Arquivo da tag: mudança

Um caminho para a serenidade

Por Isaias Costa

“Serenidade é um termo que pode ser definido de várias maneiras; uma delas é a capacidade de não se desesperar diante de situações adversas.

Segundo Epicteto, o homem encontra a serenidade quando se ocupa exclusivamente daquilo que depende dele e aceita com docilidade todo o resto.

Aceitar tudo aquilo que não depende de nós é algo que só pode nos fazer bem; isso porque subtrai muitas das nossas aflições e preocupações.

A famosa “oração da serenidade” nos leva a pedir força para enfrentar o que depende de nós e docilidade para aceitar aquilo que não depende.

A oração da serenidade termina com a parte mais relevante: “dai-nos sabedoria para distinguir o que depende de nós daquilo que não depende”.

A primeira condição para a serenidade está relacionada com a humildade: aceitar que muitas coisas que nos são essenciais independem de nós!

A serenidade depende da aceitação de que vivemos uma condição de incerteza e aprender que isso é o que torna a vida uma aventura fascinante.

Se tivéssemos controle ou conhecimento de tudo o que ainda temos para viver, é provável que ficaríamos entediados e sem qualquer curiosidade.”

Flavio Gikovate

*********

Essas palavras do Gikovate são preciosas! Ele está nos relembrando aquilo que já sabemos, mas por causa dos estresses do dia a dia, acabamos esquecendo! Nós conquistamos a serenidade quando buscamos fazer o nosso melhor, sabendo que existem zilhões de coisas que fogem completamente ao nosso controle.

Nós sofremos porque queremos controlar o incontrolável ou mudar aquilo que não pode ser mudado, e aqui obviamente trago as pessoas de um modo geral. Cada uma tem seu jeito de ser, com todas as suas qualidades e defeitos. Mas parece que boa parte de nós foca nos defeitos em vez das qualidades!

Só de buscarmos mudar o nosso olhar para ver mais as qualidades e virtudes das pessoas, parte dessa serenidade já se instala em nós. E quando juntamente com isso aprendemos sobre a impermanência, aí vamos transformando as vivências em aprendizado e sabedoria.

As coisas raramente acontecem conforme planejamos e é maravilhoso que seja assim, porque se temos abertura de mente e de coração, aos poucos vamos percebendo que aquilo que não aconteceu exatamente do jeito que queríamos foi como uma espécie de “ajudinha do universo” para que a gente aprenda mais e cresça durante o processo.

Vou trazer um exemplo para que fique fácil de entender. Digamos que você é muito apegado à sua mãe e morre de medo de perdê-la. Por conta do apego a ela você não consegue alçar grandes voos na vida, fica com medo e inseguro de partir para o desconhecido. E por alguma fatalidade essa mãe acaba desencarnando. A perda dessa pessoa tão importante se mostra como uma baita oportunidade de transformar esse apego em maturidade, em transcendência, em evolução do ser. O que muitos acabam atinando, mas outros infelizmente não, e está tudo bem. Cada um está vivendo seus processos no seu tempo e no seu ritmo.

A serenidade é aceitar tudo aquilo que foge do meu controle e tentar extrair lições e aprendizados de cada experiência vivida.

Eu amei o final do texto do Gikovate e fiz um flashback da minha vida. Eu jamais faria a menor ideia do que estaria vivenciando hoje. Estou escrevendo esse texto no fim de maio de 2022 e muitas coisas que vivi são completamente diferentes do que imaginava há alguns anos!

Jamais iria prever que teríamos uma pandemia avassaladora deixando quase 700 mil mortos no Brasil, juntamente com uma gigantesca crise nos mais diversos setores. Eu imaginava que estaria com minha própria família estruturada e com pelo menos 1 filho. Imaginava que estaria dominando o inglês com perfeição ou que já teria feito ao menos uma viagem pra Europa. E quer saber? Nada do que citei aconteceu pelo menos até o momento em que escrevo.

Mas se eu soubesse disso anos atrás talvez ficasse triste, deprimido, me sentindo um derrotado. Olhando minha vida hoje, dá vontade de rir de tudo isso, porque na realidade a vida me direcionou para tudo aquilo que eu precisava viver, conhecendo as pessoas e lugares que eu precisava conhecer e por aí vai!

Então a impermanência é uma das maiores bênçãos da nossa vida, basta que tenhamos olhos de ver, como diria o mestre Jesus Cristo.

Que esses palavras lhe inspirem de alguma forma a seguir seu caminho evolutivo, utilizando a oração da serenidade no dia a dia e sabendo que com ela a nossa vida pode ganhar um sentido muito mais profundo…

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Todas as nossas ações geram impacto

Por Isaias Costa

“Estamos todos ligados. Seja em que dimensão for, somos todos responsáveis uns pelos outros e essa é a primeira premissa para se descobrir a divindade que há em nós. Temos todos o mesmo dever, ser felizes e inspirar através dessa felicidade. Temos todos a mesma capacidade, mudar. Temos todos o mesmo poder, amar. E todas as nossas ações, independentemente da energia com que são feitas, vão gerar tomadas de consciência, vão semear a mudança e vão seguramente brotar de muitos corações autênticas centelhas de compaixão e amor. Nada do que possamos fazer é indiferente e tudo o que temos feito até hoje, queiramos ou não, tem tido um enorme impacto em nós, naqueles que nos rodeiam e no todo onde todos habitamos. Sejamos responsáveis. Sejamos divinos.”

Gustavo Santos

******

Achei maravilhosas as palavras do Gustavo Santos e resolvi compartilhá-las com você que me lê agora, principalmente como uma forma de lhe motivar a tomar ações mais conscientes e que gerem o bem para o maior número de seres, e quando falo seres, saiba que vai muito além dos seres humanos, estão incluídos os animais, as plantas, as florestas, os mares, os minerais etc. etc.

Todas as nossas ações geram impacto. Essa é uma verdade incontestável, ela inclusive carrega uma compreensão espiritual gigantesca. Nosso planeta e o universo inteiro são regidos por leis, e uma das leis mais implacáveis é a lei da atração. Nós atraímos aquilo que vibramos no nosso interior. Se carregamos uma série de medos, de inseguranças, de raivas, de melancolias, de apatias e por aí vai… nosso mundo externo vai só reverberar essa baixa vibração.

Da mesma forma, se internamente vibração amor, compaixão, empatia, compreensão, tolerância, serenidade etc. Nosso mundo também se refletirá de acordo com essa alta vibração. Tudo são escolhas e caminhos.

Agora de todo jeito, seja com sentimentos e ações elevadas, seja com sentimentos e ações mais grosseiras, sempre causamos impacto na vida das outras pessoas e vice versa, também somos impactados pelo que as outras pessoas emanam para nós. Mas lembra que eu comentei sobre a lei da atração? Tudo vai acontecendo como uma bola de neve que pode se transformar numa avalanche, que pode ser de ódio, rancor, mágoas, ressentimentos, tristezas, como também pode ser uma avalanche de amor, alegria, empatia, paz, contentamento.

Para um número gigantesco de pessoas parece tão fantasioso que podemos ter uma avalanche de alegria e amor que elas pensam que essa é a síndrome da “Alice no país das maravilhas”. Eu entendo demais quem pensa assim, porque eu mesmo já estive nesse lugar. Quando nossa vida está um caos, seja pelo marasmo, seja por causa das reviravoltas, das crises e tudo mais… nós ficamos meio cegos para as possibilidades infinitas que a vida nos proporciona para sermos felizes. E se não tomamos cuidado, vamos nos enfiando num buraco sem fundo até chegar no famoso “fundo do poço”.

Mas sabe de uma coisa legal? Até mesmo o “fundo do poço” é recheado de oportunidades de crescimento, de evolução, melhoria, aperfeiçoamento. Eu também já estive nesse lugar chamado “fundo do poço” e ele foi crucial para que eu mudasse o rumo da minha vida e fizesse o que faço hoje. Você jamais estaria lendo esse texto agora se eu não tivesse vivenciado esse caos imenso.

É muito bonito quando a gente percebe que ao se abrir pro novo, para compreender as coisas de uma outra maneira, simplesmente muitos “mestres” começam a surgir e nos mostrar esse novo universo de possiblidades. É mais uma vez desse impacto que estou falando! O que lemos, o que ouvimos, os lugares para onde vamos, as pessoas que vão surgindo, as oportunidades que vão aparecendo, tudo gera impacto, tudo! Que tal a gente escolher o que gere cada vez mais impacto positivo? Assim nossa vida será uma escalada sem fim para cada vez mais amor, alegria, compaixão, paz, contentamento etc.

Com esse breve texto não estou trazendo nenhuma novidade, estou apenas lhe relembrando que você tem poder, e esse poder está dentro de você. Tendo discernimento, buscando se conectar com a espiritualidade, seja de que vertente for, você será direcionado para cada vez vivenciar coisas maiores e melhores, assim podendo impactar positivamente muitas outras pessoas. Isso é o que mais desejo a cada um que entre em contato comigo de alguma maneira, até mesmo por aqui, virtualmente pelos textos do blog!

Sigamos juntos, escolhendo o amor e a felicidade sempre e cada vez mais…

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Saber não é meio caminho andado, e sim o fazer

Por Isaias Costa

Nesses dias estava assistindo a uma live com o empresário Flavio Passos e a nutricionista Roberta Carbonari e uma fala dela me fez refletir imensamente. Ela sempre comenta com os seus clientes que o saber não é meio caminho andado, e sim o fazer. A outra metade do caminho está no perseverar, na manutenção daquilo que você sabe que faz bem e traz melhoria de vida.

Uau! Isso se aplica nas mais diversas áreas da vida. Vou nesse breve texto trazer apenas alguns exemplos. Quero começar com o que faz parte do meu dia a dia, o ensino. Se você apenas estuda um conteúdo, seja ele qual for, você não pode afirmar que já aprendeu aquele conteúdo até que o ensine pra outra pessoa de uma maneira simples e compreensível.

Detalhe! Com esse exemplo não estou querendo dizer que você precisa se tornar um professor ou professora ok? É simplesmente expressar o que se aprendeu com outra pessoa. Pode ser simplesmente uma conversa com um amigo ou um grupo de amigos. O exemplo da nutrição, que é a área da Roberta, é ótimo. Você passa a introduzir novos hábitos na vida e está sentindo os benefícios disso. Você de fato aprendeu esses novos hábitos se mesmo que ao seu redor outras pessoas queiram te “botar pra trás” como se diz popularmente, ainda assim, você se mantém firme e forte nos seus ideais. Dessa forma você pode inclusive se tornar um exemplo, uma pessoa que ensina pelo que faz e não pelo que fala, o que é absurdamente mais convincente…

Outro exemplo é a escolha por não se deixar levar pela negatividade ou pelo vitimismo, que infelizmente são extremamente comuns. Não adianta nada você saber o quanto isso é prejudicial em amplo sentido se no dia a dia não fizer um movimento consciente de agir de uma outra forma, com mais protagonismo e autorresponsabilidade. O ideal é sempre que se perceber entrando nessa vibe negativa dizer a isso mesmo: “Opa! Isaias! O que é isso hein? Está nessa vibe por quê? Vamos sair disso agora mesmo?”. E traz pra si algo que impulsione no sentido da positividade, da maturidade emocional. Caminhos para isso existem aos montes: meditação, boas leituras, fazer alguma atividade física, contemplar a natureza etc.

É muito fácil a gente compreender o quanto o mero saber não nos dá sustentação. Se você conversar com as pessoas você vai perceber elas dizendo: “Eu sei que preciso ser mais paciente, mais tolerante”, “Eu sei que preciso parar de me irritar a toda hora”, “Eu sei que preciso mudar de emprego”, “Eu sei que preciso me impor mais”, “Eu sei que preciso fazer alguma atividade física”, “Eu sei que preciso dormir um pouco mais cedo”, “Eu sei que preciso me desconectar mais do Instagram”, “Eu sei que preciso me alimentar de forma mais natural”

Se as pessoas sabem de tudo isso, então por que não colocam em prática? Exatamente porque o saber é uma fração muito pequena do todo. Depois de ouvir a Roberta, eu mudei minha perspectiva e penso que o saber seja algo em torno de um 10% apenas sabia? Os outros 40% é exatamente o poder de decisão, de vontade, que nos leva à ação. E os outros 50% está na perseverança, palavra que amo de paixão e não canso de repetir o seu significado, significa “por ser verdadeiro”.

Quando nós percebemos o quanto estamos melhores depois de mudar alguns hábitos, não queremos mais voltar atrás. Só pensamos no “pra frente”, ser melhor e melhor a cada dia. Aí pronto! Nessa hora já temos instalado um bom hábito.

Espero que esse insight compartilhado hoje ajude você a ser mais amoroso consigo mesmo e coloque o fazer num patamar bem acima do saber puramente racional. Sigamos juntos nesse caminho infinito rumo à plenitude do nosso ser…

******

P.S. Breve podcast com reflexões a partir desse texto! Confira!

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Nós somos o que fazemos repetidamente

Por Isaias Costa

“O hábito e a aptidão são confirmados e se desenvolvem em suas ações correspondentes; andar por andar e correr por correr […] Portanto, se queres fazer alguma coisa, transforma-a num hábito. Se não queres fazer tal coisa, não o faças, mas adquire algum outro hábito em vez disso. O mesmo princípio está em funcionamento em nosso estado mental. Quando ficas irritado, não estás apenas experimentando esse mal, mas também reforçando um mau hábito, acrescentando combustível ao fogo.”

Epicteto

********

Construir bons hábitos é uma das melhores coisas que podemos fazer na nossa vida. Você certamente já ouviu inúmeras vezes que todo hábito se constrói por repetição não é mesmo? E talvez até já tenha lido ou ouvido falar que precisamos de no mínimo 21 dias seguidos para consolidar um novo hábito! Quero já de início fazer uma ressalva. As coisas não são tão preto no branco assim como aparenta viu?

Dependendo da nossa força interior e determinação, às vezes precisamos de menos de 21 dias para construir um novo hábito, da mesma forma que algumas coisas às vezes estão tão enraizadas de um jeito que 21 dias não é o suficiente. Mas independentemente do número de dias, é um fato o que diz a frase do grande Aristóteles e que intitula esse texto: “Nós somos o que fazemos repetidamente”.

Ele nos deixou esse registro há 2300 anos, porque será que até hoje a maioria de nós não utiliza essa sabedoria a nosso favor? Cada vez mais eu venho constatando na minha própria vida e caminhada algo que talvez incentive, traga um pouco de motivação pelo menos para alguns que lerem esse texto. Se chama “bem estar”.

“Bem estar” o próprio nome já diz, é estar bem no aqui e agora, vivendo plenamente o momento presente.

Vou trazer um exemplo bem caricato pra que você entenda a minha linha de raciocínio. Infelizmente, é um consenso na nossa sociedade que tomar bebidas alcoólicas é algo lícito, absolutamente permitido, desde que depois de beber você não dirija, obviamente! Por inúmeras razões que não conseguiria trazer aqui, por serem quase infinitas, as pessoas bebem, muitas se embriagam, perdem total a noção e até mesmo a consciência, e sem perceber direito estão se tornando alcoólatras.

O prazer que é proporcionado pelas bebidas existe, claro! Senão não haveria tanta gente bebendo não é? Porém, existem “n” maneiras de alcançar um prazer físico semelhante ao proporcionado pelas bebidas e, detalhe ok? Na realidade é possível atingir prazeres absurdamente maiores sem elas!…

É aqui que quero chegar! Podemos construir novos hábitos em cima dos velhos que não estejam nos fazendo bem entende? Com esse exemplo, quero deixar bem claro que não estou dizendo para você parar de beber! Estou dizendo apenas que tome cuidado para que isso não se torne um vício, porque uma vez o vício instalado, fica mais difícil se libertar!

Eu não gosto de bebidas alcoólicas. O máximo que tomo é aqui acolá uma taça de vinho ou de champanhe, pois sinto prazeres físicos muito maiores e melhores sem elas. Por exemplo, eu amo ouvir boas músicas, amo conversar e estar 100% presente para ouvir quem está comigo, amo fazer atividades físicas, amo dedicar momentos a contemplar a natureza, caminhar na beira da praia ou ir para lugares mais arborizados e naturais etc.

Esses bons hábitos me conectam com a minha essência e me fazem não ter o menor desejo por bebidas alcoólicas.

Esses hábitos foram construídos ao longo de muitos anos, não foi algo do dia pra noite. Quero inclusive pontuar as atividades físicas. Elas liberam tantos hormônios do prazer e bem estar que acabam se tornando uma espécie de “vício bom” sabia?

Quando passo uns 2 dias sem correr ou jogar basquete, que são os meus esportes favoritos. Me dá um “comichão” como se diz popularmente! Eu fico numa inquietação para correr e me movimentar. Isso é maravilhoso! Percebe como isso é uma questão de hábito? Eu sempre reservo um tempinho do meu dia para isso. E como consequência, a cada dia a minha saúde está melhor!

O Epicteto traz o exemplo da raiva. Se ficamos com raiva dia após dia, esse se torna nosso padrão. Vamos nos tornando pessoas ranzinzas. Que tal em vez de raiva alimentarmos a gratidão? Já escrevi inúmeras vezes por aqui que a gratidão é um dos sentimentos mais elevados que podemos desenvolver.

Já começar o dia agradecendo por estar vivo, por ter tido uma boa noite de sono, por ter uma cama confortável para dormir, por ter uma casa para morar, por ter sempre a possibilidade de se alimentar, por ter um trabalho, por ter uma família, por ter bons amigos etc. etc. Só o que não falta são motivos para agradecer. Dessa forma vamos construindo mais esse excelente hábito!

Vamos juntos construir bons hábitos? E assim sermos uma melhor versão da gente mesmo a cada novo dia?…

******

P.S. Podcast com breves reflexões a partir desse texto. Nele eu trouxe muitas outras ideias interessantes. Confira!

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Os desafios na vida são oportunidades para desenvolvermos inteligência emocional e espiritual

Por Isaias Costa

“A felicidade genuína é o sintoma de uma mente saudável e equilibrada, assim como o bem-estar físico é o resultado de um corpo saudável. Entre as pessoas do mundo moderno, predomina a noção de que o sofrimento faz parte da vida, que é simplesmente normal experienciar frustração, depressão e ansiedade. Nosso sofrimento mental, porém, em muitas ocasiões não tem razão alguma de ser. Ele representa uma aflição sem benefício algum para nós. É somente o sintoma de uma mente desequilibrada.

Em nossa busca constante pela felicidade, é importante que reconheçamos como algumas coisas no mundo estão fora do nosso controle. As outras pessoas – família, amigos, colegas de trabalho e estranhos – se comportam como querem, de acordo com suas próprias ideias e objetivos de vida. Da mesma forma, não há muita coisa que possamos fazer para controlar a economia, as relações internacionais ou o ambiente natural.

Portanto, se basearmos nossa busca da felicidade na nossa habilidade de influenciar outras pessoas e o mundo de um modo geral, é quase certo que o fracasso será total. Então, o que podemos controlar? Que tipo de liberdade temos aqui e agora? Nosso primeiro ato de liberdade deve ser o de estabelecer claramente nossas prioridades.”

Alan Wallace

********

Achei maravilhosas essas palavras do escritor Alan Wallace, são de uma lucidez gigantesca. Estamos vivendo tempos bem desafiadores, e a impressão que quase todos têm é de que parece que a cada dia fica mais desafiador!

Estou escrevendo e publicando esse texto enquanto estão havendo conflitos terríveis entre a Rússia e a Ucrânia. Guerra esta que está se refletindo negativamente no mundo todo. Uma das consequências diretas foi uma disparada no preço do barril de petróleo, que imediatamente foi revestido em aumento no preço dos combustíveis. Aqui no Brasil houve de uma vez um aumento de mais de R$ 1,00 na imensa maioria dos postos. É simplesmente estarrecedor!

Mas por que estou trazendo tudo isso pra esse texto afinal de contas? Porque essas coisas externas nós temos bem pouco poder para mudar e está acontecendo tudo numa escala global entende? Nessa hora não vai adiantar nada ficar se descabelando, xingando Deus e o mundo, mandando todos os políticos pra aquele canto… Simplesmente isso só vai baixar a nossa vibração e nos deixar mais e mais infelizes.

Essa é a hora que mais devemos testar a nós mesmos se de fato estamos num movimento de elevação de consciência. São nas grandes provações que conseguimos ter essa melhor noção! Este é um momento super propício para ampliarmos duas inteligências em nós, a emocional e a espiritual.

Com a inteligência espiritual principalmente, nós aprendemos que só cabe a nós como lidar com tudo o que nos acontece. Vou dar um exemplo meu bem no contexto atual para ficar mais compreensível.

Eu já adorava andar de bicicleta, pra mim sempre foi uma alegria! Com essa disparada do preço dos combustíveis, eu estou absolutamente decidido a me deslocar bem mais de bicicleta do que de moto, que é o meu veículo de transporte diário.

Com isso não estarei alimentando em excesso esse sistema perverso que lucra em cima da desgraça alheia, que não se contentam com os já exorbitantes lucros que tem e querem ainda mais.

Com essa simples atitude, consigo economizar e ainda, de quebra, estou melhorando ainda mais a minha saúde e condicionamento físico.

Isso é um exemplo simples de estratégia para lidar com as adversidades que não tenho poder para mudar!

O mesmo se aplica ao querer mudar a vida dos outros. Ninguém tem poder para fazer isso e se você já me acompanha a mais tempo, já me leu inúmeras vezes falando sobre isso. Nem vou tratar de novo nesse texto porque você já sabe…

Que tal a gente ver tudo o que está acontecendo como uma grande oportunidade de melhorar quem nós somos como humanos? Aliás! Esse questionamento é outra forma de desenvolvermos essas duas inteligências, a emocional e a espiritual.

Pense com carinho sobre tudo isso ok? Sigamos juntos…

1 comentário

Arquivado em Uncategorized

A construção de um mundo melhor na visão de Carl Jung

Por Isaias Costa

“Os grandes eventos da história mundial são, no fundo, profundamente não importantes. Em última análise, a coisa essencial é a vida do indivíduo. Somente isto faz história, somente nela acontecem as grandes transformações; e todo o futuro, toda a história do mundo, em última análise, surge como uma invocação gigantesca dessas fontes escondidas nos indivíduos. Na nossa vida mais privada e mais subjetiva somos não somente testemunhas passivas de nossa época e seus sofredores, como também seus construtores.”

Carl Jung

*********

Nessas poucas palavras, o Jung está dando uma verdadeira aula sobre o autoconhecimento. Estou escrevendo e publicando esse texto numa época em que sua mensagem está mais viva e atual do que nunca. Acaba de estourar uma guerra entre a Rússia e a Ucrânia e todo o planeta está apreensivo olhando para tudo isso e orando para que esse conflito não se estenda demais no tempo!

Confesso pra você que me lê agora que optei por não ficar acompanhando as notícias sobre essa guerra, porque isso mexe comigo, me deixa mal, triste, por vezes até desesperançoso. E como sei que sempre que acompanho noticiários tristes como esse não consigo ser a minha melhor versão, então seleciono o que assisto, escuto, compartilho etc.

O Jung é muito claro e contundente ao dizer que apenas individualmente é que podemos fazer alguma coisa, realizar alguma transformação! Você talvez já esteja cansado de tanto ler ou ouvir a máxima atribuída ao Mahatma Gandhi: “Seja você a mudança que quer ver no mundo”. Ela é a mais pura verdade!

Agora essa mesma ideia sendo transmitida por um dos maiores e mais brilhantes psicoterapeutas que já passou por esse planeta, só reforça em nós esse desejo por se trabalhar, por mergulhar no autoconhecimento e assim, de fato, sermos agentes, sermos construtores de um mundo melhor!

Lendo essas palavras dele eu me sinto encorajado a cada vez mais dar o meu melhor em ser um construtor do bem, em levar dia após dia conteúdos edificantes através desse blog, ou do podcast e das redes sociais.

É lindo quando ele diz que seremos testemunhas vivas tanto dos sofrimentos vividos como também dessa construção de uma nova sociedade. Daqui a alguns anos eu falarei com alegria e firmeza interior: “Eu estou vivo! Eu consegui sobreviver a um período super desafiador de mais de 2 anos de pandemia, no qual passamos por gigantescas crises econômicas, sociais, de saúde, ambientais, políticas, mas estou aqui pra contar que superei! Que me fortaleci com tudo isso, e que pude espalhar boas sementes no coração das pessoas…”.

Talvez essa seja a principal mensagem tanto do Jung quanto minha. Não precisa ficarmos tão abalados com o que está acontecendo no mundo afora. Tudo é transitório. Aliás, nas suas primeiras palavras ele coloca a palavra EVENTOS. Uma das acepções da palavra evento vem da Física e da Estatística e significa: “algo observável”, “algo que acontece num intervalo de tempo definido”. Percebe como isso é interessante? O Jung não usou essa palavra à toa. Ele tinha uma sagacidade absurda e somente com uma leitura atenta podemos nos ater bem a detalhes como o que estou trazendo agora!

Tudo passa, como diria o grande Chico Xavier, tanto as coisas boas quanto as ruins são transitórias. Essa guerra terrível que estamos enfrentando  nesse primeiro trimestre de 2022 vai passar e certamente podemos crescer e aprender muito com ela. Só cabe a cada um de nós extrair as lições que existem aos montes no meio de tudo isso!

Sigamos juntos vencendo um dia de cada vez, e olhando para dentro de nós, trabalhando aquilo que pode ser mudado, transformado, aperfeiçoado dentro de nós!

É dessa forma que nos tornamos esses construtores de um mundo melhor…

*****

P.S. Breve podcast com reflexões a partir esse texto! Ficou bem bacana!

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

O esforço por se melhorar traz frutos para a vida toda

Por Isaias Costa

“Todos os instrumentos de que você precisa lhe são dados, mas você, e só você, tem de usá-los. Aqueles dentre vocês que progridem constantemente, lutando contra o NÃO interior, realizando o trabalho todos os dias, registram a crescente convicção de que, lentamente, estão saindo do confinamento e das trevas para a liberdade, para a luz e para a verdade. Qualquer um que alegue ter feito o seu melhor e não ter obtido sucesso não fala a verdade. Ele está enganando a si mesmo. Ele, ou ela, pode realizar bons esforços em áreas de menor importância, mas se recusa a ver a verdade onde ela dói mais, onde a pessoa ainda carece de libertação.”

Do livro “Não temas o mal” – canalizado por Eva Pierrakos

*******

Cada página desse livro citado acima é um verdadeiro bálsamo de sabedoria. Super recomendo a sua leitura a todos que de alguma maneira caíram nesse texto.

Nesse trecho, o “guia” está trazendo algo que ao mesmo tempo é desafiador, mas também reconfortante. Desafiador porque ele não está alisando a cabeça de ninguém ao dizer que a resposta para todos os nossos problemas e aflições está e sempre estará dentro de nós mesmos! Por isso não adianta ficar com vitimismo, colocando a culpa em Deus e o mundo pelo nosso sofrimento.

E é reconfortante pelo fato de saber que o caminho do autoconhecimento é, de fato, o mais libertador que pode existir. É como o “guia” diz, um caminho das trevas à luz. Luz que representa a verdade do ser!

Achei incrível o trecho no qual ele fala que é uma mentira a pessoa alegar que fez o melhor e não obter sucesso. Esse ponto foi o que mais me inspirou a escrever esse breve texto! Levei isso pra minha própria vida. Existem muitos, muitos pontos que ainda precisa de muito desenvolvimento e aprimoramento, e seria no mínimo falso eu sair falando sobre o que não consigo colocar em prática! Isso é desonesto e só nos afasta da luz.

Eu tenho me esforçado pra trazer pra cá como reflexões o que já venho buscando levar pra prática do dia a dia. O que me deixa muito feliz é que, apesar das minhas enormes falhas, consigo perceber pequenos progressos que representam esse sucesso que o “guia” explica!

Vou trazer apenas um exemplo do que venho vivenciando atualmente. Devido à intensa polarização e visões extremistas que o nosso país vem passando. Está sendo super desafiador manter bons diálogos com as pessoas, principalmente com quem pensa diferente da gente.

Eu me comprometi de coração a ser mais flexível e buscar compreender as pessoas que têm visões muito diferentes ou completamente opostas às minhas. Uau! Estou aprendendo muitíssimo, porque tenho me mostrado interessado, querendo realmente aprender uma visão diferente, entender no fundo, o que leva a outra pessoa a ter um pensamento que difere tanto do meu. E nessa disponibilidade em ouvir, em verdadeiramente dialogar, estou me tornando a cada dia mais tolerante, mais sereno, uma presença mais agradável por onde vou entende?

Isso é evolução verdadeira, e ao tomarmos conta disso, sabe o que é o mais interessante de tudo e que ainda não citei nesse texto? A gente não consegue mais voltar atrás! Só pensamos em seguir em frente! O autoconhecimento se torna praticamente um “vício” positivo! Queremos mais e mais nos aprimorar, melhorar quem somos interiormente!

É sobre isso que o “guia” está falando e nos incentivando! Espero que você tome essas palavras como uma bela injeção de ânimo para que você persista no seu caminho de se autoconhecer! Escrevo dessa maneira porque tenho consciência de que ninguém que caiu nesse texto ou que lê esse blog nunca buscou algo voltado para o autoconhecimento…

Sigamos juntos, num processo bem lento e gradual de evolução, mas com a certeza de que estamos dando passos firmes rumo à liberdade do ser…

*******

P.S. Breve podcast com reflexões a partir desse texto! Caso queira ampliar as reflexões fique à vontade para ouvi-lo!

1 comentário

Arquivado em Uncategorized

A aceitação cega gera estagnação

Por Isaias Costa

“Uma aceitação cega jamais conduz à solução; no melhor dos casos determina uma parada, uma estagnação e passa a carga à geração seguinte.”

Carl Jung

******

O que podemos extrair de reflexões profundas a partir dessas poucas palavras do Jung é impressionante. Nesse breve texto vou apenas pincelar algumas coisas!

Inclusive quero fazer um paralelo com a belíssima contribuição psicológica do grande Bert Hellinger, que nas suas obras sobre as constelações familiares criou um conceito chamado “obediência cega”, que é muito semelhante ao que o Jung ensinou como aceitação cega!

Para o Bert Hellinger, a obediência cega é quando repetimos padrões dos nossos ancestrais e nos acomodamos, achamos que “foi sempre assim na nossa família”, ou “quem sou eu pra mudar o que já vem à gerações”, ou “se temos isso na nossa família é porque era pra ser assim”, ou pior ainda, há os que dizem “são os desígnios do senhor…”.

Tudo isso tem um nome: FUGA. É uma forma de autossabotagem para as coisas que precisam ser transformadas. Acho incrível fazer um paralelo entre o Bert e o Jung porque suas linguagens conversam entre si.

As pessoas que fazem revoluções, transformando padrões enrijecidos da família, o Bert chamava de “ovelhas negras da família”, aquelas ovelhas que naturalmente são excluídas por serem diferentes das outras.

O Jung falava sobre elas de diversas formas, como pessoas de natureza mais impetuosa e questionadora, e melhor ainda, pessoas que mergulham no seu self em busca da individuação e integração das suas sombras.

Acho que já deu pra entender onde eu quero chegar não é? Exatamente! AUTOCONHECIMENTO.

É somente através do processo de olhar para as nossas sombras, nossos traumas, nossas resistências, nossas intransigências etc. é que podemos de fato evoluir e “passar de nível” no sentido evolutivo e existencial.

Eu tenho consciência de vários processos na minha família que vem de gerações e gerações e que perduram até hoje por falta de pessoas dispostas a olhar pras próprias sombras e transmutá-las pela luz da consciência. Na minha família não há nada diferente em relação a qualquer outra! Falo isso com toda a tranquilidade do mundo, até para que você que me lê agora se sinta motivado ou motivada a ser essa “ovelha negra”, essa pessoa que vai iniciar uma verdadeira revolução na família, mudando os padrões estagnantes e apequenadores.

A aceitação cega é o tal do caminho mais fácil e você já deve estar cansado de ouvir as pessoas dizerem que o caminho mais fácil é o que leva à perdição não é mesmo? Percebe a linguagem metafórica incrível que essa visão da bíblia cristã nos traz? A perdição é exatamente a perpetuação dos padrões negativos que passam de geração em geração.

Então Jesus falava: “entrai pela porta estreita”. A porta estreita é o caminho de iluminar as nossas sombras, e trabalhar as chamadas “ordens do amor” que tão bem o Bert Hellinger enunciou nas suas obras.

Precisamos tomar os nossos pais, ou seja, respeitarmos e honrarmos por eles nos terem dado a vida e a oportunidade de estarmos vivos, encarnados nesse mundo. Eles foram a porta que permitiram essa dádiva. E sempre agradecermos por estarmos na família que estamos, porque ela é a família perfeita e ideal para que nós como espíritos tenhamos as experiências necessárias para o nosso crescimento. Ou seja, ninguém nasce na família errada. Esta é a lei do pertencimento!

Precisamos saber que há uma hierarquia familiar, os pais estão acima de nós porque eles vieram antes, então devemos ter todo amor e respeito por eles, e consequentemente, por toda a nossa ancestralidade.

Precisamos saber equilibrar o dar e receber em todas as nossas relações. Saber que apenas no equilíbrio entre essas duas forças é que podemos ser felizes e sairmos dessa aceitação cega!

Óbvio que há uma infinidade de pontos dentro das 3 ordens do amor que acabei de citar. Mas quem sabe com o que escrevi aqui eu já esteja lhe incentivando a olhar mais para dentro de si mesmo não é?

Portanto! Que tenhamos a coragem de fazer esse mergulho no autoconhecimento. Assim e somente assim nós poderemos aprender o que é a verdadeira aceitação, que é um movimento belo de transformação do ser a partir da vivência do momento presente, do aqui e agora, que é o único momento que existe e que podemos fazer algo concreto para a nossa transformação…

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Somos um mosaico em construção constante

Por Isaias Costa

Somos um mosaico

O mosaico é uma das mais antigas e mais belas expressões artísticas do homem. Nela, o artista compõe um minucioso e elaborado trabalho a partir de fragmentos que dão forma e beleza, possibilitando que uma imensidão de partes se tornem um todo.

Podemos fazer uma analogia do mosaico com o ser humano, pois semelhante ao mosaico, somos construídos cuidadosamente nas esferas biológica, psicológica, social e espiritual, a partir dos mais variados fragmentos de influências ao longo da nossa história de vida.

É a partir da ressignificação da nossa história pessoal que descobrimos todas as boas e más experiências vivenciadas. Descobrimos como elas nos moldaram e nos fizeram agir no mundo a partir da nossa subjetividade. É exatamente nesta perspectiva que gosto de comparar o ser humano a um “mosaico” que foi, e está sendo, cuidadosamente elaborado.

No momento presente trazemos em nós os fragmentos de cada etapa dessa delicada construção. Assim como num mosaico, somos construídos pelas mais variadas influências, algumas boas e outras nem tanto, mas que acabaram por nos modelar como indivíduos, configurando nossas crenças, nossos medos e nosso jeito singular de estar no mundo.

A boa notícia, é que o mosaico da nossa vida está em constante elaboração e quem dá os retoques finais e faz as correções necessárias, somos nós mesmos. Dessa forma, podemos rever nosso modo de estar no mundo, descartando nossas crenças e atitudes errôneas, avaliando de que maneira estamos respondendo às questões da vida, para assim adotar novos padrões de “beleza” em nosso comportamento.

Quando reformulamos nosso jeito de ser, podemos dar uma nova forma ao nosso mosaico, nos libertando dos fragmentos defeituosos, permitindo que fique em nós apenas aquilo que é belo, leve e harmonioso. Mas vale ressaltar que esse trabalho de revisão deve ser constante, pois na prática, o “mosaico humano” está em constante mutação.

A partir das correções e das novas configurações do mosaico do nosso “EU”, as pessoas notarão a nossa beleza interior (se for também exterior, melhor ainda) e o seu mundo será um local mais belo e mais interessante para se viver. Seria como se artistas estivessem apresentando as suas melhores obras ao mundo.

Nessa perspectiva de influências recebidas e transmitidas, não poderia deixar de falar que você tem a chance de selecionar e carregar apenas os melhores fragmentos recebidos daquelas pessoas especiais que passaram por sua vida. Você também tem a oportunidade de se eternizar a partir dos belos pedacinhos do seu mosaico que acabarão impregnados nas vidas de outras pessoas.

Sendo assim, elabore o seu mosaico da vida e seja você mesmo a sua melhor versão de si.

Texto de Pedro Leite

***********

Quis compartilhar esse belo texto do Pedro Leite porque ele merece ser lido pelo maior número de pessoas possíveis. Esse texto nos permite diversas reflexões importantes. Ao relê-lo me veio em mente a questão do senso estético. A todo momento nós estamos construindo e reconstruindo o nosso mosaico. Ele tem muitos fragmentos feios, mal cuidados, desgastados, porém, também tem muitos fragmentos brilhantes, exuberantes, resplandecentes. A mistura dos dois tipos de fragmentos deixa o mosaico total com uma aparência meio esquisita para quem tem “olhos mais treinados” digamos assim!

Esses “olhos treinados” é uma metáfora para dizer que se trata das nossas incoerências e incongruências! Vou dar um exemplo pra que fique bem compreendido!

Eu fico dizendo pras pessoas que é preciso respeitar a todos, que precisamos cumprir com nossos deveres de cidadão, mas constantemente eu dou fechadas em motoristas no trânsito, ou estaciono em vagas exclusivas de idosos, ou quero furar uma fila pra ser atendido mais rápido. Isso é uma baita de uma incoerência, são esses fragmentos feios e desbotados do nosso mosaico!

Precisamos olhar para o nosso interior e perceber cada vez mais nossas incoerências e incongruências para assim irmos trocando fragmentos feios por outros belos e brilhantes!

Quanto mais nos trabalhamos nisso, mais vamos ficando belos e reluzentes! Até mesmo outras pessoas passarão a notar isso com o passar do tempo, porque não existe um belo mosaico que não seja apreciado não é mesmo?

Penso que a mensagem principal desse texto é o encontro com a nossa verdade essencial, com nossa autenticidade, para que assim a gente lá moldando o belo mosaico que podemos ser, cada dia mais reluzente!

Que sigamos todos a cada novo dia sendo um pouquinho melhores. Esse é o caminho de construção desse nosso mosaico…

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Precisamos conhecer as causas da nossa felicidade e infelicidade

Por Isaias Costa

“Não basta querer algo. Você precisa conhecer suas causas — as circunstâncias e condições que precisam se encontrar para que você realize o que você deseja.

Se for um bolo de chocolate, você pode sentar o dia inteiro rezando “Que bolos de chocolate caiam do céu! Que eles se materializem no forno!” Provavelmente não dará certo. Mas se você aprende como fazer um bolo de chocolate, aí sim, você tem o desejo, a aspiração, a intenção, os ingredientes e então terá seu bolo de chocolate.

Portanto, por que esse processo seria diferente para a felicidade genuína? E por que seria diferente para ganhar uma liberdade cada vez maior do sofrimento, mais serenidade, paz interior, equilíbrio da mente?

Talvez seja isso: nossos desejos estão lá, nós certamente desejamos encontrar a felicidade, sensorial e também mental; nós certamente desejamos nos livrar do sofrimento, tanto físico quanto mental. E talvez esse seja o problema: nós ainda não descobrimos quais são as causas. Se nós não identificarmos as causas do sofrimento, e as erradicarmos; se não reconhecermos e cultivarmos as causas da felicidade (especialmente a felicidade mental), ela não vai acontecer.”

Alan Wallace

********

Achei perfeitas essas palavras do Prof. Alan Wallace. Ele está trazendo de uma forma simples e objetiva um norte para que mudemos muita coisa em nós, se estivermos dispostos a isso.

Esse é um belo exercício de autoconhecimento! Nós precisamos conhecer as causas da nossa felicidade e infelicidade! O que acho mais incrível e que precisa ser detalhado é que para cada um de nós essas causas são diferentes!

No meu caminho de autoconhecimento, hoje já tenho bem mais clareza do que me causa felicidade ou infelicidade. Por exemplo: Estar em contato com a natureza, ambientes arborizados, amenos e silenciosos, pra mim é uma fonte absurda de felicidade. Porém, assistir a telejornais que só trazem notícias de desastres, de mortes, de perversidades do ser humano, pra mim é uma fonte gigantesca de infelicidade!

Dei esses exemplos simples só pra que fique bem claro e você que esteja me lendo possa levar pra sua própria vida! Você consegue saber o que lhe causa felicidade ou infelicidade?

Uma dica pra facilitar esse processo é prestar atenção nos sentimentos que brotam a partir das experiências do dia a dia. Se algo deixa você triste, melancólico, desesperançoso, com raiva etc. Esse é um indício de que se trata de algo que gera infelicidade. Porém, se algo lhe deixa alegre, sorridente, pacificado, com vontade de compartilhar esse momento com outras pessoas etc. Esse é um forte indício de que se trata de algo que gera felicidade. É simples assim!

Muitas pessoas ficam meio perdidas com relação aos assuntos ligados ao autoconhecimento exatamente por causa da simplicidade sabia disso? As pessoas mais racionais e que costumam ter uma mente mais reativa dizem internamente assim: “Não pode ser só isso! Não pode ser tão simples…”. Mas é! É simples! Agora simples não quer dizer que seja fácil. São coisas absolutamente diferentes.

A felicidade exige uma grande dose de desapego, que é ter a certeza de que a vida é repleta de impermanências, de ciclos de nascimento, florescimento e morte! Ou seja, se quisermos congelar alguma coisa no tempo, pode ter certeza que mais cedo ou mais tarde estaremos infelizes. Na concepção dos grandes seres de sabedoria desse planeta, a causa maior de infelicidade é o apego. E obviamente, para sair disso, o antídoto é o desapego!

Reflita sobre essas palavras tão simples e ao mesmo tempo tão profundas. E lembre-se sempre de que é você que precisa conhecer as causas da sua felicidade e infelicidade! Quem está de fora o máximo que pode fazer é lhe dar pistas que lhe ajudem a encontrar as respostas dentro de si mesmo, que é, por exemplo, o que estou fazendo com esse texto… Sigamos juntos!

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized