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Vantagens de ser introvertido

Por Simone Oliveira

introversão

Há algum tempo tenho me sentido em paz procurando levar pra longe da minha mente qualquer pensamento negativo ou inoportuno. É um pouco complicado, porém, com a prática tenho criado esse hábito, lógico, sempre pedindo a Deus que me ajude.

Desde sempre sou introvertida. Mas não num grau baixo, e sim monstruosamente introvertida ao ponto de deixar de conversar com terceiros para ficar com meus pensamentos e reflexões interiores e não me sentir sozinha nunca. Por causa disso, sempre fui tida como aquela garota quieta, que não conversa com ninguém, de poucos amigos e frequentemente distraída. Fazer o quê! A cabeça está a mil, não sobra tempo para ver o que está do lado de fora!

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Navegue pela internet, não naufrague nela

Por Isaias Costa

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Esses dias estava assistindo no youtube a uma palestra do filósofo e escritor Mario Sergio Cortella, na qual ele falava sobre uma série de temas, mas foi dado um enfoque maior à era digital em que vivemos mergulhados hoje!

Ele falou a seguinte frase e que me deixou bastante reflexivo: “Tem gente que não navega pela internet, naufraga nela. Porque quando você navega pelo menos você está sabendo para onde está indo…”.

Essa frase, apesar de curtinha, traz uma verdade incontestável para o momento atual. A internet de fato pode ser comparada com um mar. Ela tem uma verdadeira tsunami de informações! Aproveito até esse gancho para completar com outra frase dita pelo Cortella: “Não podemos confundir informação com conhecimento. A internet tem muita informação, mas o conhecimento é uma seleção dessas informações. As informações são as ferramentas para o conhecimento”.

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Autoestima, propósito e amor

Por Simone Oliveira

Há alguns dias não sinto vontade de escrever. Aliás, a consciência pesa, eu sei que preciso, mas simplesmente não consigo. Abro o arquivo, olho a folha em branco e nada vem à mente. Mesmo assim sinto que tenho a responsabilidade de escrever algo a alguém.

Cheguei à conclusão de que durante esse período em que estive produzindo textos pro blog amadureci, algumas fichas caíram dentro da minha cabeça e consegui me livrar de diversas questões que atrapalhavam a minha caminhada, tornando-a mais pesada do que deveria ser. Conversei com pessoas próximas a mim, tive coragem de expor opiniões que até então não tinha dito e que me amargavam por dentro e não me senti julgada pela primeira vez. Adquiri apoio e confiança de quem importava e isso me tranquilizou. Com as dificuldades resolvidas, me tornei mais calma e feliz, vivendo um dia de cada vez, não me cobrando além do necessário e fortalecendo a minha autoestima; pensando de formas que nunca havia pensado, lido muito melhor com os outros e passo confiança nas minhas atitudes. Sabendo me posicionar, adquiro mais respeito.

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Escutar para compreender, não para responder

Por Isaias Costa

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Esses dias estava assistindo a uma palestra maravilhosa com a Couch Carolina Nalon e que me inspirou a escrever esse pequeno texto que você lê agora.

Ela falava sobre o tema de suas pesquisas e estudos que é a Comunicação Não Violenta (CNV) e o quanto ela é vital no mundo de hoje.

Essa comunicação não violenta está baseada em vários princípios, mas a Carolina enfatiza bastante dois, que são a EMPATIA e a COMPAIXÃO.

Quando eu alio os dois na hora de conversar com as pessoas, eu naturalmente gerarei uma conexão interessante e que poderá até mesmo levar a pessoa a se curar de pelo menos parte das suas dores emocionais.

Quando eu me comunico dessa maneira, eu sei que a outra pessoa sofre e que tudo o que ela deseja é superar esse sofrimento. Então o que eu puder fazer para ajudar nesse sentido eu o farei.

Essa é uma capacidade inata de todo ser humano, mas parece que estamos engavetando essa capacidade incrível de nos conectarmos de uma forma bonita com as outras pessoas.

Ela faz um alerta nesse vídeo e que eu reforço aqui, a população está crescendo absurdamente e no final do século XXI existem previsões de que a população já tenha ultrapassado os 10 bilhões de habitantes. Você tem ideia da complexidade que é viver num planeta com mais de 10 bilhões de habitantes? Cada um com uma consciência diferente?

Nessa hora eu replico o que muitos terapeutas atuais dizem constantemente: cada um de nós precisa se tornar um pouco terapeuta.

Porque se não for desse jeito, viveremos praticamente num campo de guerra, prontos para nos atacarmos a toda hora! É isso que você quer? Se você está lendo esse texto já é uma prova de que NÃO QUER.

Essa frase dita pela Carolina é muito impactante e verdadeira: “Precisamos aprender a escutar para compreender, não para responder”.

Nós temos um verdadeiro vício de simplesmente ouvir de uma forma mecânica, sem de fato escutar o outro. Ouvir é simplesmente o ato de decodificar aquilo que a outra pessoa está falando, são as vibrações que acontecem nos ossículos do ouvido médio e captação de sons no ouvido interno até levar ao nervo auditivo.

Isso não tem nada a ver com escutar, que requer COMPREENSÃO das palavras do outro! Requer um esforço para se conectar a ele de alguma maneira. Infelizmente, devido ao mundo corrido e adoecido no qual estamos inseridos, a maioria das pessoas está presa no seu mundinho e não deseja ter essas conexões mais empáticas e verdadeiras!

Esse vídeo e esse pequeno texto são alertas para que você procure de fato começar a olhar para si mesmo com esse desejo de melhorar a comunicação, porque como já falei antes, isso é algo vital e nesse mundo contemporâneo, é algo cada vez mais importante.

Deixo você agora com as reflexões super profundas e importantes da querida Carolina Nalon. Garanto que valerá a pena cada um desses 18 minutos que ela fala sobre essa comunicação não violenta…

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Como lidar com explosões emocionais?

Por Isaias Costa

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Ontem, 07/02/17, houve um hangout muito interessante feito pelo grupo do site O Lugar, que fala sobre temas voltados para o autoconhecimento e transformação interior. Site esse que sempre recomendo aos amigos!

Nesse vídeo, que compartilharei ao final desse texto, tem um trecho que me chamou bastante atenção na qual a Eve Ekman ( pesquisadora de regulação emocional e professora do programa Cultivating Emotional Balance (CEB)) falava sobre EXPLOSÕES EMOCIONAIS e como lidar com elas.

Abaixo está a transcrição desse trecho do vídeo…

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Pergunta: “Como lidar com explosões emocionais?”

Resposta da Eve Ekman:

“Ao lidar com explosões emocionais, é muito importante sair da cabeça e focar no corpo. Shantideva diz que pensar sobre as nossas emoções é como colocar querosene no fogo. Na verdade, nosso corpo é capaz de sentir a emoção e liberar a emoção se nossa mente não ficar acionando a história repetidamente.

Uma vez que nós tenhamos liberado a intensidade, aí sim aplicamos o microscópio de nossa mente para analisar a causa e como podemos agir.

Há várias práticas contemplativas (parecidas com o escaneamento do corpo) que nos ajudam a sentir as emoções passarem pelo corpo, observando as sensações táteis.

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Eu achei muito profunda e impactante a colocação da Eve Ekman. Se todos nós de fato colocássemos em prática o que ela propõe de forma tão simples, pode ter certeza que mais da metade dos consultórios de Psicologia, Psiquiatria e Psicanálise ficariam vazios e quase a totalidade da indústria farmacêutica perderia os seus lucros exorbitantes.

Não é exagero da minha parte! Essa é uma verdadeira transformação de vida, a grande questão é que são poucos os que estão dispostos a colocar tudo isso na prática da vida diária.

Antes de tudo é preciso diferenciar EMOÇÕES de SENTIMENTOS.

Quase todo mundo se embanana com essas duas definições. Vou tentar diferenciar da forma mais didática possível.

Emoção é aquilo que me desperta reações internas, e pode ter diversas naturezas. Por exemplo, algumas emoções são: euforia, alegria, raiva, tristeza, susto etc.

Sentimento é quando alguma emoção é evidenciada pelo corpo através dos sentidos. Por exemplo: eu posso assistir a um filme de drama e ter a emoção de tristeza e essa tristeza se transforma em um sentimento e então eu começo a chorar. Esse choro é um sentimento de tristeza.

Ou eu posso assistir a um filme de terror e ter a emoção do medo ou do susto. Então esse medo se transforma em um sentimento e com isso sinto calafrios, sinto palpitações no coração. Esse foi o sentimento gerado pela emoção do medo causado pelo filme!

Percebe como é bem diferente? Sabendo disso eu posso controlar as minhas emoções negativas, para que assim elas não se manifestem como sentimentos no meu corpo.

É isso o que as práticas meditativas propõem. Que você controle as emoções e assim tenha mais EQUILÍBRIO EMOCIONAL. Não é interessante?

O primeiro parágrafo já resume tudo. Perceba! Com as práticas meditativas eu posso fazer com que as emoções simplesmente passem através de mim sem que se tornem sentimentos difíceis de lidar. O pensamento é o grande entrave, porque ele alimenta essas emoções e as transformam em sentimentos, entende? O pensamento me leva a sair do momento presente, do AQUI e AGORA e me leva pro passado ou pro futuro! Daí eu saio do meu centro de equilíbrio!

Um exemplo categórico é a RAIVA.

Eu posso ter a emoção da raiva e ela pode percorrer todo o meu corpo. Se eu não trabalhar minhas emoções essa raiva vira um sentimento e então eu me torno ríspido com as palavras, beligerante com os gestos ou mesmo com o meu comportamento, podendo até mesmo ser violento com alguém.

Porém, se eu trabalho as minhas emoções nesse controle da emoção da raiva, eu simplesmente OBSERVO que estou com raiva, então medito sobre essa emoção, então aos pouquinhos eu jogo toda essa energia para o universo e ela não se transforma nesse sentimento danoso de raiva de outra pessoa!

Da mesma forma que é com a raiva pode ser com outros sentimentos, como o CIÚME.

Eu vejo minha namorada ou namorado conversando abertamente com outra pessoa. Nessa hora a emoção de achar que está havendo algum “lance” entre os dois pode vir! É bem comum isso! Mas com o controle das emoções eu posso respirar fundo e depois conversar cordialmente e saber um pouco mais sobre quem é tal pessoa!

Muitas vezes se trata apenas de um amigo ou amiga e nós estamos apenas “surtando”!

Com esses poucos exemplos, acho que deu pra você perceber o quanto é importante o que a Eve Ekman está transmitindo não é mesmo?

Portanto! Procure meditar mais, procure se interiorizar mais, para que sua SENSIBILIDADE cresça e você consiga controlar suas emoções para que dessa forma elas nunca se transformem em sentimentos autodestrutivos ou deletérios.

Desejo a você uma excelente prática desses ensinamentos. Falo isso com bastante ênfase porque de nada adianta você ler esse texto e simplesmente dizer: “Que texto bacana!”. NÃO. Nada disso! Agora é hora de você “colocar a mão na massa” e exercitar tudo isso ok?

E para continuar refletindo sobre esse e outros assuntos, convido você a assistir esse hangout completo! Segue o link abaixo. Paz e luz…

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A origem da alegria é a apreciação

Por Isaias Costa

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Essas dias assisti a uma vídeo muito bonito com o monge budista tibetano Yongey Mingyur Rinpoche, no qual ele falava sobre a origem da alegria. Achei tão impactantes suas palavras que fiz questão de transcrevê-las para cá, caso você queira imprimir ou compartilhar com seus amigos… Segue abaixo o link do vídeo.

“A origem da alegria é a apreciação, a capacidade de se alegrar com a sua vida e com o que nós chamamos de bondade fundamental, bondade fundamental inata.

Isso significa que todo mundo possui qualidades maravilhosas. A natureza de cada um de nós possui: amor, compaixão, sabedoria, capacidades, habilidades…

Portanto, você é mais o que pensa ser. É incrível! Todos nós… podemos reconhecer a nossa bondade fundamental e cultivar gratidão. Aprecie!

E a apreciação começa com coisas pequenas como:

“Eu respiro! Que maravilha…”

“Eu tenho a vida! Maravilhoso…”

“Eu tenho olhos… Maravilhoso…”

=> Clique aqui para ler o texto completo

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Eu quero me curar de mim

Por Isaias Costa

autoconhecimento

É com grande alegria que inicio o ano de 2017 trazendo uma reflexão que considero extremamente importante, a HUMILDADE.

Sei que você que está me lendo agora tem o desejo de se tornar uma pessoa melhor e isso passa de imediato pelo exercício da humildade.

Muitas vezes o nosso ego quer nos pregar peças nos dizendo internamente que somos muito bons, que somos muito virtuosos, que somos melhores do que os outros etc. etc.

Nessa hora a gente precisa baixar a nossa bola e reconhecermos o quanto erramos, o quanto falhamos e quanto ainda temos que aprender e melhorar a cada dia.

O que me inspirou a escrever esse texto foi um vídeo magnífico que assisti na passagem do ano. Um breve vídeo que traz o depoimento de vida da querida Flaira Ferro, cantora e dançarina de Pernambuco.

Compartilho abaixo o vídeo para que você assista e também a transcrição da parte que achei mais impactante e profunda nas suas palavras.

“Isso foi muito arrebatador pra mim porque eu vi que através da arte eu estava acessando as pessoas num lugar um pouco mais profundo do que já tinha vivido até então.

E isso passou a fazer muito mais sentido pra mim enquanto artista. A motivação agora não era mais ser aplaudida, nem o deslumbramento e a ilusão que o palco traz, mas sim a conexão de fato com a minha verdade, que automaticamente vai ressoando com a verdade das outras pessoas que buscam uma escuta verdadeira.

E nesse processo, o que ainda é muito novo pra mim, ei tirei algumas conclusões e uma delas é a de que eu encontrei na minha fragilidade a minha força, descobri que a tristeza e as dores, elas podem ser otimizadas, porque elas são verdadeiros antídotos para a hipocrisia. Descobri que querer mudar é viver constantemente num exercício de humildade porque a gente vive num mundo que se estimula a competição, o individualismo, a vaidade.

Então querer mudar é ir contra isso diariamente e contra as nossas próprias sombras.

E percebi que ter consciência das nossas sombras é ter liberdade de escolha para conduzir os pensamentos, para conduzir as relações ao nosso redor.

Hoje, para mim, faz muito mais sentido, pensar numa arte que tenha um caminho altruísta, inclusivo e que é a ideia daquela frase: “sozinho a gente vai mais rápido, em grupo a gente vai mais longe.”

E é esse longe que hoje me interessa enquanto artista e acredito que através da arte a gente pode sim convidar mais pessoas a repensarem como que tem conduzido as suas escolhas até aqui. Pra gente se despir, de fato, de todas as máscaras que a vida vai colocando e que a gente vai absorvendo. E se conectar, de fato, com o que a gente é de verdade.

Eu quero me curar de mim…

Flaira Ferro

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São palavras lindíssimas e muito verdadeiras. O título dessa música que ela cantou é a mais pura verdade: EU QUERO ME CURAR DE MIM.

Perceba o QUERO! É preciso antes de tudo querer mudar, querer ser melhor, e querer implica estar motivado a se curar. Não existe o “gostaria”, existe o “quero”, que leva para o “vou”.

Quanto mais o tempo passa e eu vou amadurecendo, mais fica evidente na minha vida que não são as palavras em si que podem contribuir para ajudar na mudança das outras pessoas, mas a nossa verdade contida por trás delas.

Eu tenho procurado cada vez mais ser transparente na minha vida, e aqui com os textos não é diferente. Procuro me desnudar e falar sobre os meus medos, minhas fragilidades, minhas falhas, meus defeitos e o quanto estou disposto a trabalhar em cada um deles para ser uma pessoa melhor.

É uma alegria para mim ver que cada vez mais pessoas se sentem tocadas pelo que escrevo, e sinto que isso se dá exatamente porque não visto máscaras, não incorporo um personagem. NÃO. Em sou um ser humano igual a todo e qualquer ser humano, que cai, que erra, que se machuca, mas que está sempre disposto a levantar de novo e de novo!

Que essa reflexão brilhante da Flaira Ferro lhe ajude a se curar de você mesmo, daquilo que são sombras e que precisam ser iluminadas pela luz da consciência.

Comece o ano de 2017 com esse desejo de ser uma pessoa um pouquinho melhor a cada dia e se determine por caminhar nesse sentido. Garanto a você que com determinação, com esse QUERER MUDAR, você se tornará de fato, uma pessoa melhor a cada dia, com humildade no ser, com amor no coração e com o desejo de ser altruísta e inclusivo, como tão bem nos coloca a querida Flaira!

Compartilho também um breve áudio que gravei inspirado nessa linda música dela, que é riquíssima de ensinamentos sobre a vida e sobre querer ser uma pessoa melhor…

 

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Tudo na nossa vida funciona na base do oferecimento

Por Isaias Costa

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Ontem, dia 22/11/2016, assisti a uma palestra simplesmente magnífica que me deixou emocionado de tão profunda que foi. Era uma palestra com o tema da AUTONOMIA EMOCIONAL, ministrada em forma de hangout pelo João Vale Neto, membro do site “O Lugar”, que acompanho sempre.

A palestra inteira é importantíssima e cada minuto dela é uma preciosidade, mas farei uma breve reflexão a partir de um pequeno trecho dela que transcrevi aqui embaixo. Confira!

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“Existe a possibilidade de desenvolver uma mente de doação, uma mente que transborda, uma mente que é pedagógica, que está interessada em ajudar os outros a transbordarem. Uma mente que não está segurando, mas oferecendo.

Tudo na nossa vida funciona na base do oferecimento. Tudo. Os elementos: água, terra, fogo, ar… são puro oferecimento. A gente só respira por oferecimento da vida. A dependência é alienígena, não é natural.

Quanto mais eu ofereço sem esperar nada em troca, quanto mais eu desejo que essa pessoa seja feliz de verdade, melhor eu me sinto. Agora, se eu esperar qualquer coisa da pessoa, o primeiro ganchinho surge.”

João Vale Neto

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Ele comenta nessa palestra que o mundo está extremamente carente de pessoas que se doem, que façam sem esperar nada em troca, que curem, que semeiem o bem simplesmente porque têm tanto que não conseguem reter para si entende?

Até já escrevi em outros textos que não consigo guardar tudo o que venho aprendendo e recebendo da vida só comigo, seria de um egoísmo e egocentrismo sem medidas! Eu preciso mesmo compartilhar, e percebo que quanto mais eu compartilho meus conhecimentos e vivências por aqui, mais minha vida tem se tornado feliz e próspera!

Essa autonomia que o João nos fala é ter esse desejo genuíno de que os outros sejam felizes, e isso só pode acontecer com esse espírito de doação. Como eu posso contribuir para que os outros sejam felizes se só consigo olhar para meu próprio umbigo? Como posso fazer outras pessoas felizes se eu mesmo não sou feliz?

Como diria o Mario Sergio Cortella: “Uma vida se torna pequena quando ela é fechada em si. Por isso é preciso transbordar, ou seja, sair da minha borda, se quero ter uma vida que seja importante…”.

O João fala muito bem nessa palestra que ao nos doarmos de coração nos tornamos importantes para alguém e podemos contribuir para fazer desse mundo um lugar mais feliz.

Uma das ideias que mais me impactou foi quando ele disse que todos nós temos algo para doar, TODOS NÓS. E quanto mais fazemos isso de forma genuína, sem esperar nada em troca, mais fluímos com a vida, mais equilibrados e felizes nos tornamos.

A natureza está aí com seus elementais para nos provar isso.

Respiramos todos os mesmo ar.

Dividimos todos a mesma água.

Repartimos a mesma Terra.

O fogo que ilumina nossa vida e aquece o nosso corpo é o mesmo para todos os seres…

Portanto! Através dessas poucas palavras, reflita sobre a possibilidade de você compartilhar um pouquinho de você para o mundo!

Acredite! Você tem SIM algo de especial e maravilhoso dentro de você que pode ser compartilhado para o bem do maior número de seres. É dessa forma que vamos construindo e germinando essa corrente do bem e construindo uma sociedade nova com seres humanos novos!

E para continuarmos juntos refletindo sobre esse tema tão lindo e tão importante, compartilho a palestra na íntegra do meu amigo João Neto. Será uma hora muito bem investida do seu tempo, garanto que sim!

Paz e luz…

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A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras

Por Isaias Costa

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Eu sou fã de carteirinha do mestre Rubem Alves e ele tem me ensinado imensamente a ser uma pessoa melhor e aos pouquinhos ir desenvolvendo a sabedoria. Farei uma breve reflexão a partir de algumas palavras instigantes e inspiradoras dele…

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“Todas as palavras tomadas literalmente são falsas. A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras. Prestar atenção ao que não foi dito, ler as entrelinhas. A atenção flutua: toca as palavras sem ser por elas enfeitiçada. Cuidado com a sedução da clareza! Cuidado com o engano do óbvio!”

Rubem Alves

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Essa frase que intitula esse texto, em minha opinião, é a mais impactante e reflexiva, porque a maior parte das pessoas não atina para o SILÊNCIO, para as PAUSAS, para as ENTRELINHAS, elas querem o óbvio, querem aquilo que já vem “mastigadinho” e não precisa passar por processos de maturação. É por essas e outras que nós brasileiros temos tanta dificuldade em ler e escrever.

Aproveito até para compartilhar minha experiência como professor, que lido com o ensino todos os dias. Os alunos, de um modo geral, hoje em dia estão extremamente preguiçosos para raciocinar, para “botar a cuca pra funcionar”, como se diz popularmente.

Se os professores vêm com um artigo de 10 páginas para ser estudado e debatido, eles acham longo e complexo demais, pedem que tragam artigos menores e mais simplificados.

O resultado disso tudo é que essa imensa distração não colabora para o desenvolvimento intelectual e humano como poderia! Voltarei a falar sobre isso em outros textos…

Quem lê ou já leu os textos do Rubem Alves, sabe que ele era um amante da POESIA. E ela é um exemplo perfeito de que sua mensagem se encontra nas entrelinhas. Ele até brincava nas suas palestras que você pode ler a mesma poesia mecanicamente, igual a um robô, ou pode ler com lirismo, com doçura, degustando cada palavra, mudando a tonalidade de acordo com o que está sendo dito.

Na primeira leitura, provavelmente quem escuta não grava nada, não fixa nada, mas na segunda leitura, quem escuta se apaixona pelo texto. O que mudou? O texto? NÃO. Mudou a forma com que foi lido, passou a ser colocado energia, amor, sentimento, doçura. É isso que faz toda a diferença entende?

É no silêncio que mora a verdade…

Proponho a você a partir desse texto que passe a prestar muito mais atenção nos silêncios, nas pausas, do que no texto em si, no que está sendo dito ou ouvido. Garanto que dessa forma você absorverá bem mais e desenvolverá sua mente.

Suas palavras me fizeram lembrar de um grande mestre oriental chamado Osho, falecido em 1990. Ele tem diversas palestras no youtube, mas elas são ouvidas por pouquíssimas pessoas, sabe qual é o motivo? IMPACIÊNCIA.

Ele fala de um jeito tão lento, com tantas pausas e com tanta atenção ao que está sendo dito, que as pessoas que tentam assistir aos vídeos ficam impacientes, ficam com sono e vão fazer outras coisas no lugar, mesmo suas mensagens sendo transformadoras e conscientizadoras.

O Rubem fala sobre as entrelinhas e quase tudo que o Osho diz está na realidade nas entrelinhas, não nas palavras, mas nos silêncios que ele faz…

Você aceita o desafio de ver um vídeo dele do começo ao fim sem querer mudar de abas, ou ficar “viajando na maionese”? Acredite! Este é um belo exercício de MEDITAÇÃO e ATENÇÃO PLENA que estou lhe passando de forma irreverente! hehe

Abaixo compartilho uma série de vídeos dele no qual ele fala sobre diversos temas! Exercite assistir a um vídeo do começo ao fim…

Para concluir, quero lhe instigar a refletir sobre essa CLAREZA EXTREMA. É bom sim se expressar com clareza e objetividade, mas é bom também buscar o aprofundamento e a complexificação daquilo que se está estudando, senão você corre o risco de sempre ficar apenas na superfície, nas bordas do conhecimento.

Gosto muito das palavras do grande professor e filósofo Mario Sergio Cortella sobre isso. Ele diz que precisamos TRANSBORDAR, ou seja, “sairmos da nossa borda”, em amplo sentido: no conhecimento, na amizade, no amor, na família, no trabalho, nas finanças, na espiritualidade etc.

Esse é um exercício para a vida toda. Sei que você quer transbordar, senão nem estaria lendo esse texto!

O transbordamento está em buscar mais conhecimento, mais amor, mais amizades verdadeiras, maior conexão com o lado espiritual etc.

Percebe como algumas poucas palavras do mestre Rubem Alves carregam nas entrelinhas milhares ou mesmo milhões de possibilidades?

Estou com esse texto apenas fazendo cócegas nas possibilidades de interpretações que essas palavras carregam em suas entrelinhas! Não é à toa que ele é considerado tão genial! Só os gênios conseguem isso! Fazer com que em poucas palavras existam um universo inteiro de possibilidades de reflexões e interpretações.

Que essas palavras tenham lhe instigado a ser enfeitiçado pelos silêncios, pelos espaços vazios, pelas entrelinhas. É aí que mora a sabedoria! É aí que mora a verdade! No silêncio que existe em volta das palavras…

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O relacionamento só é possível entre duas pessoas realizadas

Por Isaias Costa

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Tenho aprendido imensamente com as palavras e a sabedoria do místico oriental Osho. Ele falava com uma simplicidade que tocava o mais profundo dos seus seguidores. Compartilho a seguir algumas sábias palavras nas quais ele fala sobre a importância dos RELACIONAMENTOS.

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O relacionamento só é possível entre duas pessoas realizadas. O relacionamento é uma das melhores coisas da vida: significa amor, significa partilhar. Mas antes de poder partilhar é preciso ter. E antes de você poder amar, precisa de estar cheio de amor, a transbordar de amor.

Duas sementes não podem relacionar-se, elas estão fechadas. Duas flores podem relacionar-se: estão abertas, podem transmitir as suas fragrâncias para a outra, podem dançar sob o mesmo sol e com o mesmo vento, podem ter um diálogo, podem sussurrar. Mas isso não é possível com duas sementes. As sementes estão completamente fechadas, sem nenhuma janela – como é que poderiam relacionar-se?

E é esta a situação. As pessoas nascem com a forma de semente; podem tornar-se flores ou não. Tudo depende de si, do que faz consigo; tudo depende de você crescer ou não. A escolha é sua – e a cada momento é preciso enfrentar essa escolha; a cada momento você está numa encruzilhada.

Milhões de pessoas decidem não crescer. Continuam a ser sementes; continuam a ser possibilidades, nunca se tornam realidades. Elas não sabem o que é realizarem-se pelos seus próprios meios, não conhecem todo o seu potencial, não sabem nada acerca do ser. Vivem completamente vazias, morrem completamente vazias. Como podem relacionar-se?

Isso seria exporem-se – a sua nudez, a sua fealdade, o seu vazio. Parece mais seguro manterem-se afastadas. Até mesmo os amantes mantêm a distância; só vão até certo ponto e mantêm-se alerta para saberem quando devem voltar atrás. Têm fronteiras; nunca atravessam as fronteiras, permanecem confinados nas suas fronteiras. Sim, há uma espécie de relação, mas que envolve a posse em vez dum relacionamento.

Dois amantes suportam algo invisível e algo imensamente valioso: uma certa poesia do ser, uma certa música ouvida nos recantos mais profundos da sua existência. Suportam a mesma harmonia, mas continuam independentes. Podem expor-se ao outro, porque não há medo. Eles sabem que “são”. Eles conhecem a sua beleza interior, conhecem o seu perfume interior; não há medo.

Mas normalmente o medo existe, porque você não tem qualquer perfume. Se se expuser, irá simplesmente cheirar mal. Emanará um cheiro de inveja, ódio, raiva, luxúria. Não terá o perfume do amor, da oração, da compaixão.

Milhões de pessoas decidiram continuar a ser sementes. Porquê? Quando podem tornar-se flores e dançar ao vento e ao sol e ao luar, por que é que decidiram continuar a ser sementes? Há uma razão para a sua decisão: a semente é mais segura do que a flor. A flor é frágil. A semente não é frágil, a semente parece forte. A flor pode ser destruída facilmente pelo vento forte. A semente não pode ser tão facilmente destruída pelo vento, a semente está muito protegida, muito segura. A flor está exposta – é uma coisa delicada e está exposta a perigos constantes. Mas a semente é segura: é por isso que milhões de pessoas decidiram continuar sementes. Mas continuar a ser uma semente é continuar morto, continuar a ser uma semente é não viver. É seguro, certamente que é, mas não tem vida. A morte é segurança, a vida é insegurança. Uma pessoa que queira realmente viver tem de correr perigo, constantemente. Uma pessoa que queira alcançar o cume tem de correr o risco de se perder. Uma pessoa que queira subir aos picos mais altos tem de correr o risco de cair de algum lugar, de escorregar.

Quanto maior for o desejo de crescer, mais o perigo tem de ser aceite. O homem real aceita o perigo como sendo o seu estilo de vida e o seu próprio clima de crescimento. Primeiro sejam. Depois, tudo o resto é possível.

Ser é um requisito básico. Se você for, a coragem surge como consequência disso. Se você for, surgirá um grande desejo de aventura, um grande desejo de explorar – e quando você estiver pronto para explorar, conseguirá relacionar-se. Relacionar-se é explorar – explorar a consciência do outro, explorar o território do outro. Mas quando você explora o território do outro, tem de deixar e aceitar que o outro o explora a si; não pode ser um caminho unidireccional. E você só poderá permitir que o outro o explore quando tiver alguma coisa, algum tesouro, dentro de si. Então não haverá medo. De facto, você convida a pessoa, você recebe a pessoa, convida-a a entrar, você quer que ela entre. Você quer que ela descubra o que você descobriu dentro de si mesmo, você quer partilhar isso.

Primeiro seja, depois poderá relacionar-se – e lembre-se: o relacionamento é bonito. Mas primeiro seja. Uma pessoa feliz, cujas energias começam a transbordar, que se torna uma flor, tem de se relacionar. Não é uma coisa que tenha de aprender a fazer, é uma coisa que começa a acontecer. Mas descubra primeiro o seu centro. Antes de poder relacionar-se com qualquer pessoa, relacione-se consigo mesmo. É esse o requisito básico que tem de ser preenchido. Sem ele, nada é possível. Com ele, nada é impossível.”

Osho

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Procure internalizar essa mensagem tão linda que ele passa nessas palavras, porque elas são muito verdadeiras.

O autoconhecimento nos leva a conhecer os nossos tesouros internos e a não nos envergonharmos de sermos do jeito que somos. É desse sentimento que surge a genuína AUTOCONFIANÇA. Veja só! Confiança vem de “fio”, e autoconfiança é um “fio invisível que liga você a você mesmo”. 

Conhecer nossos tesouros internos, deixar que a nossa luz surja é o passo maior para aprender a se relacionar com alguém, pois dessa maneira você não irá ao encontro do outro como um mendigo, como um pedinte, como uma pessoa carente de atenção, carente de energia! Você já estará bem abastecido e já estará na melhor das companhias, você mesmo!

Com essa postura o relacionamento se torna frutuoso e belo, porque duas pessoas realizadas e felizes estão COMPARTILHANDO suas essências, estão transmitindo suas fragrâncias e seus perfumes uma para a outra. Não existe um doador e um sugador! NÃO. Trata-se de um compartilhamento.

Até hoje, a maior parte das pessoas sofre imensamente nos relacionamentos por causa do MEDO e das suas RESISTÊNCIAS. O medo de deixar a fragilidade dessa flor se envolver é que faz com que recuem e não se aprofundem nesse relacionamento.

Isso é triste, porque se relacionar é um risco, a vida como um todo é um risco, não existem garantias. Aliás! Os casamentos em cartório só existem por causa disso, como se fosse uma “garantia”, de que a pessoa será fiel à outra e de que ela vai continuar com você, ou não vai lhe “passar a perna em nada”

Essa mentalidade está entranhada em nós e no inconsciente coletivo.e acredito que levarão séculos para que nos libertemos completamente dessa concepção.

Aproveito para compartilhar a visão que aprendi com o escritor e palestrante Gustavo Gitti. Ele disse numa palestra isso aqui e concordo plenamente: “Um casamento é isso! É você saber que o outro é livre, mas ele OPTOU por estar com você e voltar para a mesma casa todos os dias. Ele ou ela poderia não voltar, mas volta, porque gosta da presença da outra pessoa. Então nessa hora você agradece. 

– Nossa! Essa pessoa poderia estar onde quiser, mas voltou pra cá. Está comigo! Que maravilha.”

Garanto a você que se você fizer do seu relacionamento esse movimento de GRATIDÃO constante em se alegrar de estar com o outro e deixando essa pessoa completamente livre, é aí que você fará com que ela volte para você indefinidamente, porque você dá espaço para que ela floresça e que o amor floresça por si só, entende?

Enfim! Essas são apenas algumas poucas ideias para que você reflita com carinho.

Para aprofundar esse tema fascinante, compartilho o vídeo do Gustavo Gitti no qual ele fala sobre o amor genuíno, que supera imensamente o amor romântico. Vale a pena reservar uns minutinhos para assisti-lo!

Parte 1

Parte 2

Parte 3

Parte 4

 

 

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