem toca o bem dentro de nós é a imaginação”.

Bartolomeu Campos de Queirós

Essa linda passagem do livro “O olho de vidro do meu avô”, de autoria desse incrível escritor mineiro, traz diversas reflexões interessantes. Acredito que para as pessoas mais idosas talvez traga até certo saudosismo do tempo em que não existia televisão…

Antigamente, as novelas eram transmitidas por rádio e suas histórias se desenrolavam tais quais as novelas atuais, com essa preciosa diferença na qual todas as cenas eram imaginadas pelos ouvintes. Por exemplo, a personagem Teresa, que se casaria com o Marcos, era imaginada de um jeito diferente por cada pessoa, e isso fazia com que existisse uma forma muito peculiar e criativa de se acompanhar uma novela.

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A cultura na visão de Frei Betto e sua avó

Por Isaias Costa

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O escritor Frei Betto tem um livro chamado: “Minha avó e seus mistérios”, no qual se inspira nas lições que aprendeu com sua sábia avó. Num dos textos do livro ele compartilha uma dessas preciosas lições. Veja!

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Jamais se envergonhe de sua cultura. Ela é a sua raiz e identidade. Quem é mais culto: o professor de física quântica ou a cozinheira analfabeta que lhe prepara manjares de dar água na boca? Lembre-se: não existe ninguém mais culto do que outro. Existem culturas distintas e socialmente complementares.

E arrematou:

– Para sobreviver, o professor de física quântica depende mais da cultura da cozinheira analfabeta do que ela dos conhecimentos dele.

Frei Betto

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