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A vida é um facho esplêndido

Por Isaias Costa

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George Bernard Shaw

Esses dias li um pequeno texto de autoria do grande dramaturgo e romancista George Bernard Shaw no qual ele falava sobre a vida e obra que deixamos para a humanidade. Eu fiquei encantado com a profundidade das suas palavras e resolvi compartilhá-las com os leitores juntamente com uma breve reflexão. Vamos às suas palavras…

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“Esta é a verdadeira alegria na vida, ser usado para um propósito que reconhecemos como grandioso.

Ser uma força da natureza em vez de um pequeno torrão febril e egoísta, feito de aflições e lamentações, que se queixa pelo mundo não se dedicar a fazê-lo feliz.

Sou da opinião de que minha vida pertence à comunidade como um todo e, enquanto viver, é meu dever, meu privilégio fazer por ela tudo o que eu puder.

Quero estar completamente consumido quando morrer, porque quanto mais sirvo, mais vivo. Eu me regozijo na vida por si mesma.

A vida não é vela breve para mim. É uma espécie de facho esplêndido que agarro por um momento e que quero fazer brilhar o máximo possível antes de o passar para gerações futuras.”

George Bernard Shaw

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Tente outra vez

Por Isaias Costa

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Esses dias estava lendo textos no facebook e acabei me deparando com uma crônica lindíssima da querida escritora gaúcha Martha Medeiros. Na mesma hora que li a primeira pessoa que me veio em mente é claro que foi ele: Raul Seixas! Eu não duvido nada que ela tenha ouvido essa música no dia que escreveu essa crônica! hehehe

Farei uma breve reflexão a partir de um trecho dessa crônica linkando com a linda música do Raulzito.

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Ainda dá tempo pra tudo. 

Pode o céu estar fechado neste instante, mas uma hora abre, não falha. Pouco importa sua idade: você está vivo. Então ainda dá tempo para você reatar, dá tempo para você terminar uma relação ruim e começar outra, dá tempo de pedir perdão ou de colocar uma pedra sobre o assunto que incomoda, dá tempo de ter um relacionamento mais leve e prazeroso, e indo além das questões amorosas: dá tempo de conhecer a Ásia, de escrever suas memórias, de mergulhar no mar à noite, de aprender a cozinhar, de falar italiano, de fazer diferença, de começar uma coleção. Se me permite uma sugestão: colecione inúmeras ”primeiras vezes”. Todas as primeiras vezes que você tem evitado porque não simpatiza com mudanças.

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Para chegar à fonte é preciso nadar contra a corrente

Por Isaias Costa

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Esses dias li uma frase magnífica e extremamente profunda após ouvir um dos comentários do filósofo brasileiro Mario Sergio Cortella pela Rádio CBN. Era uma frase atribuída ao importante poeta polonês chamado Stanisław Jerzy Lec que falava sobre a necessidade de gastarmos uma maior quantidade de energia para solucionarmos as grandes dificuldades da vida.

A frase era a seguinte: “Para chegar à fonte é preciso nadar contra a corrente”.

Apenas 10 palavras, mas que carregam uma profundidade imensa de reflexões. Com essa frase o Jerzy Lec está querendo nos dizer que para se chegar à essa fonte, que é de onde surge a água que vai ganhando força à medida que desce até encontrar o mar, precisamos de um dispêndio bem maior de energia do que simplesmente se deixar levar pela correnteza, que sem esforço algum, nos levará até o mar.

Como eu sou um amante da Psicologia e da Psicanálise, pensei no quanto essa frase pode se aplicar ao surgimento das nossas neuroses, medos, traumas e doenças.

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Navegue pela internet, não naufrague nela

Por Isaias Costa

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Esses dias estava assistindo no youtube a uma palestra do filósofo e escritor Mario Sergio Cortella, na qual ele falava sobre uma série de temas, mas foi dado um enfoque maior à era digital em que vivemos mergulhados hoje!

Ele falou a seguinte frase e que me deixou bastante reflexivo: “Tem gente que não navega pela internet, naufraga nela. Porque quando você navega pelo menos você está sabendo para onde está indo…”.

Essa frase, apesar de curtinha, traz uma verdade incontestável para o momento atual. A internet de fato pode ser comparada com um mar. Ela tem uma verdadeira tsunami de informações! Aproveito até esse gancho para completar com outra frase dita pelo Cortella: “Não podemos confundir informação com conhecimento. A internet tem muita informação, mas o conhecimento é uma seleção dessas informações. As informações são as ferramentas para o conhecimento”.

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Somente o tempo vai me revelar quem sou

Por Isaias Costa

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Estamos sempre em constante mudança…

Estava ouvindo uma linda música do grande Milton Nascimento em parceria com o Dani Black chamada “Maior”, e fiquei um tempo refletindo sobre o quanto nós mudamos ao longo do tempo e muitas vezes fazemos coisas que no passado imaginaríamos impossíveis!

As primeiras frases são as mais impactantes e também são as mais cantadas ao longo da música:

“Eu sou maior do que era antes

Estou melhor do que era ontem

Eu sou filho do mistério e do silêncio

Somente o tempo vai me revelar quem sou…”

Essas frases são muito bonitas e verdadeiras. Todos nós estamos em constante processo de aperfeiçoamento e melhorias!

Uma das principais reflexões que eu tiro dessa música é a de que não podemos prever o futuro e muito menos abrir a boca para dizer “eu sou assim, cresci assim e vou morrer”, como bem conhecemos da tal “Síndrome de Gabriela”.

=> Clique aqui para ler o texto completo

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Sem estímulo, ninguém anda pra frente

Por Isaias Costa

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Esses dias estava lendo uma entrevista maravilhosa concedida pelo grande professor de Filosofia Mario Sergio Cortella à revista ÉPOCA e ela me fez refletir bastante sobre o importante tema do RECONHECIMENTO pelo que se faz.

Todos nós, para que trabalhemos com afinco, com dedicação, com amor, com presteza, precisamos compreender que o que fazemos é mais do que algo puramente mecânico, algo não apenas funcional, mas que contribui para a alegria das pessoas e que, sem nossa colaboração, não seria do mesmo jeito!

Compartilho abaixo o trecho da entrevista que melhor resume o que estou querendo dizer. Confira!

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“A empresa precisa entender que necessita criar movimentos de estímulo em relação a essa atividade, promover formação continuada, reconhecimento, tudo aquilo que faz com que a pessoa ganhe energia e receba combustível. Ninguém motiva alguém, o que se pode é estimular. A motivação é movimento interno – mas uma pessoa se encontrará mais motivada se ela for estimulada a fazê-lo. Empresa inteligente faz isso, promove momentos de reconhecimento para que as pessoas se sintam autorais naquilo que fazem, nos quais as pessoas entendam que as empresas se interessam por elas e não somente as usam. Entendam que são um bem, não apenas uma propriedade no sentido maquinário do termo. E quem é cuidado por uma organização também vai querer cuidar dela.”

Mario Sergio Cortella

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É importantíssimo diferenciar MOTIVAÇÃO de ESTÍMULO.

Eu adoro conhecer as raízes das palavras, e motivação, o próprio nome diz, é MOTIVO PARA UMA AÇÃO. Ou seja, eu me sinto motivado quando sinto que o que faço pode ser bom tanto para mim quanto para os outros! Eu me sinto motivado internamente, pois ninguém pode agir por mim não é mesmo?

A ação é algo da própria pessoa! Eu ajo quando me movimento, quando faço algo!

Já estímulo é algo EXTERNO. A sua etimologia é incrível. Ela vem do latim STIMULUS, que significa “vara pontuda para tocar o gado”, e passou a ser usado em Medicina ao redor de 1680, com o significado de “algo que incita o funcionamento de um órgão”.

Não é interessante? O estímulo é como se fosse um cutucão, uma beliscada, ou de uma forma mais intensa, uma espécie de pequeno eletrochoque que outra pessoa lhe dá!

Nós somos energia, e energia é algo que movimenta, que se transmite de uma pessoa para outra. Por isso não podemos dissociar jamais a MOTIVAÇÃO do ESTÍMULO. Normalmente, pessoas motivadas estimulam as outras de alguma maneira, porque elas têm tanta energia positiva circulando dentro delas, que essa energia se espalha no que elas fazem, no que falam, ou mesmo no que escrevem, como é o meu caso agora ao escrever esse texto pra você! Eu amo escrever e isso me realiza de verdade! Acredito que quem me acompanha consegue sentir isso!

Essa é a principal reflexão desse texto. PRECISAMOS DE ESTÍMULO.

Sem estímulos, ficamos paralisados no mesmo lugar. Não conseguimos encontrar dentro de nós a motivação para fazer algo a mais, ir além do que já fazemos.

Perceba como isso é interessante! Alguém me estimula, me cutuca, me belisca, e isso me faz um espécie de “remelexo” no meu corpo, e então eu ANDO PRA FRENTE, eu me movimento! Não é bacana isso?

E nós podemos ter diversas formas de estímulo. Posso citar algumas aqui.

  • Um curso de aperfeiçoamento;
  • Conversas com amigos;
  • Livros;
  • Textos;
  • Áudios;
  • Vídeos;
  • Viagens (O que considero um dos maiores estímulos, pois nos coloca em contato com realidades diferentes da nossa rotina…);
  • Workshops; etc. etc.

Procure você, da sua maneira e com os recursos de que dispõe, encontrar as melhores formas de ser sempre estimulado, seja no trabalho, seja na família, seja nas amizades, seja nos relacionamentos!

Tudo parte desse reconhecimento de que fazemos algo que nos torne AUTORAIS, que carregue nossa marca registrada, nosso DNA, como gosto de dizer! Dessa maneira, você tem todas as ferramentas para trabalhar com muito afinco e dedicação, e terá a oportunidade de se tornar alguém diferenciado e importante, como o próprio Cortella nos ensina em seu livros e palestras.

Nós nos tornamos importantes sempre que alguém nos carrega no seu coração, quando, mesmo sem estar presentes fisicamente, estamos presentes na memória, com aquela gostosa sensação de saudade! Eu quero ser alguém importante e estou a partir desse texto estimulando você a também sê-lo! Vamos?

Enfim! Que na sua vida nunca faltem estímulos diversos para que eles ajudem você a se tornar uma pessoa cada vez melhor e mais motivada…

Link com a entrevista completa => Reconhecimento é a melhor forma de estimular alguém

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Tudo na nossa vida funciona na base do oferecimento

Por Isaias Costa

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Ontem, dia 22/11/2016, assisti a uma palestra simplesmente magnífica que me deixou emocionado de tão profunda que foi. Era uma palestra com o tema da AUTONOMIA EMOCIONAL, ministrada em forma de hangout pelo João Vale Neto, membro do site “O Lugar”, que acompanho sempre.

A palestra inteira é importantíssima e cada minuto dela é uma preciosidade, mas farei uma breve reflexão a partir de um pequeno trecho dela que transcrevi aqui embaixo. Confira!

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“Existe a possibilidade de desenvolver uma mente de doação, uma mente que transborda, uma mente que é pedagógica, que está interessada em ajudar os outros a transbordarem. Uma mente que não está segurando, mas oferecendo.

Tudo na nossa vida funciona na base do oferecimento. Tudo. Os elementos: água, terra, fogo, ar… são puro oferecimento. A gente só respira por oferecimento da vida. A dependência é alienígena, não é natural.

Quanto mais eu ofereço sem esperar nada em troca, quanto mais eu desejo que essa pessoa seja feliz de verdade, melhor eu me sinto. Agora, se eu esperar qualquer coisa da pessoa, o primeiro ganchinho surge.”

João Vale Neto

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Ele comenta nessa palestra que o mundo está extremamente carente de pessoas que se doem, que façam sem esperar nada em troca, que curem, que semeiem o bem simplesmente porque têm tanto que não conseguem reter para si entende?

Até já escrevi em outros textos que não consigo guardar tudo o que venho aprendendo e recebendo da vida só comigo, seria de um egoísmo e egocentrismo sem medidas! Eu preciso mesmo compartilhar, e percebo que quanto mais eu compartilho meus conhecimentos e vivências por aqui, mais minha vida tem se tornado feliz e próspera!

Essa autonomia que o João nos fala é ter esse desejo genuíno de que os outros sejam felizes, e isso só pode acontecer com esse espírito de doação. Como eu posso contribuir para que os outros sejam felizes se só consigo olhar para meu próprio umbigo? Como posso fazer outras pessoas felizes se eu mesmo não sou feliz?

Como diria o Mario Sergio Cortella: “Uma vida se torna pequena quando ela é fechada em si. Por isso é preciso transbordar, ou seja, sair da minha borda, se quero ter uma vida que seja importante…”.

O João fala muito bem nessa palestra que ao nos doarmos de coração nos tornamos importantes para alguém e podemos contribuir para fazer desse mundo um lugar mais feliz.

Uma das ideias que mais me impactou foi quando ele disse que todos nós temos algo para doar, TODOS NÓS. E quanto mais fazemos isso de forma genuína, sem esperar nada em troca, mais fluímos com a vida, mais equilibrados e felizes nos tornamos.

A natureza está aí com seus elementais para nos provar isso.

Respiramos todos os mesmo ar.

Dividimos todos a mesma água.

Repartimos a mesma Terra.

O fogo que ilumina nossa vida e aquece o nosso corpo é o mesmo para todos os seres…

Portanto! Através dessas poucas palavras, reflita sobre a possibilidade de você compartilhar um pouquinho de você para o mundo!

Acredite! Você tem SIM algo de especial e maravilhoso dentro de você que pode ser compartilhado para o bem do maior número de seres. É dessa forma que vamos construindo e germinando essa corrente do bem e construindo uma sociedade nova com seres humanos novos!

E para continuarmos juntos refletindo sobre esse tema tão lindo e tão importante, compartilho a palestra na íntegra do meu amigo João Neto. Será uma hora muito bem investida do seu tempo, garanto que sim!

Paz e luz…

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Vale a pena lutar por um amor?

Por Isaias Costa

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Li algumas palavras do grande psiquiatra e escritor Flavio Gikovate que exprimem bem o que penso sobre um assunto que, de um modo geral, é visto pelas pessoas como algo belo e legítimo, que é o “lutar por um amor”.

Em minha opinião e na dele também, lutar por um amor é algo que denota que a pessoa é ainda bastante insegura e tem carências afetivas que precisam ser trabalhadas. Farei uma breve reflexão a partir de algumas palavras dele, extraídas do seu livro “Para ser feliz no amor”.

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É legítimo lutar por amor?

Experimentamos uma sensação dolorosa de humilhação quando a pessoa que está nos interessando não dá sinais de ter achado tanta graça em nós quanto nós nela; ou então não se mostra tão disponível por estar vivenciando algum outro vínculo amoroso. Mais grave ainda é a sensação de rejeição, quebra do elo amoroso associado à humilhação – ofensa grave à vaidade – quando se é abandonado e “trocado” por outra pessoa. Surge, em boa parte das criaturas, o desejo de reaver aquela relação a qualquer custo. As pessoas gostam de dizer que estão lutando para reaver o parceiro amado. Porém, penso que se trata de algo bastante diferente: o resgate do vínculo corresponderia a uma espécie de vitória sobre eventuais rivais e, em certo sentido, o fim da sensação de humilhação.

A luta para tentar reaver o parceiro “amado” aparece, para muitos, como uma causa justa e nobre em nome da qual vale tudo. O amor justifica que o rejeitado se humilhe e pressione com todas as forças aquele que quis se separar, valendo-se inclusive de mentiras e chantagens sentimentais de todo o tipo. Ouço essas histórias com bastante frequência e sempre me fica a clara sensação de que o amor, esse apego por aquela pessoa que nos provoca aconchego, pode até existir, mas não é a força motriz principal de todas essas ações. Elas parecem, mais que tudo, determinadas pela vaidade, o anseio de sair como vencedor e de se livrar da dor derivada da humilhação de ter sido abandonado.

Quando se luta para reconquistar o parceiro, o amor aparece como o sentimento que estaria dando dignidade a condutas moralmente duvidosas. Quem ama cuida do amado, quer o melhor para ele e não o obriga a fazer ou agir de uma forma contrária à sua vontade. Quem ama de verdade não acha que esse sentimento justifica todo e qualquer ato. Não acha que é válido lutar por amor, entendendo-se por “lutar” o esforço de fazer prevalecer a própria vontade de manter o vínculo quando não é essa a disposição daquele que supostamente é o amado. A única luta válida por amor é aquela ligada ao empenho de preservar o relacionamento através de cuidados, paparicos e todo o tipo de dedicação possível ao amado; e tudo isso na vigência do namoro – e com a devida anuência do namorado.

Aqueles que se acham no direito de lutar para reaver o elo que se rompeu são justamente os que lidam mal com frustrações e dores psíquicas em geral. É fato que a dor de amor é muito intensa e a ela dedicaremos um espaço maior quando tratarmos das rupturas amorosas. O mais importante aqui é registrar de modo enfático que aqueles que acham válido lutar por amor quando são abandonados costumam ser os que cuidam mal do relacionamento durante sua vigência. Não é raro que sejam pessoas mais egoístas, menos capazes de amar e mais competentes para reivindicar, cobrar e exigir atenção e carinho do que para se dedicar ao parceiro.

A palavra “cobrar” é uma das que mais provoca minha indignação. Não creio que tenhamos o direito de cobrar nada de ninguém, muito menos de nossos parceiros sentimentais. É claro que todos temos expectativas em relação às pessoas com as quais convivemos: esperamos algum tipo de cuidado, atenção, carinho. Porém, isso não nos autoriza a exigir que eles satisfaçam nossos desejos; eles deveriam estar bem informados de tudo o que gostaríamos de receber. Se não estão dispostos a dar, quem está com problema somos nós, pois teremos que decidir se aceitamos essa situação ou se tomamos algum tipo de atitude, que pode variar desde pararmos de nos dedicar tanto até a ruptura do relacionamento – isso na dependência da natureza de cada um e também do estado geral em que se encontra aquele dado elo amoroso.

Não deixa de ser curioso observar que pessoas orgulhosas, que gostam tanto de falar bem de si mesmas, são as que mais se humilham com o intuito de reaver um elo sentimental perdido. Por vaidade, buscando a vitória final, se colocam como pedintes, mostrando fraquezas que adoram esconder, demonstrando afetos que nunca se manifestaram e arrependimentos que nunca tiveram. Aqueles mais rigorosos moralmente vão até um certo ponto em seus pedidos de reconsideração da decisão de abandono do parceiro; porém, não se humilham com o intuito de tentar neutralizar seus desconfortos. Sabem que não é legítimo lutar por amor; ou lutar para reaver o parceiro em nome do amor que sentem.

Link: É legítimo lutar por amor?

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O Gikovate é uma autoridade quando o assunto são os relacionamentos amorosos. Ele tinha uma sabedoria e uma clareza absolutamente admiráveis. Não foi à toa que ele recebeu tantas homenagens pela sua morte no dia 13/10/2016.

Hoje, tendo amadurecido um pouco mais no que se trata de relacionamentos amorosos, consigo perceber claramente que na grande maioria das vezes se trata de um jogo de EGOS tentar lutar por um amor que se mostra pouco conectado ou mesmo inexistente.

Esse texto até me fez lembrar de uma linda canção do Marcelo Camelo que retrata bem esse sentimento, a música “Santa Chuva”. Nela há essa frase:

“Não há porque chorar por um amor que já morreu
Deixa pra lá, eu vou, adeus
Meu coração já se cansou de falsidade…”

É uma verdadeira falsidade alimentar esse jogo que só gera desgastes. Inclusive já li em diversos textos na internet e afirmo categoricamente.

Se alguém realmente gosta de você, ela fará o possível e o impossível para ter um tempo só para estar com você, para curtirem juntos, para namorarem, para dividirem as experiências. Se isso não acontece, CAIA FORA.

E completo com uma das frases mais impactantes do Mario Sergio Cortella: “Não existe falta de tempo. Quando alguém diz que não tem tempo para alguma coisa está querendo dizer que aquilo não é uma prioridade pra ela…”.

Ou seja, se alguém inventa mil e uma desculpas para não estar com você, mil e uma desculpas para não responder mensagens, não pergunta nada sobre você etc. etc. Está passando da hora de você acordar que essa pessoa não lhe ama coisa nenhuma!

Concluo essa breve reflexão falando sobre a importância de se desenvolver a AUTOESTIMA e o AMOR PRÓPRIO, porque só amando profundamente a si mesmo é que podemos ter um relacionamento amoroso feliz e próspero.

Quando nos amamos alteramos a qualidade da nossa vibração de uma forma tão magnífica que, pela LEI DA ATRAÇÃO, atraímos para nós apenas pessoas que nos amarão da mesma forma que amamos os outros e com a mesma intensidade que doamos o nosso amor! Isso é algo incrível. Só a partir desse último parágrafo é possível iniciar um outro texto cheio de novas reflexões, mas deixarei para outra oportunidade!

Trabalhe em si mesmo. Se conheça cada vez mais, pois assim você vai perceber que “lutar por um amor” será algo absolutamente desnecessário!

  • Breve áudio com reflexão sobre esse tema e leitura desse texto

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A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras

Por Isaias Costa

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Eu sou fã de carteirinha do mestre Rubem Alves e ele tem me ensinado imensamente a ser uma pessoa melhor e aos pouquinhos ir desenvolvendo a sabedoria. Farei uma breve reflexão a partir de algumas palavras instigantes e inspiradoras dele…

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“Todas as palavras tomadas literalmente são falsas. A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras. Prestar atenção ao que não foi dito, ler as entrelinhas. A atenção flutua: toca as palavras sem ser por elas enfeitiçada. Cuidado com a sedução da clareza! Cuidado com o engano do óbvio!”

Rubem Alves

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Essa frase que intitula esse texto, em minha opinião, é a mais impactante e reflexiva, porque a maior parte das pessoas não atina para o SILÊNCIO, para as PAUSAS, para as ENTRELINHAS, elas querem o óbvio, querem aquilo que já vem “mastigadinho” e não precisa passar por processos de maturação. É por essas e outras que nós brasileiros temos tanta dificuldade em ler e escrever.

Aproveito até para compartilhar minha experiência como professor, que lido com o ensino todos os dias. Os alunos, de um modo geral, hoje em dia estão extremamente preguiçosos para raciocinar, para “botar a cuca pra funcionar”, como se diz popularmente.

Se os professores vêm com um artigo de 10 páginas para ser estudado e debatido, eles acham longo e complexo demais, pedem que tragam artigos menores e mais simplificados.

O resultado disso tudo é que essa imensa distração não colabora para o desenvolvimento intelectual e humano como poderia! Voltarei a falar sobre isso em outros textos…

Quem lê ou já leu os textos do Rubem Alves, sabe que ele era um amante da POESIA. E ela é um exemplo perfeito de que sua mensagem se encontra nas entrelinhas. Ele até brincava nas suas palestras que você pode ler a mesma poesia mecanicamente, igual a um robô, ou pode ler com lirismo, com doçura, degustando cada palavra, mudando a tonalidade de acordo com o que está sendo dito.

Na primeira leitura, provavelmente quem escuta não grava nada, não fixa nada, mas na segunda leitura, quem escuta se apaixona pelo texto. O que mudou? O texto? NÃO. Mudou a forma com que foi lido, passou a ser colocado energia, amor, sentimento, doçura. É isso que faz toda a diferença entende?

É no silêncio que mora a verdade…

Proponho a você a partir desse texto que passe a prestar muito mais atenção nos silêncios, nas pausas, do que no texto em si, no que está sendo dito ou ouvido. Garanto que dessa forma você absorverá bem mais e desenvolverá sua mente.

Suas palavras me fizeram lembrar de um grande mestre oriental chamado Osho, falecido em 1990. Ele tem diversas palestras no youtube, mas elas são ouvidas por pouquíssimas pessoas, sabe qual é o motivo? IMPACIÊNCIA.

Ele fala de um jeito tão lento, com tantas pausas e com tanta atenção ao que está sendo dito, que as pessoas que tentam assistir aos vídeos ficam impacientes, ficam com sono e vão fazer outras coisas no lugar, mesmo suas mensagens sendo transformadoras e conscientizadoras.

O Rubem fala sobre as entrelinhas e quase tudo que o Osho diz está na realidade nas entrelinhas, não nas palavras, mas nos silêncios que ele faz…

Você aceita o desafio de ver um vídeo dele do começo ao fim sem querer mudar de abas, ou ficar “viajando na maionese”? Acredite! Este é um belo exercício de MEDITAÇÃO e ATENÇÃO PLENA que estou lhe passando de forma irreverente! hehe

Abaixo compartilho uma série de vídeos dele no qual ele fala sobre diversos temas! Exercite assistir a um vídeo do começo ao fim…

Para concluir, quero lhe instigar a refletir sobre essa CLAREZA EXTREMA. É bom sim se expressar com clareza e objetividade, mas é bom também buscar o aprofundamento e a complexificação daquilo que se está estudando, senão você corre o risco de sempre ficar apenas na superfície, nas bordas do conhecimento.

Gosto muito das palavras do grande professor e filósofo Mario Sergio Cortella sobre isso. Ele diz que precisamos TRANSBORDAR, ou seja, “sairmos da nossa borda”, em amplo sentido: no conhecimento, na amizade, no amor, na família, no trabalho, nas finanças, na espiritualidade etc.

Esse é um exercício para a vida toda. Sei que você quer transbordar, senão nem estaria lendo esse texto!

O transbordamento está em buscar mais conhecimento, mais amor, mais amizades verdadeiras, maior conexão com o lado espiritual etc.

Percebe como algumas poucas palavras do mestre Rubem Alves carregam nas entrelinhas milhares ou mesmo milhões de possibilidades?

Estou com esse texto apenas fazendo cócegas nas possibilidades de interpretações que essas palavras carregam em suas entrelinhas! Não é à toa que ele é considerado tão genial! Só os gênios conseguem isso! Fazer com que em poucas palavras existam um universo inteiro de possibilidades de reflexões e interpretações.

Que essas palavras tenham lhe instigado a ser enfeitiçado pelos silêncios, pelos espaços vazios, pelas entrelinhas. É aí que mora a sabedoria! É aí que mora a verdade! No silêncio que existe em volta das palavras…

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Nunca confunda franqueza com sinceridade

Por Isaias Costa

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Lembro que tempos atrás estava ouvindo o professor e filósofo Mario Sergio Cortella na rádio CBN e ele falava sobre a diferença crucial que existe entre você ser franco e ser sincero. Muita gente confunde as duas posturas, mas elas são absolutamente diferentes e vou fazer uma breve reflexão inspirado no que ele disse. Não tenho o link para compartilhar porque não o encontrei.

Basicamente a diferença entre FRANQUEZA e SINCERIDADE está na forma como você fala. Ser franco é você falar tudo o que tem para falar, mesmo que seja a mais absoluta verdade, mas você muitas vezes não faz um bom filtro dessas palavras para não magoar as pessoas.

Ser sincero é você falar o que tem para falar, mas sendo cauteloso como as palavras, sendo comedido e observando com atenção quem vai ouvir essa mensagem.

Em outras palavras, ser sincero é muito superior a ser franco.

Eu gosto muito de conhecer as raízes das palavras e acho linda a raiz da palavra SINCERIDADE, que significa “sem cera”, ou seja, a cera é uma forma de esconder ou disfarçar algo que se queira mostrar para os outros. Então uma pessoa sincera é alguém que não veste uma máscara feita de cera! Não é interessante?

Vou dar um exemplo bobo para que você entenda como é bem melhor ser sincero do que franco.

Você tem um amigo ou amiga e não vê há um bom tempo e percebe que essa pessoa engordou. Conversando com essa pessoa, ela diz que está se achando gordo(a). Uma pessoa franca vai dizer assim: “Realmente! Parece que você está comendo amarrado(a)”, que é isso meu Deus!”. Uma pessoa sincera vai dizer assim: “Talvez você tenha engordado porque estava passando por um momento de muita ansiedade, mas basta balancear mais a alimentação e aumentar as atividades física que logo você vai perder uns quilos. Eu gosto de correr uns dias na semana, por que não vem comigo?”.

Então? Percebe a diferença? As duas pessoas confirmaram que o amigo ou amiga estava mais gordo(a), mas um foi franco e acabou sendo desrespeitoso e outro foi sincero e polido com as palavras e a forma de dizer.

Eu tenho exercitado o tempo todo essa linguagem mais polida porque sei que cada vez mais as pessoas estão cheias de feridas emocionais, estão sofrendo, estão traumatizadas, e nessa hora, ser franco muitas vezes só faz piorar as coisas.

Eu já fui muito franco e tive que levar umas “lapadas” da vida para aprender, como se diz popularmente!

Sabe quem são as pessoas que normalmente são mais francas? As pessoas IMPULSIVAS, elas falam sem pensar muito sobre o que vão dizer, sem ponderar as palavras, e acabam muitas vezes falando demais ou falando o que não deviam.

Se você é uma pessoa impulsiva, como sempre recomendo por aqui. Procure serenizar mais, procure silenciar mais os seus pensamentos através de alguma meditação. Garanto que vai lhe fazer muito bem…

* Sugestão de leitura => A impulsividade surge nas mentes reativas

Portanto! De agora em diante, procure ser mais sincero e menos franco. A franqueza é sim uma qualidade, desde que esteja acompanhada de muita ética e bom senso!

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