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Toda ação nobre é voluntária

Por Isaias Costa

“Nada é nobre se é feito a contragosto ou sob compulsão. Toda ação nobre é voluntária.”

Sêneca

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Sempre que eu falo ou escrevo sobre o voluntariado, a primeira coisa que me vem em mente é a etimologia incrível dessa palavra. Ela deriva de volutas, que significa “vontade”. Ou seja, as atitudes voluntárias por definição só são possíveis se de fato existe vontade nas pessoas que as executam!

Então o Sêneca associa vontade com a nobreza, ou seja, algo de grande valor! E ele inicia a frase dizendo que algo feito a contragosto ou sob compulsão não pode ser nobre! Analisando essa palavra contragosto eu me lembrei de uma belíssima parábola contada por Jesus na qual ele fala sobre dois filhos que foram chamados para trabalhar na vinha junto com seu pai. O pai chamou o primeiro e este disse: “Não quero”. Porém, se arrependeu e acabou indo. Depois o pai chamou o segundo filho e este prontamente respondeu “Sim, senhor!”, mas acabou não indo! Daí, ele faz o questionamento: “Qual dos dois fez a vontade do pai?”.

Essa parábola traz um simbolismo belíssimo de que não importa tanto o que se diz, mas acima de tudo o que se FAZ, ou seja, as AÇÕES. Até porque muitas vezes, nós no calor dos momentos de raiva, impaciência, cansaço, tristeza etc. dizemos coisas que pouco depois nos fazem arrepender de termos dito. É muito fácil nos perdermos nas nossas palavras, agora quando se trata das ações a coisa é mais profunda!

São as ações que vão criando a nossa realidade e nosso destino. Então precisamos nos pautar numa ética profunda para que nossas ações reflitam o melhor que há em nós!

A segunda palavra que Sêneca traz é a compulsão, ou seja, tudo aquilo que se torna de certa forma viciante em nós. E o interessante é que às vezes temos atitudes viciantes que são vistas como positivas para a maioria das pessoas, sendo que na realidade não são. Por exemplo: você é uma pessoa que se mata de trabalhar para dar um boa condição material para a família, mas em decorrência disso não tem tempo de estar com os filhos ou com a esposa ou marido. Deixa de viver momentos preciosos ao lado deles para conseguir arcar com os custos do padrão de vida que foi estabelecido.

Esse é um exemplo clássico das pessoas que são chamadas de workaholics. Muitas delas são vistas como heróis ou heroínas pela sociedade, mas internamente quase sempre elas se sentem um fracasso nos outros setores da vida que não o profissional e financeiro.

As ações nobres segundo o Sêneca são aquelas que vêm do voluntariado. Eu faço porque quero e porque sei que é o melhor a ser feito. Para se conseguir isso é preciso acima de tudo um investimento constante e ininterrupto no autoconhecimento. No exemplo que dei sobre os workaholics, essas pessoas negligenciam vários setores importantíssimos da vida como saúde do corpo, família, amigos, lazer, espiritualidade etc. Isso está longe de ser o espírito do voluntariado proposto por Sêneca entende? Então não há nobreza em negligenciar tantas coisas que são vitais para nós…

Quero concluir esse texto relembrando um conceito belíssimo de ética que o Prof. Mario Sergio Cortella sempre traz em suas palestras e livros. Em tudo que formos fazer, precisamos nos basear em três perguntinhas básicas: “Quero? Posso? Devo?”. As ações voluntarias obrigatoriamente devem ter SIM para as três perguntas. Quero? SIM. Posso? SIM. Devo? SIM.

O Cortella costuma dizer que tem coisas que quero, posso, mas não devo. Outras eu devo, quero, mas não posso… e por aí vai! Se gera conflitos internos, então o melhor é não fazer.

Parece simples, mas na realidade esse é um exercício bastante exigente e como falei, requer um mergulho constante no autoconhecimento.

Vamos juntos nos esforçar para ter ações nobres? Ações pautadas numa vontade inabalável? Esse é o caminho para se alcançar maior plenitude na vida…

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As palavras só tem sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor

Por Isaias Costa

“As palavras só tem sentido se nos ajudam a ver o mundo melhor. Aprendemos palavras para melhorar os olhos. Há muitas pessoas de visão perfeita que nada veem… O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Quando a gente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo e o mundo aparece refletido dentro da gente. São as crianças que, sem falar, nos ensinam as razões para viver. Elas não têm saberes a transmitir. No entanto, elas sabem o essencial da vida. Quem não muda sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança, jamais será sábio.”

Rubem Alves

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Tornar-se sábio, esse é o movimento de entrar no reino dos céus, como já dizia o mestre Jesus Cristo: “Aquele que não for como uma criança não entrará no reino dos céus”. Lembrando que não se trata de um lugar físico, mas sim de um estado de consciência interior, no qual vemos a imensa beleza contida no momento presente, no aqui e agora!

É muito interessante quando ele comenta sobre a visão física. Muitas pessoas enxergam perfeitamente, mas têm dificuldade de ver as belezas simples do cotidiano. Não conseguem desenvolver esses “olhos de ver” que as crianças têm!

Inclusive, relendo essas belas palavras do Rubem Alves eu me lembrei de uma frase famosa do grande pintor Pablo Picasso na qual ele diz: “Há pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas há aquelas que fazem de uma simples mancha amarela o próprio sol”.

Percebe como tudo é uma questão de perspectiva? Eu quero cada vez mais desenvolver em mim essa arte de transformar um rabisco amarelo redondo no próprio sol! Isso é sabedoria. Isso é saborear o melhor da vida!

Muita gente não sabe, mas a raiz da palavra sabedoria é a mesma de sabor. Ou seja, as pessoas sábias são aquelas que saboreiam a vida. E detalhe! Só é possível saborear a vida no momento presente. Como seria possível saborear algo que só virá na semana que vem, no mês que vem ou no ano que vem? Percebe como não faz o menor sentido?

E sabe de outra coisa legal? Quando estamos saboreando uma comida, seja ela qual for, normalmente fechamos os olhos para nos integrarmos ainda mais à sensação deliciosa da comida nas papilas gustativas. E além disso, vem o ponto principal que quero comentar com você. Nós ficamos em silêncio! Porque nessa hora as palavras só iriam atrapalhar a experiência de saborear o alimento.

Voltando ao Rubem Alves… as palavras só têm sentido se forem para ver o mundo melhor. E as crianças têm esse poder de ver um mundo melhor! Quando perguntamos a qualquer criança como elas veem a vida ou o que gostariam que melhorasse no mundo, elas são praticamente unânimes em dizer que a vida é para nos divertirmos e para estarmos perto das pessoas que amamos. E a resposta para o desejo de um mundo melhor quase sempre está relacionado com os adultos trabalharem menos, serem mais presentes nas suas vidas, que brinquem mais, que sorriam mais, que tirem tanto o peso autoimposto nas costas…

Será que você ainda duvida da sabedoria inerente que existe nas crianças? Nessas poucas palavras eu trouxe verdades que nós como adultos e com o nosso cabeção extremamente intelectualizado, transformamos em livros de 400 págs ou em teses de doutorado. Pra quê hein? Será que precisa de tudo isso? Fica a reflexão…

Que a gente desenvolva cada vez mais esse olhar de criança para nos conectarmos com o que há de mais belo na vida, o momento presente…

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Só podemos amar as pessoas que se parecem com o céu

Por Isaias Costa

“É isto que amamos nos outros: o lugar vazio que eles abrem para que ali cresçam as nossas fantasias. Buscamos, no outro, não a sabedoria do conselho, mas o silêncio da escuta; não a solidez do músculo, mas o colo que acolhe.

Como seria bom se as outras pessoas fossem vazias como o céu, e não tão cheias de palavras, de ordens, de certezas. Só podemos amar as pessoas que se parecem com o céu, onde podemos fazer voar nossas fantasias como se fossem pipas”.

Rubem Alves

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O Rubem Alves era perfeito em suas metáforas! Ao reler essas belíssimas palavras, eu lembrei de uma brincadeira que toda criança adora (e claro que alguns adultos que não deixaram sua criança interior morrer também adoram), que é ver desenhos nas nuvens.

Lembro que eu brincava junto com meus irmãos e primos quando crianças. Nós deitávamos na grama onde tinha sombra e ficávamos um tempão olhando as nuvens e dizendo o que cada um achava dos desenhos formados…

O Rubem dizia: “Só podemos amar as pessoas que se parecem com o céu”. O céu permite que as nossas fantasias ganhem voz e não fica nos recriminando, muito menos dizendo o que é o certo e o que é o errado!

Já pensou como perderia toda a graça se ao brincar de ver desenhos em nuvens, alguém na brincadeira dissesse: “Tá louco! Não existe isso que você está vendo. A única coisa que tem nessa nuvem é o que eu vejo…”. Pronto! Com essa atitude arrogante acabou qualquer tentativa de curtir o momento.

Na vida, infelizmente vemos aos milhares pessoas com essa postura arrogante, cheias de certezas, e por isso mesmo, infelizes! Quanto mais o tempo passa, mais eu percebo a felicidade gigantesca que se encontra na dúvida, no não saber! Lembra a máxima do mestre Sócrates? “Só sei que nada sei”. Na sua época, as pessoas eram unânimes em dizer que ele era uma pessoa feliz, uma pessoa realizada e sábia! Muitas podiam até mesmo não gostar dele, mas não conseguiam abrir a boca pra dizer que ele era infeliz!

Que tal aprendermos com as sabedorias do Rubem Alves e do filósofo da antiguidade Sócrates?

Antes de escrever esse texto eu até pesquisei a etimologia da palavra FANTASIA, que é maravilhosa. Ela vem do grego phos (luz) e do verbo phainein (fazer aparecer). Ou seja, é a nossa luz que se faz aparecer a partir da nossa alegria, nossa verdade, nossa transparência.

Vamos deixar a nossa luz aparecer? Isso é ser simples e sábio. A nossa luz aparece a partir da abertura do nosso ser. E a abertura para a vida vem dessa postura silenciosa, acolhedora, receptiva. Quanto menos falarmos e mais ouvirmos, aí sim estaremos realmente sendo acolhedores e receptivos, e assim daremos abertura para fazer brotar, fazer aparecer a nossa luz, nossa fantasia! Não é incrível tudo isso?

Que essas poucas palavras tenham lhe trazido boas reflexões! Sigamos juntos sempre deixando viva em nós essa dimensão da fantasia…

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Não precisamos seguir pelo caminho mais difícil

Por Isaias Costa

“Poderias desfrutar agora mesmo todas as coisas que estás suplicando para alcançar tomando o longo desvio — se parasses de te privar delas.”

Marco Aurélio

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Essas belas palavras do imperador da antiguidade Marco Aurélio podem parecer meio obscuras e complicadas de entender num primeiro momento, mas nesse breve texto quero fazer um paralelo incrível que fará você entender muito facilmente a proposta dele.

O Marco Aurélio está querendo nos dizer que para quase tudo na vida nós gastamos uma energia e tempo muito maiores do que seria o ideal. O longo desvio é isso e o desfrutar é exatamente tudo o que está diante de nós agora mesmo e não nos damos conta.

Você talvez já esteja cansado de ler e ouvir as pessoas falarem que só existe o aqui e agora não é mesmo? Mas essa é uma verdade incontestável. O passado é só memória, que tem sua importância apenas como aprendizado, como uma referência daquilo que deu certo ou não. E o futuro é pura projeção, é pura expectativa. Não sabemos se o amanhã vai chegar! O máximo que podemos fazer é cuidar bem do nosso hoje, porque dessa forma ficará mais fácil construir um bom amanhã entende?

Sem mais delongas. Quero compartilhar com você um insight bem bacana que me veio ao ler essas palavras do Marco Aurélio. Já contei muitas vezes por aqui que eu fiz faculdade de Física e adoro quando consigo traçar bons paralelos entre ela e o autoconhecimento.

Um assunto bastante estudado por todos nós na escola é a tal conservação da energia. Ela explica que nos sistemas conservativos, ou seja, aquelas no qual não há dissipação de calor, a energia se conserva e há nos processos a conversão de um tipo de energia em outro.

Um dos conceitos mais importantes é o de trabalho, que por definição é o produto de uma força por um deslocamento de um determinado objeto.

W = F.d

Quando tratamos de objetos que serão levantados, sabemos que existe a força da gravidade que puxa tudo pra baixo. Ela é chamada de força peso, sendo o produto da massa pela aceleração da gravidade. E o deslocamento é dado simplesmente pela altura a que se coloca tal objeto. Dessa forma o trabalho da força peso é dado por:

W = m.g.h

O produto da massa pela aceleração da gravidade e pela altura. E o resultado é dado em Joule (J), unidade física de energia.

Mas o melhor de tudo é o que vou dizer agora! O trabalho da força peso INDEPENDE do deslocamento para os lados. Ou seja, eu posso simplesmente levantar um objeto verticalmente ou posso fazer zilhões de piruetas com ele, o trabalho da força peso será sempre o mesmo, pois só depende da altura!

Fazendo um paralelo com as palavras do Marco Aurélio é isso. Nós gastamos uma energia absurda desnecessariamente. Inclusive pela Física realmente é assim. Há o trabalho da força peso, mas ele é absolutamente diferente do trabalho que vem da força muscular que exercitamos.

Digamos que quero levar uma caixa do primeiro para o segundo andar de um prédio. Eu posso pegar um elevador e deixar a caixa no piso do elevador. Eu posso subir as escadas com essa caixa. E se houver aquelas rampas inclinadas, eu darei uma volta bem grande e chegarei no andar de cima.

Teve alguma diferença no trabalho da força peso? NÃO. Nenhum! Porém, o maior gasto de energia é subindo pela rampa. Eu poderia simplesmente pegar o elevador! Mas nós somos peritos em complicar as coisas! Acredito que agora com essa comparação, vai ficar bem mais fácil entender as palavras do Marco Aurélio.

“Poderias desfrutar agora mesmo todas as coisas que estás suplicando para alcançar tomando o longo desvio — se parasses de te privar delas.”

Marco Aurélio

Nesse exemplo que eu dei é como se eu dissesse para mim mesmo: “Eu não mereço subir pelo elevador! Quem sou eu para seguir por esse caminho tão fácil? Prefiro ir pelo mais difícil…”.

What?? A vida pode ser muito mais simples se nos sentirmos merecedores de que tudo aconteça na nossa vida de forma simples. Inclusive há um decreto muito bonito das formações em barra de acess que me utilizo todos os dias e faço questão de compartilhar com você: “Tudo vem a mim com facilidade, alegria e glória”. Repita esse decreto inúmeras vezes todos os dias e você estará pouco a pouco trabalhando seu interior para não dificultar as coisas e não atravancar os seus caminhos!

Torço para que você aplique essa sabedoria simples e incrível do Marco Aurélio na sua vida. Você só terá ganhos com isso…

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Precisamos aprender a ser filtros e não esponjas

Por Isaias Costa

“Você não precisa absorver a negatividade das pessoas ao seu redor. Você não precisa participar das confusões alheias. As pessoas são como são e as escolhas delas são delas. Aprenda a ser filtro e não esponja.”

Juliana Nishiyama

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Estamos vivendo tempos muito difíceis. Uma pandemia que já se estende por mais de 2 anos, que finalmente está começando a ser controlada com eficiência. Porém, devido à guerra entre a Rússia e a Ucrânia, o mundo todo vem sofrendo os impactos terríveis, acima de tudo na economia. Há décadas o Brasil não vive uma inflação tão exorbitante e a cada dia os preços de tudo estão cada vez maiores.

Uma consequência natural de tudo isso é a diminuição do poder de compra da população, aumento da pobreza e miséria, aumento do desemprego, diminuição da esperança, aumento de doenças, de transtornos físicos, mentais, emocionais, espirituais etc. etc.

Tudo isso e muito mais está acontecendo e não podemos simplesmente fechar os olhos e fingir que não está. Isso não resolve nada, pelo contrário, só agrava o problema!

Nesse texto eu quero voltar a insistir na busca incessante pelo autoconhecimento e na busca acima de tudo por escolhas melhores em amplo sentido. Escolher melhor o que vamos comer e beber, para que dessa forma evitemos adoecer e enriquecer ainda mais a criminosa indústria farmacêutica. Escolher melhor o que assistimos, para assim não perdermos a esperança de dias melhores. A mídia aberta é toda programada para despertar o pior em nós, ela só alimenta o medo, para assim lucrar com isso! Se tem algo profundamente lucrativo é encher as pessoas de medo…

Precisamos escolher melhor o que ouvir. Existem tantos podcasts maravilhosos e tantos canais excelentes no Youtube. Só não os acessa quem realmente não tem essa abertura para fazer boas pesquisas. A cada dia eu aprendo mais e mais conteúdos edificantes e transformadores porque eu faço questão de só ouvir o que me faz bem e me engrandece. Busque fazer o mesmo!

Também podemos escolher melhor o vamos ler. Milhões de pessoas perdem um tempão lendo fofocas sobre os famosos, sobre o Big Brother, qual o horóscopo para essa semana e por aí vai. Uma pergunta que sempre precisamos ter em mente é: “Essa leitura vai agregar valor na minha vida?” ou no mínimo: “Essa leitura vai me levar a pensar diferente, ou vai estimular a minha criatividade?”. Fiz esse segundo questionamento porque existem zilhões de livros de literatura que nos ajudam a ser mais criativos através das suas estórias mega instigantes! A leitura tem um poder gigantesco de fazer a nossa vida ter um brilho maior. Pode ter certeza disso!…

Precisamos escolher melhor como utilizar o nosso tempo livre. Que tal fazer alguma atividade física? Que tal tomar um banho de sol de pelo menos uns 15 min? Que tal passar um tempo em contato com a natureza, abraçar uma árvore, pisar a grama, sentir a terra nos pés? Que tal conversar com os amigos queridos e se divertir um pouco?

Sabia que fazer isso é ser um filtro? Sim! Porque ao fazermos melhores escolhas, estamos jogando fora um montão de outras escolhas que seriam somente tranqueiras nas nossas vidas!

Esse breve texto é só um lembrete daquilo que compartilho praticamente todas as semanas! Escolhas melhores podem pouco a pouco nos transformar em seres humanos melhores. Busque lembrar disso todos os dias ok?…

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Os três tipos de pessoas num caixa de supermercado

Por Isaias Costa

Eu tive contato com uma metáfora interessantíssima que falava sobre termos equilíbrio nos nossos caminhos e projetos. Essa metáfora foi escrita por Seth Godin no seu livro intitulado “O melhor do mundo: saiba quando insistir e quando desistir”, que ainda não li, mas pretendo ler em breve.

Nessa metáfora, ele diz que existem três tipos de pessoas que fazem compras num supermercado. As primeiras são as que vão para uma fila curta, mas nunca olham pras outras que muitas vezes podem até ser mais longas, mas estão fluindo com muito mais rapidez e ela poderia mudar de fila se quisesse.

O segundo tipo são aquelas impacientes, que não aguentam esperar nem dois minutos e já mudam pra outra fila, e se essa está demorando, vai pra outra e pra outra. Elas ficam como uma “barata tonta” como se diz popularmente.

Por último tem aquelas que entram numa fila e esperam com paciência, porém com atenção se ela não está demorando demais. Daí elas concluem que se a fila está demorando demais, só mudam uma vez para uma que esteja fluindo mais rápido.

Essa metáfora é simplesmente perfeita! As primeiras são as pessoas teimosas, turronas, que nunca dão o braço a torcer nos seus caminhos e projetos. Mesmo que todas as variáveis estejam indicando que esse caminho é inviável, a pessoa permanece nele indefinidamente. Muitas vezes essas pessoas só mudam o seu caminho depois de um grave adoecimento seja ele físico, ou mental e emocional.

Nesse ponto, vale frisar a diferença sutil, mas muito importante que existe entre teimosia e persistência. Teimosia é continuar mesmo sofrendo, mesmo sabendo que esse caminho não vai lhe levar ao sucesso e a plenitude como você tanto gostaria. Já a persistência é saber que muitas vezes o caminho é sofrido mesmo, tem muitos espinhos, mas você faz com todo amor, de coração, e sabe que ele está fazendo diferença na vida de outras pessoas, mesmo que não sejam muitas. Eu até escrevi um texto com mais detalhes sobre essa temática, se você quiser lê-lo, fique à vontade, segui o link [aqui].

O segundo tipo são as pessoas instáveis, volúveis, que começam um monte de projetos, mas não seguem perseverantes neles. São aquelas pessoas que eu costumo dizer que têm muita iniciativa, mas pouca acabativa. Pode ser algo extremamente frustrante você começar um monte de projetos e não dar prosseguimento a eles. Inclusive numa visão psicológica, existem muitas explicações interessantes sobre esse comportamento. Um deles, por exemplo, é o medo do sucesso sabia disso? A pessoa se sabota depois de um tempo, porque inconscientemente ela vai se dando conta de que aquele projeto pode dar tão certo de um jeito que a sua vida vai dar uma reviravolta. As responsabilidades vão aumentar imensamente e a pessoa, por medo, fica se achando incapaz de seguir em frente com aquele projeto, daí se sabota, ou encerrando, ou sendo negligente, ou procrastinando demais e por aí vai.

Existem zilhões de outras possibilidades e configurações para as pessoas desse segundo tipo. Talvez em textos futuros eu traga pra cá um pouco mais sobre isso!

Já a terceira possibilidade é a mais próxima do ideal possível. Ela traz o famoso “caminho do meio”, sem exageros de nenhuma natureza, sem os extremos da teimosia nem da volubilidade. São as pessoas que seguem nos seus projetos, mas que percebem que se estão quebrando a cabeça demais com eles, ou elas mudam o trajeto, ou fazem uma série de ajustes para que as coisas fluam e funcionem melhor.

Assim elas vão sempre se aprimorando, e o sentimento de realização, de alegria, de pertencimento, de reconhecimento etc. tudo isso está presente.

É maravilhoso quando você está vivendo nessa harmonia, sendo como a água, como nos dizia brilhantemente o Bruce Lee. Essas pessoas são as mais flexíveis, que diante das dificuldades, das pedras no caminho, fazem o contorno dessas pedras e seguem adiante.

Que tal a gente se esforçar para fazer parte desse grupo hein? Vale a pena demais! É como eu sempre digo e repito por aqui. O caminho do meio sempre é a melhor opção!

Espero que essas reflexões tenham agregado valor na sua vida tanto como gerou na minha quando eu conheci essa bela metáfora…

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P.S. Breve podcast com reflexões a partir desse texto. Nele trouxe alguns exemplos do dia a dia bem interessantes. Confira!

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Todas as nossas ações geram impacto

Por Isaias Costa

“Estamos todos ligados. Seja em que dimensão for, somos todos responsáveis uns pelos outros e essa é a primeira premissa para se descobrir a divindade que há em nós. Temos todos o mesmo dever, ser felizes e inspirar através dessa felicidade. Temos todos a mesma capacidade, mudar. Temos todos o mesmo poder, amar. E todas as nossas ações, independentemente da energia com que são feitas, vão gerar tomadas de consciência, vão semear a mudança e vão seguramente brotar de muitos corações autênticas centelhas de compaixão e amor. Nada do que possamos fazer é indiferente e tudo o que temos feito até hoje, queiramos ou não, tem tido um enorme impacto em nós, naqueles que nos rodeiam e no todo onde todos habitamos. Sejamos responsáveis. Sejamos divinos.”

Gustavo Santos

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Achei maravilhosas as palavras do Gustavo Santos e resolvi compartilhá-las com você que me lê agora, principalmente como uma forma de lhe motivar a tomar ações mais conscientes e que gerem o bem para o maior número de seres, e quando falo seres, saiba que vai muito além dos seres humanos, estão incluídos os animais, as plantas, as florestas, os mares, os minerais etc. etc.

Todas as nossas ações geram impacto. Essa é uma verdade incontestável, ela inclusive carrega uma compreensão espiritual gigantesca. Nosso planeta e o universo inteiro são regidos por leis, e uma das leis mais implacáveis é a lei da atração. Nós atraímos aquilo que vibramos no nosso interior. Se carregamos uma série de medos, de inseguranças, de raivas, de melancolias, de apatias e por aí vai… nosso mundo externo vai só reverberar essa baixa vibração.

Da mesma forma, se internamente vibração amor, compaixão, empatia, compreensão, tolerância, serenidade etc. Nosso mundo também se refletirá de acordo com essa alta vibração. Tudo são escolhas e caminhos.

Agora de todo jeito, seja com sentimentos e ações elevadas, seja com sentimentos e ações mais grosseiras, sempre causamos impacto na vida das outras pessoas e vice versa, também somos impactados pelo que as outras pessoas emanam para nós. Mas lembra que eu comentei sobre a lei da atração? Tudo vai acontecendo como uma bola de neve que pode se transformar numa avalanche, que pode ser de ódio, rancor, mágoas, ressentimentos, tristezas, como também pode ser uma avalanche de amor, alegria, empatia, paz, contentamento.

Para um número gigantesco de pessoas parece tão fantasioso que podemos ter uma avalanche de alegria e amor que elas pensam que essa é a síndrome da “Alice no país das maravilhas”. Eu entendo demais quem pensa assim, porque eu mesmo já estive nesse lugar. Quando nossa vida está um caos, seja pelo marasmo, seja por causa das reviravoltas, das crises e tudo mais… nós ficamos meio cegos para as possibilidades infinitas que a vida nos proporciona para sermos felizes. E se não tomamos cuidado, vamos nos enfiando num buraco sem fundo até chegar no famoso “fundo do poço”.

Mas sabe de uma coisa legal? Até mesmo o “fundo do poço” é recheado de oportunidades de crescimento, de evolução, melhoria, aperfeiçoamento. Eu também já estive nesse lugar chamado “fundo do poço” e ele foi crucial para que eu mudasse o rumo da minha vida e fizesse o que faço hoje. Você jamais estaria lendo esse texto agora se eu não tivesse vivenciado esse caos imenso.

É muito bonito quando a gente percebe que ao se abrir pro novo, para compreender as coisas de uma outra maneira, simplesmente muitos “mestres” começam a surgir e nos mostrar esse novo universo de possiblidades. É mais uma vez desse impacto que estou falando! O que lemos, o que ouvimos, os lugares para onde vamos, as pessoas que vão surgindo, as oportunidades que vão aparecendo, tudo gera impacto, tudo! Que tal a gente escolher o que gere cada vez mais impacto positivo? Assim nossa vida será uma escalada sem fim para cada vez mais amor, alegria, compaixão, paz, contentamento etc.

Com esse breve texto não estou trazendo nenhuma novidade, estou apenas lhe relembrando que você tem poder, e esse poder está dentro de você. Tendo discernimento, buscando se conectar com a espiritualidade, seja de que vertente for, você será direcionado para cada vez vivenciar coisas maiores e melhores, assim podendo impactar positivamente muitas outras pessoas. Isso é o que mais desejo a cada um que entre em contato comigo de alguma maneira, até mesmo por aqui, virtualmente pelos textos do blog!

Sigamos juntos, escolhendo o amor e a felicidade sempre e cada vez mais…

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Saber não é meio caminho andado, e sim o fazer

Por Isaias Costa

Nesses dias estava assistindo a uma live com o empresário Flavio Passos e a nutricionista Roberta Carbonari e uma fala dela me fez refletir imensamente. Ela sempre comenta com os seus clientes que o saber não é meio caminho andado, e sim o fazer. A outra metade do caminho está no perseverar, na manutenção daquilo que você sabe que faz bem e traz melhoria de vida.

Uau! Isso se aplica nas mais diversas áreas da vida. Vou nesse breve texto trazer apenas alguns exemplos. Quero começar com o que faz parte do meu dia a dia, o ensino. Se você apenas estuda um conteúdo, seja ele qual for, você não pode afirmar que já aprendeu aquele conteúdo até que o ensine pra outra pessoa de uma maneira simples e compreensível.

Detalhe! Com esse exemplo não estou querendo dizer que você precisa se tornar um professor ou professora ok? É simplesmente expressar o que se aprendeu com outra pessoa. Pode ser simplesmente uma conversa com um amigo ou um grupo de amigos. O exemplo da nutrição, que é a área da Roberta, é ótimo. Você passa a introduzir novos hábitos na vida e está sentindo os benefícios disso. Você de fato aprendeu esses novos hábitos se mesmo que ao seu redor outras pessoas queiram te “botar pra trás” como se diz popularmente, ainda assim, você se mantém firme e forte nos seus ideais. Dessa forma você pode inclusive se tornar um exemplo, uma pessoa que ensina pelo que faz e não pelo que fala, o que é absurdamente mais convincente…

Outro exemplo é a escolha por não se deixar levar pela negatividade ou pelo vitimismo, que infelizmente são extremamente comuns. Não adianta nada você saber o quanto isso é prejudicial em amplo sentido se no dia a dia não fizer um movimento consciente de agir de uma outra forma, com mais protagonismo e autorresponsabilidade. O ideal é sempre que se perceber entrando nessa vibe negativa dizer a isso mesmo: “Opa! Isaias! O que é isso hein? Está nessa vibe por quê? Vamos sair disso agora mesmo?”. E traz pra si algo que impulsione no sentido da positividade, da maturidade emocional. Caminhos para isso existem aos montes: meditação, boas leituras, fazer alguma atividade física, contemplar a natureza etc.

É muito fácil a gente compreender o quanto o mero saber não nos dá sustentação. Se você conversar com as pessoas você vai perceber elas dizendo: “Eu sei que preciso ser mais paciente, mais tolerante”, “Eu sei que preciso parar de me irritar a toda hora”, “Eu sei que preciso mudar de emprego”, “Eu sei que preciso me impor mais”, “Eu sei que preciso fazer alguma atividade física”, “Eu sei que preciso dormir um pouco mais cedo”, “Eu sei que preciso me desconectar mais do Instagram”, “Eu sei que preciso me alimentar de forma mais natural”

Se as pessoas sabem de tudo isso, então por que não colocam em prática? Exatamente porque o saber é uma fração muito pequena do todo. Depois de ouvir a Roberta, eu mudei minha perspectiva e penso que o saber seja algo em torno de um 10% apenas sabia? Os outros 40% é exatamente o poder de decisão, de vontade, que nos leva à ação. E os outros 50% está na perseverança, palavra que amo de paixão e não canso de repetir o seu significado, significa “por ser verdadeiro”.

Quando nós percebemos o quanto estamos melhores depois de mudar alguns hábitos, não queremos mais voltar atrás. Só pensamos no “pra frente”, ser melhor e melhor a cada dia. Aí pronto! Nessa hora já temos instalado um bom hábito.

Espero que esse insight compartilhado hoje ajude você a ser mais amoroso consigo mesmo e coloque o fazer num patamar bem acima do saber puramente racional. Sigamos juntos nesse caminho infinito rumo à plenitude do nosso ser…

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P.S. Breve podcast com reflexões a partir desse texto! Confira!

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Nós somos o que fazemos repetidamente

Por Isaias Costa

“O hábito e a aptidão são confirmados e se desenvolvem em suas ações correspondentes; andar por andar e correr por correr […] Portanto, se queres fazer alguma coisa, transforma-a num hábito. Se não queres fazer tal coisa, não o faças, mas adquire algum outro hábito em vez disso. O mesmo princípio está em funcionamento em nosso estado mental. Quando ficas irritado, não estás apenas experimentando esse mal, mas também reforçando um mau hábito, acrescentando combustível ao fogo.”

Epicteto

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Construir bons hábitos é uma das melhores coisas que podemos fazer na nossa vida. Você certamente já ouviu inúmeras vezes que todo hábito se constrói por repetição não é mesmo? E talvez até já tenha lido ou ouvido falar que precisamos de no mínimo 21 dias seguidos para consolidar um novo hábito! Quero já de início fazer uma ressalva. As coisas não são tão preto no branco assim como aparenta viu?

Dependendo da nossa força interior e determinação, às vezes precisamos de menos de 21 dias para construir um novo hábito, da mesma forma que algumas coisas às vezes estão tão enraizadas de um jeito que 21 dias não é o suficiente. Mas independentemente do número de dias, é um fato o que diz a frase do grande Aristóteles e que intitula esse texto: “Nós somos o que fazemos repetidamente”.

Ele nos deixou esse registro há 2300 anos, porque será que até hoje a maioria de nós não utiliza essa sabedoria a nosso favor? Cada vez mais eu venho constatando na minha própria vida e caminhada algo que talvez incentive, traga um pouco de motivação pelo menos para alguns que lerem esse texto. Se chama “bem estar”.

“Bem estar” o próprio nome já diz, é estar bem no aqui e agora, vivendo plenamente o momento presente.

Vou trazer um exemplo bem caricato pra que você entenda a minha linha de raciocínio. Infelizmente, é um consenso na nossa sociedade que tomar bebidas alcoólicas é algo lícito, absolutamente permitido, desde que depois de beber você não dirija, obviamente! Por inúmeras razões que não conseguiria trazer aqui, por serem quase infinitas, as pessoas bebem, muitas se embriagam, perdem total a noção e até mesmo a consciência, e sem perceber direito estão se tornando alcoólatras.

O prazer que é proporcionado pelas bebidas existe, claro! Senão não haveria tanta gente bebendo não é? Porém, existem “n” maneiras de alcançar um prazer físico semelhante ao proporcionado pelas bebidas e, detalhe ok? Na realidade é possível atingir prazeres absurdamente maiores sem elas!…

É aqui que quero chegar! Podemos construir novos hábitos em cima dos velhos que não estejam nos fazendo bem entende? Com esse exemplo, quero deixar bem claro que não estou dizendo para você parar de beber! Estou dizendo apenas que tome cuidado para que isso não se torne um vício, porque uma vez o vício instalado, fica mais difícil se libertar!

Eu não gosto de bebidas alcoólicas. O máximo que tomo é aqui acolá uma taça de vinho ou de champanhe, pois sinto prazeres físicos muito maiores e melhores sem elas. Por exemplo, eu amo ouvir boas músicas, amo conversar e estar 100% presente para ouvir quem está comigo, amo fazer atividades físicas, amo dedicar momentos a contemplar a natureza, caminhar na beira da praia ou ir para lugares mais arborizados e naturais etc.

Esses bons hábitos me conectam com a minha essência e me fazem não ter o menor desejo por bebidas alcoólicas.

Esses hábitos foram construídos ao longo de muitos anos, não foi algo do dia pra noite. Quero inclusive pontuar as atividades físicas. Elas liberam tantos hormônios do prazer e bem estar que acabam se tornando uma espécie de “vício bom” sabia?

Quando passo uns 2 dias sem correr ou jogar basquete, que são os meus esportes favoritos. Me dá um “comichão” como se diz popularmente! Eu fico numa inquietação para correr e me movimentar. Isso é maravilhoso! Percebe como isso é uma questão de hábito? Eu sempre reservo um tempinho do meu dia para isso. E como consequência, a cada dia a minha saúde está melhor!

O Epicteto traz o exemplo da raiva. Se ficamos com raiva dia após dia, esse se torna nosso padrão. Vamos nos tornando pessoas ranzinzas. Que tal em vez de raiva alimentarmos a gratidão? Já escrevi inúmeras vezes por aqui que a gratidão é um dos sentimentos mais elevados que podemos desenvolver.

Já começar o dia agradecendo por estar vivo, por ter tido uma boa noite de sono, por ter uma cama confortável para dormir, por ter uma casa para morar, por ter sempre a possibilidade de se alimentar, por ter um trabalho, por ter uma família, por ter bons amigos etc. etc. Só o que não falta são motivos para agradecer. Dessa forma vamos construindo mais esse excelente hábito!

Vamos juntos construir bons hábitos? E assim sermos uma melhor versão da gente mesmo a cada novo dia?…

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P.S. Podcast com breves reflexões a partir desse texto. Nele eu trouxe muitas outras ideias interessantes. Confira!

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A vontade divina e a vontade carnal

Por Isaias Costa

“Eu desejo desejar menos. Para encontrar a paz e a realização no que é essencial. Para apreciar a beleza das cores que me envolvem. Nosso espírito está constantemente a nos proteger de alcançar coisas que não são úteis ao nosso progresso e que obscurecem a essência. Um grande desafio desta experiência terrena é despertar a Vontade e, ao mesmo tempo, acalmar o ímpeto dos desejos. A Vontade emana da nossa centelha divina, da luz que clareia os passos. Ela purifica os desejos incessantes até que eles se harmonizem com a nossa busca pelo que é Eterno.

A Vontade é a força enérgica da alma e nos conduz à libertação. Os desejos, quando não são inspirados pela Vontade, nos aprisionam. Nos acostumamos a caminhar movidos pelos desejos, mas cada vez mais distantes das aspirações da alma. Às vezes, é preciso parar de procurar para encontrar o que realmente buscamos. É quando a divina Vontade prevalece e nos leva montanha acima, nutrindo-nos com paciência, sabedoria e constância. Abrimos espaço para criar inspirados pela luz radiante da consciência.”

Felipe Rocha

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Essas palavras do Felipe Rocha trazem de forma simples e didática a diferença entre as duas vontades, a divina e a carnal. Todos nós temos as duas, porém, infelizmente, a maioria de nós se deixa dominar pela vontade carnal, e assim não consegue sentir a plenitude que só pode ser alcançada através da vontade que vem da nossa alma, a vontade divina!

A mola propulsora da vontade carnal são os desejos materiais, que são os mais diversos, sejam por coisas, ou por prazeres efêmeros. Até que nos frustremos bastante e nos questionemos no mais profundo da nossa alma sobre as nossas escolhas, seguiremos achando que é só quando tiver “x” reais na conta bancária é que seremos plenamente felizes, ou depois de ter viajado pelo mundo afora, ou depois de ter atingido o máximo de status possível por conta do trabalho etc. etc.

Tudo isso são ilusões que só nos aprisionam na frequência do desejo puramente material. Mas o desejo não é algo de todo ruim, de forma alguma! Existe o desejo por buscar a si mesmo, o desejo pela espiritualidade, pela transcendência, que inevitavelmente nos conduz ao amor, a alegria, a paz, ao amor incondicional e por fim, depois de muita, muita caminhada, às altas frequências da iluminação, atingida pelas grandes seres de luz que se eternizaram como Jesus, Buda, Krishna, Lao Tse, Confúcio, Sócrates e por aí vai.

A mola propulsora da vontade divina é o amor, que faz com que vençamos todos os medos e saiamos de forma consciente da frequência do desejo puramente carnal. Mas ao escrever tudo isso, é bem possível que você que esteja lendo se pergunte: “Mas será que eu consigo acessar essas altas frequências? Me conectar com esse amor?”.

Sim! É claro que consegue, e o Felipe deu uma linda dica de como se consegue isso, são três os “ingredientes”: paciência, sabedoria e constância.

É muito verdade isso! Tomo por mim. Venho há muitos anos numa busca constante pelo autoconhecimento e a cada dia vejo em mim novas camadas que precisam ser trabalhadas, lapidadas, aprimoradas… Sempre haverá algo mais a ser visto e iluminado pela consciência! Sempre!

Aproveito até para replicar uma frase que muito me motiva diariamente e ouvi diversas vezes da querida Profa. Lucia Helena Galvão: “Sem pressa e sem pausa”.

Essa frase é perfeita, porque nós temos a eternidade pela frente num processo constante de evolução, porém, se ficarmos só “dormindo no ponto” como se diz popularmente, podemos desperdiçar toda uma encarnação. E essa é uma perda irreparável…

Mas se você caiu nesse texto e leu até aqui, fique tranquilo! Você certamente está caminhando. Ninguém cai nesse blog sem ter essa fagulha acesa dentro de si mesmo.

Portanto, espero que com essas palavras tenha ficado um pouco mais claro pra você a diferença entre as duas vontades, a divina e a carnal. E que a gente conscientemente se mova dia após dia cada vez mais pela vontade divina…

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P.S. Breve podcast com reflexões a partir desse texto. Nele eu li o texto do Felipe Rocha na íntegra! Ficou bem bacana. Segue o link abaixo…

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