Os nossos ciclos de evolução

Por Isaias Costa

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Nota: Por se tratar de um artigo mais longo, disponibilizo a você a sua versão em pdf sem as figuras, para facilitar sua leitura na forma impressa. O link para download está logo abaixo.

Os nossos ciclos de evolução

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Outro dia, pensando e filosofando sobre muitas coisas, me veio em mente um insight que acabou se transformando nesse texto que você lê agora. Eu precisei de muitos anos de leituras e vivências para conseguir ter esse insight que é extremamente simples, mas ao mesmo tempo sofisticado, e é com enorme alegria que compartilho com você.

Alguma vez você já se questionou sobre por que as leituras que são chamadas de sagradas sempre são relidas não só pelas pessoas religiosas, mas também por todos aqueles que querem crescer em sabedoria? Pois é! Uma resposta mais minuciosa para essa pergunta requer uma boa dose de reflexão. Vamos lá? Acompanhe comigo!

Provavelmente, se tentarmos resumir o sentido da nossa vida em algo que seja mais simples e fácil de explanar, eu diria que significa EVOLUIR ESPIRITUALMENTE. Mas o que seria evoluir espiritualmente?

É desenvolver na vida e no dia a dia as virtudes dos grandes mestres que já passaram pela humanidade e que deixaram seus imensos legados, tais como Krishna, Buda, Jesus Cristo, Lao Tsé, Confúcio, Sócrates, Aristóteles, Yogananda, Krishnamurti, Osho e tantos outros.

Todos eles passaram por um processo de evolução até atingirem níveis extraordinários de consciência.

Nós podemos também atingir patamares de consciência como desses seres humanos que mudaram o curso da humanidade e da história. E é sobre esse aspecto que desejo lhe levar a refletir junto comigo.

Todos os mestres se inspiraram em outros para a sua formação, o que nos leva a afirmar que eles não nasceram prontos, ao contrário do que muitos pensam. Por exemplo, provavelmente o Buda teve o Krishna e outros como mestres a serem seguidos, Jesus Cristo teve o Krishna, o Buda e tantos outros, o Sócrates teve Krishna, Buda, Jesus… E assim, a evolução foi acontecendo, com novos avatares se inspirando em avatares do passado.

Como eles foram evoluindo os seus graus de consciência? Através da TEORIA e da PRÁTICA na vida de cada coisa que iam aprendendo.

Quando uma alma surge na Terra, ela tem um nível de consciência ainda muito pequeno, e essa consciência vai sendo elevada vida após vida, em um processo constante e gradual. As experiências vividas e os aprendizados retirados delas é que leva o espírito a evoluir. E essa evolução se dá primeiramente na compreensão da teoria e levando isto para a sua vivência.

Por isso que as leituras sagradas nunca podem ser lidas apenas uma vez e em seguida desprezadas, porque leva muito tempo, mas muito tempo mesmo para que elas sejam completamente vivenciadas e se tornem parte de nós.

Vou citar um exemplo na bíblia sagrada. A principal e maior mensagem deixada por Jesus nos diz que devemos amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Nossa! Vivenciar essas palavras não é nada fácil, a começar pelo fato de não sabermos nos amar de verdade. A maior parte das pessoas não faz a menor ideia do que é amar a si mesmo. Pode ter certeza que esse texto e minhas palavras serão absolutamente insuficientes para responder a essa pergunta. Amar a si mesmo é algo muito profundo, que leva a todas as esferas da vida.

Veja só algumas coisas que estão relacionadas com o amar a si mesmo.

  • Saber que seremos sempre eternos aprendizes nesse mundo;
  • Ter cuidado com o corpo, para que ele não se sobrecarregue com atividades diárias intensas demais ou fique inerte, ou seja, sem nenhuma atividade;
  • Cuidar do corpo para não comer em demasia, ou passar fome e ficar doente por falta de nutrientes;
  • Ter a convicção de que jamais poderá agradar a todas as pessoas;
  • Saber que precisamos desenvolver algo para a sociedade que seja para o nosso bem e que promova o bem das pessoas;
  • Saber que vivemos em um planeta no qual somos apenas parte de algo muito maior, e que tudo que fazemos para nós, de uma forma ou de outra acaba refletindo em todas as pessoas…

Enfim! Esses são apenas alguns pontos. Certamente existem dezenas e dezenas de outros pontos. Você percebe como amar a si mesmo é algo amplo? Definitivamente não é algo que se aprende do dia para a noite.

Se nós lemos apenas uma vez na vida essas belíssimas palavras de Jesus e não procuramos vivenciar, mesmo que só um pouquinho, o que elas querem dizer, estas palavras não passarão de meras palavras e jamais farão sentido algum para a nossa vida.

Então, o que nós fazemos? Lemos uma vez e não conseguimos entender muito bem o que tais palavras querem dizer, mas tentamos, na medida do possível, aplicar na vida e no dia a dia esses ensinamentos.

Ao fazermos isso, a vida nos enche de PROVAS para realmente nos testar se estamos aprendendo ou se ficou tudo só na teoria. Essas provas acontecem para nossa evolução. E como não poderia deixar de ser, nesse caminho nós erramos feio muitas vezes. E esses erros servem como parte desse processo de aprendizado e evolução.

Ao corrigirmos nossos erros, subimos um degrauzinho nesse processo evolutivo que nunca tem fim. Nesse momento acontece algo incrível, nós EXPANDIMOS A NOSSA CONSCIÊNCIA. E ao expandi-la, passamos a enxergar a vida e tudo que nos cerca com olhos mais profundos, com um pouquinho mais de sabedoria, de compaixão e de amor.

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Nessa hora, nos deparamos de novo com o mesmo ensinamento: “amar ao próximo com a si mesmo”. E percebemos que ele já está fazendo um pouco mais de sentido do que quando foi lido pela primeira vez. Esse sentido maior se deu por causa da elevação da nossa consciência.

Depois desta segunda leitura, nós partimos para a PRÁTICA da vida, que nos lança desafios ainda maiores e mais exigentes. Novamente nós erramos e erramos, mas procuramos corrigir nossos erros. E nesse processo de corrigir os erros, evoluímos mais um pouquinho. E com essa evolução, passamos a enxergar com olhos mais conscientes, amorosos, gentis, generosos, empáticos, benevolentes.

Nessa hora, começam a desabrochar novas virtudes e começa a surgir e crescer dentro da gente um ser humano de fato mais HUMANO, que pensa nos outros, que se preocupa com a alegria, o conforto, a saúde, o bem estar das outras pessoas etc. Daí começa a surgir em nós um ALTRUÍSMO que vemos claramente em todos os grandes mestres da humanidade.

Com essa consciência um pouco mais expandida, novamente voltamos para o mesmo ensinamento: “amar ao próximo como a nós mesmos…”. E passamos e enxergar coisas que não enxergávamos antes, exatamente porque nossos olhos não tinham sido abertos o suficiente, entende?

E esse processo continua, ano após ano, e vida após vida. E o destino final de todo esse processo de evolução é alcançarmos a nossa natureza CRÍSTICA ou BÚDICA, que é a chamada ILUMINAÇÃO.

Todos os grandes mestres alcançaram essa iluminação e deixaram seus legados para a humanidade como sendo o caminho rumo a essa natureza perfeita que todos nós um dia iremos alcançar.

Isso não é fantástico? Demorei muitos anos para entender um pouquinho mais isso e traduzir em palavras essa sabedoria tão magnífica.

Ao refletir sobre tudo isso, não posso deixar de falar sobre o TEMPO. Ele é importantíssimo e crucial nesse processo de elevação da consciência. Eu já venho buscando o autoconhecimento há muitos anos e agora que estou começando a enxergar com um pouquinho mais de clareza. Sei que ainda preciso caminhar longas estradas rumo a essa consciência crística, mas não tenho dúvidas que o caminho é mais ou menos nessa direção.

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Se você prestou atenção nas minhas palavras, talvez tenha percebido que tudo se trata de CICLOS, no qual voltamos para o mesmo lugar, mas quando voltamos para esse lugar, não somos mais os mesmos, voltamos com a consciência um pouquinho mais evoluída. Segundo a teoria reencarnacionista, no processo de morte e reencarnação, nós guardamos nossa MEMÓRIA CÓSMICA, que fica arquivada no nosso INCONSCIENTE e passa pela conhecida LEI DO ESQUECIMENTO a cada vez que reencarnamos, e novamente, segundo essa teoria, os que se tornam cristos, conseguem recordar toda a sua memória cósmica, ou seja, conseguem se lembrar de todas suas vidas passadas.

Não vou entrar no mérito da questão, porque levaria muito tempo e teria que escrever um artigo muito maior do que esse, mas em resumo, podemos crescer muito o tempo todo através das nossas experiências e do amadurecimento através do tempo, por isso a importância de citá-lo.

As grandes virtudes levam anos e anos para serem internalizadas e se tornarem partes de nós.

Para nos tornarmos seres iluminados, essas grandes virtudes devem fazer parte de nós como se fosse nosso próprio DNA, entende? Por isso que não é nada fácil.

Em outras palavras, quem desenvolve essa natureza crística, em todas as atitudes e em 100% do tempo, agi a partir dessas virtudes, é sempre justo, é sempre generoso, é sempre honesto, é sempre misericordioso, afetuoso, acolhedor, paciente, compassivo, altruísta, desapegado, sereno etc. etc. etc.

É provável que nessa hora você pense algo tipo assim: “Nossa! Jamais eu vou conseguir desenvolver todas essas virtudes…”. E quem disse que precisa? Eu disse por acaso? Essa é outra grande questão e importantíssima.

Precisamos desenvolver tudo aquilo que for possível no HOJE, no AGORA. O melhor que podemos ser HOJE já está valendo nesse processo todo. Pode ter certeza meu amigo! Se só por hoje eu consegui por em prática na vida essas grandes virtudes, se eu passei por experiências nas quais eu poderia ter reagido de uma maneira estúpida, de uma maneira violenta, de uma maneira hostil, mesquinha, ciumenta etc. e não agi, isso mostra que eu estou no caminho certo.

O importante é ter esse COMPROMISSO consigo mesmo, buscar dar o primeiro passo, para desta forma vir o segundo, vir o terceiro, o quarto e assim por diante…

Antes de concluir, quero falar sobre uma obra rara na literatura mundial, trata-se do livro “O pequeno príncipe”, do Antoine de Saint-Exupéry. Esse é um livro que considero praticamente uma leitura obrigatória para todas as pessoas. Ele é absolutamente atemporal e tem uma magia quase inexplicável.

Todos que leem esse livro, ao terminarem de ler, têm a impressão mais ou menos assim: “Esse livro foi feito pra mim…”. E é verdade! Foi feito mesmo! Como ele trata de temas universais como o amor, a amizade, os afetos, etc. é impossível não se identificar com ele.

Mas por que estou falando sobre esse livro? Porque ele é cheio de simbolismos, ou seja, apesar da sua linguagem fácil, nunca poderemos entender TUDO o que ele traz de mensagem lendo apenas uma única vez. A cada vez que o relemos, algo a mais de ensinamento é acrescentado ao nosso repertório de vida.

Eu já li esse livro umas quatro vezes e a cada nova leitura aprendi coisas novas. É impressionante.

A sua mais célebre frase diz assim: “O essencial é invisível aos olhos”. Essa frase tem uma profundidade e riqueza magnífica. Lendo superficialmente, não podemos retirar a mensagem que o Exupéry quis nos transmitir.

Esse essencial que ele nos fala tem a ver com a SABEDORIA DA SIMPLICIDADE. Na vida, mais cedo ou mais tarde, todos nós acabamos descobrindo que a maior sabedoria mora na simplicidade. Inclusive esse próprio texto que você está lendo agora! Ele surgiu desta simplicidade. Tudo aquilo que estou colocando aqui não tem nada de extraordinário, mais tem uma profundidade muito grande, e se você conseguir captar bem a mensagem contida nele, você pode crescer em sabedoria, em consciência e em amor.

Certamente ainda lerei o livro “O pequeno príncipe” algumas vezes antes de morrer, e sei que continuarei aprendendo coisas novas.

É preciso pensar a respeito da mente e as fases da nossa vida, a mente de uma CRIANÇA jamais será como a mente de um ADOLESCENTE, ou de um ADULTO ou de um IDOSO. Em cada uma dessas fases vemos a vida e o mundo de forma absolutamente peculiar e única.

Uma criança lê “O pequeno príncipe” com toda sua ingenuidade e olhos de fantasia. Interpreta os animais e personagens da estória de um jeito bem simplificado.

Já um adolescente lê pensando em coisas totalmente diferentes. Um adulto não consegue ler fantasiando nada, já que a vida se encarrega de transformá-lo numa “pessoa grande”, como o próprio livro diz, e que enxerga tudo ao pé da letra. Já um idoso já lê com olhos cheios de saudade, pensando no quanto a vida é passageira e com vontade de voltar a ser criança como o pequeno príncipe no seu planetinha distante.

Percebe como é interessante a mudança de perspectiva para cada idade e fase da vida?

É assim que acontece nosso processo evolutivo. É assim que vamos crescendo em sabedoria.

Da mesma forma que esse livro, muitos outros livros são assim, sempre valem a pena serem lidos em fases diferentes da vida…

Em resumo. Era isso o que tinha para dizer. As leituras sagradas, aquelas que nos ensinam as grandes virtudes e sabedorias, devem ser lidas e relidas e relidas muitas vezes, para que em cada momento de releitura estejamos um pouco mais conscientes para compreendermos a mensagem que elas querem nos transmitir.

Quero concluir falando o que costumo falar constantemente por aqui. A mudança sempre, SEMPRE começa com a gente, para depois atingir as outras pessoas, e através das outras pessoas, chegar à cidade, estado, país e até o mundo inteiro.

Nunca esqueça: “A gente muda o mundo na mudança da mente”, como diria meu amigo Gabriel, o Pensador.

Para que você reflita um pouco mais sobre tudo isso que foi colocado, compartilho um texto de autoria desconhecida que resume de forma magnífica a mensagem principal. Desejo a você mais paz, luz e amor no coração…

BASTA MUDAR A SI MESMO PARA MUDAR O MUNDO

“Um jovem sonhava em mudar o mundo. Investiu muito tempo da sua vida para realizar esse ideal. Com o passar dos anos, percebeu que a proposta era ampla demais e restringiu seu sonho a mudar seu país. Depois de trabalhar algum tempo para isso, convenceu-se de que era muito difícil mudar o país, e pensou em mudar sua cidade. Mas aí também se frustrou e procurou mudar sua família, tentando ensinar-lhe a melhor maneira de resolver os problemas; porém ninguém lhe dava atenção, alegando que ele não conseguia nem mesmo resolver os seus. O tempo passou. O jovem tornou-se ancião, sem nada ter conseguido mudar. Um dia, sentindo-se triste, ao analisar sua vida e o motivo de seu fracasso, concluiu: “Se eu tivesse começado por corrigir meus próprios erros e me transformado, talvez minha família, vendo o meu exemplo, também tivesse mudado”. Minha família transformada poderia mudar a vizinhança que mudaria a cidade, o país e de repente o mundo inteiro.
A transformação do mundo exterior virá como consequência da transformação do seu mundo interior.”

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