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Autoestima, propósito e amor

Por Simone Oliveira

Há alguns dias não sinto vontade de escrever. Aliás, a consciência pesa, eu sei que preciso, mas simplesmente não consigo. Abro o arquivo, olho a folha em branco e nada vem à mente. Mesmo assim sinto que tenho a responsabilidade de escrever algo a alguém.

Cheguei à conclusão de que durante esse período em que estive produzindo textos pro blog amadureci, algumas fichas caíram dentro da minha cabeça e consegui me livrar de diversas questões que atrapalhavam a minha caminhada, tornando-a mais pesada do que deveria ser. Conversei com pessoas próximas a mim, tive coragem de expor opiniões que até então não tinha dito e que me amargavam por dentro e não me senti julgada pela primeira vez. Adquiri apoio e confiança de quem importava e isso me tranquilizou. Com as dificuldades resolvidas, me tornei mais calma e feliz, vivendo um dia de cada vez, não me cobrando além do necessário e fortalecendo a minha autoestima; pensando de formas que nunca havia pensado, lido muito melhor com os outros e passo confiança nas minhas atitudes. Sabendo me posicionar, adquiro mais respeito.

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A metáfora do gelo derretido

Por Isaias Costa

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Esses dias estava ouvindo um programa de rádio que gosto muito chamado “Momento Zen”, com a Monja Coen, pela Rádio Mundial, e no programa ela falou uma coisa muito interessante e que me inspirou a escrever o texto que você lê agora.

Ela falava que se nós levamos um calorzinho, por menor que seja, do nosso coração para as outras pessoas, poderemos derreter muitos corações que estão frios e tristes!

A partir dessas lindas palavras dela eu criei essa simples metáfora do gelo derretido. Veja só que legal!

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Escutar para compreender, não para responder

Por Isaias Costa

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Esses dias estava assistindo a uma palestra maravilhosa com a Couch Carolina Nalon e que me inspirou a escrever esse pequeno texto que você lê agora.

Ela falava sobre o tema de suas pesquisas e estudos que é a Comunicação Não Violenta (CNV) e o quanto ela é vital no mundo de hoje.

Essa comunicação não violenta está baseada em vários princípios, mas a Carolina enfatiza bastante dois, que são a EMPATIA e a COMPAIXÃO.

Quando eu alio os dois na hora de conversar com as pessoas, eu naturalmente gerarei uma conexão interessante e que poderá até mesmo levar a pessoa a se curar de pelo menos parte das suas dores emocionais.

Quando eu me comunico dessa maneira, eu sei que a outra pessoa sofre e que tudo o que ela deseja é superar esse sofrimento. Então o que eu puder fazer para ajudar nesse sentido eu o farei.

Essa é uma capacidade inata de todo ser humano, mas parece que estamos engavetando essa capacidade incrível de nos conectarmos de uma forma bonita com as outras pessoas.

Ela faz um alerta nesse vídeo e que eu reforço aqui, a população está crescendo absurdamente e no final do século XXI existem previsões de que a população já tenha ultrapassado os 10 bilhões de habitantes. Você tem ideia da complexidade que é viver num planeta com mais de 10 bilhões de habitantes? Cada um com uma consciência diferente?

Nessa hora eu replico o que muitos terapeutas atuais dizem constantemente: cada um de nós precisa se tornar um pouco terapeuta.

Porque se não for desse jeito, viveremos praticamente num campo de guerra, prontos para nos atacarmos a toda hora! É isso que você quer? Se você está lendo esse texto já é uma prova de que NÃO QUER.

Essa frase dita pela Carolina é muito impactante e verdadeira: “Precisamos aprender a escutar para compreender, não para responder”.

Nós temos um verdadeiro vício de simplesmente ouvir de uma forma mecânica, sem de fato escutar o outro. Ouvir é simplesmente o ato de decodificar aquilo que a outra pessoa está falando, são as vibrações que acontecem nos ossículos do ouvido médio e captação de sons no ouvido interno até levar ao nervo auditivo.

Isso não tem nada a ver com escutar, que requer COMPREENSÃO das palavras do outro! Requer um esforço para se conectar a ele de alguma maneira. Infelizmente, devido ao mundo corrido e adoecido no qual estamos inseridos, a maioria das pessoas está presa no seu mundinho e não deseja ter essas conexões mais empáticas e verdadeiras!

Esse vídeo e esse pequeno texto são alertas para que você procure de fato começar a olhar para si mesmo com esse desejo de melhorar a comunicação, porque como já falei antes, isso é algo vital e nesse mundo contemporâneo, é algo cada vez mais importante.

Deixo você agora com as reflexões super profundas e importantes da querida Carolina Nalon. Garanto que valerá a pena cada um desses 18 minutos que ela fala sobre essa comunicação não violenta…

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A solidão na visão de Carl Jung

Por Isaias Costa

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Quanto mais o tempo passa, mais eu me apaixono pela Psicologia e suas inúmeras vertentes. Uma delas é a Psicologia Analítica, desenvolvida pelo Psicoterapeuta Carl Jung.

Ele tem uma obra extremamente vasta e profunda de conteúdos. Nesse texto abordarei brevemente um pouco da sua visão a respeito do sentimento de solidão, que acomete a todos nós em maior ou menor grau.

Essa frase abaixo nos leva a grandes reflexões! Veja!

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“Solidão não é ter pessoas ao seu redor, e sim ser incapaz de expressar coisas que parecem importantes, ou de perceber certos pontos de vista que os outros acham inadmissíveis…”

Carl Jung

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Infelizmente, muitos pensam que solidão é a ausência de pessoas ao redor. De maneira nenhuma! Podemos estar rodeados de pessoas e ainda assim estar sós. Até mesmo podemos ser famosos e desejados sexualmente por milhões de pessoas e ainda assim sermos solitários. Um dos exemplos mais emblemáticos nesse sentido é o da atriz Marilyn Monroe, que se suicidou, mesmo tempo fama, muito dinheiro e milhões de homens a seus pés…

A verdadeira solidão tem a ver com esses dois pontos por ele levantados.

O primeiro ponto está relacionado com a expressão das ideias e daquilo que se sente. Por incrível que pareça, essa solidão está muito presente nos relacionamentos amorosos ou dentro da família!

Sabe quando um casal à muito tempo fica guardando mágoas e ressentimentos um do outro e parece que o outro vai se tornando distante e mais distante? Quando parece que um abismo começa a ser construído que impede de acessar o mundo da outra pessoa?

Essa é uma solidão amarga que quase todos nós passamos ou ainda iremos passar em algum momento da vida.

Ou na família, quando percebemos que o nosso pensamento diverge totalmente dos deles e ficamos com medo de nos expressar porque não queremos que esses vínculos se tornem hostis.

As pessoas que já têm um maior nível de consciência comumente sentem essa solidão que muitos psicólogos e espiritualistas chamam de SÍNDROME DO ESTRANGEIRO. É como se você sentisse uma saudade de algum tempo e de pessoas que você sabe que afinizam mais com você e com a sua energia, mas elas não estão por perto para lhe dar esse amparo e esse carinho!

Nossa! Eu já passei por isso tantas vezes na minha vida que você nem faz ideia. Se quiser entender um pouco mais sobre essa síndrome do estrangeiro, compartilho abaixo um programa de rádio que me ensinou muito sobre essa sensação de solidão que pode sim ser curada, desde que façamos a nossa parte na busca pelo autoconhecimento. Trata-se do programa Entrevidas da Rádio Mundial, apresentada pelo comunicador Marcello Cotrim. Vale a pena reservar uns minutinhos para ouvi-lo…

O segundo ponto ainda é mais doloroso do que o primeiro, porque ele faz com que amizades de longas datas sejam destruídas em questão de segundos. É como muitos dizem aquele velho e muito verdadeiro cliquê sobre a conquista da confiança de alguém!

Leva-se anos para se conquistar a confiança em alguém, mas apenas segundos para destrui-la…

Principalmente as pessoas que são mais imaturas e orgulhosas, quando são questionadas sobre suas verdades e convicções, muitas vezes elas acabam tendo reações agressivas ou hostis.

Eu também já me senti solitário por isso, pois conseguia ver nos amigos mais chegados algumas falhas de caráter e comportamento e tentava ajudar, mas alguns foram bem ácidos comigo, inclusive até rompendo amizades!

Na época não tinha a maturidade que tenho hoje e não fazia ideia de que na realidade quem estava errado era eu mesmo! E por quê? O motivo pode lhe ajudar imensamente! Vou até deixar em caixa alta pra você memorizar a sua importância.

NÓS SÓ DEVEMOS DAR CONSELHOS AOS OUTROS QUANDO SOMOS SOLICITADOS PARA ISSO!

* Sugestão de leitura => Não tente ajudar quem não quer ser ajudado

Em outras palavras, eu acabava me intrometendo nas questões mais íntimas dos meus amigos, e obviamente os que não queriam mudar seus comportamentos me davam “coice”!

Mas existe outro lado do enxergar o que os outros acham inadmissível. Que tem relação com o GRAU DE AFINIDADE entre os amigos!

Se o grau de afinidade for pequeno, não tem como fugir! Você vai se sentir solitário.

Vou dar um exemplo pessoal que chega a ser até hilário! Você vai gostar dele!

Na época da faculdade de Física eu já lia muito sobre espiritualidade e sobre os processos de evolução da humanidade e vez por outra tentava conversar com meus colegas sobre isso. Chegava mais ou menos assim:

– Pois é gente! Nós somos seres eternos. Espíritos habitando corpos. Estamos nessa planeta para aprendermos a transcender o nosso ego, para aprendermos a lições dos grandes mestres, espalharmos consciência etc etc.

E eles respondiam quase sempre!

– Legal Isaias! Mas cara. Tu conseguiu resolver aquela lista de exercícios de Cálculo III que o professor passou. Nossa! Tinha umas questões tão difíceis. O professor passou umas integrais impossíveis…

E nessa hora eu pensava: “Whats? Estávamos falando sobre isso?…”. E então eu ficava com uma gota na testa igualzinho a essa menina aqui embaixo!

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Isso é a verdadeira solidão! Eu me sentia muito mal por não ter afinidade com esses meus colegas. Tanto é que saí de lá pra nunca mais voltar! hehehe

Concluo esse texto dizendo pra você que o principal antídoto para a solidão se chama AMOR PRÓPRIO. Quanto mais você se sentir bem na sua própria presença, mais você conseguirá lidar com o distanciamento das outras pessoas ou com o baixo grau de afinidade que você terá com muitas delas.

Há muito mais a ser refletido sobre essas lindas palavras do Jung, mas deixo essas reflexões com você!

Compartilho também um breve áudio que gravei a partir dessas palavras do Jung e desse texto! Vale a pena ouvi-lo…

 

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Um novo olhar para o serviço

Por Isaias Costa

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Existem milhões e milhões de pessoas que falam sobre a importância do SERVIÇO e o quanto ele enobrece a nossa vida. Isso é bem verdade, mas quero através desse breve texto trazer um novo olhar para essa palavra tão rica, mas ao mesmo tempo mal compreendida por muita gente!

Se você observar a estrutura dessa palavra, veja só o que temos:

SER + VIÇO = Só serve bem que tem viço no seu ser, ou seja, força no seu ser.

Não é incrível? Talvez você que me lê agora nunca tenha parado para analisar essa palavra dessa maneira!

O que estou querendo lhe dizer afinal de contas? Que o verdadeiro serviço é oferecido por aquelas pessoas que SE CONHECEM tão bem que fortalecem o seu interior, para só então poderem de fato ajudar as outras pessoas sem com isso perderem sua energia, se desgastarem e serem vampirizadas.

=> Clique aqui para ler o texto completo

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Quem ama cuida de si mesmo

Por Isaias Costa

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Nós vivemos numa sociedade adoecida e que nos ensina uma série de ideias que na realidade são distorções da verdade.

Venho através desse breve texto questionar uma frase que está impregnada em nós e é vista como uma grande verdade, mas que precisa ser no mínimo reformulada. A frase: “Quem ama cuida”.

Essa frase está só PARCIALMENTE CORRETA. Porque ela não coloca algo fundamental, que é o AMOR PRÓPRIO.

Ela se tornaria muito mais impactante se fosse assim.

“Quem ama cuida de si mesmo”.

Dessa forma você não faz ideia da transformação que todas as pessoas poderiam obter. Ela pode até mesmo ser estendida para ficar assim:

“Quem ama cuida de si mesmo para não ter que se tornar um peso para o outro, tendo que assim ser cuidado por ele.”

=> Clique aqui para ler o texto completo

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A diferença entre arrependimento e remorso

Por Isaias Costa

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O grande psiquiatra e escritor Flavio Gikovate, falecido em 2016, escreveu com uma imensa clareza e didatismo a diferença substancial que existe entre remorso e arrependimento. Transcrevo abaixo suas palavras e farei em seguida uma breve reflexão a partir delas…

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As palavras “remorso” e “arrependimento” são, muitas vezes, tratadas como sinônimos. Penso que elas descrevem sentimentos muito diferentes.

Remorso implica sempre uma tristeza derivada de nos sentirmos causadores de um dano indevido a alguém: é sinônimo de sentimento de culpa.

Arrependimento tem a ver com algo que fizemos e que não nos trouxe o resultado esperado: não envolve obrigatoriamente um dano a terceiros.

A pessoa se arrepende de ter feito um mau negócio imobiliário, de ter escolhido mal o local de suas férias, de não ter estudado para uma prova…

O remorso sempre vem acompanhado de arrependimento; trata-se de uma tristeza dupla: a do erro cometido e a do dano indevido causado a alguém.

O arrependimento não obrigatoriamente se acompanha de remorso, já que nem todos sentem culpa, além do fracasso nem sempre envolver terceiros.

Os que lidam bem com a dor derivada do arrependimento são mais ousados em suas empreitadas: se arriscam mais e têm mais chance de sucesso.

Pessoas que sentem remorso (culpa) tendem a ser mais cautelosas e prudentes em suas ações. Em certos aspectos, tornam-se menos competitivas.

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E eu completo essa explicação dele lhe advertindo que o sentimento de arrependimento é muito mais frutuoso do que o de remorso. Inclusive pelo etimologia da palavra remorso fica mais fácil entender o porquê.

Remorso vem do latim remordere, que significa “morder de novo”. Seria como uma mordida na consciência! Não é interessante? Se você observar, quando uma pessoa está com muito raiva ou com muito medo, é bem comum ela morder os dentes de tal maneira que podemos ver o movimento de contração dos músculos da mandíbula, não é mesmo?

Já arrependimento vem do latim poenitere, que significa “sentir mágoa por uma má ação”, e complementando! Mágoa tem essa ligação fantástica, veja só! MÁGOA = MÁ+ÁGUA. Ou seja, é como se dentro de você estivesse fluindo uma água suja, uma água que leva energias ruins para todos os seus órgãos!

O arrependimento leva você de verdade à uma reflexão, porque é um sofrimento consciente. Você tem consciência de que fez algo ruim e está completamente disposto a mudar, a fazer diferente!

O remorso muitas vezes deixa a pessoa paralisada e até mesmo doente! O próprio Gikovate coloca que o remorso vem acompanhado do arrependimento, e realmente é assim! A pessoa fica remoendo sua dor e sua culpa, ela gera mágoas que fazem com que essas “más águas” cheias de energias negativas circulem dentro de você! O que isso acaba gerando? DOENÇAS no corpo físico!

Portanto! O que devemos fazer é de fato evitar o sentimento de remorso, porque ele só faz mal a gente mesmo e só perdemos com ele. Já o arrependimento sincero e consciente é um processo lindo de elevação da nossa consciência!

A cada vez que eu me arrependo profundamente, aquele erro cometido nunca mais se repetirá e uma nova pessoa começa a surgir, com mais recursos, mais feliz e mais amadurecida também…

Paz e luz.

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Aprenda a permanecer calado porém firme

Por Isaias Costa

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Todos nós ouvimos constantemente a velha máxima “O silêncio é ouro”, mas poucos de nós conseguem de fato colocar essa sabedoria de vida na prática cotidiana.

Infelizmente, existe um equívoco por parte de muita gente ao pensar que você ficar calado em determinadas situações é uma covardia, insegurança, é falta de posicionamento, mas venho com esse texto lhe dizer que depende do ponto de vista.

Compartilho abaixo o ponto de vista de um grande iluminado que viveu entre nós no século XX, o mestre Paramahansa Yogananda. Você vai entender que é possível ficar em silêncio com bastante firmeza e autoconfiança. Leia suas palavras com bastante atenção…

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“Em suas tentativas de conviver bem com os outros, não seja um capacho, senão todos vão querer mandar em você. Quando eles não conseguem dominá-lo, ficam zangados; e se você faz o que querem, passa a ser um fraco, sem força moral. Então, como se comportar? Quando encontrar resistência a seus ideais, a melhor coisa a fazer é ficar calado porém firme. Não diga nada. Talvez você receba golpes e mais golpes verbais, mas não aceite a provocação. Recuse a briga. Com o tempo as pessoas entenderão que você não quer irritá-las mas que ao mesmo tempo tem boas razões para não querer fazer o que lhe pedem.

Se os outros se descontrolarem, vá para longe até que se acalmem. Se vocês puderem se reunir e conversar sobre o problema, será maravilhoso. A comunicação é vital. Mas se a pessoa só quiser brigar, diga simplesmente: ‘Vou caminhar um pouco’. Depois volte e se prepare para conversar. Mas se a pessoa ainda quiser conflito, saia de novo e faça uma caminhada mais longa. Recuse-se a brigar. Se você não cooperar, ninguém conseguirá entrar em discórdia com você. Nunca ponha mais combustível na cólera dos outros. A pessoa colérica só fica satisfeita quando consegue deixar você zangado também.

Posso trabalhar com qualquer pessoa, embora prefira não estar com quem não sabe viver em harmonia. Se alguém decidir que quer ganhar uma discussão, conceda-lhe a vitória – é uma vitória oca. Não discuta. Os grandes homens raramente discutem; eles sorriem e dizem: ‘Acho que não é bem assim’, mas não brigam.”

Paramahansa Yogananda

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Um dos pontos fundamentais a ser analisado nas suas palavras é sobre a postura irascível, imperiosa, arrogante, belicosa, que muitas pessoas tem ao se dirigir aos outros.

Não adianta bater de frente com quem tem esse tipo de postura, porque o resultado final será apenas desgaste para ambos os lados!

Ele explica com muita clareza e simplicidade que se alguém estiver disposto a brigar, a discutir, a querer ser a “dona da verdade”, você pode sair e fazer uma caminhada para tentar dialogar depois. Não é incrível?

Quando estamos com muita raiva, tendemos naturalmente a falar de forma agressiva e com palavras mordazes, que podem e sempre fazem mal a quem ouve. Isso pode ser evitado se você não alimenta essa energia, entende? É algo simples, mas depende de uma atitude de consciência!

O mais legal dessas palavras do Yogananda é que se você de fato exercitar isso constantemente, as pessoas vão literalmente “cansar” de tentar tirar você do sério, porque elas perceberão pela sua própria energia que isso não será possível, então, pouco a pouco você passa a atrair cada vez mais pessoas que vibram paz, amor, benquerença, união etc.

Esse é um processo natural que ocorre porque você alimentou e fez crescer essa energia boa dentro de você!

Nessas poucas palavras o Yogananda está ensinando a sabedoria do silêncio juntamente com a sabedoria da verdadeira autoconfiança, que não precisa nunca de discussões com ninguém, apenas a sua presença é o suficiente para que as pessoas percebam que se trata de alguém que tem autoconfiança!

Eu tenho exercitado amplamente o que o Yogananda ensina nessas palavras, e tenho obtido grandes progressos. Cada vez mais atraio pessoas maravilhosas para a minha vida e quando alguém tenta “bater boca” comigo, eu as deixo falando sozinhas e vou caminhar, ou simplesmente me afasto delas, porque certamente se trata de um convívio que poderia se tornar difícil, não porque eu queira, mas porque a outra pessoa tem um falso sentimento de superioridade.

Isso pode ajudar a entender as palavras finais dele, nas quais ele diz que opta por estar com quem tem harmonia. É bem por aí, se a outra pessoa está em desarmonia e não tem a menor vontade de mudar isso, devo respeitar seu livre arbítrio mantendo uma distância saudável dela!

Há muito mais a ser refletido e aprofundado com essas palavras do Yogananda, mas deixo as reflexões com você e deixo também um breve áudio que gravei inspirado nessas palavras dele. Confira…

 

 

 

 

 

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A glória de Deus é uma pessoa que vive em plenitude

Por Isaias Costa

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Lendo o livro “felicidade: um trabalho interior”, do escritor John Powell, eu me deparei com uma citação lindíssima que me levou a refletir bastante sobre nossos POTENCIAIS INTERNOS, que muitas vezes passam a vida inteira adormecidos.

Era uma citação de Santo Irineu, que foi um teólogo e escritor cristão do século II. Abaixo está uma pequena transcrição do livro no qual tem essa frase dele.

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Naturalmente, a vontade de Deus é quase sempre misteriosa. Mas, uma coisa é certa: Deus quer que usemos, em sua totalidade, as dádivas que nos oferece. No século II, Santo Irineu escreveu que “a glória de Deus é uma pessoa que vive em plenitude”. Você já deu um presente a alguém que nunca quis usá-lo? Você não teve vontade de lhe perguntar: “Por que você não usa o presente que lhe dei? Será que não gostou?”. Talvez Deus queira no perguntar sobre as dádivas que nos deu. Quando dizemos no Pai Nosso “Seja feita a sua vontade”, estou certo que parte dessa vontade de Deus é que eu desenvolva meus sentidos, emoções, mente, vontade e coração tanto quanto possível. “A glória de Deus é uma pessoa que vive em plenitude”.

John Powell

=> Clique aqui para ler o texto completo

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Está tudo bem mesmo?

Por Isaias Costa

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A mentira está presente na nossa vida desde as coisas menores até as falcatruas desmedidas que vemos através do descaramento dos nossos digníssimos políticos.

Farei uma breve reflexão sobre uma mentira que todos nós contamos sem nem nos darmos conta, o tal do “está tudo bem”. Muitos vezes não está tudo bem, mas insistimos em vestir uma máscara para que as pessoas pensem que a nossa vida é um mar de rosas, são as mil maravilhas…

Li na página “Digestivo – Digerindo Sentimentos”, um texto lindo da escritora Stéphanie Waknin, que me inspirou a escrever esse texto. Abaixo está esse texto na íntegra.

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Os mentirosos – Por Stéphanie Waknin 

Eu minto, tu mentes, ele mente… todos nós mentimos, ainda bem. Caso contrário não haveria a menor possibilidade de convívio social. Mas o que eu quero falar hoje é sobre as mentiras que contamos para nós mesmos. Aquelas verdades que escondemos de tudo, de todos e da gente. Quero falar sobre todas as vezes que preferimos inventar histórias porque encarar a verdade era dolorido demais. Quem nunca?

Acho que a mentira mais comum que nos contamos é a de que “está tudo bem”. Temos uma enorme dificuldade em admitir que algo vai mal porque não fomos educados para isso. Somos ensinados, desde a infância, a reprimir nossos sentimentos, a engolir o choro e a entender que “não foi nada”.

Falar das emoções é difícil pra caramba porque não aprendemos a pensar sobre elas. Porque dói, porque balança as estruturas, porque nem sempre sabemos o que fazer com a sensação que vem. Então inventamos lindamente as nossas verdades a fim de sublimar qualquer tipo de desconforto.

Acho que o perigo do auto engano mora em ficar muito tempo sem contato com a própria realidade. Mentir pra si pode até ser uma auto defesa útil em um primeiro momento, mas ela precisa ser desmascarada para haver a cura do que te machuca.

Tem gente capaz de viver uma vida inteira se enganando, se declarando “bem resolvida”, quando no fundo seria muito mais importante reconhecer que não é possível bancar tudo. É humano. Nem sempre vamos sustentar todas as circunstâncias com leveza e isso faz parte do nosso aprendizado.

Mentimos também quando escolhemos não enxergar. Quando preferimos acreditar, por exemplo, que alguém gosta muito de nós, pois seria muito doloroso admitir que não. Passamos a enxergar sinais que comprovem nossa teoria e nos agarramos a eles com esperança juvenil. Fazemos isso, precisamos admitir.

Ser verdadeiro é uma virtude a ser conquistada. Se não puder ser com os outros, seja pelo menos com você mesmo. Tire as lentes do auto julgamento, que fica mais fácil admitir as nossas verdades. Por mais dolorosas ou embaraçosas que elas sejam.

Link: Os mentirosos

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Ao ler esse texto, me lembrei de uma conversa que tive uma vez com alguns amigos e parentes no qual tocamos nesse assunto da FALTA DE EMPATIA das pessoas, juntamente com a CORRERIA da vida cotidiana.

Praticamente ninguém tem mais tempo para conversar abertamente sobre a vida. A vida corrida tem feito nossos relacionamentos interpessoais se tornarem rasos e frios.

Nessa conversa brincamos que, quando alguém chega perguntando: “Oi fulano? Está tudo bem?”. Já pergunta esperando a clássica resposta: “Sim! Está tudo bem!”.

Quando alguém, eventualmente diz: “Bem! Está mais ou menos! Estou triste com tal coisa, passei por uma experiência difícil semana passada etc. etc.”.

Nessa hora internamente vem aquele pensamento: “Meu Deus! Agora essa pessoa vai passar meia hora desabafando…”. E fazemos de tudo para desconversar e deixar a outra pessoa falando sozinha!

Isso lhe soa familiar? Será que você mesmo já não fez isso? Não se preocupe! Todos nós já fizemos isso em algum momento!

Quero com essa breve reflexão lhe levar a pensar com carinho sobre essas mentirinhas que contados para nós mesmos e para os outros e que você procure ser mais transparente com seus sentimentos! Não procure fingir que sempre está tudo bem, porque ninguém consegue estar bem 100% do tempo!

Não há problema em não estar bem! Desde que você não faça disso a regra da sua vida não é mesmo?

Para que você continue refletindo sobre essa temática tão importante, compartilho abaixo um breve áudio que gravei falando sobre tudo isso e um pouco mais. Nesse áudio eu fiz a leitura desse texto da Stéphanie e fiz uma reflexão a partir dele! Vale a pena reservar uns minutinhos para ouvi-lo! Paz e luz…

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