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O homem sem sorte

Por Isaias Costa
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É com alegria que compartilho com você uma história muito interessante e instigante que escutei em uma palestra do Roberto Carlos, não o cantor, nem o jogador de futebol, mas o palestrante motivacional mineiro que é considerado um dos melhores contadores de história do Brasil.
Aproveito para deixar como excelente sugestão de leitura a palestra completa na qual ele conta essa história, além do vídeo completo. Com certeza você aprenderá muito e dará boas risadas.
A história de vida e superação do Roberto Carlos é muito bonita e emocionante. Certamente ela lhe trará inspiração e fará você agradecer ainda mais a vida tão repleta de sorte que você tem.
Boa leitura!
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Era uma vez um homem que se achava tão sem sorte, mas tão sem sorte, que ele vivia

reclamando com Deus. “Ô, Todo Poderoso, onipotente, onipresente, criador de todas as coisas, o senhor deu sorte para todo mundo na vida, todo mundo tem um carro legal, tem uma casa, tem uma namorada, eu não tenho nada, que injustiça foi essa que o senhor fez comigo, deu sorte para os outros e não deu para mim?”

E ele vivia reclamando a espera de resposta mas não vinha resposta nenhuma. Um dia, então, cansado de brigar com Deus ele extrapolou. Falou: “Deus, o senhor não vai me responder não, não é? Pois eu vou descobrir onde que o senhor mora. Eu vou atrás do senhor eu vou ter um tete a tete”. E ele pensou:”Aonde que Deus mora?

Ah, já sei. Deus deve morar é lá no fim do mundo. Mas espera aí. Como é que eu faço para chegar no fim do mundo? É muito fácil. O fim do mundo deve ser o local onde terminam todas as estradas e todos os caminhos do mundo. Então, se um dia eu insistir e seguir uma estrada até no final, e lá for o final de outras estradas, lá é o fim do mundo. Lá eu vou encontrar com Deus, o Criador, e vou saber com ele qual o motivo da minha falta de sorte.

Então, pela primeira vez na vida, aquele homem sem sorte resolveu arriscar. Ele colocou o “pezinho” para fora da casa dele, olhou o tempo, não ia chover, não ia fazer o sol quente, era um tempo ideal para começar a caminhar e, quando ele começou, ele não parou mais. Porque, segundo o pigmeu, gente, que me contou essa história, aquele homem sem sorte caminhou, caminhou, caminhou, caminhou um dia, caminhou uma semana, caminhou um ano, um ano e um dia. No final de um ano e um dia, quando ele estava caminhando, ele pisou numa coisa macia e escutou. “Ai”. E quando ele olhou para o chão ele viu um lobo, pelo menos, aquilo que parecia um lobo. Olha, gente, era um lobo tão magro, mas tão magro que só tinha pele e osso. E o lobo, muito fraquinho, falou assim: “Moço, moço, será que você não poderia me ajudar”. “Não posso não, seu lobo.

Eu sou muito azarado. Tudo que eu faço dá errado na vida. Eu sou tão azarado que eu estou indo procurar Deus, o criador, lá no fim do mundo para saber com ele qual o motivo da minha falta de sorte”. Quando o rapaz contou aquela história, o lobo falou assim: “Espera aí. O senhor diz que vai encontrar com Deus, o Criador?

Ah, moço, então, faz um favor para mim. Deixa eu contar o meu problema. É que, de uma hora para outra, eu caí aqui no chão prostrado, numa fraqueza tão grande, que eu não consigo mais me levantar. Tudo que eu faço para me levantar dá errado e eu caio novamente. Já que vai encontrar com Deus, pergunta para ele qual o motivo da minha fraqueza. O senhor pergunta?” O rapaz falou assim: “Tudo bem, seu lobo. Eu posso até perguntar. Só que quando eu encontrar com Deus, eu acho que eu vou ter tanta sorte na vida, mais tanta sorte, que eu acho que eu não vou voltar por esse caminho não. Eu vou voltar pelo caminho onde as pessoas sortudas, bem aventuradas, abonadas, das pessoas felizes. Mas se eu passar por esse caminho, eu dou a resposta para o senhor. Tchau e boa sorte. ”

E ele deu tchau para aquele lobo e novamente se pôs a caminhar. E ele, então, caminhou, caminhou, caminhou um dia, caminhou uma semana, caminhou um mês, caminhou um ano, um ano e um dia. No final de um ano e um dia, quando ele estava caminhando, ele tropeçou de árvore e ia xingar um palavrão, mas, quando observou, a raiz estava dando uma árvore que estava perdendo todas as folhas e a árvore falou assim: “Moço, moço, será que você não poderia me ajudar?” “Não posso não, dona árvore. Eu sou muito azarado, tudo que eu faço dá errado na vida. Olha, eu sou tão azarado que eu estou indo procurar Deus, o Criador, lá no fim do mundo, para saber com ele qual o motivo da minha falta de sorte”. Quando o rapaz contou aquela história, a árvore falou assim: “Espera aí. O senhor disse que vai encontrar com Deus, o Criador? Ah, moço, então, faz

um favor para mim. Deixa eu contar qual o meu problema.

É que, de uma hora para outra, eu comecei a sentir um calor aqui no meio das minhas raízes e este calor está subindo pelo meu tronco afora e está me fazendo perder todas as folhas. Já que o senhor vai encontrar com Deus, pergunta para ele qual o motivo do calor que eu estou sentindo aqui, que está me matando aos poucos. O senhor pergunta?” Falou: “Tudo bem, dona árvore. Eu posso até perguntar. Só que quando eu encontrar com Deus, eu acho que eu vou ter tanta sorte na vida mas tanta sorte, que eu acho que eu não vou voltar por esse caminho não. Eu vou voltar pelo caminho

das pessoas sortudas, bem aventuradas, abonadas, das pessoas felizes. Mas, se eu passar por esse caminho, eu dou a resposta para a senhora. Tchau e boa sorte”. E ele deu tchau para aquela árvore e novamente se pôs a caminhar.

Ele, então, caminhou, caminhou, caminhou um dia, caminhou uma semana, caminhou um mês, caminhou um ano, um ano e um dia. No final de um ano e um dia, quando ele estava caminhando, ele passou por um jardim gramado, florido, viu aquela profusão de flores, uma quantidade de flores e viu também, gente, uma casinha branquinha pequenininha. Sabe aqueles quadros pequenininhos que você vê numa casinha, um chalezinho, ele viu aquela casa. Ao se aproximar daquela casa, ele viu uma moça, uma jovem varrendo o quintal. Quando ele olhou para aquela moça, ele parou meio congelado. Olha, ele nunca tinha visto uma moça tão bonita como aquela. E a moça quando percebeu o rapaz, parou assim meio sem graça, porque ela nunca tinha visto um rapaz tão simpático como aquele. E ela, então, por educação convidou o rapaz para entrar na sua casa.

O rapaz foi entrando e ela rapidamente fez um suco para ele. Ele foi tomando o suco e pensando: “Hum, mas que suco gostoso. De que será feito? Eu vou tomar coragem e perguntar para essa moça”. Quando o rapaz ia abrir a boca para perguntar de que era feito o suco, a moça, gente, que estava de costas, começou a responder antes dele perguntar. “O suco é feito desse jeito, desse jeito, desse jeito”. Ele falou: “Gente, mas que moça mais interessante. Ela responde antes da gente perguntar. Significa que é uma pessoa muito atenta e atenciosa.

Olha, podia bem namorar com ela mas… “Ah, moça, eu sinto muito porque eu estou com um pouco depressa, é que eu sou muito azarado, sabe? Eu estou indo procurar Deus, o Criador (… )” E contou aquela mesma história de todo dia. Quando ele terminou, a moça falou assim: “Espera aí, o senhor disse que vai encontrar com Deus, o Criador? Ah, moço, então, faz um favor para mim. Deixa eu contar qual é o meu problema.

É que eu moro aqui nessa casinha e, como o senhor pode ver, é uma casinha simples, pequenininha, mas, de vez em quando, vai me dando um vazio no peito, uma tristeza tão grande, uma vontade de chorar e aí eu fico aqui dentro lavando, passando, cozinhando e chorando sozinha, dentro de casa. Já que vai encontrar com Deus, pergunta, por favor, qual o motivo do vazio que eu sinto no peito, que me faz chorar. O senhor pergunta?”

Ele falou: “Tudo bem, moça. Eu posso até perguntar. Só que quando eu encontrar com Deus, eu acho que eu vou ter tanta sorte na vida, mas tanta sorte que eu acho que eu não vou voltar por esse caminho não. Eu vou voltar pelo caminho das pessoas…

Mas se eu passar por esse caminho, é claro que eu te dou a resposta. E ele deu tchau para aquela moça e novamente se pôs a caminhar, gente.

Ele, então, é claro, caminhou, caminhou, caminhou, caminhou um dia, caminhou uma semana, caminhou um mês, caminhou um ano, um ano e um dia, até que ele chegou, gente, no local onde terminavam todas as estradas e todos os caminhos do mundo.

E, segundo a história que eu estou contando, o local onde terminou todas as estradas e todos os caminhos é o fim do mundo; o lugar onde, segundo o pigmeu, morava Deus, o Criador. O rapaz foi chegando ao fim do mundo, querendo se ajoelhar para fazer uma prece, quando ouviu aquela voz. “O que queres meu filho”.

Opa, me chamou de meu filho, só pode ser meu pai, não é? Eu vou logo pedir para não perder tempo porque Deus deve ser muito ocupado, não é?”

Ele falou: “Ô, Todo Poderoso, desculpe incomodar o senhor, mas o senhor, quando me fez, esqueceu da minha sorte. O senhor deu sorte para todo mundo na vida, todo mundo tem uma casa legal, tem um carro, uma namorada, tem alguma coisa, eu não tenho nada, que injustiça foi essa que o senhor fez comigo? Deu sorte para os outros e não deu para mim?” Aí veio a resposta: “Você acha

mesmo, meu filho, que eu dou sorte para alguém? Lamente informar que eu não dou sorte para ninguém. O que eu dou são oportunidades e a pessoa transforma as oportunidades da vida dela em boa sorte ou má sorte.

Olha, volte pelo seu caminho e perceba quantas oportunidades você teve até hoje na sua vida e não aproveitou para transformá las em boa sorte ou má sorte”. Falou: “Ah, é. Se eu voltar eu vou encontrar uma oportunidade, uma boa sorte, má sorte. Gente, mais que bobagem. Eu perdi anos da minha vida vindo descobrir isso.

Eu estou voltando é agora. Tchau para o senhor e fique com Deus. Quer dizer, fique com o senhor mesmo, hein, tchau!” O rapaz já ia saindo do fim do mundo, quando Deus chamou: “Rapaz, rapaz, com tanta vontade, mas tão desatento ainda, hein? “Não está esquecendo de me perguntar mais nada não?” “Não, Todo Poderoso, não tenho. Ah, é mesmo, que bom que o senhor lembrou. Eu tenho três perguntas para fazer o senhor, mas é coisa sem importância. É sobre um lobo, uma árvore e uma moça”. O rapaz, então, perguntou. Deus respondeu e ele se pôs no caminho de volta.

E ele estava agora com tanta pressa, gente, mas tanta pressa para encontrar com a sorte dele, que ele caminhou, caminhou, caminhou, caminhou um ano e um dia, caminhou um ano, um mês, uma semana, um dia.

No final daquele dia, à tardinha, ele passou correndo por um jardim gramado, florido, viu uma casinha pequenininha, branquinha e uma moça muito bonita, mas triste, chorando na janela, mas ele estava com tanta pressa, mas tanta pressa para encontrar com a sorte dele, que ele nem quis parar, só parou quando a moça chamou: “Moço, moço, está lembrado de mim?” “É a moça que me fez o suco. Oi, moça, tudo bem? Eu estou com um pouco depressa”. “Só um minutinho, o senhor encontrou com Deus, o Criador?” “Moça, eu encontrei.

Ele falou que minha sorte está no caminho. Eu estou voltando para encontrar com ela”. A moça falou: “Que bom. Moço, você lembrou de perguntar aquilo que eu pedi sobre o vazio que eu sinto no peito, a tristeza que me faz chorar?” “Ah, moça, eu perguntei. E Deus falou que o seu problema é solidão. A senhora fica aí chorando porque não tem ninguém para conversar, ninguém para namorar, ninguém para divertir, ninguém consegue ser feliz sozinho não. Deus deu uma dica para a senhora. Mandou a senhora ficar muito atenta porque segundo ele um dia vai passar um rapaz por aqui. A senhora, então, convida esse rapaz para entrar, quando o rapaz entrar, a senhora faz um suco para ele e ele vai tomar o suco e vai gostar. Antes dele abrir a boca para perguntar de que é feito o suco, a senhora explica para ele porque ele vai apaixonar pela senhora, vai pedir a senhora para namorar, o namoro vai dar em casamento e, segundo Deus vocês, vão ter dois filhos lindos ma

ravilhosos e saudáveis e que o seu lar vai ser o lar mais rico da face da terra”.

A moça: “Nossa, moço, mas que notícia mais agradável. Você não quer entrar e tomar um suco aqui, então, não? “Não posso não, moça, eu estou com pressa. Eu vou encontrar com a minha sorte. Não tenho tempo não. Imagine tomar um suco uma hora dessa, não é? Não tenho tempo não. Mas quando passar o tal rapaz que Deus falou, a senhora convida para entrar, hein? Tchau para a senhora e boa sorte, hein?” E ele deu tchau para aquela moça e novamente se pôs a caminhar.

E ele, então, caminhou, caminhou, caminhou, caminhou um ano e um dia, caminhou um ano, um mês, uma semana, um dia. No final daquele dia, à tardinha, ele tropeçou numa raiz de árvore e, quando olhou, a árvore estava perdendo a última folha. E a árvore falou assim: “Moço, que bom que o senhor voltou. O senhor encontrou com Deus, o Criador?” “Ah, dona árvore, encontrei. Ele falou que a minha sorte está no caminho. Eu estou voltando para encontrar com ela”. A árvore falou: “Que bom. Moço, o senhor lembrou de perguntar sobre aquilo que eu pedi, sobre o calor que eu sinto aqui nas minhas raízes, que está subindo pelo meu tronco e que está me matando aos poucos?” Ah, dona árvore. Eu perguntei. O seu problema é de fácil solução.

Segundo Deus o seu problema é o seguinte: Quando a senhora era uma árvore pequenininha, desse tamanhozinho, veio um homem e enterrou uma caixa de ouro, diamante, de jóias, pedras preciosas, no meio das suas raízes, é, e agora a senhora está crescendo e a caixa de ouro está sufocando as suas raízes. Para a senhora ficar boa, é só desenterrar a caixa de ouro, que a senhora fica frondosa e verdinha que nem antes”. A árvore falou: “Gente, então, tem uma caixa com tesouros que está me sufocando? Ah, mas que bobagem… Ô, moço, vem cá, faz um favor para mim, desenterra essa caixa com tesouro, olha, pode até ficar com o tesouro para o senhor porque eu sou uma árvore, árvore não precisa de tesouros”. O rapaz, falou: “Não tenho tempo não, dona árvore. Eu vou encontrar com a minha sorte. Agora, quer que eu desenterre o ouro? Ah, pelo amor de Deus! Não, tenho coisas para fazer. Quando passar alguém, mande desenterrar porque eu estou com muita pressa, não é? Tchau

para a senhora e boa sorte”. E ele deu tchau para aquela árvore e novamente se pôs a caminhar.

Ele, então, caminhou, caminhou, caminhou, caminhou um ano e um dia, caminhou um ano, um mês, uma semana, um dia. No final daquele dia, à tardinha, ele pisou numa coisa macia e escutou. “Ai”. E, quando olhou para o chão, ele viu o lobo. Pelo menos aquilo que sobrava do lobo, não é gente? Olha, o lobo já estava tão magro, gente, mas tão magro que nem osso tinha mais. Era um tapete de pele estendido no chão, aquele olho branco soltando do globo ocular, os dentes caindo da boca. Mesmo assim, num esforço sobre-humano, ou “sobrelobal”, ou “sobrecanino”, sei lá qual esforço que o lobo faz, o lobo conseguiu levantar a cabeça e falar assim: “Moço, ô moço, o senhor encontrou com Deus, o Criador?” “Ah, seu lobo, encontrei. E ele falou que a minha sorte está no caminho. Eu estou voltando para encontrar com ela”.

O lobo falou: “Que bom. Moço, o senhor lembrou de perguntar aquilo que eu pedi sobre a minha fraqueza? Por que é que eu não consigo mais me levantar?” Ele falou: “Ah, seu lobo, perguntei. E, de todas as perguntas que eu fiz para Deus, a do senhor é a mais chata de responder, mas eu vou falar com o senhor. Deus falou que o senhor está fraco desse jeito é de fome”. “É? Fome?!” “Tem muito tempo que o senhor não come nada. E a única forma do senhor sobreviver é o senhor comer alguma coisa ou alguém que passar por aqui. Mas, sinceramente, fraco do jeito que o senhor está o senhor não vai conseguir caçar nada. A não ser que a caça venha aqui e entre na sua boca. Mas, pelo

visto o senhor vai é morrer”. O lobo falou: “Deus falou que se eu não comer nada e nem ninguém eu vou morrer?” “É isso mesmo.

Se o lobo não comer nada e nem ninguém, ele vai morrer. Palavras do Senhor. O lobo,

então, desolado, gente, olhou para um lado, olhou para o outro, olhou para o rapaz. “Falou, moço, já que eu vou morrer mesmo e o senhor é a última pessoa que eu vejo em vida, o senhor não poderia, então, me dar um abraço de despedida?” O rapaz: “Não tenho tempo não, seu lobo. Eu vou encontrar com a minha sorte.

A minha sorte, ela é muito mais importante”. Só que o lobo insistiu: “Espera aí, moço, não vai embora. O que custa, um abraço só?” O rapaz: “Não, não tenho tempo”. Mas o lobo foi perseverante. Gente, o lobo insistiu tanto que convenceu o rapaz. O rapaz: “Ih, mas que lobo chato, eu vou dar um abraço nesse lobo e depois vou encontrar com a minha sorte”. O rapaz se virou, abriu os braços e foi caminhando em direção ao lobo. E a medida que ele se aproximava, gente, o lobo ainda olhava para ele e falava assim: “Mais perto, moço”.

Um pouquinho mais perto”. Coitadinho. Olha a cara de alegria do lobo, gente! Quando o rapaz estava ajoelhado, com os braços abertos, de frente para o lobo, ele percebeu uma coisa, aliás, a única coisa que ele percebeu durante toda a vida dele, ele percebeu, gente, que, à medida em que ele se aproximava do lobo, os olhos do lobo iam sendo tomados de um brilho estranho, intenso, como se aquela fosse uma oportunidade.

E quando…

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Link com o texto da palestra completa [aqui].

Palestra “Pedagogia do amor”

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O que fazer quando a vida sair dos trilhos?

Por Isaias Costa

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Hoje quero falar com você sobre um tema absolutamente comum a todo e qualquer ser humano, as dificuldades pelo caminho.

Certamente sua vida já saiu dos trilhos diversas vezes. Afinal? O que fazer nesses momentos de crise? Quero lhe levar a refletir sobre isso tomando como ponto de partida algumas lindas palavras do escritor Gustavo Gitti.

“Se lutamos contra o caos, se não viramos seus cúmplices, assim que algo desanda imediatamente retomamos os mesmos velhos hábitos que algum dia deram certo. Sem ficar algum tempo fora dos trilhos, quase nunca descobrimos outros percursos. Andamos na direção do nosso rastro, não dos horizontes à frente. Nossas mudanças são sempre lentas e gradativas, por esforço, disciplina, repressão. Recontamos certezas diariamente, orgulhando-nos de criar uma narrativa bem coerente. E depois sentimos falta de imprevisibilidade e de transformações não-causais, descontínuas, por saltos, sem avisos, num estalar de dedos.

Quanto mais caos podemos aguentar, mais criativas brotam as soluções. Caos bom é aquele que nos impede de seguir do jeito que vínhamos seguindo. Ser chacoalhado leva a autoorganizações surpreendentes, às vezes muito melhores do que poderíamos ter previsto ou conduzido. Mas é preciso cooperar, esperar, soltar o impulso por ordem, confiar, deixar acontecer, mesmo sabendo que talvez seja doloroso. A vida pode ser bem mais ousada que nossos planejamentos ambiciosos.”

Gustavo Gitti

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Eu achei a sua colocação perfeita. A palavra que precisamos colocar no mais profundo do nosso ser é ENTREGA. Se entregar ao MOMENTO PRESENTE. Esta é a chave para sair da situação de dificuldade e começar a navegar em mares mais tranquilos.

É engraçado que todos nós precisamos “quebrar a cara” muitas e muitas vezes até finalmente nos darmos conta de que o desespero e a desesperança só nos afasta cada vez mais da luz e do caminho em direção a solução para nossos problemas. Se nos desesperamos, deixamos de enxergar as bilhões de possibilidades que se apresentam bem diante dos nossos olhos e nem percebemos, porque estamos cegos, nossa energia pessoal está encoberta pela nossa sombra, que se traduz em medo, em baixa estima, em ansiedade etc…

Sua comparação com uma trilha é incrível, porque realmente nossa mente funciona desta forma, ela sempre busca o caminho que já foi trilhado! Agora vou falar para você algo que levei muitos anos para entender e tem um imenso poder transformador. Leia com bastante atenção.

Nós somos seres espirituais habitando corpos e o que move toda a nossa vida na direção da luz e da evolução é o espírito, e ele é desconectado da mente. Seu mecanismo é totalmente oposto à mente. O mundo inteiro está completamente dominado pela mente, e esquece que o nosso grande regente é o espírito.

Explicando mais claramente. O que o nosso espírito precisa muitas vezes não é o mesmo que nossa mente procura. E quando não utilizamos nossa mente para nos auxiliar neste caminho espiritual, o sofrimento é certo.

O que o nosso espírito precisa é que encontremos o caminho que melhor utilizaremos nossos dons natos para o bem das pessoas e de forma que beneficie o maior número de pessoas possível.

Ou seja, se você não consegue sentir firmemente que seu caminho tem um propósito maior, você vai sofrer e mais cedo ou mais tarde passará por uma crise.

Por que estou falando isso? Porque já vivi na pele tudo isso que estou lhe dizendo e já adquiri essa consciência.

A grande questão que você precisa entender é a ENTREGA. Você precisa aprender a ACEITAR a situação de crise que esteja vivendo.

Um fator que está diretamente relacionado com a aceitação do momento presente é a GRATIDÃO. Quando você percebe as inúmeras riquezas que possui na vida e foca seus pensamentos nelas, sua energia pessoal pouco a pouco vai se tornando mais positiva e você começará a enxergar possibilidades de sair da sua situação difícil.

Vou citar meu próprio exemplo para que você consiga entender bem o que estou querendo lhe transmitir.

Recentemente passei por várias crises no âmbito profissional, por causa das escolhas que fiz ao longo do caminho. Eu me graduei em Física, no bacharelado, ou seja, na área das pesquisas. E descobri que isso não era exatamente o caminho que precisava seguir. Apenas minha mente seguiu esse caminho, mas não meu coração. Meu coração sempre ansiou e desejou o ensino.

Mas como toda escolha traz consequências, sofri muito até seguir firmemente na direção do ensino. Comecei a dar aulas em escolas do estado e tive dificuldades imensas com os alunos, as dificuldades que você já deve ter ouvido falar nos telejornais e nas conversas informais: alunos extremamente indisciplinados, falta de interesse geral, pouca estrutura física na escola, baixos salários, pouco incentivo aos professores etc. etc.

Fiquei muito desmotivado e passei por outra crise profissional muito pesada. Isso foi no começo de 2014, foi bem recentemente. O que eu fiz? Decidi parar. Simplemente parar! Literalmente! Com todas as letras. Não fiz como quase todo mundo que se desespera e sai atordoado à procura de outro emprego. Eu sabia que se fizesse isso apenas transferiria o meu estresse de um local para outro. Por isso, não me importei em ficar desempregado.

Busquei me interiorizar e começar a meditar para saber em que estava errando. Estava no ensino, o que eu queria, e me sentindo frustrado. Foi duro!

Mas qual foi o segredo para a mudança de perspectiva? Busquei a PAZ. Entrei em profundo estado de paz e aceitação pela vida, pelo momento presente. Simplesmente busquei viver o hoje intensamente. Daí começaram a surgir em mim diversos insights e comecei a enxergar as coisas com mais profundidade.

Também me desiludi de uma série de coisas no meio do caminho, desilusões estas que me aproximaram cada vez mais da fonte de vida, ou seja, do meu espírito.

Em resumo. Consegui descobrir que meu grande problema não era ter me frustrado com o ensino, mas que deveria ensinar em algo maior, em algo melhor para mim. Tive uma formação acadêmica exemplar e estava me diminuindo, não estava conseguindo enxergar o meu valor. Passei a estudar para concursos de faculdades e universidades. Quase passei para ser professor efetivo de um centro tecnológico e dentro de poucos meses consegui uma vaga em uma faculdade perto da minha casa, onde estou lecionando hoje.

Contei de forma bastante resumida para não cansar a leitura.

O interessante foi que me entreguei ao momento. Não sofri em demasia. Estava desempregado, mas feliz por saber que era algo passageiro. Nesse tempo extremamente frutuoso, escrevi textos bem mais aprofundados neste blog. Riquíssimos de conteúdos que estava aprendendo e fazendo questão de compartilhar.

Gosto disso! Compartilho minhas próprias experiências de vida com você, para que você perceba que todos nós somos parecidos, passamos pelos mesmos problemas, só muda a intensidade ou a natureza deles.

Minha vida estava fora dos trilhos bem recentemente e consegui colocá-la nos eixos depois de ter levado uma boa surra das experiências vividas. É assim com todo mundo! Comigo, com você e com qualquer pessoa que cruzar o seu caminho.

Não esqueça as palavras do meu amigo Gustavo Gitti. O caos faz parte e quanto mais caos podemos suportar, mais fortes nos tornamos.

Desejo que você se torne um ser humano cada vez mais forte e que possamos caminhar juntos… Paz e luz…

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A samambaia e o bambu

Por Isaias Costa

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Muitas vezes a vida nos parece pesada demais e achamos que não teremos força para continuar.

Muitas vezes também parece que tentamos, tentamos e tentamos e a vida parece que se estagnou num ponto que parece não levar a algo maior.

Porém, é importante nesses momentos pararmos e percebermos que isso não é verdade. Nossa vida está acontecendo o tempo todo, e dizer que ela está sendo boa ou ruim é bem subjetivo, depende muito mais dos nossos pensamentos e comportamentos, do que dos acontecimentos em si.

Para refletirmos sobre isso, compartilho um texto muito bonito de autoria desconhecida. Leia-o com bastante atenção…

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Certo dia, senti-me totalmente derrotado e vencido. Nada fazia sentido: o mundo, a vida, meu trabalho, nada. Decidi que pularia de uma ponte situada no outro lado da cidade. Escrevi uma carta aos meus familiares e caminhei em direção à ponte.

No caminho, necessitei atravessar um bosque. Avistei, ali, uma pequena fonte d’água e parei para contemplar a que seria, talvez, a última beleza a ser vista em minha existência. Junto à fonte, num banco já desgastado pelo tempo, um indigente me olhava com muita atenção.

Estava a poucos passos de mim e fez um gesto para que me aproximasse dele. – O que se passa com você, meu jovem? – ele perguntou com um ar sereno, embora preocupado. – Decidi terminar com tudo hoje. Nada, para mim, funciona. Sou o homem errado para esse enredo de vida que alguém me escreveu.

Sua resposta me surpreendeu: “Olhe em redor. Você está vendo a samambaia e o bambu?”

“Sim, estou vendo”, respondi.

“Pois bem, a Vida se encarregou de semear, a um só tempo, as samambaias e o bambu. A ambos não faltaram água, luz, seiva… A samambaia cresceu rapidamente. Seu verde brilhante cobria o solo. Porém, da semente do bambu nada saía.

Apesar disso, a Vida não desistiu do bambu. No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa. E, novamente, da semente do bambu, nada apareceu. Mas, a Vida não desistiu do bambu.

No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa. Mas, no quinto ano, um pequeno broto saiu da terra. Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno, até insignificante.
Seis meses depois, o bambu cresceu mais de 5 metros de altura.

Ele ficara cinco anos afundando raízes. Aquelas raízes o tornaram forte e lhe deram o necessário para sobreviver.

Essa dor que você sente e aparenta ser sem propósito, ao longo de todos esses anos, é, na verdade, o rasgo de suas raízes. Elas estão se tornando mais profundas aí dentro.

A Vida não desiste nunca. Não é correto comparar-se a outros. Sua trajetória é única. Seria justo desistir da Vida? Desistir justamente de quem provê aquilo de que você mais necessita para contemplar, em breve, a existência de um lugar mais perto do céu?

Baixei a cabeça e, com olhos marejados, procurei alguma palavra para dizer àquele desconhecido maltrapilho. Quando levantei o rosto, percebi que não precisava dizer mais nada. O indigente não estava mais ali e, sinceramente, nem posso precisar se aquele homem um dia existiu.

Site: A samambaia e o bambu

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A parábola da rã

Por Isaias Costa

Fig09_Seladinha (rã vista de lado)Outro dia li uma parábola maravilhosa que falava sobre as perspectivas do ser humano e do quanto nossa visão é limitada. Uma parábola que nos faz refletir sobre as zonas de conforto e nos ajuda a enxergar o mundo com um olhar mais profundo.

A parábola da rã

Havia uma rã que vivia num poço próximo ao oceano. Ali havia nascido e dali nunca tinha saído pois não conseguia saltar tão alto. Mesmo porque, ela desconhecia o mundo ao redor do poço pois, como nunca o havia visto, então para ela não havia nada além das paredes de pedra que a cercava. Desta forma, ela ignorava o imenso oceano ao seu redor e que dele somente ouvia o seu som, sem se dar conta do que realmente era. Ela não só ignorava o oceano, ou seja, a condição do mundo onde vivia, mas também ignorava sua própria condição de “rã presa no poço” e para descobrir que vivia num poço e que havia um oceano a poucos metros, ela teria que sair dali.

=> Você pode ler o texto completo clicando aqui.

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Persistência

Por Isaias Costa

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Hoje eu quero compartilhar um texto cheio de ensinamentos e mensagens bonitas, do escritor Paulo Roberto Gaefke, chamado “Persistência”. A principal mensagem que tirei desse texto é que tudo tem um momento certo para acontecer e não precisamos nos angustiar para resolver tudo de uma vez, é preciso persistência, mas sobretudo, paciência…

Persistência

Nas lutas diárias da vida, lembre-se de que tudo tem um tempo próprio para realizar-se.
A árvore mais alta do mundo, um dia foi semente.
O mar gigantesco é formado por pequenos rios que despejam suas águas em um encontro marcado.
A hora do relógio é formada por segundos que se juntam para formar o minuto.
A casa mais bela e rica, um dia foi apenas projeto.
Assim, tudo segue um cronograma e na Lei Divina nada segue aos pulos ou com privilégios, tudo é justiça pura.
Sabendo que o mundo é construído por etapas, que tudo está em seu devido lugar e no devido momento certo,
não abandone seus sonhos, não desistas de lutar pelo seu crescimento.
Refaça seus planos se preciso for, ajuste-o ao momento atual e se agarre com Deus.
Acredite na sua força, mas acredite também que você nunca está sozinho; em nenhum momento os anjos te abandonaram, talvez você não tenha deixado eles se aproximarem, mas eles sempre estarão perto de você.
Não se assuste com as atitudes das pessoas que te cercam; nem sempre elas estão no seu melhor dia, e todos nós temos o direito de estarmos chateados ou até tristes e sem vontade de falar com ninguém.
Portanto, respeite o indivíduo que existe em cada pessoa; não crie expectativas com a vida dos outros, você acaba se machucando e fazendo com que as pessoas se sintam responsáveis por atitudes que só você esperava, que você nem sequer comunicou a pessoa interessada, apenas desejou em seu íntimo.
Tudo Tem Seu Tempo!
E o seu tempo de plantar é todos os dias; é a cada minuto.
Semeie amor, distribua sementes de carinho e em breve você irá ter a maior colheita de felicidade que um ser humano pode ter.
Nada supera o amor, velhas mágoas desaparecem sob a ação do amor; inimigos se abraçam em nome do amor; parentes afastados se reencontram em nome do amor, e você será abençoado pelo amor que Deus derrama, todos os dias, sobre a sua cabeça em sinal de que Ele acredita em você, sempre!

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O verbo esperançar

Por Isaias Costa

FLOR NA PEDRA

Um dos maiores educadores que o Brasil já teve foi o grande Paulo Freire e uma de suas indagações mais recorrentes era sobre o verbo “esperançar”. Hoje vou fazer uma pequena reflexão sobre esse verbo a partir de algumas palavras do filósofo brasileiro Mario Sergio Cortella.

“Como insistia o inesquecível Paulo Freire, não se pode confundir esperança do verbo esperançar com esperança do verbo esperar. Aliás, uma das coisas mais perniciosas que temos nesse momento é o apodrecimento da esperança; em várias situações as pessoas acham que não tem mais jeito, que não tem alternativa, que a vida é assim mesmo… Violência? O que posso fazer? Espero que termine… Desemprego? O que posso fazer? Espero que resolvam… Fome? O que posso fazer? Espero que impeçam… Corrupção? O que posso fazer? Espero que liquidem… Isso não é esperança, é espera. Esperançar é se levantar, esperançar é ir atrás, esperançar é construir, esperançar é não desistir! Esperançar é levar adiante, esperançar é juntar-se com outros para fazer de outro modo. E, se há algo que Paulo Freire fez o tempo todo, foi incendiar a nossa urgência de esperanças”

Nós estamos inseridos em uma sociedade medíocre e cheia de pessoas fazendo “mais do mesmo”. Poucos são os que tem a coragem de bater de frente com esse sistema que nos entorpece e nos deixa inertes. Nós deixamos tudo para “os outros”, nos isentando da responsabilidade pelo todo. Gosto sempre de lembrar as sábias palavras do mestre Dalai Lama e seus preceitos do budismo tibetano que explicam a responsabilidade universal, ou seja, todos nós somos responsáveis pelo bem estar e felicidade de todos os seres humanos, da sociedade e da natureza. Uma de suas célebres frases é a seguinte: “A humanidade é uma só e este pequeno planeta é nossa única casa. Se temos de proteger esta casa, cada um de nós precisa experienciar um sentimento vivo de altruísmo universal. Nosso planeta foi abençoado com vastos tesouros naturais. Se os usarmos adequadamente, todo ser humano poderá usufruir de uma vida rica e de bem-estar”. Se quiser ler e se aprofundar um pouco mais neste tema tão importante e vasto, compartilho o link de um texto extraído do seu livro “Uma ética para o novo milênio”. Vale a pena a leitura…

http://sobrebudismo.com.br/a-necessidade-de-discernimento-e-responsabilidade-universal-dalai-lama/

Esperar é deixar que os outros resolvam, que o problema se resolva por si só ou o pior de tudo, se anestesiar e deixar que a situação fique cada vez pior por falta de atitude. Já esperançar é agir, é fazer a sua parte, é ser responsável, é dar o melhor de si, é ser um agente transformador da sociedade, é ter um perfil de liderança e correr atrás da realização de muitos sonhos de futuro.

Quero aproveitar para me incluir nesta discussão. Eu procuro ser honesto e reconhecer as minhas falhas e faltas. Eu também em muitas ocasiões espero do verbo esperar em vez de esperançar, e sou assim principalmente quanto à política. Tenho que admitir que atualmente está complicado eu ter esperança, mas estou procurando desenvolvê-la, mesmo em meio a tantas falcatruas. O que os políticos mais querem é que a população se torne apática e ache que “as coisas não têm mais jeito”. O que os políticos amam são as pessoas Pôncio Pilatos. Você sabe quem são elas? São aquelas pessoas que lavam as mãos diante de uma situação que precisa-se de uma atitude concreta e decisiva. O Pôncio Pilatos, na crucificação de Jesus lavou as suas mãos de forma alegórica para tentar livrar a sua consciência que pesava toneladas por condenar o homem mais dócil e santo que pisou no planeta terra. Você quer ser uma pessoa Pôncio Pilatos? Eu não quero e estou aqui hoje para chacoalhar a sua mente e lhe ajudar a tomar uma atitude. Pode ter certeza que uma atitude maravilhosa que você pode fazer é chegar em outubro de 2014 votando em um candidato que tenha princípios éticos e compromisso com sua palavra, que tenha um histórico de trabalho sem “fichas sujas” e que tenha parcerias políticas com ideais parecidos. Se você for para as urnas sem fazer uma análise como a que citei acima, você estará esperando do verbo esperar: “Espero que a situação política se resolva…”. Pense sobre isso…

Portanto! Essa é a mensagem principal, o verbo esperançar deve estar presente na vida de absolutamente todos os seres humanos, pois fazemos parte de uma sociedade onde todos têm a mesma responsabilidade, eu, você, os governantes, os líderes religiosos, todos, sem exceção. Tendo esta consciência podemos fazer acontecer a verdadeira mudança e tornar este mundo um lugar muito melhor…

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Minha árvore de natal

Por Isaias Costa

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Neste data tão especial quero compartilhar um belíssimo poema do escritor e poeta Paulo Roberto Gaefke chamado “Árvore viva”. Que você enfeite a sua árvore de natal com ternura, com alegria, com beijos e abraços! Esta será a minha árvore de natal! Como será a sua?

Que a luz, o amor, a inocência e a sensibilidade do menino Jesus toque o seu coração e você tenha um natal inesquecível…

Árvore viva

Neste Natal, ilumine-se!
Faça-se árvore viva que irradia alegria.
Onde chegar, brilhe uma força que motiva.
Seja o seu falar, carregado de esperança.
Acreditando no mundo com atitudes de adulto,
mas sem perder jamais, a ternura da criança.

Neste Natal, rodeie-se de presentes.
Leve com você para doação espontânea, muito carinho.
Um cesto cheio de abraços fraternos, demorados, atentos.
Um saco cheio de gentilezas que vai espalhar em todo lugar.
E no centro da sua árvore viva, muitos pacotes de amor.
E com o amor, saia perdoando os que te ofenderam,
pedindo perdão para os ofendidos.

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O que é ser escritor no Brasil?

Por Isaias Costa

Eu li uma reportagem que me doeu o coração e me levou a refletir sobre o que é ser escritor no Brasil. A reportagem está logo abaixo. Confira…

http://noticias.r7.com/empregos/noticias/ser-escritor-no-brasil-e-a-mais-patetica-das-profissoes-diz-jornal-americano-20131217.html

Eu sou um rapaz que adora desafios, gosto de coisas difíceis, gosto de não seguir a boiada, tento ser original e, acima de tudo, escrever com o coração! Eu faço as coisas pensando na realização pessoal e no quanto aquilo pode ajudar os outros, só depois é que penso em dinheiro, porque sei qual é o lugar que ele deve ter na nossa vida! Ele é importante, mas longe de ser o essencial.

Eu escolhi uma profissão desafiante e que paga pouquíssimo, PROFESSOR, e aliado a ela, estou iniciando uma carreira de ESCRITOR, que, segundo essa reportagem, é a MAIS PATÉTICA DE TODAS AS PROFISSÕES.

Mas eu digo uma coisa! Ser escritor é “tão patético” que eu estou influenciando centenas de pessoas através dos meus textos! É tão patético que eu já recebi diversos relatos de leitores dizendo que passaram a agir de modo diferente depois que leram um texto que as fez refletir muito! É tão patético que recebo diversas mensagens me encorajando a continuar escrevendo sempre e cada vez mais!

São impressionantes os saltos que eu tenho dado na minha vida depois que comecei a escrever, em setembro de 2012. Estou me tornando mais tolerante, mais compassivo, menos julgador, mais atencioso, mais simples, mais humilde. Estou cultivando sentimentos e valores nobres, mas isso não importa muita coisa na nossa sociedade! Para ela é mais importante ganhar dinheiro, muito dinheiro, e ser infeliz, levando uma vida apequenada, como diria meu grande amigo Mario Sergio Cortella! Aliás, eu tenho vontade de perguntar aos políticos corruptos e este bando de pobres ricos se eles já leram algum de seus livros, porque acredito sinceramente que não! Quem lê um livro do Mario Sergio Cortella é incapaz de sair por aí dizendo que ser escritor no Brasil é patético. Isso eu posso afirmar!

Um escritor brasileiro muito importante...

Um escritor brasileiro muito importante…

Para a tristeza de alguns e para a alegria de muitos outros eu só tenho a dizer uma coisa! Eu estou apenas começando, sou muito jovem, e ainda tenho uma vida inteira pela frente para levar, quem sabe, milhares de pessoas a repensarem suas vidas, suas rotas, a enxergarem novos horizontes, novas perspectivas etc. Desenvolvendo-se intelectualmente, e acima de tudo, adquirindo sabedoria.

Cada vez mais estou aprendendo que a sabedoria se adquire na própria vida, nas quedas que surgem pelo caminho, nas vitórias e derrotas, na palavra amiga de alguém próximo, nos sonhos de futuro, na esperança de fazer um mundo melhor a partir da experiência pessoal etc.

Eu sou professor e também escritor, e AMO, AMO o que eu faço. E tenho certeza absoluta que posso fazer alguma coisa boa para as pessoas e para a sociedade através dos meus escritos e das mensagens daqueles a quem tenho como referência, como é o caso do grande Cortella!

Não tenho pretensão de me tornar rico, milionário, famoso, nada disso! Tenho um desejo profundo de ajudar as pessoas a serem melhores do que já são. Meu desejo é levar boa cultura e fazer as pessoas pensarem, refletirem, se voltarem para dentro delas mesmas. Tenho consciência que o dinheiro é fruto de um bom trabalho e não determina quase nada com relação à felicidade e realização pessoal.

Alguns podem até achar patético ser escritor no Brasil, mas vou continuar sendo teimoso e seguindo em frente, levando um montão de pessoas junto comigo. Sou um sonhador nato. Mesmo que o mundo esteja desabando sobre os meus pés, eu vou continuar olhando para frente e para o alto, buscando significado nas experiências e aprendizado nas quedas.

Enfim! Essa é mensagem que quero passar aos leitores. Que a profissão de escritor não é patética, mas sim nobre, escolhida por pessoas corajosas e que têm sonhos de ver um mundo melhor, que certamente está sendo construído…

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Religião traz esperança

Por Isaias Costa

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Você já se perguntou para que serve uma religião? As pessoas religiosas são melhores do que as que não são? A religião ajuda a moldar a personalidade de uma pessoa? São muitas as perguntas, mas o que eu digo a você é que seguir alguma religião pode ser muito bom, e um dos principais objetivos dela na vida é trazer mais esperança.

Para refletir sobre isso, compartilho algumas palavras do grande Rubem Alves, do seu livro “O que é religião?”.

“O sentido da vida não é um fato. Num mundo ainda sob o signo da morte, em que os valores mais altos são crucificados e a brutalidade triunfa, é ilusão proclamar a harmonia com o universo como realidade presente. A experiência religiosa, assim, depende de um futuro. Ela se nutre de horizontes utópicos que os olhos não viram e que só podem ser contemplados pela magia da imaginação. Deus e o sentido da vida são ausências, realidades porque se anseia, dádivas de esperança. De fato, talvez seja esta a grande marca da religião: a esperança. E talvez possamos afirmar, com Ernest Bloch: ‘Onde está a esperança ali também está a religião.”

Estas são palavras muito sábias e reflexivas. Acho perfeita a sua relação entre Deus e o sentido da vida como ausências. O que isso quer dizer? Quer dizer que são abstratos, não fazem parte do mundo material e físico. Nesta hora vemos que são dádivas de esperança, e como esperanças, dependem do futuro.

É tão interessante pensar nisso! Uma das grandes questões religiosas é sobre a vida após a morte, que é maior mistério da nossa existência. Todas as religiões tentam de alguma forma nos levar a refletir sobre isso, e cada uma tem uma visão diferente, sempre com a esperança da salvação e da redenção para as nossas almas.

As religiões são muito importantes porque, sem elas, nossa vida se resumiria apenas às experiências terrenas e mais voltadas para o imediatismo ou materialismo. Imediatismo porque sem a esperança da salvação seria muito fácil pensar aquilo que muitos ateus pensam: “Eu só tenho uma vida! Vou aproveitá-la ao máximo! Vou viver sem regras e limites”. Essa é uma visão muito perigosa, pois pode acarretar em desvios de conduta e instalação de um péssimo caráter. E materialismo, porque sem a esperança tendemos a depositar todas as nossas energias e finanças no que é passageiro, fútil, banal, corriqueiro.

Quando se segue uma religião, mesmo que a vida traga grandes sofrimentos, ela vem como um porto seguro, nos dando esta esperança de dias melhores. Até mesmo as pesquisas científicas já comprovaram o quanto as pessoas religiosas tem uma maior capacidade de suportar as dificuldades e superar os conflitos da existência.

Portanto! Que neste dia você reflita sobre a religião como um ótimo caminho para ter mais esperança na vida! E como uma excelente maneira de não viver simplesmente para aquilo que é material, mas transcender a essa realidade tão estreita e pequena…

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Vencer apesar das imperfeições

Por Isaias Costa

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Hoje eu quero compartilhar uma parábola maravilhosa falando sobre superação de limites e sobre as imperfeições do ser humano. Um texto que mostra que nós podemos vencer e sermos os melhores no que nos propormos a fazer, e para se conseguir isso é preciso acreditar, sonhar e ter esperança sempre. Esse texto é de autoria do padre Domingos Cunha. Leia e reflita sobre ele…

Lembro-me daquela parábola do menino cujo sonho era aprender a lutar judô. Cresceu com esse sonho e quando estava chegando na idade de aprender a arte, um acidente lhe roubou o braço direito e matou o sonho de criança! Mas, como os sonhos que são grandes nunca morrem, passada a frustração dos primeiros meses, o menino está de volta com o sonho entalado no desejo. E o velho pai, para consolar o filho e não aumentar ainda mais seu sofrimento pelo infortúnio do braço perdido, resolveu alimentar a ilusão do menino. Falou com um velho mestre de judô que, tendo se compadecido com a triste história do menino, o admitiu em sua escolinha e o adotou como aluno predileto. Ensinou-lhe apenas um golpe da arte do judô. O menino o aprendeu com perfeição e o praticou exaustivamente. Mas, ao fim de alguns meses, vendo que os outros meninos aprendiam outros golpes, bateu a tristeza e a sensação de fracasso e, por alguns momentos, pensou em desistir daquela ilusão, resignando-se à sorte que sua limitação física lhe impunha! Mas mestre logo o reanimou e na palavra do mestre o menino continuou treinando. O mesmo golpe de sempre e apenas esse.

Houve um dia um campeonato e gente de vários lugares se inscreveu para as lutas. O velho mestre inscreveu o menino, para espanto de todos e dele mesmo! A família ficou apreensiva, sem entender a insensatez revelada daquele mestre. Veio a primeira luta para aquele menino e ele ficou se defendendo o tempo todo, até conseguir aplicar o golpe no qual havia se tornado perito e aí, não deu outra: ele venceu a luta. Poderia ter sido apenas sorte ou pura coincidência – comentava-se entre o povo. Mas quando a segunda luta chegou, a história se repetiu e o menino foi avançando no campeonato… até chegar na grande final. Agora o negócio era mais sério! Iria lutar com um campeão famoso! A família resolveu dar um basta naquela ousadia do mestre, pois seria arriscado para o menino entrar naquela luta sem um braço e sair machucado. Mas o mestre fincou o pé e assumiu a responsabilidade! O menino foi para a luta e a história parecia se repetir… até que, de repente, o menino aplicou o velho golpe… e ganhou a luta! Agora, não havia mais desconfiança acerca do mérito do novo campeão… e por isso, não tinha como não perguntar ao mestre qual o segredo do sucesso daquele menino. São dois os segredos – disse o mestre. O primeiro segredo é que esse golpe que o menino aprendeu é realmente um golpe fundamental na arte do judô e o menino aprendeu a executá-lo muito bem! O segundo… bem, o segundo segredo é que, para se defender desse golpe, o outro atleta só tem uma solução: segurar o braço direito do adversário!

Um dia, quando aprendermos que nossos limites são nossa força… nossa vida tomará outro rumo! Até lá… talvez precisemos de um mestre que nos ensine os segredos de viver! Foi pra isso que Jesus Cristo pintou por aí na vida da gente!

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