A impulsividade surge nas mentes reativas

Por Isaias Costa

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Neste texto eu falarei sobre um grande defeito meu que, graças a Deus, estou aprendendo a superar e quero, a partir dele, lhe encorajar a também melhorar o comportamento, caso esse seja um defeito que também lhe aflige. A IMPULSIVIDADE

Até já falei em outro texto, existe diversos tipos de impulsividades. Por estarmos em um mundo capitalista, é comum associarmos essa palavra com compras, OK! Tudo certo, porém, talvez essa seja a impulsividade menos danosa, sabia? Vou explicar.

Quando você compra por impulso, não está ferindo o coração de ninguém, está ferindo o seu bolso e a sua energia de trabalho, e terá que trabalhar redobrado para conseguir o dinheiro para pagar as dívidas adquiridas. Não passa muito disso, por isso não é um dano assim tão terrível.

Agora a pior de todas as impulsividades é a que vem das nossas PALAVRAS, e era essa que tinha muito. Já feri várias pessoas por palavras, e confesso a você, no meu tempo de imaturidade, sentia muita CULPA por isso e minha reação não foi nada boa, foi uma reação de ISOLAMENTO e TIMIDEZ.

Hoje tenho consciência que parte da minha timidez excessiva se dava pelo fato de que tinha muito medo de ferir as pessoas. Mas você percebe o quanto esse pensamento não é sólido? Mesmo amando profundamente ainda ferimos as pessoas amadas, quanto mais isolados no nosso mundo…

E a outra impulsividade que tinha era com relação ao conhecimento. Já comprei livros por impulso e depois me arrependi de ter comprado sem analisar se realmente seria bom lê-los, e o pior, já me matriculei em cursos que não tinham nada a ver comigo, o que gerou prejuízos financeiros absolutamente desnecessários.

Aqui vem uma mensagem interessante. Lembra aquele ditado: “Quem não aprende pelo amor aprende pela dor…”? É mais ou menos por aí.

Eu aprendi a controlar minha impulsividade através da DOR. Essa dor foi tomada como um remédio e serviu para minha cura. Por isso que sempre digo em meus textos que a dor faz parte do nosso processo de AMADURECIMENTO. Sem sofrimentos, nosso repertório emocional se torna frágil e com qualquer vento mais forte, caímos e perdemos o equilíbrio.

Quais as principais lições que tirei das minhas impulsividades?

Com relação ao conhecimento foram duas: 1ª) Passei a ter mais calma e não querer “abarcar o mundo com as pernas”, para ficar no dito popular. Percebi que tenho um longa vida pela frente e cada dia aprendendo um pouquinho, com dedicação e foco, posso me tornar um sábio ao longo de muitos anos. 2ª) Passei a ser mais esperto com relação aos aproveitadores de plantão, que vendem o que é desnecessário utilizando das mais variadas formas de persuasão. Agucei meu olhar para sacar quando estão tentando me enrolar. Expliquei isso bem melhor nesse texto abaixo, que foi umas das experiências que mais me marcaram para deixar de ser impulsivo. Se você ainda não leu, recomendo, sua leitura pode lhe ajudar muito a se tornar mais esperto…

Pense 1000 vezes antes de assinar um contrato

Com relação às palavras, os benefícios foram diversos, e o principal deles é que hoje me tornei uma pessoa MEDITATIVA. Eu posso até estar enganado, mas acredito que muitos iniciantes em meditação buscam essa prática para se tornarem mais pacíficos, tolerantes e mais atenciosos quanto a forma de se expressarem e se comunicarem. Busquei a meditação para me tornar mais presente no momento presente, entende? E como isso funcionou! Você não faz ideia.

Hoje não tenho dúvidas de que a melhor forma de não ferir as pessoas com palavras é estar completamente envolvido com o AGORA, ter essa perspicácia de que cada ser humano é um universo muito delicado e a total atenção às palavras, aos gestos, aos movimentos corporais da outra pessoa lhe levam a ter o discernimento de quais palavras proferir e de que maneira. Exercitar isso requer muito, mas muito treino mesmo. É assim, se você percebe a receptividade da outra pessoa, você fala com mais firmeza, se percebe mais fechamento, você fica mais terno e compassivo, esperando sua abertura ao diálogo, que pode acontecer ou não, e se não acontecer você exercita a maravilhosa sabedoria do silêncio, e por aí vai. Para cada situação, uma forma de agir… Ainda voltarei a falar sobre isso…

Enfim. Que essa breve reflexão tenha feito você repensar sobre seus comportamentos e posturas, para que sua mente se torne menos reativa e mais ativa, ou seja, mais consciente do momento presente e todo seu poder na nossa vida…

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