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O papel do professor é limitar e libertar ao mesmo tempo

Por Isaias Costa

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Filme “Sociedade dos poetas mortos”

Eu sou fã de carteirinha da genial Viviane Mosé, que tem um currículo de deixar qualquer um de queixo caído: jornalista, filósofa, escritora, poetisa, psicanalista, psicóloga, professora e palestrante. Além de ser mãe e outras coisitas mais…

Estava assistindo a uma de suas palestras cujo título é: “Estrada para a Cidadania”, na qual ela falava sobre diversos assuntos, todos voltados para a educação nos tempos atuais.

Eu, sendo professor e estar o tempo todo procurando me renovar e ganhar novas formas de atuar como professor, fiquei encantado com suas palavras.

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Uma pequena mudança de perspectiva

Por Isaias Costa

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Na semana em que escrevo esse texto, participei de uma maravilhosa palestra com o grande Psiquiatra e Escritor Adalberto Barreto, mundialmente conhecido por ter desenvolvido um método de “terapia comunitária” simples e eficaz.

Ele tem como uma de suas maiores especialidades, um conhecimento profundo da Metafísica da Saúde, que constantemente abordo aqui nos textos do blog.

Nessa palestra ele deu alguns exemplos simples, porém muito impactantes, do poder que uma pequena sugestão pode dar a uma paciente quando ele está em uma consulta terapêutica. É como intitulei esse texto, apenas uma pequena mudança de perspectiva leva a uma mudança gigantesca na qualidade de vida dessas pessoas!

Ele deu dois exemplos que vou transcrever para cá de forma quase idêntica ao que ele falou.

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Saber pouco não te faz menor que ninguém

Por Simone Oliveira

Acho que ainda não entendi como funciona a dinâmica do mundo. Por exemplo, eu não sei explicar como os alimentos saem da lavoura e da fazenda de criação de gados para vir parar na embalagem do mercado; também não sei dizer em detalhes como são feitas as negociações entre os fabricantes e as indústrias, e depois entre a indústria e os distribuidores, passando desses para os vendedores em atacado e enfim para varejistas até chegar ao consumidor final. Então, toda vez que eu vejo alguém explicando como as coisas de fato acontecem, eu fico olhando maravilhada igual ao gatinho “pidoncho” do Shrek.

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Mas isso, acredito eu, não faz mal. O que faz mal é pensar que, por não ter todo esse conhecimento do processo, sou inferior a quem tem ou apresentaria menores chances de influenciar nessa cadeia produtiva, como se fosse ficar inerte enquanto a história acontece, só por não ter uma visão geral dessa coisa.

Isso foi uma conclusão magnífica e cheia de racionalidade à qual cheguei e uso toda vez que meu tipo doentio resolve aflorar gritando desesperadamente “Alerta! As suas informações sobre esse assunto são insuficientes.” É perfeitamente leve e agradável e tira minha preocupação. E isso vale para tudo, qualquer evento em que eu me sinta desconfortável e mentalmente desprotegida.

Não é exclusividade, não é monopólio. Está aí, à disposição, para você usar também, se quiser. Afinal de contas, estamos aí na vida para aprender e transformar o cotidiano.

euSimone Oliveira. Santos-SP. Bacharel em Engenharia Civil por formação e escritora por gosto. Estuda para concursos e se dedica às aulas particulares de exatas, ao namorado, à família e às suas atividades na igreja. Ainda não descobriu seu propósito na vida, mas tem certeza de que tem um. Pede que Deus a guie por esse caminho até a sua volta.

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O vaidoso não vê a realidade como ela é

Por Isaias Costa

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A vaidade é considerada, por todos os grandes estudiosos e pensadores, o maior de todos os chamados “pecados capitais”, porque pode destruir sobremaneira o ser humano.

Estava lendo sobre esse tema e me deparei com um texto absolutamente incrível e de uma clareza didática absurda.

Ele foi escrito como uma parceria de escritores e não tem portanto uma autoria definida, mas deixarei aqui o link de onde foi extraído.

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Satisfazer a vaidade é um grande perigo.

A tentação de evidenciar a própria grandeza pode fazer um homem cair no ridículo.

Há pouca coisa mais lamentável do que alguém despreparado desempenhando um grande papel.

A ausência de discernimento pode levar a ver virtudes onde elas não existem. A aceitar conselhos de quem não merece confiança. A tomar decisões sob falsas perspectivas.

A vaidade manifesta-se sob muitas formas. Está presente na vontade de dizer sempre a última palavra.

Por relevante que seja o argumento do outro, o vaidoso não consegue dar-lhe o devido valor.

Imagina que, se o fizer, diminuirá seu próprio brilho.

O vaidoso tem dificuldade em admitir quando erra, mesmo sendo isso evidente.

Ele não consegue perceber a grandeza que existe em admitir um equívoco. Que é mais louvável retificar o próprio caminho do que persistir no erro.

A vaidade também dificulta o processo de perdoar.

O vaidoso considera muito importante a própria personalidade.

Por conta disso, todas as ofensas que lhe são dirigidas são gravíssimas.

=> Clique aqui para ler o texto completo

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O que você deixou de ser quando cresceu?

Por Isaias Costa

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Outro dia me deparei com essa frase que intitulou esse texto que você lê agora e fiquei bastante reflexivo sobre ela.

A vida inteira nós fomos ensinados e doutrinados a pensar de uma forma praticamente oposta a essa: O que você quer ser quando crescer?.

Mas a vida e o amadurecimento tem me levado a constatar que esse pensamento vigente está equivocado, ou no mínimo precisa ser reformulado.

Penso que essa pergunta estaria mais coerente se fosse feita da seguinte maneira: “O que você quer fazer em termos de emprego quando você se tornar adulto?”.

Preste atenção na mudança da pergunta e naquilo que foi alterado! Tanto o SER pelo FAZER quanto também o CRESCER pelo TORNAR-SE ADULTO.

=> Clique aqui para ler o texto completo

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Alegrias tristes e tristezas alegres

Por Isaias Costa

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A grande maioria das pessoas têm uma tendência a enxergar as coisas de uma forma muito limitada e reducionista, por diversos motivos, mas o que acredito ser o principal deles é a falta de autoconhecimento.

Quando falamos em felicidade, o mais comum é pensar que ela é algo para ser buscado. O engano já começa daí, porque a felicidade não se busca, pois ela é um estado do ser. Da mesma forma que a infelicidade bate à nossa porta muitas vezes de forma que não podemos mandá-la embora.

De um modo geral fazemos algumas associações bastante reducionistas, como associar felicidade com alegria e infelicidade com tristeza, o que, se você observar com um pouco mais de atenção e detalhamento, muitas vezes não se verifica.

É possível SIM, estar feliz em momentos de tristeza, assim como estar infeliz em momentos de explosão de alegria e gozo.

Quero levar você a refletir junto comigo sobre essas sutilezas a partir de alguns exemplos.

Digamos que você desenvolveu algum vício como bebidas alcoólicas em excesso, drogas, sexo, exageros de comidas, compras etc.

De um modo geral, os vícios são a prova de que há conflitos internos na pessoa, de que ela em algum setor da vida está infeliz, e o vício é uma tentativa de preencher esse vazio que foi construído ao longo do tempo.

Em muitos desses casos, a pessoa se sente alegre, mas está profundamente infeliz, portanto, existe uma tristeza envolvida.

Eu posso ficar extasiado ao puxar um baseado, ou beber uma garrafa de uísque. Posso ficar muito zen fumando maconha, posso achar que sou o cara mais felizardo do mundo porque consigo transar com várias garotas, ou porque tenho a possibilidade de comprar tudo que quiser, porque a conta bancária do meu pai é “sem fundo”.

Em todos esses exemplos e muitos outros existe um vazio difícil de ser preenchido, vazio este que seria maravilhoso que a pessoa buscasse algum tipo de terapia, não importa qual seja. Hoje em dia, com o acesso ilimitado à internet, existem materiais incríveis e gratuitos, que podem lhe ajudar a mergulhar fundo no autoconhecimento. Esse próprio blog, está repleto de textos profundos e reflexivos, cabe a você ter a curiosidade de ir além do agora, como o próprio nome do blog sugere…

Esses são apenas alguns exemplos de alegrias tristes.

Da mesma forma que existem tristezas que por detrás carregam uma alegria absurda.

Um dos melhores exemplos são os lutos de relacionamentos amorosos. Você se sente como se o mundo fosse acabar, como se o chão fosse retirado e você caísse num abismo sem fim. Mas essa é uma dor e tristeza terapêutica, porque faz com que você retire de si uma ILUSÃO, é como sempre gosto de dizer: a desilusão é uma benção, uma dádiva. E você pode ler com mais profundidade nesse texto [aqui].

Você chora dias seguidos, fica um “bagaço”, como se costuma dizer, mas depois que você espreme toda a dor e desse bagaço não sobra mais nada, começa a surgir uma pessoa muito mais forte, muito mais consciente, muito mais viva e muito mais desejosa de ter um novo relacionamento cheio de novas vivências e experiências.

Existe uma alegria muito frutuosa nessa tristeza, que infelizmente são poucos os que conseguem enxergar. Estou com esse breve texto levando você a refletir um pouco mais sobre esse tema lindo e universal que são os relacionamentos amorosos.

Aproveito também para compartilhar um áudio bem bacana que gravei para falar exclusivamente sobre o luto nos relacionamentos amorosos. Vale a pena conferir…

Outro exemplo interessante são as pessoas que tiveram doenças gravíssimas e que tiveram que ficar meses ou mesmo anos prostradas numa cama com a certeza de que nunca mais poderiam sair dali. Elas sofrem imensamente e as famílias mais ainda porque precisam dividir a responsabilidade do cuidado entre várias pessoas e em alguns casos recai a responsabilidade sobre uma única pessoa, que passa a viver em função da que está doente.

Em muitos desses casos, quando a pessoa desencarna, há logicamente um luto pela morte da pessoa, mas ao mesmo tempo vem uma profunda alegria por saber que todo o sofrimento que ela vivia foi cessado pela morte.

Esse é um exemplo perfeito de alegria triste. A tristeza vem, mas carregada pela alegria de saber que a outra pessoa não está mais sofrendo. A felicidade e a infelicidade se misturam de uma maneira linda e inexplicável.

Portanto! Que a partir desses poucos exemplos, você aprenda que não podemos ser reducionistas e simplistas para falar sobre o tema profundo da felicidade e da infelicidade.

Essa é uma temática que cabe muito bem a conhecida frase de Shakespeare: “Há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia”.

Pense com carinho sobre tudo isso a aprenda com as alegrias tristes e tristezas alegres a ser uma pessoa cada vez melhor e mais consciente…

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Todo relacionamento dá certo

Por Isaias Costa

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Nós aprendemos ao longo da vida uma série de conceitos errados, de preconceitos, ou muitas vezes fantasias completas, que precisam ser refletidas com carinho e profundidade e muitos desses conceitos precisam ser questionados.

Há certo tempo queria escrever sobre um ponto específico sobre relacionamentos amorosos, mas não me vinha a devida inspiração. Ela me veio a partir das belíssimas palavras do místico oriental Osho. Trata-se da velha concepção de quase todas as pessoas em dizerem que “tal relacionamento não deu certo” porque o mesmo chegou ao fim. Eu discordo absolutamente dessa ideia e você vai entender o porquê.

Vamos às suas palavras?

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“Quando você vive infeliz, logo se habitua à infelicidade. Nunca, nem por um momento, a pessoa deveria tolerar a infelicidade. Pode ter sido bom e prazeroso viver com um homem no passado, mas, se não for mais prazeroso, então você precisa se separar. E não há necessidade de ficar com raiva, ser destrutivo ou carregar ressentimentos, porque nada pode ser feito em relação ao amor. O amor é como uma brisa. Você percebe… ele simplesmente vem. Se ele existe, ele existe. Então, ele vai embora. E, quando ele se vai, não há nada a fazer. O amor é um mistério; não se pode manipulá-lo. O amor não deveria ser manipulado, não deveria ser legalizado, não deveria ser forçado – por nenhuma razão.”

Osho

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Infelizmente, apesar de lindíssimas e verdadeiras essas palavras do Osho, são pouquíssimas, quase inexistentes as pessoas que colocam em prática na própria vida essa visão mais transcendente do amor.

O amor vem e vai como uma brisa, o amor flui, é fluídico, não é estático. Inclusive, só para você ter ideia do quanto nossos valores são invertidos, muitos casais dizem essa frase: “Nosso amor é forte como uma rocha…”. Como assim? Então o amor de vocês é duro? É imutável? É resistente? É áspero?

Percebe a incoerência aí?

Seria muito mais bonito dizer: “Nosso amor é puro e simples como o voar de uma borboleta…”.

“Nosso amor é compreensivo, é fluido, é flexível, é mutável, é transformador, como as águas correntes de um rio…”.

Mas quem pensa assim? E menos ainda? Quem vivencia isso? Essa é a qualidade de amor daqueles que buscam a MEDITAÇÃO, daqueles que querem transcender a matéria, transcender o EGO, o lado puramente carnal e materialista e levar esse amor para um outro nível, onde não haja prisões, onde você não queira controlar o outro, onde você o deixe livre para ser o que quiser, e se quiser voar para novos horizontes, que vá e seja feliz.

Quem ama profundamente só pensa na FELICIDADE, primeiramente de si mesmo, em seguida, do outro. Se eu sou feliz ao seu lado e a recíproca é verdadeira, maravilha! Esse relacionamento é um pedacinho do céu aqui mesmo na Terra. Mas se um dos dois ou mesmo os dois estão infelizes, isso deixou de ser um relacionamento há muito tempo e passou a ser uma conveniência, passou a ser uma acomodação, passou a ser aquela velha máxima “mas relacionamento é assim mesmo…”.

Não! Não existe essa de “é assim mesmo…”. Sempre que alguém fala algo do tipo está querendo racionalizar a própria infelicidade e justificar o injustificável.

É como nos diz a querida Jetsumna Tenzin Palmo com sua imensa sabedoria

O apego diz: “Eu te amo, por isso eu quero que você me faça feliz.”

E o amor genuíno diz: “Eu te amo, por isso quero que você seja feliz. Se isso me incluir, ótimo! Se não me incluir, eu quero a sua felicidade.”

* Sugestão de leitura: Precisamos nutrir o amor genuíno

Voltando à questão levantada! O que eu penso sobre um relacionamento ter dado certo ou não é bem diferente do que a maior parte das pessoas pensa.

Para mim: TODO RELACIONAMENTO SEMPRE DÁ CERTO

Não importa se ele dura a vida inteira, 50 anos, 5 anos ou apenas 5 meses. Sempre dá certo porque o outro sempre vai me ensinar alguma coisa, sempre vai me mostrar algo das minhas próprias sombras que precisa emergir para que eu as integre ao meu ser, e assim possa me aperfeiçoar como ser humano.

Você vem e me fala: “Tal relacionamento não deu certo…”, mas esquece que depois dele algo dentro de si mudou.

Uma raiva imensa que sentia se tornou um pouco menor…

Um ciúme doentio que existia se tornou um pouco menor…

Uma vontade de mandar e controlar o outro que era forte se tornou um pouco menor…

Uma arrogância de querer estar sempre certo que existia e com o término do relacionamento fez você entender que não é assim que as coisas funcionam…

O foco absurdo pelo trabalho foi diminuído porque agora você entende a importância de passar um tempo cultivando o relacionamento…

etc etc etc…

E agora você vem me dizer que esse relacionamento não deu certo só porque ele chegou ao fim? Percebe?

Nós precisamos colocar no fundo da nossa mente que nada dura pra sempre, mas que as sementes de amor que a gente plantou ficarão para sempre no outro, e as sementes de amor que o outro plantou na gente também ficarão para sempre.

Enfim! Há muito mais a ser refletido sobre isso, mas acredito que com essas palavras já tenha despertado em você diversos questionamentos.

Para concluir, compartilho uma das músicas que a meu ver, melhor falam sobre essa temática, uma música dos Titãs lindíssima chamada “Por que eu sei que é amor…”, que certamente foi inspirada nas vivências do Sérgio Brito e Paulo Miklos, e também no lindo e famoso soneto de fidelidade de Vinicius de Moraes.

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes

 

 

 

 

 

 

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Eu não tenho convicção de nada

Por Isaias Costa

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Tenho refletido bastante sobre o quanto todos nós não sabemos de quase nada e mesmo assim, muitas vezes fingimos que sabemos e temos a atitude arrogante de nos expressar como se soubéssemos…

Farei uma breve reflexão sobre a nossa ignorância a partir de uma palavra que pouco a pouco estou retirando do meu dicionário pessoal: CONVICÇÃO.

Acho interessante, porque até mesmo se você fizer uma pesquisa pelo blog, verá que escrevi essa palavra em vários textos, mas sabemos que a vida é mudança não é mesmo? A todo momento podemos aprender novas perspectivas, ver por novos ângulos etc.

Há alguns meses ouvi de um grande amigo uma frase que ficou entranhada em mim. Nem vou citar seu nome porque ele bem sabe que a autoria da frase não é dele, mas se trata de uma sabedoria milenar que ele soube sintetizar numa frase elegante e impactante.

“A única convicção que eu tenho é a de que eu não tenho convicção de nada”

=> Clique aqui para ler o texto completo

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Eu estou há tantos dias limpo…

Por Isaias Costa

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Esses dias estava ouvindo uma vídeo aula muito interessante com o psicólogo Vitor Antenore Rossi na qual ele falava sobre o poder imenso dos nossos pensamentos aliando isso com a nossa vontade.

Em determinado trecho da aula ele citou os viciados em drogas que entram num processo de deixarem o vício e uma expressão comumente falada por eles.

A expressão é a seguinte: “Eu estou há tantos dias limpo…”.

Ele explicava que na nossa sociedade que se baseia em números, no esforço de vencer o vício no dia após dia, na velha questão do “só por hoje” etc. praticamente ninguém pensa que essa frase não é a mais próspera nem a mais adequada de se dizer.

Porém, venho lhe levar a refletir sobre uma questão que é muito mais profunda e está por trás de tudo isso. Se chama VONTADE.

Os físicos quânticos já nos provaram por A + B que o tempo é absolutamente relativo e tudo aquilo que está relacionado com o tempo, obrigatoriamente está conectado com o pensamento e com nossos processos mentais!

A prova concreta disso é observar os animais. Eles não estão nem um pouco interessados de saber se hoje é segunda-feira ou sábado. NÃO. Eles só sabem viver o aqui agora. Ele nem consciência da morte têm! Para eles a vida simplesmente é. Num belo dia morrerão e ponto.

Mas por que estou falando tudo isso? Para lhe dizer que pensar sobre um vício em termos de tempo é UM TIRO NO PÉ. Por mais que você seja esforçado e esteja dando o melhor de si para não mais ter recaídas quanto a algum vício. Se você ficar contando os dias, as horas, os minutos, depois que se decidiu por parar com ele, essa é uma prova cabal de que a VONTADE ainda existe e de alguma forma está sendo reprimida!

Era mais ou menos essa a questão levantada pelo Vitor Antenore. Quero deixar bem claro que entre você ficar contando os dias que está limpo e simplesmente não fazer nada com relação ao vício, é ÓBVIO, repito, é ÓBVIO que é muito melhor proceder dessa maneira!

Porém, se você de fato quer se CURAR, e digo c-u-r-a-r com todas as letras. Não precisa você ficar contando os dias, as horas e os minutos, porque houve dentro de você uma TRANSFORMAÇÃO, entende?

Se você se decidiu por se transformar, porque tem consciência plena de que determinado vício pode ser autodestrutivo, você não vai ficar se prendendo em questões de tempo. Você na realidade nem vai mais pensar a respeito! Cada vez que você pensa em algo está jogando energia naquilo. Então é um fato que as pessoas que decidiram parar de se drogar e ficam contando os dias limpos, estão ANSIOSOS.

Elas vivem através da frase: “Por hoje não”, ou também com a clássica: “O que os olhos não veem o coração não sente”.

Só é possível dizer que uma pessoa de fato de CUROU do vício quando ela é colocada FRENTE A FRENTE com ele outra vez. Se ela não sentir a menor VONTADE de fumar outro cigarro de maconha, inalar um papelote de cocaína ou injetar heroína nas suas veias etc. Então esse indivíduo nunca mais vai precisar contar os dias para nada, porque aquilo deixou de ter importância. Aquilo morreu completamente e está no passado!

Enquanto você conta os dias existe uma espécie de FANTASMA que lhe persegue e fica sempre à espreita só esperando por uma recaída sua!

Por essas e outras que é tão importante que a pessoa busque um auxílio psicológico e também espiritual, porque isso ajuda a dar forças psíquicas e emocionais e ajuda a pessoa a configurar um novo estilo de vida completamente diferente!

Essa mesma contagem de dias pode ser levada para todo e qualquer vício como compras em excesso, comer porcarias, tomar bebidas alcoólicas em excesso, assistir televisão demais, mentir, trair um(a) namorado(a) etc. etc.

Essa contagem de dias está muito relacionada com nosso sistema de recompensas que vem do EGO. Procure você entender bem esse mecanismo para não cair em mais uma armadilha do ego.

A pessoa diz: “Estou há um ano limpo”, quase sempre esperando congratulações, mas se ela pensar com carinho, vai perceber que se trata da sua vida e seu bem estar. O que os outros pensam é o que menos importa, mas o seu bem estar e equilíbrio é o que mais importa!

Portanto! Procure acolher essa mensagem e levar para sua vida em primeiro lugar e só depois, em conversas com amigos levante essa perspectiva que certamente pode ajudar muitas pessoas a despertarem mais a consciência e um sentido pleno para a vida…

Paz e luz.

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Agradecer é deixar a graça descer

Por Isaias Costa

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O final de semana dos dias 12 e 13 de novembro de 2016 foi simplesmente especial, pois participei de um workshop que guardarei para sempre na memória, ministrado pelo grande professor de Yoga e espiritualista OBEROM.

Ele é bastante conhecido dentro do meio esotérico e entre as pessoas que cultivam o veganismo, que é o não consumo de nada que tenha origem animal, tanto como alimento como também para outros fins! Mas não é esse o foco desse texto, para isso sugiro que procure seus vídeos no youtube. Por lá existe uma série de vídeos nos quais ele aborda esse e outros temas.

Esse workshop tinha como objetivo falar sobre a consciência prânica e a elevação dos nossos níveis de consciência. Claro que são informações muito amplas e profundas que só mesmo estando em contato com ele para compreender bem. Enfim! Venho compartilhar com você que me lê apenas uma reflexão que aprendi com ele e achei interessantíssima. Até esse momento, nunca tinha parado para pensar sob essa perspectiva.

Tem a ver com o AGRADECIMENTO, ou seja, o sentimento de GRATIDÃO, que pode e certamente eleva nossos níveis de consciência.

Ele falou sobre o verbo AGRADECER, que se você quebrar a palavra se torna GRAÇA + DESCER.

AGRADECER = DEIXAR A GRAÇA DESCER

Essa graça, como o próprio nome diz, são as bênçãos de Deus que são derramadas incessantemente para nós de graça, e elas vêm do alto para a nossa vida, ou seja, descem para a nossa vida.

Entre as várias maneiras de se elevar a nossa vibração e a nossa consciência está o agradecimento sincero a todas as experiências, sejam elas consideradas boas, sejam elas consideradas ruins.

Como já comentei em outros textos, as experiências que aparentemente achamos que são ruins, têm um imenso potencial de nos ajudar a crescer, a amadurecer e a nos tornarmos mais conscientes.

Juntamente com isso, o Oberom sugeriu que não alimentássemos o contrário da gratidão, que é a ingratidão, manifestada através da MALEDICÊNCIA, ou seja, o mal dizer sobre as coisas.

Se não temos nada de bom para dizer sobre algo ou alguém, o melhor a fazer é ficar em SILÊNCIO e interiorizar, meditar, para não sermos contaminados por baixas energias que diminuam nossos níveis tanto energéticos como também de consciência!

Nessa hora é fundamental não se deixar levar por tantas notícias ruins veiculadas pelas grandes mídias sensacionalistas, nem ficar lendo um montão de reportagens que trazem violência!

Não é dessa maneira que podemos ajudar na construção de uma cultura de paz. Uma cultura assim se constrói com cooperação e colaboração de todos, cada um procurando através dos seus talentos e ofícios, desempenhar o seu melhor, sempre pensando no bem comum, pensando no bem estar do maior número de seres.

Enfim! Esse é um recado bem simples, mas ao mesmo tempo profundo! Dê abertura no seu coração para a gratidão, ela vai lhe ajudar a elevar seus níveis energéticos e a sua consciência numa escalada que jamais tem fim!

Lembre-se: agradecer é deixar a graça descer…

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