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O privilégio de toda uma vida é Ser aquilo que nascemos para Ser

Por Isaias Costa

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Um dos homens mais inteligentes e influentes do século XX foi o grande Joseph Campbell. Sua vasta obra é utilizada pelas universidades do mundo todo e ele possui uma legião de fãs. Mas tudo isso se deu porque ele amava o que fazia. Estudar a História, a Mitologia e as religiões era um imenso prazer para ele.

Ele uma vez escreveu algumas palavras que vão em cheio no que estou dizendo agora, e farei uma breve reflexão a partir delas.

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“O privilégio de toda uma vida é Ser aquele que nascemos para Ser. Siga sua bem-aventurança, lá onde há um profundo sentido do seu Ser, lá onde seu corpo e sua alma querem ir.

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A metáfora do gelo derretido

Por Isaias Costa

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Esses dias estava ouvindo um programa de rádio que gosto muito chamado “Momento Zen”, com a Monja Coen, pela Rádio Mundial, e no programa ela falou uma coisa muito interessante e que me inspirou a escrever o texto que você lê agora.

Ela falava que se nós levamos um calorzinho, por menor que seja, do nosso coração para as outras pessoas, poderemos derreter muitos corações que estão frios e tristes!

A partir dessas lindas palavras dela eu criei essa simples metáfora do gelo derretido. Veja só que legal!

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Tempo: Momentos felizes também produzem arte

Por Simone Oliveira

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Geralmente ouvimos que os grandes músicos, esportistas, inventores e profissionais de renome tiveram suas maiores inspirações em momentos de extrema tristeza e agonia. De lá tiraram forças para mover montanhas de obstáculos e alcançar objetivos grandiosos. São milhares de exemplos de superação onde se exalta a derrota e a frustração para se chegar ao sucesso no fim da jornada. Porém, dessa vez falo da importância da felicidade durante o caminho diário, a cada segundo do viver.

A cada instante devemos olhar o tempo como uma oportunidade. Não apenas um meio de trabalho, estudo ou criação de ideias, planejamento, mas também como uma maneira de focar no presente e aproveitar ao máximo o que cada atividade pode nos proporcionar, seja a alegria ou a dor, sabendo que é preciso dedicar uma parcela considerável do dia para o trabalho, e outra menor, porém, não menos importante, para o lazer ou para os sonhos.

O divertimento ou o aprendizado são tão relevantes quanto a produtividade. Se soubermos ligar a nossa mente em tudo o que fizermos, tendo controle sobre os gostos e pensamentos, teremos mais vigor, alcançaremos a satisfação própria ainda que nas piores situações, realizando tarefas um tanto quanto desagradáveis aos olhos de outros, mas que são necessárias e geram um senso de dever cumprido.

Em suma, o que quero dizer é que a mente funciona pelo estímulo. Não é olhando o futuro que o galgamos agora, e sim, mantendo esse senso de estar fazendo a coisa certa nesse exato momento, e assim no minuto seguinte, e o no outro, no outro e assim por diante, que o caminho fica mais leve, prazeroso, e o fim dele será só um complemento de tudo aquilo que já degustamos.

Não é possível sempre estar atento aos sinais de que precisamos deixar a ansiedade de lado e as angústias do passado onde elas pertencem. Às vezes os problemas são outros e as situações são desesperadoras, então, nestas horas aproveite para chorar, gritar, esvair a raiva (sozinho é claro, nunca desconte nos outros, principalmente se eles fazem parte do seu círculo social e podem estar sofrendo também) e não pense que deveria estar superando, correndo! Tudo tem seu tempo. Saiba aproveitar cada segundo e não terá que lidar com as consequências de um arrependimento por algo que na verdade não era real, mas a sua mente criou.

Pare de se comparar com os outros. Muitos se diminuem ao ver que o outro tem a mesma idade mas já alcançou um emprego melhor, ou comprou um carro ou uma casa melhor, ou já casou, já teve filhos ou arrumou uma promoção. Acorde! Cada pessoa tem seu tempo, o tempo dela é outro, diferente do seu.

No fim das contas o que interessa é que sejamos felizes e tenhamos paz de espírito. Do que adianta ganhar o mundo e perder a vida ou viver como um louco, sempre com pressa de conseguir tudo e pensando que falta alguma coisa?

Já dizia o sábio Rei Salomão:

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.
Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou;
Tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derrubar, e tempo de edificar;
Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar;
Tempo de espalhar pedras, e tempo de ajuntar pedras; tempo de abraçar, e tempo de afastar-se de abraçar;
Tempo de buscar, e tempo de perder; tempo de guardar, e tempo de lançar fora;
Tempo de rasgar, e tempo de coser; tempo de estar calado, e tempo de falar;
Tempo de amar, e tempo de odiar; tempo de guerra, e tempo de paz.”

Eclesiastes 3:1-15

euSimone Oliveira. Santos-SP. Bacharel em Engenharia Civil por formação e escritora por gosto. Estuda para concursos e se dedica às aulas particulares de exatas, ao namorado, à família e às suas atividades na igreja. Ainda não descobriu seu propósito na vida, mas tem certeza de que tem um. Pede que Deus a guie por esse caminho até a sua volta.

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Alegre-se na companhia dos amigos

Por Isaias Costa

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Todos nós sabemos o quanto é importante termos amigos verdadeiros e o quanto estar na presença deles nos enriquece a vida e a existência.

Lendo algumas palavras do grande filósofo brasileiro Clóvis de Barros Filho refleti bastante sobre dividirmos nossos momentos de alegria com nossos amigos.

Inclusive, eu amo a etimologia da palavra COMPANHIA. Ela vem de COM (junto) + PANIS (pão), ou seja, companhia é você repartir o pão com alguém querido, é comer esse pão junto! Não é incrível?

E você? Tem muitos companheiros? Vamos refletir juntos a partir das palavras do Clóvis…

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Deseje demais o que te faz falta porque a vida nunca vai ser boa na derrota e na frustração. Mas perceba que o desejo não basta. Permita-se a alegria.

Consiga se alegrar com o que você já tem. Sobretudo, perceba que depois de uma conquista alegradora, se você não tiver com quem comemorar, a sua alegria durará muito pouco. Morrerá instantaneamente asfixiada pela solidão. Por isso preocupe-se também em proporcionar a alegria de quem está em volta pra que a sua própria possa durar um pouco mais.

Clóvis de Barros Filho

=> Clique aqui para ler o texto completo

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10 Hábitos que destroem sua paz de espírito

Por Simone Oliveira

Vou citar 10 costumes das pessoas infelizes, ou daquelas que, se não se cuidarem, irão pelo mesmo caminho!

Hábito nº 1: Dormir pouco – ou seja, menos que o suficiente.

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Hoje há estudos afirmando que não importa o horário que você dorme ou acorda, contanto que tenha a quantidade de sono suficiente para o seu descanso. Portanto, não se cobre para ir dormir cedo, mas esteja atento ao tempo que o seu organismo precisa para se recuperar.

Se você costuma enrolar para deitar depois de um dia cansativo, em que teve que acordar cedo para fazer suas tarefas, cuidado, pois sua produtividade do dia seguinte será afetada. E as consequências só pioram com o acúmulo do cansaço; irritabilidade, falta de atenção, stress, autocrítica e cobranças são só o começo.

A mente e o corpo são um só e devem andar juntos: se menosprezamos nossas necessidades físicas, a nossa saúde mental também é comprometida. O contrário também é válido.

Hábito nº 2: Reclamar

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O Brasil está em crise e o desemprego bate às portas, os políticos roubam incessantemente e não apresentam nenhuma solução que preste, a educação vai de mal a pior, o atendimento nos locais públicos deixa muito a desejar, a criminalidade avança a passos largos etc etc etc (aposto que você pode lembrar de muitos outros motivos para protestos).

Veja como os sentimentos de revolta e injustiça nos envolvem com tanta frequência que é muito mais fácil, hoje, citar os pontos negativos do que os pontos positivos do nosso país.

“Mas Simone, é a pura verdade! Somente através das lutas que os nossos antepassados conquistaram seus direitos como cidadãos, agora é a nossa vez!”

Eu não vou negar isso. Aqui não é uma página para entrarmos em discussões políticas ou orçamentárias da nação brasileira, apenas citei os fatos! Prefiro não entrar no mérito das manifestações contra atos do governo, é bom que lutemos pelo que acreditamos, mas há hora e lugar. Não precisa (e nem deve) ser o tempo todo.

Cada vez que externamos esses sentimentos de raiva, ódio, descontentamento e medo, é como se tomássemos veneno e esperássemos que os causadores de todos os nossos problemas morressem! E isso é ridículo!

Preste atenção se você está fazendo isso! O famoso “reclamão” tem o poder de minar a alegria de todos a sua volta, sendo o próprio o mais prejudicado.

Hábito nº 3: Assistir aos programas policiais (sensacionalistas) e às chamadas de tragédia ou denúncia de crimes no facebook

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É muito ingênuo de nossa parte pensar que passar os momentos de relaxamento na frente do computador ou da TV vendo todo o tipo de atrocidades que acontecem diariamente no mundo não vai mexer com o nosso psicológico.

Você não precisa disso. Ninguém precisa. Prefira os sites e canais de I-N-F-O-R-M-A-Ç-Ã-O real.

Hábito nº 4: Ter uma vida sedentária

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Achou que eu não ia tocar na ferida, não é?! Vai à dica: cuide-se e ame-se, faça exercício físico!

Comece aos poucos, com metas alcançáveis, por exemplo: “Vou caminhar durante 20 minutos só hoje.” Conseguiu? Amanhã faça a mesma coisa. Daqui a pouco vira hábito e se torna prazeroso.

Leve outros com você, assim o compromisso fica mais difícil de ser deixado para trás.

Hábito nº 5: Olhar para o passado como se ele fosse melhor do que o presente ou desejar estar nele

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Pense bem! Será que foi mesmo assim tão bom quanto você imagina, ou será que você só está se atendo às melhores partes? Nós temos essa ideia de que fomos mais felizes antes do que agora, mas é pura ilusão, na maioria das vezes. Tivemos felicidades e dificuldades tanto quanto (ou mais) do que no presente. Esqueça seu passado e viva o agora.

Hábito nº 6: Exigir perfeição nas próprias ações

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“Eu não sou perfeita e não tenho que ser.”

Você é HUMANO! Aceite isso, doa o que doer! Só não se culpe tanto por ter errado na escolha que fez, por ter sido preguiçoso, por não ter abraçado as oportunidades, por ter perdido o tempo que não poderia ter perdido, ou por cada erro bobo, como se ele fosse muito importante! Pare de valorizar seu erro, sério!

A culpa é inútil. Se arrependa, saiba que mesmo assim você estará sujeito a falhar de novo num futuro próximo e faça seu melhor.

Hábito nº 7: Se alimentar mal

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Novamente: “mens sana in corpore sano”, já dizia o poeta romano Juvenal.

Hábito nº 8: Ficar se comparando aos outros

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Você sabe qual é a diferença entre você e eu?
Quer abaixar sua autoestima? Se compare. Tenho certeza que vai achar alguém mais bonito, inteligente, rico, estiloso, cheiroso, saudável, dedicado, alto, magro ou musculoso que você! O próximo passo é querer ser igual a esse indivíduo, e ao chegar à conclusão de que, mesmo fazendo o que for, você não se aproximará do nível do outro nem em 1 milhão de anos, você vai sentir inveja, raiva e tristeza! Not cool, Bro!

Não recomendo a ninguém.

Em vez disso, peço que faça o exercício de encontrar suas qualidades e colocar metas alcançáveis para que você se aperfeiçoe e seja o “mais perfeito” que puder! Dá super certo e não fere o orgulho, levando à depreciação própria.

Expectativas surreais te fazem descer degraus na vida. Com expectativas reais, os resultados são superados.

Hábito nº 9: Resgatar dores antigas e/ou vitimizar-se por situações que passaram

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Essa estratégia é poderosa para quem gosta de sofrer. Adotar uma posição vitimista pensando que tudo o que você veio a ser foi por pressão e culpa dos outros não adianta nada. Perdoe e esqueça. Provavelmente quem te magoou já esqueceu!

Não perdoe só quando te pedirem perdão. Liberar absolvição faz um bem maior do que recebê-la. Esse é o segredo da plena paz.

Hábito nº 10: Ingratidão

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“Parabéns!” “Parabéns para o CHÃO!”


Exercite sua capacidade de ser grato. Faça listas das bênçãos recebidas, das vitórias alcançadas, dos talentos e dons desenvolvidos e seja grato a cada momento!

E aí, consegue se lembrar de mais algum costume nocivo? Tem sugestões para acrescentar? Me conte nos comentários! Um abraço, e até logo!

euSimone Oliveira. Santos-SP. Bacharel em Engenharia Civil por formação e escritora por gosto. Estuda para concursos e se dedica às aulas particulares de exatas, ao namorado, à família e às suas atividades na igreja. Ainda não descobriu seu propósito na vida, mas tem certeza de que tem um. Pede que Deus a guie por esse caminho até a sua volta.

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A origem da alegria é a apreciação

Por Isaias Costa

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Essas dias assisti a uma vídeo muito bonito com o monge budista tibetano Yongey Mingyur Rinpoche, no qual ele falava sobre a origem da alegria. Achei tão impactantes suas palavras que fiz questão de transcrevê-las para cá, caso você queira imprimir ou compartilhar com seus amigos… Segue abaixo o link do vídeo.

“A origem da alegria é a apreciação, a capacidade de se alegrar com a sua vida e com o que nós chamamos de bondade fundamental, bondade fundamental inata.

Isso significa que todo mundo possui qualidades maravilhosas. A natureza de cada um de nós possui: amor, compaixão, sabedoria, capacidades, habilidades…

Portanto, você é mais o que pensa ser. É incrível! Todos nós… podemos reconhecer a nossa bondade fundamental e cultivar gratidão. Aprecie!

E a apreciação começa com coisas pequenas como:

“Eu respiro! Que maravilha…”

“Eu tenho a vida! Maravilhoso…”

“Eu tenho olhos… Maravilhoso…”

=> Clique aqui para ler o texto completo

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Alegrias tristes e tristezas alegres

Por Isaias Costa

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A grande maioria das pessoas têm uma tendência a enxergar as coisas de uma forma muito limitada e reducionista, por diversos motivos, mas o que acredito ser o principal deles é a falta de autoconhecimento.

Quando falamos em felicidade, o mais comum é pensar que ela é algo para ser buscado. O engano já começa daí, porque a felicidade não se busca, pois ela é um estado do ser. Da mesma forma que a infelicidade bate à nossa porta muitas vezes de forma que não podemos mandá-la embora.

De um modo geral fazemos algumas associações bastante reducionistas, como associar felicidade com alegria e infelicidade com tristeza, o que, se você observar com um pouco mais de atenção e detalhamento, muitas vezes não se verifica.

É possível SIM, estar feliz em momentos de tristeza, assim como estar infeliz em momentos de explosão de alegria e gozo.

Quero levar você a refletir junto comigo sobre essas sutilezas a partir de alguns exemplos.

Digamos que você desenvolveu algum vício como bebidas alcoólicas em excesso, drogas, sexo, exageros de comidas, compras etc.

De um modo geral, os vícios são a prova de que há conflitos internos na pessoa, de que ela em algum setor da vida está infeliz, e o vício é uma tentativa de preencher esse vazio que foi construído ao longo do tempo.

Em muitos desses casos, a pessoa se sente alegre, mas está profundamente infeliz, portanto, existe uma tristeza envolvida.

Eu posso ficar extasiado ao puxar um baseado, ou beber uma garrafa de uísque. Posso ficar muito zen fumando maconha, posso achar que sou o cara mais felizardo do mundo porque consigo transar com várias garotas, ou porque tenho a possibilidade de comprar tudo que quiser, porque a conta bancária do meu pai é “sem fundo”.

Em todos esses exemplos e muitos outros existe um vazio difícil de ser preenchido, vazio este que seria maravilhoso que a pessoa buscasse algum tipo de terapia, não importa qual seja. Hoje em dia, com o acesso ilimitado à internet, existem materiais incríveis e gratuitos, que podem lhe ajudar a mergulhar fundo no autoconhecimento. Esse próprio blog, está repleto de textos profundos e reflexivos, cabe a você ter a curiosidade de ir além do agora, como o próprio nome do blog sugere…

Esses são apenas alguns exemplos de alegrias tristes.

Da mesma forma que existem tristezas que por detrás carregam uma alegria absurda.

Um dos melhores exemplos são os lutos de relacionamentos amorosos. Você se sente como se o mundo fosse acabar, como se o chão fosse retirado e você caísse num abismo sem fim. Mas essa é uma dor e tristeza terapêutica, porque faz com que você retire de si uma ILUSÃO, é como sempre gosto de dizer: a desilusão é uma benção, uma dádiva. E você pode ler com mais profundidade nesse texto [aqui].

Você chora dias seguidos, fica um “bagaço”, como se costuma dizer, mas depois que você espreme toda a dor e desse bagaço não sobra mais nada, começa a surgir uma pessoa muito mais forte, muito mais consciente, muito mais viva e muito mais desejosa de ter um novo relacionamento cheio de novas vivências e experiências.

Existe uma alegria muito frutuosa nessa tristeza, que infelizmente são poucos os que conseguem enxergar. Estou com esse breve texto levando você a refletir um pouco mais sobre esse tema lindo e universal que são os relacionamentos amorosos.

Aproveito também para compartilhar um áudio bem bacana que gravei para falar exclusivamente sobre o luto nos relacionamentos amorosos. Vale a pena conferir…

Outro exemplo interessante são as pessoas que tiveram doenças gravíssimas e que tiveram que ficar meses ou mesmo anos prostradas numa cama com a certeza de que nunca mais poderiam sair dali. Elas sofrem imensamente e as famílias mais ainda porque precisam dividir a responsabilidade do cuidado entre várias pessoas e em alguns casos recai a responsabilidade sobre uma única pessoa, que passa a viver em função da que está doente.

Em muitos desses casos, quando a pessoa desencarna, há logicamente um luto pela morte da pessoa, mas ao mesmo tempo vem uma profunda alegria por saber que todo o sofrimento que ela vivia foi cessado pela morte.

Esse é um exemplo perfeito de alegria triste. A tristeza vem, mas carregada pela alegria de saber que a outra pessoa não está mais sofrendo. A felicidade e a infelicidade se misturam de uma maneira linda e inexplicável.

Portanto! Que a partir desses poucos exemplos, você aprenda que não podemos ser reducionistas e simplistas para falar sobre o tema profundo da felicidade e da infelicidade.

Essa é uma temática que cabe muito bem a conhecida frase de Shakespeare: “Há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia”.

Pense com carinho sobre tudo isso a aprenda com as alegrias tristes e tristezas alegres a ser uma pessoa cada vez melhor e mais consciente…

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Todo relacionamento dá certo

Por Isaias Costa

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Nós aprendemos ao longo da vida uma série de conceitos errados, de preconceitos, ou muitas vezes fantasias completas, que precisam ser refletidas com carinho e profundidade e muitos desses conceitos precisam ser questionados.

Há certo tempo queria escrever sobre um ponto específico sobre relacionamentos amorosos, mas não me vinha a devida inspiração. Ela me veio a partir das belíssimas palavras do místico oriental Osho. Trata-se da velha concepção de quase todas as pessoas em dizerem que “tal relacionamento não deu certo” porque o mesmo chegou ao fim. Eu discordo absolutamente dessa ideia e você vai entender o porquê.

Vamos às suas palavras?

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“Quando você vive infeliz, logo se habitua à infelicidade. Nunca, nem por um momento, a pessoa deveria tolerar a infelicidade. Pode ter sido bom e prazeroso viver com um homem no passado, mas, se não for mais prazeroso, então você precisa se separar. E não há necessidade de ficar com raiva, ser destrutivo ou carregar ressentimentos, porque nada pode ser feito em relação ao amor. O amor é como uma brisa. Você percebe… ele simplesmente vem. Se ele existe, ele existe. Então, ele vai embora. E, quando ele se vai, não há nada a fazer. O amor é um mistério; não se pode manipulá-lo. O amor não deveria ser manipulado, não deveria ser legalizado, não deveria ser forçado – por nenhuma razão.”

Osho

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Infelizmente, apesar de lindíssimas e verdadeiras essas palavras do Osho, são pouquíssimas, quase inexistentes as pessoas que colocam em prática na própria vida essa visão mais transcendente do amor.

O amor vem e vai como uma brisa, o amor flui, é fluídico, não é estático. Inclusive, só para você ter ideia do quanto nossos valores são invertidos, muitos casais dizem essa frase: “Nosso amor é forte como uma rocha…”. Como assim? Então o amor de vocês é duro? É imutável? É resistente? É áspero?

Percebe a incoerência aí?

Seria muito mais bonito dizer: “Nosso amor é puro e simples como o voar de uma borboleta…”.

“Nosso amor é compreensivo, é fluido, é flexível, é mutável, é transformador, como as águas correntes de um rio…”.

Mas quem pensa assim? E menos ainda? Quem vivencia isso? Essa é a qualidade de amor daqueles que buscam a MEDITAÇÃO, daqueles que querem transcender a matéria, transcender o EGO, o lado puramente carnal e materialista e levar esse amor para um outro nível, onde não haja prisões, onde você não queira controlar o outro, onde você o deixe livre para ser o que quiser, e se quiser voar para novos horizontes, que vá e seja feliz.

Quem ama profundamente só pensa na FELICIDADE, primeiramente de si mesmo, em seguida, do outro. Se eu sou feliz ao seu lado e a recíproca é verdadeira, maravilha! Esse relacionamento é um pedacinho do céu aqui mesmo na Terra. Mas se um dos dois ou mesmo os dois estão infelizes, isso deixou de ser um relacionamento há muito tempo e passou a ser uma conveniência, passou a ser uma acomodação, passou a ser aquela velha máxima “mas relacionamento é assim mesmo…”.

Não! Não existe essa de “é assim mesmo…”. Sempre que alguém fala algo do tipo está querendo racionalizar a própria infelicidade e justificar o injustificável.

É como nos diz a querida Jetsumna Tenzin Palmo com sua imensa sabedoria

O apego diz: “Eu te amo, por isso eu quero que você me faça feliz.”

E o amor genuíno diz: “Eu te amo, por isso quero que você seja feliz. Se isso me incluir, ótimo! Se não me incluir, eu quero a sua felicidade.”

* Sugestão de leitura: Precisamos nutrir o amor genuíno

Voltando à questão levantada! O que eu penso sobre um relacionamento ter dado certo ou não é bem diferente do que a maior parte das pessoas pensa.

Para mim: TODO RELACIONAMENTO SEMPRE DÁ CERTO

Não importa se ele dura a vida inteira, 50 anos, 5 anos ou apenas 5 meses. Sempre dá certo porque o outro sempre vai me ensinar alguma coisa, sempre vai me mostrar algo das minhas próprias sombras que precisa emergir para que eu as integre ao meu ser, e assim possa me aperfeiçoar como ser humano.

Você vem e me fala: “Tal relacionamento não deu certo…”, mas esquece que depois dele algo dentro de si mudou.

Uma raiva imensa que sentia se tornou um pouco menor…

Um ciúme doentio que existia se tornou um pouco menor…

Uma vontade de mandar e controlar o outro que era forte se tornou um pouco menor…

Uma arrogância de querer estar sempre certo que existia e com o término do relacionamento fez você entender que não é assim que as coisas funcionam…

O foco absurdo pelo trabalho foi diminuído porque agora você entende a importância de passar um tempo cultivando o relacionamento…

etc etc etc…

E agora você vem me dizer que esse relacionamento não deu certo só porque ele chegou ao fim? Percebe?

Nós precisamos colocar no fundo da nossa mente que nada dura pra sempre, mas que as sementes de amor que a gente plantou ficarão para sempre no outro, e as sementes de amor que o outro plantou na gente também ficarão para sempre.

Enfim! Há muito mais a ser refletido sobre isso, mas acredito que com essas palavras já tenha despertado em você diversos questionamentos.

Para concluir, compartilho uma das músicas que a meu ver, melhor falam sobre essa temática, uma música dos Titãs lindíssima chamada “Por que eu sei que é amor…”, que certamente foi inspirada nas vivências do Sérgio Brito e Paulo Miklos, e também no lindo e famoso soneto de fidelidade de Vinicius de Moraes.

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes

 

 

 

 

 

 

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Tudo na nossa vida funciona na base do oferecimento

Por Isaias Costa

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Ontem, dia 22/11/2016, assisti a uma palestra simplesmente magnífica que me deixou emocionado de tão profunda que foi. Era uma palestra com o tema da AUTONOMIA EMOCIONAL, ministrada em forma de hangout pelo João Vale Neto, membro do site “O Lugar”, que acompanho sempre.

A palestra inteira é importantíssima e cada minuto dela é uma preciosidade, mas farei uma breve reflexão a partir de um pequeno trecho dela que transcrevi aqui embaixo. Confira!

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“Existe a possibilidade de desenvolver uma mente de doação, uma mente que transborda, uma mente que é pedagógica, que está interessada em ajudar os outros a transbordarem. Uma mente que não está segurando, mas oferecendo.

Tudo na nossa vida funciona na base do oferecimento. Tudo. Os elementos: água, terra, fogo, ar… são puro oferecimento. A gente só respira por oferecimento da vida. A dependência é alienígena, não é natural.

Quanto mais eu ofereço sem esperar nada em troca, quanto mais eu desejo que essa pessoa seja feliz de verdade, melhor eu me sinto. Agora, se eu esperar qualquer coisa da pessoa, o primeiro ganchinho surge.”

João Vale Neto

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Ele comenta nessa palestra que o mundo está extremamente carente de pessoas que se doem, que façam sem esperar nada em troca, que curem, que semeiem o bem simplesmente porque têm tanto que não conseguem reter para si entende?

Até já escrevi em outros textos que não consigo guardar tudo o que venho aprendendo e recebendo da vida só comigo, seria de um egoísmo e egocentrismo sem medidas! Eu preciso mesmo compartilhar, e percebo que quanto mais eu compartilho meus conhecimentos e vivências por aqui, mais minha vida tem se tornado feliz e próspera!

Essa autonomia que o João nos fala é ter esse desejo genuíno de que os outros sejam felizes, e isso só pode acontecer com esse espírito de doação. Como eu posso contribuir para que os outros sejam felizes se só consigo olhar para meu próprio umbigo? Como posso fazer outras pessoas felizes se eu mesmo não sou feliz?

Como diria o Mario Sergio Cortella: “Uma vida se torna pequena quando ela é fechada em si. Por isso é preciso transbordar, ou seja, sair da minha borda, se quero ter uma vida que seja importante…”.

O João fala muito bem nessa palestra que ao nos doarmos de coração nos tornamos importantes para alguém e podemos contribuir para fazer desse mundo um lugar mais feliz.

Uma das ideias que mais me impactou foi quando ele disse que todos nós temos algo para doar, TODOS NÓS. E quanto mais fazemos isso de forma genuína, sem esperar nada em troca, mais fluímos com a vida, mais equilibrados e felizes nos tornamos.

A natureza está aí com seus elementais para nos provar isso.

Respiramos todos os mesmo ar.

Dividimos todos a mesma água.

Repartimos a mesma Terra.

O fogo que ilumina nossa vida e aquece o nosso corpo é o mesmo para todos os seres…

Portanto! Através dessas poucas palavras, reflita sobre a possibilidade de você compartilhar um pouquinho de você para o mundo!

Acredite! Você tem SIM algo de especial e maravilhoso dentro de você que pode ser compartilhado para o bem do maior número de seres. É dessa forma que vamos construindo e germinando essa corrente do bem e construindo uma sociedade nova com seres humanos novos!

E para continuarmos juntos refletindo sobre esse tema tão lindo e tão importante, compartilho a palestra na íntegra do meu amigo João Neto. Será uma hora muito bem investida do seu tempo, garanto que sim!

Paz e luz…

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Os macacos e o doce de coco

Por Isaias Costa

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Uma das melhores estórias que já li e que fala sobre o APEGO de uma forma geral foi contada pela querida monja budista Jetsunma Tenzin Palmo no seu livro intitulado “No coração da vida”. Transcrevo abaixo o trecho no qual ela conta essa estorinha…

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“Não estamos presos à roda da vida. Nós é que a agarramos com força, com as duas mãos. Há uma história que sempre se conta sobre uma forma particular de aprisionar macacos na Índia. Toma-se um coco com um pequeno buraco. Por esse buraco, com tamanho suficiente para passar apenas a mão do macaco, coloca-se um pedaço de doce de coco. O macaco se aproxima, sente o cheiro do doce, coloca a mão no buraco e agarra o doce. Ele fecha a mão para agarrar o doce e dessa forma não consegue mais tirar a mão do coco. E então o caçador consegue pegá-lo. Nada prende o macaco ali. Tudo o que ele precisava fazer era abrir a mão e estaria livre para fugir. Ele fica ali preso apenas por desejo e apego, que não o permitem seguir. É dessa forma que a nossa mente funciona. O problema não é o doce de coco. O problema é que não conseguimos soltá-lo. Vocês entendem? O problema não é o que temos ou o que não temos, mas o quanto nos agarramos às coisas.”

Jetsunma Tenzin Palmo

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Ela tem muito a nos ensinar! O que os macacos fazem sem perceber é se FIXAREM num desejo sem pensar em uma saída para uma situação de perigo, que é o aprisionamento pelos homens.

Essa estória pode ser levada para o apego em amplo sentido: a dinheiro, a um cargo, a pessoas, a preceitos religiosos etc.

As pessoas agarram seu pedaço de doce de coco que pode ser qualquer um desses exemplos que dei logo acima e nunca cogitam a possibilidade de ABRIR MÃO. Como já falei em um dos textos do blog que mais gostei de ter escrito: “abrir mão é uma alegria”, pode nos trazer uma leveza e uma sensação de completude absurda!

Aproveito essa colocação para compartilhar esse texto que complementa lindamente a mensagem que quero transmitir aqui. O link está logo abaixo.

A alegria de abrir mão

Outro detalhe interessante dessa estória é que os APEGOS excessivos retiram boa parte da nossa SENSIBILIDADE. Os macacos desse experimento com os cocos, depois de um tempo de desespero ficam com os punhos extremamente machucados ou até mesmo sangrando e ainda assim não conseguem abrir as mãos para se libertarem do coco. Já pensou?

Quantos de nós não fazemos isso? Está doendo! Estamos sofrendo! Mas não abrimos nossa mão, não libertamos aquilo que está nos fazendo sofrer.

Se é um padrão de vida que não se encaixa mais no ganho financeiro, preferimos nos endividar porque é quase uma desonra pensar em baixar o padrão de vida.

Se temos um trabalho que não nos realiza, mas que nos dá segurança e um bom salário, preferimos ser infelizes e ficarmos doentes a sair desse emprego, afinal! Por que trocar o certo pelo duvidoso não é?

Se estamos namorando ou estamos casados com aquela pessoa que nos faz mais raiva do que proporciona um convívio feliz e experiências bacanas. Não temos a coragem de sermos transparentes e encerrar de vez esse ciclo que já se provou por A + B ter se encerrado! Preferimos sofrer imensamente a adentrar no oceano do desconhecido. É melhor sofrer com o conhecido do que não ter a certeza sobre o desconhecido! Você percebe a incoerência aqui? Ora! Se é desconhecido, é claro que não se tem certeza! E por acaso a vida nos dá certeza de alguma coisa? Já parou pra pensar nisso? Como se diz: “a única certeza é a de que todos nós vamos morrer um dia…”.

Se estamos inseridos numa religião e numa comunidade na qual de coração já sentimos que não está mais preenchendo aquele espaço voltado para a espiritualidade, ficamos com medo de ser sinceros e falar o que realmente estamos sentindo! Nos transformamos em robôs que vão repetindo os preceitos mesmo não tendo total convicção sobre seus benefícios para essa conexão com Deus!

Que tal olharmos para dentro de nós mesmos com SINCERIDADE? Ou seja, SEM CERA, sem uma máscara que esconde nossa verdade interior?

Esse é um tremendo desafio! Pode abalar todas as nossas estruturas, tudo aquilo que até o momento acreditávamos ser o certo, ser o melhor, ser o mais adequado, o mais sensato! Será? Se questione! Não tenha medo de se questionar!

Nada paga a sensação de FELICIDADE que provém de uma consciência tranquila! E essa felicidade só pode ser conquistada se você abrir mão, se você deixar o doce dentro do coco e procurar saciar a sua fome com algo que não tire de você a sua LIBERDADE.

Eu posso ter muito dinheiro e não ser escravo dele!

Eu posso ter um excelente trabalho, talvez nem ganhar tanto, mas ser feliz com o que realizo, sabendo que o que faço ajuda a mim e a outras pessoas!

Eu posso me relacionar com alguém sabendo que não sou dono(a) dele(a). A outra pessoa é livre para estar comigo se ela quiser, se não quiser, deixo-a livre para seguir sua vida sem mim e agradeço profundamente por tudo que foi compartilhado e vivido junto!

* Sugestão de texto => Precisamos nutrir o amor genuíno

Eu posso estar numa religião ou numa comunidade religiosa enquanto isso fizer bem pra mim, enquanto eu sentir o meu pertencimento entende? Enquanto eu sentir que isso me faz bem, que é bom conviver com esses amigos! Se esse sentimento se esvaiu, eu tenho todo direito de abrir mão e procurar o doce de coco em outro lugar concorda?

Enfim! Essa é uma reflexão que pode mexer com muita gente, mas é preciso “cutucar” as feridas! Pois só assim é que, quem sabe, talvez, tenhamos a CORAGEM de retirar essa máscara de cera e de fato, nos tornarmos sinceros…

Paz e luz!

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