A síndrome do coitadinho

Por Isaias Costa

O-Gato-de-Botas

Hoje eu vou falar de um tema inquietante e bastante questionador também, a síndrome do coitadinho. O que é a síndrome do coitadinho? É uma das mazelas mais comuns da sociedade, principalmente no mundo de hoje, onde grande parte das pessoas tem medo de encarar a vida de frente e de cabeça erguida, sendo maduras e autoconfiantes.

A principal característica de uma pessoa que sofre da síndrome do coitadinho é se colocar como VÍTIMA DAS CIRCUNSTÂNCIAS, e si colocar como vítima traz sempre aquela ideia de que a culpa é do outro. O que acontece com essas pessoas é que elas não desenvolveram a sua saúde psíquica e emocional. Assim como o nosso corpo precisa de exercícios, a nossa mente e o nosso espírito também precisam de exercícios. Em minha opinião, as melhores formas de exercitar a mente e o espírito são: estar perto de pessoas que lhe façam crescer como ser humano e buscar o autoconhecimento e a espiritualidade. Seguindo isso a possibilidade de você ser um coitadinho é muito pequena, porque você vai estar emocionalmente equilibrado e não vai precisar ser vítima para conseguir o que quer. Vou deixar um post em que falo sobre colocar a culpa no outro…

A culpa é do outro

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Eu vou ser bem sincero com os leitores. Eu não tenho muita paciência com os que se fazem de coitadinhos. Sabe por quê? Porque eles são verdadeiros SUGADORES DE ENERGIA. Eu percebo que algumas pessoas que se aproximam de mim ficam falando sem parar e esperam que eu seja um remédio para elas. Isso acontece porque elas estão tão perturbadas emocionalmente que vêm sugar a minha energia positiva. Elas vêm com um papo clássico: “Eu não devia ter feito isso…”, “Eu não devia ter feito aquilo…”, “Fulano de tal não devia ter feito tal coisa comigo…”, “Fulano devia ter me tratado com respeito…”. E tudo fica só no devia, devia, devia… Essas pessoas ficam falando sem parar esperando uma atitude de pena e condolência, mas eu não faço isso não, aprendi que não se deve agradar a todos. Se alguém quiser esperar de mim uma alguma coisa que não posso fazer vai esperar sentado, porque não vou fazer. Isso não é arrogância meus amigos, isso é sinceridade, transparência e autenticidade, coisas que cada vez mais estou aprendendo a desenvolver.

O risco de querer agradar a todos

Eu não me canso de falar nesse blog que a nossa vida é o resultado dos nossos pensamentos e sentimentos. Eu procuro de várias formas diferentes nutrir bons pensamentos. É um exercício diário. Eu faço isso porque tenho como um dos maiores ideais a felicidade e a saúde completa (corpo, alma e espírito).

Por que as pessoas que se fazem de coitadinhos sofrem tanto? Elas sofrem porque só se focam no seu sofrimento, em vez de se focarem nas soluções dos seus problemas. Eu também adoro falar sobre as grandes personalidades mundiais. Essas pessoas de sucesso conseguiram os seus sucessos porque não dormiram no ponto com reclamações e lamentações, ou seja, focaram toda a sua energia apenas no sucesso. Dispuseram de muita energia para conseguir atingir suas metas e planos. Também vou deixar um post que falei sobre pessoas que fizeram o sucesso acontecer nas suas vidas através de muito trabalho e dedicação.

O sucesso não cai do céu

Agora eu vou falar o mais pesado de tudo. Não me leve a mal, mas eu preciso ser ríspido para falar de um tema como esse. Sabe qual é o antídoto e o principal remédio para um coitadinho? O DISTANCIAMENTO. Isso mesmo! Eu já comprovei por fatos que se você se distancia de um coitadinho ele vai pouco a pouco começar a refletir sobre a sua vida e se perguntar: “Será que eu tenho sido uma pessoa boa para os outros?”, “Será que a minha presença está agradando os meus amigos?”, “O que será que eu posso fazer para ser mais agradável?”, “O que será que eu fiz que incomodou tanto?” etc.

O distanciamento é um excelente remédio, porque os coitadinhos são viciados em falar, e falam repetidamente as mesmas coisas. São como um disco arranhado que insiste em tocar o mesmo verso. É muito chato estar perto de alguém que não tem assunto, que só sabe falar de raivas, de descontentamentos, de injustiças pessoais, de humilhações etc. Chega! Não precisa ser assim! Porque que ao invés de ficar falando de tanta chatice, você que se faz de coitadinho, não fala que vai comprar um bom livro para refletir sobre as questões humanas? Vai fazer uma terapia, um ioga, uma meditação? Ou que vai se esforçar para conviver em paz com aquela pessoa que lhe faz raiva? Ou que vai ser mais tolerante? Mais prestativo? Mais humilde? Menos invejoso? Tenho certeza que se eles procedessem assim deixariam de ser coitadinhos.

Vou concluir falando de uma coisa importantíssima para eliminar de vez a síndrome do coitadinho. Faça a seguinte pergunta: “Eu estou agregando valor à vida das pessoas?”. É uma pergunta muito simples e ao mesmo tempo muito complexa. O que é agregar valor à vida de uma pessoa? É fazê-la querer estar perto de você. É ser relevante no círculo social. É ser aquela pessoa que faz falta quando não está presente. É ser aquela pessoa que traz um ar diferente a todo ambiente em que adentra. Enfim, agregar valor é ser RELEVANTE.

Então! Você quer ser relevante ou quer ser coitadinho? Eu optei por ser relevante! É um caminho que se trilha diariamente. Não dá para ser relevante se você faz sempre as mesmas coisas, se você vive de mesmices, se você se nega a fluir com a vida, e sentir aquilo que ela tem de melhor. Inclusive tem uma frase brilhante do grande Albert Einstein em que indiretamente ele está falando dos que se fazem de coitadinhos: “Insanidade é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. Reflita sobre essa frase…

Esse é um assunto muito empolgante, mas quero deixar as reflexões pessoais com você agora! E para continuar filosofando sobre ele, vou deixar um texto interessante que fala sobre tudo isso!

A vida é um rio

* Para ouvir a leitura desse texto basta clicar [aqui]

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32 Comentários

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32 Respostas para “A síndrome do coitadinho

  1. Cláudio Nelito

    excelente reflexão ,é muito bom olhar as questões humanas com uma visão mais ampla ,evoluimos muito . Parabéns

  2. Matheus Ximenes

    Concordo plenamente é muito mais fácil só reclamar e apontar o próprio defeito mas buscar ter a atitude de mudar SÃO PRA POUCOS!

    • frank

      quando uma pessoa vem buscar algum tipo de ajuda como os exemplos acima e porque ela espera realmente antidotos para seus problemas e sinceramente parte do que vi aqui como resposta e pura falta de conhecimento aliado a uma grande indiferença ao sentimento alheio

  3. Wilson Gonçalves

    muito elucidativo!!!

  4. Sueli

    Sabe Isaías, eu acho que muitos desses coitadinhos, usam do seu ‘coitadismo’, pra manipular outras pessoas, pra conseguirem o que eles querem, e até o outro não perceber isso, ele vai cair nessa armadilha várias vezes, infelizmente…

    • Com certeza Sueli, é assim mesmo. Mas cair nessas armadilhas faz parte do nosso processo de amadurecimento. Eu cai diversas vezes e serviu para buscar em mim a autoconfiança que estava me faltando. Escrevi esse texto a partir da minha própria experiência de vida, no intuito de motivar os leitores a buscarem essa autoconfiança, é ela que nos faz deixar de ser coitadinhos.
      Abração!!

      • karla

        Bom dia
        como mudar isso não erra assim e comecei a ficar assim depois que eu me separei e vi que não tenho nada, deixei a vida passar e hj estou assim com medo não consigo esconder meus medos, ando errando nas palavras como mudar isso? Não quero que as pessoas se afastem de mim já se afastaram e uma coisa não coloco a culpa nos outro apenas em mim.e não tenho inveja não fico feliz quando as pessoas fazem suas coisas com seu esforços, mas me sinto fraca muitas pessoas me relatam as dificuldades que enfrentaram para estar onde estão, teria algum tratamento para isso?

      • Bem Karla! Você me passou várias informações preciosas. Você não era e assim e ficou depois que se separou, certo? Então esse é o primeiro questionamento: “Como era a Karla antes do casamento?”. Ela era feliz? Realizada? Grata com a vida?
        Você precisa resgatar o seu poder pessoal Karla! É exatamente esse ponto que precisa ser trabalhado. Como fazer isso? Recomendo fortemente que se você puder, faça alguma terapia. Como sempre digo no blog, elas são ótimas para nos ajudar a nos autoconhecer. Você precisa mergulhar mais no autoconhecimento para saber de onde vem a carência que te deixa amedrontada, entende?
        Sua separação tem relação com isso, houve muitas carências da sua parte e por isso que você ainda não conseguiu superar essa perda. É preciso colocar todo teu foco e energia no momento presente, só assim você poderá dar uma reviravolta na tua vida e voltar a ser a Karla querida e amável que certamente você é!
        Provavelmente você teve uma referência de pai pouco presente ou talvez até ausente na tua vida e o caminho terapêutico para que você se torne mais livre é por aí Karla. Perdoar profundamente a tua figura paterna e perdoar a si mesma também, pois essa possível ausência dele lhe levou a ter tanto medo, sabe? Essas são minhas dicas rápidas, pois por aqui não posso me aprofundar, afinal, é um espaço aberto, não é mesmo? Se quiser me escrever para que aprofunde essa questão fique à vontade. O e-mail é paralemdoagora@gmail.com
        Beijo e tudo de bom pra ti!

  5. Ariadne

    A minha avó é exatamente assim. Já mentiu para mim em algo importante, me escondeu que eu tinha uma entrevista de emprego, graças a Deus consegui descobrir a farsa e ir à entrevista. Ela me falou que não estava arrependida e não me devia desculpas por ter mentido para mim
    Sempre me bota para baixo, ri das minhas roupas, diz que me deixam feia, ela é sempre a vítima das situações, diz que os pais dela nunca a amaram, que o marido ( meu avô) era muito mau, ela é sempre a coitadinha, e todos os vilões, fica trazendo à tona alguns erros que já cometi, se diz magnânima por ter me perdoado, como se ela nunca tivesse me ferido. Graças à Deus não moro com ela, e decidi me afastar de vez. Ela fala mal de todos, não tem compaixão e não tem amigos verdadeiros.Ela é sempre vítima de todos, da vida, dos pais dela (que ja morreram ha 45 anos) ,do meu avô ( falecido marido), de Deus, do Demônio, menos dela, ela é uma santa vitimizada na cabeça minguante dela!

    • Que bom que você saiu de perto dela Ariadne! Sem dúvidas tudo o que ela fazia pra ti era na realidade inveja das tuas iniciativas de crescer na vida, de ser muito feliz e realizada!
      Vá em frente querida! Confie profundamente na luz que você emana e saiba que sua intuição sempre vai lhe levar para onde realmente precisa estar e vivenciando o que precisa para evoluir sempre!
      Grande abraço e continue acompanhando aqui o blog! Tudo de bom na tua vida!

      • Ariadne Soares Santana

        Muito obrigada pela força! Às vezes tudo que precisamos é uma palavra de compreensão… Deus te abençoe, ler essa matéria me ajudou muito. Abraços.

  6. Margo

    Acho que todos já tivemos nossos momentos de ‘autopiedade’, assim como de outros tantos sentimentos e atitudes ‘não nobres’. Somos humanos e o aprendizado é difícil. Porém, uma coisa é nos abatermos por momentos reais e nos apiedarmos de nós mesmos por alguns momentos, ou dias, e depois ‘levantarmos a poeira e dar a volta por cima’. Infelizmente, tem muita gente que não é assim. Tem gente que espera um ‘salvador’ para as mazelas que ela mesma criou em sua vida.
    Os ‘coitadinhos’ sentem tesão pelo sofrimento, só pode ser! E o sofrimento deles é sempre maior do que quem está sofrendo de uma doença terminal, ou que teve um parente assassinado, ou que está fugindo de uma guerra. O ‘coitadinho’ sempre se esforçou mais do que o resto do mundo, sempre sofreu mais do que o resto do mundo, sempre foi injustiçado. E o pior é que ele usa isso como um troféu. Ele ‘ama’ a cruz que carrega.
    Tenho convivido com uma coitadinha e tem sido um ‘exercício fantástico’, mas adoraria que este exercício terminasse logo.
    Outra característica marcante dos ‘coitadinhos’ é como disse Einstein: fazer a mesma coisa e esperar resultados diferentes. O ‘coitadinho’ se recusa a entender que toda ação gera uma reação.
    Acho que o que mais falta ao ‘coitadinho’ é a falta de empatia, pois ele só olha o próprio umbigo, e não consegue se colocar na pele do outro, por isto a ‘dor dele dói mais’.
    Sempre que me ví na autocomiseração, tentei olhar além de mim, porque se uma situação se apresenta, é porque eu tenho condição de superá-la.

  7. Ana Leticia Accorsi

    Gostei muito… vou compartilhar com seus créditos 🙂

  8. Pingback: A síndrome do coitadinho | Vida&Mulher

  9. Rogerio fraga

    Este estudo me veio em um momento certo.
    Onde eu estava me colocando como um verdadeiro coitadinho.
    Mais não foi por ser.
    Foi pela ignorância.
    Por não saber como agir.
    Mais hoje foram abertos os meus olhos
    E posso ver e ser melhor para com os outros.(agregar valores) agradeço pelo estudo muito me fez bem. Que sirva para alcançar outras vidas.

  10. Felipe

    Que texto bosta. Algumas pessoas são mais introvertidas e não estão nem ai pras outras quererem ou não a presença delas. Se fosse dar um conselho para os coitadinhos seria: aprenda a ser mais agressivo em relação a objetivos, não seja bonzinho demais, não conte com os outros. Muitas vezes o tal coitadinho não precisa de terapia, só de se cercar de pessoas que não sejam mal carater

    • Sabe Felipe! Percebo nas suas palavras um grau de arrogância enorme. Veja só! “não conte com os outros”. Qual o resultado de uma pessoa que não quer contar com os outros pra nada? ISOLAMENTO. E você está confundindo isolamento com introversão, o que são absolutamente diferentes. Introspecção é ser voltado para o mundo interno, ser mais observador, já o isolamento é um MECANISMO DE DEFESA de alguém com medo de ter envolvimento com as outras pessoas!
      Depois você diz: “Muitas vezes o tal coitadinho não precisa de terapia”. Poxa amigo! Então nem sei porque você leu esse texto, porque esse é um blog voltado para o autoconhecimento, e essa busca é uma espécie de terapia com um nome diferente chamado leitura. Vou te dizer uma coisa muito verdadeira. As pessoas mais sábias são SEMPRE as primeiras a dizerem que precisam sim de ajuda, não são arrogantes e prepotentes dizendo que já estão prontas, estão preparadas. Essa é uma atitude que demonstra infantilidade e ignorância. Como diria o Cortella: “A gente não nasce pronto e vai se gastando, a gente nasce não pronto e vai se fazendo”.
      Se você perguntar pra mim se eu preciso de terapia, digo imediatamente sem nem pensar: SIM, É ÓBVIO QUE SIM. Terapia é uma forma de entrarmos cada vez mais na nossa essência e manifestarmos no mundo o nosso melhor!
      Para finalizar, compartilho contigo um artigo excelente do Fred Mattos que fala sobre a “Comunicação Não Violenta”, ou CNV. Você vai aprender que pode melhorar enormemente a forma de se comunicar. Segue o link abaixo! Pense um pouquinho sobre tudo isso tá bom? Abração!
      http://papodehomem.com.br/comunicacao-nao-violenta-o-que-e-e-como-praticar/

      • Margo

        Pra mim o início da cura em mim, foi a busca pelo autoconhecimento. E o autoconhecimento passa invariavelmente pela humildade de perceber minhas falhas e não me culpar e nem me justificar por elas, e sim aprender com elas.

  11. Parabéns pelo texto. É exatamente assim o comportamento do coitadinho. É horrível conviver com pessoas assim. Eles sempre ficam dando volta na mesma montanha e não saem do lugar e conseguem sugar toda nossa energia a ponto de nos deixar irritadissimos.

  12. C. Muller

    Parabéns pelo texto. Infelizmente eu, ‘ainda’, convivo com um coitadinho. O coitadinho também é egoista, faz de tudo pra gente se sentir culpado, nunca erra, é ‘santo’, sabe tudo, só sabe reclamar e nunca faz nada pra mudar a história, não consegue se colocar no lugar do outro, vive de ‘biquinho”, é sempre vítima de seus proprios problemas e é sempre o ‘Ladrão da Alegria’.

  13. Marcos

    Excelente material

  14. Renira

    Eu fiz a pesquisa livre o google “pessoas que se fazem de vitimas” pensando em mim. Sofro disso e tenho buscado melhorar. O terrível são as recaídas, mas parando de se fazer de vitima… digo que esse artigo já me ajudou muito. Vou ler mais artigos desse blog.

  15. Fernanda

    Adorei o texto.Por mais que vc tente ajudar um pessoa com essa sindrome uma hora vc desiste pq vc vai se tornando triste também.Energia horrivel e concordo que são egoistas,não sabem ouvir,só querem falar dos problemas delas e na grande maioria invejam a felicidade das outras pessoas.

  16. Flavia

    Esse post me fez lembrar uma coisa engraçada que me aconteceu há alguns anos. Lembro que estava no meio de amigos e um desse começou me criticar ou julgar dizendo que eu era uma pessoa dissimulada que gostava de fingir que tinha vida perfeita e sem problemas porque eu nunca reclamava de nada e nada na vida parecia me incomodar. Só sei que na hora eu respondi a esse amigo que eu achava perda de tempo falar coisas que ninguém resolveria pra mim sendo também que sou uma pessoa reservada eu nunca me senti bem em expor minha intimidade pra os outros e que até acho que maioria das pessoas acham que outros teriam alguma obrigação em ajudar os outros. Só sei que depois disso muita gente também parou de me incomodar pois comparei coisas terríveis que vivi com a vida de outros amigos e disse que eu não entendia como pessoas que tiveram tudo e apoio dos pais podiam ser imaturos ou fracassados enquanto quem foi abandonado na infância não parecia assim ser tão problemático kk só sei que a partir desse dia todos pararam de reclamar da vida perto de mim kkkkk

    • Muito legal Flavia! O que você fez nesse dia com os seus amigos foi se posicionar com firmeza. Algo que os coitadinhos detestam, exatamente porque não conseguem e projetam isso em quem consegue. Parabéns! Continue seguindo a vida sempre com um olhar positivo e atuante, pois assim você deixará os coitadinhos bem longe de você! Abração!

  17. Aline

    Adorei o que escreveu, estou passando por uma situação muito complicada, pq fiquei com dó de uma pessoa que ficou
    Se fazendo de coitadinho e acabei deixando está pessoa vir morar em minha casa, e sou obrigada a ouvir todo dia como ela esforçada, dedicada e só faz o bem para todos e ninguém o ajuda, e ainda aquela penca de histórias triste, mas agora analisando os fatos sinto que fui manipulada, pq além da pessoa morar de graça, come de graça, suja minha casa, mente o tempo todo e pousa de vítima de todos, se puder queria um conselho de como me livrar desta situação sem arrumar um inimigo ( há ele.faz tanta chantagem emocional que fala o tempo todo: se não fosse por vc eu estaria morando na rua e passando fome) mas não faz nada para mudar de vida.
    Help gente

    • Nossa Aline! Essa tua situação acontece com mais pessoas do que você imagina. A solução para esse problema requer muita determinação e pulso da sua parte, ou seja, você vai precisar aprender a se posicionar com segurança e serenidade, o que se aprende aos poucos!
      O que você precisa fazer é parar e ter uma conversa olho no olho com essa pessoa e falar sobre PRAZOS. Por exemplo: “Se até daqui a dois meses, três meses (você estipula) você não arranjar um emprego e der conta das suas coisas e morar em um local próprio, infelizmente você será convidado a se retirar da minha casa…”.
      Você precisa deixar claro que não é uma brincadeira e que se ele não cumprir com sua parte nesse acordo ele vai mesmo se ferrar. Peça para ele ou ela procurar sua mãe ou alguém que possa se refugiar! É como diz o texto. O DISTANCIAMENTO muitas vezes é o único remédio para que os coitadinhos se toquem de que se comportam como uns chatos insuportáveis!
      É bem por aí! Pode ser e provavelmente será bem incômodo, mas é uma lição que você levará para o resto da sua vida!
      Lhe desejo muita autoconfiança nesse momento querida! Grande abraço!

  18. E acusar os outros de se fazerem de coitados, não seria isso uma a forma de não aceitar sua própria sombra?! Vejo que de alguma forma você acusa os coitadinhos de sugadores de energia e não consegue lidar e aceitar isso. Eu cheguei nesse artigo porque fui acusada de me fazer de vítima e afastar pessoas, porém, eram pessoas que eu não convivia há muito tempo e não me conheciam nem sabiam o que se passava na minha vida. A espiritualidade é realmente o único caminho pra sair do vitimismo. Mas ela envolve aceitar as coisas ruins, aceitar até mesmo que nem sempre podemos nos afastar de coitadinhos, pois as vezes eles são tua família. A única forma de lidar com isso é a aceitação, o que incomoda, é porque está sendo negado. Não seria? ❤

    • Esse texto fala de um assunto extremamente complexo Isabel. Vou aprofundá-lo respondendo seu comentário ok? Eu falei que o distanciamento muitas vezes é o remédio para os coitadinhos não como uma 1ª solução entende? Mas depois de você já ter tentado no mínimo algumas vezes fazer algo para ajudá-las! Seria muita insensibilidade da minha parte dizer que se alguém está com um padrão vitimista precisa ficar no isolamento. Todos nós aqui acolá ficamos um pouco vitimistas por causa de alguma situação que nos tirou do sério. Isso é normal! Mas não é disso que eu estou falando nesse texto. Estou falando das pessoas que tem isso como uma patologia. As que são como os discos arranhados que insistem em tocar o mesmo verso!
      Essa questão de ser alguém da família e não poder dar essa distância é uma ilusão e vou explicar porquê!
      Muita gente vive debaixo do mesmo teto, mas são completos estranhos. Não se falam entre si. Estão presente fisicamente, mas emocionalmente estão a anos-luz de distância. Esse sentimento é terrível e não aconselho que ninguém alimente.
      Esse distanciamento que falo e que considero saudável é: depois que você tiver deixado bem claro como pensa e já tenha tentado ajudar a que se faz de vítima e ela continua do mesmo jeito. Você segue sua vida normalmente, sendo carinhosa e acolhedora com essa pessoa vitimista, mas sem aprofundar em nada, sem dar mais intimidade. Essa seria a palavra mais adequada! Ela vai perceber essa mudança e ficar bem mal com isso, se de fato ela lhe considera! Daí ela vai começar a se questionar pra valer se ela não está sendo uma presença ruim.
      Então ao perceber que a outra pessoa está realmente mudando, aos pouquinho você volta a se abrir um pouco mais, como num processo aos poucos!
      Em minha opinião, essa é uma forma muito mais saudável de convivência.
      Jesus Cristo ensinava isso amplamente ao dizer: “Todo aquele que quiser me seguir, pegue a sua cruz e me siga…”. Nessas palavras ele queria dizer que não ia carregar a cruz de ninguém e que esse processo de mudança é absolutamente individual. Ele tinha um imenso coração e ajudava a todos com todas as suas forças e energias, mas não forçava a barra de ninguém! Depois que as pessoas se curavam, a primeira coisa que dizia era: “Foi tua fé que te curou…”.
      Jesus Cristo é o exemplo mais perfeito de amor e de equilíbrio que eu conheço! Seguindo seus ensinamentos é impossível ser um vitimista!
      Espero que com essa explicação mais aprofundada tenha ficado mais claro tudo isso.
      Muito obrigado pelo seu cometário e contribuição valiosa aqui no blog!
      Grande abraço!

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