Parentificação: “Você agora é o homenzinho da casa…”

Por Isaias Costa

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Existe um termo interessante em Psicologia para tratar de um tema extremamente complexo nos relacionamentos humanos, que é a PARENTIFICAÇÃO.

Falarei brevemente nesse texto sobre esse tema e a importância de se buscar o equilíbrio emocional, para que os filhos sejam poupados de sofrimentos psicológicos que podem perdurar por toda a vida.

A parentificação é uma espécie de desvio psicológico no qual os filhos assumem o papel dos pais, causando desequilíbrios muitas vezes graves e “queima” de etapas da vida (a famosa perda da infância por exemplo).

Psicologicamente, é como se os filhos fossem casados com os pais, mas deixando bem claro que não estou falando aqui de relações incestuosas. Nada disso! É uma questão voltada para o papel social e familiar.

Os processos mais comuns de parentificação ocorrem em mães com filhos pequenos e que se tornaram viúvas, ou aquelas que se separaram dos seus maridos e se desencantaram a tal ponto de nunca mais quererem se casar de novo!

E sendo ainda mais específico. De um modo geral, acontece mais entre mães e filhos homens, por outra questão psicológica relacionada com o senso de PROTEÇÃO inerente ao ser masculino.

O homem, ao casar-se, assume o papel de protetor ou também de provedor da casa. Ele dá a segurança da família e da esposa, tanto financeiramente quanto afetivamente.

Se por algum motivo ele vai embora (morte, separação, doença degenerativa etc), a mãe espera que essa proteção, essa segurança, venha de outro lugar, e muitas vezes é transferida inconscientemente para algum filho.

Digo inconscientemente, porque nenhum filho deseja conscientemente se casar com a própria mãe. Inclusive aqui existe toda uma teoria extremamente ampla e complexa desenvolvida pelo pai da Psicanálise “Sigmund Freud”, que é o COMPLEXO DE ÉDIPO, no qual a criança entre 3 a 5 anos aproximadamente, sente, inconscientemente um encantamento pelos pais. O menino pela mãe e a menina pelo pai!

Não vou entrar no mérito da questão por ser esse um tema extremamente amplo e complexo. Mas segundo o próprio Freud, normalmente é nessa fase, chamada por ele de FÁLICA (3 a 5 anos) que ocorre os maiores casos de parentificação!

A mãe chega constantemente ao seu filhinho lhe dizendo:

– Olha meu filho! Agora você é o homenzinho da casa…

Então ele vai internalizando isso e acaba crescendo antes da hora, acaba se tornando um adulto sem ser, entende? E isso gera conflitos internos que se estendem por toda a vida!

Muitas crianças se tornam tão dependentes afetivamente das mães que na vida adulta têm dificuldade de se relacionarem afetivamente! Muitas vezes acontece de a mãe se tornar extremamente ciumenta com o filho e não permite que ele seja livre para viver um relacionamento feliz com uma garota etc etc etc.

Em muitos casos o filho que se casa com a mãe (metaforicamente falando), passa a vida inteira sem se relacionar afetivamente. Não consegue se casar nem ter filhos e depois que a mãe morre entra em uma depressão intensa, como se a vida tivesse perdido o sentido!

É comum aparecer em consultórios psicológicos homens de meia idade, em torno dos 50 anos, que dizem ter se dedicado a vida inteira a cuidar da mãe e que agora perderam o sentido da vida! Não conseguem se relacionar afetivamente com ninguém! Têm medo de terem uma vida sexual com alguém etc. Tudo se deve a esses distúrbios psíquicos por não terem vivido a infância e a adolescência como deveriam, sem tantas pressões para se tornar um adulto!

Afinal! O que fazer para minimizar tudo isso Isaias?

Bem! Existem diversos caminhos. Mas o principal eu diria que se chama SOLITUDE. Em minha opinião nada supera a solitude! E o que é a solitude? É você estar bem e feliz por estar sozinho. Ou seja, não ficar numa carência sem fim porque não está se relacionando com alguém amorosamente.

Esse recado vai principalmente para as mães de crianças pequenas que estejam lendo esse texto! Caso aconteça de você que é mãe ter se separado ou o marido tenha falecido, é importantíssimo que busque algo que preencha o sentimento de solidão sem ter que colocar os filhos na jogada entende? Pode ser a espiritualidade (que considero o melhor caminho), pode ser umas saídas com amigas, pode ser o desenvolvimento de novas habilidades e aptidões, fazendo cursos e especializações etc. Tudo isso pode ajudar a lidar melhor com o sentimento de vazio que vem da solidão!

Lembre-se: é possível transformar a solidão em solitude! Só depende de você! Se quiser uma boa dica nesse sentido, recomendo o excelente livro do Osho chamado “Amor liberdade e solitude”, no qual ele fala amplamente sobre os relacionamentos felizes e equilibrados e a importância de amar a si mesmo em primeiro lugar!

Tudo isso que estou falando é extremamente profundo e principalmente as crianças vão agradecer, porque elas não tem culpa nenhuma de serem colocadas para se tornarem adultas antes da hora! Com uma boa orientação, as mães podem desenvolver essa maturidade para educarem seus filhos com muita sabedoria, contribuindo para crescerem como grandes cidadãos transformadores da sociedade em que vivemos!

Eu sei que esse é um tema que “dá pano pra manga” e o que coloquei aqui foi uma pequeníssima pincelada. Recomendo a você que gostou da temática que aprofunde em livros de desenvolvimento infantil, psicologia da adolescência entre outros!

E compartilho abaixo um dos textos que li e que me inspirou a escrever esse texto. Vale a pena dar uma lida nele…

Link: Quando os filhos casam com os pais

 

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Um tolo não pode ser curado

Por Isaias Costa

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Lendo um dos diversos livros do Osho, chamado “Palavras de fogo – reflexões sobre Jesus de Nazaré”, eu me deparei com um trecho que me chamou bastante atenção e me fez refletir sobre o importante tema da e da CONFIANÇA tanto em Deus como na gente mesmo!

Abaixo está a transcrição desse trecho do livro no qual o Osho conta uma historinha muito interessante!

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Eu estive lendo uma história.

Um dia Jesus estava fugindo de uma cidade. Um camponês o viu correndo e lhe perguntou:

– O que houve? Para onde o senhor está indo?

Mas Jesus estava com tanta pressa que foi adiante sem responder. Então o camponês o seguiu, conseguiu pará-lo por um instante e disse:

– Por favor, me diga, pois fiquei muito curioso. Se não me disser, vou segui-lo sem parar. Por que está correndo? Para onde? De quem o senhor está fugindo?

Jesus respondeu-lhe:

– De um tolo.

O camponês começou a rir e disse:

– O que o senhor está dizendo!? Eu sei que o senhor já curou gente cega, já curou gente estava morrendo. Já ouvi até dizer que o senhor curou gente que estava morta! O senhor não pode curar um tolo?

=> Clique aqui para ler o texto completo

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Está tudo bem mesmo?

Por Isaias Costa

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A mentira está presente na nossa vida desde as coisas menores até as falcatruas desmedidas que vemos através do descaramento dos nossos digníssimos políticos.

Farei uma breve reflexão sobre uma mentira que todos nós contamos sem nem nos darmos conta, o tal do “está tudo bem”. Muitos vezes não está tudo bem, mas insistimos em vestir uma máscara para que as pessoas pensem que a nossa vida é um mar de rosas, são as mil maravilhas…

Li na página “Digestivo – Digerindo Sentimentos”, um texto lindo da escritora Stéphanie Waknin, que me inspirou a escrever esse texto. Abaixo está esse texto na íntegra.

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Os mentirosos – Por Stéphanie Waknin 

Eu minto, tu mentes, ele mente… todos nós mentimos, ainda bem. Caso contrário não haveria a menor possibilidade de convívio social. Mas o que eu quero falar hoje é sobre as mentiras que contamos para nós mesmos. Aquelas verdades que escondemos de tudo, de todos e da gente. Quero falar sobre todas as vezes que preferimos inventar histórias porque encarar a verdade era dolorido demais. Quem nunca?

Acho que a mentira mais comum que nos contamos é a de que “está tudo bem”. Temos uma enorme dificuldade em admitir que algo vai mal porque não fomos educados para isso. Somos ensinados, desde a infância, a reprimir nossos sentimentos, a engolir o choro e a entender que “não foi nada”.

Falar das emoções é difícil pra caramba porque não aprendemos a pensar sobre elas. Porque dói, porque balança as estruturas, porque nem sempre sabemos o que fazer com a sensação que vem. Então inventamos lindamente as nossas verdades a fim de sublimar qualquer tipo de desconforto.

Acho que o perigo do auto engano mora em ficar muito tempo sem contato com a própria realidade. Mentir pra si pode até ser uma auto defesa útil em um primeiro momento, mas ela precisa ser desmascarada para haver a cura do que te machuca.

Tem gente capaz de viver uma vida inteira se enganando, se declarando “bem resolvida”, quando no fundo seria muito mais importante reconhecer que não é possível bancar tudo. É humano. Nem sempre vamos sustentar todas as circunstâncias com leveza e isso faz parte do nosso aprendizado.

Mentimos também quando escolhemos não enxergar. Quando preferimos acreditar, por exemplo, que alguém gosta muito de nós, pois seria muito doloroso admitir que não. Passamos a enxergar sinais que comprovem nossa teoria e nos agarramos a eles com esperança juvenil. Fazemos isso, precisamos admitir.

Ser verdadeiro é uma virtude a ser conquistada. Se não puder ser com os outros, seja pelo menos com você mesmo. Tire as lentes do auto julgamento, que fica mais fácil admitir as nossas verdades. Por mais dolorosas ou embaraçosas que elas sejam.

Link: Os mentirosos

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Ao ler esse texto, me lembrei de uma conversa que tive uma vez com alguns amigos e parentes no qual tocamos nesse assunto da FALTA DE EMPATIA das pessoas, juntamente com a CORRERIA da vida cotidiana.

Praticamente ninguém tem mais tempo para conversar abertamente sobre a vida. A vida corrida tem feito nossos relacionamentos interpessoais se tornarem rasos e frios.

Nessa conversa brincamos que, quando alguém chega perguntando: “Oi fulano? Está tudo bem?”. Já pergunta esperando a clássica resposta: “Sim! Está tudo bem!”.

Quando alguém, eventualmente diz: “Bem! Está mais ou menos! Estou triste com tal coisa, passei por uma experiência difícil semana passada etc. etc.”.

Nessa hora internamente vem aquele pensamento: “Meu Deus! Agora essa pessoa vai passar meia hora desabafando…”. E fazemos de tudo para desconversar e deixar a outra pessoa falando sozinha!

Isso lhe soa familiar? Será que você mesmo já não fez isso? Não se preocupe! Todos nós já fizemos isso em algum momento!

Quero com essa breve reflexão lhe levar a pensar com carinho sobre essas mentirinhas que contados para nós mesmos e para os outros e que você procure ser mais transparente com seus sentimentos! Não procure fingir que sempre está tudo bem, porque ninguém consegue estar bem 100% do tempo!

Não há problema em não estar bem! Desde que você não faça disso a regra da sua vida não é mesmo?

Para que você continue refletindo sobre essa temática tão importante, compartilho abaixo um breve áudio que gravei falando sobre tudo isso e um pouco mais. Nesse áudio eu fiz a leitura desse texto da Stéphanie e fiz uma reflexão a partir dele! Vale a pena reservar uns minutinhos para ouvi-lo! Paz e luz…

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10 Hábitos que destroem sua paz de espírito

Por Simone Oliveira

Vou citar 10 costumes das pessoas infelizes, ou daquelas que, se não se cuidarem, irão pelo mesmo caminho!

Hábito nº 1: Dormir pouco – ou seja, menos que o suficiente.

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Hoje há estudos afirmando que não importa o horário que você dorme ou acorda, contanto que tenha a quantidade de sono suficiente para o seu descanso. Portanto, não se cobre para ir dormir cedo, mas esteja atento ao tempo que o seu organismo precisa para se recuperar.

Se você costuma enrolar para deitar depois de um dia cansativo, em que teve que acordar cedo para fazer suas tarefas, cuidado, pois sua produtividade do dia seguinte será afetada. E as consequências só pioram com o acúmulo do cansaço; irritabilidade, falta de atenção, stress, autocrítica e cobranças são só o começo.

A mente e o corpo são um só e devem andar juntos: se menosprezamos nossas necessidades físicas, a nossa saúde mental também é comprometida. O contrário também é válido.

Hábito nº 2: Reclamar

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O Brasil está em crise e o desemprego bate às portas, os políticos roubam incessantemente e não apresentam nenhuma solução que preste, a educação vai de mal a pior, o atendimento nos locais públicos deixa muito a desejar, a criminalidade avança a passos largos etc etc etc (aposto que você pode lembrar de muitos outros motivos para protestos).

Veja como os sentimentos de revolta e injustiça nos envolvem com tanta frequência que é muito mais fácil, hoje, citar os pontos negativos do que os pontos positivos do nosso país.

“Mas Simone, é a pura verdade! Somente através das lutas que os nossos antepassados conquistaram seus direitos como cidadãos, agora é a nossa vez!”

Eu não vou negar isso. Aqui não é uma página para entrarmos em discussões políticas ou orçamentárias da nação brasileira, apenas citei os fatos! Prefiro não entrar no mérito das manifestações contra atos do governo, é bom que lutemos pelo que acreditamos, mas há hora e lugar. Não precisa (e nem deve) ser o tempo todo.

Cada vez que externamos esses sentimentos de raiva, ódio, descontentamento e medo, é como se tomássemos veneno e esperássemos que os causadores de todos os nossos problemas morressem! E isso é ridículo!

Preste atenção se você está fazendo isso! O famoso “reclamão” tem o poder de minar a alegria de todos a sua volta, sendo o próprio o mais prejudicado.

Hábito nº 3: Assistir aos programas policiais (sensacionalistas) e às chamadas de tragédia ou denúncia de crimes no facebook

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É muito ingênuo de nossa parte pensar que passar os momentos de relaxamento na frente do computador ou da TV vendo todo o tipo de atrocidades que acontecem diariamente no mundo não vai mexer com o nosso psicológico.

Você não precisa disso. Ninguém precisa. Prefira os sites e canais de I-N-F-O-R-M-A-Ç-Ã-O real.

Hábito nº 4: Ter uma vida sedentária

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Achou que eu não ia tocar na ferida, não é?! Vai à dica: cuide-se e ame-se, faça exercício físico!

Comece aos poucos, com metas alcançáveis, por exemplo: “Vou caminhar durante 20 minutos só hoje.” Conseguiu? Amanhã faça a mesma coisa. Daqui a pouco vira hábito e se torna prazeroso.

Leve outros com você, assim o compromisso fica mais difícil de ser deixado para trás.

Hábito nº 5: Olhar para o passado como se ele fosse melhor do que o presente ou desejar estar nele

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Pense bem! Será que foi mesmo assim tão bom quanto você imagina, ou será que você só está se atendo às melhores partes? Nós temos essa ideia de que fomos mais felizes antes do que agora, mas é pura ilusão, na maioria das vezes. Tivemos felicidades e dificuldades tanto quanto (ou mais) do que no presente. Esqueça seu passado e viva o agora.

Hábito nº 6: Exigir perfeição nas próprias ações

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“Eu não sou perfeita e não tenho que ser.”

Você é HUMANO! Aceite isso, doa o que doer! Só não se culpe tanto por ter errado na escolha que fez, por ter sido preguiçoso, por não ter abraçado as oportunidades, por ter perdido o tempo que não poderia ter perdido, ou por cada erro bobo, como se ele fosse muito importante! Pare de valorizar seu erro, sério!

A culpa é inútil. Se arrependa, saiba que mesmo assim você estará sujeito a falhar de novo num futuro próximo e faça seu melhor.

Hábito nº 7: Se alimentar mal

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Novamente: “mens sana in corpore sano”, já dizia o poeta romano Juvenal.

Hábito nº 8: Ficar se comparando aos outros

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Você sabe qual é a diferença entre você e eu?
Quer abaixar sua autoestima? Se compare. Tenho certeza que vai achar alguém mais bonito, inteligente, rico, estiloso, cheiroso, saudável, dedicado, alto, magro ou musculoso que você! O próximo passo é querer ser igual a esse indivíduo, e ao chegar à conclusão de que, mesmo fazendo o que for, você não se aproximará do nível do outro nem em 1 milhão de anos, você vai sentir inveja, raiva e tristeza! Not cool, Bro!

Não recomendo a ninguém.

Em vez disso, peço que faça o exercício de encontrar suas qualidades e colocar metas alcançáveis para que você se aperfeiçoe e seja o “mais perfeito” que puder! Dá super certo e não fere o orgulho, levando à depreciação própria.

Expectativas surreais te fazem descer degraus na vida. Com expectativas reais, os resultados são superados.

Hábito nº 9: Resgatar dores antigas e/ou vitimizar-se por situações que passaram

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Essa estratégia é poderosa para quem gosta de sofrer. Adotar uma posição vitimista pensando que tudo o que você veio a ser foi por pressão e culpa dos outros não adianta nada. Perdoe e esqueça. Provavelmente quem te magoou já esqueceu!

Não perdoe só quando te pedirem perdão. Liberar absolvição faz um bem maior do que recebê-la. Esse é o segredo da plena paz.

Hábito nº 10: Ingratidão

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“Parabéns!” “Parabéns para o CHÃO!”


Exercite sua capacidade de ser grato. Faça listas das bênçãos recebidas, das vitórias alcançadas, dos talentos e dons desenvolvidos e seja grato a cada momento!

E aí, consegue se lembrar de mais algum costume nocivo? Tem sugestões para acrescentar? Me conte nos comentários! Um abraço, e até logo!

euSimone Oliveira. Santos-SP. Bacharel em Engenharia Civil por formação e escritora por gosto. Estuda para concursos e se dedica às aulas particulares de exatas, ao namorado, à família e às suas atividades na igreja. Ainda não descobriu seu propósito na vida, mas tem certeza de que tem um. Pede que Deus a guie por esse caminho até a sua volta.

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A importância do autoesquecimento

Por Isaias Costa

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Esqueça quem você era e seja quem você é…

Cada vez mais tem se falado sobre o autoconhecimento e a sua imensa importância para crescermos como seres humanos, mas poucos de nós associa a isso o autoesquecimento, que é tão importante quanto.

Li uma belíssima frase atribuída ao filósofo e escritor Jean-Jacques Rousseau que resume muito bem o que estou querendo dizer. Farei a seguir uma breve reflexão a partir dela…

“O autoconhecimento abre espaço para o autoesquecimento. Este último faz surgir uma simplicidade essencial diante da vida.”

Jean-Jacques Rousseau

O primeiro ponto que precisa ser refletido aqui é sobre o que damos IMPORTÂNCIA. Como várias vezes já trouxe a definição tão lindamente transmitida pelo filósofo Mario Sergio Cortella: “Importante é tudo aquilo que eu importo para dentro do coração, aquilo que eu carrego comigo…”.

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O mundo onírico de Raul Seixas

Por Isaias Costa

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De tanto ouvir as música do grande Raul Seixas, de repente me veio um insight muito interessante. Eu me dei conta do quanto o mundo onírico era algo predominante na vida dele. Só a titulo de informação, onírico está relacionado com os SONHOS.

Eu não duvido de forma alguma que muitas das suas composições surgiram depois de sonhos nos quais ele acordou com a lembrança viva na memória!

Vou citar aqui algumas das músicas em que ele fala sobre sonhos direta ou indiretamente. E de antemão já deixo você livre para comentar caso eu tenha esquecido de citar alguma ok? Vamos lá!

  • O conto do sábio chinês

Nessa música temos a frase: “Era uma vez um sábio chinês, que um dia sonhou que era um borboleta voando nos campos, pousando nas flores, vivendo assim um lindo sonho…”.

=> Clique aqui para ler o texto completo

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Como lidar com explosões emocionais?

Por Isaias Costa

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Ontem, 07/02/17, houve um hangout muito interessante feito pelo grupo do site O Lugar, que fala sobre temas voltados para o autoconhecimento e transformação interior. Site esse que sempre recomendo aos amigos!

Nesse vídeo, que compartilharei ao final desse texto, tem um trecho que me chamou bastante atenção na qual a Eve Ekman ( pesquisadora de regulação emocional e professora do programa Cultivating Emotional Balance (CEB)) falava sobre EXPLOSÕES EMOCIONAIS e como lidar com elas.

Abaixo está a transcrição desse trecho do vídeo…

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Pergunta: “Como lidar com explosões emocionais?”

Resposta da Eve Ekman:

“Ao lidar com explosões emocionais, é muito importante sair da cabeça e focar no corpo. Shantideva diz que pensar sobre as nossas emoções é como colocar querosene no fogo. Na verdade, nosso corpo é capaz de sentir a emoção e liberar a emoção se nossa mente não ficar acionando a história repetidamente.

Uma vez que nós tenhamos liberado a intensidade, aí sim aplicamos o microscópio de nossa mente para analisar a causa e como podemos agir.

Há várias práticas contemplativas (parecidas com o escaneamento do corpo) que nos ajudam a sentir as emoções passarem pelo corpo, observando as sensações táteis.

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Eu achei muito profunda e impactante a colocação da Eve Ekman. Se todos nós de fato colocássemos em prática o que ela propõe de forma tão simples, pode ter certeza que mais da metade dos consultórios de Psicologia, Psiquiatria e Psicanálise ficariam vazios e quase a totalidade da indústria farmacêutica perderia os seus lucros exorbitantes.

Não é exagero da minha parte! Essa é uma verdadeira transformação de vida, a grande questão é que são poucos os que estão dispostos a colocar tudo isso na prática da vida diária.

Antes de tudo é preciso diferenciar EMOÇÕES de SENTIMENTOS.

Quase todo mundo se embanana com essas duas definições. Vou tentar diferenciar da forma mais didática possível.

Emoção é aquilo que me desperta reações internas, e pode ter diversas naturezas. Por exemplo, algumas emoções são: euforia, alegria, raiva, tristeza, susto etc.

Sentimento é quando alguma emoção é evidenciada pelo corpo através dos sentidos. Por exemplo: eu posso assistir a um filme de drama e ter a emoção de tristeza e essa tristeza se transforma em um sentimento e então eu começo a chorar. Esse choro é um sentimento de tristeza.

Ou eu posso assistir a um filme de terror e ter a emoção do medo ou do susto. Então esse medo se transforma em um sentimento e com isso sinto calafrios, sinto palpitações no coração. Esse foi o sentimento gerado pela emoção do medo causado pelo filme!

Percebe como é bem diferente? Sabendo disso eu posso controlar as minhas emoções negativas, para que assim elas não se manifestem como sentimentos no meu corpo.

É isso o que as práticas meditativas propõem. Que você controle as emoções e assim tenha mais EQUILÍBRIO EMOCIONAL. Não é interessante?

O primeiro parágrafo já resume tudo. Perceba! Com as práticas meditativas eu posso fazer com que as emoções simplesmente passem através de mim sem que se tornem sentimentos difíceis de lidar. O pensamento é o grande entrave, porque ele alimenta essas emoções e as transformam em sentimentos, entende? O pensamento me leva a sair do momento presente, do AQUI e AGORA e me leva pro passado ou pro futuro! Daí eu saio do meu centro de equilíbrio!

Um exemplo categórico é a RAIVA.

Eu posso ter a emoção da raiva e ela pode percorrer todo o meu corpo. Se eu não trabalhar minhas emoções essa raiva vira um sentimento e então eu me torno ríspido com as palavras, beligerante com os gestos ou mesmo com o meu comportamento, podendo até mesmo ser violento com alguém.

Porém, se eu trabalho as minhas emoções nesse controle da emoção da raiva, eu simplesmente OBSERVO que estou com raiva, então medito sobre essa emoção, então aos pouquinhos eu jogo toda essa energia para o universo e ela não se transforma nesse sentimento danoso de raiva de outra pessoa!

Da mesma forma que é com a raiva pode ser com outros sentimentos, como o CIÚME.

Eu vejo minha namorada ou namorado conversando abertamente com outra pessoa. Nessa hora a emoção de achar que está havendo algum “lance” entre os dois pode vir! É bem comum isso! Mas com o controle das emoções eu posso respirar fundo e depois conversar cordialmente e saber um pouco mais sobre quem é tal pessoa!

Muitas vezes se trata apenas de um amigo ou amiga e nós estamos apenas “surtando”!

Com esses poucos exemplos, acho que deu pra você perceber o quanto é importante o que a Eve Ekman está transmitindo não é mesmo?

Portanto! Procure meditar mais, procure se interiorizar mais, para que sua SENSIBILIDADE cresça e você consiga controlar suas emoções para que dessa forma elas nunca se transformem em sentimentos autodestrutivos ou deletérios.

Desejo a você uma excelente prática desses ensinamentos. Falo isso com bastante ênfase porque de nada adianta você ler esse texto e simplesmente dizer: “Que texto bacana!”. NÃO. Nada disso! Agora é hora de você “colocar a mão na massa” e exercitar tudo isso ok?

E para continuar refletindo sobre esse e outros assuntos, convido você a assistir esse hangout completo! Segue o link abaixo. Paz e luz…

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Nunca subestime o trauma de alguém

Por Isaias Costa

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Falarei nesse texto sobre um tema importantíssimo e que é abordado por pouquíssimas pessoas em contextos fora de livros ou de salas de aula, os TRAUMAS.

Muitos de nós, por falta de SENSIBILIDADE e EMPATIA, temos uma tendência a subestimar os traumas de outras pessoas, fazendo com que elas sofram ainda mais e sejam gerados desconfortos nos relacionamentos.

Vou colocar apenas alguns exemplos para que você internalize que JAMAIS podemos menosprezar o que o outro sente, porque isso só revela insensibilidade e falta de empatia.

Uma garota está numa festa com um rapaz adorável que acabou de conhecer. Está louca pra dançar com ele e o convida: “Vamos dançar? A festa está maravilhosa!”. Aí ele responde: “Não estou me sentindo à vontade!”. Aí ela insiste e insiste até que puxa seu braço à força para a pista de dança. Lá ele começa a suar, a ter vertigens e desmaia na frente dela.

=> Clique aqui para ler o texto completo

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Se arrependimento matasse…

Por Simone Oliveira

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Por causa da minha timidez e indecisão eu deixei de ir atrás de muitos projetos.

Sempre hesitei demais pensando “Caramba, mas e se não der certo? O que as pessoas vão pensar? Que eu sou uma fracassada, que me expus além do normal, que viajei muito, sei lá, saí da minha zona de conforto e não deu certo mesmo assim.”

Qualquer máxima desse tipo me paralisava e fazia dar um passo para trás ficando na linha de proteção, aguardando o que viesse e eu, no meu receio imenso, pudesse tocar.

Acontece que no fundo eu sabia que se ficasse ali para sempre eu não iria sair do lugar. Seria continuamente aquela menina de jeitinho simples, vivendo uma vidinha sem graça, indo para os mesmos lugares e fazendo as mesmas coisas corriqueiras.

Até que decidi mudar, e, cara, como mudar exige esforço!

Como mudar é complicado, porque envolve renúncias.

A renúncia do orgulho que faz querer manter as aparências que os outros construíram de mim ao passar dos anos devido à rotina e aos hábitos, a renúncia do conformismo perante as migalhas que eu aceitava diante das críticas à minha personalidade que eu aguentava para não ser tachada de falsa humilde ou ter a síndrome de Gabriela – “Eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim” – e muitas outras que olhando por outro ângulo agora parecem tão bobas e pequenas em decorrência do tempo que eu perdi sofrendo e me prendendo a esses paradigmas em vez de chutar o balde e fazer o que sempre quis sem ligar pras consequências ou para o que os outros vão pensar.

É bem verdade que cada escolha um resultado, mas quer ver uma verdade maior ainda? Não escolher gera, na maioria dos casos, consequências mais negativas do que escolhas mal feitas, porque aí você já perdeu tempo, e o tempo não volta, quer consequência pior?

euSimone Oliveira. Santos-SP. Bacharel em Engenharia Civil por formação e escritora por gosto. Estuda para concursos e se dedica às aulas particulares de exatas, ao namorado, à família e às suas atividades na igreja. Ainda não descobriu seu propósito na vida, mas tem certeza de que tem um. Pede que Deus a guie por esse caminho até a sua volta.

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Sem estímulo, ninguém anda pra frente

Por Isaias Costa

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Esses dias estava lendo uma entrevista maravilhosa concedida pelo grande professor de Filosofia Mario Sergio Cortella à revista ÉPOCA e ela me fez refletir bastante sobre o importante tema do RECONHECIMENTO pelo que se faz.

Todos nós, para que trabalhemos com afinco, com dedicação, com amor, com presteza, precisamos compreender que o que fazemos é mais do que algo puramente mecânico, algo não apenas funcional, mas que contribui para a alegria das pessoas e que, sem nossa colaboração, não seria do mesmo jeito!

Compartilho abaixo o trecho da entrevista que melhor resume o que estou querendo dizer. Confira!

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“A empresa precisa entender que necessita criar movimentos de estímulo em relação a essa atividade, promover formação continuada, reconhecimento, tudo aquilo que faz com que a pessoa ganhe energia e receba combustível. Ninguém motiva alguém, o que se pode é estimular. A motivação é movimento interno – mas uma pessoa se encontrará mais motivada se ela for estimulada a fazê-lo. Empresa inteligente faz isso, promove momentos de reconhecimento para que as pessoas se sintam autorais naquilo que fazem, nos quais as pessoas entendam que as empresas se interessam por elas e não somente as usam. Entendam que são um bem, não apenas uma propriedade no sentido maquinário do termo. E quem é cuidado por uma organização também vai querer cuidar dela.”

Mario Sergio Cortella

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É importantíssimo diferenciar MOTIVAÇÃO de ESTÍMULO.

Eu adoro conhecer as raízes das palavras, e motivação, o próprio nome diz, é MOTIVO PARA UMA AÇÃO. Ou seja, eu me sinto motivado quando sinto que o que faço pode ser bom tanto para mim quanto para os outros! Eu me sinto motivado internamente, pois ninguém pode agir por mim não é mesmo?

A ação é algo da própria pessoa! Eu ajo quando me movimento, quando faço algo!

Já estímulo é algo EXTERNO. A sua etimologia é incrível. Ela vem do latim STIMULUS, que significa “vara pontuda para tocar o gado”, e passou a ser usado em Medicina ao redor de 1680, com o significado de “algo que incita o funcionamento de um órgão”.

Não é interessante? O estímulo é como se fosse um cutucão, uma beliscada, ou de uma forma mais intensa, uma espécie de pequeno eletrochoque que outra pessoa lhe dá!

Nós somos energia, e energia é algo que movimenta, que se transmite de uma pessoa para outra. Por isso não podemos dissociar jamais a MOTIVAÇÃO do ESTÍMULO. Normalmente, pessoas motivadas estimulam as outras de alguma maneira, porque elas têm tanta energia positiva circulando dentro delas, que essa energia se espalha no que elas fazem, no que falam, ou mesmo no que escrevem, como é o meu caso agora ao escrever esse texto pra você! Eu amo escrever e isso me realiza de verdade! Acredito que quem me acompanha consegue sentir isso!

Essa é a principal reflexão desse texto. PRECISAMOS DE ESTÍMULO.

Sem estímulos, ficamos paralisados no mesmo lugar. Não conseguimos encontrar dentro de nós a motivação para fazer algo a mais, ir além do que já fazemos.

Perceba como isso é interessante! Alguém me estimula, me cutuca, me belisca, e isso me faz um espécie de “remelexo” no meu corpo, e então eu ANDO PRA FRENTE, eu me movimento! Não é bacana isso?

E nós podemos ter diversas formas de estímulo. Posso citar algumas aqui.

  • Um curso de aperfeiçoamento;
  • Conversas com amigos;
  • Livros;
  • Textos;
  • Áudios;
  • Vídeos;
  • Viagens (O que considero um dos maiores estímulos, pois nos coloca em contato com realidades diferentes da nossa rotina…);
  • Workshops; etc. etc.

Procure você, da sua maneira e com os recursos de que dispõe, encontrar as melhores formas de ser sempre estimulado, seja no trabalho, seja na família, seja nas amizades, seja nos relacionamentos!

Tudo parte desse reconhecimento de que fazemos algo que nos torne AUTORAIS, que carregue nossa marca registrada, nosso DNA, como gosto de dizer! Dessa maneira, você tem todas as ferramentas para trabalhar com muito afinco e dedicação, e terá a oportunidade de se tornar alguém diferenciado e importante, como o próprio Cortella nos ensina em seu livros e palestras.

Nós nos tornamos importantes sempre que alguém nos carrega no seu coração, quando, mesmo sem estar presentes fisicamente, estamos presentes na memória, com aquela gostosa sensação de saudade! Eu quero ser alguém importante e estou a partir desse texto estimulando você a também sê-lo! Vamos?

Enfim! Que na sua vida nunca faltem estímulos diversos para que eles ajudem você a se tornar uma pessoa cada vez melhor e mais motivada…

Link com a entrevista completa => Reconhecimento é a melhor forma de estimular alguém

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