Arquivo da tag: Albert Einstein

Benditas coisas que eu não sei

Por Isaias Costa

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Lá no começo do século XX, o grande cientista Albert Einstein desenvolveu sua teoria da relatividade geral e restrita e com essa teoria revolucionou inúmeras antigas verdades, e talvez a maior delas seja essa aqui: o tempo e o espaço são absolutos. Ele provou que NÃO. Na realidade eles são relativos!

Nessa semana estava refletindo sobre isso a partir de uma lindíssima música da Zelia Duncan que ainda não conhecia, chamada “Benditas”. A sua letra é genial e nos leva a viajar nessa relatividade do tempo. Farei uma breve reflexão a partir dela. Confira abaixo a letra completa com o vídeo…

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A genialidade está ligada ao encantamento

Por Isaias Costa

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Em minha opinião, um dos grandes gênios do século XX que está cada vez mais imortalizando a sua obra é o místico oriental Osho, que sempre me inspira não só a escrever, mas a fazer a minha vida se tornar mais rica internamente, mais leve, pura e essencial.

Quero falar sobre o tema da genialidade a partir da sua visão, extraída do belíssimo livro “Inocência, conhecimento e encantamento”. Esse texto certamente fará você refletir sobre como tem olhado a sua vida e como tem decidido vivê-la! Vamos as suas palavras…

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As últimas palavras de Einstein foram: “Estive pensando durante toda a minha vida que iria desmistificar o universo. Mas o que aconteceu foi justamente o contrário. Quanto mais eu penetrei na existência, mais o mistério se aprofundou. Estou morrendo repleto de assombro, estou morrendo assombrado”. Mas isso é raro; esta é a qualidade de um gênio. O gênio é aquele que não permite que a sociedade o transforme em um robô; essa é a minha definição de um gênio.  – Osho

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A vida é um facho esplêndido

Por Isaias Costa

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George Bernard Shaw

Esses dias li um pequeno texto de autoria do grande dramaturgo e romancista George Bernard Shaw no qual ele falava sobre a vida e obra que deixamos para a humanidade. Eu fiquei encantado com a profundidade das suas palavras e resolvi compartilhá-las com os leitores juntamente com uma breve reflexão. Vamos às suas palavras…

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“Esta é a verdadeira alegria na vida, ser usado para um propósito que reconhecemos como grandioso.

Ser uma força da natureza em vez de um pequeno torrão febril e egoísta, feito de aflições e lamentações, que se queixa pelo mundo não se dedicar a fazê-lo feliz.

Sou da opinião de que minha vida pertence à comunidade como um todo e, enquanto viver, é meu dever, meu privilégio fazer por ela tudo o que eu puder.

Quero estar completamente consumido quando morrer, porque quanto mais sirvo, mais vivo. Eu me regozijo na vida por si mesma.

A vida não é vela breve para mim. É uma espécie de facho esplêndido que agarro por um momento e que quero fazer brilhar o máximo possível antes de o passar para gerações futuras.”

George Bernard Shaw

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O efeito dominó do medo

Por Isaias Costa

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O Brasil está atravessando um longo período de crises, e a esperança das pessoas tem ido por água abaixo de forma bem evidente.

Lendo as palavras do terapeuta holístico Prama Shanti, fiquei refletindo sobre as causas de tudo isso! Você sabia que não é por causa da política simplesmente? Ela apenas contribui, mas a causa é muito mais embaixo. Confira!

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“É necessário uma crise para instaurar o medo coletivo e manter o controle. O medo torna-se uma grande egrégora, uma potente forma pensamento que entra pelos chacras e contamina a todos que se harmonizam com ela. Seus receios tornam-se medos com muito mais facilidade. O medo corta sua ligação com o Todo e lhe prende a matéria. Achata você no chão. E o medo gera mais medo.

As pessoas com medo falam de seus medos aos amigos, que ficam receosos e com medo. O espiritual se afasta da mente das pessoas e o material passa a ser o mais importante. A crise passa a ser o assunto de todas as rodas. O medo derruba a ética e a moral, aumenta o consumo de álcool, os excessos e a busca pela inconsciência. E todos são entregues de bandeja às forças trevosas, que passam a manipular corações e mentes cada vez com mais facilidade. O medo é gerado pela ansiedade com relação ao futuro. O oposto do medo é a confiança. Confiar no seu caminho, no seu Deus. Pensar no agora, que é a única coisa que nós temos, o futuro não é nosso.”

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Enquanto formos repetitivos não seremos receptivos

Por Isaias Costa

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Essa semana eu assisti a uma palestra muito interessante na cidade onde moro (Fortaleza) pela Ordem Rosacruz Áurea e nela o palestrante falou uma frase que me deixou bastante reflexivo e que acabou por me inspirar a escrever o texto que você lê agora!

A frase era a seguinte: “Enquanto formos repetitivos não seremos receptivos”.

Essas duas palavras são escritas de forma quase idêntica, mas possuem significados completamente diferentes e opostos!

Quem é receptivo está sempre aberto para receber o novo, para aprender, para quem sabe até mesmo mudar de ideias e opiniões!

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Um tolo não pode ser curado

Por Isaias Costa

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Lendo um dos diversos livros do Osho, chamado “Palavras de fogo – reflexões sobre Jesus de Nazaré”, eu me deparei com um trecho que me chamou bastante atenção e me fez refletir sobre o importante tema da e da CONFIANÇA tanto em Deus como na gente mesmo!

Abaixo está a transcrição desse trecho do livro no qual o Osho conta uma historinha muito interessante!

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Eu estive lendo uma história.

Um dia Jesus estava fugindo de uma cidade. Um camponês o viu correndo e lhe perguntou:

– O que houve? Para onde o senhor está indo?

Mas Jesus estava com tanta pressa que foi adiante sem responder. Então o camponês o seguiu, conseguiu pará-lo por um instante e disse:

– Por favor, me diga, pois fiquei muito curioso. Se não me disser, vou segui-lo sem parar. Por que está correndo? Para onde? De quem o senhor está fugindo?

Jesus respondeu-lhe:

– De um tolo.

O camponês começou a rir e disse:

– O que o senhor está dizendo!? Eu sei que o senhor já curou gente cega, já curou gente estava morrendo. Já ouvi até dizer que o senhor curou gente que estava morta! O senhor não pode curar um tolo?

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Uma revolução espiritual

Por Isaias Costa

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O mestre Dalai Lama, em seu livro “Uma ética para o novo milênio”, explica que para mudarmos os rumos do mundo para melhor é necessário haver uma revolução espiritual, o que concordo plenamente. Transcrevo uma pequena parte deste livro no qual ele fala sobre isso:

“A meu ver, nossa ênfase excessiva em ganho material reflete a suposição de que aquilo que se pode comprar é capaz de, por si só, nos proporcionar toda satisfação que esperamos. Entretanto, por natureza, a satisfação que o ganho material nos oferece está limitada aos sentidos. Isso seria ótimo se nós, seres humanos, fôssemos iguais aos animais.

Porém, dada a complexidade de nossa espécie- em especial o fato de termos pensamentos e emoções, bem como a capacidade de imaginar e de criticar-, é óbvio que nossas necessidades transcendem o que é meramente sensual. A ansiedade, o estresse, a confusão, a insegurança e a depressão que prevalecem entre aqueles cujas necessidades básicas foram satisfeitas são uma clara indicação desse fato.

Nossos problemas, tanto aqueles que enfrentamos exteriormente –como as guerras, os crimes e a violência – quanto os que enfrentamos interiormente – nossos sofrimentos emocionais e psicológicos -, não podem ser solucionados enquanto não cuidarmos do que foi negligenciado.

O descaso pela dimensão interior do homem fez com que todos os grandes movimentos dos últimos cem anos ou mais – democracia, liberalismo, socialismo- tenham deixado de produzir os benefícios que deveriam ter proporcionado ao mundo, apesar de tantas ideias maravilhosas.

Uma revolução se faz necessária, com toda a certeza. Mas não uma revolução política, ou econômica, ou mesmo tecnológica. Já tivemos experiências demais com todas elas durante o último século para saber que uma abordagem meramente externa não basta. O que proponho é uma revolução espiritual.”

            Essa reflexão do Dalai Lama é extremamente profunda. Eu penso no que ele falou da seguinte forma, se já foram feitas revoluções políticas, econômicas e tecnológicas e o mundo continua em profundo desequilíbrio, não adianta continuar seguindo por esse caminho, porque tudo vai continuar do mesmo jeito ou até piorar, concorda?

Nessa hora, sempre me vem em mente a célebre frase do grande Albert Einstein e que não me canso de repetir: “Insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. É isso que vem acontecendo no mundo inteiro por séculos e séculos, as pessoas ainda não aprenderam a se voltar para dentro delas mesmas na busca espiritual, no crescimento interior. Se assim o fizessem, nosso mundo certamente seria bem mais equilibrado.

Porém, o Dalai Lama tocou em uma questão crucial e impede que isso aconteça, a enorme ênfase dada aos ganhos materiais, que só preenchem nossos desejos sensoriais, mas jamais preenchem o nosso interior, o dinheiro e o poder não conseguem alimentar a nossa alma, ela só pode ser alimentada com espiritualidade. Assim como os alimentos nutrem o corpo, a espiritualidade nutre a alma, e nós só podemos atingir o equilíbrio quando o corpo, a alma e o espírito estão nutridos com o alimento certo, entende? Muitos querem nutrir a alma com dinheiro, e o resultado se reflete pelo mundo afora: guerras, desamor, competições, ódios, vinganças etc.

É possível mudar essa história! Como? Faço minhas as palavras do grande Dalai Lama, ele sempre fala em suas conferências que mudamos o mundo a partir da nossa mente e da responsabilidade universal, ou seja, cada indivíduo deve fazer a sua parte com o bem, deve procurar ao máximo ser bondoso, compassivo, altruísta, mas se isso não for possível, que pelo menos não faça o mal. Eu acabei de descrever em poucas palavras a base das práticas budistas, que admiro profundamente. Lembre-se sempre: “Se você não pode fazer o bem a alguém, que pelo menos não faça o mal”. Isso é espiritualidade! O que estou falando aqui transcende a esfera religiosa, está no campo dos princípios humanos e da ética. Quero aproveitar para deixar essa belíssima sugestão de leitura, o livro “Uma ética para o novo milênio”, do Dalai Lama, foi este livro que me inspirou a escrever esse texto.

Busquemos crescer na espiritualidade! Eu acredito profundamente que essa é verdadeiramente a revolução que esse mundo precisa para atingir o equilíbrio. Pense sobre isso…

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O amor é o tecido do universo

Por Isaias Costa

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Eu admiro profundamente o físico Albert Einstein, porque ele era muito mais do que um cientista, ele tinha espiritualidade e uma intuição digna de uma mente iluminada.

Recentemente li uma carta que ele escreveu a sua filha falando sobre seu sentimento de amor por ela e levando a reflexão para um campo bastante filosófico e metafísico.

Suas palavras tocam fundo no nosso coração e acredito realmente nelas. O amor é o tecido que compõe esse universo tão vasto e tão misterioso.

Aproveito esse texto para sugerir um dos melhores filmes que foram lançados no ano de 2014 e que me fez refletir bastante sobre a dimensão do amor, trata-se do filme “Interestelar”.

É um filme longo, mas pela beleza da estória e das imagens, você nem percebe o tempo passar. O tema central desse filme é o AMOR. O personagem principal viaja em outras dimensões da galáxia e se distancia da sua família. Essa distância o deixa muito triste e saudoso, principalmente da sua filha, que ele tinha um carinho especial.

O filme mostra um encontro magnífico que acontece entre eles através da abertura de um portal através do amor que liga os dois. Assista! Tenho certeza que você não vai se arrepender.

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E se quiser, aproveite para compartilhar esse lindo texto do Einstein com alguém que você ame muito e tenha essa conexão cósmica de amor…

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O amor – Por Albert Einstein

Quando propus a teoria da relatividade, muito poucos me entenderam e o que vou agora revelar a você, para que transmita à humanidade, também chocará o mundo, com sua incompreensão e preconceitos. 

Peço ainda que aguarde todo o tempo necessário — anos, décadas, até que a sociedade tenha avançado o suficiente para aceitar o que explicarei em seguida para você.

Há uma força extremamente poderosa para a qual a ciência até agora não encontrou uma explicação formal. É uma força que inclui e governa todas as outras, existindo por trás de qualquer fenômeno que opere no universo e que ainda não foi identificada por nós.

Esta força universal é o AMOR.

Quando os cientistas estavam procurando uma teoria unificada do Universo esqueceram a mais invisível e poderosa de todas as forças.

O Amor é Luz, dado que ilumina aquele que dá e o que recebe.
O Amor é gravidade, porque faz com que as pessoas se sintam atraídas umas pelas outras.

O Amor é potência, pois multiplica (potencia) o melhor que temos, permitindo assim que a humanidade não se extinga em seu egoísmo cego.

O Amor revela e desvela.
Por amor, vivemos e morremos.

O Amor é Deus e Deus é Amor.

Esta força tudo explica e dá SENTIDO à vida. Esta é a variável que temos ignorado por muito tempo, talvez porque o amor provoca medo, sendo o único poder no universo que o homem ainda não aprendeu a dirigir a seu favor.

Para dar visibilidade ao amor, eu fiz uma substituição simples na minha equação mais famosa. Se em vez de E = mc², aceitarmos que a energia para curar o mundo pode ser obtido através do amor multiplicado pela velocidade da luz ao quadrado (energia de cura = amor x velocidade da luz ²), chegaremos à conclusão de que o amor é a força mais poderosa que existe, porque não tem limites.

Após o fracasso da humanidade no uso e controle das outras forças do universo, que se voltaram contra nós, é urgente que nos alimentemos de outro tipo de energia. Se queremos que a nossa espécie sobreviva, se quisermos encontrar sentido na vida, se queremos salvar o mundo e todos os seres sensíveis que nele habitam, o amor é a única e a resposta última.

Talvez ainda não estejamos preparados para fabricar uma bomba de amor, uma criação suficientemente poderosa para destruir todo o ódio, egoísmo e ganância que assolam o planeta. No entanto, cada indivíduo carrega dentro de si um pequeno, mas poderoso gerador de amor, cuja energia aguarda para ser libertada.

Quando aprendemos a dar e receber esta energia universal, Lieserl querida, provaremos que o amor tudo vence, tudo transcende e tudo pode, porque o amor é a quintessência da vida.

Lamento profundamente não ter sido capaz de expressar mais cedo o que vai dentro do meu coração, que toda a minha vida tem batido silenciosamente por você. Talvez seja tarde demais para pedir desculpa, mas como o tempo é relativo, preciso dizer que te amo e que a graças a você, obtive a última resposta.

Seu pai,

Albert Einstein

Link: Carta de Einstein à sua filha Lieserl

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Qual é minha vocação?

Por Isaias Costa

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Estamos vivendo em um mundo frenético, repleto de mudanças acontecendo o tempo todo, com os avanços científicos e tecnológicos, muitas coisas do passado que pareciam impossíveis já fazem parte do nosso cotidiano, a internet está cada vez mais acessível e a cada dia mais e mais conteúdos são publicados de diversas formas etc.

Porém, há um problema nisso tudo que pode e tem feito mal a muitas pessoas, quase sempre de forma bem sutil, o excesso de informações nos leva a um aumento de possibilidades, e o aumento de possibilidades frequentemente nos deixa atônitos e com dúvidas. Nos perguntamos: “Faço isso, aquilo ou aquilo outro?”. E tantas dúvidas nos deixam perplexos, acuados, com medo, atrapalham as tomadas de decisões etc.

=> Você pode ler o texto completo clicando aqui.

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A solidão e a criatividade

Por Isaias Costa

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A solidão tem uma relação muito próxima com a criatividade. Um dos homens que mais me ensinou isso foi o psiquiatra e escritor Augusto Cury. Quero compartilhar um trecho do seu livro “Os segredos do Pai-nosso”, no qual ele fala sobre essa profunda relação. Leia com bastante atenção e procure nutrir a sua criatividade através desta percepção mais aguçada da solidão…

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Aquele que nunca atravessou turbulências na vida e não sente falta de nada vive um eterno conformismo capaz de engessar seu intelecto. De outro lado, quem passou por inúmeros problemas estressantes, mas aprendeu a canalizar sua ansiedade para expandir o mapa das suas experiências psíquicas, tornou-se um construtor de novas ideias.

A diferença entre um pensador e um espectador é que o pensador usa seu estresse para produzir o espetáculo das ideias, e o espectador usa seu conformismo para aplaudi-lo.

Por que o processo criativo tem mais chance de acontecer nas crises? Porque nos momentos de perdas, rejeições e desafios a ansiedade vital expande-se, aumentando consequentemente a percepção da solidão. Esta, por sua vez, expande a necessidade de superação através das construções intelectuais.

Muitos artistas construíram suas obras-primas quando o mundo desabava sobre eles. Muitos poetas e intelectuais produziram seus melhores textos quando desprezados e humilhados. Foram garimpeiros de ouro nos solos da sua inteligência.

Tenho necessidade de momentos de interiorização solitária. Na solidão, faço um passeio íntimo, crio caminhos, produzo novas ideias. Na solidão, penso, repenso e me reencontro. Na solidão, percebo minha pequenez, compreendo que um dia vou para um túmulo, que não sou melhor que ninguém. Na solidão, me procuro, me acho, me refaço.

Quando é que os cientistas produzem suas melhores ideias? No início ou no auge da carreira acadêmica? Seria de esperar que fosse no auge, quando são mais cultos, maduros e experientes. Mas é no início da carreira! Por quê? Porque no auge da carreira são aplaudidos e valorizados e correm o risco de se tornarem perigosamente autossuficientes.

No início da carreira são perturbados pelos desafios e pela necessidade ansiosa de desbravar o desconhecido e serem reconhecidos. Einstein era imaturo intelectual e emocionalmente quando produziu os pressupostos da teoria da relatividade. Tinha 27 anos.

A maioria das grandes descobertas da matemática ocorreu antes dos 20 anos de seus descobridores.

O reconhecimento acadêmico, os títulos, o status intelectual que os cientistas, escritores e pensadores recebem ao longo da vida podem se tornar um veneno que mata a criatividade, obstruindo a ousadia, a capacidade de introspecção, observação, dedução e indução.

Jesus fez subliminarmente referências à solidão de Deus diversas vezes, como quando disse “Na casa do Pai há inúmeras moradas”, “Eu sou a videira e vós os ramos” e em diversas parábolas, como a do filho pródigo e a do semeador. Porém, pelo menos uma vez falou abertamente sobre a solidão que abarca a psique de Deus desde tempos remotos: “Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, permanecerá só” (João 12:24). Os discípulos queriam interromper o plano de Jesus, impedindo-o de ser crucificado.

Parecia loucura e insanidade prever a própria morte e não evitá-la. Mas ele preferia morrer e sacrificar-se para resolver a solidão de Deus.

Sua morte seria uma ponte entre a humanidade e o Autor da existência. Foi a primeira vez que a dor e o caos da existência foram usados para que a vida ressurgisse. Fico imaginando a dimensão da palavra “só”. O grão de trigo precisava romper a casca do isolamento para se multiplicar.

Por que existem bilhões de galáxias com trilhões de planetas e estrelas? Bastava uma galáxia com milhões de astros. Por que existem milhões de espécies na natureza? Bastavam milhares. Por que o Autor da existência é tão abundante no processo criativo?

Talvez porque criar não seja uma opção intelectual de Deus. Criar faz parte da sua natureza, é seu destino inevitável. A sua solidão exuberante e sua serena e inextinguível ansiedade vital fazem a criatividade fluir espontaneamente da sua mente complexa.

O Pai da enigmática oração ensinada por Jesus não é amordaçado pelo cárcere da rotina. De eternidade a eternidade, viveu uma explosão criativa, no bom sentido da palavra. Tudo nele parece se renovar, rejuvenescer, reflorescer.

Um dia o processo criativo pode acabar? A solidão humana poderá ser extinta? A solidão de Deus poderá desaparecer do cerne da sua psique? Não creio. A solidão é psiquicamente incurável, sem solução definitiva. Esse é o quinto segredo. Felizmente, ela não pode ser resolvida, o que nos faz procurar inúmeros relacionamentos. Ela é retroalimentada pela consciência existencial, nos renovando num processo contínuo e inextinguível de buscas.

Penso que a solidão, tanto a humana quanto a de Deus, sempre nos fará procurar por nós mesmos e pelos outros. A criatividade nunca será extinta. Nunca seremos autossuficientes e abastados. Como já disse, viver em sociedade não é uma questão de sobrevivência física, mas psíquica.

Jamais viveremos na clausura, no drama do isolamento. A não ser que desenvolvamos uma depressão catatônica, nesse caso embotaremos nossos pensamentos e emoções.

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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