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As oportunidades nunca deixam de surgir a cada momento

Por Isaias Costa

Opportunity – Walter Malone

Ofendem-me os que dizem que não voltarei,

Porque bati à tua porta e não te encontrei;

Porque todas as noites permaneço à tua porta,

E ordeno que despertes e te ergas para lutar e vencer.

Não chores pelas preciosas chances que passaram;

Não chores pela idade de ouro que se foi;

Todas as noites queimo o registro do dia;

Ao erguer do sol, todas as almas nascem de novo.

Ri como um menino aos esplendores que passaram.

Às alegrias que se esvaíram, sê surdo e mudo.

O meu julgamento sela o passado que morreu,

Mas nunca prende um momento ainda por vir.

Mesmo afundado na lama, não torças as mãos nem chores.

Dou o meu braço a todos os que dizem: “Eu posso!”

Nenhum pária algum dia caiu tão baixo

Que não pudesse erguer-se e ser um homem novamente!

Lastimas a mocidade perdida?

Hesitas em desfechar um golpe merecido?

Volta-te então dos arquivos apagados do passado,

E encontrarás as brancas páginas do futuro.

Choras por uma pessoa amada? Liberta-te da magia;

És um pecador? O pecado tem perdão;

Cada manhã te dá asas com que voar do inferno,

Cada noite uma estrela para te guiar aos céus.

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Eu fiquei absolutamente encantado com a leitura desse poema de Walter Malone que encontrei num famoso livro chamado “A lei do triunfo” de Napoleon Hill. O poema encarna a “oportunidade” e lhe dá voz como se fosse uma personagem.

Sempre que escrevo sobre isso gosto de primeiro ir à raiz da palavra oportunidade, que é belíssima. Ela remonta à navegação em tempos longínquos no qual existiam diversos tipos de ventos e para cada um deles eram dados nomes provenientes do latim. Um desses ventos era chamado de “ob portus”, que significa “vento que leva para o porto”. E oportunidade deriva dessa palavra. Ou seja, ela é como um vento que leva até o porto, que é um local de segurança e conforto. Interessante não é mesmo?

O que acho mais incrível é que os ventos nunca param. Depois que um vento sopra vem outro e outro e outro… Porém, vale destacar que o mesmo vento nunca sopra duas vezes e no mesmo lugar. Em outras palavras, uma vez que perdemos uma oportunidade, devemos aceitá-la e partirmos para outra. E aqui faço o link com esse belo poema. Logo na primeira linha a oportunidade diz:

Ofendem-me os que dizem que não voltarei

E ela continua dizendo:

Porque bati à tua porta e não te encontrei;

Porque todas as noites permaneço à tua porta,

****

Então só cabe a cada um de nós estar atento à passagem desse vento sutil e suave. As oportunidades surgem de “n” formas possíveis: através de uma conversa inspiradora com um amigo, de uma pessoa que esbarra com você no meio de um evento, de alguém que passa boa parte de uma viagem de avião conversando e dali se inicia uma amizade, um vídeo que você assiste despretensiosamente e tem um insight que revoluciona sua vida…

Ou mesmo de formas aparentemente tristes e decepcionantes como a perda de um emprego, a perda de uma grande amizade, a viagem para o exterior de alguém que você ama muito, a morte de uma pessoa significativa etc. Tudo isso são oportunidades disfarçadas para que nós tenhamos experiências que vão proporcionar o nosso crescimento como seres humanos nas mais diversas áreas da vida!

São extremamente inspirados esses versos:

Mesmo afundado na lama, não torças as mãos nem chores.

Dou o meu braço a todos os que dizem: “Eu posso!”

****

Aqui ele fala sobre as oportunidades disfarçadas nas experiências de sofrimento. Elas servem pra que nos fortaleçamos interiormente, principalmente no sentido espiritual. E se dizemos: “Eu posso!”, com firmeza e propósito, maravilhas vão surgir dessa determinação!

É como diria o mestre Chico Xavier numa de suas frases mais famosas: “Isso também passa!”. Momentos de dor, tormentas, sofrimentos, também vão passar, assim como momentos de glórias e grandes alegrias também dão lugar a novas experiências de dor, tristeza e sofrimento.

A vida tem esse movimento pendular o tempo todo e quanto mais cedo compreendemos isso melhor!

E os dois versos finais também são estupendos:

Cada manhã te dá asas com que voar do inferno,

Cada noite uma estrela para te guiar aos céus.

*****

Aqui é incrível a analogia com o olhar para cima, pra frente e para o alto, como muitos dizem. Lendo esse trecho até lembrei da querida profa. Cristina Cairo, que em todos os seus vídeos sempre começa dizendo: “Levanta a cabeça!”, pois essa é uma atitude que a própria neurociência já comprovou que faz com que nos sintamos automaticamente mais motivados e ativos.

Está passando por um momento infernal? Levante a cabeça e acione as suas asas que estão aí meio escondidas mas prontas para que você alce grandes voos! Está com a mente enovelada com a escuridão da noite? Então olhe para as estrelas e se deixe ser guiado por elas…

Que esse poema inspire você tanto quanto me inspirou, e que se for possível, escreva em algum lugar para ser relido em outros momentos ou salve esse texto para utilizá-lo como uma injeção de ânimo e força!

Vamos juntos aproveitar as belas e inúmeras oportunidades que a vida nos traz todos os dias…

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Degraus de Luz

Por Sonia Argon

É com imensa alegria que venho compartilhar com todos vocês um lindo poema da querida Sonia Argon, que conversou comigo pelo e-mail e comentou sobre seu amor à escrita, à arte, à música, à poesia… Todos esses universos que são a cara do blog “Para além do agora”.

Então é claro que foi um prazer ler seu poema e saber que ela está com um lindo projeto de vídeos para o Youtube com o canal “Degraus de luz”. Deixarei o link do seu canal mais embaixo para que se inscrevam, curtam os vídeos, comentem, compartilhem com os amigos etc.

Seja muito bem vinda minha amiga! Que seja o primeiro de muitos outros textos!

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Degraus de Luz  (Sonia Argon)

Se não pudermos ser Frutos para nutrir a Terra,

Que possamos ser Sementes.

Se não pudermos ser Flores para enfeitar as janelas,

Que possamos ser Vasos.

Se não pudermos ser Canção para embalar os sonhos,

Que possamos ser Silêncio.

Se não pudermos ser Discurso para encorajar os corações,

Que possamos ser Escuta.

Que tenhamos um Sorriso doce,

Quando faltar Esperança.

Que tenhamos um Olhar sereno,

Quando faltar Doçura.

Que tenhamos uma Palavra terna,

Quando faltar Companhia.

Se não pudermos ter a Segurança da terra firme,

Que possamos ter a Singeleza do grão de areia.

Se não pudermos ter a Valentia do vento,

Que possamos ter a Suavidade da brisa.

Se não pudermos ter a Força dos mares,

Que possamos ter a Simplicidade de uma gota d’água.

Que não almejemos ser Estrelas, mas que possamos ser a menor centelha de luz a iluminar a Escuridão.

Que não precisemos fazer grandes Obras, mas que consigamos ser uma pequena onda de calor a dissipar a Solidão.

Que não intencionemos fazer Sucesso, mas que tentemos plantar uma minúscula partícula de Esperança em cada Coração.

Se não pudermos ser Elogio sem restrição,

Que possamos ser Paciência.

Se não pudermos ser Parceria sem questionamento,

Que possamos ser Respeito.

Se não pudermos ser Atenção,

Que possamos ser Gentileza.

Se não pudermos ser Escada de transformação,

Que possamos ser, apenas, “Degraus de Luz”!

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Segue abaixo o link do vídeo com a leitura desse poema na voz da Sonia Argon!

Sonia Argon é Bacharel em Direito. Pós-Graduanda em Filosofia. Locutora, Roteirista e Narradora de Audiodescrição. Eterna Aluna de Canto! Atuou como Professora de Educação Infantil por longo período, em sua cidade natal, Petrópolis, situada na região serrana fluminense. Confessa ser encantada pela Comunicação e pelo enriquecimento proveniente da troca de ideias e da interação entre as pessoas. É Petropolitana de nascimento e alma, mas, pelo fato de viver na cidade do Rio de Janeiro há um bom tempo, já se considera Carioca de coração!

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O perfume que emana das pessoas que amamos

Por Isaias Costa

perfume

“Um brinquedo, uma roupa, a pequena cama – os objetos que cercam a vida de uma criança conservam sua energia quando ela se ausenta para ir à escola ou viajar. Há naquelas coisas uma vibração que se percebe no ar. Aqueles que amam costumam também imantar tudo o que tocam, e assim deixam um rastro perfumado por onde passam”.

Luiz Carlos Lisboa

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Esse belíssimo texto me levou a refletir sobre as marcas que as pessoas que amamos deixam registradas em nossa vida e nossas memórias. O autor cita uma criança e a energia que fica impregnada nos ambientes da casa, mesmo quando ela não está presente.

Essa espécie de presença na ausência, como gostava de dizer o querido Rubem Alves, é um dos motivos para se sentir tanta saudade quando alguém vai embora para morar em outro lugar ou quando alguém desencarna.

=> Clique aqui para ler o texto completo

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A poesia é transmutação do sofrimento em beleza

Por Isaias Costa

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Li um pequeno texto de autoria do grande poeta alemão Rainer Maria Rilke que me fez viajar pelo mundo da poesia e compreender um pouco melhor o porquê de ela tocar tão fundo o coração das pessoas sensíveis. Confesso que nunca li nada tão bonito e verdadeiro para falar sobre a construção de uma poesia. Acompanhe…

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Para escrever um único verso, é preciso ter visto muitas cidades, homens e coisas. É preciso conhecer os animais, sentir como voam os pássaros e saber que movimento fazem as flores minúsculas quando se abrem pela manhã.

 É preciso repensar em caminhos em regiões desconhecidas, em encontros inesperados, em partidas que víamos aproximar-se desde há muito tempo, em dias de infância cujo mistério ainda está por esclarecer…

=> Clique aqui para ler o texto completo

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Quintal

Por Adriana Paoli

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Quintal 

Outra vez
é primavera
e os ventos visitam meu quintal
balançam meus sonhos e as roupas no varal,
ventos bons
onde sinto com ternura
minhas dores, sem censura
onde ouço com apreço
minhas certezas delicadas
minhas dúvidas pesadas,
nesse quintal
simples e colorido
as conversas são autênticas e têm sentido
os aprendizados são profundos
os olhares são afáveis
as pipas voam coloridas e as crianças são sorrisos,
nesse quintal
os encontros são felizes
trazem abraços apertados e corações conectados
algumas vezes,
lágrimas fluem pelo rosto já marcado,
marcas de um tempo que jamais se apaga
preciosidade,
guarda histórias malucas, tão cheias de vivacidade,
tempo que ensina o ciclo das esperas
enquanto eu rego as flores nos canteiros da primavera
sigo cultivando meu quintal,
alma efêmera,
vendaval.

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Adriana PaoliAdriana!
Nasceu numa manhã de outono.
Geminiana, inquieta e sonhadora.
Formada em Administração, tem na escrita sua paixão.
Transborda nas entrelinhas as coisas do coração.

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A Força do Professor

Por Isaias Costa

Professores

É com imensa alegria que escrevo esse texto em homenagem aos professores, que como eu, fazem uma diferença impressionante na vida de centenas, às vezes milhares de pessoas.

O que mais me inspirou foram as lindas palavras de um poeta conterrâneo meu, o querido Bráulio Bessa, cearense genial, que vem abrilhantando a TV brasileira todas as sextas-feiras no programa da Fátima Bernardes no quadro “Poesia com rapadura”. Vamos à sua poesia…

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Coração aquecido

Por Adriana Paoli

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Coração aquecido

Lá fora goteirando,
aqui dentro o peito queimando.
No silêncio da madrugada,
uma alma enamorada.
O pensamento voa longe…
Vidas esbarradas, distâncias largas.
Tempestades e suspiros.
Anseios da ausência se fazer presença.
Saudade que acaricia lembranças bonitas.
Os sonhos se demoram no aconchego de um amor.
Sol que desponta iluminando a vida.
Brisa leve, amanhecer gelado e café passado.
Aromas de um coração aquecido.

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Adriana Paoli
Adriana!
Nasceu numa manhã de outono.
Geminiana, inquieta e sonhadora.
Formada em Administração, tem na escrita sua paixão.
Transborda nas entrelinhas as coisas do coração.

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Pra lavar a alma

Por Adriana Paoli

Lendo na janela

É com grande alegria que compartilho a 1ª poesia da querida Adriana Paoli, que escreveu pra mim agradecendo por esse blog que tem feito muito bem a ela e proporcionado grandes reflexões.

Ela ama escrever poesias e sugeriu uma delas para ser publicada aqui no blog. Aceitei imediatamente, pois ela tem uma sensibilidade bem aguçada e escreve com bastante simplicidade, o que maravilhoso para todos que lerem.

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Benditas coisas que eu não sei

Por Isaias Costa

tempo2

Lá no começo do século XX, o grande cientista Albert Einstein desenvolveu sua teoria da relatividade geral e restrita e com essa teoria revolucionou inúmeras antigas verdades, e talvez a maior delas seja essa aqui: o tempo e o espaço são absolutos. Ele provou que NÃO. Na realidade eles são relativos!

Nessa semana estava refletindo sobre isso a partir de uma lindíssima música da Zelia Duncan que ainda não conhecia, chamada “Benditas”. A sua letra é genial e nos leva a viajar nessa relatividade do tempo. Farei uma breve reflexão a partir dela. Confira abaixo a letra completa com o vídeo…

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Só seremos felizes quando todos nós formos como jardins

Por Isaias Costa

Keukenhof Gardens - Holanda

Jardim Keukenhof Gardens na Holanda

Eu amo ler as crônicas do mestre Rubem Alves e me encanto com a poesia contida nas suas palavras e reflexões. Muitos não sabem, mas ele era um excelente jardineiro, só não transformou isso em um ofício empregatício. Cultivava plantas diversas no jardim que havia em sua casa.

Na sua crônica “O jardim”, ele explora a beleza imensa contida nos jardins e farei uma reflexão bem existencialista a partir delas. Se prepare para uma bela viagem…

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Jardim é paraíso. E paraíso é felicidade. Plantar um jardim é afirmar a confiança de que estamos destinados à felicidade. Pois é isso que significa jardim, que nada mais é que uma tradução do paradisus latino e do paradeisos grego. Palavras que, por sua vez, se derivam do pérsico antigo pairadeiza, que quer dizer “espaço interno fechado”.

=> Clique aqui para ler o texto completo

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