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Vantagens de ser introvertido

Por Simone Oliveira

introversão

Há algum tempo tenho me sentido em paz procurando levar pra longe da minha mente qualquer pensamento negativo ou inoportuno. É um pouco complicado, porém, com a prática tenho criado esse hábito, lógico, sempre pedindo a Deus que me ajude.

Desde sempre sou introvertida. Mas não num grau baixo, e sim monstruosamente introvertida ao ponto de deixar de conversar com terceiros para ficar com meus pensamentos e reflexões interiores e não me sentir sozinha nunca. Por causa disso, sempre fui tida como aquela garota quieta, que não conversa com ninguém, de poucos amigos e frequentemente distraída. Fazer o quê! A cabeça está a mil, não sobra tempo para ver o que está do lado de fora!

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Autoestima, propósito e amor

Por Simone Oliveira

Há alguns dias não sinto vontade de escrever. Aliás, a consciência pesa, eu sei que preciso, mas simplesmente não consigo. Abro o arquivo, olho a folha em branco e nada vem à mente. Mesmo assim sinto que tenho a responsabilidade de escrever algo a alguém.

Cheguei à conclusão de que durante esse período em que estive produzindo textos pro blog amadureci, algumas fichas caíram dentro da minha cabeça e consegui me livrar de diversas questões que atrapalhavam a minha caminhada, tornando-a mais pesada do que deveria ser. Conversei com pessoas próximas a mim, tive coragem de expor opiniões que até então não tinha dito e que me amargavam por dentro e não me senti julgada pela primeira vez. Adquiri apoio e confiança de quem importava e isso me tranquilizou. Com as dificuldades resolvidas, me tornei mais calma e feliz, vivendo um dia de cada vez, não me cobrando além do necessário e fortalecendo a minha autoestima; pensando de formas que nunca havia pensado, lido muito melhor com os outros e passo confiança nas minhas atitudes. Sabendo me posicionar, adquiro mais respeito.

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Escutar para compreender, não para responder

Por Isaias Costa

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Esses dias estava assistindo a uma palestra maravilhosa com a Couch Carolina Nalon e que me inspirou a escrever esse pequeno texto que você lê agora.

Ela falava sobre o tema de suas pesquisas e estudos que é a Comunicação Não Violenta (CNV) e o quanto ela é vital no mundo de hoje.

Essa comunicação não violenta está baseada em vários princípios, mas a Carolina enfatiza bastante dois, que são a EMPATIA e a COMPAIXÃO.

Quando eu alio os dois na hora de conversar com as pessoas, eu naturalmente gerarei uma conexão interessante e que poderá até mesmo levar a pessoa a se curar de pelo menos parte das suas dores emocionais.

Quando eu me comunico dessa maneira, eu sei que a outra pessoa sofre e que tudo o que ela deseja é superar esse sofrimento. Então o que eu puder fazer para ajudar nesse sentido eu o farei.

Essa é uma capacidade inata de todo ser humano, mas parece que estamos engavetando essa capacidade incrível de nos conectarmos de uma forma bonita com as outras pessoas.

Ela faz um alerta nesse vídeo e que eu reforço aqui, a população está crescendo absurdamente e no final do século XXI existem previsões de que a população já tenha ultrapassado os 10 bilhões de habitantes. Você tem ideia da complexidade que é viver num planeta com mais de 10 bilhões de habitantes? Cada um com uma consciência diferente?

Nessa hora eu replico o que muitos terapeutas atuais dizem constantemente: cada um de nós precisa se tornar um pouco terapeuta.

Porque se não for desse jeito, viveremos praticamente num campo de guerra, prontos para nos atacarmos a toda hora! É isso que você quer? Se você está lendo esse texto já é uma prova de que NÃO QUER.

Essa frase dita pela Carolina é muito impactante e verdadeira: “Precisamos aprender a escutar para compreender, não para responder”.

Nós temos um verdadeiro vício de simplesmente ouvir de uma forma mecânica, sem de fato escutar o outro. Ouvir é simplesmente o ato de decodificar aquilo que a outra pessoa está falando, são as vibrações que acontecem nos ossículos do ouvido médio e captação de sons no ouvido interno até levar ao nervo auditivo.

Isso não tem nada a ver com escutar, que requer COMPREENSÃO das palavras do outro! Requer um esforço para se conectar a ele de alguma maneira. Infelizmente, devido ao mundo corrido e adoecido no qual estamos inseridos, a maioria das pessoas está presa no seu mundinho e não deseja ter essas conexões mais empáticas e verdadeiras!

Esse vídeo e esse pequeno texto são alertas para que você procure de fato começar a olhar para si mesmo com esse desejo de melhorar a comunicação, porque como já falei antes, isso é algo vital e nesse mundo contemporâneo, é algo cada vez mais importante.

Deixo você agora com as reflexões super profundas e importantes da querida Carolina Nalon. Garanto que valerá a pena cada um desses 18 minutos que ela fala sobre essa comunicação não violenta…

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Eu quero me curar de mim

Por Isaias Costa

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É com grande alegria que inicio o ano de 2017 trazendo uma reflexão que considero extremamente importante, a HUMILDADE.

Sei que você que está me lendo agora tem o desejo de se tornar uma pessoa melhor e isso passa de imediato pelo exercício da humildade.

Muitas vezes o nosso ego quer nos pregar peças nos dizendo internamente que somos muito bons, que somos muito virtuosos, que somos melhores do que os outros etc. etc.

Nessa hora a gente precisa baixar a nossa bola e reconhecermos o quanto erramos, o quanto falhamos e quanto ainda temos que aprender e melhorar a cada dia.

O que me inspirou a escrever esse texto foi um vídeo magnífico que assisti na passagem do ano. Um breve vídeo que traz o depoimento de vida da querida Flaira Ferro, cantora e dançarina de Pernambuco.

Compartilho abaixo o vídeo para que você assista e também a transcrição da parte que achei mais impactante e profunda nas suas palavras.

“Isso foi muito arrebatador pra mim porque eu vi que através da arte eu estava acessando as pessoas num lugar um pouco mais profundo do que já tinha vivido até então.

E isso passou a fazer muito mais sentido pra mim enquanto artista. A motivação agora não era mais ser aplaudida, nem o deslumbramento e a ilusão que o palco traz, mas sim a conexão de fato com a minha verdade, que automaticamente vai ressoando com a verdade das outras pessoas que buscam uma escuta verdadeira.

E nesse processo, o que ainda é muito novo pra mim, ei tirei algumas conclusões e uma delas é a de que eu encontrei na minha fragilidade a minha força, descobri que a tristeza e as dores, elas podem ser otimizadas, porque elas são verdadeiros antídotos para a hipocrisia. Descobri que querer mudar é viver constantemente num exercício de humildade porque a gente vive num mundo que se estimula a competição, o individualismo, a vaidade.

Então querer mudar é ir contra isso diariamente e contra as nossas próprias sombras.

E percebi que ter consciência das nossas sombras é ter liberdade de escolha para conduzir os pensamentos, para conduzir as relações ao nosso redor.

Hoje, para mim, faz muito mais sentido, pensar numa arte que tenha um caminho altruísta, inclusivo e que é a ideia daquela frase: “sozinho a gente vai mais rápido, em grupo a gente vai mais longe.”

E é esse longe que hoje me interessa enquanto artista e acredito que através da arte a gente pode sim convidar mais pessoas a repensarem como que tem conduzido as suas escolhas até aqui. Pra gente se despir, de fato, de todas as máscaras que a vida vai colocando e que a gente vai absorvendo. E se conectar, de fato, com o que a gente é de verdade.

Eu quero me curar de mim…

Flaira Ferro

*******************

São palavras lindíssimas e muito verdadeiras. O título dessa música que ela cantou é a mais pura verdade: EU QUERO ME CURAR DE MIM.

Perceba o QUERO! É preciso antes de tudo querer mudar, querer ser melhor, e querer implica estar motivado a se curar. Não existe o “gostaria”, existe o “quero”, que leva para o “vou”.

Quanto mais o tempo passa e eu vou amadurecendo, mais fica evidente na minha vida que não são as palavras em si que podem contribuir para ajudar na mudança das outras pessoas, mas a nossa verdade contida por trás delas.

Eu tenho procurado cada vez mais ser transparente na minha vida, e aqui com os textos não é diferente. Procuro me desnudar e falar sobre os meus medos, minhas fragilidades, minhas falhas, meus defeitos e o quanto estou disposto a trabalhar em cada um deles para ser uma pessoa melhor.

É uma alegria para mim ver que cada vez mais pessoas se sentem tocadas pelo que escrevo, e sinto que isso se dá exatamente porque não visto máscaras, não incorporo um personagem. NÃO. Em sou um ser humano igual a todo e qualquer ser humano, que cai, que erra, que se machuca, mas que está sempre disposto a levantar de novo e de novo!

Que essa reflexão brilhante da Flaira Ferro lhe ajude a se curar de você mesmo, daquilo que são sombras e que precisam ser iluminadas pela luz da consciência.

Comece o ano de 2017 com esse desejo de ser uma pessoa um pouquinho melhor a cada dia e se determine por caminhar nesse sentido. Garanto a você que com determinação, com esse QUERER MUDAR, você se tornará de fato, uma pessoa melhor a cada dia, com humildade no ser, com amor no coração e com o desejo de ser altruísta e inclusivo, como tão bem nos coloca a querida Flaira!

Compartilho também um breve áudio que gravei inspirado nessa linda música dela, que é riquíssima de ensinamentos sobre a vida e sobre querer ser uma pessoa melhor…

 

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Os 3 A’s que podem revolucionar a sua vida

Por Isaias Costa

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Esses dias assisti a uma palestra incrível do TED, com o palestrante Neil Pasricha, no qual ele falava sobre os 3 A’s presentes na palavra AWESOME, que significa “incrível”, “maravilhoso”.

Esses três A’s são:

  • Atitude;
  • Autoconsciência;
  • Autenticidade.

Suas palavras só fizeram reforçar em mim o que já acredito e tenho procurado ser.

Provavelmente você já deve ter lido algum texto no qual falo que precisamos ser autênticos, pois a plenitude na vida só surge quando somos autênticos, quando somos nós mesmos, quando arrancamos todas as nossas máscaras.

Acredite! Vale muito a pena arrancar as nossas máscaras e vivermos com essa autoconsciência.

Se você prestar atenção, não há como separar esses 3 A’s, pois eles estão interligados como uma teia. Se você busca a autenticidade é porque já se conhece o suficiente para ter essa autoconsciência e assim, ter as atitudes condizentes com a sua essência mais profunda.

Mas nunca esqueça, a chave de toda essa mudança sempre é o AUTOCONHECIMENTO.

Gostei do relato do Neil ao dizer que a sua mudança começou quando ele estava se sentindo perdido e deprimido, sem esperanças na vida.

A ideia de fazer um blog com 1000 coisas incríveis deu a ele uma nova perspectiva na vida e a esperança que tanto precisava para se reerguer.

Ao relatar as pequenas coisas do dia a dia que são de fato incríveis, ele naturalmente fez crescer no seu coração a GRATIDÃO, que como já disse em outros textos, é a principal chave da PROSPERIDADE na vida em todos os seus setores.

Após ele elevar sua consciência e seus motivos para viver, só vieram mais e mais alegrias e um grande sucesso.

Enfim! Sua história é muito inspiradora e recomendo demais que você reserve 17 minutos para aprender com ele que os pequenos passos que a gente dá no dia a dia são fundamentais para gerar nossas maiores mudanças…

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A simplicidade como caminho

Por Isaias Costa

Eu assisti a um vídeo muito bonito do TEDx com o monge do Zen Budismo chamado Jorge Mello e gostei demais de todas as suas colocações, principalmente porque praticamente tudo o que ele disse no vídeo, já estou colocando em prática na minha própria vida.

O título da palestra é “A simplicidade como caminho”, e o vídeo está logo abaixo, do qual farei uma breve reflexão.

Ele fala em um trecho sobre algo muito importante e colocado de lado, principalmente pelas grandes mídias, o sentido da vida. No mundo, cerca de 1 bilhão de pessoas tem fome de pão, porém, mais de 2 bilhões tem fome de sentido de vida, e destes 2 bilhões, grande parte é da classe média ou das classes mais altas.

Por que isso acontece? Já se perguntou? Isso acontece por causa do estilo de vida que o sistema capitalista desumano nos impôs. É implantado no mais profundo das nossas mentes que precisamos correr, produzir, fazer mais e mais coisas, ter mais e mais coisas, coisas, sempre coisas.

Nunca se fala sobre o nosso espírito, sobre nossos relacionamentos interpessoais, sobre o cuidado com a natureza, sobre o cuidado com a nossa saúde.

Não é à toa que a negligência de todos esses pontos importantíssimos tem levado as pessoas a adoecerem, a ficarem depressivas, a terem infartos, problemas de pressão alta, a romperem com seus casamentos etc.

É muito desequilíbrio! Porém, o caminho para reduzir esse desequilíbrio é tão simples quanto esse texto, mas é preciso uma verdadeira determinação para isso. O caminho é a mudança do nosso estilo de vida.

Não tenho dúvidas que para ter uma vida mais serena, a simplicidade é o caminho.

Achei muito interessante o que ele fala sobre a saúde. Quando buscamos a simplicidade, naturalmente a nossa saúde melhora em todos os sentidos, inclusive até mesmo na ingestão de alimentos.

Muitas pessas se tornam obesas por causa da enorme ansiedade do dia a dia. São pessoas que trabalham tão estressadas que buscam comer mais e com mais frequência como forma de aliviar os estresses ou ter um pouco de prazer, pois comer realmente é algo prazeroso.

Na simplicidade, temos mais tempo para nos dedicarmos ao cuidado do corpo, fazermos uma academia, ou uma caminhada, e os benefícios para a vida são impressionantes.

E logicamente, o planeta inteiro se beneficiará com essa mudança, pois sabemos bem que os recursos planetários estão pouco a pouco escassando e se continuarmos no ritmo de consumo atual, teremos um colapso absolutamente irreversível, ao ponto de dizimar boa parte da raça humana. E pode ter certeza que não estou exagerando. Se você se aprofundar um pouquinho nos estudos climáticos e ambientais, saberá através de fatos o quanto isso é verdade.

Enfim, o vídeo do monge Jorge Mello é um convite suave para viver uma nova vida muito mais feliz e realizada. Falo isso por minha própria experiência.

Para concluir, vou me dar a liberdade de parafrasear o grande Mahatma Gandhi.

“Não existe caminho para a simplicidade. A simplicidade é o caminho…”

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A principal engrenagem da nossa sociedade

Por Isaias Costa

Nota: Por se tratar de um artigo mais longo, disponibilizo a você a sua versão em pdf sem as figuras, para facilitar sua leitura na forma impressa. O link para download está logo abaixo.

A principal engrenagem da nossa sociedade

******************

engrenagemEste é o primeiro de alguns artigos que vou escrever para falar sobre obviedades, sobre coisas que são tão comuns, esquecidas ou escondidas que chega a espantar. Falarei sobre a principal engrenagem da nossa sociedade, engrenagem esta da qual faço parte e que literalmente move a nossa sociedade em todos os níveis possíveis, as pessoas mais pobres.

Quero esclarecer que, bem antes de ler muitas coisas, estou escrevendo esse artigo a partir do que brota do meu coração. Estou aprendendo a ouvir o que ele tem para me dizer e estou aos poucos me desvencilhando de tantas referências, livros, autores e prestando atenção ao que posso contribuir partindo apenas de meus pensamentos.

Continue lendo esse artigo até o fim, pois ele é resultado de um processo e caminho por mim vivido, além da minha intuição, que sinto estar me revelando coisas que as mídias escondem, para aprisionar e sabotar o nosso querido povo brasileiro. Vamos lá!…

  1. O nosso precário sistema educacional

Sabemos bem que a Educação Pública brasileira é péssima. Ela não forma os estudantes para serem grandes cidadãos e estarem em pé de igualdade com os estudantes das escolas particulares.

São muitas as razões para que a Educação esteja assim, e acredito que as principais têm relação direta com os governantes, com os homens de poder.

Todos os dias lembro uma das máximas do educador Paulo Freire: “A Educação liberta”. E liberta mesmo! Exatamente pelo fato de libertar que ela não tem qualidade.

Os professores não são bem remunerados para que fiquem desestimulados e não deem o melhor de si em sala de aula. Sem contar com o fato de que muitos não dão uma aula tão boa porque eles próprios são fruto de um sistema que não os educou para a criatividade e inovação.

A garotada das escolas públicas, em sua quase totalidade, vem de famílias extremamente pobres e sem recursos. Eles vão para lá buscando algo diferente e não encontram. Isso gera um sentimento de tristeza, de desanimo, de baixa estima etc.

Eles normalmente não são estimulados para o lado mais criativo, para o desenvolvimento da comunicação, da escrita, da música, das artes… e assim, passam anos e anos sem descobrir suas incríveis potencialidades.

Tenho certa experiência em sala de aula das escolas públicas da cidade onde moro (Fortaleza) e olhando nos olhos dos meus alunos vejo o enorme potencial deles que muitas vezes eles próprios não veem.

O sistema educacional precisa de uma reforma completa e em todos os pontos. Vale ressaltar que talvez os recursos financeiros para melhorias em estruturas físicas nas escolas seja um dos pontos menos importantes. Os pontos mais importantes estão em formar verdadeiramente os estudantes para serem cidadãos críticos e capazes de se tornarem grandes cidadãos transformadores da sociedade.

Se fala sobre falta de recursos financeiros, mas essa conversa encobre um problema muito maior, que está relacionado com o interesse dos grandes governantes. O interesse deles é que os alunos não recebam uma educação libertadora, porque isso mudaria toda a realidade.

Uma educação libertadora carrega as bases para se ter uma sociedade mais igualitária, e para os “grandes” essa palavra é assustadora, deve ser banida. Vou explicar isso um pouco melhor no tópico seguinte.

  1. Mão de obra barata

Se os alunos chegam ao final do ensino médio e não conseguem escrever uma boa redação, não conseguem interpretar um texto com eficiência, têm dificuldade de se comunicar de forma mais formal etc. Será fácil para eles conseguirem empregos com melhor remuneração? Com certeza não.

Em nossa sociedade, os que ganham mais são os que tem mais formação, quem tem o currículo mais cheio de cursos e especializações. E aqueles que se destacam na comunicação interpessoal.

Nossos jovens não são educados com qualidade, e desta forma resta a eles se contentarem com empregos que pagam menos e tem menos direitos trabalhistas.

A quem isso interessa? Aos grandes empresários e donos de corporações. Eles são “homens poderosos” e se acham no direito de contratar mão de obra barata para que o façam lucrar de forma exponencial

É neste ponto que as desigualdades sociais começam a crescer e se consolidar. Cada um dos “peões” gera uma riqueza infinitamente superior para as empresas do que eles recebem como pagamento por sua força de trabalho.

Não existe outra forma, qualquer pessoa só se torna absurdamente rica financeiramente se tiver muitas pessoas trabalhando para ela sendo remuneradas com baixos salários. É assim desde que surgiu o CAPITALISMO e a tendência deste sistema de governo é gerar mais e mais desigualdades sociais.

Nesta sociedade capitalista, quanto mais dinheiro os homens poderosos têm mais eles querem. E para conseguir mais têm que aumentar a mão de obra barata, e para aumentar a mão de obra barata, esses empregados não podem ter a mesma esperteza que eles, nem o mesmo conhecimento que eles.

A educação liberta. Se os peões soubessem que não precisa ser assim, e que pode ser diferente, os grandes empresários sofreriam muito, porque eles não lucrariam da mesma forma.

Me responda! Como eles lucrariam exorbitantemente sem pessoas trabalhando para eles? Não tem como não é mesmo?

Esse é o ponto em que mais baterei na tecla neste artigo. Estou propondo aqui um caminho rumo a mais LIBERDADE.

  1. O poder da TV e das propagandas e sua psicologia do inconsciente

marionete4Não falarei aqui tudo que gostaria, porque este artigo ficaria extenso demais, mas parte do que quero transmitir será colocado em artigos futuros. Neste vou me focar no poder das mídias sobre nossas decisões e perspectivas de vida.

Vivemos em uma sociedade capitalista e nossa jornada de trabalho é de 40h semanais, normalmente divididas em 8h por dia de segunda a sexta-feira.

Para que o sistema funcione desta forma existe toda uma explicação, que já coloquei em outro texto do blog “Para além do agora” e pode ser reforçado pelo incrível documentário “A história das coisas”, que compartilho os links abaixo.

Por que você trabalha 8 horas por dia?

Enfim! Trabalhamos 8h por dia por causa de nossa sociedade de consumo. Ela coloca no mais profundo das nossas mentes que precisamos consumir para ser felizes, que tudo o que temos não é bom o suficiente, que precisamos da roupa igual a do ator ou atriz tal, que precisamos comprar o carro importado da propaganda, que precisamos viajar aproveitando as promoções de voo para pagar em 12 prestações etc. etc.

A grande verdade é que não paramos para refletir e fazer uma perguntinha básica: “Eu realmente tenho NECESSIDADE disso?”.

Necessidade tem a ver com aquilo que é essencial, indispensável. E parando para pensar com sinceridade sobre isso rapidamente perceberemos que o verdadeiramente necessário é bem menos do que nos dizem.

O que é o necessário? Alimentação, água, um teto, algumas roupas e dinheiro para coisas básicas como transporte e algum lazer com a família e pessoas queridas.

Com isso podemos sim viver muito bem, o problema é que colocam nas nossas cabeças que viver assim é indigno. Será? Se fosse não constataria milhares de pessoas que tem pouco ou quase nada e são imensamente felizes, pessoas pobres que sempre vêm até mim com um enorme sorriso no rosto e satisfação com a vida, pessoas que têm um enorme sentimento de gratidão por suas vidas.

Porém, quando vamos observar mais de perto as pessoas muito ricas, a grande maioria vive em mansões e palácios, com muros e grades enormes, com cercas elétricas, com guardas na portaria e cães valentes no quintal.

Para essa realidade existem duas perspectivas. Na perspectiva dos ricos eles estão seguros, na perspectiva dos pobres eles estão aprisionados e engaiolados. Não é interessante?

Sei disso por ter contato direto com pessoas mais pobres. Elas dizem assim: “Não troco a minha vida pela desse povo que vive com medo de perder o que tem e que talvez tome até remédio pra dormir de tanta ansiedade. Posso morar numa casinha simples, mas eu deito minha cabeça no travesseiro tranquilamente, sem medo de que levem minhas coisas…”.

Sabedoria popular! Eu amo a sabedoria popular. Sem estudo, elas acabam dizendo o que muitos cientistas levaram anos, décadas para comprovarem por pesquisas que o excesso de trabalho e preocupações interfere no nosso sono, no sentimento de bem estar, na alegria e no contentamento.

*****

Como funcionam os comerciais, propagandas e a psicologia do inconsciente? Leia com bastante atenção.

O que elas fazem é cruel. Elas implantam em nosso inconsciente a necessidade de comprar o que não é necessário, aquilo que é supérfluo. Para isso ela se utiliza de diversos mecanismos de persuasão que, para os olhos mais atentos e preparados, não são capazes de persuadir. Meu desejo é que você consiga aprender como são esses mecanismos. O bom é que eles são tão banais que chega a ser engraçado, e melhor ainda é que já escrevi sobre isso e você pode acessar neste link abaixo.

A propaganda é a arma do negócio

Não esqueça! Tudo que estou escrevendo aqui é para lhe proporcionar LIBERDADE, isso se você acolher a mensagem é claro!

  1. Saindo da teia do consumo

A partir desse ponto tudo começa a ficar mais interessante. O que acontece e é a realidade que tentam nos esconder, é que você é muito, muito mais feliz do que imagina.

Quando você abre sua mente para perceber que não precisa ter uma Ferrari para ser feliz, nem trocar de carro todos os anos, nem comprar as roupas mais caras só porque a “fulaninha” tem uma igual, naturalmente começa a crescer dentro de nós um sentimento de gratidão e paz. Uma sensação de que não precisamos ser iguais a todo mundo.

Quando isso começa a surgir, é sinal concreto de que você já está saindo da manada, está saindo do mundo ilusório da “matrix”.

Se o mundo pede que você consuma e fique endividado e você diz NÃO, você está começando a remar contra a maré da maioria e a pensar de forma mais original, mais voltada para a nossa natureza humana primordial, que tem uma relação profunda com o amor, com o desapego, com a fraternidade.

As mudanças na sociedade foram acontecendo aos poucos. E se você prestar bastante atenção, perceberá que os grandes desequilíbrios, o aumento de doenças, de pessoas estressadas, de gente endividada, de aumento do desemprego etc. Passou a ocorrer de forma mais intensa após a Revolução Industrial, o que faz todo sentido.

Antes disso não havia toda essa tecnologia que existe hoje e para produzir qualquer coisa precisava de muito mais TEMPO e esforço humano. Hoje, boa parte desse esforço passou para as máquinas.

Quero deixar claro que não sou contra os avanços tecnológicos. Eles foram maravilhosos, o que discordo é que esses avanços contribuíram para gerar um ser humano mais fechado em si, mais egoísta e mais insatisfeito.

Aos poucos estamos nos transformando em ANDROIDES, máquinas de trabalhar em pele humana. Esse sistema capitalista deseja que sejamos androides e não tenhamos senso crítico, reflexões pessoais, relacionamentos humanos mais próximos e fraternos.

hqdefaultInclusive todas as mudanças da sociedade estão contribuindo para agravar a nossa SOLIDÃO. Passamos muito tempo trabalhando, mas quase sempre em ambientes hostis, que não proporcionam um contato humano mais frutuoso. Isso aumenta nosso sentimento de solidão e isolamento.

A cada ano cresce o número de pessoas deprimidas e não tenho dúvidas que um dos principais motivos é essa cultura de consumo, que nos afasta da nossa essência. Ainda vou escrever mais sobre isso, mas fica esse ponto como questionamento para você buscar um aprofundamento…

     5. O ciclo vicioso do consumo

Nós vivemos em uma sociedade que tenta nos condicionar por milhares de formas e a TV com suas propagandas é uma destas.

Vivendo minha vida de forma mais atenta, tive um insight bem interessante. Há um ciclo vicioso do consumo. Vou explicar.

Os comerciais implantam em nossas mentes a necessidade de consumir. Atrelado a isso, a maior parte das pessoas trabalha pelo menos 8h por dia ganhando pouco.

Elas têm diversos sonhos de consumo, mas seu orçamento não consegue suprir a todos eles e constantemente recorrem ao cartão de crédito, se endividando, pedindo empréstimos etc.

Aqui surge uma prisão, você é obrigado a trabalhar mais ou no mínimo, ter muito cuidado para não perder o emprego atual, pois não pode ficar sem dinheiro para pagar as contas.

Perceba! Você se torna refém de várias coisas, como do seu trabalho, daquilo que comprou sem dinheiro e do cartão de crédito. Isso gera desequilíbrio e um sentimento de alegria imenso por parte dos bancos, das lojas e comércios, pois eles cobram juros altíssimos em seus empréstimos, em anuidades de cartão e nas parcelas das compras.

Ficando preso a isso, o que acontece? Você aumenta o poder que seu chefe ou patrão tem sobre você. Ele é uma autoridade e você precisa servi-lo, se você fizer qualquer coisa que o desagrade, corre um risco enorme de perder o emprego, então você vai aceitando e aceitando condições de trabalho que não são as ideais para ninguém, muitas vezes são situações escravizantes.

Pois é! Mas elas foram escolhidas. Pode ser duro ler isso, mas elas foram escolhidas por você, e sabe por quê? Por causa do MEDO.

Pense comigo! Se você precisa pagar um monte de contas e não tem muita liberdade para trabalhar com algo que queira de verdade, você sente medo. E é exatamente esse medo que alimenta o ciclo vicioso do consumo.

O que fazer? Vou falar sobre isso colocando minha própria vida como exemplo.

  1. Saindo do ciclo vicioso do consumo

Quero de antemão dizer que esse artigo são apenas palavras. Vou falar sobre minha vida, minhas escolhas e caminhos.

Você tem a sua própria vida e suas escolhas. Se isso não faz sentido para você. Perfeito! Você tem toda razão. Siga a sua consciência! Sempre! E eu sigo a minha.

Eu trabalho como professor. Você sabe que professor não ganha muito. Então, o que eu fiz e faço para não ser engolido pelo consumismo?

Simples! Sempre compro apenas o que é necessário, e procuro ter sempre uma reserva de emergência para eventualidades e surpresas quaisquer, que precisem usar dinheiro além do meu orçamento básico.

Desta forma, não tenho nenhuma dívida e em decorrência disso, sinto uma paz e uma tranquilidade sem medidas.

Essa paz me ajuda a dedicar muito mais tempo para esse serviço voluntário com o blog. Eu amo escrever e tenho que dizer pra você que só consigo escrever com frequência por isso, porque tenho paz em meu coração. Se estivesse atolado em dívidas e tivesse que dar conta de mil e uma obrigações em termos materiais, não tenho dúvidas que ou escreveria pouco ou sequer escreveria, porque minha mente estaria atolada de preocupações, como a mente da maior parte das pessoas.

Nós saimos do ciclo vicioso do consumo desta forma, deixando de alimentá-lo. Simples assim! Mas eu sei que para muitas pessoas não é tão simples, por isso deixo você absolutamente livre para acolher essas palavras apenas se quiser.

Escrevi um texto no blog contando maiores detalhes sobre minhas escolhas que levaram a viver com mais liberdade e felicidade. Deixo abaixo o link caso queira ler.

Como estou mudando de vida radicalmente?

  1. A relação entre o sofrimento e a compaixão

Eu tenho uma série de motivos para ter uma profunda admiração pelas pessoas mais pobres, porém, um dos principais tem a ver com os sofrimentos.

Normalmente as pessoas que possuem um olhar mais empático e compassivo são aquelas que mais sofreram na vida. E é exatamente daí que surge a compaixão genuína e ilimitada.

Compaixão é você ter o desejo profundo de etenuar ou sanar a dor e o sofrimento das pessoas. É você olhar para o que ela sente e imaginar o que ela está sentindo, tomando uma atitude imediatamente.

Compaixão e empatia são praticamente a mesma coisa, porém a compaixão leva você a agir, a empatia é mais um sentimento. Você pode ser empático, mas ficar parado. Porém, quando você é verdadeiramente compassivo passa a sair do seu próprio mundo, a não olhar só para seu umbigo e fazer algo em prol das pessoas.

Aos poucos estou me tornando uma pessoa mais compassiva. Admito que ainda preciso retirar de mim toneladas e toneladas de orgulho e vaidade, me desprender mais de mim mesmo e de muitos sonhos egóicos, porém estou no firme propósito de me tornar uma pessoa melhor, e sei que o caminho, pelo menos para mim, é por aí…

Estou falando tudo isso para fazer esse elo entre ricos e pobres.

Não precisei ler em livros, nem escrever teses, nem averiguar por pesquisas científicas, que as pessoas mais pobres sentem muito mais a dor alheia que as pessoas mais ricas.

Elas passam todos os dias por tantos sofrimentos que são incapazes de olhar o sofrimento dos outros com um olhar frio de quem olha mas não vê.

Eu percebo que muitos dos que são mais ricos tiveram a vida inteira tudo “do bom e do melhor” (segundo o que prega a nossa sociedade, obviamente!), e por isso tem uma enorme dificuldade de olhar de forma mais abrangente, observando as dores do mundo.

Talvez esse seja um dos principais motivos para que eu, conscientemente, não queira me tornar rico financeiramente.

O vídeo abaixo fala sobre a empatia de forma bem melhor do que eu. Recomendo fortemente que você o assista!

Quanto mais crescemos financeiramente, mais somos levados naturalmente a estar inseridos nos mesmos ambientes que as pessoas ricas. Falo isso a partir da minha própria vida. Por um curto período experimentei essa realidade e acontece assim. É um processo tão sutil que nem nos damos conta.

Não quero de forma alguma condenar as pessoas mais ricas, pois conheço várias que ajudam os mais pobres, participam de projetos sociais e são profundamente humildes, mas elas são exceção, infelizmente.

Esta é uma discussão bem mais ampla e complexa do que estou colocando nessas linhas. Existe muitos pontos a serem colocados e analisados. Alguns eu deixarei para outros textos.

Vou falar a seguir sobre o processo transformador do aquietamento na nossa vida.

8) O processo de se aquietar

CPIA_D~1A cada dia eu percebo que quanto mais nos aquietamos, mais nos equilibramos em nossas emoções. Muitas pessoas compram por impulso porque tem dificuldade de parar, respirar fundo, olhar a natureza, ouvir uma música relaxante, ou simplesmente não fazer nada. Estão tão inquietas que gastam suas energias de forma desequilibrada.

O processo de se aquietar nos traz paz e a convicção de que não precisamos de muitas coisas, na realidade precisamos de bem poucas coisas. Bem mais importante que ter coisas é ter o amor dos nossos pais, do namorado(a), marido, esposa, filhos, tios, avós, amigos. Ter gente querida por perto é uma das maiores riquezas que podemos ter na vida.

Tenho buscado cada vez mais estar perto das pessoas que eu amo, elas me ajudam a ser alguém melhor dia após dia. Nos aquietando podemos nutrir relacionamentos mais profundos, e isso nos ajuda a crescermos em amor e consciência.

9) Aumentando o amor próprio e a autoestima

Quando passamos a olhar mais para dentro de nós mesmos nesse processo de aquietamento, já estamos mais alinhados com o processo do autoconhecimento. Parabéns por ter lido até aqui.

O que vou falar agora é simples e ao mesmo tempo incrível. Quando passamos a buscar mais aquilo que é essencial, o simples, as pequenas coisas da vida, sentimos uma paz impressionante.

Essa paz é o cerne para ter mais amor próprio e autoestima. Vou explicar.

Seguindo esse caminho você passa a pensar: “Minha vida é maravilhosa. Tenho grandes riquezas em minha vida, amor de pessoas queridas, ótimos relacionamentos, boa saúde… Eu sou alguém bem melhor do que costumam me tratar no trabalho, na empresa etc”.

Essa é a autoestima que todos nós precisamos desenvolver. Você pensa que seu patrão no trabalho é melhor que você? De jeito nenhum, ele morre de medo de perder seus funcionários, e costuma implantar o medo no ambiente para que você se diminua e não reconheça seu valor.

Você é grande, você é importante, e precisa colocar isso no mais profundo da sua mente.

Diferente do que muitos pensam, quando você se valoriza você passa a se tornar mais humilde. Porque muitas pessoas confundem humildade com humilhação.

Humildade é quando você sabe o seu valor, não se sente superior a ninguém e busca contribuir com a alegria e o bem estar das outras pessoas.

Humilhação é se achar inferior e se deixar dominar pelo patrão, por alguém em uma hierarquia, por um marido ou esposa que desrespeita etc.

Quando você é humilde não se ofende com palavras torpes e que denigrem vindas de quem quer que seja. Você sabe seu valor e tem consciência que as palavras dos outros só refletem o que elas são.

Adquirir essa consciência é LIBERTADOR. Se todos a tivessem, não permitiriam ser massacradas nos seus empregos.

10) A pior de todas as obviedades

rico-pede-esmola-para-o-pobrePara encerrar esse artigo, vou falar sobre a pior de todas as obviedades implantadas na nossa mente. Costumam dizer que os pobres precisam dos ricos, porque são eles os homens que geram empregos, que abrem empresas e dão oportunidades, que sem os ricos a sociedade não iria para frente, a tecnologia não evoluiria como vemos.

Errado! Isso é o que querem que você acredite! A grande verdade é que quem sustenta toda a nossa sociedade são os mais pobres, eles são a força de trabalho e fazem os serviços que os ricos não querem fazer porque cansa e dispende grande energia vital.

Eles tomam água de coco enquanto mandam alguém aparar o jardim, limpar suas casas, preparar suas refeições, fazer a parte chata dos trabalhos, como resolver papeladas de clientes, entregar documentos etc. etc.

Se os mais pobres tivessem a OUSADIA de dizer: “Não vou! Não vou contribuir com isso! Vou atrás de ganhar meu dinheiro do meu jeito…”.

O que aconteceria? Os grandes empresários teriam que fazer eles mesmos os trabalhos pesados, e deixariam de lucrar milhões, talvez bilhões com suas empresas.

Essa mudança, que requer acima de tudo, CORAGEM, muita coragem, pode ajudar a nossa sociedade a ter mais igualdade.

Nessa hora é impossível não me lembrar de uma das frases que mudou a minha vida, uma frase do querido Mahatma Gandhi.

“Não é preciso derrubar o opressor, basta parar de colaborar com ele.”

Se você tiver a coragem de seguir o seu coração e deixar de enriquecer os inúmeros sanguessugas que vivem em nossa sociedade, viveremos em um país com mais igualdade social.

Tudo que estou falando aqui é muito simples e já dito de outras maneiras por muitas pessoas. Porém, poucos são os corajosos que DECIDEM romper com esse sistema cruel, que faz questão de nos alienar.

Este é o primeiro de alguns artigos que pretendo escrever para levar meus queridos leitores a sentirem mais liberdade.

Esta é a palavra número um entre o que desejo para mim, e desejo levar essa perspectiva para mais e mais pessoas.

Mais uma vez repito. Estou escrevendo a partir da minha vida, pensamentos e escolhas. Assim como sou livre para viver da forma como coloquei, você tem todo o direito de discordar e viver à sua forma…

Para refletir mais aprofundadamente sobre isso, compartilho dois vídeos que me ajudaram muito na escrita deste artigo…

Paz e luz…


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O poder dos introvertidos

Por Isaias Costa

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Eu sou um rapaz introvertido e um pouco tímido, mas venho me trabalhando a muito tempo para não permitir que a timidez e introversão me impeçam de realizar o que preciso e que é importante. Até já escrevi em outro texto o que faço para trabalhar a timidez, segue o link.

Trabalhando a timidez

Recentemente assisti a um vídeo do TED muito bom que falava sobre o poder dos introvertidos, da sua importância na sociedade, da competência, das suas capacidades e talentos pessoais etc. Nesse vídeo, a palestrante (Susan Cain) fala um pouco de um estudo realizado para falar sobre os introvertidos e suas relações com os extrovertidos. O link do vídeo é esse aqui em baixo, recomendo fortemente que assista!

=> Você pode ler o texto completo clicando aqui.

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Uma vida feliz seguindo a intuição

Por Isaias Costa

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Algo de extrema relevância e que pouquíssimas pessoas tratam é o poder que a nossa intuição tem sobre nossas decisões, caminhos, sentimentos e comportamentos. Há poucos dias assisti a um vídeo maravilhoso do Eduardo Marinho falando sobre o caminho que ele seguiu desenvolvendo sua intuição. Não vou me alongar porque esse vídeo fala por si só, o Eduardo fala com uma clareza impressionante e de forma bastante reflexiva. Tenho certeza que serão 17 min do seu tempo muito bem investidos. Segue o link do vídeo…

O primeiro ponto é que a intuição é uma característica feminina, por isso é raro ver homens sensíveis e abertos ao autoconhecimento. Já reparou que as mulheres são as que mais buscam o autoconhecimento? Elas o fazem por serem mais sensíveis, intuitivas, se entregam mais aos seus sentimentos, e por isso, acabam sofrendo mais também, às vezes até adoecendo fisicamente. Escrevi um pequeno texto sobre isso, se você não leu, o link está logo abaixo.

Por que as mulheres adoecem emocionalmente mais do que os homens?

Outro ponto interessante é sensação de ser bem ou mal recebido, perceber a energia positiva ou negativa de uma pessoa pelo simples fato de estar perto dela. Eu me identifiquei muito com o Eduardo quando ele falou isso. Eu tenho em mim essa intuição aguçada e percebo essa energia das pessoas por onde vou. Existem pessoas que só de me aproximar já sinto uma energia pesada que me faz se afastar o mais rápido possível, inclusive agradeço todos os dias por ter essa intuição, ela já me salvou de confiar em pessoas que certamente promoveriam minha ruína humana.

Sobre isso não é possível mostrar caminho nenhum, nem dicas, passos, pois não existem. O mais próximo que posso lhe dizer é que busque o autoconhecimento. Não tenha medo de acessar as suas sombras, seus medos, seus sentimentos do passado, lá da infância, seus traumas e tudo aquilo de mais negativo que já vivenciou. Encare tudo de frente como um guerreiro que está prestes a enfrentar um pelotão do exército. Dessa forma você vai desenvolver sua intuição, não tenho dúvidas disso. Não é um caminho fácil, leva anos e anos, mas vale a pena. Eu busco o autoconhecimento incessantemente e, ao contrário do que alguns pensam, quanto mais eu equilibro minhas emoções, mais eu o busco, porque vamos naturalmente sendo colocados em situações que nos provam se estamos evoluindo ou não.

Autoconhecimento gera saúde

Construindo relacionamentos significativos

Vale ressaltar o que ele fala sobre o caminho do coração. Ele estava fazendo o curso de Direito, com uma vida repleta de coisas e recursos e ainda assim, estava profundamente infeliz. Ele não sabia como era experiência de ser pobre e estar inserido na realidade deles. Não quero acusar nem julgar ninguém, mas concordo plenamente com tudo o que ele fala. Quem veio de uma realidade pobre como eu sabe muito bem que a receptividade, a generosidade, a acolhida, a hospitalidade das pessoas pobres é muito superior a das ricas, exatamente porque elas entendem a crueza da vida como ninguém, o sofrimento vivido pelas famílias mais pobres faz com que nutram um sentimento de compaixão enorme uns pelos outros, o que não é favorecido na realidade das pessoas ricas.

Nunca escrevi isso neste blog, mas uma das coisas que agradeço todos os dias foi não ter “nascido em berço de ouro”, pois isso me ajudou a desenvolver mais as minhas emoções juntamente com a intuição. Tudo que conquistei na vida foi resultado de muito esforço e determinação. Ter nascido em uma família pobre me ajuda a ter sempre na mente e no coração a virtude da humildade. Quanto mais estudo e cresço na vida, mais eu sei que não sou nada diante da imensidão deste universo e também do universo chamado ser humano.

Esse é outro fator, a intuição não pode ser desenvolvida por pessoas arrogantes e vaidosas, porque ela segue um caminho absolutamente contrário, o da humildade e simplicidade. Veja o Eduardo Marinho! Nem preciso me alongar nisso não é mesmo?

Enfim! Aprenda um pouco com as belas palavras do Eduardo e, quem sabe, com algo dito neste texto. Não é tão difícil como parece desenvolver a intuição. Basta seguir o seu coração, sendo simples, humilde, aberto à vida e buscando o autoconhecimento. Se quiser ler um pouco mais deixo abaixo um texto que escrevi falando sobre a intuição e outro do terapeuta brasileiro André Lima. Vale a pena conferir…

A palavra intuição

O que é a intuição e como desenvolvê-la- André Lima

  • Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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Quer ser feliz? Seja grato!

Por Isaias Costa

dois amores

Um desejo unânime entre os seres humanos é o de ser feliz. Mas o que fazer para ser feliz? Esta é uma resposta absolutamente individual. Cada um de nós é responsável por nossa felicidade, o que nos motiva a ser feliz também. Porém, existem diversos caminhos que se pode seguir para conquistar uma felicidade mais genuína. Pelo menos para mim a maior felicidade que existe é poder fazer o bem aos outros, ou seja, praticar a COMPAIXÃO. Aliado ao sentimento de GRATIDÃO e a VIVÊNCIA DO HOJE, do momento presente.

Há alguns dias assisti a um vídeo incrível do TED com o brilhante psicólogo austríaco David Steindl-Rast. Neste vídeo ele explica a profunda conexão que existe entre ser feliz e ser grato. Que não é a felicidade que nos torna gratos, mas a gratidão que nos torna felizes. Logo abaixo do vídeo está a transcrição de toda a sua fala, que vale muito a pena ser lida e ouvida com toda a atenção…

“Existe uma coisa que vocês sabem de mim, uma coisa bastante pessoal. E há uma coisa que eu sei de vocês, e que bem no centro de suas preocupações.

Há uma coisa que sabemos de todos que encontramos em qualquer lugar do mundo, nas ruas. Que é o principal motivo do que quer que eles façam e que quer que eles aturem, e essa coisa é que todos nós queremos ser felizes. Nisso estamos todos juntos.

A forma como imaginamos a nossa felicidade varia de uma pessoa para outra, mas já é bastante que todos tenhamos em comum o fato de querermos ser felizes.

Bem, meu assunto é gratidão. Como é a conexão entre felicidade e gratidão?

Muitas pessoas diriam que: “Bem, isso é muito fácil. Quando se está feliz, sente-se gratidão”. Mas pensem novamente. Será mesmo que são as pessoas felizes que são gratas?

Todos conhecemos um grande número de pessoas que tem tudo para serem felizes e não são, ou querem mais do mesmo.

E todos conhecemos pessoas que passam por várias adversidades, pelas quais nós próprios não gostaríamos de passar, e são profundamente felizes. É surpreendente.

Por quê? Porque elas são gratas.

Então, não é a felicidade que traz gratidão. É a gratidão que trz a felicidade.

Se vocês pensam que é a felicidade que nos torna gratos. É a gratidão que nos torna felizes. Agora, podemos perguntar. O que queremos dizer exatamente com gratidão? E como ela funciona?

Eu recorro às suas próprias experiências. Todos nós sabemos por experiência como funciona. Nós vivenciamos uma coisa que é valiosa para nós. Algo nos é dado que é valioso para nós. E é realmente dado. Essas duas coisas ter de vir juntas. Tem que ser algo valioso, e um verdadeiro presente. Você não o comprou, não o fez por merecer. Você não troca por nada. Você não trabalhou por isso. Só foi dado a você.

E quando essas coisas acontecem ao mesmo tempo, algo que é realmente valioso para mim e que percebo que foi dado gratuitamente, então a gratidão espontaneamente cresce em meu coração, a felicidade espontaneamente cresce em meu coração. É assim que a gratidão acontece.

Bem, o segredo disso tudo é que nós não podemos vivenciar isso de vez em quando. Não podemos ter somente experiências de gratidão.

Podemos ser pessoas que vivem em gratidão. Viver em gratidão, é isso que importa.

E como podemos viver em gratidão?

Vivenciando, estando ciente de que cada momento é um momento dado, como dizemos. É um presente. Você não fez por merecer. Você não o produziu de maneira nenhuma. Não há jeito de ter certeza de que haverá outro momento dado a você. E mesmo assim, essa é a coisa mais valiosa que poderia ser dada a nós. Este momento, com todas as oportunidades que ele contém.Se não tivéssemos esse momento presente, não teríamos qualquer oportunidade de fazer coisa alguma, ou de vivenciar coisa alguma.

É um momento dado, como dizemos. Agora, dizemos que o presente dentro do presente é realmente uma oportunidade que você se sente realmente grato, não a coisa que lhe é dada e você tivesse a oportunidade de aproveitá-la, de fazer alguma coisa com ela, você não se sentirá grato por ela.

Oportunidade é o presente dentro de todos os presentes, e nós temos um ditado: “A oportunidade só dá uma chance”.

Bem, pensem novamente. Cada momento é um novo presente, cada uma das vezes, e se você perder a oportunidade deste momento, outro momento nos é dado, e outro momento. Podemos nos beneficiar dessa oportunidade, ou podemos desperdiça-la, e se nos beneficiarmos da oportunidade, essa é a chave para a felicidade.

Observem a chave mestra para a nossa felicidade, em nossas próprias mãos. Momento a momento, podemos ser gratos por esse presente.

Será que isso significa que podemos ser gratos por tudo? Certamente não. Não podemos ser gratos pela violência, pela guerra, pela opressão, pela exploração. No nível pessoal, não podemos ser gratos pela perda de um amigo, pela infidelidade. Mas eu não disse que podemos ser gratos por tudo. Eu disse que podemos ser gratos acada momento dado, pela oportunidade, e mesmo e mesmo quando somos confrontados com algo terrivelmente difícil, podemos nos levantar dessa ocasião e responder à oportunidade que nos foi dada. Não é tão ruim como pode parecer. Na verdade, quando você observa e vivencia isso, vocÊ descobre que, na maioria das vezes, o que nos é dado é a oportunidade de aproveitar. Passamos pela vida com pressa e não paramos para ver a oportunidade.

Mas, às vezes, algi bem difícil é dado, e quando essa coisa difícil acontece conosco, é um desafio para se levantar a oportunidade, e podemos nos levantar a ela ao aprender uma coisa que, às vezes é dolorosa. Nós ouvimos que a estrada para a paz não é uma corrida de velocidade.

É preciso paciência, é difícil. Pode ser para lutar pela sua opinião, lutar pela sua convicção. Essa é a oportunidade que nos é dada. Para aprender, para sofrer, para lutar, todas essas oportunidades nos são dadas, e aqueles que se beneficiam dessas oportunidades são os que nós admiramos. Eles fazem algo com a vida. E aqueles falham recebem outra oportunidade. Nós sempre recebemos outra oportunidade. Essa é a maravilhosa riqueza da vida.

Então, como podemos encontrar um método que se aproveitaria disso? Como cada um de nós pode encontrar um método para viver em gratidão, não somente ser grato de vez em quando, mas ser grato em cada momento? Como podemos fazer isso?

É um método muito simples. É tão simples, que é na verdade o que nos foi dito na infância, quando aprendemos a atravessar a rua. Pare. Olhe. Siga. Isso é tudo.

Mas com que frequência nós paramos? Passamos pela vida com pressa. Nós não paramos. Perdemos a oportunidade porque não paramos. Temos que parar. Temos que nos aquietar. E temos que construir placas de “Pare” em nossas vidas.

Quando eu estava na África há alguns anos e depois voltei, eu reparei na água. Na África, onde eu estava, eu não tinha água potável. Toda vez que eu abria a torneira, eu ficava impressionado. Toda vez que eu acendia a luz eu ficava tão grato. Eu ficava tão feliz. Mas depois de um tempo isso passa. Então, eu coloquei pequenos adesivos nosinterruptores e nas torneiras, e toda vez que eu abria, água. Então, deixem para sua própria imaginação. Vocês podem descobrir o que funciona melhor para vocês, mas vocês precisam de placas de “Pare” em suas vidas. E quando você para, a próxima coisa é olhar.

Você olha. Você abre os olhos. Você abre seus ouvidos. Você abre seu nariz. Você abre todos os sentidos para essa maravilhosa riqueza que nos é dada. Não há um fim para isso, e é disso que se trata a vida. Aproveitar, aproveitar o que nos é dado e assim podemos também abrir nossos corações para as oportunidades. E para as oportunidades de de também ajudar os outros, de fazê-los felizes, porque nada nos deixa mais felizes do que quando todos nós estamos felizes e quando abrimos o nosso coração às oportunidades, as oportunidades nos convidam à fazer algo, e isso é o terceiro.

Pare, olhe e depois siga, e faça realmente alguma coisa. E o que podemos fazer é o que quer que a vida lhe ofereça nesse momento presente. Na maioria das vezes, é a oportunidade de aproveitar, mas às vezes, é algo mais difícil. Mas, seja o que for, se aproveitarmos essa oportunidade, apostarmos nela. Nós somos criativos, essas são as pessoas criativas, e aquele pequeno “Pare. Olhe. Siga”, é uma semente tão potente que pode revolucionar nosso mundo, porque precisamos, nós estamos no momento presente, no meio de uma mudança de consciência, e você vai se surpreender se você-

Eu sempre fico surpreso quando escuto quantas vezes essa palavra “gratidão” e “agradecimento” aparece. Você vê em todo lugar uma companhia aérea grata, um restaurante grato, um café grato, um vinho que é grato.

Sim, eu até me deparei com um papel higiênico cuja marca se chamava “Obrigado”. Há uma onda de gratidão porque as pessoas estão ficando cientes da importância disso e como isso pode mudaro mundo. Pode mudar nosso mundo de maneiras imensamente importantes, porque se você é grato, você não tem medo, e se você não tem medo, você não é violento.

Se você é grato, você age com um senso de suficiência e não um senso de escassez, e você está disposto a compartilhar. Se você é grato, você aprecia as diferenças entre as pessoas e você respeita a todos, e isso altera essa pirâmide do poder. E isso não causa igualdade, mas causa respeito igual. O futuro do mundo será uma rede, não uma pirâmide de ponta-cabeça.

A revolução da qual estou falando é uma revolução pacífica, que até revoluciona o próprio conceitode revolução, porque uma revolução normal é uma em que a piride do poder fica de ponta-cabeça e aqueles que estavam na base, agora estão no topo e fazendo exatamente a mesma coisa que os outros faziam antes.

O que precisamos é de uma rede de grupos menores, grupos cada vez menores que se conhecem, que interagem entre si, e isso é um mundo grato. Um mundo grato é um mundo de pessoas alegres. Pessoas gratas são pessoas alegres e quanto mais alegres são as pessoas, mais nós teremos um mundo alegre.

Nós temos uma rede de vidas gratas, e elas se multiplicam. Não conseguimos entender porque se multiplicaram. Nós temos oportunidades para as pessoas acenderem uma vela, quando elas estão gratas por alguma coisa e 15 milhões de velas já foram acesas em uma década. As pessoas estão ficando cientes de que um mundo grato é um mundo feliz, e todos temos a oportunidade pelo simples “Pare. Olhe. Siga”, de transformar o mundo, de torná-lo um lugar feliz, e se isso contribuiu só um pouco para que vocês queiram fazer o mesmo, parem, olhem e sigam…

Obrigado!”

Sugestões de leitura
* Buscar estar sempre bem
* As pedras da gratidão
* Voltar para agradecer
* Gratidão, simplicidade e felicidade

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