Aprendendo a amar

Por Isaias Costa

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Nós estamos nesse mundo por um tempo muito curto e o maior de todos os aprendizados, sem dúvida alguma, é o amor. Aprendendo a amar, todas as outras experiências vêm como acréscimo, como complemento. O amor é o cerne da nossa vida.

Para refletir sobre isso, compartilho um belíssimo texto do palestrante e astrólogo Anderson Coutinho. Leia com bastante atenção e aprenda a amar um pouquinho mais a cada dia, se tornando assim um ser cada vez mais humano e, consequentemente, divino…

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Amor- Por Anderson Coutinho

Quanto tempo ainda levaremos para perceber que o amor, força maior do universo, manifestação do próprio Deus, poderá nos permitir uma experiência de vida totalmente diferente daquela que pregam os devaneios mundanos?

Quem ama sabe reconhecer, até nas mais simples situações, o verdadeiro prazer de viver. Aquele que ama percebe na brisa que sopra em seu rosto o carinho de Deus a lhe percorrer a face; reconhece no canto dos pássaros, ao amanhecer, a voz dos anjos a lhe tocar o coração; admira a beleza do firmamento como se de lá, um olhar se volvesse para ele a todo instante. Quem ama quebra grilhões e transforma até o ódio mais feroz em lágrimas que vertem amor.

Não é o ódio o próprio amor adoecido? Quem ama sabe esperar, pois experimenta a sensação de que o amor pode qualquer coisa. O amor é o sentimento mais poderoso, capaz de fazer as coisas mais inacreditavelmente belas. O amor cura feridas, vence o egoísmo, impulsiona a vida, alimenta o trabalho, demove mágoas. Cria sentimentos puros no coração mais vazio e livra dos sentimentos doentios até o coração mais cheio de rancores. O amor fala pelos olhos, através de um abraço, pelo estender das mãos, pelo sorriso sincero. Quem ama, libera jatos de energia vital pelos plexos, irradiando uma beleza ímpar que penetra até no íntimo daquele que nutre a mais horrenda revolta. O amor verdadeiro aquebranta corações, moldando novos, que passam a irradiar o mesmo sentimento que os trouxeram à vida.

O amor perdoa, mesmo que a ofensa tenha machucado profundamente e causado a ruptura dos laços íntimos mais frágeis. Ultrapassa qualquer barreira de entendimento ou de limitação e arrebenta qualquer corrente de dúvida e de limitação. O amor aquece, alimenta, conserta, vivifica. É o passaporte para a felicidade verdadeira, o remédio para a real cura. O amor desata, enquanto a falta de amor corta.

Quando o amor flui verdadeiramente, experimenta-se a sensação de que mais nada é preciso, de que todas as necessidades foram atendidas, de que todos os problemas já estão direcionados à solução, de que a vida é um presente novo a cada dia, a cada amanhecer, a cada abrir de olhos, e que por mais que a dor nos experimente, o seu papel nada mais é do que nos reconduzir ao caminho do próprio amor.

Quem ama tem sede de ajudar, amparar, compreender, apoiar. Quem ama pode discernir o momento certo do errado. E se a caridade em qualquer nível é a manifestação do amor pleno, a previdência é igualmente em qualquer caso a certeza de que se ama até quando se diz não. Amar não significa fazer apologia à impunidade, mas compadecer-se daquele que inevitavelmente irá encontrar-se com seus equívocos no tribunal da consciência.

O verdadeiro amor é gratuito, nada espera em troca a não ser o bem do outro. O amor não julga, não se envaidece, nem se irrita quando o outro ainda não consegue enxerga-lo ou seguir-lhe os passos no mesmo ritmo. O amor acontece e realiza, sem se preocupar se é ou não justo, pois ele já tem em sua essência a confiança inabalável de que se existe a oportunidade de fazer é porque a Justiça Divina assim o permitiu, pois o amor só faz o “milagre” onde o merecimento já se instalou ou onde a misericórdia divina já tocou.

Todos os dias temos a oportunidade de aprender a amar, porque mesmo que até hoje tenhamos desperdiçado todas as oportunidades, ainda assim o amor se compadece de nós e continua sequioso por nos tocar. Basta querer senti-lo. Mas desejar o amor não significa simplesmente sentarmos confortavelmente e aguardarmos sua chegada. Antes de tudo, é necessário sentir, experimentar, abrir-se às mensagens embutidas nas pequenas coisas, exercitar a vontade de amar mesmo em meio às adversidades, ou “principalmente” em meio às adversidades, agir, realizar.

Quando falamos de amor, não nos referimos à paixão, nem aos pormenores que se apresentem numa relação sentimental ou de cunho sexual entre homem e mulher. Nem queremos fazer referências ao sentimento que, na maioria das vezes, se embute num namoro, noivado, casamento ou relação familiar de superproteção. É muito maior que isso… Falamos de um amor que foge à compreensão humana na maioria das mentes em consciência de sono, ou até mesmo nas consciências despertas mas não aprimoradas. Falamos de um amor que não precisa encontrar o sexo do outro, ou a beleza do outro, ou a posição hierárquica do outro, ou a vaidade do outro, muito menos a condição social do outro. Falo de um amor que foge completamente às facécias terrenas. Falo do amor que sentiu o Cristo, que mesmo pregado num madeiro depois de ser insultado, machucado, cuspido e humilhado das formas mais dolorosas conhecidas naquela época, pediu perdão aos céus por cada um daqueles que o conduziram naquele momento. As chagas do Cristo poderiam verter ódio por aqueles que o insultaram, machucaram, feriram e humilharam. Mas ao invés disso, o Mestre de Nazaré jorrava amor por cada uma delas.

Algumas pessoas dizem que num mundo tão violento, tão triste, tão injusto, tão doente, torna-se impossível amar. Mas é exatamente onde há muitos doentes que o médico tem maiores chances de se especializar e se realizar. Sejamos pois, viajores desta grande nave (que é a Terra) aproveitando o ensejo de, a cada novo raiar do dia, aprendermos a amar, não com o amor que cobra, que impõe, que negocia, que exige troca, que se envaidece, mas com o amor verdadeiro, que verte a luz que ilumina qualquer treva, desanuvia qualquer paisagem, mata qualquer fome e sacia qualquer sede. Só assim a vida tem brilho, só assim a felicidade plena se instala, só assim se pode sentir nas fibras mais íntimas da alma, a harmonia da esperança que nunca morre, e que transforma cada dia de vida em mais um espetáculo que mereça os mais sinceros aplausos no palco da existência.

Site: Amor

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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