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4 anos do blog “Para além do agora”

Por Isaias Costa

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Esse bolo está uma delícia!!

É com uma imensa alegria e gratidão que escrevo esse texto comemorando os 4 anos de existência do blog “Para além do agora”. Tanta coisa boa aconteceu ao longo desses 4 anos e venho compartilhar principalmente as que ocorreram nesse último ano.

Já falei algumas vezes nos textos que estou nesse momento fazendo um curso de formação em Psicanálise e essa, provavelmente, foi a maior mudança nesse último ano. Quem acompanha o blog deve ter percebido que os textos estão com uma vibe mais psicológica, e não é pra menos!

Tenho mergulhado fundo nas teorias psicológicas e psicanalíticas e aprendido principalmente com dois dos maiores psicanalistas da história: Sigmund Freud e Carl Jung. Vários textos foram inspirados nas suas palavras e isso me deixa muito feliz, porque prezo pela clareza e simplicidade nas mensagens, então tenho falado de teorias complexas com uma linguagem bastante acessível, que qualquer pessoa pode ler, compreender e colocar em prática na vida imediatamente.

Quero compartilhar principalmente as mensagens de duas leitoras que conversaram comigo pela fanpage e por e-mail e que sem perceberem serviram como um mega combustível para que eu continue firme e forte com esse projeto do blog.

A primeira me disse que fazia terapia há um tempo, mas que estava aprendendo e aplicando na vida os ensinamentos que passava no texto muito mais do que o que aprendia com a sua psicóloga. Nossa! Fiquei lisonjeado com esse elogio, pois consegui ter alguma noção do alcance que os textos estão tendo. Agradeço de coração a ela e fico imensamente grato por ter contribuído de alguma forma com o seu crescimento humano.

A segunda foi bem recentemente. Ela me confidenciou que em alguns anos que fazia terapia, a sua psicóloga jamais tinha lhe falado sobre conceitos e ferramentas básicas da Psicologia para a mudança de vida e cura das dores emocionais. Fiquei encantado e até mesmo um pouco surpreso com isso, mas sei que é verdade, porque, infelizmente, boa parte dos psicólogos não investigam as dores emocionais dos seus pacientes até o seu âmago mais profundo, o que dificulta a cura definitiva, entende?

Eu estou me preparando para ser terapeuta e desde já tenho esse propósito de ser uma luz que orienta os pacientes a por conta própria também descobrirem a luz que existe dentro deles para que através dessa mudança contribuam para a construção de um mundo melhor! Sempre defenderei essa causa de que as grandes mudanças começam individualmente, para só depois atingirem a coletividade.

São mensagens como essas que me enchem de entusiasmo e força para continuar a escrever e compartilhar as muitas coisas que venho aprendendo ao longo dos anos. Continuem acompanhando que virão muitos textos bacanas nesse 4º ano do blog!

Também quero fazer um agradecimento especial aos meus amigos que contribuíram escrevendo textos que foram publicados no blog em parceria comigo, o Thiago Rebouças, o Thalis Castro e o Diego Garcia, grandes amigos que o blog e a minha vida fizeram com que se aproximassem de mim agregando valor à minha vida e à de muitas pessoas através dos textos que foram publicados aqui.

Aproveito para relembrar que o blog está sempre de portas abertas para quem quiser escrever e publicar textos que tenham essa mesma vibe dos textos que escrevo, ou seja, textos voltados para a Psicologia humana, Psicanálise, Filosofia, Relacionamentos amorosos e afetivos, espiritualidade etc. O link para você saber como faz para escrever e publicar no blog é esse aqui embaixo, caso tenha interesse!

Escreva no blog “Para além do agora”

Outra novidade que me deixou muito feliz foi a republicação de alguns textos meus em sites com milhões de leitores como “O Segredo”, “Conti Outra” e “Verdade Mundial”. Ter textos publicados em sites tão incríveis fez com que as visualizações do blog disparassem como nunca vi igual! Agradeço às equipes desses sites por terem contribuído não só comigo, mas com o bem de milhares de leitores espalhando mensagens interessantes de textos meus! Muito obrigado, de coração!

Outra novidade que no meu caso, considero uma verdadeira superação pessoal, foram os áudios livres, ou no dito mais moderno, os podcasts que comecei a fazer em abril desse ano, tem sido uma aventura e tanto. Tenho falado sobre os mais diversos temas e de lá pra cá já foram quase 150 áudios gravados, dos quais dou uma ênfase à uma série de 40 áudios que gravei sobre a “Linguagem do corpo”, inspirado na Cristina Cairo, que o tempo todo cito nos meus textos.

Se você ainda não ouviu os áudios, convido a ouvir. Também tenho recebido um excelente feedback com relação a eles. E pode ter certeza que continuarei gravando diversos áudios nesse 4º ano do blog e fique à vontade para explorá-los e aprender um pouquinho a partir dessa outra ferramenta tão interessante e impactante também!

Os links do canal do Soundcloud e da série de áudios sobre a Metafísica da Saúde estão logo abaixo!

* Todos os aúdios

* Áudios Metafísica da Saúde

Enfim! Essas foram as principais novidades ao longo do 3º ano do blog e tenho certeza que muitas coisas maravilhosas virão daqui pra frente…

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Herbert Vianna: um exemplo de superação e amor

Por Isaias Costa

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Hoje, dia 04/05/2016, fico muito feliz em fazer uma pequena homenagem a um homem que eu e o Brasil inteiro admira de coração, o grande cantor e compositor Herbert Vianna.

Hoje ele completa 55 anos de idade, com um sucesso estrondoso e levando milhões de pessoas a terem mais alegria e esperança através das suas músicas e acima de tudo, do seu testemunho de vida.

Quase todos os dias lembro as suas palavras que parecem um mantra na sua vida: “nossos irmãos astrais total”.

Ele carrega no seu coração essa veia meio franciscana de chamar a todos de irmãos e admiro muito isso nele, porque sei que não é da boca pra fora. É real! Ele tem tanto amor no coração que trata a todos como seus irmãos.

Eu me emociono ao falar sobre ele porque o que ele viveu, somente alguém com um coração estratosférico poderia suportar.

Em 2001, ele sofreu um acidente terrível num ultraleve que teve como consequência a perda da sua amada esposa e seu corpo ficou paraplégico.

Suas palavras para descrever o que aprendeu sobre a vida a partir desse acidente são de arrepiar. Veja só!

“Uma coisa que serviu para mim, e que está muito clara no meu dia a dia, que, baseado nas minhas convicções espiritualistas, vejo isso [o acidente] como uma oportunidade para aprender, crescer, evoluir emocionalmente”

Link: Não tenho nenhuma lembrança do acidente

Eu que acompanho essa banda desde criancinha, consigo perceber nitidamente o amadurecimento enorme que ele teve após o acidente. Ele sempre foi um homem pacificado e carismático, mas percebo que sua sabedoria de vida se tornou muito mais aguçada depois do acidente, e essa frase dele é a prova maior disso.

Essa é uma grande lição que ele deixa para todos nós. Os sofrimentos muitos vezes fazem despertar grandes potenciais que antes estavam adormecidos dentro da gente. Guarde bem essas palavras, para que de hoje em diante você passe a ver os sofrimentos da vida com novos olhos!

Outra grande lição que ele tem para nos ensinar é sobre ter PROPÓSITO e uma RAZÃO PARA VIVER baseada nos valores mais intrínsecos e nos talentos pessoais.

Ele é genial no que se trata de MÚSICA, é um homem que “respira” música! Seu talento para compor lindas canções é algo mágico e ter essa consciência fez com que ele mantivesse esse firme propósito de continuar com a banda depois do acidente.

Em uma entrevista ele até disse isso aqui, confira!

“Eu sempre digo para os meus médicos que a ciência ainda não conseguiu sintetizar em palavras o efeito químico que a música e a convivência com os amigos pode fazer por um doente. Você esquece das perdas, das dores, das tristezas. Sem os Paralamas, provavelmente eu não estaria aqui”

Link: A música o salvou depois do acidente

Deixo mais essa profunda reflexão. O Herbert poderia muito facilmente ter desenvolvido DEPRESSÃO, pois grandes alicerces da sua vida foram quebrados: relacionamento amoroso e mobilidade.

Ter força interior para superar perdas tão avassaladoras, só mesmo tendo um imenso coração, como é o seu caso. Me faltam palavras para descrever esse sentimento que ele teve ao passar por essa experiência. Nem me atrevo, pois sei que nada consegue chegar nem perto do que ele sentiu. Mas nessa hora, palavras são desnecessárias. Muito mais tocante é o sentimento e admiração pela sua pessoa!

Enfim meus amigos! Esse é um texto no qual deixo registrado minha profunda admiração por esse ser humano que tem uma luz interior absurda! Ele é uma das minhas referências na vida e sei que também é na de muita gente.

Para concluir, compartilho uma das minhas músicas favoritas dele: “flores e espinhos”.

Vida longa ao mestre Herbert Vianna!

  • Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

 

 

 

 

 

 

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As ideias estão no chão

Por Isaias Costa

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Uma das minhas músicas preferidas da banda Titãs se chama “A melhor forma”. A sua letra é riquíssima e nesse texto vou fazer uma breve interpretação de parte dela levando a mensagem para a nossa vida. Abaixo está a letra completa com o vídeo!

A melhor forma de esquecer
É dar tempo ao tempo
A melhor forma de curar o vício
É no início

A melhor forma de escolher
É provar o gosto
A melhor forma de chorar
É cobrindo o rosto
Evitar as rugas
É não olhar no espelho
Esvaziar o revólver
É puxar o gatilho
A melhor forma de esconder as lágrimas
É na escuridão
A melhor forma de enxergar no escuro
É com as mãos

As ideias estão no chão
Você tropeça e acha a solução

Acabar com a dor
É tomar um analgésico
Matar a saudade
É não olhar pra trás
A melhor forma de manter-se jovem
É esconder a idade
A melhor forma de fugir
É a toda velocidade
As ideias estão no chão
Você tropeça e acha a solução

****************

A letra dessa música é bastante simples e sugere do começo ao fim, formas de lidar com as intempéries da vida, que são muitas!

Não vou me ater no que eles falam sobre as melhores formas para as coisas, porque sei que isso depende da visão de cada um, da maturidade adquirida, da consciência e outros fatores.

Quero me ater apenas a uma frase, essa aqui: “As ideias estão no chão, você tropeça e acha a solução.”

Essa frase é genial, porque vem falar do aprendizado através do sofrimento. Esse tropeçar tem a ver com as nossas quedas e fracassos e os aprendizados que acontecem a partir deles!

Todos nós erramos e fracassamos inúmeras vezes na vida, e esses fracassos são ótimos para nos ajudar a construir nossa identidade, nosso caráter, nossos valores e ideais de vida!

Como já disse outras vezes por aqui, os fracassos funcionam como ALAVANCAS, nos empurrando para frente, nos fazendo enxergar a vida e os acontecimentos com mais profundidade! Um dos primeiro textos do blog fala sobre isso citando grandes nomes como Albert Einstein, Thoman Edison, Michael Jordan, Walt Disney… homens que muito bem souberam utilizar seus fracassos como alavancas para irem mais longe na vida. Vale a pena conferir, o link está logo abaixo…

O fracasso como uma alavanca

A outra mensagem atrelada a essa frase é sobre as ideias estarem no chão. O compositor da música provavelmente quis dizer que a solução para todos os seus problemas está mais perto do que você imagina, está “no seu nariz” como diriam alguns, basta você ter abertura de mente e de coração para enxergar essas soluções. Basta ter olhos para ver e ouvidos para ouvir, como diria o mestre Jesus Cristo!

Eu acho bem engraçado que existem muitas pessoas que se VITIMIZAM achando que são injustiçadas, que são azaradas, que a vida é difícil, que ninguém é bom para elas, que isso, que aquilo outro…

Essas pessoas ficam nesses processos internos de AUTOSSABOTAGEM sem se darem conta que dentro delas existe um poder incrível de mudanças e crescimento, e para que esse poder seja acessado, basta SILENCIAR, basta encontrar a essência que está obscurecida por diversas camadas de medos, de condicionamentos, de crenças adquiridas na infância, de traumas etc.

Para sair desse ciclo autodestrutivo é preciso se buscar o autoconhecimento para, desta maneira, iluminar a consciência e deixar de enxergar no escuro com as mãos, mas com a consciência expandida!

Antes de concluir, quero apenas repetir algo que já disse em textos anteriores. Deus se manifesta na nossa vida de “n” maneiras, mas acima de tudo pelas pessoas! Eu sou uma pessoa e estou utilizando esse mecanismo da internet para chegar até você e atingir o seu coração se você der abertura para isso!

Ou seja, eu posso ser uma dessas ideias que estão pelo chão chamado internet para lhe ajudar a acender uma luzinha de consciência no seu quarto escuro e que você precisa tatear as paredes para poder andar!

Abra sua mente e seu coração que desta maneira você vai concluir que TUDO FALA, você só não sabia ouvir. Mas pode aprender, a chave é essa, e uma das melhores formas de virar essa chave no subconsciente é tendo HUMILDADE. Sendo humilde e se colocando como um eterno aprendiz, você vai crescer enormemente na vida e vai poder levar muita gente junto com você!

E para fechar com chave de ouro, compartilho também uma pequena parábola que já li dezenas de vezes, mas sua mensagem sempre será atual! Pense sobre isso OK?

*****************

Deus vai me salvar – Autor desconhecido

Durante uma grande enchente que houve, um homem muito religioso, porém fanático, não sai de casa de forma alguma. Quando a água chegou a seus pés, um senhor numa canoa passou e o convidou para embarcar, e a resposta foi:
– Não, obrigado. Deus vai me salvar.
Quando a água já estava na cintura, vieram dois jovens num barco oferecendo ajuda. E a resposta foi a mesma:
– Não quero. Deus vai me salvar.
Quando a água ia chegando no pescoço, passou um helicóptero resgatando as últimas pessoas, e alguém gritou para que o homem subisse na corda para salvar a vida. E mais uma vez o teimoso respondeu:
– Já disse que não quero. Deus vai me salvar.
Mas a água subiu e o homem se afogou. Chegou ao céu e foi logo reclamando com Deus:
– Puxa… eu confiava no Senhor. Por que me deixou morrer?
E Deus respondeu:
– Meu filho, mandei-lhe uma canoa, um barco e um helicóptero… O que mais você queria que eu fizesse?

 

 

 

 

 

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As dificuldades contribuem para o nosso desenvolvimento

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Eu gosto muito de conhecer a raiz das palavras e farei uma breve reflexão sobre uma que todos conhecem, mas poucos são os que atinam para seu profundo significado, a palavra DESENVOLVIMENTO.

Se você prestar atenção nesta palavra e dividi-la em duas, terá o seguinte.

DES + ENVOLVIMENTO

Ou seja, “des” significa negação, retirada, saída e envolvimento significa o comprometimento de um indivíduo com a atividade que está desempenhando.

Agora veja só o bacana! Só é possível que haja qualquer tipo de desenvolvimento quando antes acontece um envolvimento.

E o mais interessante de tudo é perceber que esse envolvimento e desenvolvimento ocorre através de CICLOS.

Esse texto tem certa semelhança com um dos artigos maiores do blog no qual falava sobre isso. Sua ideia complementa de forma incrível o que estou transmitindo aqui. Se você ainda não leu, segue o link abaixo.

Os nossos ciclos de evolução

Em outras palavras. Nós não podemos ficar parados, inertes na vida, se não quisermos parar de nos desenvolver. Eu tomo por mim, hoje me sinto um ser humano bem mais preparado, mais capacitado, mais cheio de recursos, do que há alguns anos, e isso é maravilhoso! Mostra que eu estou progredindo, que eu estou evoluindo.

Porém, isso aconteceu e continua acontecendo porque eu me envolvi em muita coisa e estou sempre me lançando novos desafios cada vez maiores. No momento me coloquei o desafio de ler os livros do senhor Sigmund Freud para entender melhor a mente humana! Nossa! Esse é um desafio e tanto! Estudar os escritos de um homem tão genial como ele não é pra qualquer um, estou gostando demais e está valendo muito a pena!

Esse é só um exemplo. Outro exemplo pessoal bastante enfático é com relação à espiritualidade. Sempre fui um ser humano sedento pela espiritualidade, por entender melhor como é a mente de Deus, de onde viemos, qual é a nossa natureza primordial etc. De tanto buscar entender isso e me aprofundar nessas questões, fui me envolvendo com pessoas, com doutrinas, com livros, com pensamentos dos mais diversos possíveis, e isso expandiu e continua expandindo a minha mente e também as minhas emoções, é claro!

Quero deixar bem claro que em tudo que faço, em todas as experiências que vivo, me coloco como um eterno aprendiz, e digo o mesmo para você que me lê agora. Saiba que, por mais que você estude, por mais que se aprofunde, que conheça muitas teorias, você é um ser humano, alguém cheio de defeitos, de falhas, de questões internas que precisam ser resolvidas e trabalhadas para que você se torne alguém melhor etc.

Ter essa consciência nos ajuda a utilizar o conhecimento como uma ferramenta para crescer na vida e se tornar mais sábio. Esse é meu desejo para cada um dos meus leitores, que cresçam junto comigo nessa consciência, somos e seremos sempre eternos aprendizes.

Assim que se dá o desenvolvimento, e as dificuldades, sofrimentos, angústias, medos, conflitos internos, tudo isso serve para que ultrapassemos esse envolvimento e possamos nos desenvolver.

Percebe como essa ideia é bonita e profunda? Busque a partir de hoje ver as dificuldades como oportunidades de envolvimento e desenvolvimento. Se envolva com elas, viva-as completamente, para em seguida, filtrar seus aprendizados e se desenvolver…

Para concluir, compartilho algumas palavras do mestre Dalai Lama que têm tudo a ver com o que foi exposto nesse texto…

“As dificuldades, nos forçam a exercer uma maior paciência e tolerância na vida diária, na verdade, faz-nos mais fortes e mais robustos. A partir da experiência diária de sofrimento vem uma maior capacidade para aceitar as dificuldades sem perder a sensação de calma interior. Claro, eu não defendo que se busque as dificuldades como um modo de vida, mas apenas gostaria de sugerir que, se relacionar com elas de forma construtiva, pode trazer maior força interior e coragem.”

Dalai Lama

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Precisamos ultrapassar nossos limites

Por Isaias Costa

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Tempos atrás escrevi um texto especial falando sobre a conhecida “lista do não aguento mais”, que se trata de uma lista absolutamente libertadora, na qual você escreve nela tudo aquilo que definitivamente, com convicção e força, você não quer mais para a sua vida.

Todos nós precisamos fazer e refazer essa lista de tempos em tempos, para que evoluamos e nos tornemos seres humanos cada vez melhores. Para os que ainda não leram, segue o link abaixo.

A lista do não aguento mais

Refletindo sobre isso e ouvindo as palavras de um comunicador iluminado e pacífico que gosto muito chamado Otávio Leal, me inspirei para escrever sobre esse tema em outra abordagem.

No programa de rádio que ouvi, ele fazia a distinção entre PASSAR e ULTRAPASSAR as experiências da vida.

=> Clique aqui para ler o texto completo

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A dor tem um aspecto didático

Por Isaias Costa

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Eu sempre fico encantado e pensativo com as sábias palavras do nosso “poeta das ruas” Eduardo Marinho. Outro dia assisti a um vídeo incrível dele, no qual ele falava sobre diversas coisas, mas fiz questão de transcrever um trecho para refletirmos juntos aqui. Vamos lá?

*****************

“Não existe um começo, existe um ponto em que você toma consciência que ele acontece. A gente está aprendendo o tempo todo. Quando você toma consciência disso, você ganha responsabilidade, que pode lhe dar mais ritmo.

Você ganha responsabilidade, ganha poder de decisão, ganha poder de escolha. Porque antes de tomar consciência você não tem poder de escolha. Você vai caindo e levantando na vida e vai aprendendo.

Quando você percebe que é um processo de aprendizagem, primeiro a dor perde o aspecto dramático e ganha aspecto didático.

Você para de fazer drama e começa a buscar que ensinamento tem o sofrimento? Por que isso está acontecendo comigo? O que eu deixei de ver que podia ter evitado? Como eu poderia ter enxergado que isso iria acontecer?

Se você pesquisar com profundidade, humildade e sinceridade dentro de você mesmo, você vai perceber onde foi que você falhou e vai ter a oportunidade de corrigir esta falha.

A vida não terminou no buraco. Você vai continuar a vida e mais na frente o que você aprendeu ali vai ser útil.”

Eduado Marinho

***************

Estas são palavras simples e profundas de um cara que aprendeu muito com as lições que a vida trouxe. Eu admiro demais o testemunho de vida do Eduardo Marinho, porque ele foi extremamente corajoso de romper de uma forma radical com as estruturas escravizantes desse sistema no qual estamos inseridos.

Assim como ele, eu também reafirmo que nada ensina mais do que a própria vida. De nada adianta se tornar um mega intelectual, colecionar títulos e mais títulos e não conseguir olhar o irmão que está sofrendo e estender a mão para ele.

Isso é o amor tão bem ensinado pelo mestre Jesus e tantos outros mestres.

Quero dar um destaque maior ao que ele fala sobre o aspecto didático do sofrimento. A maior parte das pessoas infelizmente não aprende a retirar a grande lição contida no sofrimento. Ele sempre vem para nos ajudar a evoluir e se aperfeiçoar. SEMPRE.

Porém, em vez de se questionar, a maior parte das pessoas busca o chamado “bode expiatório”, querem colocar a culpa por seus erros e falhas em alguém. Já pensou? Tem até mesmo alguns infelizes que colocam a culpa em Deus? Dizem assim: “Isso foi desígnio de Deus…”. Foi mesmo? Será que foi? Em minha opinião isso foi desígnio da ignorância, simples assim!

Espero que você me entenda bem. Não há problema nenhum em errar. Repito! Não há problema nenhum!

Os erros fazem parte da nossa vida e jornada nesse planeta. O mais importante é saber retirar as lições dos erros para não mais cometê-los de novo. Só isso! Nós precisamos retirar na nossa mente e do nosso coração aquela influência extremamente religiosa de que existem erros sem perdão, pecados mortais que levam para o inferno. Chega! Isso é manifestação clara do nosso EGO querendo controlar tudo!

Preste atenção nessas palavras. Se existe uma palavra extremamente terapêutica e transformadora é o ARREPENDIMENTO.

O arrependimento tem origem no grego e significa: mudança de direção e mudança de mente.

Ou seja, se eu, de coração aberto, com profundidade, humildade e sinceridade, como diria o meu amigo Eduardo Marinho, busco me arrepender de algo, eu mudo de mentalidade, eu evoluo, eu me torno uma pessoa melhor, entende?

E nessa hora, acaba o sentimento de CULPA. Um coração que não sente culpa é um coração livre e pacificado.

A culpa vem do EGO e do SUPEREGO principalmente, mas o coração está ligado aos nossos instintos e intuições, que são o ID, tão longamente trabalhados pelo pai da Psicanálise Sigmund Freud.

Lembre-se sempre: PROFUNDIDADE, HUMILDADE e SINCERIDADE.

Com esses três nobres sentimentos junto de você, crescendo em cada experiência vivida. Garanto a você que tudo aquilo que antes era drama se transformará em aprendizado, em escola, em crescimento, em amadurecimento, em aperfeiçoamento, em superação…

Eu acredito em você…

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A luz da consciência na superação dos medos

Por Isaias Costa

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Esse é um texto sobre um assunto especial e extremamente importante, o poder que a consciência tem sobre a nossa vida. Quanto mais conscientes nos tornamos, mais próximos da nossa essência nós passamos a estar.

É comum ouvirmos pelos ensinamentos budistas o termo “iluminação”, ou “tornar-se um Buda”. Que são elevações do nível de consciência até a esfera divina ou crística. O primeiro pensamento que nos vem quando isso é tratado é: “Eu jamais conseguirei isso…”. Entendo esse pensamento e também o tenho, mas é uma questão de exercício e prática. Buda praticou por muitos anos a meditação até se tornar um Buda. Jesus praticou por muitos anos até se iluminar, o mesmo aconteceu com todos os grandes mestres.

=> Clique aqui para ler o texto completo

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Só mais um passo

Por Isaias Costa

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Um dos grandes problemas dos seres humanos para não atingirem a excelência em algo ou o sentimento de realização e dever cumprido é desistir cedo demais. Recentemente li uma pequena estória no livro chamado “A universidade do sucesso”, de Og Mandino, falando sobre isso…

“Rafael Solano, desencorajado e fisicamente exausto, sentou-se à margem do leito seco do rio e anunciou para seus dois companheiros:

– Chega ! Não adianta nada ir mais longe.

Vocês veem essa pequena pedra? Completa as 999.999 que apanhei e até aqui nenhum diamante. Se eu apanhar mais uma completará um milhão… mas de que serve? Desisto.

Esse fato, segundo a história, ocorreu em 1942. Os três homens passaram meses garimpando diamantes em cursos de água na Venezuela. Trabalharam encurvados, apanhando pedrinhas, desejando e ansiando por um único sinal de diamantes.

Suas roupas estavam em farrapos, seus sombreiros em frangalhos, mas nunca haviam pensado seriamente em desistir até Solano dizer “Chega!” Melancolicamente, um deles respondeu:

-Apanhe mais uma e complete um milhão!

-Está bem – disse Solano e, encurvando-se enfiou a mão numa pilha de seixos e apanhou um. Era quase do tamanho de um ovo de galinha. – Aqui está, disse, o último.

Mas era pesado, pesado demais.

Olhou.
– Rapazes, é um diamante! – gritou!

Um comerciante de joias de Nova York pagou a Rafael Solano na época 200 mil dólares pelo milionésimo seixo.

Seu nome é Liberator, o maior e mais puro diamante jamais encontrado.

Esse garimpeiro talvez não precisasse de nenhuma outra recompensa, mas ele deve ter conhecido uma felicidade que foi além da questão financeira. Havia determinado seu caminho; tudo estava contra ele; perseverou e venceu. Não só realizou o que se havia proposto a fazer – o que é por si só uma recompensa – como o fez diante do fracasso e da obscuridade.”

O que essa estória quer dizer é que muitas vezes estamos muito perto da vitória e desistimos quando faltava dar apenas mais um pequeno passo. Esse texto vem nos lembrar da importância da PERSEVERANÇA e DETERMINAÇÃO. Com esses dois atributos, e se vinculados a eles também estiver o FOCO, certamente a vitória virá, mesmo que demore, mas virá.

Eu tive experiências assim várias vezes na vida, mas uma das mais importantes foi o curso de Física. Eu me desmotivei muito quando já estava prestes a conclui-lo, mas pensei: “Concluindo esse curso eu posso tentar um mestrado em uma área afim…”. Assim, decidi continuar e encontrar o diamante escondido. Conclui o curso e passei direto para o mestrado em Engenharia Mecânica. Essa foi uma decisão que mudou radicalmente a minha vida. Foi nesse período em que estava no mestrado que despertei o meu lado escritor e tenho certeza que, se não tivesse trilhado esse caminho, minha vida hoje seria totalmente diferente. Talvez estivesse cheio de frustrações e lamentações. Esse caminho que trilhei está melhor explicado no meu e-book gratuito. Se você ainda não o baixou para ler, o link está logo abaixo.

E-book: Descobrindo um novo sentido no viver

Você já desistiu de alguma coisa quando já estava prestes a consegui-la? Se já, espero que estas palavras tenham lhe levado a refletir e lhe dado mais motivação para seguir em frente, mesmo que sinta tristeza, desânimo, vontade de desistir etc. Acredite! Ter esses sentimentos é normal. Já passei muito por eles e continuo passando, mas quando colocamos um propósito maior na nossa mente e no nosso coração, conseguimos essa força e energia extra. Conseguimos percorrer aquela famosa “milha extra”. Todos nós podemos. Basta querer e acreditar!

Para que você continue refletindo sobre isso, compartilho um texto do blog inspirado no clássico filme “Homens de honra”, que é brilhante ao nos ensinar a importância da persistência, da autoconfiança, da garra e da determinação. Se você ainda não leu, o link está logo abaixo… Muito sucesso nos seus caminhos!

Homens de honra

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O que essa situação tem a me ensinar?

Por Isaias Costa

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A nossa vida é um constante aprendizado. Todos os dias, o tempo todo, temos muitas oportunidades de aprender, de crescer, de evoluir, de nos tornarmos seres humanos melhores. Basta que estejamos atentos e disponíveis à vida.

Eu fico impressionado com o quanto existem pessoas que tentam fugir das situações dolorosas e tristes. Pessoas que vivem entorpecidas em busca de prazeres sem fim, tentando se esconder de si mesmas.

Isso é muito perigoso. Provavelmente você já leu ou ouviu alguém dizer que na vida tudo é cíclico, tudo tem altos e baixos, que não pode haver apenas alegrias nem apenas tristezas. Porém, algumas pessoas, por mais que escutam isso, não acolhem a mensagem em seus coração. Sim! Esta é a palavra, ACOLHER, ela tem grande semelhança com a ACEITAÇÃO.

=> Clique aqui para ler o texto completo

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O homem sem sorte

Por Isaias Costa
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É com alegria que compartilho com você uma história muito interessante e instigante que escutei em uma palestra do Roberto Carlos, não o cantor, nem o jogador de futebol, mas o palestrante motivacional mineiro que é considerado um dos melhores contadores de história do Brasil.
Aproveito para deixar como excelente sugestão de leitura a palestra completa na qual ele conta essa história, além do vídeo completo. Com certeza você aprenderá muito e dará boas risadas.
A história de vida e superação do Roberto Carlos é muito bonita e emocionante. Certamente ela lhe trará inspiração e fará você agradecer ainda mais a vida tão repleta de sorte que você tem.
Boa leitura!
**********

Era uma vez um homem que se achava tão sem sorte, mas tão sem sorte, que ele vivia

reclamando com Deus. “Ô, Todo Poderoso, onipotente, onipresente, criador de todas as coisas, o senhor deu sorte para todo mundo na vida, todo mundo tem um carro legal, tem uma casa, tem uma namorada, eu não tenho nada, que injustiça foi essa que o senhor fez comigo, deu sorte para os outros e não deu para mim?”

E ele vivia reclamando a espera de resposta mas não vinha resposta nenhuma. Um dia, então, cansado de brigar com Deus ele extrapolou. Falou: “Deus, o senhor não vai me responder não, não é? Pois eu vou descobrir onde que o senhor mora. Eu vou atrás do senhor eu vou ter um tete a tete”. E ele pensou:”Aonde que Deus mora?

Ah, já sei. Deus deve morar é lá no fim do mundo. Mas espera aí. Como é que eu faço para chegar no fim do mundo? É muito fácil. O fim do mundo deve ser o local onde terminam todas as estradas e todos os caminhos do mundo. Então, se um dia eu insistir e seguir uma estrada até no final, e lá for o final de outras estradas, lá é o fim do mundo. Lá eu vou encontrar com Deus, o Criador, e vou saber com ele qual o motivo da minha falta de sorte.

Então, pela primeira vez na vida, aquele homem sem sorte resolveu arriscar. Ele colocou o “pezinho” para fora da casa dele, olhou o tempo, não ia chover, não ia fazer o sol quente, era um tempo ideal para começar a caminhar e, quando ele começou, ele não parou mais. Porque, segundo o pigmeu, gente, que me contou essa história, aquele homem sem sorte caminhou, caminhou, caminhou, caminhou um dia, caminhou uma semana, caminhou um ano, um ano e um dia. No final de um ano e um dia, quando ele estava caminhando, ele pisou numa coisa macia e escutou. “Ai”. E quando ele olhou para o chão ele viu um lobo, pelo menos, aquilo que parecia um lobo. Olha, gente, era um lobo tão magro, mas tão magro que só tinha pele e osso. E o lobo, muito fraquinho, falou assim: “Moço, moço, será que você não poderia me ajudar”. “Não posso não, seu lobo.

Eu sou muito azarado. Tudo que eu faço dá errado na vida. Eu sou tão azarado que eu estou indo procurar Deus, o criador, lá no fim do mundo para saber com ele qual o motivo da minha falta de sorte”. Quando o rapaz contou aquela história, o lobo falou assim: “Espera aí. O senhor diz que vai encontrar com Deus, o Criador?

Ah, moço, então, faz um favor para mim. Deixa eu contar o meu problema. É que, de uma hora para outra, eu caí aqui no chão prostrado, numa fraqueza tão grande, que eu não consigo mais me levantar. Tudo que eu faço para me levantar dá errado e eu caio novamente. Já que vai encontrar com Deus, pergunta para ele qual o motivo da minha fraqueza. O senhor pergunta?” O rapaz falou assim: “Tudo bem, seu lobo. Eu posso até perguntar. Só que quando eu encontrar com Deus, eu acho que eu vou ter tanta sorte na vida, mais tanta sorte, que eu acho que eu não vou voltar por esse caminho não. Eu vou voltar pelo caminho onde as pessoas sortudas, bem aventuradas, abonadas, das pessoas felizes. Mas se eu passar por esse caminho, eu dou a resposta para o senhor. Tchau e boa sorte. ”

E ele deu tchau para aquele lobo e novamente se pôs a caminhar. E ele, então, caminhou, caminhou, caminhou um dia, caminhou uma semana, caminhou um mês, caminhou um ano, um ano e um dia. No final de um ano e um dia, quando ele estava caminhando, ele tropeçou de árvore e ia xingar um palavrão, mas, quando observou, a raiz estava dando uma árvore que estava perdendo todas as folhas e a árvore falou assim: “Moço, moço, será que você não poderia me ajudar?” “Não posso não, dona árvore. Eu sou muito azarado, tudo que eu faço dá errado na vida. Olha, eu sou tão azarado que eu estou indo procurar Deus, o Criador, lá no fim do mundo, para saber com ele qual o motivo da minha falta de sorte”. Quando o rapaz contou aquela história, a árvore falou assim: “Espera aí. O senhor disse que vai encontrar com Deus, o Criador? Ah, moço, então, faz

um favor para mim. Deixa eu contar qual o meu problema.

É que, de uma hora para outra, eu comecei a sentir um calor aqui no meio das minhas raízes e este calor está subindo pelo meu tronco afora e está me fazendo perder todas as folhas. Já que o senhor vai encontrar com Deus, pergunta para ele qual o motivo do calor que eu estou sentindo aqui, que está me matando aos poucos. O senhor pergunta?” Falou: “Tudo bem, dona árvore. Eu posso até perguntar. Só que quando eu encontrar com Deus, eu acho que eu vou ter tanta sorte na vida mas tanta sorte, que eu acho que eu não vou voltar por esse caminho não. Eu vou voltar pelo caminho

das pessoas sortudas, bem aventuradas, abonadas, das pessoas felizes. Mas, se eu passar por esse caminho, eu dou a resposta para a senhora. Tchau e boa sorte”. E ele deu tchau para aquela árvore e novamente se pôs a caminhar.

Ele, então, caminhou, caminhou, caminhou um dia, caminhou uma semana, caminhou um mês, caminhou um ano, um ano e um dia. No final de um ano e um dia, quando ele estava caminhando, ele passou por um jardim gramado, florido, viu aquela profusão de flores, uma quantidade de flores e viu também, gente, uma casinha branquinha pequenininha. Sabe aqueles quadros pequenininhos que você vê numa casinha, um chalezinho, ele viu aquela casa. Ao se aproximar daquela casa, ele viu uma moça, uma jovem varrendo o quintal. Quando ele olhou para aquela moça, ele parou meio congelado. Olha, ele nunca tinha visto uma moça tão bonita como aquela. E a moça quando percebeu o rapaz, parou assim meio sem graça, porque ela nunca tinha visto um rapaz tão simpático como aquele. E ela, então, por educação convidou o rapaz para entrar na sua casa.

O rapaz foi entrando e ela rapidamente fez um suco para ele. Ele foi tomando o suco e pensando: “Hum, mas que suco gostoso. De que será feito? Eu vou tomar coragem e perguntar para essa moça”. Quando o rapaz ia abrir a boca para perguntar de que era feito o suco, a moça, gente, que estava de costas, começou a responder antes dele perguntar. “O suco é feito desse jeito, desse jeito, desse jeito”. Ele falou: “Gente, mas que moça mais interessante. Ela responde antes da gente perguntar. Significa que é uma pessoa muito atenta e atenciosa.

Olha, podia bem namorar com ela mas… “Ah, moça, eu sinto muito porque eu estou com um pouco depressa, é que eu sou muito azarado, sabe? Eu estou indo procurar Deus, o Criador (… )” E contou aquela mesma história de todo dia. Quando ele terminou, a moça falou assim: “Espera aí, o senhor disse que vai encontrar com Deus, o Criador? Ah, moço, então, faz um favor para mim. Deixa eu contar qual é o meu problema.

É que eu moro aqui nessa casinha e, como o senhor pode ver, é uma casinha simples, pequenininha, mas, de vez em quando, vai me dando um vazio no peito, uma tristeza tão grande, uma vontade de chorar e aí eu fico aqui dentro lavando, passando, cozinhando e chorando sozinha, dentro de casa. Já que vai encontrar com Deus, pergunta, por favor, qual o motivo do vazio que eu sinto no peito, que me faz chorar. O senhor pergunta?”

Ele falou: “Tudo bem, moça. Eu posso até perguntar. Só que quando eu encontrar com Deus, eu acho que eu vou ter tanta sorte na vida, mas tanta sorte que eu acho que eu não vou voltar por esse caminho não. Eu vou voltar pelo caminho das pessoas…

Mas se eu passar por esse caminho, é claro que eu te dou a resposta. E ele deu tchau para aquela moça e novamente se pôs a caminhar, gente.

Ele, então, é claro, caminhou, caminhou, caminhou, caminhou um dia, caminhou uma semana, caminhou um mês, caminhou um ano, um ano e um dia, até que ele chegou, gente, no local onde terminavam todas as estradas e todos os caminhos do mundo.

E, segundo a história que eu estou contando, o local onde terminou todas as estradas e todos os caminhos é o fim do mundo; o lugar onde, segundo o pigmeu, morava Deus, o Criador. O rapaz foi chegando ao fim do mundo, querendo se ajoelhar para fazer uma prece, quando ouviu aquela voz. “O que queres meu filho”.

Opa, me chamou de meu filho, só pode ser meu pai, não é? Eu vou logo pedir para não perder tempo porque Deus deve ser muito ocupado, não é?”

Ele falou: “Ô, Todo Poderoso, desculpe incomodar o senhor, mas o senhor, quando me fez, esqueceu da minha sorte. O senhor deu sorte para todo mundo na vida, todo mundo tem uma casa legal, tem um carro, uma namorada, tem alguma coisa, eu não tenho nada, que injustiça foi essa que o senhor fez comigo? Deu sorte para os outros e não deu para mim?” Aí veio a resposta: “Você acha

mesmo, meu filho, que eu dou sorte para alguém? Lamente informar que eu não dou sorte para ninguém. O que eu dou são oportunidades e a pessoa transforma as oportunidades da vida dela em boa sorte ou má sorte.

Olha, volte pelo seu caminho e perceba quantas oportunidades você teve até hoje na sua vida e não aproveitou para transformá las em boa sorte ou má sorte”. Falou: “Ah, é. Se eu voltar eu vou encontrar uma oportunidade, uma boa sorte, má sorte. Gente, mais que bobagem. Eu perdi anos da minha vida vindo descobrir isso.

Eu estou voltando é agora. Tchau para o senhor e fique com Deus. Quer dizer, fique com o senhor mesmo, hein, tchau!” O rapaz já ia saindo do fim do mundo, quando Deus chamou: “Rapaz, rapaz, com tanta vontade, mas tão desatento ainda, hein? “Não está esquecendo de me perguntar mais nada não?” “Não, Todo Poderoso, não tenho. Ah, é mesmo, que bom que o senhor lembrou. Eu tenho três perguntas para fazer o senhor, mas é coisa sem importância. É sobre um lobo, uma árvore e uma moça”. O rapaz, então, perguntou. Deus respondeu e ele se pôs no caminho de volta.

E ele estava agora com tanta pressa, gente, mas tanta pressa para encontrar com a sorte dele, que ele caminhou, caminhou, caminhou, caminhou um ano e um dia, caminhou um ano, um mês, uma semana, um dia.

No final daquele dia, à tardinha, ele passou correndo por um jardim gramado, florido, viu uma casinha pequenininha, branquinha e uma moça muito bonita, mas triste, chorando na janela, mas ele estava com tanta pressa, mas tanta pressa para encontrar com a sorte dele, que ele nem quis parar, só parou quando a moça chamou: “Moço, moço, está lembrado de mim?” “É a moça que me fez o suco. Oi, moça, tudo bem? Eu estou com um pouco depressa”. “Só um minutinho, o senhor encontrou com Deus, o Criador?” “Moça, eu encontrei.

Ele falou que minha sorte está no caminho. Eu estou voltando para encontrar com ela”. A moça falou: “Que bom. Moço, você lembrou de perguntar aquilo que eu pedi sobre o vazio que eu sinto no peito, a tristeza que me faz chorar?” “Ah, moça, eu perguntei. E Deus falou que o seu problema é solidão. A senhora fica aí chorando porque não tem ninguém para conversar, ninguém para namorar, ninguém para divertir, ninguém consegue ser feliz sozinho não. Deus deu uma dica para a senhora. Mandou a senhora ficar muito atenta porque segundo ele um dia vai passar um rapaz por aqui. A senhora, então, convida esse rapaz para entrar, quando o rapaz entrar, a senhora faz um suco para ele e ele vai tomar o suco e vai gostar. Antes dele abrir a boca para perguntar de que é feito o suco, a senhora explica para ele porque ele vai apaixonar pela senhora, vai pedir a senhora para namorar, o namoro vai dar em casamento e, segundo Deus vocês, vão ter dois filhos lindos ma

ravilhosos e saudáveis e que o seu lar vai ser o lar mais rico da face da terra”.

A moça: “Nossa, moço, mas que notícia mais agradável. Você não quer entrar e tomar um suco aqui, então, não? “Não posso não, moça, eu estou com pressa. Eu vou encontrar com a minha sorte. Não tenho tempo não. Imagine tomar um suco uma hora dessa, não é? Não tenho tempo não. Mas quando passar o tal rapaz que Deus falou, a senhora convida para entrar, hein? Tchau para a senhora e boa sorte, hein?” E ele deu tchau para aquela moça e novamente se pôs a caminhar.

E ele, então, caminhou, caminhou, caminhou, caminhou um ano e um dia, caminhou um ano, um mês, uma semana, um dia. No final daquele dia, à tardinha, ele tropeçou numa raiz de árvore e, quando olhou, a árvore estava perdendo a última folha. E a árvore falou assim: “Moço, que bom que o senhor voltou. O senhor encontrou com Deus, o Criador?” “Ah, dona árvore, encontrei. Ele falou que a minha sorte está no caminho. Eu estou voltando para encontrar com ela”. A árvore falou: “Que bom. Moço, o senhor lembrou de perguntar sobre aquilo que eu pedi, sobre o calor que eu sinto aqui nas minhas raízes, que está subindo pelo meu tronco e que está me matando aos poucos?” Ah, dona árvore. Eu perguntei. O seu problema é de fácil solução.

Segundo Deus o seu problema é o seguinte: Quando a senhora era uma árvore pequenininha, desse tamanhozinho, veio um homem e enterrou uma caixa de ouro, diamante, de jóias, pedras preciosas, no meio das suas raízes, é, e agora a senhora está crescendo e a caixa de ouro está sufocando as suas raízes. Para a senhora ficar boa, é só desenterrar a caixa de ouro, que a senhora fica frondosa e verdinha que nem antes”. A árvore falou: “Gente, então, tem uma caixa com tesouros que está me sufocando? Ah, mas que bobagem… Ô, moço, vem cá, faz um favor para mim, desenterra essa caixa com tesouro, olha, pode até ficar com o tesouro para o senhor porque eu sou uma árvore, árvore não precisa de tesouros”. O rapaz, falou: “Não tenho tempo não, dona árvore. Eu vou encontrar com a minha sorte. Agora, quer que eu desenterre o ouro? Ah, pelo amor de Deus! Não, tenho coisas para fazer. Quando passar alguém, mande desenterrar porque eu estou com muita pressa, não é? Tchau

para a senhora e boa sorte”. E ele deu tchau para aquela árvore e novamente se pôs a caminhar.

Ele, então, caminhou, caminhou, caminhou, caminhou um ano e um dia, caminhou um ano, um mês, uma semana, um dia. No final daquele dia, à tardinha, ele pisou numa coisa macia e escutou. “Ai”. E, quando olhou para o chão, ele viu o lobo. Pelo menos aquilo que sobrava do lobo, não é gente? Olha, o lobo já estava tão magro, gente, mas tão magro que nem osso tinha mais. Era um tapete de pele estendido no chão, aquele olho branco soltando do globo ocular, os dentes caindo da boca. Mesmo assim, num esforço sobre-humano, ou “sobrelobal”, ou “sobrecanino”, sei lá qual esforço que o lobo faz, o lobo conseguiu levantar a cabeça e falar assim: “Moço, ô moço, o senhor encontrou com Deus, o Criador?” “Ah, seu lobo, encontrei. E ele falou que a minha sorte está no caminho. Eu estou voltando para encontrar com ela”.

O lobo falou: “Que bom. Moço, o senhor lembrou de perguntar aquilo que eu pedi sobre a minha fraqueza? Por que é que eu não consigo mais me levantar?” Ele falou: “Ah, seu lobo, perguntei. E, de todas as perguntas que eu fiz para Deus, a do senhor é a mais chata de responder, mas eu vou falar com o senhor. Deus falou que o senhor está fraco desse jeito é de fome”. “É? Fome?!” “Tem muito tempo que o senhor não come nada. E a única forma do senhor sobreviver é o senhor comer alguma coisa ou alguém que passar por aqui. Mas, sinceramente, fraco do jeito que o senhor está o senhor não vai conseguir caçar nada. A não ser que a caça venha aqui e entre na sua boca. Mas, pelo

visto o senhor vai é morrer”. O lobo falou: “Deus falou que se eu não comer nada e nem ninguém eu vou morrer?” “É isso mesmo.

Se o lobo não comer nada e nem ninguém, ele vai morrer. Palavras do Senhor. O lobo,

então, desolado, gente, olhou para um lado, olhou para o outro, olhou para o rapaz. “Falou, moço, já que eu vou morrer mesmo e o senhor é a última pessoa que eu vejo em vida, o senhor não poderia, então, me dar um abraço de despedida?” O rapaz: “Não tenho tempo não, seu lobo. Eu vou encontrar com a minha sorte.

A minha sorte, ela é muito mais importante”. Só que o lobo insistiu: “Espera aí, moço, não vai embora. O que custa, um abraço só?” O rapaz: “Não, não tenho tempo”. Mas o lobo foi perseverante. Gente, o lobo insistiu tanto que convenceu o rapaz. O rapaz: “Ih, mas que lobo chato, eu vou dar um abraço nesse lobo e depois vou encontrar com a minha sorte”. O rapaz se virou, abriu os braços e foi caminhando em direção ao lobo. E a medida que ele se aproximava, gente, o lobo ainda olhava para ele e falava assim: “Mais perto, moço”.

Um pouquinho mais perto”. Coitadinho. Olha a cara de alegria do lobo, gente! Quando o rapaz estava ajoelhado, com os braços abertos, de frente para o lobo, ele percebeu uma coisa, aliás, a única coisa que ele percebeu durante toda a vida dele, ele percebeu, gente, que, à medida em que ele se aproximava do lobo, os olhos do lobo iam sendo tomados de um brilho estranho, intenso, como se aquela fosse uma oportunidade.

E quando…

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Link com o texto da palestra completa [aqui].

Palestra “Pedagogia do amor”

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