O amor não é uma troca, é um compartilhamento

Por Isaias Costa

“Um dos erros mais crassos que escuto em todos os lugares é que ‘o amor é troca’. Fico imaginando o amor diante de um absurdo balcão de negócios, como algum personagem canastrão anotando em um improvável livro-caixa todo amor que deu entrada e saída, como se fosse possível, ou mesmo saudável, a contabilidade do amor.

Seria como transformar em números o incomensurável; como se fosse possível descrever o invisível; como tornar pesado o que, para existir, precisa ser leve; como desmanchar o todo para virar nada. Amor é compartilhamento. É oferecer sem tributos ou contrapartida o que se tem de melhor; ou não será amor.

Qualquer interesse fora da felicidade que se possa transmitir ao outro contamina o amor que, em reação, desaparecerá. A recíproca também se aplica e o faz surgir, como por magia, quando oferecido na sua forma mais pura. Sem entrega incondicional não haverá amor; na falta de amor, ainda que haja festa, nenhuma felicidade existirá”.

Yoskhaz

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Essas são palavras simples, mas que infelizmente a grande maioria das pessoas ainda não coloca na prática da vida. É perfeita a comparação que o Yoskhaz faz com balcões de negócios. Talvez seja por isso que vemos um número cada vez maior de pessoas infelizes nos seus relacionamentos amorosos, sejam namoros ou casamentos. Neles não está havendo um verdadeiro compartilhamento, mas apenas trocas. Chega uma hora que a nossa alma, o nosso coração se cansa de viver uma mentira e grita através das crises e mais crises que acabam surgindo!

Tenho comentado nos textos mais recentes que existe uma escala de frequências que corresponde ao nosso estado interno e nosso comportamento diante do mundo e das pessoas. Ficar na troca apenas como se a outra pessoa fosse um objeto, um negócio, é um comportamento de baixíssima vibração, que se for citar, seria a frequência da barganha. Na barganha está contida a insegurança, a desconfiança, o medo e por aí vai.

Nós precisamos, através do autoconhecimento, nos trabalhar internamente para elevar nossa vibração e frequência. O amor verdadeiro está numa frequência bem mais alta. Primeiro nós temos o amor mais egoísta, que é vivenciado de uma forma restrita (cônjuge, amigos, família…). Mas já é um sentimento delicioso! Porém, podemos ir muito mais além. O amor incondicional, que o mestre Jesus e tantos outros mestres nos ensinaram e vivenciaram enquanto estiveram aqui, essa deve ser a nossa meta. Nessa escala de frequências o amor incondicional está na faixa de 540 hz, é uma frequência absolutamente transformadora para si mesmo e impacta em todos os redor, impacta toda uma sociedade!

O amor incondicional se estende para a natureza e todas as suas formas de vida, o reino mineral, os relacionamentos com pessoas difíceis, às ajudas aos mais necessitados, que na imensa maioria das vezes não têm condições de retribuir, às pessoas que se colocam como adversárias na nossa vida etc. Se ficarmos nessa ideia pequena de troca, jamais iremos experimentar essa grandiosidade!

Eu almejo viver numa sociedade na qual mais e mais pessoas elevem a sua frequência e vibração e assim possamos todos ser muito mais felizes. Mas se trata de uma escolha individual. Ninguém pode aprender a amar de uma forma forçada. Aliás, isso nem faz sentido! Porque amor não combina com força, combina com suavidade, leveza, serenidade…

Por um mundo no qual o amor seja vivido intensamente como um compartilhamento e deixemos as trocas apenas para as coisas do campo puramente material…

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