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Descobri que não tenho amigos

Por Simone Oliveira

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Isso mesmo. E foi uma triste e fatídica notícia que caiu como uma bigorna na minha cabeça. Não, eu não chorei. Apenas fiquei perplexa com tudo aquilo que estava acontecendo bem em baixo do meu nariz e eu, como ingênua, relegava ao segundo plano, justamente para não ter que pensar nisso ou decidir o que fazer a respeito.

Descobri que não tenho amigos. Tenho meus pais, a quem amo muito. Tenho meu namorado, que é uma pessoa maravilhosa e está na minha vida há quase 5 anos e me faz feliz todos os dias; tenho meus planos para o futuro e minhas metas diárias para alcançá-lo com planejamento, tenho meu meio social, meus colegas, conhecidos, pessoas que fazem questão de perguntar sobre a minha vida, mas não, eu não tenho amigos. Amigos de verdade, daqueles que podem ser chamados de irmãos, sabe? Esses eu pensava que tinha, mas não tenho. Pelo menos, não mais.

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8 sábios conselhos de Shakespeare mais atuais do que nunca

Por Isaias Costa

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William Shakespeare foi e ainda é considerado um dos maiores poetas e dramaturgos de todos os tempos. Sua sabedoria e genialidade de escritos são atemporais. Acredito que mesmo que ele seja lido ainda por séculos continuará sendo atual.

Nos últimos dias, assisti a um trecho de uma palestra do filósofo e escritor Leandro Karnal falando sobre o livro Hamlet de Shakespeare e nesse trecho ele fez um comentário sobre 8 sábios conselhos preferidos por Polônio a Laertes, personagens dessa peça. Farei uma breve reflexão a partir desses 8 conselhos, que foram transcritos logo abaixo, juntamente com esse vídeo. Confira…

1) Não expressar tudo o que se pensa.

2) Ouvir a todos, mas falar com poucos.

3) Ser amistoso, mas nunca ser vulgar.

4) Valorizar amigos testados, mas não oferecer amizade a cada um que aparecer a sua frente.

5) Evitar qualquer briga, mas se for obrigado a entrar numa, que seus inimigos o temam.

6) Usar roupas de acordo com sua renda, sem nunca ser extravagante.

7) Não emprestar dinheiro a amigos, para não perder amigos e dinheiro.

8) Ser fiel a ti mesmo, e jamais serás falso com ninguém.

=> Clique aqui para ler o texto completo

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F.R.I.E.N.D.S, amigos e nós

Por Simone Oliveira

FRIENDS

Recentemente comecei a rever no tempo livre a série F.R.I.E.N.D.S. Agora ela está disponível na Netflix, então pela primeira vez é possível assisti-la um episódio atrás do outro em vez das cenas desconexas de antigamente na Warner. E fazia tanto tempo que eu não acompanhava que sinceramente já havia esquecido boa parte da história.

De qualquer forma, parei para pensar, depois de terminar a primeira temporada, na sensação que esse seriado aparentemente leve e hilário me passou. Sim, porque tudo o que nós acompanhamos causa impressões e mexe com as nossas emoções, os programas são feitos para isso, pra nos instigar, nos prender e nos fazer querer ver mais e mais daquilo. Os dramas obtêm sucesso pelo suspense, o terror pelo retrato do terrível e horroroso, as comédias por fazerem rir. Talvez por isso nada seja 100% como o cotidiano, porque o dia-a-dia não é estimulante o suficiente, gera tédio e aborrecimentos, desanima mais do que motiva. A vida é assim na maior parte do tempo.

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A força de uma amizade

Por Thiago Rebouças e Isaias Costa

Amigos para sempre

Inspirado nas belíssimas palavras do meu querido amigo Thiago Rebouças, venho nessa data que se comemora o DIA DO AMIGO, falar um pouco sobre a força que uma amizade verdadeira tem na nossa vida.

Segue abaixo um pequeno texto que ele escreveu em comemoração à esse dia especial! Leia com bastante atenção!

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Existe aquela amizade que começa com afeição à primeira vista. Você bate o olho no sujeito e de cara o coração se agrada. Existe aquela amizade que começa do avesso, começa pelo “não gostar”, pelo “não fui muito com a cara” mas quando existe o menor sinal de oportunidade o amor visita o coração e pronto, você já não consegue mais ver sua vida sem ter aquele amigo por perto. Existe aquela amizade que nasceu lá atrás na época da escola, e existe aquela amizade que começou ontem na mesa do bar, mas não menos importante ela dispensa toda a realidade de tempo e dá aquela sensação que você conhece a pessoa há tempos e tempos. Existe aquela amizade que você tem a oportunidade de vivenciar vendo seu amigo pelo menos toda semana e existe aquela amizade em que seu amigo está a milhas distante, mas é tão forte que é como se ele morasse na mesma rua que você.

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É muito importante termos amigos espelhos

Por Isaias Costa

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Eu acho lindo perceber quando acontecem as conhecidas SINCRONICIDADES na nossa vida, conceito tão estudado e desenvolvido pelo psicoterapeuta Carl Jung.

Nessa última semana eu reencontrei uma amiga muito querida que não via há quase 2 anos e conversamos bastante sobre muitas coisas, dentre os assuntos comentei que os relacionamentos com as pessoas que a gente ama são como se fossem espelhos que nos mostram aquilo que somos bons, ou seja, nossas qualidades, e também aquilo que precisamos melhorar, os nossos defeitos!

Quando menos espero, no dia seguinte escuto uma bela entrevista com o empresário e professor da FGV Luciano Salamacha pela Rádio CBN dizendo praticamente a mesma coisa. Na mesma hora eu pensei: “Uau! Estava falando ontem mesmo sobre isso…”.

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Eu quero aproveitar o meu tempo de forma que me humanize

Por Isaias Costa

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Antonio Candido

Estou escrevendo e publicando esse texto exatamente no dia da morte de um ser humano incrível e que nos deixou um imenso legado de sabedoria, o sociólogo Antonio Candido. Falecido no dia 12 de maio de 2017 aos 98 anos de idade.

Esse senhor foi professor de sociologia em uma das melhores universidades do Brasil, a USP, e resenhou livros de autores lendários como João Cabral de Melo Neto e a querida Clarice Lispector. Enfim, sua partida deixará muitas saudades.

Farei uma breve reflexão a partir de um pequeno recorte de palavras escritas por ele. Uma reflexão sobre a importância de utilizarmos nosso tempo com sabedoria, valorizando os afetos em detrimento das coisas materiais! Confira!…

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“Acho que uma das coisas mais sinistras da história da civilização ocidental é o famoso dito atribuído a Benjamim Franklin, ‘tempo é dinheiro’. Isso é uma monstruosidade. Tempo não é dinheiro. Tempo é o tecido da nossa vida, é esse minuto que está passando. Daqui a 10 minutos eu estou mais velho, daqui a 20 minutos eu estou mais próximo da morte. Portanto, eu tenho direito a esse tempo. Esse tempo pertence a meus afetos. É para amar a mulher que escolhi, para ser amado por ela. Para conviver com meus amigos, para ler Machado de Assis. Isso é o tempo. E justamente a luta pela instrução do trabalhador é a luta pela conquista do tempo como universo de realização própria.

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Aprenda a conquistar corações

Por Isaias Costa

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Talvez você tenha lido o título desse texto e pensado que se trata de um manual para aprender a conquistar uma mulher, com cantadas e xavecos. Errou! Esse é um texto absolutamente diferente. Falarei sobre conquistar os corações de um enorme número de pessoas através da energia de amor emanada e da harmonia do ser.

Para embasar essa reflexão, nada melhor do que as palavras do mestre Yogananda, que ensinou isso com maestria para milhares e milhares de pessoas em suas palestras. Abaixo está um pequeno trecho do seu livro intitulado “Jornada para a autorrealização”, no qual ele ensina como conquistar corações. Leia com bastante atenção…

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O verdadeiro amor é quando você está sempre observando o progresso da alma. Quando você serve aos desejos físicos e aos maus hábitos de alguém, não está mais amando aquela alma. Só está agradando-a para evitar sua má vontade. Por mais desagradável que seja dizer a um amigo que ele está errado, se você falar com amor no coração e se mantiver firme, um dia aquela pessoa o respeitará se você estiver certo. Se estiver errado, mesmo assim, a pessoa saberá que você fez tudo com sinceridade, por amor. Nunca concorde com alguém que está errado, mesmo que seja a pessoa que lhe é mais próxima e querida. Concordar com o mal é subornar a alma para que o transgressor tenha uma opinião favorável de você, e cedo ou tarde isso trará resultados desastrosos…

=> Clique aqui para ler o texto completo

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A solidão na visão de Carl Jung

Por Isaias Costa

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Quanto mais o tempo passa, mais eu me apaixono pela Psicologia e suas inúmeras vertentes. Uma delas é a Psicologia Analítica, desenvolvida pelo Psicoterapeuta Carl Jung.

Ele tem uma obra extremamente vasta e profunda de conteúdos. Nesse texto abordarei brevemente um pouco da sua visão a respeito do sentimento de solidão, que acomete a todos nós em maior ou menor grau.

Essa frase abaixo nos leva a grandes reflexões! Veja!

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“Solidão não é ter pessoas ao seu redor, e sim ser incapaz de expressar coisas que parecem importantes, ou de perceber certos pontos de vista que os outros acham inadmissíveis…”

Carl Jung

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Infelizmente, muitos pensam que solidão é a ausência de pessoas ao redor. De maneira nenhuma! Podemos estar rodeados de pessoas e ainda assim estar sós. Até mesmo podemos ser famosos e desejados sexualmente por milhões de pessoas e ainda assim sermos solitários. Um dos exemplos mais emblemáticos nesse sentido é o da atriz Marilyn Monroe, que se suicidou, mesmo tempo fama, muito dinheiro e milhões de homens a seus pés…

A verdadeira solidão tem a ver com esses dois pontos por ele levantados.

O primeiro ponto está relacionado com a expressão das ideias e daquilo que se sente. Por incrível que pareça, essa solidão está muito presente nos relacionamentos amorosos ou dentro da família!

Sabe quando um casal à muito tempo fica guardando mágoas e ressentimentos um do outro e parece que o outro vai se tornando distante e mais distante? Quando parece que um abismo começa a ser construído que impede de acessar o mundo da outra pessoa?

Essa é uma solidão amarga que quase todos nós passamos ou ainda iremos passar em algum momento da vida.

Ou na família, quando percebemos que o nosso pensamento diverge totalmente dos deles e ficamos com medo de nos expressar porque não queremos que esses vínculos se tornem hostis.

As pessoas que já têm um maior nível de consciência comumente sentem essa solidão que muitos psicólogos e espiritualistas chamam de SÍNDROME DO ESTRANGEIRO. É como se você sentisse uma saudade de algum tempo e de pessoas que você sabe que afinizam mais com você e com a sua energia, mas elas não estão por perto para lhe dar esse amparo e esse carinho!

Nossa! Eu já passei por isso tantas vezes na minha vida que você nem faz ideia. Se quiser entender um pouco mais sobre essa síndrome do estrangeiro, compartilho abaixo um programa de rádio que me ensinou muito sobre essa sensação de solidão que pode sim ser curada, desde que façamos a nossa parte na busca pelo autoconhecimento. Trata-se do programa Entrevidas da Rádio Mundial, apresentada pelo comunicador Marcello Cotrim. Vale a pena reservar uns minutinhos para ouvi-lo…

O segundo ponto ainda é mais doloroso do que o primeiro, porque ele faz com que amizades de longas datas sejam destruídas em questão de segundos. É como muitos dizem aquele velho e muito verdadeiro cliquê sobre a conquista da confiança de alguém!

Leva-se anos para se conquistar a confiança em alguém, mas apenas segundos para destrui-la…

Principalmente as pessoas que são mais imaturas e orgulhosas, quando são questionadas sobre suas verdades e convicções, muitas vezes elas acabam tendo reações agressivas ou hostis.

Eu também já me senti solitário por isso, pois conseguia ver nos amigos mais chegados algumas falhas de caráter e comportamento e tentava ajudar, mas alguns foram bem ácidos comigo, inclusive até rompendo amizades!

Na época não tinha a maturidade que tenho hoje e não fazia ideia de que na realidade quem estava errado era eu mesmo! E por quê? O motivo pode lhe ajudar imensamente! Vou até deixar em caixa alta pra você memorizar a sua importância.

NÓS SÓ DEVEMOS DAR CONSELHOS AOS OUTROS QUANDO SOMOS SOLICITADOS PARA ISSO!

* Sugestão de leitura => Não tente ajudar quem não quer ser ajudado

Em outras palavras, eu acabava me intrometendo nas questões mais íntimas dos meus amigos, e obviamente os que não queriam mudar seus comportamentos me davam “coice”!

Mas existe outro lado do enxergar o que os outros acham inadmissível. Que tem relação com o GRAU DE AFINIDADE entre os amigos!

Se o grau de afinidade for pequeno, não tem como fugir! Você vai se sentir solitário.

Vou dar um exemplo pessoal que chega a ser até hilário! Você vai gostar dele!

Na época da faculdade de Física eu já lia muito sobre espiritualidade e sobre os processos de evolução da humanidade e vez por outra tentava conversar com meus colegas sobre isso. Chegava mais ou menos assim:

– Pois é gente! Nós somos seres eternos. Espíritos habitando corpos. Estamos nessa planeta para aprendermos a transcender o nosso ego, para aprendermos a lições dos grandes mestres, espalharmos consciência etc etc.

E eles respondiam quase sempre!

– Legal Isaias! Mas cara. Tu conseguiu resolver aquela lista de exercícios de Cálculo III que o professor passou. Nossa! Tinha umas questões tão difíceis. O professor passou umas integrais impossíveis…

E nessa hora eu pensava: “Whats? Estávamos falando sobre isso?…”. E então eu ficava com uma gota na testa igualzinho a essa menina aqui embaixo!

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Isso é a verdadeira solidão! Eu me sentia muito mal por não ter afinidade com esses meus colegas. Tanto é que saí de lá pra nunca mais voltar! hehehe

Concluo esse texto dizendo pra você que o principal antídoto para a solidão se chama AMOR PRÓPRIO. Quanto mais você se sentir bem na sua própria presença, mais você conseguirá lidar com o distanciamento das outras pessoas ou com o baixo grau de afinidade que você terá com muitas delas.

Há muito mais a ser refletido sobre essas lindas palavras do Jung, mas deixo essas reflexões com você!

Compartilho também um breve áudio que gravei a partir dessas palavras do Jung e desse texto! Vale a pena ouvi-lo…

 

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Alegre-se na companhia dos amigos

Por Isaias Costa

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Todos nós sabemos o quanto é importante termos amigos verdadeiros e o quanto estar na presença deles nos enriquece a vida e a existência.

Lendo algumas palavras do grande filósofo brasileiro Clóvis de Barros Filho refleti bastante sobre dividirmos nossos momentos de alegria com nossos amigos.

Inclusive, eu amo a etimologia da palavra COMPANHIA. Ela vem de COM (junto) + PANIS (pão), ou seja, companhia é você repartir o pão com alguém querido, é comer esse pão junto! Não é incrível?

E você? Tem muitos companheiros? Vamos refletir juntos a partir das palavras do Clóvis…

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Deseje demais o que te faz falta porque a vida nunca vai ser boa na derrota e na frustração. Mas perceba que o desejo não basta. Permita-se a alegria.

Consiga se alegrar com o que você já tem. Sobretudo, perceba que depois de uma conquista alegradora, se você não tiver com quem comemorar, a sua alegria durará muito pouco. Morrerá instantaneamente asfixiada pela solidão. Por isso preocupe-se também em proporcionar a alegria de quem está em volta pra que a sua própria possa durar um pouco mais.

Clóvis de Barros Filho

=> Clique aqui para ler o texto completo

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Eu não existo sem o outro

Por Isaias Costa

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Esses dias estava filosofando sobre uma um dos verbos mais instigantes da língua portuguesa: EXISTIR. E tive um insight muito bacana que compartilho com você agora.

O verbo existir vem do latim EX (fora) + STIRE (ser) = ter o direito de externar aquilo que é.

Se prestarmos bastante atenção à etimologia desse verbo incrível, muitas reflexões importantes podem surgir e a principal é a relação entre o existir e o outro.

É como diz o título desse texto: eu não existo sem o outro.

Para que haja a condição de existência, é preciso haver o outro, pois como eu poderei externalizar aquilo que sou estando sozinho? Estando isolado do mundo e de tudo? É impossível, concorda comigo?

Quando falamos em existir, quase todos nós lembramos logo de Descartes e sua célebre frase: “Penso, logo existo”.

Essa frase é magnífica e profunda, porém, a maior parte das pessoas nem faz ideia do que o Descartes quis dizer com pensar. Ele queria falar sobre o exercício intelectual de pensar e não simplesmente ficar copiando ou outros, ficar como robôs que só repetem ou como calanguinhos só balançando a cabeça para tudo e todos! NÃO. Isso não é pensar, isso é se robotizar, é se tornar um autômato.

Então segundo Descartes, eu só posso existir sendo um ser pensante, um ser que encontra a própria essência, a própria individualidade, o que requer bastante esforço pessoal e busca pelo autoconhecimento.

Estou fazendo essa viagem filosófica para lhe dizer que existem milhões e milhões de pessoas que não existem, mas que SUBSISTEM ou mesmo DESISTEM de suas vidas.

Subsistir significa “estar inferiorizado no ser”, ou seja, não existe nenhuma plenitude em você. As pessoas que subsistem são aquelas que praticamente só funcionam o corpo biológico: comem, dormem, fazem suas necessidades fisiológicas e repetem isso todos os dias.

As pessoas que vivem assim na realidade não vivem, elas estão como se fossem zumbis, perdidas nesse planeta, e certamente são muitas que se enquadram nessas características. Elas não vão além, elas não criam novos vínculos, não solidificam suas amizades, não se aperfeiçoam, não elevam suas consciências etc. etc.

Pior ainda são as pessoas que desistem da vida. Desistir significa “não existir” (não externar o ser). Essas são as que muitas vezes ou cometem suicídio, ou já tentaram alguma vez, ou mesmo são aquelas que só conseguem ter um mínimo de contato com as pessoas se estiverem sob o efeito de drogas pesadas.

Desistir da vida é jogar pelo ralo a preciosidade de estar nesse planeta maravilhoso que tanto nos dá a possibilidade de aprendermos e elevarmos nossa consciência.

Estou escrevendo esse texto próximo do fim do ano e uma reflexão que me veio muito forte foi sobre a CONSTRUÇÃO DE VÍNCULOS.

Responda as essa pergunta: “Quantos novos amigos eu fiz esse ano? Quantas pessoas eu conheci? Em quais vidas eu causei impacto?”.

Se as respostas foram positivas, se em sua mente vieram várias pessoas, vários rostinhos e várias experiências, parabéns! Você está existindo! Senão, é bom refletir com bastante carinho e se questionar sobre o porquê de tanto fechamento, o porquê de tanta desconfiança das pessoas, o porquê de tanto egoísmo…

Lembre-se: eu só existo com o outro, junto do outro, formando e solidificando os vínculos.

E tem outro ponto fundamental. O outro é um instrumento para o meu aperfeiçoamento.

A palavra PERFEIÇÃO tem um significado incrível também. Significa “aquilo que está completo, acabado, imutável”.

Então se aperfeiçoar quer dizer que eu não sou perfeito, eu estou constantemente em construção e que para isso eu preciso do outro, eu preciso aprender com ele, eu preciso absorver algo de alguém que sabe mais do que eu, que tem mais experiência do que eu. E assim vou crescendo, vou melhorando.

Da mesma forma que eu posso ensinar algo para alguém, eu posso através das minhas experiências e das minhas aptidões levar um pouco de mim para os outros e dessa forma de fato existir (externar o meu ser).

Percebe como é incrível? É como os grandes mestres da humanidade nos ensinaram: todos nós somos mestres e discípulos uns dos outros.

É ensinando e aprendendo que existimos, é criando vínculos que existimos, é nos aproximando dos outros que existimos!

Portanto, que a partir dessa breve reflexão instigante e provocativa, você se questione até que ponto você tem existido? Será que você não pode existir de uma forma mais bonita, mais marcante e mais edificante?

Pense com carinho sobre tudo isso e saiba que a fonte de toda sabedoria e de todo amor está no convívio, nos vínculos, no cultivo das amizades, no ser com o outro…

Paz e luz.

 

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