Arquivo do mês: março 2021

Onde está a minha esperança?

Por Isaias Costa

“Se eu souber onde mora a minha esperança, terei razões para viver e razões para morrer. E a vida ficará bela mesmo no meio das lutas.

Sei muito bem onde minha esperança não está. Não está também nas elites, sejam ricos ou doutores, intelectuais ou empresários. Não está em partido político algum, de direita ou de esquerda. E nem nos poderes legislativo, executivo, ou judiciário. Também não está nas igrejas nem nos movimentos religiosos.

Não coloco minha esperança em coisa alguma que seja definida por categorias sociais. Olho para todas elas com profundo desinteresse. Jamais comprometeria a minha vida com qualquer delas.

Onde está a minha esperança? A minha esperança está numa multidão de indivíduos, independentemente do seu lugar social ou econômico, que vivem possuídos pelo sonho da vida, da beleza e da bondade. A esperança de Camus estava no mesmo lugar que a minha:

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Degraus de Luz

Por Sonia Argon

É com imensa alegria que venho compartilhar com todos vocês um lindo poema da querida Sonia Argon, que conversou comigo pelo e-mail e comentou sobre seu amor à escrita, à arte, à música, à poesia… Todos esses universos que são a cara do blog “Para além do agora”.

Então é claro que foi um prazer ler seu poema e saber que ela está com um lindo projeto de vídeos para o Youtube com o canal “Degraus de luz”. Deixarei o link do seu canal mais embaixo para que se inscrevam, curtam os vídeos, comentem, compartilhem com os amigos etc.

Seja muito bem vinda minha amiga! Que seja o primeiro de muitos outros textos!

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Degraus de Luz  (Sonia Argon)

Se não pudermos ser Frutos para nutrir a Terra,

Que possamos ser Sementes.

Se não pudermos ser Flores para enfeitar as janelas,

Que possamos ser Vasos.

Se não pudermos ser Canção para embalar os sonhos,

Que possamos ser Silêncio.

Se não pudermos ser Discurso para encorajar os corações,

Que possamos ser Escuta.

Que tenhamos um Sorriso doce,

Quando faltar Esperança.

Que tenhamos um Olhar sereno,

Quando faltar Doçura.

Que tenhamos uma Palavra terna,

Quando faltar Companhia.

Se não pudermos ter a Segurança da terra firme,

Que possamos ter a Singeleza do grão de areia.

Se não pudermos ter a Valentia do vento,

Que possamos ter a Suavidade da brisa.

Se não pudermos ter a Força dos mares,

Que possamos ter a Simplicidade de uma gota d’água.

Que não almejemos ser Estrelas, mas que possamos ser a menor centelha de luz a iluminar a Escuridão.

Que não precisemos fazer grandes Obras, mas que consigamos ser uma pequena onda de calor a dissipar a Solidão.

Que não intencionemos fazer Sucesso, mas que tentemos plantar uma minúscula partícula de Esperança em cada Coração.

Se não pudermos ser Elogio sem restrição,

Que possamos ser Paciência.

Se não pudermos ser Parceria sem questionamento,

Que possamos ser Respeito.

Se não pudermos ser Atenção,

Que possamos ser Gentileza.

Se não pudermos ser Escada de transformação,

Que possamos ser, apenas, “Degraus de Luz”!

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Segue abaixo o link do vídeo com a leitura desse poema na voz da Sonia Argon!

Sonia Argon é Bacharel em Direito. Pós-Graduanda em Filosofia. Locutora, Roteirista e Narradora de Audiodescrição. Eterna Aluna de Canto! Atuou como Professora de Educação Infantil por longo período, em sua cidade natal, Petrópolis, situada na região serrana fluminense. Confessa ser encantada pela Comunicação e pelo enriquecimento proveniente da troca de ideias e da interação entre as pessoas. É Petropolitana de nascimento e alma, mas, pelo fato de viver na cidade do Rio de Janeiro há um bom tempo, já se considera Carioca de coração!

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Antes de a morte chegar, ainda vamos abrir muitas portas

Por Isaias Costa

Esses dias li um texto no facebook do meu amigo João Vale Neto, tutor do CEBB (Centro de Estudo Budistas Bodisatva) que considero necessário pra esses tempos tão sombrios e de tantas incertezas quanto ao futuro. Leiam com toda a atenção!

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Todos passamos por algum momento da vida onde achamos que as coisas não vão ter jeito. Geralmente acontece na infância, quando percebemos que por mais fortes ou poderosos sejam nossos pais, eles não sabem de tudo. Olhamos para isso e vemos que não vamos ter condições de resolver “o que não tem jeito” justamente porque somos pequenos, sem muita capacidade ou recursos. Então, a impotência surge e, com ela, a falta de energia do corpo. Uma sensação de porta trancada e não sabemos onde está a chave. É assim que vão surgindo outras partes de nós: impotentes, depreciadas, melancólicas. Todas elas vem nos socorrer diante daquilo que “não tem jeito”. Quanto mais eu não tiver necessidades, menos vou precisar dar um jeito. Por isso, melhor ser incapaz, sem valor, logo, já que nada tem jeito. E assim a impotência se torna uma constância na nossa vida.

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