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Tente outra vez

Por Isaias Costa

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Esses dias estava lendo textos no facebook e acabei me deparando com uma crônica lindíssima da querida escritora gaúcha Martha Medeiros. Na mesma hora que li a primeira pessoa que me veio em mente é claro que foi ele: Raul Seixas! Eu não duvido nada que ela tenha ouvido essa música no dia que escreveu essa crônica! hehehe

Farei uma breve reflexão a partir de um trecho dessa crônica linkando com a linda música do Raulzito.

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Ainda dá tempo pra tudo. 

Pode o céu estar fechado neste instante, mas uma hora abre, não falha. Pouco importa sua idade: você está vivo. Então ainda dá tempo para você reatar, dá tempo para você terminar uma relação ruim e começar outra, dá tempo de pedir perdão ou de colocar uma pedra sobre o assunto que incomoda, dá tempo de ter um relacionamento mais leve e prazeroso, e indo além das questões amorosas: dá tempo de conhecer a Ásia, de escrever suas memórias, de mergulhar no mar à noite, de aprender a cozinhar, de falar italiano, de fazer diferença, de começar uma coleção. Se me permite uma sugestão: colecione inúmeras ”primeiras vezes”. Todas as primeiras vezes que você tem evitado porque não simpatiza com mudanças.

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Pessoas âncoras

Por Isaias Costa

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Outro dia li algumas lindas palavras do escritor Fábio Figueiredo que me fizeram refletir sobre as chamadas “pessoas âncoras”, que existem em uma quantidade muito maior do que se pensa! Vamos a elas?

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“Há pessoas que são verdadeiras âncoras. Podem estar a seu lado, vestidas familiares, ‘amigos’, chefes, enfim pode ser qualquer uma de seu relacionamento. Cuidado, pois se você não perceber, fica ancorado junto ou simplesmente afunda, atola, encalha. O pior de tudo é quando você sabe, mas não faz nada para se soltar. Âncoras existem em todos os lugares, atenção e veja o que te amarra e não te faz navegar. Aliás, verifique se você mesmo não é uma. Desate os nós de si mesmo ou de outrem e parta.”

Fábio Figueiredo

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Os macacos e o doce de coco

Por Isaias Costa

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Uma das melhores estórias que já li e que fala sobre o APEGO de uma forma geral foi contada pela querida monja budista Jetsunma Tenzin Palmo no seu livro intitulado “No coração da vida”. Transcrevo abaixo o trecho no qual ela conta essa estorinha…

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“Não estamos presos à roda da vida. Nós é que a agarramos com força, com as duas mãos. Há uma história que sempre se conta sobre uma forma particular de aprisionar macacos na Índia. Toma-se um coco com um pequeno buraco. Por esse buraco, com tamanho suficiente para passar apenas a mão do macaco, coloca-se um pedaço de doce de coco. O macaco se aproxima, sente o cheiro do doce, coloca a mão no buraco e agarra o doce. Ele fecha a mão para agarrar o doce e dessa forma não consegue mais tirar a mão do coco. E então o caçador consegue pegá-lo. Nada prende o macaco ali. Tudo o que ele precisava fazer era abrir a mão e estaria livre para fugir. Ele fica ali preso apenas por desejo e apego, que não o permitem seguir. É dessa forma que a nossa mente funciona. O problema não é o doce de coco. O problema é que não conseguimos soltá-lo. Vocês entendem? O problema não é o que temos ou o que não temos, mas o quanto nos agarramos às coisas.”

Jetsunma Tenzin Palmo

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Ela tem muito a nos ensinar! O que os macacos fazem sem perceber é se FIXAREM num desejo sem pensar em uma saída para uma situação de perigo, que é o aprisionamento pelos homens.

Essa estória pode ser levada para o apego em amplo sentido: a dinheiro, a um cargo, a pessoas, a preceitos religiosos etc.

As pessoas agarram seu pedaço de doce de coco que pode ser qualquer um desses exemplos que dei logo acima e nunca cogitam a possibilidade de ABRIR MÃO. Como já falei em um dos textos do blog que mais gostei de ter escrito: “abrir mão é uma alegria”, pode nos trazer uma leveza e uma sensação de completude absurda!

Aproveito essa colocação para compartilhar esse texto que complementa lindamente a mensagem que quero transmitir aqui. O link está logo abaixo.

A alegria de abrir mão

Outro detalhe interessante dessa estória é que os APEGOS excessivos retiram boa parte da nossa SENSIBILIDADE. Os macacos desse experimento com os cocos, depois de um tempo de desespero ficam com os punhos extremamente machucados ou até mesmo sangrando e ainda assim não conseguem abrir as mãos para se libertarem do coco. Já pensou?

Quantos de nós não fazemos isso? Está doendo! Estamos sofrendo! Mas não abrimos nossa mão, não libertamos aquilo que está nos fazendo sofrer.

Se é um padrão de vida que não se encaixa mais no ganho financeiro, preferimos nos endividar porque é quase uma desonra pensar em baixar o padrão de vida.

Se temos um trabalho que não nos realiza, mas que nos dá segurança e um bom salário, preferimos ser infelizes e ficarmos doentes a sair desse emprego, afinal! Por que trocar o certo pelo duvidoso não é?

Se estamos namorando ou estamos casados com aquela pessoa que nos faz mais raiva do que proporciona um convívio feliz e experiências bacanas. Não temos a coragem de sermos transparentes e encerrar de vez esse ciclo que já se provou por A + B ter se encerrado! Preferimos sofrer imensamente a adentrar no oceano do desconhecido. É melhor sofrer com o conhecido do que não ter a certeza sobre o desconhecido! Você percebe a incoerência aqui? Ora! Se é desconhecido, é claro que não se tem certeza! E por acaso a vida nos dá certeza de alguma coisa? Já parou pra pensar nisso? Como se diz: “a única certeza é a de que todos nós vamos morrer um dia…”.

Se estamos inseridos numa religião e numa comunidade na qual de coração já sentimos que não está mais preenchendo aquele espaço voltado para a espiritualidade, ficamos com medo de ser sinceros e falar o que realmente estamos sentindo! Nos transformamos em robôs que vão repetindo os preceitos mesmo não tendo total convicção sobre seus benefícios para essa conexão com Deus!

Que tal olharmos para dentro de nós mesmos com SINCERIDADE? Ou seja, SEM CERA, sem uma máscara que esconde nossa verdade interior?

Esse é um tremendo desafio! Pode abalar todas as nossas estruturas, tudo aquilo que até o momento acreditávamos ser o certo, ser o melhor, ser o mais adequado, o mais sensato! Será? Se questione! Não tenha medo de se questionar!

Nada paga a sensação de FELICIDADE que provém de uma consciência tranquila! E essa felicidade só pode ser conquistada se você abrir mão, se você deixar o doce dentro do coco e procurar saciar a sua fome com algo que não tire de você a sua LIBERDADE.

Eu posso ter muito dinheiro e não ser escravo dele!

Eu posso ter um excelente trabalho, talvez nem ganhar tanto, mas ser feliz com o que realizo, sabendo que o que faço ajuda a mim e a outras pessoas!

Eu posso me relacionar com alguém sabendo que não sou dono(a) dele(a). A outra pessoa é livre para estar comigo se ela quiser, se não quiser, deixo-a livre para seguir sua vida sem mim e agradeço profundamente por tudo que foi compartilhado e vivido junto!

* Sugestão de texto => Precisamos nutrir o amor genuíno

Eu posso estar numa religião ou numa comunidade religiosa enquanto isso fizer bem pra mim, enquanto eu sentir o meu pertencimento entende? Enquanto eu sentir que isso me faz bem, que é bom conviver com esses amigos! Se esse sentimento se esvaiu, eu tenho todo direito de abrir mão e procurar o doce de coco em outro lugar concorda?

Enfim! Essa é uma reflexão que pode mexer com muita gente, mas é preciso “cutucar” as feridas! Pois só assim é que, quem sabe, talvez, tenhamos a CORAGEM de retirar essa máscara de cera e de fato, nos tornarmos sinceros…

Paz e luz!

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A fonte da juventude

Por Isaias Costa

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Lya Luft e seus muitos livros…

É com grande alegria que apresento aos leitores o meu primeiro texto inspirado nas palavras da querida professora e escritora Lya Luft. Falarei um pouquinho sobre o que ela considera ser a FONTE DA JUVENTUDE, o que concordo plenamente! Veja só!

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“A fonte da juventude chama-se mudança. De fato, quem é escravo da repetição está condenado a virar cadáver antes da hora. A única maneira de ser idoso sem envelhecer é não se opor a novos comportamentos, é ter disposição para guinadas. Toda mudança cobra um alto preço emocional. Antes de se tomar uma decisão difícil, e durante a tomada, chora-se muito, os questionamentos são inúmeros, a vida se desestabiliza. Mas então chega o depois, a coisa feita, e aí a recompensa fica escancarada na face. Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna. Um olhar opaco pode ser puxado e repuxado por um cirurgião a ponto de as rugas sumirem, só que continuará opaco porque não existe plástica que resgate seu brilho. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.”

Lya Luft 

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De fato, a fonte da juventude se chama MUDANÇA. Quando você começa a achar que a vida está monótona, que não tem mais nada para ser feito, que já cumpriu tudo que tinha que cumprir, que todos os dias são os mesmos… Vixe! Você está decretando que está morrendo, que está perdendo o encanto pela vida.

Em cada momento, em cada minuto existe algo novo, existe um novo ar, uma nova esperança e novas experiências para serem vividas. Porém, é preciso que nós estejamos dispostos a isso, é preciso cultivarmos dentro de nós a CURIOSIDADE, a vontade de APRENDER COISAS NOVAS ou mesmo de APRIMORAR o que já sabemos fazer bem!

Eu, por exemplo, já li até esse momento algo em torno de uns 1000 livros e sinto que uma vida com uns 100 anos não serão suficientes para ler todos os livros que tenho vontade de ainda ler. Esse tipo de pensamento é o que faz a vida seguir com JOVIALIDADE. Fico feliz que bem cedo eu aprendi isso.

Procure fazer esse exercício hoje! Pense em algo que você gosta e que sabe que mesmo com décadas a fio, você não conseguirá concluir porque não dá tempo! Esse é um dos ingredientes dessa fonte da juventude. Pense um pouquinho sobre isso OK?

Eu gosto muito de conhecer as raízes das palavras, e uma bem interessante é CURIOSIDADE. Ela tem a mesma raiz da palavra CURA, que significa “cuidado”, “cultivo”. Ou seja, se eu tenho em mim curiosidade, eu me curo da MESMICE, tenho cuidado com o meu TEMPO, cultivo coisas boas e por conta disso acabo vivendo muito mais! Não é incrível?

Enfim! Guarde essas palavras: A CURIOSIDADE É A CURA PARA A MESMICE.

Quando você tem curiosidade, naturalmente se abre para as MUDANÇAS que a vida oferece o tempo todo e deixa o seu olhar sempre vivo e brilhante, como tão bem a Lya coloca: “Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar.”

Que vida você optou por levar? Essa é uma pergunta bem profunda que lanço hoje! Pense um pouquinho sobre ela e saiba que uma escolha feita com amor, de coração, desejando crescer, aprender mais, amadurecer, certamente será a escolha que lhe proporcionará viver mais e melhor, cultivando a saúde, como falei no outro parágrafo.

Enfim! Esse pequeno texto foi escrito para lhe motivar a alimentar essa FONTE DA JUVENTUDE através de novos aprendizados, vivências, de abertura para o desconhecido… Tudo isso lhe ajudará a viver bastante, com jovialidade, saúde e brilho no olhar…

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Por que eu preciso da aprovação dos outros?

Por Isaias Costa

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Estava lendo o livro fantástico do pai da Psicanálise Sigmund Freud intitulado“Psicologia de grupo e análise do ego”, de 1921, e um trecho em especial me chamou bastante atenção e me inspirou a escrever o texto que você lê agora! O trecho diz o seguinte:

“Se um indivíduo abandona a sua distintividade num grupo e permite que seus membros o influenciem por sugestão, isso nos dá a impressão de que o faz por sentir necessidade de estar em harmonia com eles, de preferência a estar em oposição a eles, de maneira que, afinal de contas, talvez o faça ‘em consideração a eles’”.

Sigmund Freud

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Nestas poucas palavras ele faz uma dura crítica à falta de AUTENTICIDADE da grande maioria das pessoas, que tem medo de questionar, medo de duvidar, medo de bater de frente com ideias, posturas, dogmas, instituições e por aí vai…

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Não tenha vergonha de mudar de opinião

Por Isaias Costa

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Há poucos dias li uma frase muito bacana que desconheço a autoria, mas que me deixou bastante reflexivo e imediatamente me remeteu ao grande Raul Seixas e sua sabedoria. A frase dizia o seguinte:

“Vergonha não é mudar de opinião e sim não ter opinião para poder mudar”

O Raul entendia essa frase melhor do que ninguém. Ele se dizia ser uma “Metamorfose Ambulante” e uma das frases dessa música diz: “Eu vou desdizer aquilo tudo que eu lhe disse antes…”. Essa frase está dizendo praticamente a mesma coisa que a frase exposta mais acima.

Muitos não entendem o que o Raul quis dizer com essa frase, pensam que ele está se contradizendo ou não tem convicção do que diz. Essa concepção é completamente equivocada.

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Fale mais a respeito

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Eu vou falar nesse texto sobre algo que você já sabe, mas talvez ainda não saiba em uma linguagem terapêutica. Já disse em outros textos que estou estudando para me tornar psicanalista e terapeuta muito em breve e a frase que intitulou esse texto é uma das mais proferidas por qualquer bom terapeuta e hoje você vai saber o porquê.

Todos nós temos sofrimentos e dores emocionais que só podem ser curadas através de uma palavrinha mágica chamada RESSIGNIFICAÇÃO, que dediquei um texto inteiro só para falar dela, e você pode lê-lo clicando [aqui].

Ressignificar é exatamente retirar o peso emocional das experiências negativas vivenciadas no passado e a única forma de trabalhar com esses sentimentos é FALANDO deles. Por isso essa frase: “Fale mais a respeito…”.

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Ninguém muda ninguém

Por Isaias Costa

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Essa é uma verdade universal e já escrevi sobre ela diversas vezes por aqui e sob óticas diferentes. Porém, há sempre algo a mais a ser acrescentado. Farei uma breve reflexão a partir das palavras do psiquiatra e escritor Flávio Gikovate, confira!

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Sendo verdade a ideia de Platão, de que o amor deriva da admiração, temos que concluir que quem ama o rude e egoísta admira esse modo de ser.

Para uma pessoa amar alguém tão diferente do seu próprio modo de ser terá forçosamente que ser portadora de uma autoestima muito precária.

Outro fator que pode fazer com que uma pessoa se apegue a uma relação na qual é mal tratada é a esperança: “quem sabe um dia ele irá mudar”!

A mistura da baixa autoestima com uma certa ideia de grandeza pode levar uma pessoa a pensar que, aos poucos, ela irá ajudar o amado a mudar.

O resultado final é sempre o mesmo: o que ama suporta anos de ofensas e humilhações antes de fazer o que deveria ter feito logo: se afastar.

Pessoas com boa autoestima e com uma razão forte só se interessam por relações em que haja correspondência: amar e ser amado do mesmo modo!

Flávio Gikovate

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Se indignar é bom, se revoltar jamais

Por Isaias Costa

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O Brasil e o mundo todo estão passando por crises das mais diversas possíveis e um sentimento perfeitamente comum e justificável para quase todos nós é o de indignação, porém, quero fazer a partir desse texto um alerta para que essa indignação não se transforme em revolta, um sentimento bastante destrutivo.

Gosto muito de conhecer as raízes das palavras. Indignação vem da palavra DIGNO, que significa MERECIMENTO. Ou seja, indignação significa “não merecimento”.

Sempre que eu me indigno com algo é porque eu sinto que aquilo não está me fazendo bem e que estou sendo de alguma forma injustiçado. Ter esse sentimento é muito bom, é o começo de uma conscientização e possível mudança.

=> Clique aqui para ler o texto completo

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Precisamos aprender a derrubar os nossos ídolos

Por Isaias Costa

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Outro dia eu li um trecho absolutamente inspirador pertencente ao prefácio do livro “Ecce Homo”, de Friedrich Nietzsche, no qual ele fazia uma dura crítica à nossa tendência em cultuar ídolos. Farei uma breve reflexão a partir destas palavras. Confira!

“Melhorar a humanidade? Eis a última coisa que eu prometeria. Não esperem de mim que eu erija novos ídolos! Que os antigos aprendam antes quanto custa ter pés de barro! Derrubar “ídolos” – é assim que chamo todos os ideais –, esse é meu verdadeiro ofício. É inventando a mentira de um mundo ideal que se tira o valor da realidade, sua significação, sua veracidade… A mentira do ideal foi até agora a maldição que pesou sobre a realidade, a própria humanidade se tornou mentirosa e falsa até o mais fundo de seus instintos – até a adoração dos valores opostos àqueles que poderiam lhe garantir um belo crescimento, um futuro.”      

Friedrich Nietzsche

Ele fala sobre uma série de coisas nesse trecho de sua obra e concordo plenamente com seu posicionamento. Ele diz que a humanidade se tornou mentirosa e falsa até o mais fundo dos seus instintos pois passou a adorar valores opostos ao que poderia trazer crescimento e futuro.

Eu poderia resumir praticamente tudo o que ele diz no que seria o chamado MODELO MESSIÂNICO. Ele compreendeu que a humanidade sempre esteve à procura de alguém para ser “O salvador”, alguém que nos retirasse do “fogo do inferno”, que nos abrisse as “portas do paraíso”.

O Nietzsche achava tudo isso uma tremenda de uma idiotice. Achar que alguém teria esse poder de nos trazer qualquer tipo de salvação. Isso simplesmente NÃO EXISTE, é IMPOSSÍVEL.

Talvez algum leitor esteja pensando: “Não! Mas Jesus veio à Terra para nos salvar…”. Sabe o que eu digo a você? NÃO. Ele não veio para isso! Ele veio para nos ensinar a AUTOSALVAÇÃO.

O Nietzsche era um profundo estudioso das religiões e tinha uma imensa reverência pelo mestre Jesus Cristo, assim como eu também tenho. Quem me lê sabe bem que ele é e sempre será minha maior fonte de inspiração. Mas não posso me omitir. Trata-se de uma visão muito infantil e religiosa achar que Jesus veio à Terra para nos salvar.

Um simples questionamento é o suficiente para derrubar essa teoria, esse aqui: “Se ele realmente fosse o nosso salvador, todos no seu tempo teriam se salvado, concorda comigo?”. E isso se verifica? Nem preciso responder não é mesmo?

Precisamos retirar da nossa mente essa ideia de que existe alguém de fora, alguém com um poder sobrehumano que pode nos salvar. Só nós através do autoconhecimento podemos nos salvar, e esse salvar não se trata de ir ou não para o inferno, porque isso não passa de uma ilusão. Se trata de evoluirmos em CONSCIÊNCIA e AMOR.

Esse é o objetivo de estarmos encarnados nesse planeta, EVOLUIRMOS. E jamais será através da eleição de um “Messias” que essa evolução se dará!

É interessante que essa reflexão do Nietzsche pode até mesmo ser levada para o campo da política. Toda a política do nosso país é baseada nesse modelo Messiânico. A cada 2 anos elegemos os nossos representantes como se eles tivessem um poder “do além” para resolver os nossos problemas e no fim sempre vemos a mesma cena, homens e mulheres que se aproveitam do poder para enriquecerem, para se autopromoverem e para usufruírem de tudo o que é benesse por conta de um cargo privilegiado.

Isso precisa acabar meus amigos! Esse texto do Nietzsche nunca esteve tão atual quanto hoje. O Brasil está passando por uma das maiores crises já vividas e sua reputação está de mal a por. Nós estamos sendo vistos pelos países do mundo todo como um país da “palhaçada”. Nossos irmãos estrangeiros sentem vergonha alheia e não conseguem entender como é que um país tão rico como o nosso consegue estar “à Deus dará” como vemos hoje!

Se cada um de nós buscasse em consciência saber que a mudança real e consistente não só do Brasil, mas do mundo todo, se dá INDIVIDUALMENTE, nosso mundo já seria diferente! O Nietzsche está criticando isso e nos alertando que é preciso aprender a olhar PARA DENTRO DE SI MESMO e parar de projetar em um “Messias” a cura para todo mal!

Nós precisamos crescer e amadurecer meus amigos e essa breve reflexão é um singelo convite à isso.

Por que em vez de ficar um tempão perdendo tempo com telejornais idiotas, com novelas cheias de histórias repetidas e outras distrações, você não procura o bom livro para ler? Não se engaja em algum projeto social? Tira da gaveta aquele seu projeto da época da escola que você acreditava ser bom, mas hoje pensa ser uma loucura?

É através de pequenos passinhos diários que nossa mudança interna começa a acontecer e se desenvolver.

O Nietzsche usa o elegante termo “pés de barro” para nos falar sobre a HUMILDADE. Custa muito você ter a humildade para não se apoiar em ninguém e depois dizer que errou, que falhou, que não cresceu na vida por causa de fulano, ciclano, porque era dos “desígnios de Deus”

O Nietzsche está nos ensinando com audácia e confiança a assumirmos 100% da responsabilidade por nossas escolhas, por nossos acertos e erros, por nossas “cabeçadas”, tombos, falhas, fracassos!

É assim que se cresce meus amigos! Tendo maturidade e sendo humilde para assumir que é um eterno aprendiz e que nunca estará pronto completamente.

Aquele que pensa estar pronto e saber de tudo, é um arrogante, prepotente e já está morto e nem sabe! Há muito mais a ser abordado e explorado a partir destas instigantes palavras do Nietzsche, mas deixo as reflexões com você agora!

Não queira eleger ninguém para ser um Messias, um guru, pois isso é infantilidade! Seja você o seu próprio mestre. Busque o mestre no único lugar onde ele pode ser encontrado, dentro do seu próprio coração! Desta forma você vai ver que não precisa de ídolos e que ninguém precisa de ídolos.

Os ídolos precisam ser derrubados…

 

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