Arquivo da tag: sociedade

Você acredita em destino?

Por Isaias Costa

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Essa é uma pergunta que todos nós nos fazemos em algum momento da vida ou outras pessoas também nos fazem. Como eu sou um rapaz que gosta de pensar com profundidade sobre as coisas que questiono, pesquisei a etimologia desta palavra, que é belíssima.

Destino vem do latim stinare, e tem o prefixo de, que é um intensificador da mesma. Juntando os termos significa: “aquilo que é firmemente estabelecido para uma pessoa”.

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Introdução aos mecanismos de autossabotagem – Uma visão psicanalítica

Por Isaias Costa

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É com grande alegria que compartilho com todos os leitores um artigo mais longo que escrevi como um requisito para a conclusão do curso de formação em Psicanálise que iniciei em 2015 e estou concluindo em dezembro de 2017.

Como eu sei que essa é uma temática que interessa a muita gente, por ser um tema universal, a AUTOSSABOTAGEM, decidi compartilhar o artigo completo com todos vocês!

Por ser mais extenso, recomendo que você o imprima, para a leitura se tornar mais agradável. Pensando nisso, fiz questão de disponibilizar o link com o arquivo em PDF para baixar e imprimir! Está logo abaixo, é só clicar!

Tenha uma boa leitura

Introdução aos mecanismos de autossabotagem 

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Precisamos desenvolver músculos espirituais

Por Isaias Costa

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No maravilhoso livro da querida monja budista Jetsunma Tenzin Palmo chamado “No coração da vida”, em determinado trecho ela levanta uma reflexão que venho me fazendo praticamente todos os dias.

Estamos vivendo momentos de imensa intolerância entre as pessoas, e pior do que isso, está crescendo a FRIEZA e a INDIFERENÇA, que, em minha opinião, estão entre as maiores mazelas do ser humano.

Antes de prosseguir a reflexão, compartilho as suas palavras que me inspiraram a escrever esse texto. Leia com bastante atenção…

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Chuva de opiniões para dar e vender

Por Simone Oliveira

Ninguém pediu sua opinião

Olá, tudo bem com você? Estou meio sumida desse blog, há tempos não tenho tido ideias  para escrever um texto novo. Até penso em algo, mas nada suficientemente detalhado para render boas linhas e deixar reflexões importantes.

Bem, eis que veio uma inspiração. Uma hora ela tem que aparecer, certo? E dessa vez, aconteceu quando eu finalmente me acalmei no meio de tantos planejamentos e rotinas criadas. Corri pra cá, abri o word e aqui estou.

Uma vez ouvi que ninguém está atrasado ou adiantado na vida. Todos estão nos seus próprios fuso-horários. Por isso é tão importante que não nos comparemos com as realizações ou fracassos alheios, uma vez que cada um está percorrendo o próprio caminho em seu devido tempo. E assim é a história, não dá pra estabelecer um padrão pois cada indivíduo é diferente!

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Os 5 pilares de uma educação permanente

Por Isaias Costa

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Moacir Gadotti

Sendo professor, eu procuro o tempo todo estudar novas metodologias de ensino, procuro me reciclar, levar para a sala de aula algo que estimule os alunos e os façam criar o gosto pelos estudos.

A verdadeira educação é PERMANENTE, ou seja, não é possível você dizer que já aprendeu tudo, que algo não pode ser aprimorado etc. Para quem tem esse tipo de pensamento, o que digo é curto e direto: não siga na Educação, este não é o seu lugar.

Mas levando para os outros ramos profissionais, hoje em dia tudo passou a ser educação permanente. Nós temos essa falsa impressão de que educação se resume aos colégios, faculdades ou cursos! Nada disso! Tudo o que desempenhamos tem a educação e o aprendizado no meio. Portanto! Deixo claro que esse texto serve para todos, todos nós ok?

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O papel do professor é limitar e libertar ao mesmo tempo

Por Isaias Costa

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Filme “Sociedade dos poetas mortos”

Eu sou fã de carteirinha da genial Viviane Mosé, que tem um currículo de deixar qualquer um de queixo caído: jornalista, filósofa, escritora, poetisa, psicanalista, psicóloga, professora e palestrante. Além de ser mãe e outras coisitas mais…

Estava assistindo a uma de suas palestras cujo título é: “Estrada para a Cidadania”, na qual ela falava sobre diversos assuntos, todos voltados para a educação nos tempos atuais.

Eu, sendo professor e estar o tempo todo procurando me renovar e ganhar novas formas de atuar como professor, fiquei encantado com suas palavras.

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A negligência do brasileiro em geral

Por Simone Oliveira

Há muito tempo tenho estado a analisar o comportamento das pessoas ao meu redor de modo mais profundo e tenho notado que a grande maioria tem potencial para demonstrar diversos sentimentos bons através de ações. É aí que encontrei a extroversão e o calor do nosso povo. Porém, um traço ainda mais forte é essa tal da negligência, vista de longe e que chega a incomodar, causando aversão.

Parei para pensar o porquê de ninguém falar sobre isso. Preferimos fechar os olhos e fingir que ela é apenas parte da cultura, ou pior, que não é um defeito propriamente dito, e sim meras falhas pertencentes a TODO SER HUMANO. Nunca assumimos a culpa pelos nossos erros, sempre nos escondemos na multidão usando o pronome “nós” ou o sujeito “raça humana”.

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O efeito dominó do medo

Por Isaias Costa

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O Brasil está atravessando um longo período de crises, e a esperança das pessoas tem ido por água abaixo de forma bem evidente.

Lendo as palavras do terapeuta holístico Prama Shanti, fiquei refletindo sobre as causas de tudo isso! Você sabia que não é por causa da política simplesmente? Ela apenas contribui, mas a causa é muito mais embaixo. Confira!

***************

“É necessário uma crise para instaurar o medo coletivo e manter o controle. O medo torna-se uma grande egrégora, uma potente forma pensamento que entra pelos chacras e contamina a todos que se harmonizam com ela. Seus receios tornam-se medos com muito mais facilidade. O medo corta sua ligação com o Todo e lhe prende a matéria. Achata você no chão. E o medo gera mais medo.

As pessoas com medo falam de seus medos aos amigos, que ficam receosos e com medo. O espiritual se afasta da mente das pessoas e o material passa a ser o mais importante. A crise passa a ser o assunto de todas as rodas. O medo derruba a ética e a moral, aumenta o consumo de álcool, os excessos e a busca pela inconsciência. E todos são entregues de bandeja às forças trevosas, que passam a manipular corações e mentes cada vez com mais facilidade. O medo é gerado pela ansiedade com relação ao futuro. O oposto do medo é a confiança. Confiar no seu caminho, no seu Deus. Pensar no agora, que é a única coisa que nós temos, o futuro não é nosso.”

=> Clique aqui para ler o texto completo

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Eu precisava dizer (parte 2)

Por Simone Oliveira

Esclarecendo alguns pontos que podem não ter ficado bastante frisados no texto anterior [link aqui].

Se você é bom entendedor, as meias palavras bastaram. Mas como a internet é um meio insípido, senti a necessidade de escrever a parte 2, para que não viessem me atacar (algo comum, quando se discorda das opiniões do autor, ataca-se a pessoa e não seus argumentos) como já vi acontecer.

Vamos lá:

Tópico 1 – A mulher e o homem são cobrados de maneiras diferentes.

cobranças da sociedade

Homens, ao chegarem a fase adulta, ouvem diversos comentários sobre terem arranjado ou não namoradas/esposas, serem bem colocados no mercado de trabalho, salários razoáveis, pressão em terem mais e mais influência dentro de seus meios sociais, exercerem liderança, ganharem promoção, etc.

Mulheres hoje em dia também sentem que devem ter bons empregos e sua independência, mas que no fundo elas devem deixar todos os seus desejos de lado para construir uma família feliz e estruturada, pois seus trabalhos tendem a nunca apresentarem a mesma importância que o trabalho do homem. Elas sentem que devem ser sempre bonitas, centradas e abnegadas, submissas sem deixar sua individualidade em segundo plano.

A mulher sente pender para o lado da cerimônia enquanto o homem sofre grande pressão para o sexo. Existe um entendimento comum de que para o homem o casamento tem significado de prisão. Não é à toa que são ouvidos comentários como “sossegou!”. “Game over”. “A mulher aquietou o fulano. Agora ele não vai mais pra balada, zueira, bebidas, casas noturnas, etc”. “Aquele foi fisgado.” “A dona o prendeu.”

Então, quando um casal de namorados resolve que ainda não é a hora certa para assinar os papéis (seja qual for o motivo), os amigos do cara comemoram, mas as amigas da garota sentem pena dela ou dizem que ela está sendo trouxa por esperar, perguntam se já tem data marcada ou então se já estabeleceram o tempo correto.

E isso se torna ainda pior no meio cristão, pois o sexo pré-conjugal é constantemente recriminado, o que gera insatisfação por parte de ambos. A mulher por sempre ouvir que deve se casar logo, e o homem por saber que antes disso irá ter que se preservar virgem. A mulher sente crescer a constância das indagações sobre a data do evento e o porquê de terem decidido esperar. O homem recebe críticas pesadas sobre sua sexualidade e é chamado de nomes pejorativos cada vez que o assunto “sexo” vem à tona.

Depois de casados, ambos sentem crescer a cobrança por filhos. A mulher se sente mais responsável cada vez que o assunto é tocado pois ela é a geradora. O homem sente receio, pois sabe que os gastos irão aumentar e a presença dele dentro de casa será imprescindível. A responsabilidade aumenta, “mas a felicidade compensará”, eles dizem.

Quando o filho vem, a mulher não tem escapatória e nem desculpas. Ela será quem irá cuidar do filho nos próximos meses, e, se decidir, largará o emprego de vez para educar o ser humano que acabou de nascer. Em muitos casos é isso o que ocorre, e outros, a mulher tem que se virar para cuidar de casa, do filho, do marido e de si.

A vida se arrasta desde então, entrando na rotina. Muitos casais se separam, muitos vivem em pé de guerra e desaprovam as ações uns dos outros, se afastando mais e mais da felicidade, da plenitude de espírito que tantos disseram que eles alcançariam se tivessem filhos. Um lembrete importante é o de que: se não está bom sem filhos, com eles a tarefa ficará mil vezes mais difícil. Portanto, o melhor a se fazer é resolver a situação para depois pensar em colocar mais alguém no mundo.

Mas é óbvio que para quem tem o sonho de viver uma realidade nos moldes que a sociedade impõe, não porque foi doutrinada, e sim porque gosta desse estilo e quer adotá-lo para si, ótimo! Aí fica fácil, as pressões não são sentidas e a vida que segue. O problema está em quem não se sente bem com isso, aí a coisa pega! Sou super a favor de quem adota a vida de mãe trabalhadora, esposa e dona de casa. É admirável! Sou a favor mais ainda de quem não tenta impor os mesmos modelos “a torto e a direita”, dificultando e impedindo as escolhas do próximo.

Tópico 2 – A decisão que tomamos deve ser baseada em nosso estilo de vida e não nas decisões alheias, muito menos nas pressões sociais.

tá todo mundo fazendo

Algo que em tese é de fácil compreensão, na prática se torna complicado, uma vez que sempre somos colocados contra a parede sobre as nossas próprias escolhas em relação ao senso comum sobre o que significa felicidade.

Não sei bem o qual é a ideia dos que pensam que a intimidação seja o melhor método de convencimento, mas acredito que, apesar de ter sido dura nas palavras no primeiro texto (acredite, foi preciso, devido ao teor dos argumentos defendidos)  creio que sim, muitos projetam nas pessoas ao seu redor o ideal de vida que elas gostariam de ter tido, mas por questões que surgiram ao longo da jornada não puderam realizar e o tempo passou e elas desistiram, ou por falta de força de vontade ou por perderem a oportunidade. Então, sim, muitos não fazem de propósito ou para magoar, muitos fazem porque acreditam que esse seja o caminho mais simples e destro a se seguir.

Sendo assim, cabe a nós julgarmos os conselhos que servem e os que não servem para a nossa vida, e jogar fora aquilo que não nos atrai, que não fará bem para nós como indivíduos adultos, racionais e donos de nossos próprios anseios.

Tópico 3 – O mundo está cheio de pessoas que julgam a forma como as outras levam a vida. Não seja mais uma.

você é perfeito

Esse talvez seja o ponto mais delicado que eu já toquei desde que comecei a escrever. Por isso é importante que se tenha um espaço em que você possa defender as suas ideias, argumenta-las e contrapor suas razões de maneira geral, sem ferir ou denegrir a imagem de ninguém.

Eu sei que em todos os locais existem pessoas boas e más. Porém, decidi falar pelo meu conhecimento de causa.

Posso parecer a ovelha negra da família por assumir publicamente que os evangélicos são, em sua maioria, pessoas preconceituosas e julgadoras, metidas a santas (que as vezes cometem erros escandalizadores e são frequentemente ridicularizados por isso, e com razão! Pois apontam os dedos aos que não concordam com seus ensinamentos, mas não agem conforme o que educam. Para mim, hipocrisia não merece vista grossa).

O fato é que por ser cristã e estar presente no meio de pessoas de tal modo me fez enxergar que hoje o método mais promissor de levar a mensagem de amor de Deus é pelo exemplo, pela ação solidária e pelo estudo da palavra de Deus com sinceridade de coração, pelo autoexame diário das imperfeições particulares e pelo constante esforço em tentar mudar, confiando em Deus e mostrando aos que ainda não tem essa perspectiva que é possível ser exemplo, como Cristo foi, por querermos imitar a quem seguimos pela gratidão que sentimos ao seu ato de amor Divino e santo. E não por nos acharmos melhores que os outros.

Ao aceitarmos a Deus, não nos tornamos perfeitos, nos tornamos justificados e perdoados, mas é uma luta a cada segundo contra nossas próprias vontades humanas. Luta essa que é deixada de lado a cada palavra ferina dirigida aos que não fazem parte do meio cristão, a cada olhar discriminatório encaminhado a pessoas que decidiram fazer tatuagens, colocar piercings ou se vestir diferentemente do convencional. O propósito de ser cristão se deturpa a cada piadinha de mal gosto proferida por um religioso envolvendo negros, pobres, mulheres e animais.

E por fim, o nome de Cristo é envergonhado a cada momento que prostitutas e transexuais são ridicularizados e lembrados que estarão no inferno no dia em que morrerem e que isso é fruto de suas escolhas de vida fácil nessa terra. Homossexuais são os que mais sofrem nessa história, e Deus se entristece ao perceber que um filho seu trata com desprezo aos seus semelhantes justo quando eles mais precisam de carinho e atenção.

Talvez por isso tanto ódio seja despejado contra os crentes. A própria designação já é motivo de chacota. Não os culpo. Muitos fizeram por merecer esse estigma, porém, todos pagam por isso. Dessa forma, peço perdão se alguma vez, e isso com certeza já aconteceu, o preconceito no meio evangélico foi mais forte. As palavras podem ter machucado, gerado ódio e aversão, mas quero dizer que nem todos são iguais. Não generalize. E lembre-se: Se você é cristão e age assim, lute para mudar. Do contrário, quem não irá para o céu será você.

Tópico 4 – Assuma as consequências das suas escolhas. Não vale reclamar, depois que você tomou para si os conselhos errados.

pare de culpar os outros

Decidiu se casar? Assuma as responsabilidades.

Decidiu ter filhos? Assuma as responsabilidades.

Decidiu ficar solteiro(a)? Assuma as responsabilidades.

Decidiu montar um negócio próprio? Assuma as responsabilidades.

Decidiu qualquer coisa para a sua vida? Assuma os riscos, responsabilidades e consequências.

não culpe ninguém

E, por último, fechando com chave de ouro: Não se prenda aos comentários bisbilhoteiros quando resolver fazer o que você tanto ama. Não dê tanta importância às palavras. Os resultados positivos começarão a aparecer. Confie, você verá!

euSimone Oliveira. Santos-SP. Bacharel em Engenharia Civil por formação e escritora por gosto. Estuda para concursos e se dedica às aulas particulares de exatas, ao namorado, à família e às suas atividades na igreja. Ainda não descobriu seu propósito na vida, mas tem certeza de que tem um. Pede que Deus a guie por esse caminho até a sua volta.

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Eu precisava dizer

Por Simone Oliveira

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A família perfeita da propaganda de margarina…

Tenho que contar um segredo; ele estava engasgado na minha garganta há algum tempo. Venho sentido uma pressão cada vez maior da sociedade sobre as minhas costas para que eu construa uma vida dita normal.

“O que é uma vida normal? ” Muitos iriam perguntar. Eu diria, baseada nos estigmas pré-concebidos sobre os quais sou julgada constantemente, que a vida normal que eles pregam é na verdade o cumprimento das seguintes premissas (ALERTA: PREPARE-SE PARA UMA UMA ENXURRADA DE FATOS NARRADOS COM SARCASMO LEVEL +10000):

  1. Escolha o que você quer para sua vida: se forme no Ensino Médio tendo decidido com toda a clareza do mundo de quem acabou de terminar o colégio qual é a faculdade/profissão que você quer seguir. Nessa decisão, é estritamente necessário que se inclua ganhar dinheiro (muito muito muito muito importante! Já disse que é muito importante? Pois é!), status (numa escala de 0 a 10, vale 9, estando um degrau abaixo do dinheiro) e poder. Ah sim, claro, lembrando que é a sua escolha, então certifique-se de fazer o que gosta! (Desde que inclua os itens da lista, se não, descarte. Vai ser furada de qualquer jeito).
  2. Entre na faculdade logo após encerrar o ensino básico. Mas não pode ser qualquer faculdade, tem que ser a melhor na sua área. Estude como se isso valesse a sua vida para passar nos vestibulares mais concorridos e estampar seu nome junto aos aprovados para aquele curso que você “tanto sonhou”.
  3. Se dedique a faculdade. Arrume um emprego também. Dezoito anos, segundo ano da faculdade…Hora de trabalhar! Sabe como é, não é? Mente vazia é oficina do Diabo. Comece a ganhar seu próprio dinheiro, seus pais não são obrigados a te manter, e eles já fizeram demais por você. Quando vai começar a criar responsabilidade pela sua própria vida? Mas continue obedecendo seus pais. Eles sabem o que é melhor pra você. Dê orgulho a eles. Tenha notas altas no seu curso, não fará nada mais do que a sua obrigação.
  4. Se formou? Já trabalha na área, não é? NÃO? COMO ASSIM? Arrume um emprego na sua área! Já arrumou? E agora? Ainda não? Ah, mas você vai ver como daqui a pouco já estará trabalhando. É tão gostoso fazer o que você gosta, não é? O que estudou tanto para conseguir! Você sempre foi uma ótima aluna, tenho certeza de que não vai ser diferente no mercado de trabalho. Eles logo vão ver isso em você. Você tem capacidade. Estou torcendo por você!
  5. Já arrumou emprego. E a pós-graduação? Quando vai começar? Você tem interesse em que área? Vai fazer pós na área que está trabalhando? É sempre melhor, certo? Você não pensa em fazer um mestrado? Dar aula em faculdade parece muito bom! Porque não tenta?
  6. Você ajuda em casa? Quero dizer, já que você não tem empregada, você deve fazer tudo. Seus pais estão ficando velhos, você deveria ajudar! Não acha? Você sabe cozinhar? Não sabe? Pois já está mais do que na hora de aprender! Onde já se viu uma mulher (engraçado que nessas horas viro mulher, mas nunca, jamais, sou uma mulher na hora de confiar uma tarefa que signifique se aparecer demais e fazer de menos. Nessas horas sou apenas uma menina), como você, não saber cozinhar? Seu namorado não reclama? Homem quer casar com mulher que saiba cozinhar! Você tem que aprender logo!
  7. Quanto tempo mesmo você está namorando? Tudo isso! E quando vão casar? Estão demorando, hein? Não acha que já está na hora de juntar os trapos? O tempo está passando! Quando chega o casório? Quero saber da festa! Vocês têm que casar logo! Se não ficam muito velhos pra ter filhos… Sabe como é…
  8. Parabéns! E quando vem o bebê? O bebê é pra quando? Coloquem uma criança no mundo! Não sentem que está faltando algo? Vocês se sentirão mais completos quando chegar a cria. Veja o casal x, depois que teve filho é muito mais feliz! Vocês não sabem o que estão perdendo! Vocês estão tentando? Algum de vocês tem ‘problema’ pra engravidar? Já consultaram um médico? Está tudo bem? Olha se quiser eu posso indicar um…
  9. O pequeno está crescendo. E quando vem o próximo? Já voltou a trabalhar? Como você está lidando com a rotina? A vida gira em torno dele, não é? Você já pensou em ter outro bebê? Criança nunca é bom uma só. Tenha outra, você vai ver como vai ser ótimo! Eles vão crescer juntos! Tão lindos! Você está educando seu filho direito? Já colocou na escolinha? Ele dá muito trabalho? Ele mama no peito? Você tem leite? Nossa, desde que teve filho nunca mais saiu! Você não cansa de ficar dentro de casa? Quando volta a participar das programações?
  10. Os filhos cresceram. Vão estudar fora? Já entraram na faculdade? Casaram?! Tão novos! Como está sendo agora que os filhos não estão mais em casa? Você sente falta? Sente saudade? É a síndrome do ninho vazio! Você vai se acostumar com o tempo. Daqui a pouco você nem lembra. E os netos? Já teve notícias? É gostoso, não é? Você deve ser uma vovó coruja! Deve mimar muito seus netinhos! E quanto mais, melhor! Quantos netos você tem? Um, dois, três?
  11. Parabéns. Você conseguiu. Tome seu certificado de vida normal.

Ah, que pena! Ela faleceu. Uma pessoa tão boa, uma boa filha, profissional, mãe dedicada, avó maravilhosa, fazia de tudo pelos seus. Uma perda. Mas é a vida, ficamos velhos e só nos resta esperar a nossa hora. A dela chegou. Viveu tudo o que tinha pra viver. Aproveitou a vida e deixou os herdeiros aqui. Realmente um exemplo de pessoa. Adeus.

Sinceramente, isso cansa! Viver para satisfazer anseios egoístas, mesquinhos e invejosos dos curiosos de plantão enjoa! Ser obrigada a ouvir toda essa baboseira de dúvidas e comentários ridículos sobre a minha vida, que não passam de intromissão dos múltiplos olhares curiosos gera fadiga! Pessoas de mente vazia arrumam tempo para dar pitaco na vida alheia a fim de se sentir grandes sabedores das verdades existenciais, mas no fundo não querem o bem de quem aconselham, querem apenas mostrar serem sábios ou uma falsa boa intenção. Muita hipocrisia. Quase nada de bondade. Corações transbordando de inveja e sede por saber dos podres, saber das dificuldades e dos problemas que estamos passando. E tudo para que? Para se sentirem melhores, se sentirem no topo.

fofoca

Antes das redes sociais a difamação era menor. Hoje em dia ela tomou níveis puramente inaceitáveis.

Só mais uma reflexão final: E se…

Eu não quiser seguir a profissão que eu escolhi quando saí do ensino médio (por tantas razões que eu também não preciso contar)?

Eu quiser continuar estudando para arranjar um emprego melhor, ou até mesmo tentar algo novo pra fazer?

Eu não quiser – ainda que eu tenha o meu sistema reprodutor em perfeitas condições – ter filhos?

As minhas prioridades forem cuidar de mim, viajar, trabalhar no que gosto e me aperfeiçoar nas tarefas que realizo, ao invés de dedicar meu tempo a ter filhos e cuidar de netos?

Eu demorar mais 5, 10,15,20 anos pra casar? O que muda pra você?

Eu nunca precisar aprender a cozinhar e cuidar de casa, por ter como pagar alguém para fazê-lo por mim?

keep calm

Eu posso ser o que eu aspirar! Posso sentir e fazer e experimentar o que eu bem quiser e se eu achar melhor viver o avesso da vidinha sem-graça e pré-concebida, cheia de regrinhas de ser-ou-não-ser, me deixa viver! Juízo eu tenho, não preciso de ninguém me dizendo o que fazer.

OBS: Esse não é um típico discurso feminista muitas vezes discriminado por aí. Não. Isso são experiências pessoais; veja, em nenhum momento eu falei sobre temas específicos do feminismo (como o aborto, o papel da mulher no mundo contemporâneo, a importância de falar sobre os direitos das mulheres etc) porque não coaduno com a posição adotada pelas defensoras desse movimento. Não penso que seja assim que as coisas funcionam. Apenas não concordo com o modo como as pessoas tratam as próprias pessoas e só. Assim como eu enfrento esses questionamentos tenho consciência de que muitos homens, gays, trans, bissexuais, etc também passam por situações semelhantes e sei que isso deve incomodar, porque a mim incomoda demais. E não, eu não vou ceder. Não posso aceitar que se viva dessa forma, que tenha que se encaixar em padrões para ter uma vida plena. Eu tenho fé nisso, pois sei que a minha vida já é perfeita em muitos aspectos. E grande parte dos padrões estabelecidos pela sociedade não ajudam a construir um mundo melhor, com mais amor e profundidade de relacionamentos, na verdade, eles só atrapalham.

euSimone Oliveira. Santos-SP. Bacharel em Engenharia Civil por formação e escritora por gosto. Estuda para concursos e se dedica às aulas particulares de exatas, ao namorado, à família e às suas atividades na igreja. Ainda não descobriu seu propósito na vida, mas tem certeza de que tem um. Pede que Deus a guie por esse caminho até a sua volta.

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