Até que a sorte nos separe

Por Isaias Costa

Eu gosto muito de filmes de comédia e recentemente assisti a um que me encantou e emocionou ao mesmo tempo. Trata-se do filme brasileiro “Até que a sorte nos separe”. Nele o casal protagonista ganha um prêmio da mega sena acumulada em 100 milhões de reais e mudam de vida completamente. De pobres para milionários. A trama gira em torno dos gastos desmedidos do casal até ficarem totalmente falidos.

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Eu adoro assistir filmes que passam lições de vida, e sendo engraçados mais ainda. Este passa a mensagem sobre os fundamentos que levaram a união do casal Tino e Jane. Quando eles se conheceram estavam apaixonados e decidiram se casar porque ela engravidou. Eles se sustentavam apenas com o essencial, não tinham luxos nem pompas, mas tinham o principal, o amor um pelo outro. Depois que ganham na loteria passam a viver em função do dinheiro, esquecendo as pequenas coisas da vida e a beleza da simplicidade.

As pequenas coisas da vida

A beleza da simplicidade

Este filme mostra os conflitos psicológicos vividos pelo Tino para ter que voltar a vida simples de antes, sendo obrigado a vender tudo o que tinha adquirido de bens materiais, tendo que cuidar de dois filhos e ainda do terceiro que estava por vir, além de reeducá-los a viver de forma simples. O filme mostra essa realidade de forma cômica, mas isso acontece constantemente da vida real. Eu sempre gosto de dizer que enriquecer por meio de loterias é um caminho extremamente arriscado, porque mudar de pobre para milionário do dia para a noite não leva a uma mudança mental, ou seja, a pessoa se torna milionária com um cérebro de pessoa pobre, então ela se perde com tanto dinheiro na conta sem saber como administrá-lo. O que acredito ser ideal é aprender a lidar com o dinheiro e com finanças antes de querer subir exponencialmente a renda, porém, pouquíssimas pessoas fazem isso, consequentemente se endividam e se frustram.

Uma das frases que mais me impactou neste filme foi uma dita pelo tio da Jane, seu Olavo. Ele fala para o Tino: “Uma mulher perdoa um homem sem dinheiro, mas ela não perdoa um homem mentiroso”. Essa pequena frase é de uma sabedoria impressionante. Pode ser que alguém discorde do meu posicionamento, mas eu acredito que as mulheres, sendo naturalmente mais emocionais que os homens, têm um poder de confiar em um homem sincero, independente de qualquer coisa. Eu penso que a sinceridade de um homem é um dos fatores que mais leva uma mulher a se entregar de corpo e alma em um relacionamento amoroso. Eu vejo isso todos os dias nos relacionamentos saudáveis das pessoas que me são próximas. E essa confiança, essa energia, esse aconchego, esse pertencimento da mulher em relação ao homem dá a ele um sentimento que é difícil descrever em palavras. Seria o que chamo de sentimento de COMPLETUDE. Ele vê a mulher que está ao seu lado como parte sua e tem o desejo de permanecer com ela para sempre, ou pelo menos enquanto esse sentimento durar.

Outra frase dita pelo Tino que me impactou foi essa aqui: “Eu sou capaz de tudo. Até de, se for preciso, almoçar e jantar cachorro quente todos os dias, mas eu não sou capaz de ficar sem você…”. Sua declaração de amor foi o começo de uma nova história de vida sendo escrita, pois fez com que o relacionamento dele com a Jane voltasse às origens, para o que fez com que se apaixonassem. É aqui que eu separo o dinheiro do amor e da felicidade. O que os fazia felizes era o amor sincero nutrido um pelo outro, e o dinheiro que veio de repente o obscureceu, até desencadear na quase separação. Esse sentimento de completude que falei só se alcança através do amor sincero, e um amor fundado assim tende a durar muitos anos ou até mesmo uma vida inteira.

O que também acho interessante é que esse filme não fala que o dinheiro é banal. Errado! O dinheiro é importante, porém, muito mais importante é a riqueza dos bons relacionamentos e da felicidade genuína. O dinheiro em si não traz felicidade para ninguém, ele ajuda a proporcionar momentos de alegria a quem já é feliz. Percebe a diferença? É assim que penso e quis transmitir a você hoje!

Recomendo esse filme a todos! Dei boas risadas e aprendi com ele. Por fim, quero deixar a belíssima música tema: “Sorte”, na versão da banda Papas da língua com a querida Adriana Calcanhotto!

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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