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A diferença entre incentivo e cobrança

Por Simone Oliveira

Incentivo e cobrança. Você já pensou na relação entre essas duas palavras e em como elas são responsáveis pela maneira que lidamos com as situações da nossa vida em geral?

Por exemplo, caso seu chefe lhe diga em tom não muito amigável: “Fulano, preciso do relatório na minha mesa até às 16h.” O que você sentiria? Refazendo a pergunta de forma melhor: Como você SE sentiria?

O fato é que todos nós, em sã consciência, entenderíamos que o relatório deveria ser feito, custando o que fosse custar (talvez o seu horário de almoço? Talvez o intervalo de 15 minutos para o café? Não sei, são tantas as possibilidades!) até às 16h. Isso é óbvio! Ninguém seria maluco de pensar que seu chefe estaria lhe fazendo um elogio por sua extrema eficiência ao ponto de lhe implorar que usasse as suas notórias habilidades para lhe entregar o relatório até às quatro horas da tarde.

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Então, esta é, claramente, uma cobrança.

Porém, não é sempre assim que as coisas acontecem. Em grande parte das vezes que recebemos tarefas elas vêm disfarçadas com um tom sutil de incentivo, e digo mais, no mundo de hoje as empresas são levadas a adotar um comportamento semelhante para com seus funcionários, apontando um ou dois de seus atributos para logo em seguida encherem-lhes de atividades que, em vários casos, vão além das especificidades de suas profissões ou exigem muito mais de que a capacidade pessoal permite, sem dar-lhes os treinamentos necessários, lembrando-os que a culpa por eventuais erros cometidos cairá sempre nas costas deles.
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Portanto, ocorre que se perdeu a noção de que instigação é diferente de cobrança. As pessoas vivem desconfiadas, amarguradas, arrumando desculpas e pretextos para se esquivarem das responsabilidades, falsificando sorrisos para seus colegas de trabalho quando na verdade desejam apunhalá-los pelas costas para ficarem com seus cargos de salários mais altos (às vezes a diferença da remuneração nem é tão grande, basta 200 reais a mais para haver a frustração sobre o fato de que o colega “suja menos a camisa” e recebe mais que eu).

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Assim, o mundo gira em torno do dinheiro e da busca por menos exigências para si e maior poder sobre o outro. E essa realidade é disfarçada, mascarada na seção dos Recursos Humanos como motivação, com planos de carreira bastante contraditórios e práticas baseadas na paparicação do superior para se conseguir a ascensão na corporação e pouca, ou quase nenhuma, preocupação com a qualidade do serviço prestado. Mas está tudo bem! Aparentemente o importante é que o trabalho esteja feito e entregue a tempo.

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Há falta de estímulo desde a infância. A pouca valorização da competência da criança em conjunto com a babação de ovo nas características físicas como beleza ou fofura colocam indivíduos que se esforçam desde pequenos para tirar 10 nas disciplinas escolares no mesmo patamar daqueles que fizeram o mínimo para alcançar a aprovação. E mais, as vontades infantis são supridas com extremo zelo, os pais fazem de tudo (inclusive contraem dívidas) para cederem aos caprichos dos filhos por brinquedos novos, mesmo quando eles já possuem tantos quanto podem brincar. É notável que o menino ou a menina use as roupas da moda, roupas de marca, tênis impecáveis, bonés e sandálias nos trincos, mas a falta de dedicação para as tarefas de casa é abonada ou fica em segundo plano. Ai do professor que ousar chamar a atenção porque o filho tem todos os tipos de canetinhas, canetas e lápis de cor possíveis, mas ainda não comprou o livro didático para acompanhar as aulas…

Somos consumistas e egoístas, só olhamos para os nossos desejos e aqueles do nosso lar, mas o sentido intrínseco dessa realidade ainda não foi atirado em nossos rostos. Nós ainda não caímos na real sobre o fato de que estamos criando um ambiente de hostilidade, onde no final não sobrarão nem os mais fracos, e muito menos os que se mostram mais fortes. Contribuímos para a manutenção de um sistema onde se planta espinhos para se colher flores, e isso é pura ignorância! Não funciona, simplesmente porque é contra a natureza das coisas. A não ser que sejamos sadomasoquistas e gostemos do autoflagelo e da mutilação do próximo, o fracasso é iminente.

É preciso parar e refazer a análise do ser humano como um todo, do significado da felicidade e de entender que o sucesso vem da diligência em todos os dias de trabalho duro com categoria e novas oportunidades de aperfeiçoamento técnico, e não do suborno ou da bajulação do chefe. Entender que todos nasceram para um propósito muito maior do que muitas vezes imaginam e fazê-los perceber que podem alcançar seus sonhos com força de vontade e disciplina. Enquanto não percebermos isso, a sociedade caminha a passos largos para a ruína.

euSimone Oliveira. Santos-SP. Bacharel em Engenharia Civil por formação e escritora por gosto. Estuda para concursos e se dedica às aulas particulares de exatas, ao namorado, à família e às suas atividades na igreja. Ainda não descobriu seu propósito na vida, mas tem certeza de que tem um. Pede que Deus a guie por esse caminho até a sua volta.

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Parentificação: “Você agora é o homenzinho da casa…”

Por Isaias Costa

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Existe um termo interessante em Psicologia para tratar de um tema extremamente complexo nos relacionamentos humanos, que é a PARENTIFICAÇÃO.

Falarei brevemente nesse texto sobre esse tema e a importância de se buscar o equilíbrio emocional, para que os filhos sejam poupados de sofrimentos psicológicos que podem perdurar por toda a vida.

A parentificação é uma espécie de desvio psicológico no qual os filhos assumem o papel dos pais, causando desequilíbrios muitas vezes graves e “queima” de etapas da vida (a famosa perda da infância por exemplo).

Psicologicamente, é como se os filhos fossem casados com os pais, mas deixando bem claro que não estou falando aqui de relações incestuosas. Nada disso! É uma questão voltada para o papel social e familiar.

Os processos mais comuns de parentificação ocorrem em mães com filhos pequenos e que se tornaram viúvas, ou aquelas que se separaram dos seus maridos e se desencantaram a tal ponto de nunca mais quererem se casar de novo!

E sendo ainda mais específico. De um modo geral, acontece mais entre mães e filhos homens, por outra questão psicológica relacionada com o senso de PROTEÇÃO inerente ao ser masculino.

O homem, ao casar-se, assume o papel de protetor ou também de provedor da casa. Ele dá a segurança da família e da esposa, tanto financeiramente quanto afetivamente.

Se por algum motivo ele vai embora (morte, separação, doença degenerativa etc), a mãe espera que essa proteção, essa segurança, venha de outro lugar, e muitas vezes é transferida inconscientemente para algum filho.

Digo inconscientemente, porque nenhum filho deseja conscientemente se casar com a própria mãe. Inclusive aqui existe toda uma teoria extremamente ampla e complexa desenvolvida pelo pai da Psicanálise “Sigmund Freud”, que é o COMPLEXO DE ÉDIPO, no qual a criança entre 3 a 5 anos aproximadamente, sente, inconscientemente um encantamento pelos pais. O menino pela mãe e a menina pelo pai!

Não vou entrar no mérito da questão por ser esse um tema extremamente amplo e complexo. Mas segundo o próprio Freud, normalmente é nessa fase, chamada por ele de FÁLICA (3 a 5 anos) que ocorre os maiores casos de parentificação!

A mãe chega constantemente ao seu filhinho lhe dizendo:

– Olha meu filho! Agora você é o homenzinho da casa…

Então ele vai internalizando isso e acaba crescendo antes da hora, acaba se tornando um adulto sem ser, entende? E isso gera conflitos internos que se estendem por toda a vida!

Muitas crianças se tornam tão dependentes afetivamente das mães que na vida adulta têm dificuldade de se relacionarem afetivamente! Muitas vezes acontece de a mãe se tornar extremamente ciumenta com o filho e não permite que ele seja livre para viver um relacionamento feliz com uma garota etc etc etc.

Em muitos casos o filho que se casa com a mãe (metaforicamente falando), passa a vida inteira sem se relacionar afetivamente. Não consegue se casar nem ter filhos e depois que a mãe morre entra em uma depressão intensa, como se a vida tivesse perdido o sentido!

É comum aparecer em consultórios psicológicos homens de meia idade, em torno dos 50 anos, que dizem ter se dedicado a vida inteira a cuidar da mãe e que agora perderam o sentido da vida! Não conseguem se relacionar afetivamente com ninguém! Têm medo de terem uma vida sexual com alguém etc. Tudo se deve a esses distúrbios psíquicos por não terem vivido a infância e a adolescência como deveriam, sem tantas pressões para se tornar um adulto!

Afinal! O que fazer para minimizar tudo isso Isaias?

Bem! Existem diversos caminhos. Mas o principal eu diria que se chama SOLITUDE. Em minha opinião nada supera a solitude! E o que é a solitude? É você estar bem e feliz por estar sozinho. Ou seja, não ficar numa carência sem fim porque não está se relacionando com alguém amorosamente.

Esse recado vai principalmente para as mães de crianças pequenas que estejam lendo esse texto! Caso aconteça de você que é mãe ter se separado ou o marido tenha falecido, é importantíssimo que busque algo que preencha o sentimento de solidão sem ter que colocar os filhos na jogada entende? Pode ser a espiritualidade (que considero o melhor caminho), pode ser umas saídas com amigas, pode ser o desenvolvimento de novas habilidades e aptidões, fazendo cursos e especializações etc. Tudo isso pode ajudar a lidar melhor com o sentimento de vazio que vem da solidão!

Lembre-se: é possível transformar a solidão em solitude! Só depende de você! Se quiser uma boa dica nesse sentido, recomendo o excelente livro do Osho chamado “Amor liberdade e solitude”, no qual ele fala amplamente sobre os relacionamentos felizes e equilibrados e a importância de amar a si mesmo em primeiro lugar!

Tudo isso que estou falando é extremamente profundo e principalmente as crianças vão agradecer, porque elas não tem culpa nenhuma de serem colocadas para se tornarem adultas antes da hora! Com uma boa orientação, as mães podem desenvolver essa maturidade para educarem seus filhos com muita sabedoria, contribuindo para crescerem como grandes cidadãos transformadores da sociedade em que vivemos!

Eu sei que esse é um tema que “dá pano pra manga” e o que coloquei aqui foi uma pequeníssima pincelada. Recomendo a você que gostou da temática que aprofunde em livros de desenvolvimento infantil, psicologia da adolescência entre outros!

E compartilho abaixo um dos textos que li e que me inspirou a escrever esse texto. Vale a pena dar uma lida nele…

Link: Quando os filhos casam com os pais

 

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Está tudo bem mesmo?

Por Isaias Costa

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A mentira está presente na nossa vida desde as coisas menores até as falcatruas desmedidas que vemos através do descaramento dos nossos digníssimos políticos.

Farei uma breve reflexão sobre uma mentira que todos nós contamos sem nem nos darmos conta, o tal do “está tudo bem”. Muitos vezes não está tudo bem, mas insistimos em vestir uma máscara para que as pessoas pensem que a nossa vida é um mar de rosas, são as mil maravilhas…

Li na página “Digestivo – Digerindo Sentimentos”, um texto lindo da escritora Stéphanie Waknin, que me inspirou a escrever esse texto. Abaixo está esse texto na íntegra.

***********

Os mentirosos – Por Stéphanie Waknin 

Eu minto, tu mentes, ele mente… todos nós mentimos, ainda bem. Caso contrário não haveria a menor possibilidade de convívio social. Mas o que eu quero falar hoje é sobre as mentiras que contamos para nós mesmos. Aquelas verdades que escondemos de tudo, de todos e da gente. Quero falar sobre todas as vezes que preferimos inventar histórias porque encarar a verdade era dolorido demais. Quem nunca?

Acho que a mentira mais comum que nos contamos é a de que “está tudo bem”. Temos uma enorme dificuldade em admitir que algo vai mal porque não fomos educados para isso. Somos ensinados, desde a infância, a reprimir nossos sentimentos, a engolir o choro e a entender que “não foi nada”.

Falar das emoções é difícil pra caramba porque não aprendemos a pensar sobre elas. Porque dói, porque balança as estruturas, porque nem sempre sabemos o que fazer com a sensação que vem. Então inventamos lindamente as nossas verdades a fim de sublimar qualquer tipo de desconforto.

Acho que o perigo do auto engano mora em ficar muito tempo sem contato com a própria realidade. Mentir pra si pode até ser uma auto defesa útil em um primeiro momento, mas ela precisa ser desmascarada para haver a cura do que te machuca.

Tem gente capaz de viver uma vida inteira se enganando, se declarando “bem resolvida”, quando no fundo seria muito mais importante reconhecer que não é possível bancar tudo. É humano. Nem sempre vamos sustentar todas as circunstâncias com leveza e isso faz parte do nosso aprendizado.

Mentimos também quando escolhemos não enxergar. Quando preferimos acreditar, por exemplo, que alguém gosta muito de nós, pois seria muito doloroso admitir que não. Passamos a enxergar sinais que comprovem nossa teoria e nos agarramos a eles com esperança juvenil. Fazemos isso, precisamos admitir.

Ser verdadeiro é uma virtude a ser conquistada. Se não puder ser com os outros, seja pelo menos com você mesmo. Tire as lentes do auto julgamento, que fica mais fácil admitir as nossas verdades. Por mais dolorosas ou embaraçosas que elas sejam.

Link: Os mentirosos

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Ao ler esse texto, me lembrei de uma conversa que tive uma vez com alguns amigos e parentes no qual tocamos nesse assunto da FALTA DE EMPATIA das pessoas, juntamente com a CORRERIA da vida cotidiana.

Praticamente ninguém tem mais tempo para conversar abertamente sobre a vida. A vida corrida tem feito nossos relacionamentos interpessoais se tornarem rasos e frios.

Nessa conversa brincamos que, quando alguém chega perguntando: “Oi fulano? Está tudo bem?”. Já pergunta esperando a clássica resposta: “Sim! Está tudo bem!”.

Quando alguém, eventualmente diz: “Bem! Está mais ou menos! Estou triste com tal coisa, passei por uma experiência difícil semana passada etc. etc.”.

Nessa hora internamente vem aquele pensamento: “Meu Deus! Agora essa pessoa vai passar meia hora desabafando…”. E fazemos de tudo para desconversar e deixar a outra pessoa falando sozinha!

Isso lhe soa familiar? Será que você mesmo já não fez isso? Não se preocupe! Todos nós já fizemos isso em algum momento!

Quero com essa breve reflexão lhe levar a pensar com carinho sobre essas mentirinhas que contados para nós mesmos e para os outros e que você procure ser mais transparente com seus sentimentos! Não procure fingir que sempre está tudo bem, porque ninguém consegue estar bem 100% do tempo!

Não há problema em não estar bem! Desde que você não faça disso a regra da sua vida não é mesmo?

Para que você continue refletindo sobre essa temática tão importante, compartilho abaixo um breve áudio que gravei falando sobre tudo isso e um pouco mais. Nesse áudio eu fiz a leitura desse texto da Stéphanie e fiz uma reflexão a partir dele! Vale a pena reservar uns minutinhos para ouvi-lo! Paz e luz…

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10 Hábitos que destroem sua paz de espírito

Por Simone Oliveira

Vou citar 10 costumes das pessoas infelizes, ou daquelas que, se não se cuidarem, irão pelo mesmo caminho!

Hábito nº 1: Dormir pouco – ou seja, menos que o suficiente.

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Hoje há estudos afirmando que não importa o horário que você dorme ou acorda, contanto que tenha a quantidade de sono suficiente para o seu descanso. Portanto, não se cobre para ir dormir cedo, mas esteja atento ao tempo que o seu organismo precisa para se recuperar.

Se você costuma enrolar para deitar depois de um dia cansativo, em que teve que acordar cedo para fazer suas tarefas, cuidado, pois sua produtividade do dia seguinte será afetada. E as consequências só pioram com o acúmulo do cansaço; irritabilidade, falta de atenção, stress, autocrítica e cobranças são só o começo.

A mente e o corpo são um só e devem andar juntos: se menosprezamos nossas necessidades físicas, a nossa saúde mental também é comprometida. O contrário também é válido.

Hábito nº 2: Reclamar

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O Brasil está em crise e o desemprego bate às portas, os políticos roubam incessantemente e não apresentam nenhuma solução que preste, a educação vai de mal a pior, o atendimento nos locais públicos deixa muito a desejar, a criminalidade avança a passos largos etc etc etc (aposto que você pode lembrar de muitos outros motivos para protestos).

Veja como os sentimentos de revolta e injustiça nos envolvem com tanta frequência que é muito mais fácil, hoje, citar os pontos negativos do que os pontos positivos do nosso país.

“Mas Simone, é a pura verdade! Somente através das lutas que os nossos antepassados conquistaram seus direitos como cidadãos, agora é a nossa vez!”

Eu não vou negar isso. Aqui não é uma página para entrarmos em discussões políticas ou orçamentárias da nação brasileira, apenas citei os fatos! Prefiro não entrar no mérito das manifestações contra atos do governo, é bom que lutemos pelo que acreditamos, mas há hora e lugar. Não precisa (e nem deve) ser o tempo todo.

Cada vez que externamos esses sentimentos de raiva, ódio, descontentamento e medo, é como se tomássemos veneno e esperássemos que os causadores de todos os nossos problemas morressem! E isso é ridículo!

Preste atenção se você está fazendo isso! O famoso “reclamão” tem o poder de minar a alegria de todos a sua volta, sendo o próprio o mais prejudicado.

Hábito nº 3: Assistir aos programas policiais (sensacionalistas) e às chamadas de tragédia ou denúncia de crimes no facebook

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É muito ingênuo de nossa parte pensar que passar os momentos de relaxamento na frente do computador ou da TV vendo todo o tipo de atrocidades que acontecem diariamente no mundo não vai mexer com o nosso psicológico.

Você não precisa disso. Ninguém precisa. Prefira os sites e canais de I-N-F-O-R-M-A-Ç-Ã-O real.

Hábito nº 4: Ter uma vida sedentária

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Achou que eu não ia tocar na ferida, não é?! Vai à dica: cuide-se e ame-se, faça exercício físico!

Comece aos poucos, com metas alcançáveis, por exemplo: “Vou caminhar durante 20 minutos só hoje.” Conseguiu? Amanhã faça a mesma coisa. Daqui a pouco vira hábito e se torna prazeroso.

Leve outros com você, assim o compromisso fica mais difícil de ser deixado para trás.

Hábito nº 5: Olhar para o passado como se ele fosse melhor do que o presente ou desejar estar nele

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Pense bem! Será que foi mesmo assim tão bom quanto você imagina, ou será que você só está se atendo às melhores partes? Nós temos essa ideia de que fomos mais felizes antes do que agora, mas é pura ilusão, na maioria das vezes. Tivemos felicidades e dificuldades tanto quanto (ou mais) do que no presente. Esqueça seu passado e viva o agora.

Hábito nº 6: Exigir perfeição nas próprias ações

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“Eu não sou perfeita e não tenho que ser.”

Você é HUMANO! Aceite isso, doa o que doer! Só não se culpe tanto por ter errado na escolha que fez, por ter sido preguiçoso, por não ter abraçado as oportunidades, por ter perdido o tempo que não poderia ter perdido, ou por cada erro bobo, como se ele fosse muito importante! Pare de valorizar seu erro, sério!

A culpa é inútil. Se arrependa, saiba que mesmo assim você estará sujeito a falhar de novo num futuro próximo e faça seu melhor.

Hábito nº 7: Se alimentar mal

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Novamente: “mens sana in corpore sano”, já dizia o poeta romano Juvenal.

Hábito nº 8: Ficar se comparando aos outros

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Você sabe qual é a diferença entre você e eu?
Quer abaixar sua autoestima? Se compare. Tenho certeza que vai achar alguém mais bonito, inteligente, rico, estiloso, cheiroso, saudável, dedicado, alto, magro ou musculoso que você! O próximo passo é querer ser igual a esse indivíduo, e ao chegar à conclusão de que, mesmo fazendo o que for, você não se aproximará do nível do outro nem em 1 milhão de anos, você vai sentir inveja, raiva e tristeza! Not cool, Bro!

Não recomendo a ninguém.

Em vez disso, peço que faça o exercício de encontrar suas qualidades e colocar metas alcançáveis para que você se aperfeiçoe e seja o “mais perfeito” que puder! Dá super certo e não fere o orgulho, levando à depreciação própria.

Expectativas surreais te fazem descer degraus na vida. Com expectativas reais, os resultados são superados.

Hábito nº 9: Resgatar dores antigas e/ou vitimizar-se por situações que passaram

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Essa estratégia é poderosa para quem gosta de sofrer. Adotar uma posição vitimista pensando que tudo o que você veio a ser foi por pressão e culpa dos outros não adianta nada. Perdoe e esqueça. Provavelmente quem te magoou já esqueceu!

Não perdoe só quando te pedirem perdão. Liberar absolvição faz um bem maior do que recebê-la. Esse é o segredo da plena paz.

Hábito nº 10: Ingratidão

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“Parabéns!” “Parabéns para o CHÃO!”


Exercite sua capacidade de ser grato. Faça listas das bênçãos recebidas, das vitórias alcançadas, dos talentos e dons desenvolvidos e seja grato a cada momento!

E aí, consegue se lembrar de mais algum costume nocivo? Tem sugestões para acrescentar? Me conte nos comentários! Um abraço, e até logo!

euSimone Oliveira. Santos-SP. Bacharel em Engenharia Civil por formação e escritora por gosto. Estuda para concursos e se dedica às aulas particulares de exatas, ao namorado, à família e às suas atividades na igreja. Ainda não descobriu seu propósito na vida, mas tem certeza de que tem um. Pede que Deus a guie por esse caminho até a sua volta.

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Reparta com outra pessoa

Por Isaias Costa

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Estava lendo algumas palavras sábias do mestre Yogananda que me fizeram refletir sobre a importância do DESAPEGO e do quanto é bom REPARTIR.

Só lembrando a você que me lê o quanto essa palavra é rica. Repartir significa partir de novo, ou seja, eu pego algo que seria só para um ou dois e divido para bem mais pessoas!

Por incrível que possa parecer, a matemática do repartir não é lógica, ela é absolutamente ilógica.

Quanto mais a gente divide, mais a gente multiplica…

SEMPRE!

Infelizmente, por vivermos numa sociedade capitalista, é implantada na nossa mente a ideia de que não há recursos para todos, de que devemos “guardar nosso quinhão” etc etc. Mas tudo isso não passa de um mecanismo perverso para que as pessoas cultivem a miséria e vivam infelizes!

Estou nesse breve texto lhe incentivando a transformar sua vida numa abundância infinita. E só conseguimos isso à medida que repartimos não só o que temos, mas acima de tudo, quem somos.

Vamos às palavras do Yogananda?…

*******************

Quando me dava um alimento ou guloseima especial, minha mãe costumava dizer: “Reparta com outra pessoa”. No início achei que ela estava tentando me dar menos. Mas imediatamente comecei a pensar: “Bem, se gosto tanto disto, talvez outra pessoa também o aprecie”. Então decidi que devia compartilhar. Mas daí me veio o pensamento: “Se eu dividir com todos, não sobrará nada para mim”. Isso começou a me intrigar. No entanto, o que passou a ocorrer quando eu repartia com osoutros é que eu desfrutava mais ainda da minha parte – a alegria que recebia por compartilhar era muito maior do que a alegria de ter a coisa em si. Por isso sempre abri mão de coisas que amava. Sempre que outra pessoa queria ou precisava de um objeto meu, minha mente dizia:

“Bem, ela está ‘doente’ com este desejo e você está curado de desejar as coisas; então vamos lhe conceder este benefício”. Objeto por objeto, dei tudo o que me veio ter às mãos – e minha alegria foi multiplicada.

Quando eu queria uma coisa e a conseguia, desfrutava dela; e quando a dava a outra pessoa, desfrutava de novo. Jamais permiti que qualquer desejo se apossasse de minha alma; isso seria contrário ao ideal de egoísmo espiritual, que visa ao bem-estar do meu verdadeiro Eu. Nunca ame nada a tal ponto que aquilo tome posse de você.

Paramahansa Yogananda

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Essa é a palavra chave: REPARTIR. Reparta com os outros e você será o maior beneficiado.

Eu sou prova viva disso até mesmo aqui no blog. Reparto meus conhecimentos adquiridos ao longo dos anos e sempre recebo muito mais do que dou. E recebo muitas vezes através do que chamamos de INTANGÍVEL, como saúde do corpo, paz de espírito, o calor de amizades sinceras, as experiências compartilhadas dos leitores que me enriquecem etc.

Esse é o multiplicar que vem com o repartir!

Outra experiência que aos pouquinhos estou transformando em um hábito e já estou vendo os frutos positivos é o simples ato de DOAR meus livros que já foram lidos e sei que não precisarei mais deles!

Tenho feito isso constantemente, adoro comprar livros e devoro pelo menos uns 2 por mês, então depois que leio ou mesmo releio, sei que não precisarei mais deles, então escolho alguém dentro do meu universo de pessoas conhecidas e simplesmente dou algum livro que sei que fará bem…

A partir desse repartir tenho recebido feedbacks maravilhosos destes que doei livros.

Agora imagine esse simples ato sendo feito por mais e mais pessoas? De que adianta ficar com um montão de livros pegando poeira na estante? Muitos se orgulham de ter uma estante cheia de livros! Por quê? Em  Minha opinião isso não passa de VAIDADE!

Nessa hora tomo emprestado as palavras do meu amigo Alex Castro, que escreve textos maravilhosos na internet.

Uma vez um amigo lhe visitou em sua casa e viu sua estante de livros e disse:

– Nossa Alex! Quantos livros! Você leu todos eles?

– Não! Esses são os que não li. Os que li já dei todos para os amigos!

Não é incrível? Minha estante está aos pouquinhos ficando parecida com a do Alex! Que tal você aderir a essa proposta dele e na qual estou pegando carona? Tenho certeza que você fará um bem enorme a muita gente, mas principalmente a você mesmo, porque estará se tornando mais DESAPEGADO, e consequentemente, mais sábio!

Há muito mais a ser falado sobre o desapego e sobre essas palavras do Yogananda, mas deixo as reflexões com você agora!

Lembre sempre: reparta com os outros…

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Entendendo a antipatia, apatia, simpatia e empatia

Por Isaias Costa

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Essas 4 palavras são extremamente parecidas mas tem significados bem diferentes e representam contextos bem diferentes também.

Farei uma breve explanação didática para que você compreenda bem a diferença entre esses 4 comportamentos e busque cada vez mais cultivar e praticar a EMPATIA, o mais nobre dentre eles.

O que me inspirou a escrever esse texto foram as palavras do psicólogo Vitor Antenore Rossi, que com muita simplicidade e didatismo explicou em uma vídeo aula esses conceitos. O exemplo que ele utilizou foi brilhante. Vamos a ele…

Digamos que num determinado dia houve um acidente com um motoqueiro e ele ficou ensanguentado e imobilizado no chão. Como seria os 4 comportamentos?

=> Clique aqui para ler o texto completo

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Tudo na nossa vida funciona na base do oferecimento

Por Isaias Costa

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Ontem, dia 22/11/2016, assisti a uma palestra simplesmente magnífica que me deixou emocionado de tão profunda que foi. Era uma palestra com o tema da AUTONOMIA EMOCIONAL, ministrada em forma de hangout pelo João Vale Neto, membro do site “O Lugar”, que acompanho sempre.

A palestra inteira é importantíssima e cada minuto dela é uma preciosidade, mas farei uma breve reflexão a partir de um pequeno trecho dela que transcrevi aqui embaixo. Confira!

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“Existe a possibilidade de desenvolver uma mente de doação, uma mente que transborda, uma mente que é pedagógica, que está interessada em ajudar os outros a transbordarem. Uma mente que não está segurando, mas oferecendo.

Tudo na nossa vida funciona na base do oferecimento. Tudo. Os elementos: água, terra, fogo, ar… são puro oferecimento. A gente só respira por oferecimento da vida. A dependência é alienígena, não é natural.

Quanto mais eu ofereço sem esperar nada em troca, quanto mais eu desejo que essa pessoa seja feliz de verdade, melhor eu me sinto. Agora, se eu esperar qualquer coisa da pessoa, o primeiro ganchinho surge.”

João Vale Neto

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Ele comenta nessa palestra que o mundo está extremamente carente de pessoas que se doem, que façam sem esperar nada em troca, que curem, que semeiem o bem simplesmente porque têm tanto que não conseguem reter para si entende?

Até já escrevi em outros textos que não consigo guardar tudo o que venho aprendendo e recebendo da vida só comigo, seria de um egoísmo e egocentrismo sem medidas! Eu preciso mesmo compartilhar, e percebo que quanto mais eu compartilho meus conhecimentos e vivências por aqui, mais minha vida tem se tornado feliz e próspera!

Essa autonomia que o João nos fala é ter esse desejo genuíno de que os outros sejam felizes, e isso só pode acontecer com esse espírito de doação. Como eu posso contribuir para que os outros sejam felizes se só consigo olhar para meu próprio umbigo? Como posso fazer outras pessoas felizes se eu mesmo não sou feliz?

Como diria o Mario Sergio Cortella: “Uma vida se torna pequena quando ela é fechada em si. Por isso é preciso transbordar, ou seja, sair da minha borda, se quero ter uma vida que seja importante…”.

O João fala muito bem nessa palestra que ao nos doarmos de coração nos tornamos importantes para alguém e podemos contribuir para fazer desse mundo um lugar mais feliz.

Uma das ideias que mais me impactou foi quando ele disse que todos nós temos algo para doar, TODOS NÓS. E quanto mais fazemos isso de forma genuína, sem esperar nada em troca, mais fluímos com a vida, mais equilibrados e felizes nos tornamos.

A natureza está aí com seus elementais para nos provar isso.

Respiramos todos os mesmo ar.

Dividimos todos a mesma água.

Repartimos a mesma Terra.

O fogo que ilumina nossa vida e aquece o nosso corpo é o mesmo para todos os seres…

Portanto! Através dessas poucas palavras, reflita sobre a possibilidade de você compartilhar um pouquinho de você para o mundo!

Acredite! Você tem SIM algo de especial e maravilhoso dentro de você que pode ser compartilhado para o bem do maior número de seres. É dessa forma que vamos construindo e germinando essa corrente do bem e construindo uma sociedade nova com seres humanos novos!

E para continuarmos juntos refletindo sobre esse tema tão lindo e tão importante, compartilho a palestra na íntegra do meu amigo João Neto. Será uma hora muito bem investida do seu tempo, garanto que sim!

Paz e luz…

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Eu estou há tantos dias limpo…

Por Isaias Costa

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Esses dias estava ouvindo uma vídeo aula muito interessante com o psicólogo Vitor Antenore Rossi na qual ele falava sobre o poder imenso dos nossos pensamentos aliando isso com a nossa vontade.

Em determinado trecho da aula ele citou os viciados em drogas que entram num processo de deixarem o vício e uma expressão comumente falada por eles.

A expressão é a seguinte: “Eu estou há tantos dias limpo…”.

Ele explicava que na nossa sociedade que se baseia em números, no esforço de vencer o vício no dia após dia, na velha questão do “só por hoje” etc. praticamente ninguém pensa que essa frase não é a mais próspera nem a mais adequada de se dizer.

Porém, venho lhe levar a refletir sobre uma questão que é muito mais profunda e está por trás de tudo isso. Se chama VONTADE.

Os físicos quânticos já nos provaram por A + B que o tempo é absolutamente relativo e tudo aquilo que está relacionado com o tempo, obrigatoriamente está conectado com o pensamento e com nossos processos mentais!

A prova concreta disso é observar os animais. Eles não estão nem um pouco interessados de saber se hoje é segunda-feira ou sábado. NÃO. Eles só sabem viver o aqui agora. Ele nem consciência da morte têm! Para eles a vida simplesmente é. Num belo dia morrerão e ponto.

Mas por que estou falando tudo isso? Para lhe dizer que pensar sobre um vício em termos de tempo é UM TIRO NO PÉ. Por mais que você seja esforçado e esteja dando o melhor de si para não mais ter recaídas quanto a algum vício. Se você ficar contando os dias, as horas, os minutos, depois que se decidiu por parar com ele, essa é uma prova cabal de que a VONTADE ainda existe e de alguma forma está sendo reprimida!

Era mais ou menos essa a questão levantada pelo Vitor Antenore. Quero deixar bem claro que entre você ficar contando os dias que está limpo e simplesmente não fazer nada com relação ao vício, é ÓBVIO, repito, é ÓBVIO que é muito melhor proceder dessa maneira!

Porém, se você de fato quer se CURAR, e digo c-u-r-a-r com todas as letras. Não precisa você ficar contando os dias, as horas e os minutos, porque houve dentro de você uma TRANSFORMAÇÃO, entende?

Se você se decidiu por se transformar, porque tem consciência plena de que determinado vício pode ser autodestrutivo, você não vai ficar se prendendo em questões de tempo. Você na realidade nem vai mais pensar a respeito! Cada vez que você pensa em algo está jogando energia naquilo. Então é um fato que as pessoas que decidiram parar de se drogar e ficam contando os dias limpos, estão ANSIOSOS.

Elas vivem através da frase: “Por hoje não”, ou também com a clássica: “O que os olhos não veem o coração não sente”.

Só é possível dizer que uma pessoa de fato de CUROU do vício quando ela é colocada FRENTE A FRENTE com ele outra vez. Se ela não sentir a menor VONTADE de fumar outro cigarro de maconha, inalar um papelote de cocaína ou injetar heroína nas suas veias etc. Então esse indivíduo nunca mais vai precisar contar os dias para nada, porque aquilo deixou de ter importância. Aquilo morreu completamente e está no passado!

Enquanto você conta os dias existe uma espécie de FANTASMA que lhe persegue e fica sempre à espreita só esperando por uma recaída sua!

Por essas e outras que é tão importante que a pessoa busque um auxílio psicológico e também espiritual, porque isso ajuda a dar forças psíquicas e emocionais e ajuda a pessoa a configurar um novo estilo de vida completamente diferente!

Essa mesma contagem de dias pode ser levada para todo e qualquer vício como compras em excesso, comer porcarias, tomar bebidas alcoólicas em excesso, assistir televisão demais, mentir, trair um(a) namorado(a) etc. etc.

Essa contagem de dias está muito relacionada com nosso sistema de recompensas que vem do EGO. Procure você entender bem esse mecanismo para não cair em mais uma armadilha do ego.

A pessoa diz: “Estou há um ano limpo”, quase sempre esperando congratulações, mas se ela pensar com carinho, vai perceber que se trata da sua vida e seu bem estar. O que os outros pensam é o que menos importa, mas o seu bem estar e equilíbrio é o que mais importa!

Portanto! Procure acolher essa mensagem e levar para sua vida em primeiro lugar e só depois, em conversas com amigos levante essa perspectiva que certamente pode ajudar muitas pessoas a despertarem mais a consciência e um sentido pleno para a vida…

Paz e luz.

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A angústia de estar com tempo livre

Por Isaias Costa

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Estou escrevendo esse texto para falar sobre um tema extremamente importante e que só revela o quanto a nossa sociedade está se tornando cada vez mais adoecida emocionalmente.

Hoje em dia há uma ANSIEDADE generalizada. Todos nós estamos ansiosos em maior ou menor grau, até mesmo as pessoas que fazem terapias, que meditam, que fazem Yoga etc.

Isso tem acontecido por causa das mudanças em relação aos valores que são considerados importantes. Foi colocado na nossa cabeça incessantemente que devemos sempre FAZER, FAZER e FAZER mais ainda.

Mas fazer o que afinal de contas?

É o tal do SER PRODUTIVO. É o tal do VENCER NA VIDA.

Nesse hora eu replico o que aprendi muito bem com o grande poeta das ruas Eduardo Marinho: “Eu não quero vencer na vida. Essa ideia de vencer na vida é um inferno…”.

  • Breve áudio com uma reflexão sobre isso…

Hoje em dia, existem pessoas que se orgulham de serem WORKAHOLICS, que foi um termo trazido dos EUA para representar as pessoas que são compulsivas por trabalho.

E quase sempre são essas mesmas pessoas que se orgulham de serem workaholics que anos depois tem um infarto do miocárdio, engordam 30kg, perdem o contato mais íntimo com os familiares, casam e se separam várias vezes, precisam de remédios tanto para dormir quanto para acordar etc. etc.

Será que é tão vantajoso assim ser um workaholic? Em minha opinião NÃO.

Nós precisamos aprender o CAMINHO DO MEIO. Esse é o caminho da sabedoria perfeita, tão ensinado pelos grandes mestres da humanidade.

Precisamos sim trabalhar e sermos muito bons no que desempenhamos, porém, jamais podemos deixar de lado os outros setores da vida.

E sabe qual é um setor da vida que se você não valorizar vai desequilibrar sua vida completamente, lhe deixando até mesmo doente? Trata-se do LAZER.

Todos nós necessitamos de LAZER.

Veja só a origem etimológica desta palavra! Lazer vem do latim licere, que significa “ser lícito”, “ser permitido”. 

Percebe que bacana? As pessoas fissuradas em trabalho estão tão TRAVADAS que elas não se permitem descansar, não se permitem o ócio, não se permitem olhar a vida com o olhar de uma criança que ama brincar e se divertir.

Talvez agora você entenda por quê que trabalhar tanto gera tantas dores musculares não é mesmo? Um texto escrito com toda essa simplicidade talvez ajude você a abrir os seus olhos!

Por que você tem tanto medo, tanto receio, tanta angústia em ter tempo livre? O que te leva a querer trabalhar e ganhar mais dinheiro e consequentemente diminuir seu tempo livre? Tempo esse para dedicar aos outros setores da vida: família, amigos, relacionamento amoroso, lazer, espiritualidade e saúde do corpo…

Concluo esse texto contando o caso real de um professor do curso de Psicanálise que estou fazendo nesse momento. Ele estava dando aula pra minha turma e falou que era também um workaolics até que teve que mudar completamente por causa de um INFARTO DO MIOCÁRDIO.

Ele trabalhava demais e se estressava imensamente por conta disso, não se dedicava à família, não se exercitava fisicamente, não adentrava na espiritualidade etc. Só queria trabalhar mais e ganhar mais dinheiro.

Depois do infarto ele mudou radicalmente seus hábitos e passou a valorizar todas as pequenas coisas, como simplesmente ouvir música ou ficar deitado numa rede olhando para a natureza.

E disse que seus colegas que o conheceram quando super ansioso lhe perguntavam.

– O que está havendo com você cara? Você está doente?

Aí ele respondia!

– Eu estou vivendo! Posso?

Os valores estão tão invertidos na sociedade que é comum sentir CULPA ou ANGÚSTIA quando se está com tempo livre. Muitos tem a sensação de que isso é um erro, de que deve ter alguma coisa errada.

Como assim? É errado ter um tempo de ócio? No qual você não se volta para as questões do trabalho?

Não! Isso é uma necessidade! Se não quisermos todos adoecer e nos tornar robôs sem sentimento.

Portanto. Pense um pouco sobre isso, reveja seus hábitos e lembre-se sempre! Precisamos dividir nosso tempo e energia nos 8 setores da vida citados anteriormente, se quisermos ser felizes e equilibrados…

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A verdadeira segurança só chega a partir do conforto com a insegurança

Por Isaias Costa

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Nós vivemos numa sociedade que incute na nossa mente a ideal ilusório da SEGURANÇA, sendo que nada na vida nem no universo funciona dessa maneira tão fixa, tão parada, tão estática. Muito pelo contrário, a vida e o universo são puro movimento, fluxo, mudança, transformação, transmutação!

Para refletirmos um pouco sobre isso, compartilho algumas palavras da querida monja budista Jetsunma Tenzin Palmo.

*******************

“A verdadeira segurança só chega a partir do conforto com a insegurança. Se estamos confortáveis com o fluxo das coisas, se estamos confortáveis estando inseguros, então essa é a maior segurança, porque nada pode derrubar nosso equilíbrio. Enquanto tentamos solidificar, interromper o fluxo da água, criar uma barragem, manter as coisas do jeito que elas estão apenas porque isso nos faz sentir seguros e protegidos, então estamos em apuros. Essa atitude vai exatamente contra todo o fluxo da vida.”

Jetsunma Tenzin Palmo

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A insegurança está presente o tempo todo, como tão bem o budismo ensina: “não existe nada fixo, nem nada permanente”.

Quanto mais cedo compreendermos que tudo funciona através de ciclos com começo, meio e fim, e que isso é natural, mais conquistaremos recursos internos para lidar com os processos de mudanças, que logicamente são desconfortáveis!

O grande desafio é esse: conseguir estar confortável na insegurança!

Ao conquistar isso, pronto! É prova clara de que a sabedoria está começando a habitar o seu interior.

Nós temos quase que um vício de ficar reclamando que as coisas deram errado, que algo não era para ter acabado. Ou muitas vezes ficamos nos culpando porque algo terminou totalmente diferente do que havíamos imaginado, o que comumente acontece nos relacionamentos amorosos etc.

Não precisamos nutrir isso meus amigos! É desgastante demais! E gera os processos psicológicos de REPRESSÃO e RESISTÊNCIA.

Ela explica isso através da comparação com uma represa, que tem uma barragem que impede o livre fluxo da água. Essa barragem pode se romper a qualquer momento, basta haver um descuido ou uma falta de manutenção. E tem mais! O gasto para manter essa barragem é sempre muito maior do que deixar que ela seja destruída pela própria água! Não é verdade?

É isso que a maior parte das pessoas fazem! Reprimem suas emoções e resistem às mudanças.

O resultado de tudo isso sabemos bem qual é: DESEQUILÍBRIOS.

Quando a barragem arrebenta ela pode surgir como uma doença no corpo físico ou como algum distúrbio emocional ou psíquico. Aí a pessoa vai precisar tomar um monte de remédios e ficar meses se consultando com um psicólogo, psicanalista ou algum terapeuta holístico.

Nesse breve texto quero apenas lhe instigar a viver de acordo com o fluxo da vida, que não funciona como uma represa, mas como um rio de águas cristalinas que movimenta suas águas de acordo com a situação.

Veja só! A água de um rio, quando encontra uma barreira, o que ela faz? Simplesmente contorna esse obstáculo, não foge dele! Ela se utiliza da sua FLUIDEZ para serenamente contorná-lo!

Percebe como as águas de um rio têm muito a nos ensinar?

Portanto! Façamos o que a querida Jetsunma Tenzin Palmo ensina com maestria e simplicidade!

Sigamos o fluxo da vida! Sejamos como as águas de um rio, fluindo naturalmente e tendo essa sabedoria de contornar os obstáculos e não ficar fugindo deles através de repressões e resistências…

 

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