Eu honro e aceito toda a minha vida até aqui

Por Isaias Costa

“Você já parou para refletir sobre essa frase? Ela tem a força de ativar a gratidão por tudo que você já viveu e propiciar ricos ensinamentos de tudo isso que já passou!
Lembre-se de honrar e agradecer seu passado. Aprenda com cada experiência e siga adiante, sem ficar julgando, condenando ou culpando alguém ou alguma coisa, ou até você mesma de alguma coisa que não aconteceu como se esperava. Honre e aceite seu passado. Aprenda com tudo que já aconteceu. Veja o passado com olhos de amor e compaixão, honrando e aceitando, para fazer escolhas cada vez melhores e uma vida cada vez mais maravilhosa de se viver!”
Taci Carvalho

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A frase que intitula esse texto tem um poder de nos conectar com a gratidão de uma maneira imensa! Ela me fez refletir bastante e decidi escrever esse breve texto com o intuito de também levar você a refletir sobre sua vida até aqui.

É muito compreensível nós termos mágoas e arrependimentos sobre as muitas besteiras e decisões erradas que tomamos na vida. Mas ficarmos nos chicoteando por causa das nossas más escolhas é uma estupidez, só vai nos fazer mal e nos colocar cada vez mais pra baixo.

Cada vez mais eu vejo as nossas escolhas e decisões ruins na vida a partir do nível de consciência que tinhamos na época entende? O Isaias de 1 ano atrás, 2 anos atrás, 5 ou 10 anos atrás, é muito diferente do Isaias de hoje, e quanto mais experiências eu vou tendo e mais vou absorvendo, melhores vão naturalmente se tornando minhas novas escolhas!

A Taci Carvalho costuma dizer nas suas palestras e lives que tudo vem para nossa vida como aprendizado e lições para evoluirmos e que a maior de todas as nossas missões nesse planeta Terra é a evolução como ser humano. Eu concordo 100% com ela e cada vez mais tenho levado essa gratidão para o meu dia a dia!

Inclusive eu vejo com bastante clareza hoje que várias das escolhas que me fizeram sofrer no passado me ajudaram a moldar o Isaias que sou hoje. Uma das experiências mais marcantes foi ter tido depressão em 2009 enquanto cursava Física na UFC.

Ter vivido na pele essa dor excruciante me fez desenvolver muito mais a sensibilidade e hoje em dia consigo me conectar de alma pra alma com as pessoas que sofrem de depressão e consigo trazer para elas palavras de conforto e amor que ajudam a superar aos poucos tanta dor e sofrimento que a depressão causa!

Tudo o que li, ouvi, assisti, conversei etc. Hoje me ajudam a ter mais repertório e consigo levar adiante muito desse aprendizado às vezes pelas textos do blog, mas acima de tudo, a partir das conversas que tenho com as pessoas!

Eu honro, agradeço e aceito tudo o que vivi até agora. Honro e aceito todas as escolhas e decisões boas e ruins. Todas elas me levaram até onde estou hoje e me iluminam para que as escolhas que faço e continuarei fazendo daqui pra frente me conduzam para uma versão melhor e mais ampliada de mim mesmo!

Essa é a dinâmica da vida. O processo de evolução constante. Espero que essas breves palavras tenham suscitado boas reflexões e alimentado em você a GRATIDÃO. Esse sentimento tão nobre e revolucionário…

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Viver nunca foi tarefa para iniciantes

Por Isaias Costa

“O cansaço é natural. Os dias difíceis acontecem. As pessoas passam por nossas vidas e, algumas ficam. Crescer, é uma obrigação. A saudade aperta às vezes. O coração fica pequeno. Olhos dormem tristes algumas noites. Mas tudo isso faz parte. Coisas maravilhosas nascem de repente também. A felicidade vem de uma tarde qualquer. Você se diverte até não se lembrar do ontem sem grana e da ferida que se fechou. O amor aparece, às vezes morre pequeno e às vezes se torna céu que não se conhece o limite. E tudo se repete. Sol vem. Sol se vai. E entre altos e baixos a gente se espreme e agradece. Viver nunca foi tarefa para iniciantes.”

Diego Vinícius

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Essas são palavras simples e muito verdadeiras! Quase sempre, quando leio textos reflexivos como esse, faço um flashback da minha vida e fico refletindo no quanto as coisas foram se desenrolando e se resolvendo com bem mais tranquilidade do que minha mente turbulenta supunha!

A gente se deixa levar demais por essa mente barulhenta e caótica, é a tal da mente que mente, como certamente você já deve ter ouvido falar não é mesmo? No momento em que escrevo e publico esse texto, já estamos nos aproximando do mês de agosto de 2022. A angústia relacionada ao isolamento por conta da pandemia já não é mais uma temática central. O que vem se tornando central agora são os estragos que todo esse isolamento trouxe para o nosso equilíbrio mental e emocional. E aqui sou o primeiro a me colocar nesse balaio ok?

Tive diversos episódios de ansiedade ao longo desses mais de dois anos de pandemia e nunca busquei tanto a meditação e a respiração consciente como uma forma de diminuir essa ansiedade, além do contato frequente com a natureza e as atividades físicas que tanto me alegram.

Se não fosse tudo isso, provavelmente eu teria crises de anisedade ou de pânico. Aproveito para deixar claro que todos nós precisamos desse autocuidado. Sem nos colocarmos como a maior prioridade, fica difícil ter uma vida harmoniosa nesse mundo cada vez mais turbulento em que vivemos!

Essas palavras do Diego são apenas para nos relembrar que o sol vem e vai todos os dias. Temos o dia e a noite, ou seja, momentos de agir, de fazer, de por a mão na massa, e momentos para descansar, relaxar, se entreter, silenciar etc.

Quanto mais tomamos conta de que a vida em todas as suas instâncias acontece dessa forma, a gente vai deixando de se estressar por tudo, de querer resolver tudo pra ontem! Será mesmo que precisamos de tanta pressa? Se tivermos consciência dos nossos passos, eu posso garantir pra você que não precisa ter pressa, afinal, a pressa é inimiga da perfeição, como diz o velho ditado!

Quero concluir com a mensagem que penso ser a principal no texto do Diego. Precisamos colocar mais nosso foco e atenção nas pequenas coisas, nas coisas simples do dia a dia. São elas que nos preenchem de alegria e sentido. São as coisas simples que nos fazem brilhar os olhos e nos encher de esperança de viver mais um novo dia.

Portanto, nunca se esqueça. A vida é uma jornada desafiadora para todos nós, absolutamente todos nós, mas quando tomamos consciência de que as pequenas coisas são as mais importantes, que não precisamos correr tanto e que tudo tem seus ciclos, pronto! Conseguiremos tirar de letra tudo o que surgir pelo caminho…

Paz e luz!

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Toda adversidade é um convite à mudança

Por Isaias Costa

“A realidade pode ser uma droga, se quisermos que seja diferente, ou nós podemos aceitar a realidade como ela é, e agradecer por isso. Isso leva prática, por que é difícil ficar grato quando você sente que está sendo tratado mal, ou quando você perde um emprego, ou perde alguém querido, ou quando está lutando contra uma doença. Mas essa é a realidade que você tem e não o ideal que você queria ter. E é uma realidade que possui beleza, se escolhermos vê-la. Essa habilidade nos deixa muito mais em paz com qualquer coisa que precisemos lidar.”

Leo Babauta

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É muito verdadeiro o que o Leo está trazendo nessas poucas palavras e todos nós em diversos momentos da vida passamos por crises e dificuldades que nos tiram o ânimo, o vigor, a autoconfiança e por vezes até a esperança de um futuro melhor.

É fundamental sabermos que nada na nossa vida acontece por acaso. São cada uma das nossas escolhas diárias e acima de tudo o que nutrimos dentro de nós que vai plasmando a nossa realidade.

É por isso que eu sempre insisto por aqui em buscarmos nos alimentar de coisas boas não apenas em termos de alimentos físicos, mas também tudo o que alimenta nossa mente e nossas emoções.

O Leo trouxe as principais aflições da maioria das pessoas em momentos de crise. Quando nos sentimos mal tratados é porque os nossos relacionamentos interpessoais estão em crise. Nessa hora, uma pergunta que devemos nos fazer é: “O que eu preciso mudar em mim mesmo para atrair melhores relacionamentos na minha vida?”. E a partir de muita reflexão e busca pelo autoconhecimento, descobrir o que levou a termos essas dificuldades.

Muitas vezes é a nossa baixa autoestima que nos leva a nos conectarmos com pessoas que não nos respeitam e admiram. É preciso resgatarmos nosso poder pessoal e autoestima para assim atrairmos pessoas que de fato vão nos respeitar e agregar valor à nossa vida!

Ele trouxe a perda de um emprego. Isso também é algo que mexe conosco profundamente, pois coloca em risco a nossa sobrevivência material. Disso decorre muita ansiedade e cenários catastróficos que na imensa maioria das vezes não se concretizam. A perda de um emprego pode ser vista como uma bela oportunidade para nos reinventarmos, aprendermos coisas novas, fazermos algum curso de nosso interesse e por aí vai. Eu, particularmente, gosto de pensar assim: “Se eu saí desse emprego agora, é porque certamente muito em breve virá uma oportunidade de trabalho melhor do que este último emprego…”. Só de pensar assim já vem uma paz e uma serenidade, além de um confiança no melhor para o futuro…

O outro exemplo é a perda de alguém, que pode vir ou pela morte ou por alguma separação ou afastamento. Com relação a isso eu sempre gosto de pensar em relação aos ciclos da vida. Tudo, absolutamente tudo, tem começo, meio e fim no mundo físico. E os relacionamentos são todos assim. Se alguém partiu, seja qual foi o motivo, é porque o tempo que ela deveria estar na nossa vida se encerrou. O que nos leva a ter dificuldade de aceitar isso são nossos apegos. Nós nos apegamos demais às pessoas e as situações nas quais nos conectamos. Mas tem zilhões de coisas que fogem completamente ao nosso controle.

Por exemplo, se uma pessoa querida morre devido à uma doença grave, não temos culpa sobre isso. Gostaríamos que ela se curasse e continuasse conosco, mas isso não aconteceu. É preciso vivenciar o luto e seguir a vida sem ela. Honrando e agradecendo tudo o que ela vivenciou conosco.

Se alguém nos deixa porque precisou se mudar de cidade, é simplesmente a impermanência fazendo o seu trabalho. Nós agradecemos por tudo que pudemos dividir, as alegrias e as tristezas, além das muitas histórias que ficarão para sempre guardadas na memória. Desejamos tudo de melhor para essa pessoa e seguimos nossa vida! É simples assim…

O último exemplo é sobre as doenças que nos acometem. Quase sempre o primeiro pensamento que nos vem é: “Poxa! O que eu fiz para merecer isso? Estar adoentado dessa maneira?”. A grande realidade é que nosso corpo carrega uma sabedoria milenar e que pode ser acessada a qualquer momento, basta que queiramos. Estou falando sobre o que chamamos de Metafísica da Saúde ou Linguagem do corpo. Todas as doenças sinalizam desequilíbrios que começam no nosso campo mental e emocional e depois acabam descendo até o corpo físico. Se conseguirmos compreender o porquê daquela doença ter se instalado em nós, agradecemos pela oportunidade de a transcendermos através da consciência, sairemos dela muito maiores e mais fortalecidos.

Enfim! Esse breve texto é apenas para lhe relembrar que as crises surgem na nossa vida para que a gente cresça como seres humanos e nos tornemos mais sábios e experientes. Aprendamos a ver dessa maneira que assim a vida se torna divertida e cada vez mais significativa…

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Todas as religiões trazem sabedorias que agregam valor às nossas vidas

Por Isaias Costa

“A pessoa que tem uma verdadeira experiência religiosa a mantém oculta no coração e não a espalha aos quatro ventos. Talvez possa conversar a respeito dela com outras pessoas que vivenciaram algo semelhante, sabendo que o que vivenciou é algo que Deus lhe revelou, mas que pode ter expressado também para outros de uma forma completamente diferente ou com um conteúdo distinto. Desse modo, surge naturalmente um profundo respeito pela ‘religio’ do outro (se for genuíno) e a necessidade de não atacá-la. Somente a pessoa que duvida de si mesma se vê sempre compelida a conquistar o maior número possível de admiradores para abafar as próprias dúvidas. Por conseguinte, Jung salienta que a experiência religiosa traz consigo sua própria prova, ainda que ao mesmo tempo o ego, apesar dessa experiência, nunca desista de duvidar de que a compreendeu corretamente. ‘Da minha parte, disse Jung, prefiro a dádiva preciosa da dúvida, porque ela não viola a virgindade das coisas que estão além do nosso alcance’. Essa atitude permanece eternamente nova e aberta a experiências internas ainda mais abrangentes.”

Marie-Louise von Franz

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Essas são palavras muito inspiradoras e diria até necessárias nesse tempo de tanta intolerância, tanta difamação, tanto desrespeito, tanto senso de verdade absoluta e por aí vai.

Essa grande psicoterapeuta, inspirada nos seus próprios estudos e na sabedoria do Carl Jung, nos ensina que o mais importante de tudo é ter a mente aberta para conhecer, para aprender, para adentrar no desconhecido e desta forma desbravar todo um universo de possibilidades e conhecimentos!

O que achei mais perfeito foi a citação de Jung: “prefiro a dádiva preciosa da dúvida, porque ela não viola a virgindade das coisas que estão além do nosso alcance”.

São palavras sábias e preciosas! Por mais que a gente estude, se aprofunde, leia um livro inteiro por semana, jamais conheceremos nem mesmo uma poeirinha do que há para ser conhecido. E mesmo as pessoas mais sábias e eruditas, o que elas sabem é simplesmente nada frente a um universo de coisas que não sabem!

Esse é o princípio por trás da famosa frase do oráculo de Delfos que é associada ao mestre Sócrates: “Só sei que nada sei”. Não quer dizer que ele não conhecia nada, não tinha nenhum conhecimento. Pelo contrário! Sócrates foi considerado o maior sábio da sua época, mas é porque ele tinha consciência absoluta de que aquilo que não sabia era absurdamente maior do que o pouco que sabia!

Levando essa mesma lógica para as religiões e seus livros sagrados, o que há pra se conhecer é um universo imenso. Só o Mahabharata da cultura hindu são milhares e milhares e milhares de versos belíssimos e ao mesmo tempo complexos! Só esse livro sagrado já é suficiente para nos tomar toda uma vida se quisermos estudar em profundidade. Temos a bíblia sagrada dos cristãos, os evangelhos apócrifos, o Alcorão, a Torá, o Talmude, o I Ching, o Tao Te King e zilhões de outros livros considerados sagrados e repletos de ensinamentos.

É uma arrogância sem tamanho dizer que a sua religião é a melhor ou é a única que leva a Deus. Quem diz esse tipo de absurdo ainda não entendeu nada sobre os ensinamentos dos livros sagrados e tem muito chão pela frente até sair dessa ignorância.

Esse é o cerne da mensagem da querida Marie-Louise von Franz e do Carl Jung. Espero que essas palavras tenham lhe inspirado tanto quanto me inspirou e você tenha a curiosidade de aprender um pouquinho com a sabedoria das outras religiões fora da que você já frequenta, ou mesmo se não é adepto de nenhuma, que tenha a mente aberta para aprender com tantas sabedorias diferentes, mas todas riquíssimas em valores para a nossa vida e nosso desenvolvimento!…

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Um caminho para a serenidade

Por Isaias Costa

“Serenidade é um termo que pode ser definido de várias maneiras; uma delas é a capacidade de não se desesperar diante de situações adversas.

Segundo Epicteto, o homem encontra a serenidade quando se ocupa exclusivamente daquilo que depende dele e aceita com docilidade todo o resto.

Aceitar tudo aquilo que não depende de nós é algo que só pode nos fazer bem; isso porque subtrai muitas das nossas aflições e preocupações.

A famosa “oração da serenidade” nos leva a pedir força para enfrentar o que depende de nós e docilidade para aceitar aquilo que não depende.

A oração da serenidade termina com a parte mais relevante: “dai-nos sabedoria para distinguir o que depende de nós daquilo que não depende”.

A primeira condição para a serenidade está relacionada com a humildade: aceitar que muitas coisas que nos são essenciais independem de nós!

A serenidade depende da aceitação de que vivemos uma condição de incerteza e aprender que isso é o que torna a vida uma aventura fascinante.

Se tivéssemos controle ou conhecimento de tudo o que ainda temos para viver, é provável que ficaríamos entediados e sem qualquer curiosidade.”

Flavio Gikovate

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Essas palavras do Gikovate são preciosas! Ele está nos relembrando aquilo que já sabemos, mas por causa dos estresses do dia a dia, acabamos esquecendo! Nós conquistamos a serenidade quando buscamos fazer o nosso melhor, sabendo que existem zilhões de coisas que fogem completamente ao nosso controle.

Nós sofremos porque queremos controlar o incontrolável ou mudar aquilo que não pode ser mudado, e aqui obviamente trago as pessoas de um modo geral. Cada uma tem seu jeito de ser, com todas as suas qualidades e defeitos. Mas parece que boa parte de nós foca nos defeitos em vez das qualidades!

Só de buscarmos mudar o nosso olhar para ver mais as qualidades e virtudes das pessoas, parte dessa serenidade já se instala em nós. E quando juntamente com isso aprendemos sobre a impermanência, aí vamos transformando as vivências em aprendizado e sabedoria.

As coisas raramente acontecem conforme planejamos e é maravilhoso que seja assim, porque se temos abertura de mente e de coração, aos poucos vamos percebendo que aquilo que não aconteceu exatamente do jeito que queríamos foi como uma espécie de “ajudinha do universo” para que a gente aprenda mais e cresça durante o processo.

Vou trazer um exemplo para que fique fácil de entender. Digamos que você é muito apegado à sua mãe e morre de medo de perdê-la. Por conta do apego a ela você não consegue alçar grandes voos na vida, fica com medo e inseguro de partir para o desconhecido. E por alguma fatalidade essa mãe acaba desencarnando. A perda dessa pessoa tão importante se mostra como uma baita oportunidade de transformar esse apego em maturidade, em transcendência, em evolução do ser. O que muitos acabam atinando, mas outros infelizmente não, e está tudo bem. Cada um está vivendo seus processos no seu tempo e no seu ritmo.

A serenidade é aceitar tudo aquilo que foge do meu controle e tentar extrair lições e aprendizados de cada experiência vivida.

Eu amei o final do texto do Gikovate e fiz um flashback da minha vida. Eu jamais faria a menor ideia do que estaria vivenciando hoje. Estou escrevendo esse texto no fim de maio de 2022 e muitas coisas que vivi são completamente diferentes do que imaginava há alguns anos!

Jamais iria prever que teríamos uma pandemia avassaladora deixando quase 700 mil mortos no Brasil, juntamente com uma gigantesca crise nos mais diversos setores. Eu imaginava que estaria com minha própria família estruturada e com pelo menos 1 filho. Imaginava que estaria dominando o inglês com perfeição ou que já teria feito ao menos uma viagem pra Europa. E quer saber? Nada do que citei aconteceu pelo menos até o momento em que escrevo.

Mas se eu soubesse disso anos atrás talvez ficasse triste, deprimido, me sentindo um derrotado. Olhando minha vida hoje, dá vontade de rir de tudo isso, porque na realidade a vida me direcionou para tudo aquilo que eu precisava viver, conhecendo as pessoas e lugares que eu precisava conhecer e por aí vai!

Então a impermanência é uma das maiores bênçãos da nossa vida, basta que tenhamos olhos de ver, como diria o mestre Jesus Cristo.

Que esses palavras lhe inspirem de alguma forma a seguir seu caminho evolutivo, utilizando a oração da serenidade no dia a dia e sabendo que com ela a nossa vida pode ganhar um sentido muito mais profundo…

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As oportunidades nunca deixam de surgir a cada momento

Por Isaias Costa

Opportunity – Walter Malone

Ofendem-me os que dizem que não voltarei,

Porque bati à tua porta e não te encontrei;

Porque todas as noites permaneço à tua porta,

E ordeno que despertes e te ergas para lutar e vencer.

Não chores pelas preciosas chances que passaram;

Não chores pela idade de ouro que se foi;

Todas as noites queimo o registro do dia;

Ao erguer do sol, todas as almas nascem de novo.

Ri como um menino aos esplendores que passaram.

Às alegrias que se esvaíram, sê surdo e mudo.

O meu julgamento sela o passado que morreu,

Mas nunca prende um momento ainda por vir.

Mesmo afundado na lama, não torças as mãos nem chores.

Dou o meu braço a todos os que dizem: “Eu posso!”

Nenhum pária algum dia caiu tão baixo

Que não pudesse erguer-se e ser um homem novamente!

Lastimas a mocidade perdida?

Hesitas em desfechar um golpe merecido?

Volta-te então dos arquivos apagados do passado,

E encontrarás as brancas páginas do futuro.

Choras por uma pessoa amada? Liberta-te da magia;

És um pecador? O pecado tem perdão;

Cada manhã te dá asas com que voar do inferno,

Cada noite uma estrela para te guiar aos céus.

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Eu fiquei absolutamente encantado com a leitura desse poema de Walter Malone que encontrei num famoso livro chamado “A lei do triunfo” de Napoleon Hill. O poema encarna a “oportunidade” e lhe dá voz como se fosse uma personagem.

Sempre que escrevo sobre isso gosto de primeiro ir à raiz da palavra oportunidade, que é belíssima. Ela remonta à navegação em tempos longínquos no qual existiam diversos tipos de ventos e para cada um deles eram dados nomes provenientes do latim. Um desses ventos era chamado de “ob portus”, que significa “vento que leva para o porto”. E oportunidade deriva dessa palavra. Ou seja, ela é como um vento que leva até o porto, que é um local de segurança e conforto. Interessante não é mesmo?

O que acho mais incrível é que os ventos nunca param. Depois que um vento sopra vem outro e outro e outro… Porém, vale destacar que o mesmo vento nunca sopra duas vezes e no mesmo lugar. Em outras palavras, uma vez que perdemos uma oportunidade, devemos aceitá-la e partirmos para outra. E aqui faço o link com esse belo poema. Logo na primeira linha a oportunidade diz:

Ofendem-me os que dizem que não voltarei

E ela continua dizendo:

Porque bati à tua porta e não te encontrei;

Porque todas as noites permaneço à tua porta,

****

Então só cabe a cada um de nós estar atento à passagem desse vento sutil e suave. As oportunidades surgem de “n” formas possíveis: através de uma conversa inspiradora com um amigo, de uma pessoa que esbarra com você no meio de um evento, de alguém que passa boa parte de uma viagem de avião conversando e dali se inicia uma amizade, um vídeo que você assiste despretensiosamente e tem um insight que revoluciona sua vida…

Ou mesmo de formas aparentemente tristes e decepcionantes como a perda de um emprego, a perda de uma grande amizade, a viagem para o exterior de alguém que você ama muito, a morte de uma pessoa significativa etc. Tudo isso são oportunidades disfarçadas para que nós tenhamos experiências que vão proporcionar o nosso crescimento como seres humanos nas mais diversas áreas da vida!

São extremamente inspirados esses versos:

Mesmo afundado na lama, não torças as mãos nem chores.

Dou o meu braço a todos os que dizem: “Eu posso!”

****

Aqui ele fala sobre as oportunidades disfarçadas nas experiências de sofrimento. Elas servem pra que nos fortaleçamos interiormente, principalmente no sentido espiritual. E se dizemos: “Eu posso!”, com firmeza e propósito, maravilhas vão surgir dessa determinação!

É como diria o mestre Chico Xavier numa de suas frases mais famosas: “Isso também passa!”. Momentos de dor, tormentas, sofrimentos, também vão passar, assim como momentos de glórias e grandes alegrias também dão lugar a novas experiências de dor, tristeza e sofrimento.

A vida tem esse movimento pendular o tempo todo e quanto mais cedo compreendemos isso melhor!

E os dois versos finais também são estupendos:

Cada manhã te dá asas com que voar do inferno,

Cada noite uma estrela para te guiar aos céus.

*****

Aqui é incrível a analogia com o olhar para cima, pra frente e para o alto, como muitos dizem. Lendo esse trecho até lembrei da querida profa. Cristina Cairo, que em todos os seus vídeos sempre começa dizendo: “Levanta a cabeça!”, pois essa é uma atitude que a própria neurociência já comprovou que faz com que nos sintamos automaticamente mais motivados e ativos.

Está passando por um momento infernal? Levante a cabeça e acione as suas asas que estão aí meio escondidas mas prontas para que você alce grandes voos! Está com a mente enovelada com a escuridão da noite? Então olhe para as estrelas e se deixe ser guiado por elas…

Que esse poema inspire você tanto quanto me inspirou, e que se for possível, escreva em algum lugar para ser relido em outros momentos ou salve esse texto para utilizá-lo como uma injeção de ânimo e força!

Vamos juntos aproveitar as belas e inúmeras oportunidades que a vida nos traz todos os dias…

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Toda ação nobre é voluntária

Por Isaias Costa

“Nada é nobre se é feito a contragosto ou sob compulsão. Toda ação nobre é voluntária.”

Sêneca

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Sempre que eu falo ou escrevo sobre o voluntariado, a primeira coisa que me vem em mente é a etimologia incrível dessa palavra. Ela deriva de volutas, que significa “vontade”. Ou seja, as atitudes voluntárias por definição só são possíveis se de fato existe vontade nas pessoas que as executam!

Então o Sêneca associa vontade com a nobreza, ou seja, algo de grande valor! E ele inicia a frase dizendo que algo feito a contragosto ou sob compulsão não pode ser nobre! Analisando essa palavra contragosto eu me lembrei de uma belíssima parábola contada por Jesus na qual ele fala sobre dois filhos que foram chamados para trabalhar na vinha junto com seu pai. O pai chamou o primeiro e este disse: “Não quero”. Porém, se arrependeu e acabou indo. Depois o pai chamou o segundo filho e este prontamente respondeu “Sim, senhor!”, mas acabou não indo! Daí, ele faz o questionamento: “Qual dos dois fez a vontade do pai?”.

Essa parábola traz um simbolismo belíssimo de que não importa tanto o que se diz, mas acima de tudo o que se FAZ, ou seja, as AÇÕES. Até porque muitas vezes, nós no calor dos momentos de raiva, impaciência, cansaço, tristeza etc. dizemos coisas que pouco depois nos fazem arrepender de termos dito. É muito fácil nos perdermos nas nossas palavras, agora quando se trata das ações a coisa é mais profunda!

São as ações que vão criando a nossa realidade e nosso destino. Então precisamos nos pautar numa ética profunda para que nossas ações reflitam o melhor que há em nós!

A segunda palavra que Sêneca traz é a compulsão, ou seja, tudo aquilo que se torna de certa forma viciante em nós. E o interessante é que às vezes temos atitudes viciantes que são vistas como positivas para a maioria das pessoas, sendo que na realidade não são. Por exemplo: você é uma pessoa que se mata de trabalhar para dar um boa condição material para a família, mas em decorrência disso não tem tempo de estar com os filhos ou com a esposa ou marido. Deixa de viver momentos preciosos ao lado deles para conseguir arcar com os custos do padrão de vida que foi estabelecido.

Esse é um exemplo clássico das pessoas que são chamadas de workaholics. Muitas delas são vistas como heróis ou heroínas pela sociedade, mas internamente quase sempre elas se sentem um fracasso nos outros setores da vida que não o profissional e financeiro.

As ações nobres segundo o Sêneca são aquelas que vêm do voluntariado. Eu faço porque quero e porque sei que é o melhor a ser feito. Para se conseguir isso é preciso acima de tudo um investimento constante e ininterrupto no autoconhecimento. No exemplo que dei sobre os workaholics, essas pessoas negligenciam vários setores importantíssimos da vida como saúde do corpo, família, amigos, lazer, espiritualidade etc. Isso está longe de ser o espírito do voluntariado proposto por Sêneca entende? Então não há nobreza em negligenciar tantas coisas que são vitais para nós…

Quero concluir esse texto relembrando um conceito belíssimo de ética que o Prof. Mario Sergio Cortella sempre traz em suas palestras e livros. Em tudo que formos fazer, precisamos nos basear em três perguntinhas básicas: “Quero? Posso? Devo?”. As ações voluntarias obrigatoriamente devem ter SIM para as três perguntas. Quero? SIM. Posso? SIM. Devo? SIM.

O Cortella costuma dizer que tem coisas que quero, posso, mas não devo. Outras eu devo, quero, mas não posso… e por aí vai! Se gera conflitos internos, então o melhor é não fazer.

Parece simples, mas na realidade esse é um exercício bastante exigente e como falei, requer um mergulho constante no autoconhecimento.

Vamos juntos nos esforçar para ter ações nobres? Ações pautadas numa vontade inabalável? Esse é o caminho para se alcançar maior plenitude na vida…

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As palavras só tem sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor

Por Isaias Costa

“As palavras só tem sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos. Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem… O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo e o mundo aparece refletido dentro da gente. São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver. Elas não têm saberes a transmitir. No entanto, elas sabem o essencial da vida. Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança, jamais será sábio.”

Rubem Alves

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Tornar-se sábio, esse é o movimento de entrar no reino dos céus, como já dizia o mestre Jesus Cristo: “Aquele que não for como uma criança não entrará no reino dos céus”. Lembrando que não se trata de um lugar físico, mas sim de um estado de consciência interior, no qual vemos a imensa beleza contida no momento presente, no aqui e agora!

É muito interessante quando ele comenta sobre a visão física. Muitas pessoas enxergam perfeitamente, mas têm dificuldade de ver as belezas simples do cotidiano. Não conseguem desenvolver esses “olhos de ver” que as crianças têm!

Inclusive, relendo essas belas palavras do Rubem Alves eu me lembrei de uma frase famosa do grande pintor Pablo Picasso na qual ele diz: “Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol”.

Percebe como tudo é uma questão de perspectiva? Eu quero cada vez mais desenvolver em mim essa arte de transformar um rabisco amarelo redondo no próprio sol! Isso é sabedoria. Isso é saborear o melhor da vida!

Muita gente não sabe, mas a raiz da palavra sabedoria é a mesma de sabor. Ou seja, as pessoas sábias são aquelas que saboreiam a vida. E detalhe! Só é possível saborear a vida no momento presente. Como seria possível saborear algo que só virá na semana que vem, no mês que vem ou no ano que vem? Percebe como não faz o menor sentido?

E sabe de outra coisa legal? Quando estamos saboreando uma comida, seja ela qual for, normalmente fechamos os olhos para nos integrarmos ainda mais à sensação deliciosa da comida nas papilas gustativas. E além disso, vem o ponto principal que quero comentar com você. Nós ficamos em silêncio! Porque nessa hora as palavras só iriam atrapalhar a experiência de saborear o alimento.

Voltando ao Rubem Alves… as palavras só têm sentido se forem para ver o mundo melhor. E as crianças têm esse poder de ver um mundo melhor! Quando perguntamos a qualquer criança como elas veem a vida ou o que gostariam que melhorasse no mundo, elas são praticamente unânimes em dizer que a vida é para nos divertirmos e para estarmos perto das pessoas que amamos. E a resposta para o desejo de um mundo melhor quase sempre está relacionado com os adultos trabalharem menos, serem mais presentes nas suas vidas, que brinquem mais, que sorriam mais, que tirem tanto o peso autoimposto nas costas…

Será que você ainda duvida da sabedoria inerente que existe nas crianças? Nessas poucas palavras eu trouxe verdades que nós como adultos e com o nosso cabeção extremamente intelectualizado, transformamos em livros de 400 págs ou em teses de doutorado. Pra quê hein? Será que precisa de tudo isso? Fica a reflexão…

Que a gente desenvolva cada vez mais esse olhar de criança para nos conectarmos com o que há de mais belo na vida, o momento presente…

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Só podemos amar as pessoas que se parecem com o céu

Por Isaias Costa

“É isto que amamos nos outros: o lugar vazio que eles abrem para que ali cresçam as nossas fantasias. Buscamos, no outro, não a sabedoria do conselho, mas o silêncio da escuta; não a solidez do músculo, mas o colo que acolhe.

Como seria bom se as outras pessoas fossem vazias como o céu, e não tão cheias de palavras, de ordens, de certezas. Só podemos amar as pessoas que se parecem com o céu, onde podemos fazer voar nossas fantasias como se fossem pipas”.

Rubem Alves

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O Rubem Alves era perfeito em suas metáforas! Ao reler essas belíssimas palavras, eu lembrei de uma brincadeira que toda criança adora (e claro que alguns adultos que não deixaram sua criança interior morrer também adoram), que é ver desenhos nas nuvens.

Lembro que eu brincava junto com meus irmãos e primos quando crianças. Nós deitávamos na grama onde tinha sombra e ficávamos um tempão olhando as nuvens e dizendo o que cada um achava dos desenhos formados…

O Rubem dizia: “Só podemos amar as pessoas que se parecem com o céu”. O céu permite que as nossas fantasias ganhem voz e não fica nos recriminando, muito menos dizendo o que é o certo e o que é o errado!

Já pensou como perderia toda a graça se ao brincar de ver desenhos em nuvens, alguém na brincadeira dissesse: “Tá louco! Não existe isso que você está vendo. A única coisa que tem nessa nuvem é o que eu vejo…”. Pronto! Com essa atitude arrogante acabou qualquer tentativa de curtir o momento.

Na vida, infelizmente vemos aos milhares pessoas com essa postura arrogante, cheias de certezas, e por isso mesmo, infelizes! Quanto mais o tempo passa, mais eu percebo a felicidade gigantesca que se encontra na dúvida, no não saber! Lembra a máxima do mestre Sócrates? “Só sei que nada sei”. Na sua época, as pessoas eram unânimes em dizer que ele era uma pessoa feliz, uma pessoa realizada e sábia! Muitas podiam até mesmo não gostar dele, mas não conseguiam abrir a boca pra dizer que ele era infeliz!

Que tal aprendermos com as sabedorias do Rubem Alves e do filósofo da antiguidade Sócrates?

Antes de escrever esse texto eu até pesquisei a etimologia da palavra FANTASIA, que é maravilhosa. Ela vem do grego phos (luz) e do verbo phainein (fazer aparecer). Ou seja, é a nossa luz que se faz aparecer a partir da nossa alegria, nossa verdade, nossa transparência.

Vamos deixar a nossa luz aparecer? Isso é ser simples e sábio. A nossa luz aparece a partir da abertura do nosso ser. E a abertura para a vida vem dessa postura silenciosa, acolhedora, receptiva. Quanto menos falarmos e mais ouvirmos, aí sim estaremos realmente sendo acolhedores e receptivos, e assim daremos abertura para fazer brotar, fazer aparecer a nossa luz, nossa fantasia! Não é incrível tudo isso?

Que essas poucas palavras tenham lhe trazido boas reflexões! Sigamos juntos sempre deixando viva em nós essa dimensão da fantasia…

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Não precisamos seguir pelo caminho mais difícil

Por Isaias Costa

“Poderias desfrutar agora mesmo todas as coisas que estás suplicando para alcançar tomando o longo desvio — se parasses de te privar delas.”

Marco Aurélio

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Essas belas palavras do imperador da antiguidade Marco Aurélio podem parecer meio obscuras e complicadas de entender num primeiro momento, mas nesse breve texto quero fazer um paralelo incrível que fará você entender muito facilmente a proposta dele.

O Marco Aurélio está querendo nos dizer que para quase tudo na vida nós gastamos uma energia e tempo muito maiores do que seria o ideal. O longo desvio é isso e o desfrutar é exatamente tudo o que está diante de nós agora mesmo e não nos damos conta.

Você talvez já esteja cansado de ler e ouvir as pessoas falarem que só existe o aqui e agora não é mesmo? Mas essa é uma verdade incontestável. O passado é só memória, que tem sua importância apenas como aprendizado, como uma referência daquilo que deu certo ou não. E o futuro é pura projeção, é pura expectativa. Não sabemos se o amanhã vai chegar! O máximo que podemos fazer é cuidar bem do nosso hoje, porque dessa forma ficará mais fácil construir um bom amanhã entende?

Sem mais delongas. Quero compartilhar com você um insight bem bacana que me veio ao ler essas palavras do Marco Aurélio. Já contei muitas vezes por aqui que eu fiz faculdade de Física e adoro quando consigo traçar bons paralelos entre ela e o autoconhecimento.

Um assunto bastante estudado por todos nós na escola é a tal conservação da energia. Ela explica que nos sistemas conservativos, ou seja, aquelas no qual não há dissipação de calor, a energia se conserva e há nos processos a conversão de um tipo de energia em outro.

Um dos conceitos mais importantes é o de trabalho, que por definição é o produto de uma força por um deslocamento de um determinado objeto.

W = F.d

Quando tratamos de objetos que serão levantados, sabemos que existe a força da gravidade que puxa tudo pra baixo. Ela é chamada de força peso, sendo o produto da massa pela aceleração da gravidade. E o deslocamento é dado simplesmente pela altura a que se coloca tal objeto. Dessa forma o trabalho da força peso é dado por:

W = m.g.h

O produto da massa pela aceleração da gravidade e pela altura. E o resultado é dado em Joule (J), unidade física de energia.

Mas o melhor de tudo é o que vou dizer agora! O trabalho da força peso INDEPENDE do deslocamento para os lados. Ou seja, eu posso simplesmente levantar um objeto verticalmente ou posso fazer zilhões de piruetas com ele, o trabalho da força peso será sempre o mesmo, pois só depende da altura!

Fazendo um paralelo com as palavras do Marco Aurélio é isso. Nós gastamos uma energia absurda desnecessariamente. Inclusive pela Física realmente é assim. Há o trabalho da força peso, mas ele é absolutamente diferente do trabalho que vem da força muscular que exercitamos.

Digamos que quero levar uma caixa do primeiro para o segundo andar de um prédio. Eu posso pegar um elevador e deixar a caixa no piso do elevador. Eu posso subir as escadas com essa caixa. E se houver aquelas rampas inclinadas, eu darei uma volta bem grande e chegarei no andar de cima.

Teve alguma diferença no trabalho da força peso? NÃO. Nenhum! Porém, o maior gasto de energia é subindo pela rampa. Eu poderia simplesmente pegar o elevador! Mas nós somos peritos em complicar as coisas! Acredito que agora com essa comparação, vai ficar bem mais fácil entender as palavras do Marco Aurélio.

“Poderias desfrutar agora mesmo todas as coisas que estás suplicando para alcançar tomando o longo desvio — se parasses de te privar delas.”

Marco Aurélio

Nesse exemplo que eu dei é como se eu dissesse para mim mesmo: “Eu não mereço subir pelo elevador! Quem sou eu para seguir por esse caminho tão fácil? Prefiro ir pelo mais difícil…”.

What?? A vida pode ser muito mais simples se nos sentirmos merecedores de que tudo aconteça na nossa vida de forma simples. Inclusive há um decreto muito bonito das formações em barra de acess que me utilizo todos os dias e faço questão de compartilhar com você: “Tudo vem a mim com facilidade, alegria e glória”. Repita esse decreto inúmeras vezes todos os dias e você estará pouco a pouco trabalhando seu interior para não dificultar as coisas e não atravancar os seus caminhos!

Torço para que você aplique essa sabedoria simples e incrível do Marco Aurélio na sua vida. Você só terá ganhos com isso…

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