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A solidão e o silêncio

Por Isaias Costa

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No momento em que escrevo esse texto estou relendo um dos livros mais intensos da mega escritora Clarice Lispector chamado “Um sopro de vida”, livro que ela escreveu já bem próximo da sua morte.

Num determinado trecho ela fala um pouco sobre o sentimento de SOLIDÃO relacionando com a perturbação do SILÊNCIO, algo vivenciado por quase todas as pessoas. Farei uma breve reflexão a partir das suas palavras. Confira!

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Lições de amor da série “Atypical”

Por Isaias Costa

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Em 2017 iniciou-se uma série interessantíssima no Netflix chamada “Atypical”, que conta as histórias e experiências vividas pelo personagem “Sam”, que tem Autismo. É uma série que nos ensina de uma forma profunda e bem humorada como funciona a mente de uma pessoa que tem autismo. Recomendo essa série a todos, mas acima de tudo aos educadores, que lidam constantemente com alunos que tem estão dentro desse espectro.

Na 1ª Temporada há um episódio bem interessante no qual o Sam quer saber se ama a sua namorada “Paige” ou não. Então ele conversa com seus pais sobre isso, pedindo que eles falem sobre a experiência de amor deles, ou seja, o que cada um pensava a esse respeito.

Como ele é extremamente metódico e racional, escreve tudo o que os pais dizem na forma de regras. Daí ele cria as “3 regras para saber se ama a Paige”. Farei uma breve reflexão sobre elas, que achei simplesmente magníficas.

=> Clique aqui para ler o texto completo

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A solidão na visão de Carl Jung

Por Isaias Costa

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Quanto mais o tempo passa, mais eu me apaixono pela Psicologia e suas inúmeras vertentes. Uma delas é a Psicologia Analítica, desenvolvida pelo Psicoterapeuta Carl Jung.

Ele tem uma obra extremamente vasta e profunda de conteúdos. Nesse texto abordarei brevemente um pouco da sua visão a respeito do sentimento de solidão, que acomete a todos nós em maior ou menor grau.

Essa frase abaixo nos leva a grandes reflexões! Veja!

***************

“Solidão não é ter pessoas ao seu redor, e sim ser incapaz de expressar coisas que parecem importantes, ou de perceber certos pontos de vista que os outros acham inadmissíveis…”

Carl Jung

*************

Infelizmente, muitos pensam que solidão é a ausência de pessoas ao redor. De maneira nenhuma! Podemos estar rodeados de pessoas e ainda assim estar sós. Até mesmo podemos ser famosos e desejados sexualmente por milhões de pessoas e ainda assim sermos solitários. Um dos exemplos mais emblemáticos nesse sentido é o da atriz Marilyn Monroe, que se suicidou, mesmo tempo fama, muito dinheiro e milhões de homens a seus pés…

A verdadeira solidão tem a ver com esses dois pontos por ele levantados.

O primeiro ponto está relacionado com a expressão das ideias e daquilo que se sente. Por incrível que pareça, essa solidão está muito presente nos relacionamentos amorosos ou dentro da família!

Sabe quando um casal à muito tempo fica guardando mágoas e ressentimentos um do outro e parece que o outro vai se tornando distante e mais distante? Quando parece que um abismo começa a ser construído que impede de acessar o mundo da outra pessoa?

Essa é uma solidão amarga que quase todos nós passamos ou ainda iremos passar em algum momento da vida.

Ou na família, quando percebemos que o nosso pensamento diverge totalmente dos deles e ficamos com medo de nos expressar porque não queremos que esses vínculos se tornem hostis.

As pessoas que já têm um maior nível de consciência comumente sentem essa solidão que muitos psicólogos e espiritualistas chamam de SÍNDROME DO ESTRANGEIRO. É como se você sentisse uma saudade de algum tempo e de pessoas que você sabe que afinizam mais com você e com a sua energia, mas elas não estão por perto para lhe dar esse amparo e esse carinho!

Nossa! Eu já passei por isso tantas vezes na minha vida que você nem faz ideia. Se quiser entender um pouco mais sobre essa síndrome do estrangeiro, compartilho abaixo um programa de rádio que me ensinou muito sobre essa sensação de solidão que pode sim ser curada, desde que façamos a nossa parte na busca pelo autoconhecimento. Trata-se do programa Entrevidas da Rádio Mundial, apresentada pelo comunicador Marcello Cotrim. Vale a pena reservar uns minutinhos para ouvi-lo…

O segundo ponto ainda é mais doloroso do que o primeiro, porque ele faz com que amizades de longas datas sejam destruídas em questão de segundos. É como muitos dizem aquele velho e muito verdadeiro cliquê sobre a conquista da confiança de alguém!

Leva-se anos para se conquistar a confiança em alguém, mas apenas segundos para destrui-la…

Principalmente as pessoas que são mais imaturas e orgulhosas, quando são questionadas sobre suas verdades e convicções, muitas vezes elas acabam tendo reações agressivas ou hostis.

Eu também já me senti solitário por isso, pois conseguia ver nos amigos mais chegados algumas falhas de caráter e comportamento e tentava ajudar, mas alguns foram bem ácidos comigo, inclusive até rompendo amizades!

Na época não tinha a maturidade que tenho hoje e não fazia ideia de que na realidade quem estava errado era eu mesmo! E por quê? O motivo pode lhe ajudar imensamente! Vou até deixar em caixa alta pra você memorizar a sua importância.

NÓS SÓ DEVEMOS DAR CONSELHOS AOS OUTROS QUANDO SOMOS SOLICITADOS PARA ISSO!

* Sugestão de leitura => Não tente ajudar quem não quer ser ajudado

Em outras palavras, eu acabava me intrometendo nas questões mais íntimas dos meus amigos, e obviamente os que não queriam mudar seus comportamentos me davam “coice”!

Mas existe outro lado do enxergar o que os outros acham inadmissível. Que tem relação com o GRAU DE AFINIDADE entre os amigos!

Se o grau de afinidade for pequeno, não tem como fugir! Você vai se sentir solitário.

Vou dar um exemplo pessoal que chega a ser até hilário! Você vai gostar dele!

Na época da faculdade de Física eu já lia muito sobre espiritualidade e sobre os processos de evolução da humanidade e vez por outra tentava conversar com meus colegas sobre isso. Chegava mais ou menos assim:

– Pois é gente! Nós somos seres eternos. Espíritos habitando corpos. Estamos nessa planeta para aprendermos a transcender o nosso ego, para aprendermos a lições dos grandes mestres, espalharmos consciência etc etc.

E eles respondiam quase sempre!

– Legal Isaias! Mas cara. Tu conseguiu resolver aquela lista de exercícios de Cálculo III que o professor passou. Nossa! Tinha umas questões tão difíceis. O professor passou umas integrais impossíveis…

E nessa hora eu pensava: “Whats? Estávamos falando sobre isso?…”. E então eu ficava com uma gota na testa igualzinho a essa menina aqui embaixo!

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Isso é a verdadeira solidão! Eu me sentia muito mal por não ter afinidade com esses meus colegas. Tanto é que saí de lá pra nunca mais voltar! hehehe

Concluo esse texto dizendo pra você que o principal antídoto para a solidão se chama AMOR PRÓPRIO. Quanto mais você se sentir bem na sua própria presença, mais você conseguirá lidar com o distanciamento das outras pessoas ou com o baixo grau de afinidade que você terá com muitas delas.

Há muito mais a ser refletido sobre essas lindas palavras do Jung, mas deixo essas reflexões com você!

Compartilho também um breve áudio que gravei a partir dessas palavras do Jung e desse texto! Vale a pena ouvi-lo…

 

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Alegre-se na companhia dos amigos

Por Isaias Costa

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Todos nós sabemos o quanto é importante termos amigos verdadeiros e o quanto estar na presença deles nos enriquece a vida e a existência.

Lendo algumas palavras do grande filósofo brasileiro Clóvis de Barros Filho refleti bastante sobre dividirmos nossos momentos de alegria com nossos amigos.

Inclusive, eu amo a etimologia da palavra COMPANHIA. Ela vem de COM (junto) + PANIS (pão), ou seja, companhia é você repartir o pão com alguém querido, é comer esse pão junto! Não é incrível?

E você? Tem muitos companheiros? Vamos refletir juntos a partir das palavras do Clóvis…

************

Deseje demais o que te faz falta porque a vida nunca vai ser boa na derrota e na frustração. Mas perceba que o desejo não basta. Permita-se a alegria.

Consiga se alegrar com o que você já tem. Sobretudo, perceba que depois de uma conquista alegradora, se você não tiver com quem comemorar, a sua alegria durará muito pouco. Morrerá instantaneamente asfixiada pela solidão. Por isso preocupe-se também em proporcionar a alegria de quem está em volta pra que a sua própria possa durar um pouco mais.

Clóvis de Barros Filho

=> Clique aqui para ler o texto completo

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Parentificação: “Você agora é o homenzinho da casa…”

Por Isaias Costa

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Existe um termo interessante em Psicologia para tratar de um tema extremamente complexo nos relacionamentos humanos, que é a PARENTIFICAÇÃO.

Falarei brevemente nesse texto sobre esse tema e a importância de se buscar o equilíbrio emocional, para que os filhos sejam poupados de sofrimentos psicológicos que podem perdurar por toda a vida.

A parentificação é uma espécie de desvio psicológico no qual os filhos assumem o papel dos pais, causando desequilíbrios muitas vezes graves e “queima” de etapas da vida (a famosa perda da infância por exemplo).

Psicologicamente, é como se os filhos fossem casados com os pais, mas deixando bem claro que não estou falando aqui de relações incestuosas. Nada disso! É uma questão voltada para o papel social e familiar.

Os processos mais comuns de parentificação ocorrem em mães com filhos pequenos e que se tornaram viúvas, ou aquelas que se separaram dos seus maridos e se desencantaram a tal ponto de nunca mais quererem se casar de novo!

E sendo ainda mais específico. De um modo geral, acontece mais entre mães e filhos homens, por outra questão psicológica relacionada com o senso de PROTEÇÃO inerente ao ser masculino.

O homem, ao casar-se, assume o papel de protetor ou também de provedor da casa. Ele dá a segurança da família e da esposa, tanto financeiramente quanto afetivamente.

Se por algum motivo ele vai embora (morte, separação, doença degenerativa etc), a mãe espera que essa proteção, essa segurança, venha de outro lugar, e muitas vezes é transferida inconscientemente para algum filho.

Digo inconscientemente, porque nenhum filho deseja conscientemente se casar com a própria mãe. Inclusive aqui existe toda uma teoria extremamente ampla e complexa desenvolvida pelo pai da Psicanálise “Sigmund Freud”, que é o COMPLEXO DE ÉDIPO, no qual a criança entre 3 a 5 anos aproximadamente, sente, inconscientemente um encantamento pelos pais. O menino pela mãe e a menina pelo pai!

Não vou entrar no mérito da questão por ser esse um tema extremamente amplo e complexo. Mas segundo o próprio Freud, normalmente é nessa fase, chamada por ele de FÁLICA (3 a 5 anos) que ocorre os maiores casos de parentificação!

A mãe chega constantemente ao seu filhinho lhe dizendo:

– Olha meu filho! Agora você é o homenzinho da casa…

Então ele vai internalizando isso e acaba crescendo antes da hora, acaba se tornando um adulto sem ser, entende? E isso gera conflitos internos que se estendem por toda a vida!

Muitas crianças se tornam tão dependentes afetivamente das mães que na vida adulta têm dificuldade de se relacionarem afetivamente! Muitas vezes acontece de a mãe se tornar extremamente ciumenta com o filho e não permite que ele seja livre para viver um relacionamento feliz com uma garota etc etc etc.

Em muitos casos o filho que se casa com a mãe (metaforicamente falando), passa a vida inteira sem se relacionar afetivamente. Não consegue se casar nem ter filhos e depois que a mãe morre entra em uma depressão intensa, como se a vida tivesse perdido o sentido!

É comum aparecer em consultórios psicológicos homens de meia idade, em torno dos 50 anos, que dizem ter se dedicado a vida inteira a cuidar da mãe e que agora perderam o sentido da vida! Não conseguem se relacionar afetivamente com ninguém! Têm medo de terem uma vida sexual com alguém etc. Tudo se deve a esses distúrbios psíquicos por não terem vivido a infância e a adolescência como deveriam, sem tantas pressões para se tornar um adulto!

Afinal! O que fazer para minimizar tudo isso Isaias?

Bem! Existem diversos caminhos. Mas o principal eu diria que se chama SOLITUDE. Em minha opinião nada supera a solitude! E o que é a solitude? É você estar bem e feliz por estar sozinho. Ou seja, não ficar numa carência sem fim porque não está se relacionando com alguém amorosamente.

Esse recado vai principalmente para as mães de crianças pequenas que estejam lendo esse texto! Caso aconteça de você que é mãe ter se separado ou o marido tenha falecido, é importantíssimo que busque algo que preencha o sentimento de solidão sem ter que colocar os filhos na jogada entende? Pode ser a espiritualidade (que considero o melhor caminho), pode ser umas saídas com amigas, pode ser o desenvolvimento de novas habilidades e aptidões, fazendo cursos e especializações etc. Tudo isso pode ajudar a lidar melhor com o sentimento de vazio que vem da solidão!

Lembre-se: é possível transformar a solidão em solitude! Só depende de você! Se quiser uma boa dica nesse sentido, recomendo o excelente livro do Osho chamado “Amor liberdade e solitude”, no qual ele fala amplamente sobre os relacionamentos felizes e equilibrados e a importância de amar a si mesmo em primeiro lugar!

Tudo isso que estou falando é extremamente profundo e principalmente as crianças vão agradecer, porque elas não tem culpa nenhuma de serem colocadas para se tornarem adultas antes da hora! Com uma boa orientação, as mães podem desenvolver essa maturidade para educarem seus filhos com muita sabedoria, contribuindo para crescerem como grandes cidadãos transformadores da sociedade em que vivemos!

Eu sei que esse é um tema que “dá pano pra manga” e o que coloquei aqui foi uma pequeníssima pincelada. Recomendo a você que gostou da temática que aprofunde em livros de desenvolvimento infantil, psicologia da adolescência entre outros!

E compartilho abaixo um dos textos que li e que me inspirou a escrever esse texto. Vale a pena dar uma lida nele…

Link: Quando os filhos casam com os pais

 

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Quem é o seu porto seguro?

Por Isaias Costa

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Tenho refletido bastante sobre uma expressão que é extremamente utilizada pelas pessoas que criam muitos apegos e dependências emocionais das outras, a expressão “porto seguro”.

Quero lhe levar a refletir junto comigo sobre isso: Quem é o seu porto seguro?

A expressão “porto seguro” é sinônima de APEGO e DEPENDÊNCIA. Quando alguém diz isso está indiretamente querendo dizer que não consegue viver sem algo ou alguém a quem considera esse porto.

Vou citar alguns exemplos. Tem pessoas que colocam seu porto seguro no patrimônio financeiro, o que é extremamente vazio, porque caso elas venham a perder esse patrimônio, perdem também o sentido da vida, correndo um sério risco de entrarem em depressão ou até mesmo se suicidarem.

Outras colocam seu porto seguro no trabalho, o que quase sempre representa uma válvula de escape, porque não conseguem dar a mesma importância aos outros setores da vida, então criam uma verdadeira fixação ao trabalho, e o resultado de tudo isso é um desequilíbrio total! Com a perda do emprego, vai junto o sentido da vida…

Outras colocam o seu porto seguro na família, em amplo sentido, os pais colocam nos filhos, os filhos nos pais, os pais nos seus próprios pais, netos nos avós, sobrinhos nos tios etc etc… É uma concepção bem inocente essa de que os familiares são um porto seguro, porque não são! Qualquer um pode morrer a qualquer momento, e se alguém morre, seu apego fará com que seu luto seja estendido por anos a fio. É isso que você quer para sua vida? Nessa hora recordo o que já disse no começo. DESAPEGO, é preciso desapegar…

Outras colocam o porto seguro no relacionamento amoroso, seja namoro, seja casamento. Esse é mais um “barco furado” porque, como sempre digo, não existem garantias no que se trata de relacionamentos, só existem garantias em objetos eletrônicos e móveis, nunca em relacionamentos, porque a outra pessoa pode ter “n” motivos ou maneiras de sair da sua vida, seja por uma separação, seja porque se desinteressou, seja porque morreu etc. Um número imenso de pessoas considera o cônjuge seu porto seguro. Não as condeno, porém, deixo aqui esse alerta. Essa decisão é bastante arriscada, porque o sofrimento gerado por uma ruptura desse relacionamento também pode levar anos a fio ou fazer você “entrar em parafusos”…

Existem também as pessoas que colocam seu porto seguro na igreja, em Deus, ou nas figuras que representam os fundadores das religiões como Jesus Cristo, Buda, Krishna, Lao Tsé etc.

Pelo fato de estarmos no Brasil, país de maioria cristã, é comum ouvir pessoas dizerem: “Jesus é tudo na minha vida. Não vivo sem ele! Ele é a razão da minha existência…”. São palavras lindas eu sei. Eu amo Jesus Cristo de todo meu coração, mas essa frase carrega em si um APEGO a figura de Jesus, que pode estar presente apenas em espírito, nunca como uma pessoa física presente ao seu lado entende? Então na hora da SOLIDÃO, quando você precisa de verdade de um ombro pra chorar, de um ouvido para lhe ouvir, de um abraço para se aconchegar, o que o porto seguro Jesus ou religião poderá lhe fazer nessa hora, hein?

Um porto é onde os navios ficam estalados, é algo físico, não pertence a esfera da fé ou do transcendente. Então colocar seu porto seguro nas religiões ou em Jesus talvez não seja algo tão perfeito como alguns insistem em dizer…

Mas em quem eu vou colocar meu porto seguro Isaias? Não tenho opções! Você já citou tudo o que imaginei? Será? Você não está esquecendo de nada?

Seu porto seguro pode ser VOCÊ! Já pensou nisso?

Se o seu porto seguro for você, não haverá apegos excessivos nem tanta dependência emocional das outras pessoas. Os familiares podem morrer e você terá um luto no tempo considerado normal, seu relacionamento pode terminar e você não entrará em depressão, você pode mudar de religião, de crença e não perderá seus princípios, pode falir sua empresa, pode mudar de emprego, pode perder todo seu patrimônio e você se reerguerá, porque sabe que tudo é transitório, não existe nada fixo nem nada permanente, como tão sabiamente nos diz o Buda e seus seguidores.

Estou aos pouquinhos exercitando isso e tendo progressos. Meu porto seguro sou eu mesmo, não quero colocar esse peso em cima de ninguém. É um peso muito grande sabia? Ninguém tem a obrigação de ser o seu porto seguro, isso pode gerar uma sobrecarga enorme!

Talvez você pense! Mas essa é uma concepção muito egoísta? Afinal, somos seres gregários, precisamos uns dos outros? Sim! Entendo essa forma de pensar, mas uma coisa é precisarmos uns dos outros, outra bem diferente é DEPENDERMOS delas para sermos felizes e termos um sentido mais profundo em nossas vidas. Eu até falei um pouco sobre isso em um áudio no soundcloud, a diferença entre dependência, independência e interdependência. O ideal é sermos interdependentes. Se quiser ouvir, segue o link abaixo!

Enfim! Essa é minha sugestão. Fique livre para acatá-la ou não! Mas em minha opinião, você ser seu próprio porto seguro lhe dará mais recursos para desenvolver o amor próprio, a autoconfiança e elos de amor bem mais profundos e espiritualizados. Pense sobre isso com carinho…

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Como identificar uma seita?

Por Isaias Costa

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Li no livro “Além de Osho”, do Jorge Blaschke, uma explicação bem interessante para um tema que muitos não gostam nem de tocar, porque sempre bate de frente com muita gente, as religiões, seitas e suas preces.

Muita gente tem dificuldade de entender o que é uma seita, e confundem com religião. Uma não tem nada a ver com a outra, e a explicação dada nesse livro é simplesmente espetacular. Veja só…

“Segundo Daniel Goleman, autor do livro Inteligência Emocional, entende-se como seita aquele grupo no qual há:

– Vaidade;

– Busca de poder e protagonismo dos seus representantes;

– perguntas que não podem ser feitas;

– segredos em círculos internos que são cuidadosamente guardados;

– imitadores do líder do grupo;

– e que caminham com ele, vestem-se como ele, falam como ele etc;

– um pensamento coletivo comum a todos e ninguém oferece nenhum alternativa;

– um escolhido;

– não há outra via a não ser a exposta pelo grupo;

– sintomas de fanatismo pelo líder, pelo grupo e pela via a seguir;

– um trato comum para todos;

– os ensinamentos estão programados;

– exige-se uma prova de lealdade fazendo algo;

– a imagem do grupo, exteriormente, é distinta daquela praticada no interior;

– tem-se uma visão singular do mundo para explicar todas as coisas e estão desqualificadas as explicações alternativas;

– não existe o humor;

– estão proibidas as irreverências.

****************

Vou ser bem sincero com você meu amigo leitor. Quando eu li essas palavras minha reação foi: “Vixe, meu Deus!”.

Será que ainda existe alguma religião na atualidade que não tenha algumas dessas características ou praticamente todas elas juntas?

Pelo fato de estarmos no ocidente, essas características se tornam ainda mais evidentes, a começar pela VAIDADE. Nessa hora, sempre lembro as sábias palavras do livro do Eclesiastes: “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade…”.

Todos esses pontos podem ser resumidos em uma única palavra: EGO. Por quê? Vou explicar.

A vaidade faz parte das pessoas que se deixam dominar pelo ego, assim como o desejo de ter poder, ter segredos, imitações, idolatrias, hierarquias, subserviências, seriedade demais etc. etc.

O contrário de tudo isso são os ensinamentos do mestre Jesus Cristo e tantos outros mestres que pisaram esse planeta. A LIBERDADE.

Quanto mais liberdade uma pessoa possui, mais ela se torna autêntica, verdadeiramente forte e poderosa e menos o ego tem influência sobre a sua vida.

A espiritualidade mais profunda leva você a ficar de fora de tudo aquilo que carregue esses pontos citados pelo Daniel Goleman, porém, é preciso ter CONSCIÊNCIA para se aprofundar nessa espiritualidade, e bastante coragem também, porque quem embarca nessa acaba saindo das massas, acaba se tornando um estranho, acaba sendo chamado de “louco” pelos outros. Você está disposto a pagar o preço pela conquista da liberdade?

Num primeiro momento é sempre assim. Ao buscar a liberdade e a autenticidade, todos aqueles que conviviam com você vão se afastar, vão lhe achar uma ameaça. E você precisa aprender a lidar bem com a solidão. Você consegue?

Conseguindo superar esse primeiro passo, pouco a pouco você começará a atrair pessoas que pensam e vibram de forma parecida com você, e dentro de pouco tempo um novo círculo de amizades é criado, com pessoas mais conscientes e livres.

É assim que acontece em todos os lugares desse planeta! Foi assim que aconteceu comigo. Até já falei isso em outros textos, já fui sim um rapaz religioso, mas minha busca pelo autoconhecimento me fez descobrir que não estava em uma religião, mas em uma seita, porque pelo menos 80% desses pontos citados acontecia. Como sou bastante esperto, decidi “cair fora” pra nunca mais voltar!

Esse texto é para lhe dar um chacoalhão no bom sentido. Será que você também não está inserido em uma seita e nem percebe?

Só a título de informação. O significado de seita é partição, separação, ou seja, seita é aquilo que separa, que gera dualidades, que afasta você do seu eu maior, da sua essência divina.

Religião, religiosidade e espiritualidade são bem diferentes de seita.

Busque o autoconhecimento. Se aprofunde nessa busca e você pouco a pouco vai se conectar com o seu eu maior, com o Deus que existe dentro de você, e nessa hora, acredite! Nenhuma seita será necessária…

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Buscando uma mente pacificada

Por Isaias Costa

o-simplicidade-linda-292000-7Quero compartilhar um pequeno trecho do livro “Buda rebelde: na rota da liberdade”, de Dzogchen Ponlop Rinpoche, que nos fala sobre a mente contente e pacificada.

Buscar ter uma mente pacificada é talvez o caminho mais nobre para a felicidade e sentimento de completude.

Tenho buscado minha paz e felicidade nas pequenas coisas da vida e na simplicidade e posso comprovar o quanto me sinto feliz e em paz por ter feito essa escolha. Escrevo quase diariamente sobre isso, pois acredito que alguns poderão ler e se sentirem tocados.

Leia com bastante atenção e reflita sobre essa maravilha que é a simplicidade

*****

“Do momento que saímos da barriga da mãe e o cordão umbilical é cortado, estamos sós. Cortar o cordão é muito simbólico. Daquele momento em diante, temos que começar a aprender a sermos independentes e começamos aprendendo a respirar sozinhos.

Claro, há muitas pessoas que ao longo do caminho nos ajudam — os pais, as babás, a família e os amigos. Ainda assim, enquanto crescemos, fazemos isso sozinhos. Quando nos mandam para a escola, vamos sozinhos, ainda que centenas de outras crianças estejam lá. Temos que passar os dias sozinhos. Estamos a sós quando estudamos e a sós quando fazemos as provas. Nem mesmo nossos melhores amigos podem nos ajudar a fazê-las. Quando nos formamos, vestimos a toga a sós. Quando precisamos de um emprego, temos que buscá-lo sozinhos e, quando o encontramos, ninguém além de nós mesmos é responsável pelo trabalho. Não interessa quantas outras pessoas tenhamos em nossa vida, no fim das contas, precisamos nos erguer por nós mesmos.

Podemos não estar conscientes, mas a realidade de nossa solidão está conosco o tempo todo e a sentimos de diversas formas. Podemos vivenciá-la como uma sensação de insatisfação ou inquietação, ou podemos sentir sinais de ansiedade ou depressão. Não importa quem somos e não interessa o que estamos fazendo em um dado momento: nunca parece ser o bastante, sempre está faltando algo. Quando estamos sentados em casa e olhamos pela janela, queremos sair.

Depois que ficamos lá fora por uns cinco minutos, começamos a achar que é melhor voltar para dentro. Vagamos sem rumo da mesa de trabalho para a cozinha e então nos perguntamos por que fomos até lá — não estamos com fome ou com sede. Ligamos a televisão, mas seguimos mudando de canal. Se não temos um alguém especial, sonhamos com a felicidade que seria encontrar o parceiro ideal.

Mas quando ele está dormindo bem ali do seu lado, você não está satisfeito. É muito raro surgir um sentimento simples de contentamento. É um processo sem fim essa busca por o que quer que seja “aquilo” que, supostamente, preencherá o espaço vazio que existe em todas as nossas experiências.

Não interessam os desejos, obter os seus objetos não é a mesma coisa que o contentamento, que vem de dentro. Nunca encontraremos contentamento completo, um sentimento perfeito de paz, se a nossa mente não estiver contente e pacificada. Podemos ser muito bem-sucedidos em nossas carreiras e estar ganhando o salário ideal. Podemos ter dinheiro no banco, um cônjuge, cinco filhos, uma casa e um belo carro com uma semiautomática no porta-luvas.

Podemos ter o sonho norte-americano nas mãos… e ainda sentir que falta algo. Nesse caso, nossa mente que é pobre — não a nossa vida ou a nossa conta bancária. O contentamento não significa que somos preguiçosos ou que nos acomodamos, satisfeitos com qualquer coisa. Significa que vivemos satisfeitos e alegres. Contentes, seremos ricos ainda que tenhamos pouco na carteira. Mas, sem contentamento, sofreremos mesmo com um milhão embaixo do colchão.”

Dzogchen Ponlop Rinpoche

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A solidão e a criatividade

Por Isaias Costa

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A solidão tem uma relação muito próxima com a criatividade. Um dos homens que mais me ensinou isso foi o psiquiatra e escritor Augusto Cury. Quero compartilhar um trecho do seu livro “Os segredos do Pai-nosso”, no qual ele fala sobre essa profunda relação. Leia com bastante atenção e procure nutrir a sua criatividade através desta percepção mais aguçada da solidão…

****

Aquele que nunca atravessou turbulências na vida e não sente falta de nada vive um eterno conformismo capaz de engessar seu intelecto. De outro lado, quem passou por inúmeros problemas estressantes, mas aprendeu a canalizar sua ansiedade para expandir o mapa das suas experiências psíquicas, tornou-se um construtor de novas ideias.

A diferença entre um pensador e um espectador é que o pensador usa seu estresse para produzir o espetáculo das ideias, e o espectador usa seu conformismo para aplaudi-lo.

Por que o processo criativo tem mais chance de acontecer nas crises? Porque nos momentos de perdas, rejeições e desafios a ansiedade vital expande-se, aumentando consequentemente a percepção da solidão. Esta, por sua vez, expande a necessidade de superação através das construções intelectuais.

Muitos artistas construíram suas obras-primas quando o mundo desabava sobre eles. Muitos poetas e intelectuais produziram seus melhores textos quando desprezados e humilhados. Foram garimpeiros de ouro nos solos da sua inteligência.

Tenho necessidade de momentos de interiorização solitária. Na solidão, faço um passeio íntimo, crio caminhos, produzo novas ideias. Na solidão, penso, repenso e me reencontro. Na solidão, percebo minha pequenez, compreendo que um dia vou para um túmulo, que não sou melhor que ninguém. Na solidão, me procuro, me acho, me refaço.

Quando é que os cientistas produzem suas melhores ideias? No início ou no auge da carreira acadêmica? Seria de esperar que fosse no auge, quando são mais cultos, maduros e experientes. Mas é no início da carreira! Por quê? Porque no auge da carreira são aplaudidos e valorizados e correm o risco de se tornarem perigosamente autossuficientes.

No início da carreira são perturbados pelos desafios e pela necessidade ansiosa de desbravar o desconhecido e serem reconhecidos. Einstein era imaturo intelectual e emocionalmente quando produziu os pressupostos da teoria da relatividade. Tinha 27 anos.

A maioria das grandes descobertas da matemática ocorreu antes dos 20 anos de seus descobridores.

O reconhecimento acadêmico, os títulos, o status intelectual que os cientistas, escritores e pensadores recebem ao longo da vida podem se tornar um veneno que mata a criatividade, obstruindo a ousadia, a capacidade de introspecção, observação, dedução e indução.

Jesus fez subliminarmente referências à solidão de Deus diversas vezes, como quando disse “Na casa do Pai há inúmeras moradas”, “Eu sou a videira e vós os ramos” e em diversas parábolas, como a do filho pródigo e a do semeador. Porém, pelo menos uma vez falou abertamente sobre a solidão que abarca a psique de Deus desde tempos remotos: “Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, permanecerá só” (João 12:24). Os discípulos queriam interromper o plano de Jesus, impedindo-o de ser crucificado.

Parecia loucura e insanidade prever a própria morte e não evitá-la. Mas ele preferia morrer e sacrificar-se para resolver a solidão de Deus.

Sua morte seria uma ponte entre a humanidade e o Autor da existência. Foi a primeira vez que a dor e o caos da existência foram usados para que a vida ressurgisse. Fico imaginando a dimensão da palavra “só”. O grão de trigo precisava romper a casca do isolamento para se multiplicar.

Por que existem bilhões de galáxias com trilhões de planetas e estrelas? Bastava uma galáxia com milhões de astros. Por que existem milhões de espécies na natureza? Bastavam milhares. Por que o Autor da existência é tão abundante no processo criativo?

Talvez porque criar não seja uma opção intelectual de Deus. Criar faz parte da sua natureza, é seu destino inevitável. A sua solidão exuberante e sua serena e inextinguível ansiedade vital fazem a criatividade fluir espontaneamente da sua mente complexa.

O Pai da enigmática oração ensinada por Jesus não é amordaçado pelo cárcere da rotina. De eternidade a eternidade, viveu uma explosão criativa, no bom sentido da palavra. Tudo nele parece se renovar, rejuvenescer, reflorescer.

Um dia o processo criativo pode acabar? A solidão humana poderá ser extinta? A solidão de Deus poderá desaparecer do cerne da sua psique? Não creio. A solidão é psiquicamente incurável, sem solução definitiva. Esse é o quinto segredo. Felizmente, ela não pode ser resolvida, o que nos faz procurar inúmeros relacionamentos. Ela é retroalimentada pela consciência existencial, nos renovando num processo contínuo e inextinguível de buscas.

Penso que a solidão, tanto a humana quanto a de Deus, sempre nos fará procurar por nós mesmos e pelos outros. A criatividade nunca será extinta. Nunca seremos autossuficientes e abastados. Como já disse, viver em sociedade não é uma questão de sobrevivência física, mas psíquica.

Jamais viveremos na clausura, no drama do isolamento. A não ser que desenvolvamos uma depressão catatônica, nesse caso embotaremos nossos pensamentos e emoções.

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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Coisas que aprendi com o mestre Rubem Alves

Por Isaias Costa

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No fim desta manhã do dia 19/07/2014, partiu deste mundo, aos 80 anos, um dos maiores educadores que este país já teve, o mestre Rubem Alves. Ele teve falência múltipla dos órgãos.

Tudo que eu possa escrever a seu respeito é pouco para descrever a abrangência do conhecimento e da sabedoria deste senhor tão carismático. Vou citar apenas algumas coisas que aprendi com ele.

1) Aprendi a não ter medo da morte

Ele sempre dizia nas entrevistas esta frase:
“Faça as contas para saber quantos anos não tenho. Que “não tenho”, sim; porque o número que você vai encontrar se refere aos anos que não tenho mais, para sempre perdidos no passado. Os que ainda tenho, não sei, ninguém sabe.”

O que ele está dizendo com essa frase é que ele ama tanto a vida, que não se importa tanto com a idade, pois ela é só um número. Muito mais importante do que a idade, é o que se faz da vida antes que a morte não aconteça. Aprendi essa sabedoria com ele, juntamente com a do grande Mario Sergio Cortella, que sempre nos instiga com a pergunta: “Qual é a tua obra?”. Eu estou construindo a minha obra através destes textos, mas acima de tudo, através de uma vida pautada em princípios éticos e espirituais.

A certeza da morte dá sentido à vida

2) Aprendi a ver a riqueza de sabedoria que existe em todas as crianças

Eu sempre digo e repito que as crianças são as criaturas mais sábias da nossa sociedade, porque elas têm sonhos vívidos, têm criatividade, têm um sentimento de compaixão profundo, são curiosas, gostam de contato humano, gostam de estar perto de quem as deixam felizes etc. Com o mestre Rubem e suas inúmeras crônicas e contos infantis, aprendi a ver essa riqueza que existe nas crianças e aprendi juntamente com isso a ser mais humilde, pois só quem é humilde pode dizer e escrever que as crianças são as mais sábias, e são! Pode discordar de mim se quiser…

Aprendendo o valor da compaixão com as crianças

3) Aprendi a cultivar a solidão que faz bem

O Rubem era um amigo da solidão. Aproveitava os momentos de solidão para ouvir músicas clássicas e escrever seus textos. A maior parte das pessoas se incomodam quando estão sozinhas, eu não! E parte dessa mudança de perspectiva devo a seus ensinamentos. Se quiser ler um pouco mais sobre a solidão amiga, deixo um texto abaixo de sua autoria:

A solidão amiga

4) Aprendi que a sanidade mental é algo bastante subjetivo.

Um dos escritores favoritos do Rubem era o grande filósofo alemão Nietzsche, que por muito tempo foi considerado louco, mas hoje é visto como um gênio, um poeta, um revolucionário. Na adolescência, às vezes achava que eu era louco por gostar de Matemática, Física, e ao mesmo tempo gostar de arte, de português, de teatro, pinturas, música clássica etc. Hoje vejo que é exatamente por gostar disso que escrevo, são esses gostos que me inspiram e despertam meu lado mais humano. Aprendi com o Rubem que a ideia de loucura é relativa, talvez eu seja um louco, mas sou um louco que ama poesia, que ama literatura, que ama a arte, que ama música boa. Muitos dos meus gostos nessas áreas tem influência deste senhor. Abaixo compartilho um dos seus textos mais geniais, que fala desta saúde mental…

O que é ter saúde mental?

5) Aprendi que conhecimento e sabedoria são muito diferentes

Com ele, aprendi que uma pessoa pode ser extremamente sábia e não ter conhecimento e alguém pode ter um conhecimento vastíssimo e não ter sabedoria. Com ele eu fortaleci em mim a certeza de que jamais serei o que ele chama de “Grande Mestre”, que são as pessoas do mundo acadêmico que ficam fissuradas em suas pesquisas e não estudam ou se interessam por nada que saia desta zona de conforto de suas pesquisas. Aqueles pesquisadores que “sabem cada vez mais de cada vez menos”. Se quiser ler um pouco mais sobre isso, deixo outro texto com mais detalhes…

O grande mestre

6) Aprendi a amar jardins

Uma das suas profissões era a de jardineiro. Ele adorava plantas e lendo seus textos poéticos que falam sobre jardins, aprendi a amá-los e a querer também me tornar um jardineiro. Ainda não tenho minha casa própria, mas quando a tiver, certamente colocarei plantas, que florirão e me farão lembrar o jardineiro que me fez amar jardins.

O jardim e o jardineiro

7) Aprendi a levar a imaginação e a arte para a Física e a Matemática

Sou professor destas matérias e sempre levo algo para ler com os alunos que não seja apenas Física e Matemática. Percebo que sempre que leio o Rubem para os alunos, eles se encantam, porque suas palavras são como um néctar, são inebriantes. Com suas palavras estou fazendo muitos dos meus alunos gostarem de ler literatura começando com essa imensa referência. Já pensou? Começar a gostar de ler com o Rubem? Tenho certeza que quem começa por ele, jamais deixará de ser um leitor ávido por boas leituras…

Poderia escrever páginas e páginas sobre o que aprendi com o mestre Rubem, mas fique tranquilo. Enquanto escrever nesse blog, seu nome aparecerá inúmeras vezes.

Vá em paz mestre Rubem! Seu nome, suas palavras e sua sabedoria ficarão marcados para sempre no fundo do meu coração e no de milhares de pessoas que, assim como eu, lhe admiram…

 

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