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As oportunidades nunca deixam de surgir a cada momento

Por Isaias Costa

Opportunity – Walter Malone

Ofendem-me os que dizem que não voltarei,

Porque bati à tua porta e não te encontrei;

Porque todas as noites permaneço à tua porta,

E ordeno que despertes e te ergas para lutar e vencer.

Não chores pelas preciosas chances que passaram;

Não chores pela idade de ouro que se foi;

Todas as noites queimo o registro do dia;

Ao erguer do sol, todas as almas nascem de novo.

Ri como um menino aos esplendores que passaram.

Às alegrias que se esvaíram, sê surdo e mudo.

O meu julgamento sela o passado que morreu,

Mas nunca prende um momento ainda por vir.

Mesmo afundado na lama, não torças as mãos nem chores.

Dou o meu braço a todos os que dizem: “Eu posso!”

Nenhum pária algum dia caiu tão baixo

Que não pudesse erguer-se e ser um homem novamente!

Lastimas a mocidade perdida?

Hesitas em desfechar um golpe merecido?

Volta-te então dos arquivos apagados do passado,

E encontrarás as brancas páginas do futuro.

Choras por uma pessoa amada? Liberta-te da magia;

És um pecador? O pecado tem perdão;

Cada manhã te dá asas com que voar do inferno,

Cada noite uma estrela para te guiar aos céus.

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Eu fiquei absolutamente encantado com a leitura desse poema de Walter Malone que encontrei num famoso livro chamado “A lei do triunfo” de Napoleon Hill. O poema encarna a “oportunidade” e lhe dá voz como se fosse uma personagem.

Sempre que escrevo sobre isso gosto de primeiro ir à raiz da palavra oportunidade, que é belíssima. Ela remonta à navegação em tempos longínquos no qual existiam diversos tipos de ventos e para cada um deles eram dados nomes provenientes do latim. Um desses ventos era chamado de “ob portus”, que significa “vento que leva para o porto”. E oportunidade deriva dessa palavra. Ou seja, ela é como um vento que leva até o porto, que é um local de segurança e conforto. Interessante não é mesmo?

O que acho mais incrível é que os ventos nunca param. Depois que um vento sopra vem outro e outro e outro… Porém, vale destacar que o mesmo vento nunca sopra duas vezes e no mesmo lugar. Em outras palavras, uma vez que perdemos uma oportunidade, devemos aceitá-la e partirmos para outra. E aqui faço o link com esse belo poema. Logo na primeira linha a oportunidade diz:

Ofendem-me os que dizem que não voltarei

E ela continua dizendo:

Porque bati à tua porta e não te encontrei;

Porque todas as noites permaneço à tua porta,

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Então só cabe a cada um de nós estar atento à passagem desse vento sutil e suave. As oportunidades surgem de “n” formas possíveis: através de uma conversa inspiradora com um amigo, de uma pessoa que esbarra com você no meio de um evento, de alguém que passa boa parte de uma viagem de avião conversando e dali se inicia uma amizade, um vídeo que você assiste despretensiosamente e tem um insight que revoluciona sua vida…

Ou mesmo de formas aparentemente tristes e decepcionantes como a perda de um emprego, a perda de uma grande amizade, a viagem para o exterior de alguém que você ama muito, a morte de uma pessoa significativa etc. Tudo isso são oportunidades disfarçadas para que nós tenhamos experiências que vão proporcionar o nosso crescimento como seres humanos nas mais diversas áreas da vida!

São extremamente inspirados esses versos:

Mesmo afundado na lama, não torças as mãos nem chores.

Dou o meu braço a todos os que dizem: “Eu posso!”

****

Aqui ele fala sobre as oportunidades disfarçadas nas experiências de sofrimento. Elas servem pra que nos fortaleçamos interiormente, principalmente no sentido espiritual. E se dizemos: “Eu posso!”, com firmeza e propósito, maravilhas vão surgir dessa determinação!

É como diria o mestre Chico Xavier numa de suas frases mais famosas: “Isso também passa!”. Momentos de dor, tormentas, sofrimentos, também vão passar, assim como momentos de glórias e grandes alegrias também dão lugar a novas experiências de dor, tristeza e sofrimento.

A vida tem esse movimento pendular o tempo todo e quanto mais cedo compreendemos isso melhor!

E os dois versos finais também são estupendos:

Cada manhã te dá asas com que voar do inferno,

Cada noite uma estrela para te guiar aos céus.

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Aqui é incrível a analogia com o olhar para cima, pra frente e para o alto, como muitos dizem. Lendo esse trecho até lembrei da querida profa. Cristina Cairo, que em todos os seus vídeos sempre começa dizendo: “Levanta a cabeça!”, pois essa é uma atitude que a própria neurociência já comprovou que faz com que nos sintamos automaticamente mais motivados e ativos.

Está passando por um momento infernal? Levante a cabeça e acione as suas asas que estão aí meio escondidas mas prontas para que você alce grandes voos! Está com a mente enovelada com a escuridão da noite? Então olhe para as estrelas e se deixe ser guiado por elas…

Que esse poema inspire você tanto quanto me inspirou, e que se for possível, escreva em algum lugar para ser relido em outros momentos ou salve esse texto para utilizá-lo como uma injeção de ânimo e força!

Vamos juntos aproveitar as belas e inúmeras oportunidades que a vida nos traz todos os dias…

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Toda ação nobre é voluntária

Por Isaias Costa

“Nada é nobre se é feito a contragosto ou sob compulsão. Toda ação nobre é voluntária.”

Sêneca

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Sempre que eu falo ou escrevo sobre o voluntariado, a primeira coisa que me vem em mente é a etimologia incrível dessa palavra. Ela deriva de volutas, que significa “vontade”. Ou seja, as atitudes voluntárias por definição só são possíveis se de fato existe vontade nas pessoas que as executam!

Então o Sêneca associa vontade com a nobreza, ou seja, algo de grande valor! E ele inicia a frase dizendo que algo feito a contragosto ou sob compulsão não pode ser nobre! Analisando essa palavra contragosto eu me lembrei de uma belíssima parábola contada por Jesus na qual ele fala sobre dois filhos que foram chamados para trabalhar na vinha junto com seu pai. O pai chamou o primeiro e este disse: “Não quero”. Porém, se arrependeu e acabou indo. Depois o pai chamou o segundo filho e este prontamente respondeu “Sim, senhor!”, mas acabou não indo! Daí, ele faz o questionamento: “Qual dos dois fez a vontade do pai?”.

Essa parábola traz um simbolismo belíssimo de que não importa tanto o que se diz, mas acima de tudo o que se FAZ, ou seja, as AÇÕES. Até porque muitas vezes, nós no calor dos momentos de raiva, impaciência, cansaço, tristeza etc. dizemos coisas que pouco depois nos fazem arrepender de termos dito. É muito fácil nos perdermos nas nossas palavras, agora quando se trata das ações a coisa é mais profunda!

São as ações que vão criando a nossa realidade e nosso destino. Então precisamos nos pautar numa ética profunda para que nossas ações reflitam o melhor que há em nós!

A segunda palavra que Sêneca traz é a compulsão, ou seja, tudo aquilo que se torna de certa forma viciante em nós. E o interessante é que às vezes temos atitudes viciantes que são vistas como positivas para a maioria das pessoas, sendo que na realidade não são. Por exemplo: você é uma pessoa que se mata de trabalhar para dar um boa condição material para a família, mas em decorrência disso não tem tempo de estar com os filhos ou com a esposa ou marido. Deixa de viver momentos preciosos ao lado deles para conseguir arcar com os custos do padrão de vida que foi estabelecido.

Esse é um exemplo clássico das pessoas que são chamadas de workaholics. Muitas delas são vistas como heróis ou heroínas pela sociedade, mas internamente quase sempre elas se sentem um fracasso nos outros setores da vida que não o profissional e financeiro.

As ações nobres segundo o Sêneca são aquelas que vêm do voluntariado. Eu faço porque quero e porque sei que é o melhor a ser feito. Para se conseguir isso é preciso acima de tudo um investimento constante e ininterrupto no autoconhecimento. No exemplo que dei sobre os workaholics, essas pessoas negligenciam vários setores importantíssimos da vida como saúde do corpo, família, amigos, lazer, espiritualidade etc. Isso está longe de ser o espírito do voluntariado proposto por Sêneca entende? Então não há nobreza em negligenciar tantas coisas que são vitais para nós…

Quero concluir esse texto relembrando um conceito belíssimo de ética que o Prof. Mario Sergio Cortella sempre traz em suas palestras e livros. Em tudo que formos fazer, precisamos nos basear em três perguntinhas básicas: “Quero? Posso? Devo?”. As ações voluntarias obrigatoriamente devem ter SIM para as três perguntas. Quero? SIM. Posso? SIM. Devo? SIM.

O Cortella costuma dizer que tem coisas que quero, posso, mas não devo. Outras eu devo, quero, mas não posso… e por aí vai! Se gera conflitos internos, então o melhor é não fazer.

Parece simples, mas na realidade esse é um exercício bastante exigente e como falei, requer um mergulho constante no autoconhecimento.

Vamos juntos nos esforçar para ter ações nobres? Ações pautadas numa vontade inabalável? Esse é o caminho para se alcançar maior plenitude na vida…

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Não precisamos seguir pelo caminho mais difícil

Por Isaias Costa

“Poderias desfrutar agora mesmo todas as coisas que estás suplicando para alcançar tomando o longo desvio — se parasses de te privar delas.”

Marco Aurélio

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Essas belas palavras do imperador da antiguidade Marco Aurélio podem parecer meio obscuras e complicadas de entender num primeiro momento, mas nesse breve texto quero fazer um paralelo incrível que fará você entender muito facilmente a proposta dele.

O Marco Aurélio está querendo nos dizer que para quase tudo na vida nós gastamos uma energia e tempo muito maiores do que seria o ideal. O longo desvio é isso e o desfrutar é exatamente tudo o que está diante de nós agora mesmo e não nos damos conta.

Você talvez já esteja cansado de ler e ouvir as pessoas falarem que só existe o aqui e agora não é mesmo? Mas essa é uma verdade incontestável. O passado é só memória, que tem sua importância apenas como aprendizado, como uma referência daquilo que deu certo ou não. E o futuro é pura projeção, é pura expectativa. Não sabemos se o amanhã vai chegar! O máximo que podemos fazer é cuidar bem do nosso hoje, porque dessa forma ficará mais fácil construir um bom amanhã entende?

Sem mais delongas. Quero compartilhar com você um insight bem bacana que me veio ao ler essas palavras do Marco Aurélio. Já contei muitas vezes por aqui que eu fiz faculdade de Física e adoro quando consigo traçar bons paralelos entre ela e o autoconhecimento.

Um assunto bastante estudado por todos nós na escola é a tal conservação da energia. Ela explica que nos sistemas conservativos, ou seja, aquelas no qual não há dissipação de calor, a energia se conserva e há nos processos a conversão de um tipo de energia em outro.

Um dos conceitos mais importantes é o de trabalho, que por definição é o produto de uma força por um deslocamento de um determinado objeto.

W = F.d

Quando tratamos de objetos que serão levantados, sabemos que existe a força da gravidade que puxa tudo pra baixo. Ela é chamada de força peso, sendo o produto da massa pela aceleração da gravidade. E o deslocamento é dado simplesmente pela altura a que se coloca tal objeto. Dessa forma o trabalho da força peso é dado por:

W = m.g.h

O produto da massa pela aceleração da gravidade e pela altura. E o resultado é dado em Joule (J), unidade física de energia.

Mas o melhor de tudo é o que vou dizer agora! O trabalho da força peso INDEPENDE do deslocamento para os lados. Ou seja, eu posso simplesmente levantar um objeto verticalmente ou posso fazer zilhões de piruetas com ele, o trabalho da força peso será sempre o mesmo, pois só depende da altura!

Fazendo um paralelo com as palavras do Marco Aurélio é isso. Nós gastamos uma energia absurda desnecessariamente. Inclusive pela Física realmente é assim. Há o trabalho da força peso, mas ele é absolutamente diferente do trabalho que vem da força muscular que exercitamos.

Digamos que quero levar uma caixa do primeiro para o segundo andar de um prédio. Eu posso pegar um elevador e deixar a caixa no piso do elevador. Eu posso subir as escadas com essa caixa. E se houver aquelas rampas inclinadas, eu darei uma volta bem grande e chegarei no andar de cima.

Teve alguma diferença no trabalho da força peso? NÃO. Nenhum! Porém, o maior gasto de energia é subindo pela rampa. Eu poderia simplesmente pegar o elevador! Mas nós somos peritos em complicar as coisas! Acredito que agora com essa comparação, vai ficar bem mais fácil entender as palavras do Marco Aurélio.

“Poderias desfrutar agora mesmo todas as coisas que estás suplicando para alcançar tomando o longo desvio — se parasses de te privar delas.”

Marco Aurélio

Nesse exemplo que eu dei é como se eu dissesse para mim mesmo: “Eu não mereço subir pelo elevador! Quem sou eu para seguir por esse caminho tão fácil? Prefiro ir pelo mais difícil…”.

What?? A vida pode ser muito mais simples se nos sentirmos merecedores de que tudo aconteça na nossa vida de forma simples. Inclusive há um decreto muito bonito das formações em barra de acess que me utilizo todos os dias e faço questão de compartilhar com você: “Tudo vem a mim com facilidade, alegria e glória”. Repita esse decreto inúmeras vezes todos os dias e você estará pouco a pouco trabalhando seu interior para não dificultar as coisas e não atravancar os seus caminhos!

Torço para que você aplique essa sabedoria simples e incrível do Marco Aurélio na sua vida. Você só terá ganhos com isso…

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Os três tipos de pessoas num caixa de supermercado

Por Isaias Costa

Eu tive contato com uma metáfora interessantíssima que falava sobre termos equilíbrio nos nossos caminhos e projetos. Essa metáfora foi escrita por Seth Godin no seu livro intitulado “O melhor do mundo: saiba quando insistir e quando desistir”, que ainda não li, mas pretendo ler em breve.

Nessa metáfora, ele diz que existem três tipos de pessoas que fazem compras num supermercado. As primeiras são as que vão para uma fila curta, mas nunca olham pras outras que muitas vezes podem até ser mais longas, mas estão fluindo com muito mais rapidez e ela poderia mudar de fila se quisesse.

O segundo tipo são aquelas impacientes, que não aguentam esperar nem dois minutos e já mudam pra outra fila, e se essa está demorando, vai pra outra e pra outra. Elas ficam como uma “barata tonta” como se diz popularmente.

Por último tem aquelas que entram numa fila e esperam com paciência, porém com atenção se ela não está demorando demais. Daí elas concluem que se a fila está demorando demais, só mudam uma vez para uma que esteja fluindo mais rápido.

Essa metáfora é simplesmente perfeita! As primeiras são as pessoas teimosas, turronas, que nunca dão o braço a torcer nos seus caminhos e projetos. Mesmo que todas as variáveis estejam indicando que esse caminho é inviável, a pessoa permanece nele indefinidamente. Muitas vezes essas pessoas só mudam o seu caminho depois de um grave adoecimento seja ele físico, ou mental e emocional.

Nesse ponto, vale frisar a diferença sutil, mas muito importante que existe entre teimosia e persistência. Teimosia é continuar mesmo sofrendo, mesmo sabendo que esse caminho não vai lhe levar ao sucesso e a plenitude como você tanto gostaria. Já a persistência é saber que muitas vezes o caminho é sofrido mesmo, tem muitos espinhos, mas você faz com todo amor, de coração, e sabe que ele está fazendo diferença na vida de outras pessoas, mesmo que não sejam muitas. Eu até escrevi um texto com mais detalhes sobre essa temática, se você quiser lê-lo, fique à vontade, segui o link [aqui].

O segundo tipo são as pessoas instáveis, volúveis, que começam um monte de projetos, mas não seguem perseverantes neles. São aquelas pessoas que eu costumo dizer que têm muita iniciativa, mas pouca acabativa. Pode ser algo extremamente frustrante você começar um monte de projetos e não dar prosseguimento a eles. Inclusive numa visão psicológica, existem muitas explicações interessantes sobre esse comportamento. Um deles, por exemplo, é o medo do sucesso sabia disso? A pessoa se sabota depois de um tempo, porque inconscientemente ela vai se dando conta de que aquele projeto pode dar tão certo de um jeito que a sua vida vai dar uma reviravolta. As responsabilidades vão aumentar imensamente e a pessoa, por medo, fica se achando incapaz de seguir em frente com aquele projeto, daí se sabota, ou encerrando, ou sendo negligente, ou procrastinando demais e por aí vai.

Existem zilhões de outras possibilidades e configurações para as pessoas desse segundo tipo. Talvez em textos futuros eu traga pra cá um pouco mais sobre isso!

Já a terceira possibilidade é a mais próxima do ideal possível. Ela traz o famoso “caminho do meio”, sem exageros de nenhuma natureza, sem os extremos da teimosia nem da volubilidade. São as pessoas que seguem nos seus projetos, mas que percebem que se estão quebrando a cabeça demais com eles, ou elas mudam o trajeto, ou fazem uma série de ajustes para que as coisas fluam e funcionem melhor.

Assim elas vão sempre se aprimorando, e o sentimento de realização, de alegria, de pertencimento, de reconhecimento etc. tudo isso está presente.

É maravilhoso quando você está vivendo nessa harmonia, sendo como a água, como nos dizia brilhantemente o Bruce Lee. Essas pessoas são as mais flexíveis, que diante das dificuldades, das pedras no caminho, fazem o contorno dessas pedras e seguem adiante.

Que tal a gente se esforçar para fazer parte desse grupo hein? Vale a pena demais! É como eu sempre digo e repito por aqui. O caminho do meio sempre é a melhor opção!

Espero que essas reflexões tenham agregado valor na sua vida tanto como gerou na minha quando eu conheci essa bela metáfora…

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P.S. Breve podcast com reflexões a partir desse texto. Nele trouxe alguns exemplos do dia a dia bem interessantes. Confira!

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Nós somos o que fazemos repetidamente

Por Isaias Costa

“O hábito e a aptidão são confirmados e se desenvolvem em suas ações correspondentes; andar por andar e correr por correr […] Portanto, se queres fazer alguma coisa, transforma-a num hábito. Se não queres fazer tal coisa, não o faças, mas adquire algum outro hábito em vez disso. O mesmo princípio está em funcionamento em nosso estado mental. Quando ficas irritado, não estás apenas experimentando esse mal, mas também reforçando um mau hábito, acrescentando combustível ao fogo.”

Epicteto

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Construir bons hábitos é uma das melhores coisas que podemos fazer na nossa vida. Você certamente já ouviu inúmeras vezes que todo hábito se constrói por repetição não é mesmo? E talvez até já tenha lido ou ouvido falar que precisamos de no mínimo 21 dias seguidos para consolidar um novo hábito! Quero já de início fazer uma ressalva. As coisas não são tão preto no branco assim como aparenta viu?

Dependendo da nossa força interior e determinação, às vezes precisamos de menos de 21 dias para construir um novo hábito, da mesma forma que algumas coisas às vezes estão tão enraizadas de um jeito que 21 dias não é o suficiente. Mas independentemente do número de dias, é um fato o que diz a frase do grande Aristóteles e que intitula esse texto: “Nós somos o que fazemos repetidamente”.

Ele nos deixou esse registro há 2300 anos, porque será que até hoje a maioria de nós não utiliza essa sabedoria a nosso favor? Cada vez mais eu venho constatando na minha própria vida e caminhada algo que talvez incentive, traga um pouco de motivação pelo menos para alguns que lerem esse texto. Se chama “bem estar”.

“Bem estar” o próprio nome já diz, é estar bem no aqui e agora, vivendo plenamente o momento presente.

Vou trazer um exemplo bem caricato pra que você entenda a minha linha de raciocínio. Infelizmente, é um consenso na nossa sociedade que tomar bebidas alcoólicas é algo lícito, absolutamente permitido, desde que depois de beber você não dirija, obviamente! Por inúmeras razões que não conseguiria trazer aqui, por serem quase infinitas, as pessoas bebem, muitas se embriagam, perdem total a noção e até mesmo a consciência, e sem perceber direito estão se tornando alcoólatras.

O prazer que é proporcionado pelas bebidas existe, claro! Senão não haveria tanta gente bebendo não é? Porém, existem “n” maneiras de alcançar um prazer físico semelhante ao proporcionado pelas bebidas e, detalhe ok? Na realidade é possível atingir prazeres absurdamente maiores sem elas!…

É aqui que quero chegar! Podemos construir novos hábitos em cima dos velhos que não estejam nos fazendo bem entende? Com esse exemplo, quero deixar bem claro que não estou dizendo para você parar de beber! Estou dizendo apenas que tome cuidado para que isso não se torne um vício, porque uma vez o vício instalado, fica mais difícil se libertar!

Eu não gosto de bebidas alcoólicas. O máximo que tomo é aqui acolá uma taça de vinho ou de champanhe, pois sinto prazeres físicos muito maiores e melhores sem elas. Por exemplo, eu amo ouvir boas músicas, amo conversar e estar 100% presente para ouvir quem está comigo, amo fazer atividades físicas, amo dedicar momentos a contemplar a natureza, caminhar na beira da praia ou ir para lugares mais arborizados e naturais etc.

Esses bons hábitos me conectam com a minha essência e me fazem não ter o menor desejo por bebidas alcoólicas.

Esses hábitos foram construídos ao longo de muitos anos, não foi algo do dia pra noite. Quero inclusive pontuar as atividades físicas. Elas liberam tantos hormônios do prazer e bem estar que acabam se tornando uma espécie de “vício bom” sabia?

Quando passo uns 2 dias sem correr ou jogar basquete, que são os meus esportes favoritos. Me dá um “comichão” como se diz popularmente! Eu fico numa inquietação para correr e me movimentar. Isso é maravilhoso! Percebe como isso é uma questão de hábito? Eu sempre reservo um tempinho do meu dia para isso. E como consequência, a cada dia a minha saúde está melhor!

O Epicteto traz o exemplo da raiva. Se ficamos com raiva dia após dia, esse se torna nosso padrão. Vamos nos tornando pessoas ranzinzas. Que tal em vez de raiva alimentarmos a gratidão? Já escrevi inúmeras vezes por aqui que a gratidão é um dos sentimentos mais elevados que podemos desenvolver.

Já começar o dia agradecendo por estar vivo, por ter tido uma boa noite de sono, por ter uma cama confortável para dormir, por ter uma casa para morar, por ter sempre a possibilidade de se alimentar, por ter um trabalho, por ter uma família, por ter bons amigos etc. etc. Só o que não falta são motivos para agradecer. Dessa forma vamos construindo mais esse excelente hábito!

Vamos juntos construir bons hábitos? E assim sermos uma melhor versão da gente mesmo a cada novo dia?…

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P.S. Podcast com breves reflexões a partir desse texto. Nele eu trouxe muitas outras ideias interessantes. Confira!

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A vontade divina e a vontade carnal

Por Isaias Costa

“Eu desejo desejar menos. Para encontrar a paz e a realização no que é essencial. Para apreciar a beleza das cores que me envolvem. Nosso espírito está constantemente a nos proteger de alcançar coisas que não são úteis ao nosso progresso e que obscurecem a essência. Um grande desafio desta experiência terrena é despertar a Vontade e, ao mesmo tempo, acalmar o ímpeto dos desejos. A Vontade emana da nossa centelha divina, da luz que clareia os passos. Ela purifica os desejos incessantes até que eles se harmonizem com a nossa busca pelo que é Eterno.

A Vontade é a força enérgica da alma e nos conduz à libertação. Os desejos, quando não são inspirados pela Vontade, nos aprisionam. Nos acostumamos a caminhar movidos pelos desejos, mas cada vez mais distantes das aspirações da alma. Às vezes, é preciso parar de procurar para encontrar o que realmente buscamos. É quando a divina Vontade prevalece e nos leva montanha acima, nutrindo-nos com paciência, sabedoria e constância. Abrimos espaço para criar inspirados pela luz radiante da consciência.”

Felipe Rocha

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Essas palavras do Felipe Rocha trazem de forma simples e didática a diferença entre as duas vontades, a divina e a carnal. Todos nós temos as duas, porém, infelizmente, a maioria de nós se deixa dominar pela vontade carnal, e assim não consegue sentir a plenitude que só pode ser alcançada através da vontade que vem da nossa alma, a vontade divina!

A mola propulsora da vontade carnal são os desejos materiais, que são os mais diversos, sejam por coisas, ou por prazeres efêmeros. Até que nos frustremos bastante e nos questionemos no mais profundo da nossa alma sobre as nossas escolhas, seguiremos achando que é só quando tiver “x” reais na conta bancária é que seremos plenamente felizes, ou depois de ter viajado pelo mundo afora, ou depois de ter atingido o máximo de status possível por conta do trabalho etc. etc.

Tudo isso são ilusões que só nos aprisionam na frequência do desejo puramente material. Mas o desejo não é algo de todo ruim, de forma alguma! Existe o desejo por buscar a si mesmo, o desejo pela espiritualidade, pela transcendência, que inevitavelmente nos conduz ao amor, a alegria, a paz, ao amor incondicional e por fim, depois de muita, muita caminhada, às altas frequências da iluminação, atingida pelas grandes seres de luz que se eternizaram como Jesus, Buda, Krishna, Lao Tse, Confúcio, Sócrates e por aí vai.

A mola propulsora da vontade divina é o amor, que faz com que vençamos todos os medos e saiamos de forma consciente da frequência do desejo puramente carnal. Mas ao escrever tudo isso, é bem possível que você que esteja lendo se pergunte: “Mas será que eu consigo acessar essas altas frequências? Me conectar com esse amor?”.

Sim! É claro que consegue, e o Felipe deu uma linda dica de como se consegue isso, são três os “ingredientes”: paciência, sabedoria e constância.

É muito verdade isso! Tomo por mim. Venho há muitos anos numa busca constante pelo autoconhecimento e a cada dia vejo em mim novas camadas que precisam ser trabalhadas, lapidadas, aprimoradas… Sempre haverá algo mais a ser visto e iluminado pela consciência! Sempre!

Aproveito até para replicar uma frase que muito me motiva diariamente e ouvi diversas vezes da querida Profa. Lucia Helena Galvão: “Sem pressa e sem pausa”.

Essa frase é perfeita, porque nós temos a eternidade pela frente num processo constante de evolução, porém, se ficarmos só “dormindo no ponto” como se diz popularmente, podemos desperdiçar toda uma encarnação. E essa é uma perda irreparável…

Mas se você caiu nesse texto e leu até aqui, fique tranquilo! Você certamente está caminhando. Ninguém cai nesse blog sem ter essa fagulha acesa dentro de si mesmo.

Portanto, espero que com essas palavras tenha ficado um pouco mais claro pra você a diferença entre as duas vontades, a divina e a carnal. E que a gente conscientemente se mova dia após dia cada vez mais pela vontade divina…

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P.S. Breve podcast com reflexões a partir desse texto. Nele eu li o texto do Felipe Rocha na íntegra! Ficou bem bacana. Segue o link abaixo…

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Só ensine aquilo que você vivencia na prática

Por Isaias Costa

“Aqueles que recebem meras teorias de imediato querem vomitá-las, como um estômago irritado faz com a comida. Primeiro digere tuas teorias e não as vomitarás. De outro modo, elas serão cruas, estragadas e não nutritivas. Depois que as tiveres digerido, mostra-nos as mudanças em tuas escolhas racionais, assim como os ombros dos ginastas exibem sua dieta e treinamento, e a habilidade de artesãos mostra o que aprenderam.”

Epicteto

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Eu achei simplesmente perfeitas essas palavras do grande filósofo estoico Epicteto. Aqui ele está nos ensinando uma das maiores virtudes que nós como seres humanos podemos aprender, que é a COERÊNCIA, palavra que significa em sua raiz “conexão”. Ou seja, a união entre o que eu digo e o que eu faço!

É como diz aquele velho e conhecido ditado: “Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço…”. É ridículo colocar na prática da vida esse ditado! Torço para que você que esteja me lendo agora, se ainda em alguma área da vida se pega sendo um protagonista deste ditado que mude de postura!

Inclusive eu quero também me colocar aqui nesse texto. Já cometi inúmeras vezes essa falha e venho há muitos anos num esforço consciente de ensinar apenas aquilo que eu vivencio na prática. Os temas que eu desenvolvo por aqui são sempre voltados para algo que levo para a minha prática de vida e jamais trago dicas ou lições de coisas que não pertencem a minha realidade, exatamente para ser COERENTE.

Um exemplo simples! Você não vai me ver por aqui trazendo dicas de como educar melhor o seu filho, porque eu não sou pai. Como vou ensinar algo que não vivencio? Somente quando eu for pai, se um dia for, é que talvez eu me disponha a trazer dicas sobre educação de filhos!

Outro exemplo. Você não vai me ver trazendo pra cá dicas de investimentos financeiros como a bolsa de valores. Eu não faço a menor ideia de como trabalhar com essas coisas. Sou um zero a esquerda nessas questões, então não posso escrever sobre o que não conheço.

Agora eu posso escrever sobre teorias voltadas para o autoconhecimento, a Psicologia, e Educação, a Filosofia etc. Essas disciplinas fazem parte do meu dia a dia e simplesmente amo estudá-las a compartilhá-las. Se você curte essas áreas o “Para além do agora” é um prato cheio para você.

Assim como posso ensinar tranquilamente qualquer assunto de Matemática e Física do Ensino Médio porque trabalho com isso todos os dias há quase 15 anos. Você pode contar comigo sem pestanejar!

E dessa forma, com muita honestidade e sinceridade, vamos sendo uma melhor versão da gente mesmo. Sendo um exemplo de quem vive o que fala e ensina.

Tem um lado que o Epicteto não traz nas suas palavras, mas que está completamente ligado ao tema da coerência. Quando somos coerentes, nós passamos mais credibilidade e os outros tendem a ter mais confiança na gente! Elas pensam assim: “Eu sinto que posso confiar nessa pessoa…”. E dessa forma vínculos incríveis podem ser estabelecidos.

Sem contar que pega mal a incoerência. Ela é como essa comida estragada que o Epicteto nos traz e certamente vai fazer mal mais cedo ou mais tarde. Na internet é só o que a gente vê, os picaretas de plantão sendo desmascarados.

Um exemplo gritante bastante veiculado foi de um rapaz que era coach de relacionamentos e constantemente violentava fisicamente a sua esposa. Veja só que ridículo isso não é mesmo?

O que também aparece muitas vezes são pessoas ensinando a ganhar milhões e estão atoladas em dívidas. Como assim? É difícil até acreditar que isso acontece! Mas sim! Acontece mais comumente do que imaginamos.

Que tal levarmos essa mega sabedoria do Epicteto para as nossas vidas? Garanto a você que aplicando na prática o que ele ensina, sua vida vai dar um upgrade gigantesco e você vai agradecer pra sempre que existe a Filosofia do Estoicismo como um guia para uma vida melhor…

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P.S. Breve podcast com reflexões a partir desse texto. Confira!

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Os desafios na vida são oportunidades para desenvolvermos inteligência emocional e espiritual

Por Isaias Costa

“A felicidade genuína é o sintoma de uma mente saudável e equilibrada, assim como o bem-estar físico é o resultado de um corpo saudável. Entre as pessoas do mundo moderno, predomina a noção de que o sofrimento faz parte da vida, que é simplesmente normal experienciar frustração, depressão e ansiedade. Nosso sofrimento mental, porém, em muitas ocasiões não tem razão alguma de ser. Ele representa uma aflição sem benefício algum para nós. É somente o sintoma de uma mente desequilibrada.

Em nossa busca constante pela felicidade, é importante que reconheçamos como algumas coisas no mundo estão fora do nosso controle. As outras pessoas – família, amigos, colegas de trabalho e estranhos – se comportam como querem, de acordo com suas próprias ideias e objetivos de vida. Da mesma forma, não há muita coisa que possamos fazer para controlar a economia, as relações internacionais ou o ambiente natural.

Portanto, se basearmos nossa busca da felicidade na nossa habilidade de influenciar outras pessoas e o mundo de um modo geral, é quase certo que o fracasso será total. Então, o que podemos controlar? Que tipo de liberdade temos aqui e agora? Nosso primeiro ato de liberdade deve ser o de estabelecer claramente nossas prioridades.”

Alan Wallace

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Achei maravilhosas essas palavras do escritor Alan Wallace, são de uma lucidez gigantesca. Estamos vivendo tempos bem desafiadores, e a impressão que quase todos têm é de que parece que a cada dia fica mais desafiador!

Estou escrevendo e publicando esse texto enquanto estão havendo conflitos terríveis entre a Rússia e a Ucrânia. Guerra esta que está se refletindo negativamente no mundo todo. Uma das consequências diretas foi uma disparada no preço do barril de petróleo, que imediatamente foi revestido em aumento no preço dos combustíveis. Aqui no Brasil houve de uma vez um aumento de mais de R$ 1,00 na imensa maioria dos postos. É simplesmente estarrecedor!

Mas por que estou trazendo tudo isso pra esse texto afinal de contas? Porque essas coisas externas nós temos bem pouco poder para mudar e está acontecendo tudo numa escala global entende? Nessa hora não vai adiantar nada ficar se descabelando, xingando Deus e o mundo, mandando todos os políticos pra aquele canto… Simplesmente isso só vai baixar a nossa vibração e nos deixar mais e mais infelizes.

Essa é a hora que mais devemos testar a nós mesmos se de fato estamos num movimento de elevação de consciência. São nas grandes provações que conseguimos ter essa melhor noção! Este é um momento super propício para ampliarmos duas inteligências em nós, a emocional e a espiritual.

Com a inteligência espiritual principalmente, nós aprendemos que só cabe a nós como lidar com tudo o que nos acontece. Vou dar um exemplo meu bem no contexto atual para ficar mais compreensível.

Eu já adorava andar de bicicleta, pra mim sempre foi uma alegria! Com essa disparada do preço dos combustíveis, eu estou absolutamente decidido a me deslocar bem mais de bicicleta do que de moto, que é o meu veículo de transporte diário.

Com isso não estarei alimentando em excesso esse sistema perverso que lucra em cima da desgraça alheia, que não se contentam com os já exorbitantes lucros que tem e querem ainda mais.

Com essa simples atitude, consigo economizar e ainda, de quebra, estou melhorando ainda mais a minha saúde e condicionamento físico.

Isso é um exemplo simples de estratégia para lidar com as adversidades que não tenho poder para mudar!

O mesmo se aplica ao querer mudar a vida dos outros. Ninguém tem poder para fazer isso e se você já me acompanha a mais tempo, já me leu inúmeras vezes falando sobre isso. Nem vou tratar de novo nesse texto porque você já sabe…

Que tal a gente ver tudo o que está acontecendo como uma grande oportunidade de melhorar quem nós somos como humanos? Aliás! Esse questionamento é outra forma de desenvolvermos essas duas inteligências, a emocional e a espiritual.

Pense com carinho sobre tudo isso ok? Sigamos juntos…

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Quando diminuímos o querer, o essencial nos preenche

Por Isaias Costa

“Aqueles que correm demais perdem a apreciação das paisagens. Aqueles que buscam demais não encontram. Até que decidam agir com naturalidade, sob a guiança serena da essência. Sem aguardar recompensas ou resultados. Acalmando a tensão dos opostos e a agitação da mente, alcançamos a reconciliação com a paz profunda do Eterno. Talvez o Caminho nos convide a fazer menos, para que as coisas se façam por elas mesmas. Somente o coração transparente e tranquilo pode nos apontar a melhor direção. Quando se cala o querer, o que nos sobra? O que é essencial.”

Felipe Rocha

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Eu adoro ler os textos do Felipe na sua página do Instagram @xamanismoseteraios, porque eles sempre me levam a reflexões profundas! Aqui ele está trazendo essa grande verdade que foi amplamente ensinada pelo mestre Buda Gautama. O DESAPEGO.

Ele dizia que o sofrimento existe e a fonte de todos os sofrimentos está no APEGO e na IGNORÂNCIA. Se nos livramos dessas duas prisões, aí a nossa vida ganha um propósito maior e um sentido muito mais profundo.

É incrível o que ele fala sobre o buscar demais e não encontrar. Sim! A gente tem esse verdadeiro vício de buscar em tudo o que é material algo que preencha o nosso ser interior. Aí vem frustração em cima de frustração até que finalmente a gente se dá conta de que não é com coisas que preenchemos o nosso ser, ele é preenchido pelo sentimento de amor, que podemos ampliar para todas as instâncias da vida: amor pela saúde e integridade do corpo, amor pela família, amor pelos amigos, amor pelo trabalho, amor pela conexão espiritual etc.

Quando compreendemos que o amor é a chave que nos conecta com a nossa essência, paramos de correr tanto. Correr pra onde? Correr pra quê? A vida não é uma corrida! A vida é um presente dado por Deus ou o nome que quiser dar…

Cada dia é extremamente precioso, e cada dia vivido a partir do essencial é um dia que foi bem vivido, plenamente vivido! É isso o que eu cada vez mais quero para a minha vida e sempre que possível, levar essa mensagem para mais e mais pessoas!

Durante esses dois anos de pandemia muita coisa mudou na minha vida e tenho certeza que na sua também aconteceu a mesma coisa. Eu já tinha uma boa noção do que é o essencial na vida, e com esse movimento mundial de ficar em casa, eu mergulhei ainda mais na minha casa interior, no meu coração e percebi que, definitivamente, eu não preciso de tantas coisas assim no campo do material.

Percebo que o estilo de vida minimalista que já adoto há vários anos, está se tornando pouco a pouco mais comum no mundo todo, e é maravilhoso que isso esteja acontecendo, primeiro pelo que já expliquei, não são as coisas que nos preenchem o ser, e segundo, porque o nosso planeta já não aguenta mais tanta agressão que nós estamos imprimindo a ele todos os dias!

Com menos consumo é óbvio que o lixo produzido e as tranqueiras que levam décadas ou séculos para se desintegrarem, vão diminuir, assim como as desigualdades sociais consequentemente também.

Pode parecer meio utópico tudo o que estou trazendo, mas não é, é bem real! Está acontecendo todos os dias e cada vez mais. É um movimento sem volta.

Eu quero estar vivo e bem saudável para ver o nosso planeta com uma cara diferente. Com pessoas super felizes, realizadas, saudáveis, vivendo em plena abundância. Isso será a realidade do nosso planeta num futuro não tão distante. E você já sabe qual é o caminho que precisa seguir para atingir essa realização! Vamos juntos seguir pelo caminho da conexão com o nosso ser essencial?…

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P.S. Breve podcast com reflexões a partir desse texto. Confira!!

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Viver bem pode ser bem mais simples

Por Isaias Costa

“Quem se sente bem e tem conduta respeitosa em relação aos outros experimenta mais a sensação essencial para o viver bem: uma boa autoestima!

Vive bem quem conseguiu evoluir emocionalmente, é capaz de viver só e também ter elos sinceros com poucos e bons amigos e parceiros amorosos.

Vive bem quem tem ocupações agradáveis e tem no “fazer” uma importante fonte de satisfação; nesse caso, o tempo flui e isso é bem prazeroso.

Penso que viver bem não é muito complicado e nem exige glórias ou dinheiro a rodo: pede um cotidiano gostoso e algum projeto para ir atrás!”

Flávio Gikovate

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Eu concordo plenamente com a visão do grande Flávio Gikovate sobre uma vida boa. Nós fomos induzidos pelo sistema ultracapitalista no qual vivemos a querer sempre mais, a nunca nos contentarmos, a nos sentirmos fracassados se não temos uma gorda conta bancária e um belo carrão na garagem da nossa casa de frente pro mar!

Tudo isso são ilusões e mais ilusões. Logicamente que ter bens materiais valiosos e uma casa na praia é uma maravilha. Podemos sim trabalhar e conquistar isso, no entanto, não podemos depositar nossa felicidade aí, porque certamente iremos nos frustrar.

Uma das lições mais valiosas para a vida e que principalmente os mestres budistas nos ensinam é o DESAPEGO. É aprendermos a usufruir dos nossos bens tendo a certeza de que tudo é breve, tudo é passageiro. Daqui a pouco todos nós já não estaremos mais nesse mundo e o que vale de verdade é o que construímos dentro da gente, a evolução como seres humanos que conseguimos!

É maravilhosa a visão do Gikovate sobre QUANTIDADE e QUALIDADE. O ideal é termos alguns poucos e bons amigos, com quem possamos contar em todos os momentos, sejam bons ou ruins. Até brinco que ter um milhão de amigos é lindo quando se trata da música do Roberto Carlos, mas na prática ninguém consegue essa façanha. Até porque amizade pressupõe que nós tenhamos momentos para confraternizar, para desopilar, brincar, socializar… Como fazer isso com um milhão de pessoas? É humanamente impossível! A quantidade é outra ilusão. O importante é a qualidade. Termos amigos verdadeiros, que abrilhantam nossa vida e despertam o melhor que há em nós!

E claro! Ter um projeto para tocar. Algo para colocarmos nossos dons, nossos talentos. Isso nos dá o senso de PROPÓSITO. De sabermos que não estamos vivendo em vão e que a nossa vida e presença faz diferença na vida de outras pessoas, mesmo que sejam apenas algumas. Mais uma vez retomo o cuidado para não achar que você só será um sucesso se fizer algo mirabolante, gigantesco, um trabalho ou projeto que atinja milhões de pessoas! Saia dessa ilusão. Isso é uma furada!

Aqui mesmo! Com os meus textos eu não atinjo milhões de pessoas. Mas a satisfação que eu sinto por saber que eles podem contribuir com uma que seja, já me dá impulso, alegria e motivação para continuar firme e forte nesse projeto que até a título de curiosidade, em setembro de 2022 completará 10 anos! Uau! Eu mesmo me surpreendo com a minha perseverança aqui no blog!

Percebe como tudo pode ser bem mais simples? Leve essas dicas práticas do Gikovate para a sua vida e você vai logo perceber o quanto tudo vai ficar bem mais leve…

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