Conta comigo

Por Isaias Costa

 De vez em quando eu gosto de fazer uma “sessão pipoca” com algum filme bem antigo, muitas vezes dos que assisti inúmeras vezes. Gosto muito de fazer isso e aconselho a todos, traz uma ótima sensação de bem estar reassistir a filmes que marcaram a sua vida de alguma forma.

O que vou recordar e comentar um pouco se chama “Conta comigo”. Um filme excelente, que já passou na “sessão da tarde” várias e várias vezes. Ele foi produzido em 1986 e baseado em um livro de um escritor mundialmente famoso chamado Stephen King, e o livro se chama “O corpo- o outono da inocência”. Nunca o li, mas posso afirmar que o filme é muito bom. Acredito que, provavelmente, você já assistiu, afinal, quem nunca viu a “sessão da tarde”?

Conta Comigo

Quando eu era criança e assistia a esse filme, sempre ficava “viajando na maionese” depois que terminava de assistir. Eu não entendia porque me identificava tanto com esse filme. Hoje em dia eu vejo que me parecia muito com o personagem principal dessa estória (Gordie). Este personagem é um garoto que adorava inventar estórias de suspense e terror, e escrevia as suas “maluquices” só porque gostava de fazer isso. Nem passava pela sua cabeça a ideia de um dia vir a ser um escritor. É aí que eu vejo como me parecia com ele. O Gordie é o mais introspectivo dos seus amigos. Ele era introspectivo porque, na sua mente, vinham milhares de pensamentos malucos o tempo todo. Eu era exatamente como ele na infância, acho que até mais introspectivo, (hoje em dia ainda continuo introspectivo, mas sou bem mais normal do que nesta época, rsrsrs!) Não se passava pela minha mente que um dia eu alimentaria o desejo de escrever e publicar meus escritos. Outra coisa que fazia era escrever em folhas soltas as ideias que tinha. Não sabia organizar nada, eram escritos totalmente sem nexo e clareza, frutos de uma imaturidade própria da infância. Tudo isso era uma preparação para algo que viria no futuro, a ideia de me tornar escritor.

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Outra coisa muito interessante desse filme que quero compartilhar aqui é sobre a questão do DESBRAVAMENTO. Essa palavra não é muito utilizada, mas é riquíssima. O desbravamento é o desejo de adentrar em territórios desconhecidos. O que é algo que vai diminuindo gradativamente com o passar dos anos. Eu acho incrível a relação do desbravamento com a infância. Eu lembro que, quando era criança, vivia a questão do desbravamento com uma intensidade muito grande. Coisas pequenas me faziam brilhar os olhos de alegria. O simples fato de pegar um ônibus e ir para um bairro diferente do meu era motivo suficiente para me achar um completo aventureiro. Sei que hoje sou adulto e já não consigo mais sentir as coisas com tanta intensidade, mas me esforço bastante para manter dentro de mim esse desejo do desbravamento e da visão de criança. Não estou falando da ingenuidade de uma criança, mas da visão, que é aquele desejo intenso de buscar o novo e se deliciar com a descoberta. No filme, os garotos até então, nunca haviam visto um corpo de alguém morto. Esse era um desejo intenso deles, e não sossegaram até conseguir encontrar o corpo. Essa estória rendeu grandes aventuras, grandes lembranças, grandes momentos de amizade, e rendeu ao personagem principal um livro que seria publicado na sua vida adulta como escritor.

Olha! Venham ver! O corpo está ali!!

Olha! Venham ver! O corpo está ali!!

Esse filme é muito bom de ser reassistido. O que você acha de baixá-lo para fazer também uma “sessão pipoca”? Você vai se sentir extasiado ao assisti-lo, ou seja, vai sentir um enorme bem estar. Bom filme!…

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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