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Como revolucionar a sociedade na visão de Dalai Lama

Por Isaias Costa

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O mestre Dalai Lama, em seu livro “Uma ética para o novo milênio”, explica que para mudarmos os rumos do mundo para melhor é necessário haver uma revolução espiritual, o que concordo plenamente. Transcrevo uma pequena parte deste livro no qual ele fala sobre isso:

“A meu ver, nossa ênfase excessiva em ganho material reflete a suposição de que aquilo que se pode comprar é capaz de, por si só, nos proporcionar toda satisfação que esperamos. Entretanto, por natureza, a satisfação que o ganho material nos oferece está limitada aos sentidos. Isso seria ótimo se nós, seres humanos, fôssemos iguais aos animais.

Porém, dada a complexidade de nossa espécie- em especial o fato de termos pensamentos e emoções, bem como a capacidade de imaginar e de criticar-, é óbvio que nossas necessidades transcendem o que é meramente sensual. A ansiedade, o estresse, a confusão, a insegurança e a depressão que prevalecem entre aqueles cujas necessidades básicas foram satisfeitas são uma clara indicação desse fato.

Nossos problemas, tanto aqueles que enfrentamos exteriormente –como as guerras, os crimes e a violência – quanto os que enfrentamos interiormente – nossos sofrimentos emocionais e psicológicos -, não podem ser solucionados enquanto não cuidarmos do que foi negligenciado.

O descaso pela dimensão interior do homem fez com que todos os grandes movimentos dos últimos cem anos ou mais – democracia, liberalismo, socialismo- tenham deixado de produzir os benefícios que deveriam ter proporcionado ao mundo, apesar de tantas ideias maravilhosas.

Uma revolução se faz necessária, com toda a certeza. Mas não uma revolução política, ou econômica, ou mesmo tecnológica. Já tivemos experiências demais com todas elas durante o último século para saber que uma abordagem meramente externa não basta. O que proponho é uma revolução espiritual.”

******

Essa reflexão do Dalai Lama é extremamente profunda. Eu penso no que ele falou da seguinte forma: se já foram feitas revoluções políticas, econômicas e tecnológicas e o mundo continua em profundo desequilíbrio, não adianta continuar seguindo por esse caminho, porque tudo vai continuar do mesmo jeito ou até piorar, entende?

Nessa hora, sempre me vem em mente a célebre frase do grande Albert Einstein e que não me canso de repetir: “Insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. É isso que vem acontecendo no mundo inteiro por séculos e séculos, as pessoas ainda não aprenderam a se voltar para dentro delas mesmas na busca espiritual, no crescimento interior. Se assim o fizessem, nosso mundo certamente seria bem mais equilibrado.

Porém, o Dalai Lama tocou em uma questão crucial e impede que isso aconteça, a enorme ênfase dada aos ganhos materiais, que só preenchem nossos desejos sensoriais, mas jamais preenchem o nosso interior, o dinheiro e o poder não conseguem alimentar a nossa alma, ela só pode ser alimentada com espiritualidade. Assim como os alimentos nutrem o corpo, a espiritualidade nutre a alma, e nós só podemos atingir o equilíbrio quando o corpo e a alma são nutridos com o alimento certo, entende? Muitos querem nutrir a alma com dinheiro, e o resultado se reflete pelo mundo afora: guerras, desamor, competição, egoísmo, ódio, vingança etc.

Quero expandir a reflexão sobre a espiritualidade. Milhares, talvez milhões de pessoas, têm dificuldade de entender o que a espiritualidade mais profunda. Confundem com religiosidade, o que é absolutamente diferente. A espiritualidade é tudo aquilo que toca nosso coração, que nos faz ser melhores, que nos faz olhar para as dores do mundo, das pessoas, dos animais, do meio ambiente etc. 

Cuidar de animais abandonados ou doentes, participar de algum trabalho voluntário, fazer pequenos gestos de gentileza no cotidiano, fazer a coleta seletiva com atenção para não acumular lixo e promover a reciclagem, fazer meditação, buscar algum tipo de terapia ou mesmo escrever um texto como esse que você lê agora, tudo está no campo da espiritualidade…

É possível mudar a nossa realidade? Como? Faço minhas as palavras do mestre Dalai Lama, ele sempre fala em suas conferências que mudamos o mundo a partir da nossa mente e da responsabilidade universal, ou seja, cada indivíduo deve fazer a sua parte com o bem, deve procurar ao máximo ser bondoso, compassivo, altruísta, mas se isso não for possível, que pelo menos não faça o mal. Eu acabei de descrever em poucas palavras a base das práticas budistas, que admiro profundamente. Lembre-se sempre: “Se você não pode fazer o bem a alguém, que pelo menos não faça o mal”. Isso é espiritualidade! O que estou falando aqui transcende a esfera religiosa, está no campo dos princípios humanos e da ética. Quero aproveitar para deixar essa belíssima sugestão de leitura, o livro “Uma ética para o novo milênio”, do Dalai Lama, foi este livro que me inspirou a escrever esse texto.

Busquemos crescer na espiritualidade! Eu acredito profundamente que essa é verdadeiramente a revolução que esse mundo precisa para atingir o equilíbrio. Pense sobre isso…

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Violência é um sinal de fraqueza e desespero

Por Isaias Costa

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“Violência não é um sinal de força. É um sinal de fraqueza e desespero”. Essa frase do Dalai Lama é simplesmente magnífica e tem muito a nos ensinar. Quero lhe levar a refletir um pouco sobre ela junto comigo.

Se você prestar atenção, todas as pessoas que são violentas estão com sentimentos de raiva que foram acumulados e acabaram explodindo. Existem as pessoas que explodem rapidamente e outras que levam mais tempo, mas sempre a raiva externalizada começou no interior de todas elas.

O próprio Dalai Lama sempre fala isso, não há problema nenhum em sentir raiva, é um sentimento que faz parte do ser humano. O grande problema está em se APEGAR À RAIVA.O grande exercício de autoconhecimento com relação à raiva é deixar que ela venha, passe pela gente e depois vá embora da mesma forma que chegou, como se fosse uma nuvem passageira.

=> Clique aqui para ler o texto completo

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A paz conquistada pelo autoconhecimento

Por Isaias Costa

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Lendo as sábias palavras do místico indiano Krishnamurti, fiquei refletindo sobre a importância do autoconhecimento na transformação da nossa vida. A verdadeira paz só pode ser conquistada através do autoconhecimento. Vamos a ela?

“O autoconhecimento é infinito; nunca se chega a um remate, nunca se chega a uma conclusão. É um rio sem fim. Estudando-o e penetrando-o mais e mais, encontramos a paz. Só quando a mente está tranquila – em virtude do autoconhecimento e não em autodisciplina – só então, nessa tranquilidade, nesse silêncio, pode manifestar-se a realidade. Só então pode haver bem-aventurança, ação criadora. E se, sem termos essa compreensão, esta experiência, pomo-nos a ler livros, a assistir a conferências, a fazer propaganda, isso me parece extremamente infantil, uma simples atividade sem muita significação. Mas se, ao contrário, o indivíduo for capaz de compreender a si mesmo e, por conseguinte, de fazer nascer aquela felicidade criadora, aquele experimentar de algo não produzido pela mente, então talvez possa haver uma transformação imediata das relações, ao redor de nós, e, por conseguinte, no mundo em que vivemos.”

Krishnamurti

Ao ler essas palavras, eu me transportei para minha adolescência, tempo no qual comecei a me tornar um cara extremamente tímido e fechado no meu mundo. Lembro que, mesmo com todo meu isolamento, já buscava, de certa forma, as mesmas leituras que me preenchem hoje. Com uma diferença básica e extremamente importante, eu não me conhecia nem um pouco.

Em resumo, praticamente a maior parte dos livros que eu li nessa época não me serviram de muita coisa, porque, como até eu já disse em um texto mais antigo do blog, eu buscava os estudos e as leituras como um mecanismo de fuga para uma área da minha vida em que não era desenvolvido, os relacionamentos interpessoais.

Só depois de muitos sofrimentos e quedas na vida, comecei a, de fato, silenciar o meu coração e me aquietar para conseguir ouvir o que ele tinha para me dizer. Foi assim, que pouco a pouco fui me conhecendo e explorando meus potenciais.

Tem um detalhe interessante que eu nunca falei por aqui, mas que mostra essa mudança de vida através do autoconhecimento. Na minha adolescência, eu li diversos livros, sem conseguir retirar deles os seus ensinamentos. Grandes nomes como Dalai Lama, Osho, Brian Weiss, Taylor Caldwell entre outros, faziam parte das minhas leituras, mas o que ficou desta época? Quase nada.

Praticamente todos esses livros foram relidos depois de alguns anos, principalmente os do Dalai Lama. Algumas vezes eu cheguei até a dizer esse absurdo aqui: “Não gostei não. Os livros desse senhor são autoajuda barata. Eu lá vou ler isso…”. Só para você ter uma noção do tamanho da minha ignorância na época.

Hoje, se você der uma pesquisada no blog, vai perceber que escrevi dezenas de textos inspirados nele e o tenho como uma das minhas maiores referências na vida. Procuro vivenciar os princípios da compaixão que tão bem ele nos ensina. Grande Dalai Lama!

Hoje eu já me conheço muito mais e sei que estou no caminho certo. Descobri meus maiores talentos e estou desenvolvendo-os pouco a pouco. Desta forma, como o próprio Krishnamurti diz, nasceu em mim essa felicidade criadora. Isso é muito interessante, além dos textos que escrevo, nasceu em mim essa felicidade expandida, que as pessoas sentem quando vou até o encontro delas.

Quero com esse pequeno texto apenas lhe levar a refletir um pouco sobre isso. O autoconhecimento é uma busca absolutamente individual. Não adianta querer ser igual ao fulaninho ou ciclaninho, porque você é você. O verdadeiro autoconhecimento nos leva a sermos cada vez mais AUTÊNTICOS. Seja autêntico, seja você mesmo, e assim, a paz se instalará no mais profundo do seu ser e você passará a ser um agente transformador nesse mundo. Sua presença vai fazer diferença onde você for e seu jeito de ser inspirará os outros a também buscarem esse autoconhecimento. Acredite! É assim! Vivencie e você será prova viva do que estou dizendo aqui…

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A empatia e a superação das ansiedades

Por Isaias Costa

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Nós estamos vivendo em um mundo com cada vez mais pessoas ansiosas e preocupadas em demasia. Tudo isso tem gerado grandes desequilíbrios e o surgimento de doenças no corpo. Hoje quero lhe levar a refletir sobre uma forma maravilhosa de superar as ansiedades e preocupações, a prática da empatia. Compartilho algumas palavras do mestre Dalai Lama falando sobre isso, são palavras extraídas do livro “Uma ética para o novo milênio”.

“As coisas e acontecimentos só ocorrem como resultado de inumeráveis causas e condições. Nossa tendência é nos concentrarmos exclusivamente em um ou dois aspectos do que está acontecendo. Ao agir assim, inevitavelmente nos limitamos a procurar meios para superar apenas aqueles aspectos. O problema é que, quando não os encontramos, corremos o risco de cair em total desânimo e desorientação. O primeiro passo para superar a ansiedade é, então, desenvolver uma perspectiva adequada da situação.

Podemos fazer isso de diversas maneiras diferentes. Uma das mais eficazes é procurar desviar o foco da atenção de nós para os outros. Se conseguimos, verificamos que a intensidade de nossos problemas diminui. Não se trata de ignorar as nossas necessidades, mas de lembrar das dos outros paralelemente, mesmo que as nossas sejam prementes. Quando nossa preocupação pelos outros se traduz em ação, nossa confiança pessoal aumenta de imediato e a preocupação e a ansiedade passam a segundo plano. E descobrimos que quase todo sofrimento mental e emocional característico da vida moderna, que inclui as sensações de desesperança e de solidão, entre outras, diminui quando nos envolvemos em atividades motivadas pela consideração pelos outros. Acredito que seja por isso que não basta realizar ações que só são positivas externamente para reduzir a ansiedade. Quando a verdadeira motivação é atingir nossos objetivos imediatos, isso apenas aumenta os nossos problemas.

O que dizer, porém, daquelas ocasiões em que achamos toda a nossa vida insatisfatória, quando nos sentimos a ponto de explodir de tanto sofrimento, como acontece de vez em quando com todo mundo de maneira mais ou menos intensa? Quando isso acontece, é vital empregar nossos esforços para encontrar uma forma de melhorar o ânimo. Uma delas é pensar nos nossos tesouros: ser amado por alguém, ter certos talentos, ter recebido uma boa educação, ter as necessidades básicas satisfeitas- alimento para comer, roupas para vestir, um lugar para morar-, ter agido com altruísmo em alguma ocasião do passado. Como o banqueiro que recolhe os juros até do menor empréstimo que faz, temos de levar em conta até o mais insignificante aspecto positivo de nossas vidas. Não podemos deixar que a sensação de impotência tome conta de nós, levando-nos a crer que somos incapazes de realizar algo positivo, o que só faz criar condições para o desespero, para um beco sem saída, sem outra alternativa a não ser a morte.”

Essas são palavras muito simples e profundas. Quando vemos com um pouco mais de atenção a dor dos outros, que é a empatia, naturalmente somos levados a rever as nossas próprias dores e reparar que elas não são tão grandes quanto parecem. Gosto muito de um relato dito pelo padre Fábio de Melo em uma de suas pregações. Ele disse que uma moça chegou desesperada até ele, chorando e soluçando, dando berros e gritos, então ele perguntou qual era o seu problema. Ela respondeu que foi porque tinha terminado um namoro. O padre foi curto e grosso com ela e disse mais ou menos assim: “Minha filha, se você quiser se sentir melhor, saia daqui e passe direto em um hospital de crianças com câncer que garanto que seu desespero vai passar rapidinho”. Ele agiu com imensa sabedoria neste momento, esse sofrimento da garota não chegava nem perto dos grandes sofrimentos da vida e se ela mudasse a sua perspectiva quanto ao seu sofrimento, ela se sentiria melhor bem mais rapidamente.

Eu tenho procurado fazer isso à minha maneira, principalmente ouvindo algumas pessoas. Escuto suas histórias e percebo o quanto sou agraciado e abençoado. Pense sobre isso com bastante carinho e atenção. Se você levar a sério esses ensinamentos, a sua vida pode dar grandes saltos de qualidade.

Eu também gosto muito de fazer o que o Dalai Lama sugere, que é pensar nos meus tesouros para melhorar o ânimo. Eu faço isso desde muito novo, muito antes de conhecer os escritos dele. Essa é mais uma das formas que eu utilizo para permanecer feliz e contente a maior parte do tempo. Comece a agradecer mais por todos seus tesouros! Você será muito mais feliz cultivando a gratidão. Se quiser ler um pouco mais sobre isso, deixo um texto em que falo sobre isso com mais detalhes.

Buscar estar sempre bem

A partir de hoje, sempre que pensar nos seus sofrimentos e quando se sentir ansioso, saiba que em todas as partes do mundo, muitos estão passando por problemas muito maiores do que você e que, mesmo triste, abatido, preocupado, angustiado, você pode fazer algo de bom para melhorar a vida das outras pessoas. Isso se chama felicidade genuína, que pode ser bastante cultivada através das nobres virtudes tão bem ensinadas pelo Dalai Lama e pelos grandes mestres. Pense sobre isso…

* Leitura complementar

Um motivo para seguir adiante

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Fatores importantes para a conquista da paz e de uma felicidade duradoura

Por Isaias Costa

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A principal busca de todos nós, seres humanos, é pela felicidade, mas muitos esquecem que, para se ter uma felicidade duradoura, também é preciso nutrir a paz interior, além de outros fatores extremamente importantes. Para refletir sobre isso, compartilho algumas sábias palavras do mestre Dalai Lama, extraídas do seu livro “Uma ética para o novo milênio”.

“Saúde, amigos, liberdade e uma certa prosperidade são algo muito valioso e útil. Saúde, nem se fala. Todos a desejamos. Também queremos e precisamos de amigos, independente de nossa situação e do sucesso que alcançamos. Sempre fui fascinado por relógios, e, apesar de gostar muito do que costumo usar, ele nunca me demonstrou qualquer afeição. Para obtermos a satisfação do amor precisamos de amigos que retribuam nossa afeição. É claro que há diversos tipos de amigos. Há os que são amigos da posição social de alguém, do seu dinheiro e da fama, mas não são amigos das pessoas que possuem essas coisas. Os amigos a quem me refiro são os que estão presentes para nos ajudar quando nos encontramos em uma fase difícil da vida, não os que baseiam seu relacionamento conosco em atributos superficiais.

A liberdade, no sentido de ter condições internas e externas para buscara felicidade e manter e manifestar opiniões pessoais, contribui igualmente para o nosso sentido de paz interior. Nas sociedade em que isso não é permitido há espiões e censores que investigam as vidas de todas as comunidades, até das próprias famílias. O resultado inevitável é que as pessoas começam a perder confiança umas nas outras. Tornam-se desconfiadas e suspeitam dos motivos alheios. Quando o sentimento básico de confiança de uma pessoa é destruído, como se pode esperar que seja feliz?

A prosperidade também- não tanto no sentido de possuir grande riqueza material e mais no de desenvolvimento mental e emocional- é bastante significativa para a nossa sensação de paz interior. Aqui, cabe lembrar o exemplo dos refugiados tibetanos, prósperos apesar de sua falta de recursos materiais.

Cada um desses fatores desempenha um papel importante para se ter uma sensação de bem-estar individual. Contudo, sem que haja um sentimento básico de paz e segurança interiores, nenhum deles traz qualquer proveito. Por quê? Porque, como já vimos, nossos bens materiais são uma fonte de ansiedade. Assim como nosso trabalho ou nosso emprego, à medida que nos preocupamos com a possibilidade de perdê-los. Até nossos amigos e parentes são capazes de tornar-se uma fonte de problemas. Podem ficar doentes e necessitar de nossa atenção quando estamos ocupados com negócios importantes. Podem até mesmo se voltar contra nós e nos prejudicar, agindo de maneira desonesta. E os nossos corpos, por mais bem dispostos e bonitos que estejam no momento, um dia acabarão sucumbindo à velhice. Também não somos invulneráveis à doença e à dor. Portanto, não há esperança de alcançar uma felicidade duradoura se não tivermos paz interior.”

            Ele está falando sobre vários fatores, que são saúde, amigos, liberdade e prosperidade. Todos são fundamentais para a conquista da paz interior e da felicidade duradoura. Não vou me estender, porque estas palavras, por si só, já nos levam a uma reflexão profunda, mas vou deixar alguns textos de aprofundamento para cada um destes fatores citados. Boas leituras…

* Saúde

=> Autoconhecimento gera saúde

* Amigos

=> A base das amizades

* Liberdade

=> A base fundamental da liberdade

* Prosperidade

=> Um mundo governado pelo dinheiro

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Dalai lama: 80 anos de amor, compaixão e sabedoria

Por Isaias Costa

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Hoje o mestre Dalai Lama está completando seus 80 anos de vida, e não poderia deixar de lhe prestar minha singela homenagem.

Como já falei por aqui outras vezes, ele foi, sem sombra de dúvidas, o ser humano que mais me ensinou o valor da compaixão, que é sentir a dor do outro como forma de tentar ajudar a saná-la.

Nós que queremos crescer em sabedoria, precisamos aprender a sermos mais compassivos. Essa é uma das virtudes humanas mais belas que existe e o mestre Dalai Lama nos ensinou isso durante toda sua vida e continua ensinando.

Foi também com o mestre Dalai Lama que aprendi a ter um respeito imenso por todas as religiões e por todas as diferenças que existem entre as pessoas.

Uma de suas mais belas frases é essa aqui, que muito provavelmente você já leu: “Qual é a melhor religião? Aquela que lhe faz ser alguém melhor…”.

Percebe a profundidade dessa frase? Se todos nós procurássemos vivê-la de fato, todos os imensos conflitos religiosos que vemos hoje deixariam de existir. Precisamos respeitar todas as religiões e crenças. Esse respeito deriva da ética universal que ele tão bem ensina a todas as pessoas no mundo todo.

Inclusive é essa a dica de livro que quero deixar a você hoje. Um dos melhores livros que já li na vida é de sua autoria, um livro chamado “Uma ética para o novo milênio”.

Esse livro é uma verdadeira obra de arte. Aprendi muito com ele e procurei por em prática na vida seus ensinamentos tão refinados e repletos de sabedoria. A ética é fundamental para que cresçamos em amor e consciência, e possamos de fato fazer a diferença nesse mundo.

A ética é um dos pré-requisitos básicos para que construamos um legado para a humanidade. Quero deixar um legado bonito de amor, paz, amizade, serviço, paz, compaixão etc. e sem dúvida, me mirando no exemplo vivo e verdadeiro desse senhor tão cativante, tenho certeza que esse legado que já estou construindo dará muitos frutos…

Enfim! Essa é minha pequena homenagem ao querido Dalai Lama. Muita saúde e paz a esse senhor que tem ajudado nosso planeta ser um pouquinho melhor e ajudado milhares de pessoas a encontrarem um sentido mais profundo para suas vidas.

Deixo você com uma pequena frase dele, proferida muito recentemente em suas palestras pelo mundo afora…

“Eu amo sorrisos e meu desejo é ver mais sorrisos, sorrisos verdadeiros, pois há muitos tipos – sarcástico, artificial, ou diplomático. Alguns sorrisos não despertam nenhuma satisfação, e alguns até mesmo geram desconfiança ou medo. Temos de criar as razões que fazem um sorriso autêntico aparecer e fazer mais sorrisos florescerem.”

Dalai Lama

 

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Mude sua forma de desejar

Por Isaias Costa

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É muito comum ouvirmos das pessoas um ditado bem famoso que diz: “Parece que quanto mais eu rezo, mais assombração me aparece…”. Vou refletir um pouco sobre o que esse ditado tem para nos dizer. As pessoas o dizem em tom de brincadeira, mas não fazem ideia da energia contida por trás dessas palavras.

O que acontece é que a maior parte das pessoas não sabe pedir algo a Deus, não sabe desejar da maneira correta, e acabam atraindo para si, muitas vezes, o contrário do que realmente gostariam. Para refletirmos mais profundamente sobre esse tema, compartilho um pequeno texto de autoria da professora e escritora Cristina Cairo, extraído do seu livro “A lei da afinidade”. Leia com bastante atenção!

“Quando os sonhos não se realizam na época em que a pessoa deseja, normalmente ela fica desanimada, descrente, ou entra num estado emocional alterado, iniciando buscas incessantes de práticas místicas que ensinem a conseguir o que quer. Muitas praticam feitiços, simpatias e trabalhos de amarrações espirituais, sem saber que estão forçando a natureza a entregar-lhes o que querem. É como se fosse um assalto ao universo.

Tudo está corretamente distribuído no tempo e no espaço, de acordo com o carma (causa e efeito) de cada um. Portanto, forçar a natureza só vai provocar um efeito borboleta negativo em sua vida e na de outras pessoas.

Devemos compreender que, se o sonho não aconteceu, é por algum bloqueio cármico ou psicológico, ou, ainda, um sinal de que temos de revisar esses sonhos. Pode ser que alguns deles tenham mais a ver com uma atitude egoísta e não com sonhos que trariam bons frutos.

Concentrar sua atenção no aqui e agora, sabendo aproveitar com alegria tudo o que o presente tem a oferecer e baixar o nível de ansiedade, é tudo de que precisamos para que os nossos sonhos se realizem no tempo certo.

Mude a forma de desejar. Faça-o com paz no coração, sem pressa nem mágoas. Vibre na frequência do amor e reveja se a concretização desses sonhos eventualmente não pode causar tristezas profundas em alguém. Observe, também, se esses desejos cuja realização não se cumpre talvez ainda não estejam a seu alcance porque, ao realizarem-se, você não os assumiria, talvez até por falta de preparo psicológico para aceitar as consequências.

Visualize, mentalize e sonhe, mas com princípios e respeito pelo sincronismo divino.”

Cristina Cairo

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Essas são palavras muito profundas e verdadeiras. Para recebermos da vida e do universo aquilo que realmente desejamos, temos que estar exatamente na VIBRAÇÃO daquilo que desejamos, acreditar com fé inabalável que conseguiremos o que desejamos.

Muitas vezes não conseguir alguma coisa no tempo que se almeja é na realidade um LIVRAMENTO, para que você amadureça e saiba lidar bem com as situações que derivarem desta escolha.

Um exemplo bem simples. Muitas pessoas querem montar uma empresa e querem fazer um imenso investimento sem antes entender a fundo como funciona o mundo dos negócios. É comum, em muitos casos, haverem tropeços e mais tropeços no meio do caminho, e as pessoas ficam culpando Deus e a sorte, sem  saberem que os tropeços são, na realidade, livramentos, pois a responsabilidade que se deve abraçar ao criar e solidificar uma empresa são imensas, e definitivamente, não é para qualquer um. Se você não estiver preparado interiormente e psicologicamente para administrar essa empresa, você simplesmente não estará vibrando na vibração do sucesso dessa empresa, está conseguindo entender? É dessa forma que o universo entende as nossas motivações. Ele nunca entende as coisas pelo lado de fora, não! Ele entende pela nossa vibração, emanada das nossas emoções e dos nossos pensamentos.

Nessa hora, sempre me vem em mente uma célebre frase do grande Dalai Lama, que diz: “Às vezes, não ter o que se quer, é uma tremenda sorte”. Eu posso afirmar que isso é verdade pela minha própria vida. As minhas experiências me encaminharam de forma maravilhosa até onde estou hoje, e tenho muita sorte de não ter vivenciado muitas das coisas que antes acreditava serem as melhores para mim.

Até já falei em outros textos que pensava em ser professor efetivo de uma universidade. Meu Deus! Se eu tivesse abraçado essa ideia, jamais estaria aqui agora escrevendo esse texto e você não estaria lendo-o também, porque eu estaria trancafiado dentro de um laboratório da universidade, pesquisando o dia inteiro e profundamente infeliz com isso.

Foi uma grande sorte ter mudado de caminhos e ter enveredado para a Educação! Hoje, sou imensamente feliz como professor e como escritor nas horas vagas, compartilhando meus conhecimentos com você e com centenas de pessoas. Não é incrível? Tudo são escolhas, o poder das escolhas feitas no AMOR. Fiz minhas escolhas no amor e estou aqui hoje para lhe dizer o quanto vale a pena esperar para ter as melhores experiências e as mais enriquecedoras para o nosso ser, para o nosso “eu maior”.

Esta é a lei da afinidade, que tem muitas outros detalhes a serem explorados. Se quiser se profundar nesse conhecimento, sugiro a leitura deste livro que citei, pois é excelente e de uma leitura muito simples e agradável. O livro “A lei da afinidade”.

Mude sua forma de desejar e deseje apenas aquilo que faz o seu coração vibrar de emoção!

Paz e luz…

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O que determina o sucesso de uma criança na vida?

Por Isaias Costa

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Esse texto é um recado principalmente para os pais, pois estamos vivendo em uma sociedade cada dia mais materialista e que vem invertendo os grandes valores educacionais das crianças.

Muitos falam em sucesso. O que é o sucesso? Essa é uma palavrinha de difícil significado. Não sei responder a essa pergunta, exatamente porque sei que para cada pessoa a resposta é diferente, ou seja, sucesso é algo absolutamente individual. A minha definição de sucesso certamente é diferente da sua.

Vou falar aqui o que acredito ser o fator mais determinante para o sucesso de uma criança na sua vida adulta. Fique à vontade para discordar de mim. Para embasar a reflexão, compartilho as simples e belas palavras do mestre Dalai Lama.

“A atmosfera em que uma criança vive seu dia a dia e que é percebida por ela é um dos elementos mais importantes para determinar se a sua vida será bem sucedida. Em uma família em que existe amor e compaixão, as crianças serão adultos mais felizes e realizados. Sem amor, toda a sua vida futura corre o risco de ser estragada, arruinada. O afeto tem portanto uma influência decisiva no desenvolvimento das crianças.”

Dalai Lama

O AMOR e a COMPAIXÃO, em minha opinião, são os fatores mais determinantes para criar filhos felizes e que serão muito realizados no futuro. Quando os pais ensinam desde pequeninhos os filhos a amarem e sentirem com profundidade as necessidades dos outros que convivem com elas, esse é mais de meio caminho andado para que elas cresçam seguindo sempre o coração em todas as escolhas. Essa é a grande questão. Não canso de repetir que as escolhas quando feitas a partir do coração sempre nos levam para o caminho certo, mesmo que no meio do caminho hajam tropeços e quedas, todas elas servem para o nosso bem e crescimento humano.

Tomo por mim. Tive uma infância maravilhosa. Minhas lembranças são cheia de alegria e contentamento. Minha família sempre foi pobre, mas o amor prevalecia e ainda prevalece acima de qualquer coisa. Isso fez com que eu sempre buscasse seguir meu coração. Essa tendência que cresceu a partir da minha educação foi primordial para que tivesse uma intuição mais aguçada, e consequentemente fosse mais cauteloso em tudo. Essa cautela me ajuda a tomar melhores decisões e atrair situações boas, pessoas boas e ambientes agradáveis.

Você também pode isso, sabia? Mesmo que você tenha crescido num ambiente que não foi favorável. Basta que você coloque o amor como sendo o principal em sua vida, basta colocá-lo como prioridade número um em sua vida. Fazendo isso, suas escolhas serão baseadas nesse sentimento profundo.

Outra coisa. Não se prenda jamais ao passado. Acredito que muitos dos que me leem talvez não tiveram o mesmo privilégio que eu de nascer em uma família equilibrada, amorosa e feliz. Sei disso! Agradeço todos os dias por ser um privilegiado. Mas você pode se tornar um se colocar o amor na frente. Acredite! Está em nossas mãos o poder de mudar a realidade. Lembra as famosas palavras do Gandhi? “Seja você a mudança que deseja ver no mundo…”. É bem por aí mesmo! Você se tornando uma fonte de amor, vai levar naturalmente isso para seus filhos, para as pessoas do seu trabalho e para todos que de alguma maneira cruzarem o seu caminho. Assim, você será um promotor do bem e do amor. É simples! Simples como essas lindas palavras do Dalai Lama.

Portanto! Seja essa fonte de amor e compaixão para seus filhos. Garanto a você que agindo desta forma, eles se tornarão muito bem sucedidos no futuro e lhe darão muitas alegrias. Pense nisso com carinho…

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Uma revolução silenciosa

Por Isaias Costa

Esse é o Orfanato Santa Rita de Cássia em Pernambuco. Coloquei essa foto para ilustrar!  http://www.orfanatosantaritadecassia.com.br/br/

Esse é o Orfanato Santa Rita de Cássia em Pernambuco. Coloquei essa foto para ilustrar!
http://www.orfanatosantaritadecassia.com.br/br/

Nós estamos tão acostumados a ver notícias de desgraças que praticamente nos tornamos insensíveis às belezas que acontecem diariamente em todos os lugares do mundo e o fazem ser um lugar muito melhor do que aparenta. Hoje eu vou contar uma história que certamente não aparece em nenhum jornal e nas grandes mídias porque não dá IBOPE, não enche de dinheiro o bolso de um bando de mercenários sanguessugas que comandam tais mídias. Um história para nos encher de esperanças e de certeza que esse mundo ainda pode ser muito melhor. Vamos a ela?

A minha mãe gosta muito de conhecer pessoas doentes e sofridas, essa é a maior missão da vida dela. Recentemente ela visitou uma casinha bem pequena e discreta, que inclusive fica bem perto da escola onde estudei no Ensino Médio e nunca havia reparado, exatamente por ser pequena e sem destaques. Porém, em seu interior mora simplesmente uma heroína que é absolutamente importante e jamais será famosa. Uma senhora, hoje com 93 anos que dedicou mais de 60 anos ao cuidado de meninos de rua e desabrigados.

Durante todo esse tempo, ela lhes ensinou seus maiores valores, os ajudou na consolidação de um caráter honesto e plantou uma bela semente do bem em seus corações. Ela criou uma corrente do bem que se espalhará pelo mundo afora, pois todos que foram acolhidos por ela sempre terão um imenso sentimento de gratidão, e essa gratidão já faz e ainda fará com que esses garotos ajudem voluntariamente muitas outras pessoas.

Perceba! Ela era bem jovem quando iniciou sua missão de vida, e fez uma verdadeira revolução silenciosa. Por lá passaram dezenas de meninos e meninas que hoje são médicos, professores, advogados, gerentes de banco, gestores de empresas etc, e ainda hoje ela recebe novos garotos, contando com a ajuda de uma amiga para cuidar deles, já que ela está em idade avançada.

Você nunca ouviu essa história, mas ela acontece todos os dias, em todos os lugares do mundo. E por que ninguém fica sabendo? Porque as pessoas adoram ver desgraças e estão cada vez mais perdendo a esperança de que o mundo é repleto de bondade e compaixão. Eu acredito piamente que o amor, a concórdia, a benevolência, a caridade, a compaixão, a amizade etc, supera os sentimentos negativos e corrosivos. Se não fosse assim, provavelmente a raça humana ou estaria extinta, ou a população mundial teria se reduzido drasticamente.

Espero que essa breve história tenha despertado a sua esperança. Acredite! O mundo é muito melhor do que você imagina, o problema é que estamos ocupados demais vendo TV, ou fofocando da vida alheia, ou perdendo tempo fazendo milhares de compras no shopping, ou entupindo as veias com comidas deletérias etc. Enquanto estamos vivendo nesse entorpecimento, há muitas pessoas como essa senhora de 93 anos, dedicando a vida para ajudar os outros, fazendo uma revolução silenciosa e não se preocupando em aparecer no “Jornal Nacional”.

Para encerrar essa reflexão, compartilho algumas palavras do mestre Dalai Lama que me chacoalharam quando li pela primeira vez. Palavras simples que atingem o fundo da alma das pessoas sensíveis ao bem e ao amor. Leia com bastante atenção e procure viver o que está descrito nestas poucas palavras. Vamos entrar para o time das pessoas que fazem uma revolução silenciosa? Não se preocupe em aparecer nos jornais, isso jamais fará de você uma pessoa melhor ou pior, procure ser importante, e não famoso, como diria o meu grande amigo Mario Sergio Cortella…

“Nós humanos existimos em nossa forma atual por algo em torno de cem mil anos. Acredito que, se durante esse tempo a mente humana tivesse sido primordialmente controlada por raiva e ódio, nossa população teria decrescido. Todavia, hoje, apesar de todas as nossas guerras, nos damos conta que nossa população é a maior de todos os tempos. Isto claramente me diz que o amor e a compaixão predominam no mundo.

E, é por isso que eventos desagradáveis são notícia. As atividades compassivas são tão comuns em nossa vida diária, que são dadas como certas e, portanto, largamente ignoradas.”

Dalai Lama

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Aprendendo a duvidar com Raul Seixas e Ferreira Gullar

Por Isaias Costa

Rodin le penseur

O Raul Seixas era um questionador nato. Duvidava de tudo, raramente tinha uma opinião formada inflexível e engessada sobre alguma coisa. Uma palavra que estava presente o tempo inteiro no seu vocabulário e passei a incluir no meu é a palavra TALVEZ. O Raul nunca dava certeza absoluta sobre nada. Até mesmo coisas que para o senso comum são verdades absolutas, para o universo de Raul Seixas, não eram. Eu adoro uma das suas frases da música “Faça Fuce Force” que diz assim: Que o mel é doce, é coisa de que me nego a afirmar, mas que parece doce eu afirmo plenamente. Essa frase é incrível e mostra o quanto o pensamento do Raul estava acima da média.

=> Clique aqui para ler o texto completo.

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