É morrendo que se vive para a vida eterna

Por Isaias Costa

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Já escrevi em textos passados sobre a profundidade dos ensinamentos contidos na oração de São Francisco. Seus ensinamentos não cabem em um único texto, então resolvi escrever algumas delas em textos separados.

Nesse texto, farei uma reflexão a partir da última frase: “É morrendo que se vive para a vida eterna”. O significado desta frase é bem diferente do que muitas pessoas pensam e do que a visão religiosa tem feito nas últimas décadas.

A interpretação mais comum dada a essa frase é sobre o CÉU, pelo fato de boa parte da população brasileira ser católica. Esse morrer é a morte do corpo físico e a vida eterna é o paraíso no céu. Sinto dizer, mas essa não é a mensagem real desta frase, e é sabendo disso que estou escrevendo esse texto, para lhe ajudar a promover mais consciência.

O real significado desta frase tem a ver com o nosso EGO, a morte colocada é a morte do ego. E a vida eterna é a consequência real da mudança após essa morte do ego. Não é incrível? Vou explicar com mais detalhes.

Todas as frases desta oração fazem um contraponto entre as posturas sábia e ignorante, e o intuito é que cultivemos as virtudes que elevem o nosso espírito e nos ajudem a desenvolver a sabedoria.

Infelizmente, por causa principalmente da nossa cultura Ocidental, nós não fomos orientados quanto à morte. Eu, porém, que sempre gostei de ler e conhecer as grandes sabedorias, procurei também compreender os processos relacionados com a morte. A maior sabedoria que podemos desenvolver ao longo da vida para ter uma boa morte é diminuir a força do ego sobre nós o mais cedo possível.

O ego, quando não bem trabalhado, nos afasta da nossa essência. E matá-lo, no bom sentido, é o que nos auxilia a conquistar o paraíso aqui mesmo na Terra. Ao trabalharmos o nosso equilíbrio para que a consciência tome o lugar do ego, nós passamos ter a chamada “vida eterna” colocada nesta oração.

Esta vida eterna é a LUZ que dissipa as trevas.

Outra ideia bacana é que esta oração é dividida em duas, na qual a segunda tem uma sequência de frases que fala sobre as virtudes que devem ser cultivadas para que conquistemos essa sabedoria. E todas as frases da primeira parte fazem uma ligação com a segunda.

A frase da primeira é: “Onde houver trevas que eu leve a luz”, e da segunda é a que já coloquei.

A luz dissipa as trevas da nossa inconsciência, ou seja, ela gera consciência, e quanto maior a consciência, maior também a sabedoria de vida.

O morrer da oração de São Francisco é a luz projetada na inconsciência, transformando em consciência, e a partir da consciência ter uma vida eterna, ou seja, uma vida plena em todos os campos da vida. Eu acho isso incrível…

Para concluir, quero lhe levar a pensar nisso. O ideal é que consigamos o quanto antes matar o ego, para que não seja preciso ocorrer a morte física e depois da morte, imaginar que haja essa vida eterna. Todo o universo vai vibrar essa positividade e evolução ao acontecer essa mudança com cada indivíduo do planeta.

Busque se aprofundar no autoconhecimento e ler os escritos dos estudiosos das religiões e textos sagrados. Eu tenho feito isso há vários anos e são essas leituras que têm me inspirado a escrever com essa visão diferente da que a maior parte das pessoas está acostumada.

Portanto, que a partir de hoje, você busque aplicar esse conhecimento na sua vida. Ilumine a sua consciência, para que você mate o seu ego e conquiste a vida eterna…

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5 Comentários

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5 Respostas para “É morrendo que se vive para a vida eterna

  1. jo coelho

    Isaias, gostei de ler o seu texto, mas diferente do que vc escreveu, achando que esta é a interpretacao correta, discordo e ainda lhe digo, cuidado com seu Ego… já li outros artigos, inclusive escritos ´por católicos, com essa mesma visão, apenas nao usando a palavra Ego.

  2. Elias

    é morrendo que se vive para a vida eterna, essas palavras é a visão de um ser que sabia que existe uma vida apos a morte , que a verdadeira vida é a da patria espiritual , que aqui na nesse mundo é so uma passagem , que voltaremos de onde viemos .

    • Exatamente meu amigo! Estamos nesse planeta para evoluirmos, para aprendermos a amar e nos tornarmos seres mais parecidos com o mestre Jesus, Francisco de Assis e outros iluminados que nos deixaram tantas lições. Abração!

  3. Randolfo Christiano. Koster

    Quase isso! O que vem depois da morte do ego? A vida eterna! Ora, se após a morte do ego é que se nasce para a vida eterna, então esse eu verdadeiro que surge com a morte do ego já está aí? Sim ou não? Ou seja somos perfeitos desde o início! E qual a chave pra matar o ego? Ou vc acha que vai matá-lo através de racionalizações? O eu- verdadeiro precisa ser descoberto? Conhece a chave? Como já disse Jesus: tira primeiro a trave do teu olho pra depois salvar o seu irmão!

    • Bem Randolfo! Esse texto fala sobre questões bem amplas e complexas. Vou tentar ser o claro possível, espero que consiga compreender. O nosso eu- verdadeiro seria o que o grande Jung chamaria de SELF, nossa essência que se conecta com Deus e com os outros! A morte do ego é algo bastante relativo. Essa morte que falei tem a ver com aquilo que é puramente material e voltado para o egocêntrico (isso é meu, é pra mim, é minha posse e por aí vai). É preciso que nos libertemos desse euzinho pequeno!
      Mas uma chave importante e que não falei nesse texto é a ESPONTANEIDADE. Só isso já daria outro texto! O grande segredo é sermos espontâneos e vivermos de acordo com o que sabemos neste momento. Cada um está num processo único de evolução. Uns tem mais recursos internos do que outros. Desta forma, é óbvio que uns vão errar mais do que outros, e não tem problema nenhum nisso, desde que a cada experiência seja acrescentada a ela um aprendizado. O morrendo que se vive tem uma relação profunda com extrair algo de positivo e transformador das experiências.
      Portanto, o ideal é viver a vida plenamente, e no processo de tentativa e erro mesmo, ir se autoaperfeiçoando! Assim, o nosso ego pouco a pouco vai perdendo a força e vamos nos tornando cada vez mais divinos e sutis em nosso interior, como era São Francisco ou o mestre Jesus Cristo. O caminho é longo, mas a gente chega lá! Cada passo de uma vez, passinho a passinho. Vencendo a si mesmo e procurando nunca julgar o caminho seguido pelo outro!
      Grande abraço e obrigado pela sua excelente contribuição!

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