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Todas as dores são trazidas do lado de fora

Por Isaias Costa

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Nós vivemos em um mundo onde, infelizmente, ou talvez seja até felizmente, o SOFRIMENTO está presente na vida de todas as pessoas, em maior ou menor grau. Porém, muitos parece que optam por permanecerem no sofrimento a vida inteira, alimentando-o como se fosse um animalzinho de estimação!

Farei uma breve reflexão inspirado nas sábias palavras do místico oriental Osho. Leia-as com bastante atenção…

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Se você puxar para fora da terra as raízes de uma árvore, elas morrerão. Elas necessitam da escuridão, elas vivem na escuridão, na escuridão está a vida delas. Assim como as raízes, o sofrimento também vive na escuridão.
Exponha os seus sofrimentos e você descobrirá que eles morreram. A infelicidade tem de ser expressada. Compreenda uma coisa mais: foi de fora que você pegou as dores e as trouxe para dentro de si. Por favor, volte com elas para o lado de fora. A dor não é interna; todas as dores são trazidas do lado de fora. Na medida em que você joga fora a dor, que a envia de volta para fora, de onde ela veio, a alegria começa a brotar dentro de você. A alegria está dentro. Ninguém a traz de fora. Ela não vem de fora, ela é a sua natureza, ela é você. Ela é a sua alma.

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Sempre decida pelo desconhecido

Por Isaias Costa

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Eu sou fã de carteirinha do místico oriental Osho e sempre aprendo coisas novas com a leitura de seus livros e textos soltos pela internet.

Um pequeno texto me fez refletir bastante sobre a importância de sermos mais OUSADOS e CRIATIVOS, pois a vida é muito passageira para perdermos tempo fazendo sempre as mesmas coisas e sempre do mesmo jeito! Segue abaixo suas sábias palavras…

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Somente o desconhecido deve ter uma atração para você porque você ainda não o viveu; você ainda não andou por esse território. Mova-se! Algo de novo pode acontecer por lá. 
Sempre decida pelo desconhecido, seja qual for o risco e você irá crescer continuamente.

Mas continue decidindo pelo conhecido e você fica se movendo repetidamente num círculo com o passado. Você prossegue repetindo-o; você se torna como um gravador gramofone. 
E decida. Quanto mais cedo você o fizer, melhor. Adiamento é simplesmente estupidez.

Amanhã você terá que decidir também, então porque não hoje? E você pensa que amanhã você será mais sábio do que hoje? Você acha que amanhã você estará mais vivo que hoje? Você acha que amanhã você estará mais jovem que hoje, mais renovado que hoje? 

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O privilégio de toda uma vida é Ser aquilo que nascemos para Ser

Por Isaias Costa

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Um dos homens mais inteligentes e influentes do século XX foi o grande Joseph Campbell. Sua vasta obra é utilizada pelas universidades do mundo todo e ele possui uma legião de fãs. Mas tudo isso se deu porque ele amava o que fazia. Estudar a História, a Mitologia e as religiões era um imenso prazer para ele.

Ele uma vez escreveu algumas palavras que vão em cheio no que estou dizendo agora, e farei uma breve reflexão a partir delas.

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“O privilégio de toda uma vida é Ser aquele que nascemos para Ser. Siga sua bem-aventurança, lá onde há um profundo sentido do seu Ser, lá onde seu corpo e sua alma querem ir.

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O cristianismo deveria se chamar crucianismo

Por Isaias Costa

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Lendo o excelente livro do místico oriental Osho chamado “Palavras de fogo – Reflexões sobre Jesus de Nazaré”, li um trecho que me fez lembrar de uma das mais críticas canções do mestre Raul Seixas, a música “Judas”, que até hoje ainda consegue causar muitas polêmicas, principalmente nos meios mais religiosos!

Farei uma breve reflexão a partir das suas palavras e linkando com a música do Raul. Leia abaixo…

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“Judas e Jesus eram amigos. Na verdade, sem Judas, Jesus não poderia existir. Algo na história fica faltando, algo muito especial está faltando. Pense em Jesus sem Judas. O cristianismo não seria possível. Não haveria nenhum registro de Jesus sem Judas. Em virtude da traição de Judas, Jesus foi crucificado; e como Jesus foi crucificado, o evento tocou no fundo do coração a humanidade.

O cristianismo nasce não devido a Cristo, mas devido à cruz. Assim, eu preferiria que o cristianismo fosse chamado de crucianismo. Ele não deveria ser relacionado a Cristo, mas à cruz.

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Parentificação: “Você agora é o homenzinho da casa…”

Por Isaias Costa

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Existe um termo interessante em Psicologia para tratar de um tema extremamente complexo nos relacionamentos humanos, que é a PARENTIFICAÇÃO.

Falarei brevemente nesse texto sobre esse tema e a importância de se buscar o equilíbrio emocional, para que os filhos sejam poupados de sofrimentos psicológicos que podem perdurar por toda a vida.

A parentificação é uma espécie de desvio psicológico no qual os filhos assumem o papel dos pais, causando desequilíbrios muitas vezes graves e “queima” de etapas da vida (a famosa perda da infância por exemplo).

Psicologicamente, é como se os filhos fossem casados com os pais, mas deixando bem claro que não estou falando aqui de relações incestuosas. Nada disso! É uma questão voltada para o papel social e familiar.

Os processos mais comuns de parentificação ocorrem em mães com filhos pequenos e que se tornaram viúvas, ou aquelas que se separaram dos seus maridos e se desencantaram a tal ponto de nunca mais quererem se casar de novo!

E sendo ainda mais específico. De um modo geral, acontece mais entre mães e filhos homens, por outra questão psicológica relacionada com o senso de PROTEÇÃO inerente ao ser masculino.

O homem, ao casar-se, assume o papel de protetor ou também de provedor da casa. Ele dá a segurança da família e da esposa, tanto financeiramente quanto afetivamente.

Se por algum motivo ele vai embora (morte, separação, doença degenerativa etc), a mãe espera que essa proteção, essa segurança, venha de outro lugar, e muitas vezes é transferida inconscientemente para algum filho.

Digo inconscientemente, porque nenhum filho deseja conscientemente se casar com a própria mãe. Inclusive aqui existe toda uma teoria extremamente ampla e complexa desenvolvida pelo pai da Psicanálise “Sigmund Freud”, que é o COMPLEXO DE ÉDIPO, no qual a criança entre 3 a 5 anos aproximadamente, sente, inconscientemente um encantamento pelos pais. O menino pela mãe e a menina pelo pai!

Não vou entrar no mérito da questão por ser esse um tema extremamente amplo e complexo. Mas segundo o próprio Freud, normalmente é nessa fase, chamada por ele de FÁLICA (3 a 5 anos) que ocorre os maiores casos de parentificação!

A mãe chega constantemente ao seu filhinho lhe dizendo:

– Olha meu filho! Agora você é o homenzinho da casa…

Então ele vai internalizando isso e acaba crescendo antes da hora, acaba se tornando um adulto sem ser, entende? E isso gera conflitos internos que se estendem por toda a vida!

Muitas crianças se tornam tão dependentes afetivamente das mães que na vida adulta têm dificuldade de se relacionarem afetivamente! Muitas vezes acontece de a mãe se tornar extremamente ciumenta com o filho e não permite que ele seja livre para viver um relacionamento feliz com uma garota etc etc etc.

Em muitos casos o filho que se casa com a mãe (metaforicamente falando), passa a vida inteira sem se relacionar afetivamente. Não consegue se casar nem ter filhos e depois que a mãe morre entra em uma depressão intensa, como se a vida tivesse perdido o sentido!

É comum aparecer em consultórios psicológicos homens de meia idade, em torno dos 50 anos, que dizem ter se dedicado a vida inteira a cuidar da mãe e que agora perderam o sentido da vida! Não conseguem se relacionar afetivamente com ninguém! Têm medo de terem uma vida sexual com alguém etc. Tudo se deve a esses distúrbios psíquicos por não terem vivido a infância e a adolescência como deveriam, sem tantas pressões para se tornar um adulto!

Afinal! O que fazer para minimizar tudo isso Isaias?

Bem! Existem diversos caminhos. Mas o principal eu diria que se chama SOLITUDE. Em minha opinião nada supera a solitude! E o que é a solitude? É você estar bem e feliz por estar sozinho. Ou seja, não ficar numa carência sem fim porque não está se relacionando com alguém amorosamente.

Esse recado vai principalmente para as mães de crianças pequenas que estejam lendo esse texto! Caso aconteça de você que é mãe ter se separado ou o marido tenha falecido, é importantíssimo que busque algo que preencha o sentimento de solidão sem ter que colocar os filhos na jogada entende? Pode ser a espiritualidade (que considero o melhor caminho), pode ser umas saídas com amigas, pode ser o desenvolvimento de novas habilidades e aptidões, fazendo cursos e especializações etc. Tudo isso pode ajudar a lidar melhor com o sentimento de vazio que vem da solidão!

Lembre-se: é possível transformar a solidão em solitude! Só depende de você! Se quiser uma boa dica nesse sentido, recomendo o excelente livro do Osho chamado “Amor liberdade e solitude”, no qual ele fala amplamente sobre os relacionamentos felizes e equilibrados e a importância de amar a si mesmo em primeiro lugar!

Tudo isso que estou falando é extremamente profundo e principalmente as crianças vão agradecer, porque elas não tem culpa nenhuma de serem colocadas para se tornarem adultas antes da hora! Com uma boa orientação, as mães podem desenvolver essa maturidade para educarem seus filhos com muita sabedoria, contribuindo para crescerem como grandes cidadãos transformadores da sociedade em que vivemos!

Eu sei que esse é um tema que “dá pano pra manga” e o que coloquei aqui foi uma pequeníssima pincelada. Recomendo a você que gostou da temática que aprofunde em livros de desenvolvimento infantil, psicologia da adolescência entre outros!

E compartilho abaixo um dos textos que li e que me inspirou a escrever esse texto. Vale a pena dar uma lida nele…

Link: Quando os filhos casam com os pais

 

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Um tolo não pode ser curado

Por Isaias Costa

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Lendo um dos diversos livros do Osho, chamado “Palavras de fogo – reflexões sobre Jesus de Nazaré”, eu me deparei com um trecho que me chamou bastante atenção e me fez refletir sobre o importante tema da e da CONFIANÇA tanto em Deus como na gente mesmo!

Abaixo está a transcrição desse trecho do livro no qual o Osho conta uma historinha muito interessante!

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Eu estive lendo uma história.

Um dia Jesus estava fugindo de uma cidade. Um camponês o viu correndo e lhe perguntou:

– O que houve? Para onde o senhor está indo?

Mas Jesus estava com tanta pressa que foi adiante sem responder. Então o camponês o seguiu, conseguiu pará-lo por um instante e disse:

– Por favor, me diga, pois fiquei muito curioso. Se não me disser, vou segui-lo sem parar. Por que está correndo? Para onde? De quem o senhor está fugindo?

Jesus respondeu-lhe:

– De um tolo.

O camponês começou a rir e disse:

– O que o senhor está dizendo!? Eu sei que o senhor já curou gente cega, já curou gente estava morrendo. Já ouvi até dizer que o senhor curou gente que estava morta! O senhor não pode curar um tolo?

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Cuidado para não “cair de amor” por alguém

Por Isaias Costa

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Já falei inúmeras vezes por aqui que sempre aprendo coisas novas com as palavras do místico oriental Osho. A sua imensa sabedoria e simplicidade na forma de falar atraiam multidões até ele.

Farei uma breve reflexão a partir de suas palavras sobre um termo muito comum utilizado pelas pessoas, mas que só denota o quanto elas estão afastadas de suas essências. E o mais interessante é que essa expressão é vista como algo romântico, ou no mínimo “bonitinho”, que é o tal do “cair de amor” por alguém! Vamos às suas palavras?…

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Caindo de amor você permanece criança; elevando-se no amor você amadurece. E aos poucos o amor vai se tornando não um relacionamento, mas um estado de ser. E assim, você não ama isso ou aquilo – simplesmente ama. Dá o seu amor a tudo o que está acontecendo. Toca uma pedra como se estivesse tocando a pessoa amada. Olha as arvores como se estivesse a olhar para a pessoa amada. Torna-se um estado de ser, não que esteja amando – agora, você é amor. Isto é elevar-se e não cair.
O amor é belo quando através dele você se eleva, e o amor torna-se sujo e feio quando através dele você cai. E mais cedo ou mais tarde acaba descobrindo que é um veneno, torna-se uma escravidão. Você foi apanhado nele, a sua liberdade foi massacrada, as suas asas foram cortadas, agora você não é mais livre. Cair no amor é tornar-se possessivo; você possui e permite que o outro o possua. Torna-se uma coisa e tenta transformar o outro por quem você se apaixonou numa coisa.
Amor é liberdade. O amor deixa a pessoa amada cada vez mais livre, o amor dá asas e abre um vasto céu – ele não pode tornar-se uma prisão, uma clausura. E esse amor só acontece quando se está alerta, essa qualidade de amor só vem quando há consciência.

Osho 

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Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, “cair de amor” é outra forma de dizer: “Eu sou um(a) carente afetiva! Eu sou um vampirinho ou uma vampirinha!…”.

De um modo geral, nós não fazemos ideia do que vem a ser amor. Quase sempre confundimos isso com PAIXÃO, o que obviamente não tem nada a ver. A paixão vem dos nossos instintos, vem da nossa energia sexual e libidinal. É algo orgânico e querendo ou não, SEMPRE acaba. Existem até mesmo estudos avançados sobre a paixão, dizendo que mesmo as mais fortes, só duram no máximo por uns 4 anos, e nunca passa disso. Aí as pessoas vêm dizer que “caíram de amor”?

Só a primeira frase dele já resume tudo: “Caindo de amor você permanece criança; elevando-se no amor você amadurece…”.

É interessante notar que o Osho não condena quem “cai de amor”, só diz que permanecerá criança para sempre e jamais amadurecerá. Eu só confirmo o que ele diz. Você é livre para ser quem quiser e agir do jeito que bem entender. Porém, se você está lendo esse texto e continua lendo até agora, então a probabilidade de você estar querendo amadurecer e elevar sua consciência é bem grande não é mesmo?

É simples! Elevamos nossa consciência ao internalizarmos que o outro é um INDIVÍDUO, que precisa ter seu espaço, que precisa ter seus próprios sonhos, seus próprios caminhos e eu não posso jamais interferir nisso.

Infelizmente, o que mais vemos na nossa sociedade é isso, as pessoas se casam e por causa do casamento enterram seus sonhos pessoais, enterram até mesmo parte da sua individualidade e por isso se tornam escravas de si mesmas.

E sendo escravas de si mesmas vivem infelizes, vivem achando que a vida não tem graça, que tudo é “preto no branco”, mas elas não percebem que se trata apenas de uma distorção da realidade proveniente delas mesmas…

É preciso que aprendamos o verdadeiro amor, que começa pelo amor próprio. Só depois de termos um verdadeiro caso de amor conosco é que teremos de fato os recursos para amarmos outra pessoa, ou mesmo a humanidade inteira.

Esse é o processo do amadurecimento que ele propõe. Primeiro ame a si mesmo em profundidade e depois ame outra pessoa, depois estenda esse amor pra humanidade inteira.

Dessa forma, seguindo por esse caminho, jamais você “cairá de amor”, mas se “elevará pelo amor”.

O amor é liberdade, o amor dá asas e faz despertar o que há de melhor em cada um de nós! Sejamos passamos livres que se permitem elevar até o mais alto dos céus através da força transformadora do amor…

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Todo relacionamento dá certo

Por Isaias Costa

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Nós aprendemos ao longo da vida uma série de conceitos errados, de preconceitos, ou muitas vezes fantasias completas, que precisam ser refletidas com carinho e profundidade e muitos desses conceitos precisam ser questionados.

Há certo tempo queria escrever sobre um ponto específico sobre relacionamentos amorosos, mas não me vinha a devida inspiração. Ela me veio a partir das belíssimas palavras do místico oriental Osho. Trata-se da velha concepção de quase todas as pessoas em dizerem que “tal relacionamento não deu certo” porque o mesmo chegou ao fim. Eu discordo absolutamente dessa ideia e você vai entender o porquê.

Vamos às suas palavras?

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“Quando você vive infeliz, logo se habitua à infelicidade. Nunca, nem por um momento, a pessoa deveria tolerar a infelicidade. Pode ter sido bom e prazeroso viver com um homem no passado, mas, se não for mais prazeroso, então você precisa se separar. E não há necessidade de ficar com raiva, ser destrutivo ou carregar ressentimentos, porque nada pode ser feito em relação ao amor. O amor é como uma brisa. Você percebe… ele simplesmente vem. Se ele existe, ele existe. Então, ele vai embora. E, quando ele se vai, não há nada a fazer. O amor é um mistério; não se pode manipulá-lo. O amor não deveria ser manipulado, não deveria ser legalizado, não deveria ser forçado – por nenhuma razão.”

Osho

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Infelizmente, apesar de lindíssimas e verdadeiras essas palavras do Osho, são pouquíssimas, quase inexistentes as pessoas que colocam em prática na própria vida essa visão mais transcendente do amor.

O amor vem e vai como uma brisa, o amor flui, é fluídico, não é estático. Inclusive, só para você ter ideia do quanto nossos valores são invertidos, muitos casais dizem essa frase: “Nosso amor é forte como uma rocha…”. Como assim? Então o amor de vocês é duro? É imutável? É resistente? É áspero?

Percebe a incoerência aí?

Seria muito mais bonito dizer: “Nosso amor é puro e simples como o voar de uma borboleta…”.

“Nosso amor é compreensivo, é fluido, é flexível, é mutável, é transformador, como as águas correntes de um rio…”.

Mas quem pensa assim? E menos ainda? Quem vivencia isso? Essa é a qualidade de amor daqueles que buscam a MEDITAÇÃO, daqueles que querem transcender a matéria, transcender o EGO, o lado puramente carnal e materialista e levar esse amor para um outro nível, onde não haja prisões, onde você não queira controlar o outro, onde você o deixe livre para ser o que quiser, e se quiser voar para novos horizontes, que vá e seja feliz.

Quem ama profundamente só pensa na FELICIDADE, primeiramente de si mesmo, em seguida, do outro. Se eu sou feliz ao seu lado e a recíproca é verdadeira, maravilha! Esse relacionamento é um pedacinho do céu aqui mesmo na Terra. Mas se um dos dois ou mesmo os dois estão infelizes, isso deixou de ser um relacionamento há muito tempo e passou a ser uma conveniência, passou a ser uma acomodação, passou a ser aquela velha máxima “mas relacionamento é assim mesmo…”.

Não! Não existe essa de “é assim mesmo…”. Sempre que alguém fala algo do tipo está querendo racionalizar a própria infelicidade e justificar o injustificável.

É como nos diz a querida Jetsumna Tenzin Palmo com sua imensa sabedoria

O apego diz: “Eu te amo, por isso eu quero que você me faça feliz.”

E o amor genuíno diz: “Eu te amo, por isso quero que você seja feliz. Se isso me incluir, ótimo! Se não me incluir, eu quero a sua felicidade.”

* Sugestão de leitura: Precisamos nutrir o amor genuíno

Voltando à questão levantada! O que eu penso sobre um relacionamento ter dado certo ou não é bem diferente do que a maior parte das pessoas pensa.

Para mim: TODO RELACIONAMENTO SEMPRE DÁ CERTO

Não importa se ele dura a vida inteira, 50 anos, 5 anos ou apenas 5 meses. Sempre dá certo porque o outro sempre vai me ensinar alguma coisa, sempre vai me mostrar algo das minhas próprias sombras que precisa emergir para que eu as integre ao meu ser, e assim possa me aperfeiçoar como ser humano.

Você vem e me fala: “Tal relacionamento não deu certo…”, mas esquece que depois dele algo dentro de si mudou.

Uma raiva imensa que sentia se tornou um pouco menor…

Um ciúme doentio que existia se tornou um pouco menor…

Uma vontade de mandar e controlar o outro que era forte se tornou um pouco menor…

Uma arrogância de querer estar sempre certo que existia e com o término do relacionamento fez você entender que não é assim que as coisas funcionam…

O foco absurdo pelo trabalho foi diminuído porque agora você entende a importância de passar um tempo cultivando o relacionamento…

etc etc etc…

E agora você vem me dizer que esse relacionamento não deu certo só porque ele chegou ao fim? Percebe?

Nós precisamos colocar no fundo da nossa mente que nada dura pra sempre, mas que as sementes de amor que a gente plantou ficarão para sempre no outro, e as sementes de amor que o outro plantou na gente também ficarão para sempre.

Enfim! Há muito mais a ser refletido sobre isso, mas acredito que com essas palavras já tenha despertado em você diversos questionamentos.

Para concluir, compartilho uma das músicas que a meu ver, melhor falam sobre essa temática, uma música dos Titãs lindíssima chamada “Por que eu sei que é amor…”, que certamente foi inspirada nas vivências do Sérgio Brito e Paulo Miklos, e também no lindo e famoso soneto de fidelidade de Vinicius de Moraes.

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes

 

 

 

 

 

 

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Não basta fazer terapia

Por Isaias Costa

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Já falei algumas vezes por aqui que estou estudando e me preparando ser terapeuta e venho falar sobre algo que a princípio parece um contrassenso, mas você vai entender: não basta fazer terapia.

Como assim? Um futuro terapeuta está afirmando isso? Sim! Com todas as letras!

Para que você entenda o que quero dizer, compartilho algumas palavras do místico oriental Osho que me inspiraram a escrever esse texto!

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“A terapia sugere que você lentamente se descarregue. O que estou ensinando está além da terapia, mas a terapia o prepara.

O trabalho da terapia é limitado: ela o ajuda a ser saudável, e isso é tudo. Meu trabalho vai além da terapia, mas ela precisa preparar o caminho.

As terapias limpam o caminho; então, posso colocar as sementes. Apenas limpar o terreno não irá fazer o jardim.

=> Clique aqui para ler o texto completo

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A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras

Por Isaias Costa

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Eu sou fã de carteirinha do mestre Rubem Alves e ele tem me ensinado imensamente a ser uma pessoa melhor e aos pouquinhos ir desenvolvendo a sabedoria. Farei uma breve reflexão a partir de algumas palavras instigantes e inspiradoras dele…

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“Todas as palavras tomadas literalmente são falsas. A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras. Prestar atenção ao que não foi dito, ler as entrelinhas. A atenção flutua: toca as palavras sem ser por elas enfeitiçada. Cuidado com a sedução da clareza! Cuidado com o engano do óbvio!”

Rubem Alves

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Essa frase que intitula esse texto, em minha opinião, é a mais impactante e reflexiva, porque a maior parte das pessoas não atina para o SILÊNCIO, para as PAUSAS, para as ENTRELINHAS, elas querem o óbvio, querem aquilo que já vem “mastigadinho” e não precisa passar por processos de maturação. É por essas e outras que nós brasileiros temos tanta dificuldade em ler e escrever.

Aproveito até para compartilhar minha experiência como professor, que lido com o ensino todos os dias. Os alunos, de um modo geral, hoje em dia estão extremamente preguiçosos para raciocinar, para “botar a cuca pra funcionar”, como se diz popularmente.

Se os professores vêm com um artigo de 10 páginas para ser estudado e debatido, eles acham longo e complexo demais, pedem que tragam artigos menores e mais simplificados.

O resultado disso tudo é que essa imensa distração não colabora para o desenvolvimento intelectual e humano como poderia! Voltarei a falar sobre isso em outros textos…

Quem lê ou já leu os textos do Rubem Alves, sabe que ele era um amante da POESIA. E ela é um exemplo perfeito de que sua mensagem se encontra nas entrelinhas. Ele até brincava nas suas palestras que você pode ler a mesma poesia mecanicamente, igual a um robô, ou pode ler com lirismo, com doçura, degustando cada palavra, mudando a tonalidade de acordo com o que está sendo dito.

Na primeira leitura, provavelmente quem escuta não grava nada, não fixa nada, mas na segunda leitura, quem escuta se apaixona pelo texto. O que mudou? O texto? NÃO. Mudou a forma com que foi lido, passou a ser colocado energia, amor, sentimento, doçura. É isso que faz toda a diferença entende?

É no silêncio que mora a verdade…

Proponho a você a partir desse texto que passe a prestar muito mais atenção nos silêncios, nas pausas, do que no texto em si, no que está sendo dito ou ouvido. Garanto que dessa forma você absorverá bem mais e desenvolverá sua mente.

Suas palavras me fizeram lembrar de um grande mestre oriental chamado Osho, falecido em 1990. Ele tem diversas palestras no youtube, mas elas são ouvidas por pouquíssimas pessoas, sabe qual é o motivo? IMPACIÊNCIA.

Ele fala de um jeito tão lento, com tantas pausas e com tanta atenção ao que está sendo dito, que as pessoas que tentam assistir aos vídeos ficam impacientes, ficam com sono e vão fazer outras coisas no lugar, mesmo suas mensagens sendo transformadoras e conscientizadoras.

O Rubem fala sobre as entrelinhas e quase tudo que o Osho diz está na realidade nas entrelinhas, não nas palavras, mas nos silêncios que ele faz…

Você aceita o desafio de ver um vídeo dele do começo ao fim sem querer mudar de abas, ou ficar “viajando na maionese”? Acredite! Este é um belo exercício de MEDITAÇÃO e ATENÇÃO PLENA que estou lhe passando de forma irreverente! hehe

Abaixo compartilho uma série de vídeos dele no qual ele fala sobre diversos temas! Exercite assistir a um vídeo do começo ao fim…

Para concluir, quero lhe instigar a refletir sobre essa CLAREZA EXTREMA. É bom sim se expressar com clareza e objetividade, mas é bom também buscar o aprofundamento e a complexificação daquilo que se está estudando, senão você corre o risco de sempre ficar apenas na superfície, nas bordas do conhecimento.

Gosto muito das palavras do grande professor e filósofo Mario Sergio Cortella sobre isso. Ele diz que precisamos TRANSBORDAR, ou seja, “sairmos da nossa borda”, em amplo sentido: no conhecimento, na amizade, no amor, na família, no trabalho, nas finanças, na espiritualidade etc.

Esse é um exercício para a vida toda. Sei que você quer transbordar, senão nem estaria lendo esse texto!

O transbordamento está em buscar mais conhecimento, mais amor, mais amizades verdadeiras, maior conexão com o lado espiritual etc.

Percebe como algumas poucas palavras do mestre Rubem Alves carregam nas entrelinhas milhares ou mesmo milhões de possibilidades?

Estou com esse texto apenas fazendo cócegas nas possibilidades de interpretações que essas palavras carregam em suas entrelinhas! Não é à toa que ele é considerado tão genial! Só os gênios conseguem isso! Fazer com que em poucas palavras existam um universo inteiro de possibilidades de reflexões e interpretações.

Que essas palavras tenham lhe instigado a ser enfeitiçado pelos silêncios, pelos espaços vazios, pelas entrelinhas. É aí que mora a sabedoria! É aí que mora a verdade! No silêncio que existe em volta das palavras…

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