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Existe uma forma de transformar o passado

Por Isaias Costa

“Quando o Buda disse “Não persiga o passado” ele estava nos dizendo para não sermos subjugados pelo passado. Ele não quis dizer que deveríamos parar de olhar para o passado de forma a observá-lo em profundidade.

Quando revemos o passado e o observamos profundamente, se estivermos firmemente ancorados no presente, não seremos subjugados por ele.

Os materiais do passado que constroem o presente se tornam claros quando se expressam no presente. Podemos aprender com eles.

Se observarmos estes materiais em profundidade, podemos chegar a um novo entendimento sobre eles. Isto é chamado de “olhar novamente para algo antigo de forma a aprender algo novo”.

Se soubermos que o passado também está localizado no presente, entenderemos que somos capazes de mudar o passado ao transformar o presente.

Os fantasmas do passado que nos seguem no presente, também pertencem ao momento presente.

Observá-los em profundidade, reconhecer sua natureza e transformá-los, é transformar o passado.”

Thich Nhat Hanh

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As palavras desse sábio monge trazem reflexões profundas para nós. O que achei mais interessante no que ele traz é o contraponto com o que todos nós estamos cansados de ouvir, de que não é possível mudar o passado, só podemos fazer alguma coisa no momento presente.

Quando se fala que não é possível mudar o passado, é claro que estamos falando sobre as nossas AÇÕES. É impossível que mudemos a forma que agimos no passado, porém, é possível mudar a forma que olhamos para como nós agimos, a partir de um olhar de maturidade. Sabemos que hoje temos mais sabedoria, mais experiências, mais conhecimentos, mais conexões com pessoas etc. Tudo isso nos ajuda a ver o nosso passado com um olhar de transformação!

Todos nós aprendemos muito mais com os nossos erros do que com nossos acertos. É um fato! Às vezes até brinco que isso faz parte da nossa constituição mais profunda. Parece que não conseguimos enxergar um caminho de aprendizado mais tranquilo. De uma forma ou de outra, a dor e o sofrimento sempre se fazem presentes!

Mas está tudo bem! O barato da vida é não ficarmos nos chicoteando porque aprendemos somente depois de muita dor e sofrimento. O mais importante é aprender e crescer nesse processo! O Thich Nhat Hanh fala sobre esse olhar em profundidade para nos levar a refletirmos que existiram grandes lições, grandes pérolas em cada uma das nossas vivências do passado, e que nos encaminharam exatamente para onde nós estamos nesse exato momento.

Por exemplo! Às vezes é depois de um imenso sofrimento vivido por uma separação que aprendemos a nos amar com mais plenitude e depois de um tempo encontramos outra pessoa para nos relacionar e que preenche muita mais aquilo que buscamos em um parceiro ou parceira!

Às vezes é depois de passar por grandes perrengues financeiros que passamos a ver o dinheiro e como utilizá-lo de uma forma mais consciente, evitando gastos com supérfluos ou com coisas que sejam autodestrutivas como drogas, ou comidas mega processadas etc.

Às vezes é depois de passar por grandes frustrações com certas amizades que passamos a valorizar muito mais os verdadeiros amigos, aqueles que estão e continuarão conosco pro que der e vier, e por aí vai…

Se olharmos com profundidade, vamos perceber o tesouro escondido em tudo que vivenciamos no passado e podemos assim transformá-lo dentro de nós, na nossa conciência!

Reflita com carinho nas palavras do Thich Nhat Hanh e se possível até salve essas palavras para ler de vez em quando. A releitura de palavras profundas nos ajuda a internalizar mais e melhor aquilo que está sendo transmitido!

Paz e luz…

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A visão de Bert Hellinger sobre permanecer no amor

Por Isaias Costa

O verbo permanecer é, a meu ver, um dos verbos mais potentes da língua portuguesa. Algo que permanece é algo que se preserva com o passar do tempo, é algo que mesmo com as circunstâncias adversas, consegue seguir e não sucumbir. O verbo permanecer está de certa forma conectado a algo que tem força, que tem raízes, que tem vitalidade…

Lendo as palavras do grande psicoteraputa Bert Hellinger, fiquei um tempo refletindo sobre isso e venho nesse breve texto compartilhar a visão dele e trazer alguns insights bacanas!

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Permanecer no amor significa que tudo é amado da maneira como é, e que tudo é incluído na alma da maneira como é. Significa que concordamos com tudo como é e que amamos tudo como é, exatamente como é. Significa também que concordamos com a vida do jeito que ela é, exatamente como é: com a própria vida como ela é, com a vida alheia como ela é e com a criação, exatamente como é.
A luta também faz parte dessa vida. A vida de uma disputa o lugar com a vida do outro. Se permanecermos no amor, então também amamos isso: os opostos, a luta, a vitória e o fracasso, viver e morrer, os vivos e os mortos, o passado assim como foi, o futuro da maneira que vier, exatamente como vier. Nesse amor somos amplos e encontramo-nos em sintonia e acordo com tudo.
Este amor é a entrega ao todo. É a religião em sua essência. Neste amor somos plenos, serenos, podemos assistir a como tudo se desdobra, estamos entregues ao próprio destino e respeitamos o destino do outro e o destino do mundo. Estar entregue ao todo dessa maneira significa permanecer no amor.

Bert Hellinger

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É muito linda e profunda a maneira que ele enxerga o permanecer no amor. Só de ler essas palavras eu senti uma paz, uma leveza e uma tranquilidade imensa. É como se ele nos mostrasse que não precisamos carregar tantos pesos desnecessários. É trabalhar a aceitação! Lembrando que aceitação não tem absolutamente nada a ver com conformismo!

Faço questão de levantar esse ponto, porque um leitor desavisado pode pensar: “Ué? Mas se eu aceitar as coisas tais como elas são eu não terei poder algum para mudar coisa alguma?”. Quem pensa assim se engana redondamente sabia? Porque é exatamente o contrário. Se eu aceito as coisas tais como elas são, eu estou resgatando todo o meu poder pessoal e tirando da mão das outras pessoas o poder sobre mim. Não é interessante isso? Talvez até esse momento você ainda não tenha pensado sobre isso a partir desse ponto de vista!

O que o Bert diz no final é o mais potente de tudo. Ao permanecermos no amor, respeitamos a nós mesmos e respeitamos os outros também. E acima de tudo, não interferimos no destino delas e consequentemente não fazemos grandes desvios no nosso próprio destino!

Quanto mais o tempo passa e eu vou amadurecendo, percebo que grande parte das tranqueiras que atraímos para a nossa vida é porque queremos que as coisas aconteçam do jeito que a nossa mente barulhenta e nosso ego mimado quer que sejam. E logicamente que as coisas decididas pelo ego e pela mente desconectada do coração só podem nos levar a frustrações e mais frustrações…

Como diz aquela velha e famosa frase da música de pagode: “Deixa acontecer naturalmente…”. O que o Bert nos ensina é a por em prática desde as pequenas coisas esse fluir espontâneo e natural.

Cada vez mais eu venho buscando deixar que as coisas na minha vida aconteçam de forma espontânea e natural!

Quero inclusive abrir esse parênteses em relação aos textos aqui do blog. Esse texto publicado hoje tem um intervalo de alguns meses em relação ao último texto publicado. Comentar isso tem uma relação direta com a ideia desse texto e as palavras do Bert Hellinger.

Nos últimos meses minha rotina foi alterada de forma absurda. Comecei um novo trabalho que está me tomando muitas horas do dia. Dessa forma, é quase humanamente impossível ter tempo e inspiração para escrever textos novos. Inclusive até por conta do trabalho, estou lendo bem menos do que o meu habitual.

Tempos atrás eu me afligiria por não escrever com certa regularidade. Hoje em dia eu faço é rir de mim mesmo quando fico com essa verdadeira “noia” para escrever textos novos! Hoje eu entendo que não preciso disso. Só preciso deixar que as coisas aconteçam naturalmente, como diz a música de pagode!

Assim, posso escrever textos bacanas com reflexões que sei que podem tocar o seu coração como leitor!

Acho isso libertador e pode ser ampliado para as mais diversas áreas da vida. Quero lhe convidar a trazer essas reflexões para o seu próprio contexto de vida…

Eu quero cada vez mais permanecer no amor. Viver de forma leve e serena, seguindo o fluxo dos acontecimentos e acima de tudo, respeitando a vida e o destino de cada pessoa que cruze o meu caminho…

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Um caminho para a serenidade

Por Isaias Costa

“Serenidade é um termo que pode ser definido de várias maneiras; uma delas é a capacidade de não se desesperar diante de situações adversas.

Segundo Epicteto, o homem encontra a serenidade quando se ocupa exclusivamente daquilo que depende dele e aceita com docilidade todo o resto.

Aceitar tudo aquilo que não depende de nós é algo que só pode nos fazer bem; isso porque subtrai muitas das nossas aflições e preocupações.

A famosa “oração da serenidade” nos leva a pedir força para enfrentar o que depende de nós e docilidade para aceitar aquilo que não depende.

A oração da serenidade termina com a parte mais relevante: “dai-nos sabedoria para distinguir o que depende de nós daquilo que não depende”.

A primeira condição para a serenidade está relacionada com a humildade: aceitar que muitas coisas que nos são essenciais independem de nós!

A serenidade depende da aceitação de que vivemos uma condição de incerteza e aprender que isso é o que torna a vida uma aventura fascinante.

Se tivéssemos controle ou conhecimento de tudo o que ainda temos para viver, é provável que ficaríamos entediados e sem qualquer curiosidade.”

Flavio Gikovate

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Essas palavras do Gikovate são preciosas! Ele está nos relembrando aquilo que já sabemos, mas por causa dos estresses do dia a dia, acabamos esquecendo! Nós conquistamos a serenidade quando buscamos fazer o nosso melhor, sabendo que existem zilhões de coisas que fogem completamente ao nosso controle.

Nós sofremos porque queremos controlar o incontrolável ou mudar aquilo que não pode ser mudado, e aqui obviamente trago as pessoas de um modo geral. Cada uma tem seu jeito de ser, com todas as suas qualidades e defeitos. Mas parece que boa parte de nós foca nos defeitos em vez das qualidades!

Só de buscarmos mudar o nosso olhar para ver mais as qualidades e virtudes das pessoas, parte dessa serenidade já se instala em nós. E quando juntamente com isso aprendemos sobre a impermanência, aí vamos transformando as vivências em aprendizado e sabedoria.

As coisas raramente acontecem conforme planejamos e é maravilhoso que seja assim, porque se temos abertura de mente e de coração, aos poucos vamos percebendo que aquilo que não aconteceu exatamente do jeito que queríamos foi como uma espécie de “ajudinha do universo” para que a gente aprenda mais e cresça durante o processo.

Vou trazer um exemplo para que fique fácil de entender. Digamos que você é muito apegado à sua mãe e morre de medo de perdê-la. Por conta do apego a ela você não consegue alçar grandes voos na vida, fica com medo e inseguro de partir para o desconhecido. E por alguma fatalidade essa mãe acaba desencarnando. A perda dessa pessoa tão importante se mostra como uma baita oportunidade de transformar esse apego em maturidade, em transcendência, em evolução do ser. O que muitos acabam atinando, mas outros infelizmente não, e está tudo bem. Cada um está vivendo seus processos no seu tempo e no seu ritmo.

A serenidade é aceitar tudo aquilo que foge do meu controle e tentar extrair lições e aprendizados de cada experiência vivida.

Eu amei o final do texto do Gikovate e fiz um flashback da minha vida. Eu jamais faria a menor ideia do que estaria vivenciando hoje. Estou escrevendo esse texto no fim de maio de 2022 e muitas coisas que vivi são completamente diferentes do que imaginava há alguns anos!

Jamais iria prever que teríamos uma pandemia avassaladora deixando quase 700 mil mortos no Brasil, juntamente com uma gigantesca crise nos mais diversos setores. Eu imaginava que estaria com minha própria família estruturada e com pelo menos 1 filho. Imaginava que estaria dominando o inglês com perfeição ou que já teria feito ao menos uma viagem pra Europa. E quer saber? Nada do que citei aconteceu pelo menos até o momento em que escrevo.

Mas se eu soubesse disso anos atrás talvez ficasse triste, deprimido, me sentindo um derrotado. Olhando minha vida hoje, dá vontade de rir de tudo isso, porque na realidade a vida me direcionou para tudo aquilo que eu precisava viver, conhecendo as pessoas e lugares que eu precisava conhecer e por aí vai!

Então a impermanência é uma das maiores bênçãos da nossa vida, basta que tenhamos olhos de ver, como diria o mestre Jesus Cristo.

Que esses palavras lhe inspirem de alguma forma a seguir seu caminho evolutivo, utilizando a oração da serenidade no dia a dia e sabendo que com ela a nossa vida pode ganhar um sentido muito mais profundo…

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As oportunidades nunca deixam de surgir a cada momento

Por Isaias Costa

Opportunity – Walter Malone

Ofendem-me os que dizem que não voltarei,

Porque bati à tua porta e não te encontrei;

Porque todas as noites permaneço à tua porta,

E ordeno que despertes e te ergas para lutar e vencer.

Não chores pelas preciosas chances que passaram;

Não chores pela idade de ouro que se foi;

Todas as noites queimo o registro do dia;

Ao erguer do sol, todas as almas nascem de novo.

Ri como um menino aos esplendores que passaram.

Às alegrias que se esvaíram, sê surdo e mudo.

O meu julgamento sela o passado que morreu,

Mas nunca prende um momento ainda por vir.

Mesmo afundado na lama, não torças as mãos nem chores.

Dou o meu braço a todos os que dizem: “Eu posso!”

Nenhum pária algum dia caiu tão baixo

Que não pudesse erguer-se e ser um homem novamente!

Lastimas a mocidade perdida?

Hesitas em desfechar um golpe merecido?

Volta-te então dos arquivos apagados do passado,

E encontrarás as brancas páginas do futuro.

Choras por uma pessoa amada? Liberta-te da magia;

És um pecador? O pecado tem perdão;

Cada manhã te dá asas com que voar do inferno,

Cada noite uma estrela para te guiar aos céus.

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Eu fiquei absolutamente encantado com a leitura desse poema de Walter Malone que encontrei num famoso livro chamado “A lei do triunfo” de Napoleon Hill. O poema encarna a “oportunidade” e lhe dá voz como se fosse uma personagem.

Sempre que escrevo sobre isso gosto de primeiro ir à raiz da palavra oportunidade, que é belíssima. Ela remonta à navegação em tempos longínquos no qual existiam diversos tipos de ventos e para cada um deles eram dados nomes provenientes do latim. Um desses ventos era chamado de “ob portus”, que significa “vento que leva para o porto”. E oportunidade deriva dessa palavra. Ou seja, ela é como um vento que leva até o porto, que é um local de segurança e conforto. Interessante não é mesmo?

O que acho mais incrível é que os ventos nunca param. Depois que um vento sopra vem outro e outro e outro… Porém, vale destacar que o mesmo vento nunca sopra duas vezes e no mesmo lugar. Em outras palavras, uma vez que perdemos uma oportunidade, devemos aceitá-la e partirmos para outra. E aqui faço o link com esse belo poema. Logo na primeira linha a oportunidade diz:

Ofendem-me os que dizem que não voltarei

E ela continua dizendo:

Porque bati à tua porta e não te encontrei;

Porque todas as noites permaneço à tua porta,

****

Então só cabe a cada um de nós estar atento à passagem desse vento sutil e suave. As oportunidades surgem de “n” formas possíveis: através de uma conversa inspiradora com um amigo, de uma pessoa que esbarra com você no meio de um evento, de alguém que passa boa parte de uma viagem de avião conversando e dali se inicia uma amizade, um vídeo que você assiste despretensiosamente e tem um insight que revoluciona sua vida…

Ou mesmo de formas aparentemente tristes e decepcionantes como a perda de um emprego, a perda de uma grande amizade, a viagem para o exterior de alguém que você ama muito, a morte de uma pessoa significativa etc. Tudo isso são oportunidades disfarçadas para que nós tenhamos experiências que vão proporcionar o nosso crescimento como seres humanos nas mais diversas áreas da vida!

São extremamente inspirados esses versos:

Mesmo afundado na lama, não torças as mãos nem chores.

Dou o meu braço a todos os que dizem: “Eu posso!”

****

Aqui ele fala sobre as oportunidades disfarçadas nas experiências de sofrimento. Elas servem pra que nos fortaleçamos interiormente, principalmente no sentido espiritual. E se dizemos: “Eu posso!”, com firmeza e propósito, maravilhas vão surgir dessa determinação!

É como diria o mestre Chico Xavier numa de suas frases mais famosas: “Isso também passa!”. Momentos de dor, tormentas, sofrimentos, também vão passar, assim como momentos de glórias e grandes alegrias também dão lugar a novas experiências de dor, tristeza e sofrimento.

A vida tem esse movimento pendular o tempo todo e quanto mais cedo compreendemos isso melhor!

E os dois versos finais também são estupendos:

Cada manhã te dá asas com que voar do inferno,

Cada noite uma estrela para te guiar aos céus.

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Aqui é incrível a analogia com o olhar para cima, pra frente e para o alto, como muitos dizem. Lendo esse trecho até lembrei da querida profa. Cristina Cairo, que em todos os seus vídeos sempre começa dizendo: “Levanta a cabeça!”, pois essa é uma atitude que a própria neurociência já comprovou que faz com que nos sintamos automaticamente mais motivados e ativos.

Está passando por um momento infernal? Levante a cabeça e acione as suas asas que estão aí meio escondidas mas prontas para que você alce grandes voos! Está com a mente enovelada com a escuridão da noite? Então olhe para as estrelas e se deixe ser guiado por elas…

Que esse poema inspire você tanto quanto me inspirou, e que se for possível, escreva em algum lugar para ser relido em outros momentos ou salve esse texto para utilizá-lo como uma injeção de ânimo e força!

Vamos juntos aproveitar as belas e inúmeras oportunidades que a vida nos traz todos os dias…

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As palavras só tem sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor

Por Isaias Costa

“As palavras só tem sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos. Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem… O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo e o mundo aparece refletido dentro da gente. São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver. Elas não têm saberes a transmitir. No entanto, elas sabem o essencial da vida. Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança, jamais será sábio.”

Rubem Alves

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Tornar-se sábio, esse é o movimento de entrar no reino dos céus, como já dizia o mestre Jesus Cristo: “Aquele que não for como uma criança não entrará no reino dos céus”. Lembrando que não se trata de um lugar físico, mas sim de um estado de consciência interior, no qual vemos a imensa beleza contida no momento presente, no aqui e agora!

É muito interessante quando ele comenta sobre a visão física. Muitas pessoas enxergam perfeitamente, mas têm dificuldade de ver as belezas simples do cotidiano. Não conseguem desenvolver esses “olhos de ver” que as crianças têm!

Inclusive, relendo essas belas palavras do Rubem Alves eu me lembrei de uma frase famosa do grande pintor Pablo Picasso na qual ele diz: “Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol”.

Percebe como tudo é uma questão de perspectiva? Eu quero cada vez mais desenvolver em mim essa arte de transformar um rabisco amarelo redondo no próprio sol! Isso é sabedoria. Isso é saborear o melhor da vida!

Muita gente não sabe, mas a raiz da palavra sabedoria é a mesma de sabor. Ou seja, as pessoas sábias são aquelas que saboreiam a vida. E detalhe! Só é possível saborear a vida no momento presente. Como seria possível saborear algo que só virá na semana que vem, no mês que vem ou no ano que vem? Percebe como não faz o menor sentido?

E sabe de outra coisa legal? Quando estamos saboreando uma comida, seja ela qual for, normalmente fechamos os olhos para nos integrarmos ainda mais à sensação deliciosa da comida nas papilas gustativas. E além disso, vem o ponto principal que quero comentar com você. Nós ficamos em silêncio! Porque nessa hora as palavras só iriam atrapalhar a experiência de saborear o alimento.

Voltando ao Rubem Alves… as palavras só têm sentido se forem para ver o mundo melhor. E as crianças têm esse poder de ver um mundo melhor! Quando perguntamos a qualquer criança como elas veem a vida ou o que gostariam que melhorasse no mundo, elas são praticamente unânimes em dizer que a vida é para nos divertirmos e para estarmos perto das pessoas que amamos. E a resposta para o desejo de um mundo melhor quase sempre está relacionado com os adultos trabalharem menos, serem mais presentes nas suas vidas, que brinquem mais, que sorriam mais, que tirem tanto o peso autoimposto nas costas…

Será que você ainda duvida da sabedoria inerente que existe nas crianças? Nessas poucas palavras eu trouxe verdades que nós como adultos e com o nosso cabeção extremamente intelectualizado, transformamos em livros de 400 págs ou em teses de doutorado. Pra quê hein? Será que precisa de tudo isso? Fica a reflexão…

Que a gente desenvolva cada vez mais esse olhar de criança para nos conectarmos com o que há de mais belo na vida, o momento presente…

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Não precisamos seguir pelo caminho mais difícil

Por Isaias Costa

“Poderias desfrutar agora mesmo todas as coisas que estás suplicando para alcançar tomando o longo desvio — se parasses de te privar delas.”

Marco Aurélio

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Essas belas palavras do imperador da antiguidade Marco Aurélio podem parecer meio obscuras e complicadas de entender num primeiro momento, mas nesse breve texto quero fazer um paralelo incrível que fará você entender muito facilmente a proposta dele.

O Marco Aurélio está querendo nos dizer que para quase tudo na vida nós gastamos uma energia e tempo muito maiores do que seria o ideal. O longo desvio é isso e o desfrutar é exatamente tudo o que está diante de nós agora mesmo e não nos damos conta.

Você talvez já esteja cansado de ler e ouvir as pessoas falarem que só existe o aqui e agora não é mesmo? Mas essa é uma verdade incontestável. O passado é só memória, que tem sua importância apenas como aprendizado, como uma referência daquilo que deu certo ou não. E o futuro é pura projeção, é pura expectativa. Não sabemos se o amanhã vai chegar! O máximo que podemos fazer é cuidar bem do nosso hoje, porque dessa forma ficará mais fácil construir um bom amanhã entende?

Sem mais delongas. Quero compartilhar com você um insight bem bacana que me veio ao ler essas palavras do Marco Aurélio. Já contei muitas vezes por aqui que eu fiz faculdade de Física e adoro quando consigo traçar bons paralelos entre ela e o autoconhecimento.

Um assunto bastante estudado por todos nós na escola é a tal conservação da energia. Ela explica que nos sistemas conservativos, ou seja, aquelas no qual não há dissipação de calor, a energia se conserva e há nos processos a conversão de um tipo de energia em outro.

Um dos conceitos mais importantes é o de trabalho, que por definição é o produto de uma força por um deslocamento de um determinado objeto.

W = F.d

Quando tratamos de objetos que serão levantados, sabemos que existe a força da gravidade que puxa tudo pra baixo. Ela é chamada de força peso, sendo o produto da massa pela aceleração da gravidade. E o deslocamento é dado simplesmente pela altura a que se coloca tal objeto. Dessa forma o trabalho da força peso é dado por:

W = m.g.h

O produto da massa pela aceleração da gravidade e pela altura. E o resultado é dado em Joule (J), unidade física de energia.

Mas o melhor de tudo é o que vou dizer agora! O trabalho da força peso INDEPENDE do deslocamento para os lados. Ou seja, eu posso simplesmente levantar um objeto verticalmente ou posso fazer zilhões de piruetas com ele, o trabalho da força peso será sempre o mesmo, pois só depende da altura!

Fazendo um paralelo com as palavras do Marco Aurélio é isso. Nós gastamos uma energia absurda desnecessariamente. Inclusive pela Física realmente é assim. Há o trabalho da força peso, mas ele é absolutamente diferente do trabalho que vem da força muscular que exercitamos.

Digamos que quero levar uma caixa do primeiro para o segundo andar de um prédio. Eu posso pegar um elevador e deixar a caixa no piso do elevador. Eu posso subir as escadas com essa caixa. E se houver aquelas rampas inclinadas, eu darei uma volta bem grande e chegarei no andar de cima.

Teve alguma diferença no trabalho da força peso? NÃO. Nenhum! Porém, o maior gasto de energia é subindo pela rampa. Eu poderia simplesmente pegar o elevador! Mas nós somos peritos em complicar as coisas! Acredito que agora com essa comparação, vai ficar bem mais fácil entender as palavras do Marco Aurélio.

“Poderias desfrutar agora mesmo todas as coisas que estás suplicando para alcançar tomando o longo desvio — se parasses de te privar delas.”

Marco Aurélio

Nesse exemplo que eu dei é como se eu dissesse para mim mesmo: “Eu não mereço subir pelo elevador! Quem sou eu para seguir por esse caminho tão fácil? Prefiro ir pelo mais difícil…”.

What?? A vida pode ser muito mais simples se nos sentirmos merecedores de que tudo aconteça na nossa vida de forma simples. Inclusive há um decreto muito bonito das formações em barra de acess que me utilizo todos os dias e faço questão de compartilhar com você: “Tudo vem a mim com facilidade, alegria e glória”. Repita esse decreto inúmeras vezes todos os dias e você estará pouco a pouco trabalhando seu interior para não dificultar as coisas e não atravancar os seus caminhos!

Torço para que você aplique essa sabedoria simples e incrível do Marco Aurélio na sua vida. Você só terá ganhos com isso…

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Saber não é meio caminho andado, e sim o fazer

Por Isaias Costa

Nesses dias estava assistindo a uma live com o empresário Flavio Passos e a nutricionista Roberta Carbonari e uma fala dela me fez refletir imensamente. Ela sempre comenta com os seus clientes que o saber não é meio caminho andado, e sim o fazer. A outra metade do caminho está no perseverar, na manutenção daquilo que você sabe que faz bem e traz melhoria de vida.

Uau! Isso se aplica nas mais diversas áreas da vida. Vou nesse breve texto trazer apenas alguns exemplos. Quero começar com o que faz parte do meu dia a dia, o ensino. Se você apenas estuda um conteúdo, seja ele qual for, você não pode afirmar que já aprendeu aquele conteúdo até que o ensine pra outra pessoa de uma maneira simples e compreensível.

Detalhe! Com esse exemplo não estou querendo dizer que você precisa se tornar um professor ou professora ok? É simplesmente expressar o que se aprendeu com outra pessoa. Pode ser simplesmente uma conversa com um amigo ou um grupo de amigos. O exemplo da nutrição, que é a área da Roberta, é ótimo. Você passa a introduzir novos hábitos na vida e está sentindo os benefícios disso. Você de fato aprendeu esses novos hábitos se mesmo que ao seu redor outras pessoas queiram te “botar pra trás” como se diz popularmente, ainda assim, você se mantém firme e forte nos seus ideais. Dessa forma você pode inclusive se tornar um exemplo, uma pessoa que ensina pelo que faz e não pelo que fala, o que é absurdamente mais convincente…

Outro exemplo é a escolha por não se deixar levar pela negatividade ou pelo vitimismo, que infelizmente são extremamente comuns. Não adianta nada você saber o quanto isso é prejudicial em amplo sentido se no dia a dia não fizer um movimento consciente de agir de uma outra forma, com mais protagonismo e autorresponsabilidade. O ideal é sempre que se perceber entrando nessa vibe negativa dizer a isso mesmo: “Opa! Isaias! O que é isso hein? Está nessa vibe por quê? Vamos sair disso agora mesmo?”. E traz pra si algo que impulsione no sentido da positividade, da maturidade emocional. Caminhos para isso existem aos montes: meditação, boas leituras, fazer alguma atividade física, contemplar a natureza etc.

É muito fácil a gente compreender o quanto o mero saber não nos dá sustentação. Se você conversar com as pessoas você vai perceber elas dizendo: “Eu sei que preciso ser mais paciente, mais tolerante”, “Eu sei que preciso parar de me irritar a toda hora”, “Eu sei que preciso mudar de emprego”, “Eu sei que preciso me impor mais”, “Eu sei que preciso fazer alguma atividade física”, “Eu sei que preciso dormir um pouco mais cedo”, “Eu sei que preciso me desconectar mais do Instagram”, “Eu sei que preciso me alimentar de forma mais natural”

Se as pessoas sabem de tudo isso, então por que não colocam em prática? Exatamente porque o saber é uma fração muito pequena do todo. Depois de ouvir a Roberta, eu mudei minha perspectiva e penso que o saber seja algo em torno de um 10% apenas sabia? Os outros 40% é exatamente o poder de decisão, de vontade, que nos leva à ação. E os outros 50% está na perseverança, palavra que amo de paixão e não canso de repetir o seu significado, significa “por ser verdadeiro”.

Quando nós percebemos o quanto estamos melhores depois de mudar alguns hábitos, não queremos mais voltar atrás. Só pensamos no “pra frente”, ser melhor e melhor a cada dia. Aí pronto! Nessa hora já temos instalado um bom hábito.

Espero que esse insight compartilhado hoje ajude você a ser mais amoroso consigo mesmo e coloque o fazer num patamar bem acima do saber puramente racional. Sigamos juntos nesse caminho infinito rumo à plenitude do nosso ser…

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P.S. Breve podcast com reflexões a partir desse texto! Confira!

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A experiência da beleza tem de vir antes

Por Isaias Costa

“Se fosse ensinar a uma criança a beleza da música não começaria com partituras, notas e pautas. Ouviríamos juntos as melodias mais gostosas e lhe contaria sobre os instrumentos que fazem a música. Aí, encantada com a beleza da música, ela mesma me pediria que lhe ensinasse o mistério daquelas bolinhas pretas escritas sobre cinco linhas. Porque as bolinhas pretas e as cinco linhas são apenas ferramentas para a produção da beleza musical. A experiência da beleza tem de vir antes”.

Rubem Alves

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Nessas poucas palavras, o mestre Rubem Alves está nos contando um dos maiores segredos para uma Educação eficaz e de qualidade.

Ele mesmo vivia questionando em textos e entrevistas o porquê de a garotada ter que estudar dígrafos, palavras proparoxítonas, ou orações subordinadas substantivas subjetivas, se para escrever ninguém precisa disso de verdade! Ele até brincava que escrevia bem, mas nunca aprendeu essas coisas!

O mesmo pode ser levado para outras áreas e conhecimentos. Em Química, por exemplo, se você ficar estudando todas aquelas abstrações sobre reações, ou cadeias carbônicas, ou eletrólise, sem dar nenhum contexto, sem tornar tudo aquilo mais divertido e palatável, pouquíssimos serão os alunos que vão se interessar em aprender!

Eu mesmo, hoje em dia aprendi a gostar de Química porque passei a ler e conhecer muitas aplicações bem interessantes dos conhecimentos que adquirimos no ensino médio.

Na época da escola eu detestava Química, e hoje eu tenho noção de que parte disso tem a ver com as exigências de estudar pra fazer uma prova e tirar nota boa. Esse modelo de provas ainda precisa de tantos ajustes, de tantas melhorias, que nem trarei com mais detalhes nesse texto para que ele não fique gigantesco…

Quero me focar na palavra chave que o Rubem usou. BELEZA! Pouca gente conhece uma das raízes etimológicas mais incríveis dessa palavra, que diz: “beleza é o lugar onde Deus brilha”.

Percebe a profundidade desse significado? Deus brilha numa bela pintura, num nascer ou por do sol, nos pássaros que cantam e que fazem seus ninhos nos galhos das árvores, no sorriso de uma criança pequena, numa brincadeira de criança etc.

A beleza é o que pode nos instigar a ir além, a expandir nossos limites, a querer conhecer mais e melhor! Ele traz esse exemplo da música que considero formidável. É muito difícil se dedicar a aprender um instrumento se você antes não aprecia algum músico simplesmente perdendo a noção do tempo ao se integrar com o instrumento, entoando belos sons!

Quando estamos numa experiência como essa, nosso coração pode vibrar diferente, aí pode surgir o pensamento: “Uau! Um dia eu vou tocar no mínimo de um jeito parecido com essa pessoa”.

E o mais divertido é que existem belezas infinitas, levando pra música isso está ligado aos estilos musicais e também aos trocentos instrumentos diferentes que existem e podemos nos interessar!

Que esse breve texto lhe motive a buscar a beleza e encontrar tudo aquilo que reflete esse brilho de Deus! Dessa perspectiva, a vida se torna absolutamente encantadora…

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O amor não é uma troca, é um compartilhamento

Por Isaias Costa

“Um dos erros mais crassos que escuto em todos os lugares é que ‘o amor é troca’. Fico imaginando o amor diante de um absurdo balcão de negócios, como algum personagem canastrão anotando em um improvável livro-caixa todo amor que deu entrada e saída, como se fosse possível, ou mesmo saudável, a contabilidade do amor.

Seria como transformar em números o incomensurável; como se fosse possível descrever o invisível; como tornar pesado o que, para existir, precisa ser leve; como desmanchar o todo para virar nada. Amor é compartilhamento. É oferecer sem tributos ou contrapartida o que se tem de melhor; ou não será amor.

Qualquer interesse fora da felicidade que se possa transmitir ao outro contamina o amor que, em reação, desaparecerá. A recíproca também se aplica e o faz surgir, como por magia, quando oferecido na sua forma mais pura. Sem entrega incondicional não haverá amor; na falta de amor, ainda que haja festa, nenhuma felicidade existirá”.

Yoskhaz

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Essas são palavras simples, mas que infelizmente a grande maioria das pessoas ainda não coloca na prática da vida. É perfeita a comparação que o Yoskhaz faz com balcões de negócios. Talvez seja por isso que vemos um número cada vez maior de pessoas infelizes nos seus relacionamentos amorosos, sejam namoros ou casamentos. Neles não está havendo um verdadeiro compartilhamento, mas apenas trocas. Chega uma hora que a nossa alma, o nosso coração se cansa de viver uma mentira e grita através das crises e mais crises que acabam surgindo!

Tenho comentado nos textos mais recentes que existe uma escala de frequências que corresponde ao nosso estado interno e nosso comportamento diante do mundo e das pessoas. Ficar na troca apenas como se a outra pessoa fosse um objeto, um negócio, é um comportamento de baixíssima vibração, que se for citar, seria a frequência da barganha. Na barganha está contida a insegurança, a desconfiança, o medo e por aí vai.

Nós precisamos, através do autoconhecimento, nos trabalhar internamente para elevar nossa vibração e frequência. O amor verdadeiro está numa frequência bem mais alta. Primeiro nós temos o amor mais egoísta, que é vivenciado de uma forma restrita (cônjuge, amigos, família…). Mas já é um sentimento delicioso! Porém, podemos ir muito mais além. O amor incondicional, que o mestre Jesus e tantos outros mestres nos ensinaram e vivenciaram enquanto estiveram aqui, essa deve ser a nossa meta. Nessa escala de frequências o amor incondicional está na faixa de 540 hz, é uma frequência absolutamente transformadora para si mesmo e impacta em todos os redor, impacta toda uma sociedade!

O amor incondicional se estende para a natureza e todas as suas formas de vida, o reino mineral, os relacionamentos com pessoas difíceis, às ajudas aos mais necessitados, que na imensa maioria das vezes não têm condições de retribuir, às pessoas que se colocam como adversárias na nossa vida etc. Se ficarmos nessa ideia pequena de troca, jamais iremos experimentar essa grandiosidade!

Eu almejo viver numa sociedade na qual mais e mais pessoas elevem a sua frequência e vibração e assim possamos todos ser muito mais felizes. Mas se trata de uma escolha individual. Ninguém pode aprender a amar de uma forma forçada. Aliás, isso nem faz sentido! Porque amor não combina com força, combina com suavidade, leveza, serenidade…

Por um mundo no qual o amor seja vivido intensamente como um compartilhamento e deixemos as trocas apenas para as coisas do campo puramente material…

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Um novo olhar sobre o entretenimento

Por Isaias Costa

Esses dias me peguei refletindo sobre o verbo “entreter” e o que se deriva dele, o “entretenimento”. Que significa basicamente ter momentos de desopilar, ou se divertir.

Não sei se alguém já refletiu sobre esse verbo fazendo esse trocadilho, mas eu o achei super coerente. Perceba! ENTRE + TER. Ou seja, a gente se entretém quando está no intervalo do nosso trabalho, da nossa labuta diária. O que, se prestarmos mais atenção, pode ser visto como uma espécie de fuga, uma espécie de desconexão da realidade, do aqui e agora.

Eu amo as raízes das palavras. Entretenimento é sinônimo de diversão no dicionário. Veja só! Diversão em sua raiz significa “duas versões”. Tem tudo a ver com entreter. É como se uma versão de mim ficasse reservada para o trabalho e outra versão para a vida fora do trabalho.

Será que precisa realmente ser assim? Quero lhe levar a questionar isso! Há muitos anos eu venho conscientemente buscando trabalhar com o que eu amo, que é a EDUCAÇÃO. Minha vida como um todo está em contribuir pela educação com o máximo de pessoas que eu puder.

Mesmo quando busco algo pra me divertir, busco coisas que sejam inteligentes e que contribuam de alguma forma com o meu crescimento humano.

Por exemplo! Se no seu entretenimento você faz uma viagem de final de semana. Que tal visitar algum museu e conhecer mais a história daquela cidade? Ou então relaxar ficando mais em contato com a natureza? Isso é uma forma magnífica de transformar o entretenimento em algo significativo entende?

No meu caso, um dos meus entretenimentos é andar de bicicleta pelas ruas da minha cidade. Uau! Nesses momentos eu me desconecto dos estresses do dia a dia, tenho profundos insights muitas vezes e ainda melhoro meu condicionamento físico e minha saúde!

Leve essas reflexões para o seu contexto e se questione. Será que você está se entretendo apenas para se desconectar do seu personagem trabalho? Ou se entretem com algo que está além do mero ter?…

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